A importância do João Doria para o debate sobre o país

Nesse sentido, não há como desconhecer que o prefeito paulistano pauta alguns temas essenciais que dão mais e melhor qualidade no debate do processo político nacional, até porque é gestor da maior e mais rica cidade brasileira

Adianto que não sou fã, admirador, ou coisa o valha, do prefeito de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB). Pelo contrário, sou avesso ao seu estilo exibicionista e excessivamente midiático.

Mas, claro, não sou idiota para desconhecer as competências e a importância que o tucano tem para o debate sobre o país.

O grande mérito de Doria é não esconder as suas posições e concepções sobre a política, economia, partido, sociedade e papel do Estado. Ele é o que se pode chamar de um ativista da “direita liberal”. Daí a sua crítica contundente às esquerdas em geral.

João Doria acredita na força do capital privado e nos mecanismos de mercado enquanto motores da economia. Quase não fala em Estado, pois não confia neste ente público como ator protagonista nas melhorias socioeconômicas.

Outra questão fundamental é que Doria vem de “fora” da política, aquilo que convencionou-se chamar de outsider.

E o que isso quer dizer? Explico.

Por não ser um, digamos, “político profissional”, o tucano acaba forçando os atores políticos tradicionais e reverem algumas práticas e conceitos, principalmente no que diz respeito à gestão pública com mais resultados e menos discurso, o famoso “gogó”, muito em voga no Maranhão, aliás.

Nesse sentido, não há como desconhecer que o prefeito paulistano pauta alguns temas essenciais que dão mais e melhor qualidade no debate do processo político nacional, até porque é gestor da maior e mais rica cidade brasileira.

São por estas e outras coisas que o prefeito João Doria Júnior é importante para o debate sobre o país.

Goste-se ou não do tucano.

Combo da maldade: Governo aprova o “Mais Impostos” e o “Mais Empréstimos”

Na verdade, o que foi aprovado ontem pelos deputados governistas foi uma espécie de “combo da maldade”, já que além do “Mais Impostos” veio junto também o “Mais Empréstimos”.

O Governo do Estado passou o rolo compressor na Assembleia Legislativa e conseguiu, sob protesto da oposição, aprovar na sessão desta quinta-feira (26), o Projeto de Lei nº 262/2017, que autoriza o Poder Executivo a contratar empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de 35 milhões dólares, mais de 110 milhões de reais.

O dinheiro do empréstimo será investido na implantação do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado (Profisco II), que na prática, vai ampliar a efetividade do sistema de cobrança de impostos no Maranhão, ou seja, aqui os maranhenses convencionaram chamar de programa “Mais Impostos”.

Na verdade, o que foi aprovado ontem pelos deputados governistas foi uma espécie de “combo da maldade”, já que além do “Mais Impostos” veio junto também o “Mais Empréstimos”.

Durante a apreciação da matéria, a oposição tentou obter explicações a respeito do projeto, que tramitou em regime de urgência e não foi discutido nas comissões técnicas da Casa.

Eduardo Braide (PMN) criticou o teor do projeto e apontou inconstitucionalidade de trecho do artigo 1º.

“A Assembleia acaba de assinar um cheque em branco para o governador Flávio Dino”, disse.

Ele explicou que o parágrafo único do artigo 1º fere a Constituição. “O artigo 6º da nossa Constituição é muito claro, não existe mais lei delegada em nosso ordenamento jurídico. E o que é a lei delegada? É aquela que se aprova e um Poder delega poderes a outro Poder para que ele tome medidas em nome desse e é isso que faz o parágrafo único”, completou.

Adriano Sarney justificou a votação contrária a proposta. “Um governo que aumenta impostos, aumenta a conta de luz, corta projetos sociais. Esse é um governo que não tem a confiança de quem quer um Maranhão melhor e desenvolvido. Esse governo comunista não dá chance para nossos empreendedores e para os nossos trabalhadores. E quem vai pagar esse empréstimo, que não tem a mínima transparência, são os trabalhadores. Esse empréstimo não tem carência, não tem prazo, não tem informação alguma”, completou.

(Com informações do blog do Ronaldo Rocha)

O Maranhão precisa de um novo projeto político

É urgente a construção de um novo projeto político e de sociedade para o nosso querido e rico estado. Na verdade mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense

Não me canso de afirmar que o Maranhão nasceu para dar certo.

Também costumo dizer que no nosso estado é uma espécie de pequeno “Brasil”, pois possui todas as características socioeconômicas e geográficas do país: população pobre, mas trabalhadoras; grande extensão territorial; extraordinário litoral; diferentes ecossistemas; grandes bacias fluviais; extraordinário potencial turístico;  não enfrenta grandes desastres naturais como furacões, tornados etc., enfim, o Maranhão é um Brasil em miniatura com todo aquilo que o nosso país possui de melhor.

Ocorre que ao longo dos anos o Maranhão foi mal compreendido e, principalmente, mal gerido!

De todo período que o estado foi governado pelo grupo Sarney, e suas dissidências, talvez a melhor quadra possa ser considerada justamente os anos do governo de José Sarney, na década de 60.

Depois que Sarney deixou o estado para “ganhar” a República e acumular muito poder em todos os governos, dos militares aos civis, inclusive ele próprio chegando ao posto máximo da nação, paradoxalmente o Maranhão perdeu força e não conseguiu manter o ritmo de crescimento e desenvolvimento inciado pelo chamado “Projeto Maranhão Novo”, do então governador José Sarney.

Nem mesmo durante a era Roseana Sarney, o Maranhão conseguiu imprimir um modelo de desenvolvimento que priorizasse as riquezas e potencialidades do estado. Nessa época foram priorizados projetos que não levaram em conta as reais vocações econômicas locais.

Sem falar que a excessiva “ingerência” do marido Jorge Murad, muitas vezes acabou por atravancar as políticas públicas de fomento uma vez que o todo poderoso “primeiro-damo” tinha a mania confundir interesses maiores do estado com outros menos importantes, por assim dizer.

Do trabalhismo de Jackson Lago ao comunismo de Flávio Dino

Com a vitória de Jackson Lago (PDT) em 2006, brotou uma esperança muito grande no que poderia ser um início de um novo clico desenvolvimentista do Maranhão.

O governo trabalhista de Jackson chegou a apresentar à população um planejamento de longo prazo que tinha metas, objetivos, planos e programas bem definidos. Não fosse o famigerado “golpe judicial” que apeou o líder pedetista do poder, possivelmente o estado estaria em outro patamar no que diz respeito aos seus índices socioeconômicos.

Com a derrubada do governador Jackson Lago, volta novamente Roseana Sarney ao comando do governo prometendo fazer o “melhor governo da minha vida”.

Bem ou mal, a peemedebista conseguiu empreender muitas obras pelo Maranhão, inclusive na capital, tanto que Roseana é considerada a “melhor prefeita” que São Luis já teve. Isso sem falar no programa “Saúde é Vida”, que melhorou consideravelmente os serviços de saúde do estado.

Com a vitória de Flávio Dino (PCdoB) em 2014, aquela mesma esperança por reais mudanças brotada quando da chegada de Jackson Lago ao governo, voltou a ser cultivada no seio do povo maranhense.

Passados quase três anos de governo comunista, porém, o que se vê em curso no Maranhão é um grande projeto de “boas intenções”. Só que não se governa um estado com as complexidades do Maranhão apenas com bases em boas intenções. É preciso muito mais! É preciso resultado!

O governador Flávio Dino não tem um projeto consistente de médio e longo prazo para o nosso estado. O comunista limitou sua gestão a distribuir asfalto para os municípios – asfalto esse de péssima qualidade, diga-se -, entregar ambulâncias obtidas com emendas de deputados federais; distribuir viaturas policiais com verbas federais para prefeitos depois se virarem para manter, inclusive com combustível; furar poços que os prefeitos são obrigados a pagar os projetos e até distribuir fardamento estudantil já no final do ano letivo!

Nesse sentido, a impressão é de que não temos um governador de verdade, mas tão somente um “prefeitão”.

O fato é que Maranhão ainda não conseguiu dar certo. Ainda não foi contemplado com a implantação de um projeto verdadeiramente de desenvolvimento socioeconômico e sustentável!

É urgente, por tanto, a construção de novo projeto político e de sociedade para no nosso querido e rico estado.

Na verdade, mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense.

O Maranhão na encruzilhada do atraso

Via, Abdon Marinho*

“Embora o cidadão comum não consiga identificar muito bem, os dois postulantes, tanto a ex-governadora, Roseana Sarney, quanto o atual governador, Flávio Dino, têm estilos parecidos de governar: voltado para as práticas do passado e não apontam um rumo de desenvolvimento para o futuro, como fizeram os políticos do Ceará e mesmo do Piauí.”

DIZIA o saudoso Rui Barbosa que “a palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade”. Uso-a no frontispício do meu site.

Há alguns anos resolvi que era hora de expor o que penso publicamente, usar a palavra para dar o meu testemunho sobre os dias que vivemos. Minha opção foi pela palavra escrita.

Em todos estes anos, por onde passo, escuto uma pergunta recorrente: – você não tem medo de escrever estes textos?

Ouço tal inquisição de médicos, advogados, servidores públicos, estudantes, cidadãos comuns.

Já ouvia muito isso no governo da senhora Roseana Sarney e, agora, até com mais frequência, no governo do senhor Flávio Dino.

Somente o fato de alguém, a essa altura do século 21, fazer tal pergunta é motivo de preocupação para cidadãos de bem – e que coloca em xeque o discurso de que vivemos uma democracia plena.

Democracia onde as pessoas temem a liberdade de expressão?!

Se as pessoas não se sentem confortáveis para dizerem o que pensam por temerem represálias por parte dos donos do poder é de se perguntar que espécie de democracia é essa que tanto se propala.

Existem razões palpáveis para que a “cultura do medo” esteja tão presente na vida dos cidadãos, a ponto de alcançar as pessoas indistintamente, de diversas profissões ou atividades?

A leitura que faço a partir dos questionamentos que recebo é que, os cidadãos, efetivamente, não se sentem livres, e, pelo menos no aspecto da liberdade de expressão, enxergam os dias atuais com mais temor ou pessimismo que os anos do que ficou conhecido como sarneysmo.

E, nem falemos da Era anterior, o vitorinismo, já que a grande maioria dos vivos só a conhece através dos livros de história.

Acredito que o temor ainda sentido pelos cidadãos, decorra do fato dos integrantes do atual governo – e toda sua mídia –, disseminarem a ideia que vivemos sobre a égide de outra Era, o dinismo. Isso, apenas uma nova Era, uma continuidade das anteriores.

Para os cidadãos que me param nos corredores é como se Maranhão apenas tivesse mudado de donatário. Tivemos o vitorinismo, o sarneysmo, e agora, pasmem, o dinismo.

A percepção é, na essência, que o chicote apenas tenha mudado de dono.
Faz sentido essa percepção dos cidadãos? Talvez. Lembro que nos primeiros meses do atual governo até escrever artigo na capa de jornal (no caso o Pequeno), o governador fez, copiando a prática do senador Sarney n’O Estado do Maranhão.

Depois de falar diversas vezes, levaram a coluna semanal para a página 4. Seria um indício?

As “eras” anteriores ficaram reconhecidas pelo patrimonialismo, pela utilização dos poderes do estado em benefícios de uma minoria. Mas, será que isso é muito diferente do que vemos hoje, onde pessoas que, se deixadas por sua conta não se elegeriam a inspetores de quarteirão e, pelo poder ou cargos que acumulam, são cotados para serem os mais bem votados?

Outro dia li (e até agora ninguém desmentiu), que se negocia a colocação da esposa de determinado secretário como suplente de senador de um dos candidatos majoritários apoiados pelo governo. Li, ainda, sobre as inúmeras nomeações de parentes, aderentes, etc.

Isso é muito diferente do filho do senador ser seu suplente? Da esposa ser deputada? Do genro ser deputado? Do filho do deputado federal ser deputado estadual? Dos amantes – de quaisquer dos sexos, abaixo o preconceito! – serem nomeados para este ou aquele cargo comissionado, muitas vezes, para, sequer trabalhar? Ou eleitos para mandatos pelo poder dos amásios? Continuar lendo

Deputado Wellington destaca luta e apoio incondicional aos professores da Rede Pública de Ensino do Maranhão 4

“Guerreiros que enfrentam a falta de valorização profissional, a ausência de condições dignas de trabalho e, ainda assim, não desistem de incentivar os alunos a transformarem sonhos em realidade”. Foi assim que o deputado Wellington caracterizou os professores do Maranhão, na manhã deste domingo (15), considerado o dia dos professores.

Ao prestar homenagem à categoria, o deputado Wellington, que também educador, reafirmou o seu compromisso e apoio incondicional com professores do Maranhão.

“Muitos questionam o motivo pelo qual eu ajo em defesa da educação pública de forma tão incisiva. Na Assembleia, já apresentei vários projetos em defesa dos professores. Faço isso porque é inútil qualquer outra ação que não parta da educação. Não se pode ter um Maranhão desenvolvido enquanto a educação não for prioridade e os professores não forem valorizados como devem ser. Meu compromisso está firmado com cada um de vocês e continuarei em defesa de todos, independentemente de qualquer coisa. Vocês são guerreiros que enfrentam a falta de valorização profissional, a ausência de condições dignas de trabalho e, ainda assim, não desistem de incentivar os alunos a transformarem sonhos em realidade. Eu conheço a realidade das escolas públicas e sei que, muitas vezes, o professor acaba ocupando a função até mesmo da família. Não é uma simples profissão. Por isso, desejo um feliz dia dos professores a todos os que transmitem o bem mais precioso que o homem pode ter: o conhecimento”, disse Wellington.

Na Assembleia, Wellington é autor de vários projetos que buscam a valorização dos professores. Pode-se citar como exemplo o Projeto que combate à violência contra professor e, ainda, o que garante a saúde vocal da categoria. Além disso, Wellington é um dos poucos parlamentares que sempre apoiou os professores, seja nas reivindicações formais quanto nos movimentos grevistas. Como o próprio parlamentar costuma dizer, “esse mandato é dos professores do Maranhão”.

Roberto Rocha defende maior presença da indústria cultural no Maranhão

O senador Roberto Rocha (PSDB) defendeu nesta terça-feira, 10, maior participação da produção cinematográfica no Maranhão. Durante a sabatina de indicação de Christian de Castro Oliveira para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine), o parlamentar maranhense, que também foi o relator da indicação aprovada na Comissão de Educação, alertou que dos 142 títulos lançados nas salas de cinema em todo o Brasil, em 2016, apenas dois foram oriundos de produtoras do Maranhão.

“Entre 1995 e 2012, o Estado não teve nenhum longa-metragem produzido no Maranhão e estreados nas salas de cinema. E todo mundo sabe que as regiões Norte e Nordeste são celeiros de talentos artísticos, com cenários e belezas naturais de tirar o fôlego, ou seja, com enorme potencial de crescimento no mercado de áudio visual, mas, no caso do Maranhão, poderia ser muito mais bem explorado”, disse.

Para Christian de Castro, a região do Brasil com maior participação dos filmes brasileiros com relação ao público total foi o Nordeste, com quase 20% dos espectadores e 17% da renda.

“Infelizmente, isso não se traduz no campo da produção, ainda excessivamente concentrada no Sudeste”, observou.

Roberto Rocha lembrou que São Luís poderá se transformar, em breve, em uma zona de exportação também para produtos audiovisuais, o que poderá alavancar de vez esse tipo de mercado.

“Tramita no Senado o projeto de lei de minha autoria, que cria a Zona de Exportação do Maranhão (ZEMA), que vai fomentar incentivos fiscais, não apenas para a instalação de empresas áudio visuais voltadas para o mercado internacional, mas também de empresas de qualquer natureza que visem exportação de seus produtos provenientes do Maranhão. Esse novo modelo econômico vai trazer maior segurança jurídica, estímulos e, consequentemente, a imediata atração de novos investimentos com aumento significativo da oferta de postos de trabalho e renda para o nosso povo”, afirmou o senador.

Vantagens estratégicas do Itaqui

As condições consideradas ideais de São Luís para se transformar em uma zona de exportação animam empresários nacionais e internacionais. O Porto de Itaqui está no centro da Área de Livre Comércio das Américas, próxima ao canal do Panamá, e constitui a rota mais curta para destinos como Europa, Estados Unidos e Ásia.

“É uma região estratégica, que encurta fronteiras e reúne condições ideais”, frisou Roberto Rocha.