Wellington do Curso mantém postura de oposição ao governo Dino 4

Wellington, da tribuna da Assembleia Legislativa, durante pronunciamento em que denunciou a tentativa de Flávio Dino “dar outro calote nos professores após ser reeleito”.

Enquanto no Rio de Janeiro o juiz Sérgio Moro aceitava o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para assumir ministro da Justiça e Segurança, aqui no Maranhão o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), em conversa com o Blog do Robert Lobato, afirmava que continua e continuará na trincheira de oposição do governo Flávio Dino (PCdoB).

“As pessoas precisam entender a dinâmica do parlamento. A formação dos blocos parlamentares é uma da peças do jogo e do embate político. Eu posso eventualmente estar num bloco com deputados governistas, mas ter minha a postura de oposição garantida e respeitada. Continuarei na trincheira oposicionista, mas sempre de forma republicana, democrática e propositiva“, assegurou o parlamentar.

De fato, o parlamento é por essência uma casa política do dissenso, daí os debates e embates que marcam o processo legislativo em qualquer lugar do mundo.

E, no caso do deputado Wellington do Curso, não há porque duvidar ou desconfiar de que ele possa dar uma guinada governista apenas por estar eventualmente num mesmo bloco com deputados da base.

Mais importante do que ser ou não de oposição é trabalhar pelo Maranhão e honrar o mandato popular que o povo maranhense ou outorgou nas urnas por mais quatro anos.

Sem falar que teremos eleições municipais em 2020 e bravo deputado Wellington do Curso sempre é um nome cotado para entrar, mais uma vez, na disputa pela prefeitura de São Luis.

Mas, isso é assunto para outra postagem.

Marco D’Eça chama a oposição nas catracas. Concordo! Mas, em parte… 16

Não adianta sofrer por antecipação. O jogo ainda não está jogado e dizer que competição está vencida não ajuda, pelo contrário, é fazer o jogo dos adversário. É fazer gol contra, ainda que a intenção seja o inverso

Em editorial publicado seu blog (veja aqui), o jornalista, blogueiro e editor de política do jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da família Sarney, chamou a oposição ao governador Flávio Dino “nas catracas”, como se diz no popular.

A análise do miranteano está repleta de acertos, além de ser uma leitura necessária como se funcionasse como um “acorda, gente!”.

As angústias de Marco D’Eça, que atua como uma espécie de líder da oposição na blogosfera maranhense, é a mesma de muitos que estão insatisfeitos com os rumos que o Maranhão tem tomado sob o comando do governador Flávio Dino.

Marco D’Eça tem razão em muito do que colocou no seu editorial e concordo com ele, mas em parte. Explico.

Em primeiro lugar, não se pode comparar a força de um governador pré-candidato à releição com a dos seus adversários que não têm o mesmo poder de barganha e sequer o que oferecer mesmo a quem não quer votar em Flávio Dino, mas, se vê sem opção – pelo menos até aqui.

Em segundo lugar, governo é governo seja em São Paulo, no Maranhão ou quaisquer estados da Federação. É por isso que o governador maranhense tem, como bem lembrou Marco D’Eça, “lideranças do peso do prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT); do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e do presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha (PSB)”.

Ora, ora, ora… Será que meu amigo “Sarará” queria que fosse diferente?

Quantos desses políticos citados no editorial de D’Eça, fora os não citados, já estiveram do lado do grupo Sarney no auge do poderio da “oligarquia”?

O amigo só esqueceu de mencionar que, além da maioria da classe política, o Judiciário (TJ-MA,TRE-MA) e o Ministério Público também estão todos juntos e misturados no pacote da atual hegemonia comunista da mesma forma que estiveram em tempos não muito longínquos.

Em terceiro lugar, não é justo e muito menos correto exigir da oposição uma ação mais afetiva como numa concorrência com a força do Palácio dos Leões. Isso não existe!

O que ocorre, aí meu caro Marco D’Eça se descuidou em não colocar, é que a oposição, principalmente ligada ao grupo Sarney, não sabe ou não tem interesse de tirar proveito político da máquina do Governo Federal enquanto contraponto à força do Palácio dos Leões.

Ao que parece, todos os saneysistas de carteirinha, na Câmara e no Senado, estão mais preocupados com os cargos e sinecuras federais que podem beneficiá-los pessoal e eleitoralmente do que para fazer o enfrentamento político contra os comunistas e, por conseguinte, contra o favoritismo de Flávio Dino em 2018.

No mais, não adianta sofrer por antecipação. O jogo ainda não está jogado e dizer que competição está vencida não ajuda, pelo contrário, é fazer o jogo dos adversário. É fazer gol contra, ainda que a intenção seja o inverso.

 

Por fim, prefiro ficar com a sabedoria popular de inspiração bíblica que ensina: “Cada dia com a sua agonia”.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.