ELEIÇÕES 2018: Discurso de Adriano Sarney em Vargem Grande incomodou mesmo os comunistas 12

A figura de retórica do jovem parlamentar de que “Roseana é a Lula do Maranhão” deixou os comunas tontos até hoje, a ponto do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) acusar o golpe através da rede social do Twitter, como se menino de recado fosse

Não tem jeito: o discurso do deputado Adriano Sarney (PV) incomodou mesmo meio mundo comunista no Maranhão.

No último sábado, 21, em Vargem Grande, durante ato que contou com a participação de da pré-candidata à governadora Roseana Sarney (MDB) e lideranças estaduais e locais de vários partidos que apoiam a emedebista, o deputado Adriano Sarney (PV) disse que “Roseana é Lula do Maranhão” (veja aqui). Detalhe: Zé Adriano, como também é chamado, fez a declaração ao lado e segurando as mãos do ex-candidato a prefeito de Vargem Grande pelo PT, Edmilson Carneiro.

A figura de retórica do jovem parlamentar deixou os comunas tontos até hoje, a ponto do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) acusar o golpe através da rede social do Twitter, como se menino de recado fosse, afirmando que “Roseana Sarney é a Temer do Maranhão, isso sim. Mesmo partido, mesma forma de governar. Xô!” (Rsrs).

Se depender das declarações elogiosas do pessoal do grupo Sarney à Lula e ao PT durante toda a campanha de 2018 os comunas vão pirar de vez.

Que coisa, não?!

ELEIÇÕES 2018: Em nota insossa e sem acreditar em Lula candidato, PCdoB prega unidade das esquerdas no 1º turno 2

Comitê Central do PCdoB encerrou reunião neste domingo (22).

O Comitê Central do PCdoB reafirmou, ontem, domingo (22), que a estratégia eleitoral para derrotar a direita nas eleições de outubro é a unidade das esquerdas já no primeiro turno da eleição presidencial.

Insossa, cheia de generalidades, de quem já perdeu o brio proletário e claramente sem acreditar na candidatura de Lula ou de outro nome petista, na nota do PCdoB dá uma flertada com Ciro Gomes (PDT), mas para não ficar mais feio do que já está, teve reafirmar a pré-candidatura da Manuela D’Ávila para presidente.

O fato é que o PCdoB parece claramente dividido nesta atual conjuntura do país, só que com uma clara tendência de apoiar o desequilibrado do Ciro Gomes, posto que para do comunismo do Brasil, pelo visto, o ex-presidente Lula é coisa do passado.

A seguir a íntegra da no comunista.

PCdoB conclama PT, PDT, PSB e PSOL: Unidade desde já

Aberto o calendário das convenções partidárias, vem à tona uma nítida orquestração das forças conservadoras que entronizaram o desastroso governo Temer para tentar vencer as eleições presidenciais com uma candidatura do consórcio golpista. Desenha-se uma coesão do campo político da direita e centro-direita em torno do candidato do PSDB Geraldo Alckmin. Faz parte dessa orquestração tentar isolar o candidato do PDT Ciro Gomes e, também, concorrentes do tucano pertencentes ao seu espectro político e, ainda, manter a candidatura do MDB, Henrique Meirelles, com o intuito de descolar Alckmin de Temer.

Não se deve subestimar esse movimento de reforço a Alckmin e nem o candidato de matiz fascista Jair Bolsonaro, mas a disputa presidencial está longe de estar definida, seguirá acirrada e de resultado incerto, mesmo com o líder das pesquisas, o ex-presidente Lula, mantido arbitrariamente encarcerado. O PCdoB prossegue a luta pela liberdade do ex-presidente e pelo seu legítimo direito de ser candidato. Alckmin carregará nos ombros, mesmo que se esquive, o governo que imputou grande sofrimento e tragédias ao nosso povo; e seu programa é antinacional, antipopular e autoritário.

Neste cenário, o PCdoB reafirma a convicção de que a estratégia política da esquerda e das demais forças democráticas, populares e patrióticas deve ter por centro a vitória eleitoral em outubro, o que exige marcharem unidas desde já.

Para isto, o PCdoB conclama o PT, PDT, PSB, PSOL e demais forças progressistas a construírem a unidade, já no primeiro turno, para vencer as eleições, derrotar a agenda neoliberal e neocolonial de Alckmin, Temer e Bolsonaro, retirar o Brasil da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo de desenvolvimento soberano com geração de empregos, distribuição de renda e direitos.

Da parte do PCdoB, reiteramos que Manuela D’Ávila, que segue com sua exitosa pré-campanha, renovará seu empenho para que se viabilize a união do campo progressista, condição imperativa para que alcancemos a quinta vitória do povo.

São Paulo, 22 de julho de 2018

Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

As eleições e a estratégia Lula ou Lula

“Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país.”

Por Aldo Fornazieri*

Setores do PT têm proposto a palavra de ordem “Lula ou nada”, como eixo articular da estratégia para enfrentar as eleições de 2018. Não se sabe bem o que esta ideia significa, mas, de per si, é um equívoco. Numa interpretação estrita da ideia ela só seria pertinente se significasse que, se Lula for impedido de concorrer, o PT boicotaria as eleições. Mas, aparentemente, o próprio PT sabe que um boicote às eleições seria um desastre para o partido e para a própria sociedade, pois as forças conservadoras poderiam ocupar um espaço nos governos e nas Casas Legislativas maior do que aquele ocuparão sem um boicote. Ademais, o boicote às eleições implicaria estar preparado para uma guerra continuada com o próximo governo, na suposição de que seria ilegítimo. Mas, até agora, o PT tem mostrado escassa força mobilizadora.

Mas se a palavra de ordem “Lula ou nada” não expressa uma estratégia de boicote às eleições, mesmo assim ela é equivocada. Trata-se de uma palavra de ordem negativa e, portanto, despotencializadora e despolitizadora. Se a ideia é caminhar com Lula até o fim, o que implica concorrer às eleições mesmo sub judice a melhor palavra de ordem para expressar essa estratégia é “Lula ou Lula”. Isto é: concorrer com Lula sem os impedimentos legais ou concorrer com Lula mesmo sub judice, o que implicaria numa decisão judicial após o resultado das eleições caso Lula fosse eleito. Esta palavra de ordem é positiva e consistiria numa afirmação positiva de uma estratégia, conferindo-lhe potência e atratividade. Até porque concorrer com Lula sub judice o PT não ficaria com nada: poderia imprimir potência e positividade às candidaturas parlamentares, senatoriais e aos governos dos Estados. “Lula ou Lula” é a afirmação do próprio Lula, expurgando a noção de que a negatividade “nada” possa ser alternativa ao “Lula”.

Qual o mérito da estratégia “Lula ou Lula”, isto é, concorrer com Lula legalmente aceito pela Justiça ou com Lula com a candidatura sub judice? A estratégia é factível, ao menos, por quatro argumentos de razoabilidade. O primeiro argumento é o do risco. De acordo com dados veiculados pela imprensa, em 2016, cerca de 145 prefeitos se elegeram sem o registro das candidaturas deferido pela Justiça Eleitoral. Desses, 70% conseguiram reverter a situação e assumiram os seus cargos depois de eleitos. Então, quanto ao risco, há um enorme precedente jurídico no sentido de que candidatos sem o registro deferido podem participar das eleições com seus nomes constando nas urnas. Não seria razoável que o nome de Lula não constasse. Ademais, o alto percentual de reversão do não deferimento – 70% – mostra que o risco compensa.

O segundo argumento é o da recompensa. Todas as pesquisas indicam que a possibilidade de Lula vencer no primeiro ou no segundo turno é grande. Numa eleição que vem se caracterizando pelo descrédito, pela apatia e pela desesperança, Lula é o único líder capaz de conferir-lhe crédito, estímulo, significado e esperança. Todos os senões e restrições que possam existir em relação a Lula já estão precificados nas atuais intenções de voto. Desta forma, os riscos de perdas eleitorais são pequenos e as possibilidades de ampliação das intenções de voto no ex-presidente são grandes. Lula é o único candidato que pode alterar de forma positiva e de forma significativa o ânimo dos eleitores.

O terceiro argumento é o da responsabilidade. As forças democráticas e progressistas têm a obrigação de lutar para derrotar as forças conservadoras comprometidas com programas anti-sociais, anti-nacionais, anti-populares e anti-civilizacionais. Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país. Com isto não se quer negar a legitimidade das candidaturas de Boulos, Manuela e Ciro, pois, certamente, esses candidatos e os partidos que os apóiam têm entendimentos diversos acerca das prioridades estratégicas na presente conjuntura. Tendo em vista que não há o monopólio da verdade, é preciso que todas as forças democráticas, progressistas e de esquerda desenvolvam diálogos produtivos e construtivos entre si.

O quarto argumento é o da coragem e o do confronto. O Judiciário golpista, arbitrário, persecutório, parcial, serviçal das elites e punitivo dos pobres precisa ser confrontado. Um judiciário que rasgou a Constituição, que espezinhou as leis, que viola a hierarquia, que degrada a jurisprudência, que blinda e protege os políticos do PSDB e que é corrupto e eivado de privilégios, precisa ser desmascarado, denunciado e combatido. Levar a candidatura Lula até as últimas consequências é um ato de coragem e de enfrentamento de um Judiciário que está a serviço de uma elite predadora.

Caberá a esse Judiciário a responsabilidade histórica de permitir ou impedir que Lula, um dos maiores líderes políticos de todos os tempos, seja ou não legalmente candidato. Estará em jogo não só a biografia dos ministros das Cortes superiores, mas o destino da atual crise e o destino do futuro do Brasil. Caberá a eles decidir se a crise se agravará ou se se permite que se abram as portas para buscar saídas a um pais que tem um povo martirizado por todos os tipos de misérias e carecimentos. A coragem dos democratas e progressistas precisa confrontar o arbítrio de um Judiciário corrompido e degradado. Esse Judiciário precisa ser confrontado nos tribunais e nas ruas, com a exigência da liberdade de Lula e de sua candidatura.

Mas cabe perguntar: os juízes das Cortes superiores se importam ainda com suas biografias? Se tiverem um mínimo de dignidade, sim. Se tiverem um mínimo de responsabilidade para com o Brasil, sim. Mas é altamente duvidoso que vários deles cultivem esses sentimentos. Se não os cultivam, as biografias não importam para eles porque as suas almas já se danaram pela indignidade, pela corrupção e pela maldade.

Há que se admitir, por fim, a possibilidade de o Judiciário impedir que Lula concorra até mesmo sub judice, inviabilizando a presença do seu nome na urna. Neste caso, dois argumentos deveriam nortear a estratégia do PT: o argumento da redução de danos e o argumento da responsabilidade. Ambos apontam para a substituição de Lula por um outro candidato do partido. Sem um candidato presidencial, 1) as candidaturas para os outros cargos também se fragilizariam e, 2) é responsabilidade de todos os partidos progressistas, inclusive do PT, buscar eleger o maior número possível de candidatos para barrar a direita e lutar pelos interesses dos mais pobres e do Brasil.

O PT está atrasado na escolha de um candidato a vice para que ele possa ser a voz de Lula e, ao mesmo tempo, fortalecer-se e afirmar-se enquanto liderança. O argumento de que este vice enfraqueceria Lula e seria visto como um plano B não procede. É o argumento que expressa a falta de convicções, de direção e de comando. Um partido que tem capacidade de direção e sabe o que quer e tem convicção de sua estratégia não pode temer este tipo de situação.

Por fim, falta ainda transformar o grito pela liberdade de Lula e pela sua candidatura em voz das ruas. As manifestações que ocorreram no final de semana nos mercados públicos de Belo Horizonte e de Curitiba mostram que isto é possível. Existe um ambiente público favorável para que se crie nas ruas e nas aglomerações públicas uma corrente de vozes que clamem pela liberdade e pela candidatura de Lula. O que falta é liderança para que essas vozes se façam ouvir e para que essas mobilizações se transformem numa poderosa força de pressão sobre um sistema arbitrário e corrompido.

*Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)

VÍDEO: Ao lado de petista, Adriano Sarney afirma que ‘Roseana é a Lula do Maranhão’ 17

Ao lado do petista Edmilson Carneiro, o jovem parlamentar afirmou que “Roseana é a Lula do Maranhão” e sendo assim não tem como o grupo Sarney deixar de votar no petista, que ainda encontra-se na condição de preso político na famigerada “república de Curitiba”.

Enquanto o governador e o seu PCdoB esnoba Lula e o PT, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) anda pelo estado com a sua caravana afirmando que votará em Lula, caso o petista consiga ser candidato a presidente de República.

Ontem, sábado, 21, por exemplo, Roseana esteve na cidade Vargem Grande em ato que contou com a participação de lideranças locais do MDB (Miguel Fernandes), PMN (ex-vereador Abdias Cidrão), PV (Dr. Fernando), PRB (Raimundo Verde) e do PT (Edmílson Carneiro), e mais uma vez a emedebista reafirmou que votará em Lula para presidente.

Contudo, quem roubou a cena do ato foi o sobrinho da “Branca”, o deputado estadual Adriano Sarney (PV).

Ao lado do petista Edmilson Carneiro, o jovem parlamentar afirmou que “Roseana é a Lula do Maranhão” e sendo assim não tem como o grupo Sarney deixar de votar no petista, que ainda encontra-se na condição de preso político na famigerada “república de Curitiba”.

 

 

 

 

Presidente do PCdoB diz que Lula não é candidato a presidente 2

Luciana Santos, presidente do PCdoB, durante reunião do partido na sexta-feira (20).

Em reunião no diretório nacional na última sexta-feira (20), a presidente do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (PE), indicou que o desejo do partido seria uma unidade da esquerda, com PT, PDT e PSB. Essa união, porém, estaria complicada, neste momento, pela indefinição da candidatura do ex-presidente Lu

“O que ocorre? Uma coisa é você ter Lula. Lula candidato a presidente da República não dá para ninguém, é todo mundo se juntar e a gente fazer um bom debate. Mas acontece que não é Lula o candidato. Será um candidato do PT”, disse. A fala de Luciana aconteceu um dia após reunião entre dirigentes do PT e do PCdoB em São Paulo a respeito da eleição nacional.

Condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula, atualmente, está inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. O PT, porém, sustenta que irá registrá-lo como seu candidato ao Planalto em 15 de agosto e e que lutará pela elegibilidade de Lula até quando for possível.

Sobre esse ponto, a presidente do PCdoB diz que “essa tática de levar a candidatura de Lula até as últimas consequências é de altíssimo risco”. Para Luciana, deveria haver, por parte do PT, compreensão de que, “para a elite, enfrentar Lula é uma coisa, mas enfrentar o PT não é, assim, enfrentar Lula”

“Quando você tira Lula da cena, não quer dizer que os votos vão para o candidato do PT. Tanto é que uma turma vai para Marina [Silva, da Rede]. Até para Bolsonaro [deputado federal pelo PSL] vai”, avalia Luciana.

O PCdoB apoiou o PT em todas as eleições presidenciais desde 1989, mas, neste ano, tem sua própria pré-candidata, a deputada estadual Manuela D’Ávila (RS). “A tendência principal nossa é a manutenção da candidatura porque a dispersão das nossas forças prevalece”, diz Luciana.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada em 10 de junho, em cenário sem Lula e sendo substituído pelo ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), Bolsonaro tem 19% das intenções de voto, Marina, 15%, Ciro, 10% e Manuela, 2% das intenções de voto. Haddad fica com 1%.

Já no último Ibope, de 26 de junho, Bolsonaro registrou 17% das intenções de voto, Marina, 13%, Ciro, 8%, Haddad, 2% e Manuela, 1%.

A presidente do PCdoB avaliou que, atualmente, há um isolamento por parte do PT com relação à candidatura do PDT, com Ciro Gomes. “Nós achamos que teria de haver um entendimento entre as lideranças do nosso campo que mais pontuam [nas pesquisas], que cumprem papel decisivo no desfecho dessa eleição, que é Ciro, do PDT, e Lula, do outro”, pontuou. “Até agora, a tendência é não haver entendimentos em torno disso”.

Luciana diz que, hoje, a esquerda deveria se unir para vencer a eleição presidencial e dar “à injustiça de Lula estar preso”. “Então todos os projetos partidários deveriam estar abaixo do projeto nacional. Mas o que tem o que trem prevalecido é isso.

Apesar de ter uma pré-candidata, o PCdoB tem sido cortejado, nos últimos dias, pelo PT para uma aliança em torno da candidatura de Lula.

Em função disso, os petistas adiaram algumas de suas convenções estaduais para 2 de agosto à espera de uma posição sobre coligação com o PCdoB, que fechará seu entendimento nacional até 1º de agosto. PT deverá ter a definição quanto a suas alianças até 4 de agosto, quando fará sua convenção nacional para lançar a candidatura de Lula ao Planalto.

(Fonte: Notícias UOL)

ANÍBAL LINS: “O PT merece ser tratado de forma condizente com a sua estatura política nacional e local”

A seguir a “Carta aos Maranhenses” assinada pelo pré-candidato a governador do Maranhão pelo PT, o economista e sindicalistas Aníbal Lins. Confira.

“O PT merece ser tratado de forma condizente com a sua estatura política nacional e local. Alguém do PT precisava dizer isso publicamente. Se antes não tinha, agora tem.”

A Secretaria Estadual de Esportes do Maranhão, que era ocupada pelo petista histórico, combativo e honesto Márcio Jardim, com orçamento anual de mais de 50 milhões de reais, foi cedida para o deputado federal golpista André Fufuquinha do Partido Progressista – PP., que votou no impeachment dá Presidente Dilma, que votou pelo congelamento por 20 nos investimentos sociais e que aprovou a reforma trabalhista, que precarizou o emprego no Brasil e que é aliado de todas as horas do governo corrupto e ilegítimo de Michel Temer.

Nem Márcio Jardim, nem Adriana Oliveira serão companheiros do governador Flávio Dino, como pelo menos um de seus candidatos ao Senado. Nem o deputado federal Zé Carlos, nem o deputado estadual Ze Inácio, nem o vereador Honorato Fernandes de Sai Luis e muito menos o vereador Aurélio de Imperatriz será o seu vice.

Como prêmio de consolação ao PT, o governador Flávio Dino nomeou a ex-deputada federal Terezinha Fernandes para comandar a Secretaria da Mulher, com orçamento anual de pouco mais de 4 milhões de reais. Ou seja, menos de um décimo do orçamento anual da Secretaria de Esportes. Ela é esposa do auditor fiscal Jomar Fernandes, ex prefeito de Imperatriz, segunda maior cidade do estado e polo econômico do sul do Maranhão. É assim que Flávio Dino prestigia as mulheres , o eleitorado do Sul do Maranhão e a aguerrida militância de um partido de esquerda e coirmão do PCdoB nas lutas pela emancipação do povo brasileiro? Enganem outro, por favor. A mim ninguém me engana.

Pra completar o serviço, o governador Flávio Dino ainda reduz a bancada do PT na Assembléia Legislativa pela metade, filiando no PCdoB a deputada estadual Francisca Primo e fecha-se a ceder qualquer espaço de destaque pro nosso partido na sua chapa majoritária. O Partido dos Trabalhadores não indicará nenhum dos seus dois candidatos ao Senado é muito menos a vaga de vice-governador. Mas Flávio Dino e o PCdoB não abrem mão do tempo de TV do PT para a sua reeleição e dá deputada federal golpista Eliziane Gama, na vaga que poderia ser de um petista. Ela que votou com Michel Temer e os outros golpistas no impeachment e militou ativamente a favor dá prisão do Lula, num processo judicial completamente viciado por motivação política. Porque ela, Elisiane Gama, e os golpistas não querem Lula eleito de novo presidente do Brasil pelos braços do povo.

Parabenizo o Governador Flávio Dino por ter condenado pessoalmente o impeachment dá Presidente Dilma e defender a liberação do presidente Lula e o seu direito de ser candidato. Ele ficou do lado certo dá História. Mas isso só não basta. O PT merece ser tratado de forma condizente com a sua estatura política nacional e local. Alguém do PT precisava dizer isso publicamente. Se antes não tinha, agora tem

São Luís (MA), 18 de Julho de 2018

#LulaLivre
#LulaInocente
#LulaPresidente
#OBrasilFekizDeNovo
ANÍBAL LULA DA SILVA LINS
Pré-Candidato ao Governo do Maranhão – PT

Em artigo, Lula questiona seus algozes: “Por que vocês têm medo que eu fale” 2

“Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?”, indaga o ex-presidente Lula em artigo publicado nesta quinta-feira

247 – “Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa? (…) É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por ‘atos indeterminados’, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?”. Indaga o ex-presidente Lula em artigo publicado nesta quinta-feira no jornal Folha de São Paulo.

Leia a íntegra do artigo do ex-presidente Lula:

“Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado.

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por “atos indeterminados”, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia “cala boca já morreu”. Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em “atos de ofício indeterminados” no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento “atribuído” em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?

Falo isso com a mesma seriedade com que disse para Michel Temer que ele não deveria embarcar em uma aventura para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que ele iria se arrepender disso. Os maiores interessados em que eu dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que eu seja presidente.

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

Todos sabem que, como presidente, exerci o diálogo. Não busquei um terceiro mandato quando tinha de rejeição só o que Temer tem hoje de aprovação. Trabalhei para que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia.

Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro?

O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?

O Brasil precisa restaurar sua democracia e se libertar dos ódios que plantaram para tirar o PT do governo, implantar uma agenda de retirada dos direitos dos trabalhadores e dos aposentados e trazer de volta a exploração desenfreada dos mais pobres. O Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo.

Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos.”

Luiz Inácio Lula da Silva – Ex-presidente da República (2003-2010)

SARNEY: “Voto em Lula se ele for candidato” 5

A declaração do emedebista foi dada na tarde desta segunda-feira, 17, quando recebeu sindicalistas do setor elétrico que foram agradecer o esforço do ex-presidente contra a privatização do sistema Eletrobras.

O ex-presidente José Sarney (MDB) afirmou que votará em Lula para presidente caso o petista consiga mesmo ser candidato.

A declaração do emedebista foi dada na tarde desta segunda-feira, 17, quando recebeu sindicalistas do setor elétrico que foram agradecer o esforço do ex-presidente contra a privatização do sistema Eletrobras.

Sarney disse ainda que considera uma injustiça a prisão de Lula e que tudo não passa de orquestração política, apesar de não apontar quem seriam os carrascos do petista.

“Se Lula for candidato a presidente será o meu candidato. Voto nele. Somos amigos, falávamos constantemente e na véspera da sua prisão liguei para me solidarizar com ele. Acho isso uma injustiça e tudo não passa de orquestração política”, disse.

O ex-presidente Sarney, um dos mais experientes e inteligentes políticos do país, lembrou que quando Lula deixou o Palácio do Planalto fez questão de acompanhá-lo até a sua residência em São Bernado do Campo (SP).

A relação de Sarney com Lula realmente é de compadrio.