ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: Eleição da mesa já movimenta deputados eleitos e reeleitos 2

Ao menos quatro nomes podem ser dados como certos num primeiro momento, dois deles reeleitos no último domingo, 7, e outros dois que voltam ao parlamento depois de ficaram sem mandato, entre eles um que retorna trazendo na bagagem a condição de quem já presidiu o Legislativo maranhense

Consolidada a apuração dos votos e consequentemente o resultado eleitoral de quem conseguiu se eleger deputado estadual nas eleições de 2018, as atenções agora estão todas voltadas para a eleição da nova mesa diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Ao menos quatro nomes podem ser dados como certos num primeiro momento, dois deles reeleitos no último domingo, 7, e outros dois que voltam ao parlamento depois de ficaram sem madanto, entre eles um que retorna trazendo na bagagem a condição de quem já presidiu o Legislativo maranhense. Vejamos.

Othelino Neto (PCdoB) – É o atual presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e, ao em tese, leva vantagem sobre os demais pretendentes. O fato de ser do mesmo partido do governador pode ajudar e ao mesmo tempo atrapalhar os planos de Othelino em continuar no comando do Poder Legislativo estadual. Ajuda na medida que não se trata apenas de um correligionário de Flávio Dino, mas de um aliado pra lá de leal e totalmente afinado com o Palácio dos Leões. Mas, paradoxalmente, o fato de ser do PCdoB pode servir de argumento para os concorrentes no sentido de ser muita pretensão dos comunistas comandarem ao mesmo tempo o executivo e legislativo. A favor de Othelino Neto está também a forma de como vem conduzindo a casa, sempre com muita habilidade e tratando de forma igualitária deputados governistas e oposicionista. Não é por acaso que já conta com declaração de voto de alguns parlamentares.

Marcelo Tavares (PSB) – Com a experiência de quem já presidiu o parlamento maranhense, nos bastidores políticos comenta-se que há um acordo entre o deputado e o governador Flávio Dino para que ele seja alçado à condição de presidente  da casa mais uma vez. Claro que ambos vão negar se perguntados sobre tal acordo, mas o assunto é corrente na Assembleia Legislativa. Marcelo Tavares não deixou muita saudades entre os seus antigos pares, pois ficou com a fama de “pão-duro” e de péssimo trato político. Com a vitória de Dino em 2014, Marcelo virou secretário da Casa Civil meio que figurativo, pois nunca teve autonomia para resolver algo de relevância no âmbito do governo. A ser verdade que existe esse “acordo de gaveta” entre ele e o governador reeleito tem chances. E muitas!

Cleide Coutinho (PDT) – Deputada experiente, Cleide Coutinho conhece bem como funciona a engrenagem política, em particular as disputas no parlamento. Viúva do ex-deputado estadual e ex-prefeito Humberto Coutinho, Cleide é um nome que surge como opção para “equilibrar” a disputa na base governista. É verdade que se o marido ainda estivesse em vida, a história da próxima eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa seria outra, posto que Humberto Coutinho estaria reeleito deputado e se tornaria um candidato fortíssimo, o que não se pode afirmar o mesmo em relação à viúva, mas ainda assim Cleide Coutinho não pode ser subestimada de modo algum.

Neto Evangelista (DEM) – O mais jovem entre os quatros nomes elencados pelo Blog do Robert Lobato, a candidatura de Neto Evangelista a presidente da Assembleia Legislativa pode representar a onda de renovação dos quadros na política maranhense que está em curso no estado, já que é um quadro que integra a nova geração de políticos que tem emergido das urnas nas últimas eleições no Maranhão, com a ressalva de não ser um “meliante”. A marcante passagem do jovem parlamentar pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) o credencia como gestor, logo não teria lá muitas dificuldades de administrar uma instituição como a Assembleia Legislativa do Maranhão. Sem falar que é bem articulado entre os demais deputados, tanto com os veteranos reeleitos, quanto os novatos que assumirão em fevereiro de 2019. Se contará com o apoio do governador, a quem serviu com lealdade e competência todo o tempo que atuou na Sedes, é uma outra história.

Enfim, são esses os quatro nomes que hoje estão postos para disputar a presidência do Poder Legislativo do Maranhão. Podem surgir outros? Claro que sim!

Até porque se há uma eleição marcada por fortes emoções, sem qualquer dúvida é a eleição para a mesa diretora da Casa do Povo.

É aguardar e conferir.

Sem a menor cerimônia, Marcelo Tavares torce pela desgraça de Carlos Brandão. E Flávio Dino só observa…

Não custa lembrar que Marcelo Tavares não teve consideração nem com o seu tio, o ex-governador José Reinaldo (PSDB) que rompeu com Flávio Dino e ainda assim o sobrinho preferiu ficar do lado do “tio” do Palácio dos Leões

“Se Brandão estiver impedido, o PSB apresentará meu nome para vice”.

Assim falou, sem a menor cerimônia, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares (PSB), segundo publicação no blog do colega Diego Emir.

A declaração soa como uma torcida do ex-chefe da Casa Civil pela desgraça do atual vice-governador Carlos Brandão (PRB), que está sob ameaça de impedimento de renovar o mandato por ter assumido o cargo de governador após o dia 7 de abril, o que contraria a legislação eleitoral na visão de alguns juristas.

Pela segurança na sua declaração, parece que o Marcelo Tavares não fala apenas por si. Resta saber se essa segurança do socialista conta com um “de acordo” do governador Flávio Dino (PCdoB).

Não é demais lembrar que Marcelo Tavares não teve consideração nem com o seu tio, o ex-governador José Reinaldo (PSDB), que rompeu com Flávio Dino e ainda assim o sobrinho preferiu ficar do lado do “tio” do Palácio dos Leões.

Até  momento o governador comunista não se manifestou sobre tal possibilidade de substituição de Brandão por Marcelo.

Ele só observa…

PEGADORES: Saiba que são os secretários que Flávio Flávio já deveria ter afastado 12

Segundo a humilde e despretensiosa opinião do Blog do Robert Lobato, alguns secretário de Estado deveriam ser afastados pelo governador Flávio Dino para o bem da imagem do seu governo

Não adianta o governador Flávio Dino (PCdoB) espernear, zangar, xingar, atacar a Polícia Federal etc. A Operação Pegadores é uma realidade posta que deve encarada e enfrentada de frente, pois expôs um lado necrosado do governo.

Se tivesse a altivez de reconhecer os erros, sacudir a poeira e dar a volta por cima, Flávio Dino deveria afastar alguns dos seus secretários pelo até o momento em que tudo fosse esclarecido, pois a rede corrupção que veio à tona com a Pegadores envolve algumas pastas que não somente a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“Então quais os secretários que deveriam ser afastados na tua opinião, blogueiro?”, pegunta o leitor agoniado para saber que são os cabras.

Então vamos lá, por ordem alfabética.

Carlos Lula (Saúde) – O advogado Carlos Lula está no olho do furação nesse caso até porque todo o rolo se desenvolveu operacionalmente no âmbito da SES. Ainda que tenha chegado ao cargo para “pôr ordem na casa”, está claro que não conseguiu, pelo contrário, do que se viu a partir das investigações, Lula sabia de tudo e, ao que parece, não teve força política e autoridade administrativa suficientes para dar um basta na bandalheira. Sem falar que também é tido como “pegador”. Portanto, deve ser afastado.

Marcelo Tavares (Casa Civil) – Ainda que não seja um secretário forte, ou seja, um autêntico Secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares assina todos os atos do governo e provavelmente assinou alguns que têm a ver com as maracutaias reveladas pelo Operação Pegadores, mesmo que indiretamente. Por sinal, há um parente do secretário que foi preso pela Polícia Federal por estar envolvido na tal “Lista dos 400”. Embora não seja considerado um “pegador”, pelo contrário, é conhecido como “ferrolho”, Marcelo Tavares é um dos secretários que o governador deveria afastar, podendo até aproveitar o fato de que o Marcelo será candidato nas eleições de 2018.

Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) – Até o maranhensezinho que acabou de nascer pelas mãos de alguma parteira nos rincões deste Maranhão sabe que nada, nada, nada, acontece no governo de Flávio Dino sem o conhecimento do supersecretário Márcio Jerry. Corre até a brincadeira de que o Maranhão é o único estado brasileiro “parlamentarista”, onde tem-se Flávio Dino como chefe de Estado e Márcio Jerry como primeiro-ministro. Ora, é de imaginar que não tinha como um sofisticado esquema de corrupção como esse revelado pela Operação Pegadores não tivesse o conhecimento do “primeiro-ministro”. E se efetivamente ele não soubesse, aí mesmo que deve ser afastado, pois como é que o principal homem do governador deixa um troço desse correr frouxo no governo? Márcio Jerry, outro reconhecido “pegador”, deveria ser afastado também.

Rodrigo Lago (Transparência e Controle) – Igualmente advogado como o seu colega da Saúde, Rodrigo Lago era para ser o “vigia estratégico” do governo e o alarme para gritar “pega ladrão, pega!”, quando identificasse malversação dos recursos públicos. Contudo, contentou-se em ser uma espécie de “chefe de captura” focado tão somente no que aconteceu nos governos anteriores, perseguindo ex-gestores escolhidos a dedo pelo núcleo duro do Palácio dos Leões. E outro que possui a fama de “pegador”. Deveria ser afastado.

Estes são os secretários de Estado, segundo a humilde e despretensiosa opinião do Blog do Robert Lobato, que deveriam ser afastados pelo governador Flávio Dino para o bem da imagem do seu próprio governo.

E se não os afasta é porque sabe que é tão ou mais responsável pelos malfeitos quanto eles.

Vida e luta que seguem!