Afinal, o PT deve ou não fazer “mea-culpa”? 4

O partido do Lula não tem outra escolha que não a de deitar no divã e fazer uma “terapia política” se quiser garantir um futuro eleitoralmente mais próspero a partir das eleições municipais de 2020.

Repercutiu bastante, ainda repercute, as declarações dadas por Cid Gomes (PDT), senador eleito pelo Ceará, durante ato que seria em apoio ao candidato a presidente Fernando Haddad, do PT, mas acabou gerando constrangimento amplo, geral e irrestrito para petistas.

“Tem de pedir desculpas, tem de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira” (…) É sim, é? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir um mea-culpa, não admitir os erros que cometeu, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”, disse o cearense, que teve o apoio do PT para senador e é irmão do ex-presidenciável Ciro Gomes, também do PDT.

O PT e os petistas não toleram essas sugestões de autocrítica e/ou mea-culpa. E Cid Gomes não foi o primeiro a sugerir tal postura para o PT.

Mesmo entre petistas ilustres, como Olívio Dutra, Tarso Genro, Jorge Viana, Eduardo Suplicy e intelectuais ligados ao partido como Frei Betto e Leonardo Boff, sempre defenderam um comportamento, digamos, mais humilde do PT em relação aos erros de conduta no campo político e ético – que foram muitos -, cometidos desde que a sigla subiu a rampa do Palácio do Planalto em 2003 tendo Lula à frente como líder máximo.

Contudo, o PT sempre se manteve resistente a fazer autocríticas. Aliás, os políticos e partidos de uma forma geral não são afetos a fazer mea-culpa, basta ver que o PMDB e o PSDB estão encolhendo eleitoralmente, mas não conseguem encontrar uma maneira de reconhecer seus erros. Com o PT não é diferente.

De qualquer forma, parece que o partido do Lula não tem outra escolha que não a de deitar no divã e fazer uma “terapia política” se quiser garantir um futuro eleitoralmente mais próspero a partir das eleições municipais de 2020.

E mesmo se for empurrado para a oposição através das urnas, como indicam as pequisas, o PT terá que se reinventar como ator importante da cena política nacional.

Em tempos que se mostram incertos, a democracia exige um PT reinventado.

ELEIÇÕES 2018: Lula e os bilhetes do cárcere 8

A cada bilhete do cárcere assinado por Lula indica que o Brasil pode estar caminhando para o que seria um extraordinário contra-golpe ao golpe de 2016.

Mais um bilhete de Lula ao país. (Foto: Brasil 247)

Que o ex-presidente Lula é um monstro político isso não se discute.

Preso sem provas, humilhado, execrado e fulminado pela grande imprensa nacional, mesmo sob bombardeio pesado lidera o processo eleitoral para presidente da República a partir do cárcere, na cidade de Curitiba (PR).

Os seus algozes costumam dizer que Lula fundou uma “seita”, quando na verdade ele idealizou foi uma rede partidária, política, sindical e social que o transformou numa das maiores lideranças mundiais, tanto que já foi cotado até para prêmio Nobel da Paz em virtude dos programas sociais que implantou no Brasil quando foi presidente, em especial o programa Bolsa Família.

Lula tem escrito vários bilhetes a partir da cadeia desde o anúncio oficial da substituição da sua candidatura a presidente pela de Fernando Haddad.

O conteúdo dos bilhetes sempre traz palavras de esperança e fé no povo brasileiro, além, claro, de total confiança no candidato Haddad, que vem subindo vertiginosamente nas pesquisas eleitorais.

Num país onde resolveram reduzi-lo a petistas e antipetistas, Lula se sobressai como líder que, não tivesse injustamente na carceragem da Polícia Federal, seria capaz de unificar esta nação pelo carisma, talento e capacidade de aglutinação que nenhum dos atuais presidenciáveis possuem.

Alguns dizem que Lula é quem de fato governará o país caso Fernando Haddad vença as eleições. Duvido muito em virtude do perfil do “poste”, que muito provavelmente engrossaria o pescoço assim que sentasse na cadeira de presidente. É mais fácil a ex-presidente Dilma, eleita senadora pelo estado de Minas Gerais, ter mais poder num eventual governo Haddad do que Lula.

De qualquer maneira, o fato é que a cada bilhete do cárcere assinado por Lula indica que o Brasil pode estar caminhando para o que seria um extraordinário contra-golpe ao golpe de 2016.

Mas isso é assunto para outra postagem.

LULA: “O PT no maranhão foi melhor tratado pela Roseana Sarney” 22

A afirmação do dirigente do PT no Maranhão só veio confirmar o que há tempos o blogueiro e outros petista e não petistas já sabiam “há séculos”: Lula não gosta de Flávio Dino.

Em conversa com o Blog do Robert Lobato, ontem, sexta-feira, 21, um dirigente do PT maranhense com amplo trânsito na cúpula nacional do partido, assegurou que o ex-presidente Lula reconhece que o PT foi tratado melhor pelo governo Roseana Sarney (MDB) do que está sendo pelo governo Flávio Dino (PCdoB).

“Soube por companheiros muito próximos ao Lula, que ao vistá-lo na prisão em Curitiba, o ex-presidente afirmou que o PT no Maranhão foi muito melhor tratado por Roseana Sarney do que por Flávio Dino”, disse o petista ao Blog do Robert Lobato.

Em verdade, isso não foi nenhuma surpresa para este editor do Blog do Robert Lobato, na medida que sempre soube da antipatia do Lula com o governador do Maranhão, considerado pelo ex-presidente como um “cara muito metido”, entre aspas mesmo.

A afirmação do dirigente do PT no Maranhão só veio confirmar o que há tempos o blogueiro e outros petista e não petistas já sabiam “há séculos”: Lula não gosta de Flávio Dino.

É isso!

ELEIÇÕES 2018: A coerência de Roberto Rocha 12

Além de um gesto de lealdade, essa coerência política e partidária do tucano maranhense também é uma demonstração de que Roberto Rocha não é covarde para abandonar amigos e aliados pelo meio do caminho.

Se tem um candidato majoritário coerente nestas eleições no Maranhão chama-se Roberto Rocha, principalmente quando o assunto é lealdade ao projeto nacional do seu partido, o PSDB.

Ao contrário dos que escondem o candidato a presidente do partido a qual pertencem, outros omitem e alguns até pulam do barco partidário, o senador e candidato a governador Roberto Rocha tem orgulho de pedir votos para o presidenciável do PSDB Gerado Alckmin.

E olhem que no Maranhão a onda é colar a imagem no Lula/Haddad, muitas vezes por puro oportunismo eleitoreiro, como parece ser o caso do “pulo” dado pelo nosso querido “Maragato” Weverton Rocha (PDT), candidato a senador, que abandonou o seu correligionário Ciro Gomes, candidato a presidente, e agora é Lula e Haddad desde quando era uma criança pobre lá pras bandas de Imperatriz.

Roberto Rocha, pelo contrário, mantém-se firme ao lado do Geraldo Alckmin e não perde uma oportunidade de pedir voto ao seu candidato a presidente onde estiver.

Além de um gesto de lealdade, essa coerência política e partidária do tucano maranhense também é uma demonstração de que Roberto Rocha não é covarde para abandonar amigos, aliados e correlegionários pelo meio do caminho.

Que os eleitores façam o seu julgamento.

LULA “DESPRIVATIZADO”: Justiça libera uso de imagens do ex-presidente na propaganda de Roseana 12

A vitória da coligação liderada por Roseana Sarney é simbólica, pois comprova que Lula não é mais apenas o “Lula”, mas “uma ideia”, como o próprio líder petista afirmou em discurso histórico em frente do Sindicado dos Metalúrgicos em São Bernado do Campo (SP), antes de ser preso.

A juíza Camilla Rose Ewerton Ferro Ramos, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), disse um “não” a uma representação protocolada pelo PCdoB que pedia o veto do uso da imagem do ex-presidente Lula (PT) no programa eleitoral da candidata à governadora Roseana Sarney (MDB).

Ao julgar o mérito da representação comunista, nesta quarta-feira (12), a magistrada entendeu que a presença de Lula no programa de Roseana é tão somente “uma referência histórica e está associada à demonstração da atuação política da representada [Roseana Sarney], evidenciando que o fato apresentado é de natureza pública e notória”, destacou.a referência feita por Roseana sobre Lula em seu programa – informando ter sido ela líder do governo Lula”.

Essa vitória da coligação liderada por Roseana Sarney é simbólica, pois comprova que Lula não é mais apenas o “Lula”, mas “uma ideia”, como o próprio líder petista afirmou em discurso histórico em frente do Sindicado dos Metalúrgicos em São Bernado do Campo (SP), antes de ser preso em Curitiba (PR).

E uma ideia não se aprisiona.

E muito menos se privatiza…

IMAGEM DO DIA: Se Haddad é Lula, Zé Inácio é Lula e Haddad 4

247 – Em reunião fechada em Curitiba, membros da Executiva Nacional do PT aprovaram por unanimidade no início desta tarde o nome de Fernando Haddad como novo candidato do partido à presidência da República, após a impugnação de Lula pelo TSE; ex-prefeito, que até então era candidato a vice do ex-presidente, será lançado oficialmente em ato marcado para 15h na capital paranaense, com Manuela Dávila, do PCdoB, como vice.

ELEIÇÕES 2018: O PT “azul” de 200 mil reais 4

Nem mesmo com um deputado federal de mandato tiveram a competência para colocar o programa dos candidata à Câmara Federal no ar. 

Um partido que no plano nacional luta para salvar e preservar a sua principal liderança que é o ex-presidente Lula, no Maranhão é um desastre total, pois o PT mal consegue exibir os programas no horário eleitoral gratuito.

E olhem que as boas línguas falam que tem petista “produtor” ganhando cerca de 200 mil reais para cuidar dos programas eleitorais do PT no rádio e na tevê…

Pior, nem mesmo com um deputado federal de mandato tiveram a competência para colocar o programa dos “federais” no ar.

Esse é o PT no Maranhão!

Que virou azul!

O gesto de Brizola em 1989 que vale para 2018 2

O líder trabalhista teve a ousadia de pedir aos brasileiros que não quisessem votar nele, que votassem em Lula, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Roberto Freire, “candidatos dignos que estão na disputa”.

Na primeira eleição para presidente da República pós-golpe de 64, no ano de 1989, Leonel Brizola, o velho e bom “Briza”, não fez campanha e muito menos pediu voto apenas para si.

Um dos maiores políticos que o Brasil já teve, Brizola sabia dos riscos que significava para o país a eleição de homens como Collor de Melo e Silvio Santos, que chegou a ensaiar uma candidatura presidencial mas acabou se perdendo pelo meio do caminho.

Foi então que o eterno líder trabalhista teve a ousadia de pedir aos brasileiros que não quisessem votar nele que votassem em Lula, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Roberto Freire, “candidatos dignos que estão na disputa”. Algo mais ou menos assim.

Esse gesto de Brizola serve perfeitamente para 2018, na medida que há candidatos como Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Cabo Daciolo (Patriotas), por exemplo.

Ciro é uma farsa política! Mente e mente bem com a cara mais dura do mundo, daí que é perigoso, pois convence com a sua retórica demagógica os eleitores menos atentos.

Bolsonaro e Cabo Daciolo, bom, esses dispensam comentários.

Nesse sentido, e lembrando o ensinamento de Brizola, há candidatos dignos nestas eleições de 2018 para presidente, tais como Fernando Haddad (PT) – caso o Lula seja impedido de disputar o pleito -, Marina Silva (Rede), João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Pode), Geraldo Alckimin (PSDB), além dos outros candidatos situados na esquerda mais radical.

Mas, na avaliação do Blog do Robert Lobato, é erro colossal votar em candidatos como Ciro Gomes, Cabo Daciolo ou Jair Bolsonaro.

Que os brasileiros mirem e sigam o exemplo de Leonel de Moura Brizola.