ELEIÇÕES 2018: Mais pedidos de impeachment contra Flávio Dino virão 16

O governador maranhense vai encarar uma campanha pela reeleição debaixo de vários pedidos de impeachment. Um desgaste para qualquer gestor que deseja um segundo mandato…

O governador Flávio Dino (PCdoB) deve enfrentar outros pedidos de impeachment, além do já protocolado pelo deputado estadual Edilázio Júnior (PV).

Pelo que a apurou o Blog do Robert Lobato, os deputados Eduardo Braide (PMN), Wellington do Curso (PSDB), Adriano Sarney (PV) e a deputada Graça Paz (PSDB) também deverão solicitar o impeachment do comunista por razões diferentes. Motivos é que não faltam.

Flávio Dino pode, nesse aspecto, se comparar a Michel Temer (MDB) em termos de depender do parlamento para ter sua vida política garantida. Não se sabe a qual preço.

O fato é que o governador maranhense vai encarar uma campanha pela reeleição debaixo de vários pedidos de impeachment.

Um desgaste para qualquer gestor que deseja um segundo mandato…

Uma eventual candidatura do MDB a presidente e seus reflexos no MA 4

Uma eventual candidatura do MDB deve ter consequência diretas nos estados podendo, por exemplo, desidratar consideravelmente o palanque de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).

O MDB ensaia uma candidatura própria a presidente da República.

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, vai deixar o cargo por esses dias e deve pedir desfiliação do PSD e entrar no MDB.

A questão fundamental colocada no âmbito do Palácio do Planalto é saber se o candidato emedebista será o quase ex-ministro Meirelles ou será o próprio Michel Temer, podendo ambos comporem uma chapa, encabeçada por Temer, com Meirelles de vice.

Ora, uma candidatura do MDB deve ter consequências diretas nos estados podendo, por exemplo, desidratar consideravelmente o palanque de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Não custa lembrar que muitos partidos que hoje estão na base comunista no Maranhão possuem ministro de Estado lá na Esplanada dos Ministérios: PP, PRB, DEM, PTB e PR são alguns exemplos.

Lógico que o jogo começa pra valer ali próximo das convenções, quando estará formatada as coligações em torno das candidaturas a presidente.

Porém, a possibilidade de Flávio Dino ficar reduzido a pouquíssimos partidos é cada vez maior.

Governo Federal descumpre acordo e municípios do Maranhão perdem R$ 83 milhões este ano

Medida adotada pelo presidente Michel Temer faz com que prefeituras do estado continuem mergulhadas em uma crise financeira sem precedentes.

A gestão do presidente Michel Temer (PMDB) descumpriu, mais uma vez, acordo feito com os municípios brasileiros.

De acordo com informações repassadas pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28), somente em 2018 o governo federal depositará nas contas das prefeituras R$ 2 bilhões em recursos oriundos do Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM).

O pagamento estava agendado para este mês, conforme garantiu o próprio Michel Temer durante encontro com gestores públicos municipais de todo o país no mês passado, em Brasília.

As 217 cidades do Maranhão seriam beneficiadas com R$ 83 milhões, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) à época.

A divisão dos recursos do AFM obedeceria aos mesmos critérios utilizados pela União para repartir o dinheiro proveniente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Os recursos extras estavam sendo aguardados por prefeitos e prefeitas de várias regiões do estado e seriam utilizados para pagamento do funcionalismo público, por exemplo.

“Trata-se, mais uma vez, de uma ação do presidente da República contra a municipalidade maranhense e brasileira. Estes recursos extras, garantidos pelo senhor Michel Temer durante encontro com prefeitos e do qual eu participei, chegariam em uma boa hora e estavam sendo aguardados pelos gestores como uma espécie de salvação da pátria. Agora, com a informação de que o repasse não será feito este ano, as prefeituras do Maranhão voltam à situação de colapso financeiro”, afirmou o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema.

Em julho, Michel Temer também não honrou compromisso firmado com a municipalidade brasileira.

Na oportunidade, ele não autorizou o depósito nas contas das prefeituras de R$ 168 milhões referentes à antecipação da compensação do FUNDEB.

Temer diz que reforma ministerial é ‘inevitável’

Presidente sofre pressão do Centrão para retirar pastas dos tucanos, mas diz que ‘não acha’ que reforma acontecerá antes de janeiro

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

Brasília – O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta-feira, 9, que uma reforma ministerial “será inevitável” para assegurar a aprovação das mudanças na Previdência Social que o governo quer aprovar no Congresso e que este assunto “está sempre em cogitação” quando se governa.

Temer está sendo pressionado pelo Centrão para retirar os tucanos do governo e repassar as pastas para os aliados para este grupo da base aliada. O principal objetivo do Centrão é retirar do PSDB o Ministério das Cidades, por conta do seu gordo orçamento. Hoje, os tucanos têm quatro pastas: Cidades, Relações Exteriores, Secretaria de Governo e de Direitos Humanos.

O presidente não disse quando a reforma ministerial será realizada. A expectativa é para que ela seja feita logo, sem esperar a saída por conta da desincompatibilização dos cargos, por conta das eleições, no ano que vem.

Ao ser indagado se acreditava que as trocas ministeriais poderiam acontecer antes de janeiro, o presidente respondeu: “Acho que não”.

O sinal do presidente de que poderá atender à fome por cargos e verbas dos partidos aliados, foi dado em entrevista, ao final da cerimônia de anúncio do programa Avançar, no Palácio do Planalto.

Pouco antes, o senador Aécio Neves (MG), pressionado pelos ministros tucanos que desejam permanecer no governo, foi ao gabinete do senador Tasso Jereissati (CE) avisar que estava destituindo-o presidência interina do PSDB. “Eu reconheço que há pleitos e sobremais, como muitos ministros vão deixar os cargos, é claro que a reforma será inevitável”, declarou Temer, após defender a reforma da previdência. “Reforma é algo que, toda vez que você governa, elas estão sempre estarão em cogitação. Eu saberei o momento certo”, declarou Temer.

Ao defender a aprovação da previdência, o presidente Temer citou que assim que o tema foi colocado de novo nas discussões, o mercado deu o alerta da sua importância. “No dia seguinte que se fez o alerta de que ela iria continuar, a bolsa voltou a subir e o dólar caiu” , comentou, ao destacar a sua animação com a possibilidade de aprovação do texto.

Na manhã desta quinta-feira, Temer voltou a sofrer pressão dos aliados, durante café da manhã na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quando se discutiu os pontos da reforma da previdência. Temer foi avisado que, sem mudanças no ministério, não tem votação de reforma previdenciária. O presidente, após ressaltar a importância dela ser feita, neste momento, disse “estar animado”, por conta do apoio recebido não só de Maia, mas também do ´presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE).

Questionado se tinha os 308 votos para aprovar a reforma, o presidente Temer respondeu: “ah, vamos contando”. Depois de reiterar que “está animado” com as negociações e as reuniões realizadas nos últimos dois dias, o presidente Temer fez questão de salientar que a reforma !é muito importante” e “há (chances) sim” dela ser aprovada, “desde que se explique direitinho que a verdadeira reforma da previdência e único objetivo dela é combater privilégios e preservar os mais pobres e os mais vulneráveis”. E insistiu: “não há nenhuma modificação em relação aos mais pobres. O que há sim é uma quebra de privilégios que hoje não podem mais existir”.

insistiu que saberá “o momento certo, o tempo certo para fazer a reforma”. E justificou: “é algo que, toda vez que você governa essas reformas estão sempre em cogitação”. Perguntado se seria feita a reforma bem antes do que pretendia, o presidente disse: “não, não, acho que não”. E emendou: “Reconheço que há pleitos e sobremais, como muitos ministros vão deixar seus cargos, é claro a reforma será inevitável”. O presidente prosseguirá as conversas com aliados para assegurar os votos.