ELEIÇÕES 2018: Geraldo Alckmin escolhe o Maranhão para dar o pontapé inicial da sua pré-campanha a presidente 6

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin (PSDB), escolheu o Maranhão para ser o primeiro estado nordestino que irá visitar.

O tucano participará de dois eventos na capital maranhense nesta fase de pré-campanha, ambos no dia 5 de maio.

Primeiro, o pré-candidato participará, às 8h30, da inauguração da sede do Diretório Estadual do PSDB, localizada na Praia da Ponta d’Areia; Em seguida, às 10h30, Geraldo dirige-se para o Centro de Convenções do Multicenter Sebrae para encontro com lideranças do PSDB local, quando são esperadas dezenas de caravanas vindas de todas as regiões do estado.

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país.

“Nos deixa não só mais animados no projeto que temos para o Maranhão, mas sobretudo orgulhosos em receber o governador Geraldo Alckmin aqui no nosso estado, na nossa capital São Luis. Ao escolher o Maranhão como primeiro estado nordestino para visitar na condição de pré-candidato a presidente da República, Geraldo dá uma clara demonstração de que, uma vez eleito, o Maranhão terá um tratamento de destaque pelo governo federal, o que é muito importante para alcançarmos um outro patamar de desenvolvimento”, disse Roberto, que é pré-candidato a governador.

Os tucanos maranhenses não apenas querem recepcionar o presidenciável do 45 no estado, mas fazer da visita do Geraldo Alckmin um dos maiores atos políticos do PSDB, no país, nesta fase pré-campanha a presidente da República.

ROBERTO ROCHA: “Quero ser governador para unir o Maranhão” 19

O senador tucano tem defendido a unidade da chamada terceira via através de um grande entendimento a favor do nosso estado que supere a “fulanização” do debate político no Maranhão.

“Eu vivo os piores dias da minha vida, com meu filho querido internado em São Paulo com uma doença rara e agressiva. Mas ele está nas mãos de Deus e o pior já passou. E aos agoureiros de plantão, aviso: sou candidato ao governo do Maranhão”.

Assim falou o senador Roberto Rocha (PSDB) em pronunciamento ontem, quinta-feira, 15, durante encontro com lideranças do partido, aliados políticos e a imprensa local.

O recado do tucano é direcionado aos que tentam, de forma covarde, anunciar pelos quatro cantos que ele não será candidato ao governo por motivos mais mirabolantes possíveis que inventam, e agora por conta de um problema doméstico que o senador tem enfrentado com muita dor, mas principalmente com muita força e fé.

Roberto Rocha não trata a sua pré-candidatura ao governo como uma questão de honra pessoal, pois não se trata de um projeto de vontade individual e ele tem dito isso.

Trata-se, na verdade, de um processo de construção coletiva dentro do PSDB, demais partidos aliados e com segmentos importantes da sociedade.

O que Roberto tem defendido é a unidade da chamada terceira via através de um grande entendimento a favor do nosso estado que supere a “fulanização” do debate político, pois o Maranhão é maior do que Roberto Rocha, Flávio Dino, Roseana Sarney, Eduardo Braide, Maura Jorge, Ricardo Murad, José Sarney etc.

Está corretíssimo o senador e pré-candidato a governador ao dizer que já é a hora da classe política maranhense separar eleição de gestão. “Eleição se disputa, mas depois da eleição temos que desmontar o palanque. Quero se governador para unir o Maranhão e as pessoas e não dividir o estado”, afirma Roberto.

Concertación 

O que mais anima os apoiadores e simpatizantes do projeto Roberto governador-45 é a sua disposição de, uma vez eleito, o tucano liderar uma espécie de Concertación ao estilo chileno que aglutine todas as forças políticas e democráticas para ajudar o Maranhão a dar, verdadeiramente, um salto de qualidade administrativa e de desenvolvimento sustentável.

Enfim, um projeto para superar esse quadro de mazela social, econômica e política que insiste a se perpetuar por estas terras.

Confira, a seguir, o vídeo com a palavras de Roberto Rocha e outras lideranças presentes ao encontro do PSDB.

Urbano Santos: Othelino e Josimar de Maranhãozinho recebem demandas da população

Othelino e Josimar de Maranhãozinho disseram que a reunião, com a participação de centenas de pessoas, serviu para ver de perto as demandas da população

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e o  deputado Josimar de Maranhãozinho (PR) reuniram-se com populares e lideranças comunitárias e políticas de Urbano Santos, no domingo (4), para discutir propostas visando à destinação de obras e serviços que possam melhorar o município.

O encontro foi organizado pelo ex-candidato a prefeito da cidade, Washington do Posto. Othelino e Josimar de Maranhãozinho disseram que a reunião, com a participação de centenas de pessoas, serviu para ver de perto as demandas da população.

“Conversamos com Washington e os participantes sobre as demandas da população. As pessoas falaram dos principais problemas da cidade e o compromisso que firmamos, eu e o deputado Josimar, foi de  tentar ajudar a população por meio de nossa ação parlamentar”, explicou.

Os dois deputados foram recepcionados pelo ex-candidato a prefeito da cidade, que promoveu um grande debate a fim de ouvir da população propostas que possam ser atendidas por meio da atuação parlamentar dos dois.

Aos dois deputados, os moradores e lideranças comunitárias e políticas expuseram problemas trazidos por várias comunidades e bairros, a exemplo de ruas sem asfalto, hospital inacabado e estradas vicinais ruins.

Josimar de Maranhãozinho também disse que pretende ser parceiro do líder político local, sempre levantando a bandeira em defesa de Urbano Santos. Ele garantiu que vai se esforçar para atender às demandas da população local.

Estiveram presentes também dois vereadores locais pela oposição, Romiro Max e Leia Costureira; o presidente da Câmara Municipal da vizinha São Benedito do Rio Preto, Dário Erre, e o prefeito desta cidade, Maurício Fernandes.

Os vereadores enfatizaram a importância do encontro com os deputados e relacionaram vários problemas na cidade, como o sucateamento dos serviços públicos.

Ao falar, Washington do Posto apresentou também uma lista dos problemas enfrentados pela população, principalmente a mais humilde, e os agricultores.

Elogiou Othelino e Josimar, pela disposição de debater com os moradores os problemas que lhes afetam.

Todas as demandas apresentadas pela população são por melhorias e os deputados garantiram que vão imprimir esforços no sentido de atendê-las.

(Da Assessoria)

ELEIÇÕES 2018: Para dirigente do PT, Flávio Dino quer “a busca do poder pelo poder e a fragilização de toda a classe política”

A posição de Mundico Teixeira coincide com as de muitos outros dirigentes e militantes do PT que desejam ver o partido com candidato próprio ao governo e desembarque imediado do governo Flávio Dino

O integrante da comissão executiva do Diretório Estadual do PT, Raimundo Teixeira, divulgou artigo nas redes sociais em que defende todos os esforços dos petista para o lançamento da pré-candidatura do ex-superintende do Incra no Maranhão, Raimundo Monteiro.

“Diante da atual conjuntura e com o reforço da entrevista do principal secretário do governo Márcio Jerry, de que o PT não terá espaço na chapa majoritária do governador (lembrando que em nosso Congresso Estadual do PT aprovamos que só participaríamos de aliança com o governador Flávio Dino caso tivéssemos candidatura do PT na chapa majoritária) o que nos resta é voltarmos todos os nossos esforços para pré-candidatura de nosso companheiro Raimundo Monteiro”, defendeu

As declarações de Mundico, como também é chamado o dirigente, vêm um dia após o secretário Márcio Jerry (Articulação Política e Comunicação) afirmar que o governo não trabalha com a possibilidade do PT integrar a chapa majoritária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2018.

O petista criticou também o que considera uma “visão visão de esquerda ortodoxa, da palestra, verticalizada, de quadros, do comitê central” do PCdoB para “dividir ao máximo para obter apoios como forma de “rendição” dos partidos e de sujeitos políticos que buscam se manter na política ou alcançar algum espaço de representação no aparelho do estado”.

A posição de Mundico Teixeira coincide com as de muitos outros dirigentes e militante do PT que desejam ver o partido com candidato próprio a governador e desembarque imediado do governo Flávio Dino.

Confira a íntegra do artigo de Mundico Teixeira.

Eleições no Maranhão

As últimas movimentações dos partidos e do governo confirmam uma linha de ação do governador FD, qual seja, “dividir ao máximo” para obter apoios como forma de “rendição” dos partidos e de sujeitos políticos que buscam se manter na política ou alcançar algum espaço de representação no aparelho do estado. Essa tática é comum a quem não tem um projeto coletivo de organização social do estado e tem como único objetivo a busca do poder pelo poder e a fragilização de toda a classe política.

Nós do PT, como instituição, estamos sendo extremamente atacados, por sermos do mesmo espectro ideológica do partido do governador (PCdoB), pois o mesmo entende que já nos representa e os espaços de composição do governo e de uma futura reeleição devem ser ocupados por quem na visão dele soma. Assim, nossos companheiros que têm o privilégio de fazer parte do círculo de amizades do governador ocupam algum espaço no governo e seguindo a lógica comunista palaciana estes passaram a ser considerados a cota/ parte de direito ao PT.

Essa visão de esquerda ortodoxa, da palestra, verticalizada, de quadros, do comitê central ainda impregna as mentes de alguns comunistas (os quais respeitamos), mas nós do PT sempre refutamos como forma organizativa de partido, já expresso em nosso manifesto de fundação. Optamos por uma esquerda democrática, da plenária, do encontro, do congresso, de quadros e de massas, tudo com participação direta do povo.

Diante da atual conjuntura e com o reforço da entrevista do principal secretário do governo Márcio Jerry, de que o PT não terá espaço na chapa majoritária do governador (lembrando que em nosso Congresso Estadual do PT aprovamos que só participaríamos de aliança com o governador Flávio Dino caso tivéssemos candidatura do PT na chapa majoritária) o que nos resta é voltarmos todos os nossos esforços para pré-candidatura de nosso companheiro Raimundo Monteiro, construir coletivamente uma frente de partidos voltada para a discussão do nosso estado em todas as suas dimensões e  garantir um palanque exclusivo para nosso candidato a Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. E não fiquemos presos a um debate superficial que se resume ao que não se fez e ao que não se faz.

ELEIÇÕES 2018: A grande oportunidade de colocar o MA em primeiro lugar 12

Podemos estar próximo de um cenário que representará o fim, de uma vez por todas, do Maranhão em branco e preto simbolizado na dicotomia perversa do sarneysismo versus antissarneysismo

A conjuntura política local aponta para possibilidades extraordinárias do ponto de vista de colocar o Maranhão em primeiro lugar.

Tudo depende de uma conjunção de fatores, entre os quais inteligência e humildade.

A se confirmar o cenário que desenha no horizonte, com José Reinaldo Tavares, Roberto Rocha, Waldir Maranhão, Eduardo Braide,Sebastião Madeira, Hilton Gonçalo, Josemar Maranhãozinho, Wellington do Curso, Alexandre Almeida, Paulo Marinho Jr., Fábio Gentil, para citar apenas estes, na construção e consolidação de um novo campo político no estado, a chance de derrotar os atuais inquilinos do Palácio dos Leões é real e concreta. Isso sem falar da possibilidade do PT apresentar uma candidatura própria nas eleições de outubro, o que vem se mostrando cada vez mais possível de acontecer.

E mesmo que todos estes atores políticos não estejam juntos já no primeiro turno das eleições, uma vez que é legitimo cada qual ter suas aspirações políticas, teremos um quadro que representará o fim, de uma vez por todas, do Maranhão em branco e preto simbolizado na dicotomia perversa do sarneysismo versus antissarneysismo.

Não está difícil de unir a terceira via no Maranhão ou de pelo menos caminhar dialogando em busca de entendimentos a partir do primeiro turno. Aliás, nunca encontrou-se um ambiente tão propício para isso!

Os nomes estão aí postos a construir uma chapa competitiva, forte e com um projeto verdadeiramente renovador, desenvolvimentista, sustentável, inovador, criativo, empreendedor, enfim, um projeto de Estado, de sociedade e que realmente implante novos tempos no Maranhão, o que não se viu acontecer com a vitória de Flávio Dino em 2014.

As condições estão dadas. O ambiente, repito, é propício para entendimentos em torno de uma agenda qualificada que compreenda as múltiplas potencialidades de um estado como o nosso.

É a hora de colocar o Maranhão em primeiro lugar.

Maranhão: perigosas contradições fiscais 8

Por Eden Jr.*

Anos antes de eclodir a maior crise da história do Brasil, em 2014, uma corrente significativa de economistas já vinha alertando de que as barbeiragens da condução econômica da era petista, no segundo mandato de Lula, e notadamente no ciclo de Dilma Rousseff, redundariam num colapso sem precedentes. Intervenções na taxa de juros; dirigismo em preços públicos – como combustíveis e eletricidade; pedaladas fiscais; contabilidade criativa; empréstimos subsidiados do BNDES para grandes companhias e o afrouxamento do controle nos gastos públicos, entre outros, levaram o país, que chegou a ter 14 milhões de desempregados, à debacle.

“O Ajuste Inevitável”, artigo da lavra dos economistas Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Samuel Pessoa, de julho de 2015, é considerado essencial, pois diagnosticou que a trajetória dos gastos governamentais no Brasil é explosiva. O trabalho expõe que desde a década de 1990, com acentuação a partir de 2009, os dispêndios federais – destaque para Previdência, especialmente, e funcionalismo – crescem mais do que a renda, avançando sobre parcelas maiores do PIB. De tal modo, a situação tenderia ao insustentável, e não seriam cortes anuais nos orçamentos que iriam resolver o dilema. Mas sim, uma duradoura e severa reestruturação dos desembolsos públicos, que fizesse retroceder a dinâmica das despesas ascenderem mais que a renda nacional. Atualmente, o nosso déficit primário (antes do pagamento dos juros) de R$ 159 bilhões e a permanente elevação da relação dívida/PIB ratificam o entendimento dos autores.

Em maio de 2016, estudo do Tesouro Nacional demonstrou, que entre 2009 e 2015, a folha com pessoal dos estados cresceu, na média, em termos reais (acima da inflação), fabulosos 38%. O Maranhão alcançou esse mesmo incremento de 38%, mas, no Rio de Janeiro esse índice foi de espantosos 70%. Estava aí a senha, para informar a principal fonte da crise financeira que solapa os estados: o desenfreado aumento dos gastos com pessoal, que por serem rígidos (uma vez majorada a remuneração, por garantia constitucional, é impossível reduzi-la) são de muito difícil controle. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e recentemente Rio Grande do Norte, enfrentam sérias dificuldades para honrar com os salários de seus servidores, circunstância que gera uma série de desarranjos sociais.

No Maranhão, em dezembro último, o governador Flávio Dino autorizou uma ciranda de reajustes para o funcionalismo. Servidores da Procuradoria Geral do Estado, Secretaria da Fazenda, UEMA, Secretaria de Transparência e Controle, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas tiveram, de formas e de intensidades diferentes, ganhos salariais. Paralelamente a essa generosidade, na última semana de 2017 um grupo de empresários se reuniu na Secretaria de Planejamento para protestar contra atrasos, de meses, nos pagamentos do governo do estado. Os fornecedores reclamavam até pelo pagamento de insumos básicos, que são utilizados no cotidiano da Administração, como água, gás e material de expediente. Há também constantes queixas na imprensa de atrasos em outros setores, como o da saúde. Esse contexto pode suscitar dúvidas sobre a real condição financeira do estado, além de expor a contradição: como tem recursos para aumentar salário de funcionários se fornecedores estão com faturas em atraso?

Apesar de que em muitos casos os aumentos serem justos, porque atendem a categorias que estão há tempos sem reposição salarial, é necessário saber se o Estado – a sociedade – tem condições de arcar com esses custos. Em relação aos funcionários do Executivo, pelo último demonstrativo fiscal disponível – referente a agosto – da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a conjuntura é mais confortável, tendo em vista que a despesa com pessoal atinge 39,49% da receita corrente líquida, de um limite de 49%. Já no caso do Tribunal de Justiça, do Ministério Público e do Tribunal de Contas a situação é mais complexa. Esses somente estão enquadrados dentro dos respectivos limites máximos de despesa com pessoal da LRF, porque usam o artifício de duas decisões do TCE/MA (1.895/2002 e 15/2004) – que, na prática, reduzem os valores das despesas com pessoal. Se não fosse pelo questionável emprego dessas decisões, estariam extrapolando o limite máximo permitido pela LRF e deveriam reduzir, e não ampliar, desembolsos.

Ademais, o aumento do TCE é o que pode vir a provocar mais embaraços para as finanças estaduais. Isso pois, os vencimentos básicos (fora outras verbas), podem chegar a R$ 26.129,11 este ano, e alcançar R$ 30.334,13 em 2021. Ou seja, é um aumento escalonado, que irá repercutir por vários anos. No mesmo padrão dos reajustes concedidos aos servidores federais em 2016, pelo presidente Michel Temer, apesar do aviso de economistas, à época, de que a benevolência se constituía em populismo fiscal, que os incrementos eram desmesurados e poderiam se tornar insustentáveis. Tanto é que hoje, dada a precariedade das contas públicas, o governo federal tenta adiar no STF – sem sucesso até o momento – os reajustes programados para este e para o próximo ano.

Em 2017, insatisfeito, posto que, seguidamente, o Executivo ultrapassava o limite de gasto com pessoal imposto pela LRF, o governo do Rio Grande do Norte adotou uma “nova fórmula” para o cálculo do índice, que excluiu os dispêndios com aposentados (nos moldes da decisão 1.895/2002 do TCE/MA). Formalmente – nos registros contábeis – a despesa com pessoal foi enquadrada nos limites legais. Demorou poucos meses para a realidade se impor. Hoje, o Rio Grande do Norte vive o caos: salários atrasados, greves na segurança e na saúde e a população é refém do crime. “Não existe almoço grátis”, um dia a conta chega e alguém sempre tem que pagar.

*Economista – Mestre em Economia (edenjr@edenjr.com.br)

Por que Sarney merece respeito 43

Por tudo que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país

Sou daqueles que acham que deve-se dar a César o que é de César quando César está vivo e não depois de morto.

Afirmo isso porque é muito comum as pessoas reconhecerem os méritos dos outros só depois de mortos.

Não há menor sombra de dúvidas de que quando a vida deixar o ex-presidente José Sarney vão jorrar elogios a sua biografia. Os adversários, ainda que hipocritamente, serão os primeiros a reconhecer as qualidades desse que é o mais importante político do Maranhão e um dos maiores da história do país.

Pois bem. Resolvi escrever este post porque aprendi a respeitar e admirar o velho José Sarney. Não é possível uma pessoa com o mínimo de inteligência desconhecer o papel que o Sarney teve e tem na política nacional.

Ora, um cara sair das sertanias da Baixada Maranhense e chegar a Presidência da República por si só já é suficiente para ser respeitado. E não adianta minimizar a sorte do Sarney por conta do azar do Tancredo. Negativo! Se virou presidente do país é porque soube construir o seu caminho e aproveitar de forma inteligente as oportunidades que a vida lhe deu.

Fico impressionado quando vejo pessoas como Flávio Dino, Márcio Jerry, e outros com biografias parecidas, atacarem o Sarney como se tivessem a estatura política do ex-presidente. Atacam uma autoridade que recebe, na sua residência, lideranças políticas de tudo que é partido e de todas as matizes ideológicas. É ridículo, portanto, no afã de posar de “antissarney”, agredirem uma pessoa que é respeitada inclusive por lideranças das esquerdas do Brasil e vários países do mundo!

Lula, o maior líder popular e de esquerda das últimas décadas, percebeu a importância de José Sarney. Não é por acaso que a relação dos dois é quase de compadres e se respeitam mutuamente.

E engana-se quem pensa que a relação respeitosa do petista com o peemedebista se dá com a chegada de Lula ao Palácio do Planalto em 2003.

Em 1994, salvo engano, Sarney escreveu um artigo para a Folha de São Paulo intitulado “A Lula o que é de Lula”. Foi uma defesa que o então senador fez do Lula que na época era acusado pela direita de ser sustentado pelo empresário Roberto Teixeira.

Esse artigo fez com que o então presidente do PT e deputado federal José Dirceu mobilizasse a bancada do partido, na Câmara, para fazer uma vista de agradecimento a Sarney. Vem daí essa aproximação do PT e do Lula com o ex-presidente.

Do Maranhão à República

A maior crítica que fazem ao Sarney é que ele não conseguiu usar todo o seu poder obtido na política nacional, inclusive enquanto presidente da República, para fazer do Maranhão um estado mais próspero.

Bom, isso não pode ser contestado pura e simplesmente, pois de fato Sarney poderia ter feito muito mais pelo Maranhão a partir da influência que teve em todos os governos federais desde a década de 60 até hoje.

Talvez o maior erro do ex-presidente tenha sido o de deixar o Maranhão para ganhar a República e passar o bastão político para prepostos e familiares seus fazer o que bem quisessem do estado. Deu no que deu!

Por conta dessa sua opção, Sarney é obrigado a conviver com a crítica de que o Maranhão possui os piores índices socieconômicos do Brasil mesmo sendo a terra de um dos políticos mais influentes da República.

De qualquer forma, Sarney tem seus méritos. Foi um bom governador, talvez o melhor dos últimos “50 anos”, cumpriu um papel fundamental na transição democrática do país, teve participação destacada como moderador em todas crises políticas desde que deixou a Presidência da República e continua sendo um líder carismático e com características de estadista, temos que admitir.

Por tudo o que representa, com seus méritos, virtudes, acertos e erros, o presidente José Sarney ainda vai continuar sendo, por muitos anos, mesmo depois da sua morte, isso que ele é: o maior político do Maranhão de todos os tempos e um dos maiores do país.

E por isso merece o nosso respeito.

Não é para qualquer um ser um Sarney.

A importância do João Doria para o debate sobre o país

Nesse sentido, não há como desconhecer que o prefeito paulistano pauta alguns temas essenciais que dão mais e melhor qualidade no debate do processo político nacional, até porque é gestor da maior e mais rica cidade brasileira

Adianto que não sou fã, admirador, ou coisa o valha, do prefeito de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB). Pelo contrário, sou avesso ao seu estilo exibicionista e excessivamente midiático.

Mas, claro, não sou idiota para desconhecer as competências e a importância que o tucano tem para o debate sobre o país.

O grande mérito de Doria é não esconder as suas posições e concepções sobre a política, economia, partido, sociedade e papel do Estado. Ele é o que se pode chamar de um ativista da “direita liberal”. Daí a sua crítica contundente às esquerdas em geral.

João Doria acredita na força do capital privado e nos mecanismos de mercado enquanto motores da economia. Quase não fala em Estado, pois não confia neste ente público como ator protagonista nas melhorias socioeconômicas.

Outra questão fundamental é que Doria vem de “fora” da política, aquilo que convencionou-se chamar de outsider.

E o que isso quer dizer? Explico.

Por não ser um, digamos, “político profissional”, o tucano acaba forçando os atores políticos tradicionais e reverem algumas práticas e conceitos, principalmente no que diz respeito à gestão pública com mais resultados e menos discurso, o famoso “gogó”, muito em voga no Maranhão, aliás.

Nesse sentido, não há como desconhecer que o prefeito paulistano pauta alguns temas essenciais que dão mais e melhor qualidade no debate do processo político nacional, até porque é gestor da maior e mais rica cidade brasileira.

São por estas e outras coisas que o prefeito João Doria Júnior é importante para o debate sobre o país.

Goste-se ou não do tucano.

Combo da maldade: Governo aprova o “Mais Impostos” e o “Mais Empréstimos”

Na verdade, o que foi aprovado ontem pelos deputados governistas foi uma espécie de “combo da maldade”, já que além do “Mais Impostos” veio junto também o “Mais Empréstimos”.

O Governo do Estado passou o rolo compressor na Assembleia Legislativa e conseguiu, sob protesto da oposição, aprovar na sessão desta quinta-feira (26), o Projeto de Lei nº 262/2017, que autoriza o Poder Executivo a contratar empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de 35 milhões dólares, mais de 110 milhões de reais.

O dinheiro do empréstimo será investido na implantação do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado (Profisco II), que na prática, vai ampliar a efetividade do sistema de cobrança de impostos no Maranhão, ou seja, aqui os maranhenses convencionaram chamar de programa “Mais Impostos”.

Na verdade, o que foi aprovado ontem pelos deputados governistas foi uma espécie de “combo da maldade”, já que além do “Mais Impostos” veio junto também o “Mais Empréstimos”.

Durante a apreciação da matéria, a oposição tentou obter explicações a respeito do projeto, que tramitou em regime de urgência e não foi discutido nas comissões técnicas da Casa.

Eduardo Braide (PMN) criticou o teor do projeto e apontou inconstitucionalidade de trecho do artigo 1º.

“A Assembleia acaba de assinar um cheque em branco para o governador Flávio Dino”, disse.

Ele explicou que o parágrafo único do artigo 1º fere a Constituição. “O artigo 6º da nossa Constituição é muito claro, não existe mais lei delegada em nosso ordenamento jurídico. E o que é a lei delegada? É aquela que se aprova e um Poder delega poderes a outro Poder para que ele tome medidas em nome desse e é isso que faz o parágrafo único”, completou.

Adriano Sarney justificou a votação contrária a proposta. “Um governo que aumenta impostos, aumenta a conta de luz, corta projetos sociais. Esse é um governo que não tem a confiança de quem quer um Maranhão melhor e desenvolvido. Esse governo comunista não dá chance para nossos empreendedores e para os nossos trabalhadores. E quem vai pagar esse empréstimo, que não tem a mínima transparência, são os trabalhadores. Esse empréstimo não tem carência, não tem prazo, não tem informação alguma”, completou.

(Com informações do blog do Ronaldo Rocha)

O Maranhão precisa de um novo projeto político

É urgente a construção de um novo projeto político e de sociedade para o nosso querido e rico estado. Na verdade mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense

Não me canso de afirmar que o Maranhão nasceu para dar certo.

Também costumo dizer que no nosso estado é uma espécie de pequeno “Brasil”, pois possui todas as características socioeconômicas e geográficas do país: população pobre, mas trabalhadoras; grande extensão territorial; extraordinário litoral; diferentes ecossistemas; grandes bacias fluviais; extraordinário potencial turístico;  não enfrenta grandes desastres naturais como furacões, tornados etc., enfim, o Maranhão é um Brasil em miniatura com todo aquilo que o nosso país possui de melhor.

Ocorre que ao longo dos anos o Maranhão foi mal compreendido e, principalmente, mal gerido!

De todo período que o estado foi governado pelo grupo Sarney, e suas dissidências, talvez a melhor quadra possa ser considerada justamente os anos do governo de José Sarney, na década de 60.

Depois que Sarney deixou o estado para “ganhar” a República e acumular muito poder em todos os governos, dos militares aos civis, inclusive ele próprio chegando ao posto máximo da nação, paradoxalmente o Maranhão perdeu força e não conseguiu manter o ritmo de crescimento e desenvolvimento inciado pelo chamado “Projeto Maranhão Novo”, do então governador José Sarney.

Nem mesmo durante a era Roseana Sarney, o Maranhão conseguiu imprimir um modelo de desenvolvimento que priorizasse as riquezas e potencialidades do estado. Nessa época foram priorizados projetos que não levaram em conta as reais vocações econômicas locais.

Sem falar que a excessiva “ingerência” do marido Jorge Murad, muitas vezes acabou por atravancar as políticas públicas de fomento uma vez que o todo poderoso “primeiro-damo” tinha a mania confundir interesses maiores do estado com outros menos importantes, por assim dizer.

Do trabalhismo de Jackson Lago ao comunismo de Flávio Dino

Com a vitória de Jackson Lago (PDT) em 2006, brotou uma esperança muito grande no que poderia ser um início de um novo clico desenvolvimentista do Maranhão.

O governo trabalhista de Jackson chegou a apresentar à população um planejamento de longo prazo que tinha metas, objetivos, planos e programas bem definidos. Não fosse o famigerado “golpe judicial” que apeou o líder pedetista do poder, possivelmente o estado estaria em outro patamar no que diz respeito aos seus índices socioeconômicos.

Com a derrubada do governador Jackson Lago, volta novamente Roseana Sarney ao comando do governo prometendo fazer o “melhor governo da minha vida”.

Bem ou mal, a peemedebista conseguiu empreender muitas obras pelo Maranhão, inclusive na capital, tanto que Roseana é considerada a “melhor prefeita” que São Luis já teve. Isso sem falar no programa “Saúde é Vida”, que melhorou consideravelmente os serviços de saúde do estado.

Com a vitória de Flávio Dino (PCdoB) em 2014, aquela mesma esperança por reais mudanças brotada quando da chegada de Jackson Lago ao governo, voltou a ser cultivada no seio do povo maranhense.

Passados quase três anos de governo comunista, porém, o que se vê em curso no Maranhão é um grande projeto de “boas intenções”. Só que não se governa um estado com as complexidades do Maranhão apenas com bases em boas intenções. É preciso muito mais! É preciso resultado!

O governador Flávio Dino não tem um projeto consistente de médio e longo prazo para o nosso estado. O comunista limitou sua gestão a distribuir asfalto para os municípios – asfalto esse de péssima qualidade, diga-se -, entregar ambulâncias obtidas com emendas de deputados federais; distribuir viaturas policiais com verbas federais para prefeitos depois se virarem para manter, inclusive com combustível; furar poços que os prefeitos são obrigados a pagar os projetos e até distribuir fardamento estudantil já no final do ano letivo!

Nesse sentido, a impressão é de que não temos um governador de verdade, mas tão somente um “prefeitão”.

O fato é que Maranhão ainda não conseguiu dar certo. Ainda não foi contemplado com a implantação de um projeto verdadeiramente de desenvolvimento socioeconômico e sustentável!

É urgente, por tanto, a construção de novo projeto político e de sociedade para no nosso querido e rico estado.

Na verdade, mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense.