SENADO 2018: Márcio Jardim declara apoio a Weverton Rocha, “mas sem emprego na Prefeitura” 16

O argumento de Márcio que votará no candidato pedetista porque a segunda candidata do governo, a também deputada federal Eliziane Gama (PPS) é “golpista”, não passa de balela, até porque o que não faltará no palanque comunista de Flávio Dino é “golpista”. Aliás, é “golpista” que engancha.

Márcio Jardim é do bem, boa gente.

Mas, infelizmente, se perdeu!

Jovem militante petista, lulista, conheci Márcio nas escadaria de uma sede do PCdoB no início da década de 90. Mas, infelizmente, repito, se perdeu!

Não se sabe por qual motivo Márcio Jardim, de hora para outra, recuou nas críticas políticas ao governo Flávio Dino. Ex-pré-candidato ao Senado Federal, o petista foi duro em vários momentos com a posição do Palácio dos Leões em não aceitar que o PT fizesse parte da chapa majoritária ao lado do PCdoB.

Flávio Dino, como todos sabem, se impõe pelo medo e parece viver com mandatos de prisão debaixo do braço para intimidar que ousa desafiá-lo politicamente. A “KGB” local vive de dossiês e de bisbilhotar a vida alheia como forma de intimidação.

Ao declarar apoio ao candidato a senador Weverton Rocha, o bravo Márcio Jardim não apenas macula a sua biografia, como jogou na lata do lixo muitas das suas palavras enquanto dirigente e ex-pré-candidato petista nas muitas vezes que disse ter sido excluído dos planos dos Leões.

Ora, se ele próprio não serviu como candidato a senador por que agora é obrigado a declarar apoio a um candidato de outro partido? Quer dizer que Márcio Jardim não pode, mas Weverton Rocha pode? Que coisa!

O argumento de que vota no candidato pedetista porque a segunda candidata do governo, a também deputada federal Eliziane Gama (PPS) é “golpista”, não passa de balela! Até porque o que não faltará no palanque comunista de Flávio Dino é “golpista”. Aliás, é golpista que engancha.

Se por um lado a irmã errou politicamente em apoiar o impeachment da presidente Dilma, por outro lado dá um banho em Weverton Rocha quando o quesito é ética e retidão política.

Mas, para Márcio Jardim, isso é pouco.

Prefere se queimar dando apoio público ao nosso querido “Maragato”.

Mesmo “sem emprego na Prefeitura”, numa clara alusão a outro ex-pré-candidato petista a senador que mandou o projeto político para os ares e virou secretário de Holandinha.

E assim caminha o PT no Maranhão.

Até quando?

ELEIÇÕES 2018: Os registros das pré-candidaturas petistas (OU: Saudações a quem tem coragem) 2

No próximo dia 27 deste mês será o encontro do PT que decidirá qual o rumo que o partido irá tomar no estado. Isso se a direção nacional não emitir alguma resolução política sobre a situação do Maranhão até antes do encontro

O pré-candidato a governador Aníbal Lins registra o acolhimento das assinaturas dos demais pré-candidatos. Ao fundo a pré-candidata a senadora Adriana Oliveira. Márcio Jardim também teve sua pré-candidatura ao Senado oficializada.

Na noite de ontem, segunda-feira, 16, os pré-candidatos Aníbal Lins, Márcio Jardim e Adriana Oliveira tiveram as suas pré-candidaturas oficialmente registradas na sede estadual do PT.

Aníbal Lins pré-candidato ao Governo do Estado, Márcio Jardim e Adriana Oliveira pré-candidatos ao Senado Federal.

O registro dessas pré-candidaturas é uma dura derrota para o presidente estadual do PT, Augusto Lobato e do secretário Francisco Gonçalves (Direitos Humanos), ambos trabalharam arduamente para impedir os registros que não interessam ao Palácio dos Leões.

Contudo, os pré-candidatos estavam convencidos da importância do processo e conseguiram o número de assinaturas suficiente para garantir o direito de ao menos sonhar com um PT mais forte e unido no Maranhão.

Gesto solidário de Márcio Jardim

Além da determinação do sindicalista Aníbal Lins, que foi um herói ao lado de outros companheiros seus que se dedicaram de corpo e alma na busca das assinaturas, um gesto solidário marcou o dia de ontem nesse processo de registro das pré-candidaturas petistas.

Márcio Jardim assinou o documento de registro da pré-candidatura da presidente da CUT-MA, Adriana Oliveira. No que pode algo de pouca importância, na verdade representa muito para o PT no Maranhão, um partido acostumado com a conflagração entre companheiros, com um canibalismo interno constante.

Ao assinar o registro da pré-candidatura de Adriana Oliveira, o professor Márcio Jardim dá demonstração que nem tudo ainda está perdido no PT maranhense e que é possível, sim!, construir um partido minimante solidário e unido.

No próximo dia 27 deste mês será o encontro do PT que decidirá qual o rumo que o partido irá tomar no estado. Isso se a direção nacional não emitir alguma resolução política sobre a situação do Maranhão até antes do encontro.

O fato é que os três pré-candidatos, Aníbal Lins, Márcio Jardim e Adriana Oliveira estão de parabéns!

Agora é aguardar as próximas etapas do processo interno do PT.

No mais, “Saudações a quem tem coragem”.

Em nota, Márcio Jardim reafirma pré-candidatura ao Senado Federal e diz que faz “o bom combate” 4

O professor Márcio Jardim divulgou nota onde expõe os motivos, razões e sentimentos que o fazem manter a sua pré-candidatura ao Senado Federal.

O Blog do Robert Lobato publica a íntegra da nota do petista e, claro, se compromete com os leitores de, em breve, fazer um comentário sobre o conteúdo da mesma. Confira.

Peço licença para encaminhar esta nota acerca dos debates na última reunião do Diretório Regional do PT.

1 – Sobre o tema de candidatura própria ou apoio (incondicional ou não) a reeleição do governador Flavio Dino: não existe nenhum ineditismo nesse debate. E quando digo isso não é pelo fato de ser assunto recorrente em qualquer discussão eleitoral no PT Brasil afora, refiro-me a dados de realidade histórica que envolvem o mesmo tipo de dilemas que tivemos já lá 2014. Naquela ocasião, é bom lembrar, não foram poucos os que defenderam que o PT apresentasse candidatura própria. E até mesmo nomes foram colocados. E julgo que o fizeram com legitimidade e idoneidade de propósitos. Portanto, entre a polarização estabelecida – apoio ao PMDB x apoio a FD [Flávio Dino] – existiu um grupo que queria que o PT disputasse com nome próprio. Embora esse fosse mais tensionado pelo pólo que defendeu apoio a Flávio Dino (aqui me incluo) optou por não participar do “Encontro Estadual de Petistas em Apoio a Dilma e Flávio Dino”. Evento realizado em abril de 2014 que foi crucial e determinante na aglutinação de petistas para a campanha vencedora naquele pleito;

2- Sobre a questão do Senado e apoio do PT à chapa definida pelo governador Flavio Dino: aqui estaria, digamos assim, o xis da questão do debate sobre chapa majoritária, já que ela inclui a deputada Eliziane Gama, muitas vezes referida nas falas como “a golpista”, com os argumentos por todos nós já sabido. Ocorre, a meu juízo, que o debate central não foi enfrentado ainda. Qual é o limite da participação e apoio do PT a chapa com a deputada do PPS? Sim, porque não existe equação em que ela esteja na chapa e o PT não a apoie sem que não seja o PT tendo seu(a) próprio(a) candidato(a) ao senado. A menos que por algum motivo, até aqui ainda não exposto, o outro nome indicado seja substituído por alguém do PT. Na outra hipótese, a indicação de vice nos coubesse (isto acolheria a resolução do nosso Congresso Estadual). Mas estou tratando da chapa tal qual o governador apresentou. Ora, não basta dizer que “eu não voto na golpista” para isso representar o NÃO APOIO do PT. Voto é um ato de preferência unilateral. O instrumento que legaliza o registro de candidaturas é a ata da convenção partidária. E a ata da convenção do PT irá para o TRE dizendo que “a golpista” É SIM A NOSSA CANDIDATA. Não existe outra forma a não ser pelas hipóteses que aqui já mencionei. Portanto, uma coisa é o meu ato pessoal de não votar em A ou em B, outra coisa é o que vai dizendo o instrumento legal que determina o apoio e tudo que dele deriva, como uso do nosso tempo de TV e até mesmo o direito dela usar, se assim o quiser, imagens do Lula e da Dilma. Esse é o fato! ;

3 – Sobre a questão do Senado e nossas pré-candidaturas: ao que parece, restam dois nomes colocados; o meu e o da Adriana Oliveira que mais recentemente foi apresentado. Não posso deixar de fazer considerações de reconhecimento a uma mulher lutadora que tanto dignifica a luta das mulheres maranhenses. De modo muito particular aquelas que têm suas vidas marcadas por superação de grandes obstáculos para vencer. Enfrentando toda sorte de discriminação e preconceito. Fazer parte de um discussão ao lado da Adriana só pode honrar e engrandecer a qualquer um. E assim me sinto: “honrado e engrandecido.” A apresentação do seu nome, ainda que com atraso, como frisou o presidente Augusto Lobato, ajudou a consolidar nossa posição sobre um nome petista para o senado. Lembro que estimulado por muitos companheiros a entrar na disputa pelo Senado e depois de ter conversado com o Presidente Lula e senadora Gleisi sobre o assunto, a primeira entidade que procurei foi a CUT, onde estive em visita a Adriana, ainda no ano passado, para tratar sobre essa postulação.

Como sempre disse: não estava para fazer nenhum tipo de barganha, não era balão de ensaio pra depois virar candidato a federal ou estadual. Não sou pré-candidato mirando suplência de A ou B na chapa governista. Não sou pré-candidato pra ser contraponto a ninguém do PT, não!

4 – Estou para enfrentar as candidaturas de caráter golpista e neoliberais. Quero representar o partido em que milito antes de ter título de eleitor, que ao conhecê-lo e fazer opção por filiar mudou o significado da minha vida, quando era apenas um adolescente, filho de uma família de 10 irmãos de pai e mãe que trabalhavam no campo. Quero defender esse meu partido e tudo que ele representa pra mim e que se materializa nos legados dos governos Lula/Dilma. Defender o 13 para reforçar o voto na legenda e ajudar na eleição de nossa bancada federal e estadual. Não entrei no PT pra ser candidato e não estou agora participando de eventos do PT porque sou pré-candidato. Todos sabem do meu profundo vínculo orgânico com o partido; da minha participação nas lutas sociais e causas democráticas do nosso estado; que sempre tive lado e lutei por aquilo em que acreditei ser necessário para fazer um Brasil e um Maranhão mais justos, como nas campanhas de Flávio Dino ao governo em 2010 e 2014. E acredito, sinceramente, que a melhor estratégia para continuidade do projeto político do governador Flavio Dino é com PT na sua chapa. Tenho muita admiração, respeito e consideração pelo governador. Sei ser grato e por ele tenho gratidão. Quando fui convidado a continuar no governo fiz opção por voltar para sala de aula para ficar mais a vontade e defender livremente minhas ideias e estratégias para o PT que podiam não ser coincidentes com a estratégia eleitoral do governo. Não poderia lhe causar este tipo de constrangimento. O bom amigo e aliado político é aquele que não coloca o outro em “bola dividida”. Sei da dificuldade em fazer vencer minhas teses. Por motivos óbvios ao fato do PT participar do governo e o que isso envolve em hábitos tão comuns a nossa cultura política. Candidatura é uma escolha dos de dentro (o partido) para ser julgada pelos de fora (o povo). Não quero e não farei luta interna apenas pelo vício de fazê-la, por revanchismos, ressentimentos ou qualquer outra motivação desprovida de grandeza humana. Eleição se ganha primeiro acreditando que é possível vencer e buscar dialogar e conquistar o eleitor no debate público. E se perde no nascedouro não acreditando ser possível vencer e se diminuindo no internismo pelo internismo. Portanto, deixo o meu nome à disposição de cada petista maranhense. E, se assim entenderem, que foi ele quem mais acumulou na questão do Senado e reúne, no atual momento, as melhores condições para eventualmente representá-los, estou a disposição do presidente Lula e da nossa presidenta Gleisi para fazer a disputa. E a farei com toda coragem, garra, e petismo na veia que tem minha história de vida e militância.
Qualquer que seja o resultado, sinto-me satisfeito por ter o reconhecimento de todos quanto a relevância de ter colocado o debate da participação do PT na disputa majoritária de forma altiva e ativa.

Mesmo quem não o diz publicamente, reconhece em caráter privado que estou combatendo de forma acertada o bom combate. Guardei a minha fé e o meu PT. Agradeço a todos que tem ajudado na construção desse caminho e que são os verdadeiros responsáveis por termos trazido essa nossa luta até aqui.

Saudações a quem tem coragem.

Com fé na vida e força na luta.

MÁRCIO BATALHA JARDIM – Pré-candidato a Senador e membro do Diretório Nacional do PT.

ELEIÇÕES 2018: PT mantém pré-candidaturas ao governo e ao Senado 6

E o jogo de pressão e contrapressão entre o PT e o PCdoB segue a toda prova.

Nesta quarta-feira, 11, o sindicalista Aníbal Lins protocolou junto ao Diretório Estadual do PT, na pessoa do presidente Augusto Lobato, documento em que reitera a sua pré-candidatura a governador e aguarda resposta de um outro documento este encaminhado a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, com cópia para o ex-presidente Lula (reveja aqui).

“Protocolei agora com Augusto Lobato, reiterando minha pré candidatura e confirmando que estou regularmente filiado ao partido e por isso muito à vontade para provocar o debate a respeito dessas teses, que estão no meu manifesto inicial”, disse Aníbal Lins ao Blog do Robert Lobato.

Além da pré-candidatura de Aníbal Lins ao governo, o professor Márcio Jardim também resolveu manter a sua pré-candidatura ao Senado Federal e articula apoio junto à cúpula nacional petista para se viabilizar.

Na semana passada, correu notícias sobre suposta desistência de Márcio Jardim do projeto de senador, mas o professor não só garante que mantém a pré-candidatura como divulgou documento comprobatório da sua desincompatibilização, conforme print abaixo.

A aliados mais próximos, Márcio Jardim tem dito que covardia não tem morada no seu coração e que poderia ainda estar no governo com bom salário e numa condição confortável. O pré-candidato lembra ainda que ficou por mais de 2 anos na condição de primeiro suplente de deputado federal no primeiro mandato de Lula, mas nunca fez qualquer movimento para assumir de qualquer jeito – o primeiro suplente foi Washington Oliveira, atual conselheiro do TCE-MA, que assumiu o mandato no lugar do então titular do cargo Remi Trinta.

De fato, em 2002 Márcio Jardim obteve cerca de 20 mil votos para deputado federal, o que para época foi uma votação extraordinária para um jovem petista que fez campanha sem qualquer estrutura material ou financeira.

A verdade é que o PT mantém não apenas a pré-candidatura ao governo de Aníbal Lins, mas também ao Senado Federal com Márcio Jardim e a simpática e brava Adriana Oliveira, presidente da CUT-MA, que é bancada pelo que está sendo chamado de “Comando do TCE”.

Mas isso é assunto para outra postagem.

Em tempo: O professor Nonato Chocolate desistiu da pré-candidatura a senador depois de aceitar o convite do prefeito Edivaldo Júnior (PDT) para assumir a Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa).

“Não estou fazendo barganha”, diz Márcio Jardim sobre suplência de senador 4

O dirigente Márcio Jardim disse ao Blog do Robert Lobato que não é pré-candidato a suplente de senador de nenhum dos nomes apresentados pelo governador Flávio Dino (PCdoB), leia-se Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT).

“Não sou pré-candidato a suplente. Não estou fazendo barganha”, disse Jardim após alguns blogs de São Luis ventilarem essa possibilidade,

Márcio Jardim ainda luta para ser candidato a senador na chapa liderada por Flávio Dino ou ainda numa chapa do PT sem candidato a governador, a chamada “chapa camarão”.

Nacional

A principal corrente do PT, a Construindo um Novo Brasil (CNB), movimenta-se para pressionar o conjunto do partido e fazer com que o governador Flávio Dino entenda a importância do PT na chapa majoritária liderada pelo comunista.

Nesse sentido, não será surpresa se o Palácio dos Leões anunciar a participação de um petista em alguma posição na majoritária.

É aguardar e conferir.

Petistas acreditam que suposta pré-candidatura de Mário Macieira é “invenção” de Chico Gonçalves

Se Mário Macieira realmente quiser entrar na disputa eleitoral, não for mais uma vez um “balão de ensaio”, uma “invenção” terá que disputar as prévias.

“Balão de ensaio”, “invenção”.

São com esses predicados que alguns petistas avaliam a suposta pré-candidatura do advogado Mário Macieira nas eleições de 2018.

E mais: esses mesmos petistas creditam na conta do secretário Chico Gonçalves (Direitos Humanos) o factoide de lançar Macieira ao Senado Federal ou vice de Flávio Dino (PCdoB).

“Desde 2010 inventam a candidatura de Mário Macieira e sempre o idealizador desse projeto é Chico Gonçalves. 2010 foi assim como Mário de vice de Flávio; 2012 o lançaram a prefeito; 2014 para deputado federal e agora, claramente diversionista, como senador ou vice de Dino. Ou seja, mais uma vez um balão de ensaio, uma invenção da mesma pessoa” [no caso Chico Gonçalves], disse um petista companheiro do Blog do Robert Lobato.

De fato, há no PT essas “invenções” de ocasião.

Atualmente há apenas dois pré-candidatos a senador registrados oficialmente no partido: Márcio Jardim e Nonato Chocolate, ambos professores.

Ocorre que os dois petistas não fazem parte da “plutocracia” do PT, não têm “pedigree”, logo “não servem” para ser candidatos, segundo o lógica de gente como Chico Gonçalves e outros de mesma concepção.

De qualquer modo, tanto Márcio como Chocolate não abrem mão das suas candidaturas, mesmo que tenham que ir para prévias, como é previsto no estatuto do PT.

E se Mário Macieira realmente quiser entrar na disputa eleitoral, não for mais uma vez um “balão de ensaio”, uma “invenção” terá que disputar as prévias.

É aguardar e conferir.

ELEIÇÕES 2018: Márcio Jardim lidera disputa para o Senado em Arari 8

Quando somadas as duas opções de voto o petista tem a preferência de 55,1% dos eleitores

Se depender da sua cidade natal, Arari, o pré-candidato a senador pelo PT, Márcio Jardim, pode encomendar o paletó da posse.

Segundo pesquisa do Instituto Data M, publicada em primeira mão pelo blog do Júlio Diniz, o petista lidera como primeira opção para o Senado com 41,7% das intenções de voto. Em segundo aparece o senador Edison Lobão (MDB) com 10,7%; em terceiro o deputado federal Sarney Filho (PV) com 10,2%; em quarto a deputada federal Eliziane Gama (PPS) com 5,3%; em quinto o deputado federal Waldir Maranhão (Avante) com 3,7%; em sexto o deputado federal Weverton Rocha (PDT) com 1,6% e em sétimo o deputado federal Zé Reinaldo (sem partido) que não pontuou; nenhum deles 16,9% e não sabe ou não respondeu com 10,2%.

Quando a pergunta foi sobre a segunda opção de voto, Márcio Jardim também lidera com 13,4%; depois aparecem Sarney Filho com 9,1%; Edison Lobão com 8,6%; Eliziane Gama com 5,9%; Waldir Maranhão com 3,7%; Zé Reinaldo com 2,7% e Weverton Rocha com 1,1%; nenhum deles 19,3% e não sabe ou não respondeu com 36,4%.

O levantamento do Data M foi realizada entre os dias 10 e 12/03, registrada na Justiça Eleitoral sob o Nº 05655/2018, no dia 09/03 e ouviu 240 pessoas na zona rural e na zona urbana de Arari, tendo um intervalo de confiança estimado em 95% e margem de erro máxima estimada em 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Além de Márcio Jardim, o professor Nonato Chocolate também está na disputa de senador pelo PT. Aliás, daqui o Blog do Robert Lobato volta ao assunto com declarações dos dois petistas sobre fake news divulgado em blogs alugados pelo Palácio dos Leões dando conta de apoio do PT a candidatura de Weverton Rocha ao Senado.

Vale aguardar.

ELEIÇÕES 2018: Após ser exonerado por Flávio Dino, petista Márcio Jardim vai a 9% para senador, segundo Vox Populi 6

O mais importante entre os fatores que podem alavancar ainda mais um pré-candidatura com o perfil do Márcio Jardim é a sua relação política e pessoal com o ex-presidente Lula

Parece que o fato do governador Flávio Dino (PCdoB) ter resolvido exonerar o petista Márcio Jardim da Secretaria de Esperte e Lazer (Sedel), para barganhar com o PP do deputado federal André Fufuca, fortaleceu eleitoralmente o ex-secretário. Pelo menos é o que mostra a pesquisa Vox Populi, divulgada ontem, 4.

Márcio Jardim aparece com surpreendentes 9% das intenções de voto para o Senado Federal, isso sem o dirigente nacional do PT ter dito com todas as letras que é mesmo candidato a senador.

Esse índice alcançado não pode e não deve ser minimizado de forma alguma. Explico o porquê.

Em primeiro lugar, Márcio Jardim é militante destacado do PT do tipo que vai para o front do campo de batalha. Aliás, ele tem “Batalha” até no nome (Rsrsr).

Em segundo lugar, estamos falando de um dirigente com excelente trânsito nas correntes internas do PT, das mais à esquerdas as mais moderadas.

Em terceiro lugar, a vantagem competitiva de ser do PT aumenta a chances de crescimento de Márcio na medida que no Maranhão, segundo a mesma pesquisa Vox Populi, o partido tem a maior simpatia dos eleitores no estado chegando a 17%. O PMDB vem em segundo com 2%, seguido do PCdoB com apenas 1% da simpatia dos maranhenses. Partidos de outros pré-candidatos como o PDT, PPS, DEM sequer são citados.

Em quarto lugar, Márcio Jardim tem feito um contraponto público aos “golpistas” que ajudaram derrubar a presidente Dilma do poder.

O ex-comandante da Sedel não tem poupado críticas contundentes a aliados do governo Flávio Dino que tiveram papel central no impeachment. Igualmente tem batido no oportunismo de Ciro Gomes, pré-candidato a presidente da República pelo PDT, que no Maranhão tem o deputado federal Weverton Rocha como nome para o Senado Federal, inclusive “oficializado” pelo governador Flávio Dino.

Por fim, e talvez o mais importante entre os fatores que podem alavancar ainda mais uma pré-candidatura com o perfil do Márcio Jardim, é a sua relação política e pessoal com o ex-presidente Lula.

Meses atrás, o petista maranhense rodou o Nordeste brasileiro ao lado do Lula na caravana que líder do PT tem feito pelo país. Essa proximidade junto a Lula, que no Nordeste, e principalmente no Maranhão, é imbatível e consegue transferir votos, faz de qualquer pré-candidato majoritário um potencial “eleito”.

Dificuldades

Mas, nem todo são flores no caminho de Márcio Jardim mesmo com os 9% de intenção de votos para senador revelados pela Vox Populi.

Paradoxalmente, o PT maranhense é o principal problema para que Márcio viabilize a sua candidatura. Aliás, é o principal problema para qualquer pré-candidato majoritário petista.

Isso porque o PT no Maranhão tem dificuldades de acertar os ponteiros internos, e na hora que é para decidir coletivamente um projeto, o partido torna-se uma verdadeira Torre de Babel e ninguém se entende.

No caso específico de Márcio Jardim, ainda tem o fato de ser ligado às forças do “dinopetismo”, cuja subserviência aos mandos do PCdoB/Palácio dos Leões inviabiliza qualquer projeto do PT ou mesmo um espaço na chapa majoritária liderada por Flávio Dino, isso porque o comunista tem que abrigar outras forças, inclusive “golpistas”, no seu projeto de reeleição.

O fato é que Márcio Jardim colhe os bons frutos, entre outras coisas, por conta da sua exoneração da Sedel e a pesquisa Vox Populi mostra isso.

Agora é se movimentar intensamente no PT nacional e local, e tentar mostrar por “M mais J” que ele tem viabilidade de firmar-se como candidato a senador do PT e do Lula.

Entendeu, né?