SUCESSÃO PRESIDENCIAL: Lula será lançado candidato nesta noite 2

Candidatura de Lula será lançada nesta sexta-feira, em Contagem (MG); vídeo da campanha defende a tese de que o Brasil pode voltar a ser feliz, depois do caos econômico e social trazido pelo governo golpista de Michel Temer e FHC; por meio de uma carta, que vem preparando há alguns dias, Lula dirá que quer voltar a ser presidente para “acabar com o sofrimento do povo brasileiro”; confira o vídeo

BRASÍLIA (Reuters), VIA 247 – O principal personagem não estará presente de carne e osso, mas o PT aposta na magia que ainda envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mobilizar a militância no lançamento da pré-candidatura dele, nesta sexta-feira, em Contagem (MG), na tentativa de demonstrar unidade sobre a ideia de Lula candidato.

O tom do evento é emocional, uma convenção do partido sem o candidato, mas com o espírito de Lula. O carismático ex-presidente, preso há dois meses em Curitiba, falará aos militantes por meio de uma carta, que está sendo chamada de “Manifesto ao Povo Brasileiro”.

No texto, que vem preparando há alguns dias, Lula dirá que quer voltar a ser presidente para “acabar com o sofrimento do povo brasileiro”, contou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto. Esse será o mote da campanha lulista, que tem como slogan “O Brasil Feliz de Novo”.

“Na carta ele diz porque quer ser presidente de novo, para acabar com o sofrimento do povo brasileiro, vai falar dos processos, dirá que é um preso político”, disse a fonte.

Essa não é a primeira vez que a candidatura de Lula é lançada pelo PT. Duas reuniões da executiva do partido e duas do diretório nacional já apresentaram o ex-presidente como o candidato, quando Lula ainda estava em liberdade.

O PT tentou autorização para gravar um vídeo com o ex-presidente para o evento desta sexta, mas a resposta da Justiça não chegou a tempo. As palavras de Lula serão ouvidas em outra voz —ainda não se sabe de quem— mas o ex-presidente estará presente no vídeo de seu primeiro jingle de campanha.

No tom emocional que o PT bem sabe fazer, o vídeo —já apresentado na quinta-feira nas redes sociais do partido— começa com um tom de tristeza, com a música cantando “Meu querido Brasil o que fizeram com você, estou sofrendo tanto por te ver assim”.

Em seguida, com imagens de Lula em encontros com o povo, coloca junto da ideia da eleição a campanha pela libertação do ex-presidente, e encerra com a foto de Lula sendo carregado pela multidão no dia em que foi preso, em São Bernardo do Campo (SP).

“Olha lá, uma ideia ninguém pode aprisionar, um sonho cada vez mais livre, acesa a esperança vive, olha Lula lá”, diz a música, que continua com “Chama que o povo quer, chama que o homem dá jeito, chama que eu volto. É Lula nos braços do povo. É o Brasil Feliz de novo”.

“É cênico, emocional, é como uma convenção. O sentido é afirmar que a candidatura Lula é concreta, não é só uma estratégia”, disse a fonte.

SEM PLANO B
Em meio às cada vez mais frequentes especulações de que o partido poderia apresentar um plano B e desistir da candidatura de Lula, o lançamento nacional —em vez de atos regionais menores, como se pensou inicialmente— é uma forma de mostrar que o partido continua firme no propósito de registrar Lula como candidato.

“Não há nenhuma divergência quanto a isso, não há intenção de fazer qualquer mudança na candidatura do partido”, disse à Reuters o deputado Carlos Zarattini, um dos membros do diretório nacional do PT.

O lançamento deve reunir todas as bancadas federais, dirigentes estaduais, todo o diretório nacional e os cinco governadores do partido, os mesmos que, há algumas semanas, começaram a levantar dúvidas sobre a estratégia de manter a candidatura de Lula até provavelmente ser impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral, na metade de agosto.

Preocupados com os palanques estaduais, as dificuldades em formar alianças em cima de uma candidatura praticamente descartada e com suas próprias candidaturas nos Estados, os governadores chegaram a defender que o PT antecipasse a adoção de um plano B, contou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto, mas foram rechaçados pela direção do partido.

“Não há espaço para isso hoje no PT e o próprio Lula está convicto da sua candidatura”, disse uma segunda fonte, que também pediu para não ser identificada.

A primeira fonte ouvida pela Reuters confirmou que, mesmo com algumas poucas vozes que questionam a validade da decisão de levar a candidatura Lula até onde for possível, a unidade do partido é imensa.

“Não há uma tendência que diga o contrário. O que o partido teria a ganhar desistindo de Lula agora, que está em primeiro lugar nas pesquisas, e lá na frente, se for o caso, pode passar esses votos para um indicado por ele?”, questionou.

“O lançamento é uma reafirmação da unidade do PT, de que esta é uma decisão unitária do partido, e uma demonstração de solidariedade”, afirmou.

O PT e o PSDB e a responsabilidade com o país (OU: Um caso de amor mal resolvido) 20

O PT e o PSDB parecem estar condenados a se encontrarem em algum momento da história, pois ambos têm responsabilidade com este país. E isso serve também para o caso do Maranhão.

Acompanhem algumas frases históricas de expoentes do PT e do PSDB. Volto em seguida.

“O José Dirceu é um candidato forte, preparado, mas ele tem consciência de que, se houver possibilidade de fazer aliança nacional [com o PSDB], nós poderemos rediscutir” (Lula, Folha de S. Paulo, 21 de fevereiro de 1994).

“Começou a nascer a possibilidade de uma aliança dada a essa proximidade. Esse acordo eleitoral era natural já que estávamos trabalhando juntos na CPI que investigou as denúncias de corrupção do governo Collor. Começamos a perceber que tínhamos pontos em comuns” (Senador Tasso Jereissati, então presidente do PSDB em 1994).

Folha de S. Paulo, 16 de abril de 1993.

“O PT é que tem problema de consciência em fazer aliança com o PSDB. Nós não temos” (Sérgio Guerra, ex-senador e ex-presidente do PSDB, já falecido).

Muito menos do que levar em conta a atitude do Mário Covas em 89 [na época, o senador pelo PSDB-SP apoiou a candidatura de Lula no segundo turno da eleição presidencial], nós temos que levar em conta a história política do Mário Covas.
Eu pessoalmente sou amigo do Covas. Será levado em consideração o passado político do Mário Covas (Lula ao defender apoio a Mário Covas no 2º da eleição para o governo de SP em 1994).

Folha de S. Paulo, 21 de fevereiro de 1994.

“É possível uma aliança PT-PSDB, A luta entre os dois partidos é política, não ideológica”(FHC em conversa gravada com o então ministro do PT, Cristóvão Buarque, em 2008).

Comigo novamente
Pode parecer uma heresia ou mesmo um ato de insanidade alguém achar que é possível um diálogo entre o PT e o PSDB nos dias atuais, mas nunca foi tão importante uma retomada de afagos civilizados entre petistas e tucanos como os postadas acima.

PT e PSDB nasceram na mesma maternidade, o estado de São Paulo. Ainda que cerca de dez anos mais velho do que o PSDB, muitos dos atuais tucanos viram o nascimento do PT e por pouco não ajudaram no parto desse que é maior partido de massa do país – o PSDB foi fundado em 1988 após ruptura de muitos quadros com o PMDB.

Fosse feito um teste de DNA, não há dúvidas que o resultado mostraria uma compatibilidade genética e ideológica impressionante entre os dois partidos.

Na sua essência, o PT é um partido social-democrata de esquerda para os padrões latino-americanos, mas se tivesse nascido na Europa seria um força social-democrata clássica. O partido nunca foi comunista, marxista ou mesmo um parido socialista radical, mesmo possuindo correntes internas que se identificam como tais ideologias.

Já o PSDB é um partido de centro e o PT, de certa forma, o empurrou mais um pouco para a direita coisa que os tucanos aceitaram ao longo da história voluntária ou involuntariamente.

Caso de amor mal resolvido

Em 1994, por pouco tucanos e petistas não “casaram” na eleição de presidente e até hoje não possível saber de fato quem deixou quem esperando no altar. O resultado do vacilo foi a eleição de Fernando Henrique Cardoso numa coligação conservadora, com o antigo PFL na vice, mas que renderia bons resultados para o país, principalmente no tocante à economia.

Passados dois mandatos de FHC, foi a vez de Lula comandar o país também sustentado por uma coalização conservadora, com o PMDB na vice, mas, aproveitando a estabilidade econômica deixada pelo sucessor tucano, fez uma verdadeira revolução social neste país.

A famosa e bem sucedida experiência PT/PSDB no Acre, em pleno governo FHC, foi um “case” de sucesso político que poderia ter servido de referência para outros estados brasileiros.

Porém, o Acre não é um estado que joga um peso político no conjunto do país, caso contrário muito provavelmente outras experiência do tipo seriam “exportadas” pelo Brasil afora. Aliás, aqui mesmo no Maranhão houve uma bem sucedida aliança entre petistas e tucanos. Foi na cidade de Açailândia onde prefeito Ildemar Gonçalves (PSDB) teve como vice Antônio Erismar (PT) por dois mandatos numa aliança marcada por muito companheirismo e lealdade,

O fato é que o PT e o PSDB parecem estar condenados a se encontrarem em algum momento numa dessas esquinas da história, pois ambos têm responsabilidade com este país.

É preciso acabar com esse caso de amor mal resolvido entre o PT e o PSDB, antes ou depois das eleições de 2018.

E isso serve também para o caso do Maranhão.

Flávio Dino não perdoa Lula e por isso deseja Ciro Gomes, que é “um babaca”, segundo o petista Francisco Soares 12

O governador comunista passou a defender o nome de Ciro Gomes (ex-PDS, legenda sucessora da Arena; ex-PMDB, ex-PSDB; ex-PPS; ex-PSB, ex-Pros e agora PDT) porque não quer um nome do PT pelo simples fato de saber que uma candidatura petista ao Palácio do Planalto é mais forte do que a de Ciro e isso pode jogar água chope do comunista que ficaria cada vez longe de se tornar uma alternativa no plano nacional.

Flávio Dino não perdoa Lula. Flávio Dino se acha dono dos votos no Maranhão e que atualmente é o petista que precisaria dele e não o contrário.

Flávio Dino não perdoa Lula porque o ex-presidente, forçado pela conjuntura concreta e para garantir governabilidade em 2010, teve que fazer uma aliança local com o MDB mesmo com o Encontro Estadual do PT ter deliberado por coligação com o PCdoB.

Flávio Dino é mais um politiqueiro da esquerda um que torce para Lula ficar preso o suficiente para não nunca mais concorrer a presidência da República porque sonha em ser um dos “herdeiros” do legado do lulismo e da esquerda de uma forma geral. Mas, como o dizem os dirigentes do PSOL e do PCO “herdeiro só existe depois da pessoa morta”. No mínimo, quem faz essa tratativa são os contumazes falastrões e oportunistas, tais como Flávio e Ciro.

Flávio Dino passou a defender o nome de Ciro Gomes (ex-PDS, legenda sucessora da Arena; ex-PMDB, ex-PSDB; ex-PPS; ex-PSB, ex-Pros e agora PDT) porque não quer um nome do PT pelo simples fato de saber que uma candidatura petista ao Palácio do Planalto é mais forte do que a de Ciro e isso pode jogar água chope do comunista que ficaria cada vez longe de se tornar uma alternativa no plano nacional.

Flávio Dino não cumpriu o acordo com o deputado federal Waldir Maranhão para fazê-lo um dos seus candidatos a senador porque isso era da vontade do Lula, mas Flávio não perdoa o Lula.

Prefere, portanto, o “babaca” do Ciro Gomes, como bem diz, no vídeo abaixo, o engenheiro Francisco Soares, o Chicão, competente técnico em trânsito, mobilidade urbana e energia.

Diga aí, grande Chicão!

Em um só tempo, Flávio Dino descarta Lula e Manuela d’Ávila 16

Flávio Dino usa contra Lula do mesmo artifício que usou na campanha de 2010 quando saiu espalhando pelo Maranhão afora que Jackson Lago estava “ficha suja” e, mesmo que disputasse e fosse eleito governador, não assumiria o cargo porque seria cassado pelo Justiça Eleitoral.

Menos de uma semana após a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann afirmar que o nome de Ciro Gomes (PDT) “não passa no PT nem com reza brava”, eis que aparece Flávio Dino (PCdoB) para defender o justamente o pedetista como alternativa a uma candidatura petista a presidente.

Para o governador maranhense, “insistir em candidatura de ex-presidente [Lula] é derrotismo” e considera que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

Flávio Dino usa contra Lula do mesmo artifício que usou na campanha de 2010 quando saiu espalhando pelo Maranhão afora que Jackson Lago (PDT) estava “ficha suja” e, mesmo que disputasse e fosse eleito governador, não assumiria o cargo porque seria cassado pelo Justiça Eleitoral. Essa, digamos, “contra-campanha” do comunista contra Jackson prejudicou e muito o saudoso líder trabalhista.

Seja para aparecer na imprensa nacional como liderança das esquerdas brasileiras e tirar o foco de tanta pauta negativa do seu governo, ou apenas para criar um factoide político, o fato é que com a defesa do nome de Ciro Gomes para substituir Lula ou outro candidato do PT na corrida presidencial, Flávio Dino descarta, em só tempo, Lula e a pré-candidata Manuela d’Ávila, do seu partido.

Esse é o senhor Flávio Dino de Castro e Costa.

Carta ao companheiro Lula 9

João Paulo Cunha, advogado e ex-deputado federal, via Brasil 247

Há um mês você suporta de pé uma grande injustiça. Nesse tempo teus algozes continuam agachados e ruborizados com seus próprios atos. Eles ainda não perceberam que prenderam um homem e nasceu um mito, uma lenda! Agora, virou história. E para os mandões de togas, becas ou gravatas afrancesadas (independentemente da cor da camisa) sobraram o lixo e o rodapé de um livro qualquer, num ano do futuro.

Há coragem no entorno de seu cativeiro. Ela se mistura às flores das quaresmeiras curitibanas caídas pelas ruas da cidade e exala perfume de amor com causa e lufadas de solidariedade vindas do Brasil inteiro.

Os estampidos dos tiros (balas encharcadas de ódio) na direção da improvisada aldeia, a violência de um delegado psicopata e fascista e os gritos raivosos não impediram que um fio de lua minguante mostrasse sua cara no céu, iluminando homens e mulheres que, na escuridão azulada e com um friozinho de outono, disseram: boa noite, Presidente! Mais uma vez a esperança vence o medo.

Mas vivemos tempos que não imaginávamos viver, companheiro Lula. Não acreditávamos que a escuridão poderia sombrear nossa estrela. Que ilusão! Sombreou, mas não apagou! Ainda há luz, brilho, sonhos e projetos. Mas que luta, amigo!

Bem faz você que não olha para baixo para não deixar de ver estrelas.

Há lições a aprender: canalhas também têm coragem. Assinam sentenças, expedem mandados, publicam teses, livros, artigos e proferem palestras. E se não bastasse, são campeões em tudo: na moral, nos costumes, na honestidade, e até na fé.

Contudo, ainda há de se acreditar na Justiça. Não dos que guardam na lapela da toga o ódio de classe. Nem dos que bendizem a Bíblia para subverter o mandamento de Deus, tomando o seu santo nome em vão. Muito menos nas tintas das canetas de escribas envenenados. Esses querem a Justiça de olhos vendados.

Apesar da crueza dos tempos, você encanta o mundo e sua força anima milhões de pessoas. Mas você sofre, Lula!

Ontem à noite você apagou as luzes para conversar melhor com Deus. Coçou os olhos e assobiou quietinho no seu canto uma música de Luís Gonzaga, que dizia assim: “Tudo em vorta é só beleza/ Sol de abril e a mata em frô/ Mas assum preto, cego dos oio/ Num vendo a luz, ai, canta de dor”.

Certamente Deus entendeu. Os guardas entreolharam-se e você chorou.

Suas lágrimas encharcaram aquele travesseiro de fronha branca que você vem reclamando que é muito baixo, mas não havendo outro é com este mesmo que dorme. Você virou do lado, fechou os olhos para o escuro e dormiu.

Aqui de fora ficamos acordados na ilusão de te proteger. Nos sentimos impotentes, mas não desgrudaremos de você.

São trinta dias de lembranças. Às vezes ela – a lembrança – entra na cela por um fio de vento frio, característico de Curitiba, te obrigando a buscar um cobertor, se aquecer e falar: Marisa.

Nós aqui lembrando por onde você passou, o que você falou e tudo que você fez. Você sabe o que fez, para quem fez, quando e como fez. Os mais pobres e os solidários sabem e aplaudem. Os hipócritas, verdugos e preconceituosos sabem, mas não reconhecem. A inveja cega-os e o recalque cala-os.

Sabemos também da autocrítica que você não fez.

Teus companheiros disseram que estávamos numa guerra e que você era o troféu final. Você não escutou. Ah, Lula, alertamos da ilusão dos engravatados, do bom vinho oferecido, das mentiras de candidatos às vagas de ministros e dos puxa-sacos. Alguns subiram tanto, Lula, que num determinado tempo nem te reconheciam mais. Outros voltam a rondar sua estrela.

A vida é dura, companheiro! Acompanhamos seus milhares de passos até aqui. Vimos muitas terras pisadas por você. Tantas mãos apertadas. Observamos abraços confortantes e outros tantos falsos. Presenciamos brindes, regalos e acenos de mãos. Vimos também suas derrotas, seus sofrimentos e seus abatimentos. Alegramos nas suas vitórias, enxergamos felicidade e nos espantamos com sua fortaleza. Seus olhos brilharam na África. Os abraços dos parceiros da América Latina, as conversas com os amigos europeus e acima de tudo a alegria e confiança no povo brasileiro eram combustíveis para sua luta.

Agora, te acompanhamos nas caminhadas de lá para cá e de cá pra lá, realizadas em cinco metros do mundo que pensam que te prenderam: não se prendem ideias. Elas voam!

De longe vemos escorrer pelos cantos das bocas dos seus algozes um prazer meio mórbido e doentio. Sei que você sente pena, mas eles são cruéis, Lula. Jesus deu a outra face, mas ele era Deus. Você devia ter seguido o ensinamento da Dona Lindu: Luís Inácio, não bata em ninguém, mas não apanhe.

Para além do ódio eles pensam em apagar o seu tempo. Desconhecem a história e os ensinamentos. Você já escreveu com tintas de sofrimento sua parte na história. E aprendemos que aos covardes, falsos, fascistas e entreguistas – repetimos – o lugar é o lixo.

Mas Lula, o que estará acontecendo? Será uma recorrência da triste história brasileira? Getúlio, Juscelino, Tiradentes, Jango, Zumbi…

Será repetição da vida de Mandela, Peron…?

Ah! Precisamos te falar: peça cautela ao seu partido. Você é o motivo da unidade e em seu nome ninguém pode provocar a dispersão.

Agora, quando a noite chega de novo, sentimos uma bruma carregada de sentimentos positivos a embalar seus pensamentos. Você caminha até uma janela que dá para lugar nenhum. Ouve um som bem longe. Devagarinho, reparamos de novo nas quaresmeiras de maio. Elas despejam suas flores roxas nas ruas da cidade. Mandam sinais aos juízes que te condenaram, mostrando que a mentira e a hipocrisia não geram flores, nem perfume. Não cobrem as ruas e nem fazem sombras. A toga desbota com o tempo e a sentença pronunciada numa voz com ira não alcança outro outono. Vira arquivo.

Você não esperará sua morte num prédio cafona, azul desbotado, num cubículo de quinze metros! Fique firme, companheiro. Os braços do povo brasileiro te aguardam!

Sobre Geraldo Alckmin 14

A impressão que o presidenciável Geraldo Alckmin deixa, ao menos para este blogueiro, é de que o Brasil tem a sua disposição um homem sério, correto, ético, competente e, sobretudo, simples para governar este país.

Quem conhece (de verdade) este blogueiro sabe que sou forjado na esquerda socialista desde quando me conheço por gente. “Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Robert! ser gauche na vida”, parodiando o mestre Carlos Drummond de Andrade.

Como todo jovem, já tive meus momentos de rebeldia, raiva, indignação e a justa vontade de querer mudar o mundo. Aliás, mudar o mundo é ainda o que me move.

Antes de ser um socialista por convicção, sou um humanista incorrigível! Aquariano, boliviano e flamenguista!

Tenho a convicção de que o ser humano, com suas virtudes e vícios, é a melhor obra de Deus. Sou renascentista por natureza no sentido de achar que o “homem é a medida de todas as coisas”.

Essas preliminares são para fazer, enquanto homem de esquerda e petista, um reconhecimento público ao ex-governador de São Paulo é pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin.

Geraldo é um homem de bem. Aliás, de bem e do bem.

Geraldo está preparado para governar este país, caso o povo brasileiro resolva elegê-lo presidente.

Na sua passagem pelo Maranhão não vi um Geraldo Alckmin “vendilhão” da Pátria. Pelo contrário: vi um homem público com visão de estadista que sabe e reconhece o papel das empresas públicas enquanto instrumentos de construção de um Estado-Nação de verdade.

Meus companheiros do PT podem até zangarem-se comigo, mas ouso a afirmar que se Geraldo Alckmin chegar à presidência o nosso partido deveria dar uma trégua ao presidente eleito e, quicá, participar do seu governo se chamado a tal missão. O mesmo vale para Lula ou outro companheiro do PT se eventualmente chegar ao Palácio do Planalto, ou seja, chamar os social-democratas para coalizão de verdade, republicana!

A impressão que o presidenciável Geraldo Alckmin deixa, ao menos para este blogueiro, é de que o Brasil tem a sua disposição um homem sério, correto, ético, competente e, sobretudo, simples para governar este país.

“Porra, Robert, e o nosso Lula?“, pode perguntar, puto, um companheiro do PT.

Bom, respondo: Lula é não mais Lula, é uma ideia.

Um ótimo e abençoado domingo para todos e todas.

SENADO 2018: Petistas organizam movimento contra pré-candidatura de Eliziane Gama 18

Além de ter votado a favor do impeachment de Dilma, Eliziane Gama pediu a anulação do defesa de José Eduardo Cardozo durante o processo de afastamento da petista e também a careação de Lula com o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), durante a CPI da Petrobras

Há em curso no PT maranhense um movimento contra a pré-candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) ao Senado Federal na chapa de Flávio Dino (PCdoB).

Setores expressivos do partido, principalmente o coletivo de mulheres e a corrente Resistência Socialista, todos ligados ao “Dinopetismo”, ou seja, ao braço do PT que apoia o governo, não querem nem ouvir falar na hipótese do partido estar num mesmo palanque junto de quem consideram “golpista”.

No caso das petistas, a secretária de Mulheres do Diretório Estadual, Edinalva Alves, que encontra-se em Curitiba participando de um ato em prol da liberdade do ex-presidente Lula, está articulando uma nota dura contra o apoio do PT à pré-candidatura de Eliziane.

O Blog do Robert Lobato não conseguiu contato com a dirigente Edinalva Alves, mas as informações que chegam é que não vai ser nada fácil a vida da Eliziane em relação aos petistas e às petistas, pois se existe alguma unidade no PT maranhense é justamente o veto ao apoio do partido a seu projeto de senadora.

O tom no partido é que será constrangedor, para o próprio governador Flávio Dino, estar no palanque ao lado da irmã e ter que ouvir a companheirada detonando os “golpistas”.

Para que não lembra, além de ter votado a favor do impeachment de Dilma, Eliziane Gama pediu a anulação do defesa de José Eduardo Cardozo durante o processo de afastamento da petista e também a careação de Lula com o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), durante a CPI da Petrobras.

Por essas, e outras, é que Eliziane Gama se tornará uma tremenda dor de cabeça para Flávio Dino. E não é por acaso que já se fala que a irmã pode, até as convenções, ser convencida pelo Palácio dos Leões de uma candidatura a deputada estadual como “puxadora de votos”.

Só Jesus!

FLÁVIO DINO: “Moro é um bom juiz, um juiz técnico e tem acertado” 18

Num passado muito recente Flávio Dino tinha uma opinião sobre o juiz Moro muito diferente daqui possui hoje

O mal do político que usa e abusa do “gogó” é que é fica vulnerável a ser pego em mentiras e contradições. É o que parece ser o caso do governador Flávio Dino (PCdoB).

O comunista parece ter uma personalidade para cada circunstância, uma palavra para cada momento, uma declaração para cada interlocutor.

Nesta semana, por exemplo, Flávio Dino pegou um avião e vazou dos afazeres de governante para fazer uma visita ao ex-presidente Lula em Curitiba, onde o líder petista está preso. Ex-juiz federal, Flávio sabia que não conseguiria “dar um abraço” no Lula, mas ainda assim preferiu embarcar visando tão somente tirar proveito político-eleitoral da popularidade do ex-presidente. O nome disso é oportunismo, para quem não sabe.

Pois bem. Na tentativa de surfar na “onda Lula”, o governador maranhense vive criticando a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro.

Contudo, num passado não muito distante Flávio Dino tinha uma opinião sobre o juiz Moro muito diferente daqui possui hoje. Basta ver o que ele achava do algoz do ex-presidente Lula quando Moro estava no auge condução Lava Jato.

As declarações foram dadas ao jornalista Mario Sergio Conti, apresentador do programa Diálogos, da Globo News, em 2016. É com você Flávio Dino:

Para o JP, Flávio Dino pagou “mico” ao ir à Curitiba visitar o Lula (OU: Quem pagou a logística do governador até a capital paranaense?)

Não deixou de ser um “mico” realmente, mas o Blog do Robert Lobato avalia que foi um “mico calculado” do ponto de vista político e eleitoral para ser explorado nas eleições de outubro. Coisa de oportunista!

A coluna Informe JP, da edição desta quarta-feira, 11, do Jornal Pequeno, deu um puxão de orelha no governador Flávio Dino (PCdoB) pelo fato do comunista ter resolvido integrar-se à comitiva de governadores do Nordeste, que deixaram os seus afazeres administrativos para ir visitar o ex-presidente Lula num presídio da Polícia Federal na cidade de Curitiba (PR).

Para a prestigiada coluna política, Flávio Dino e os seus colegas governadores nordestinos pagaram “mico” porque deveriam checar, na “Polícia Federal curitibana se a visita estava autorizada”, ainda mais o chefe do executivo maranhense que é ex-juiz federal.

Na verdade, não deixou de ser um “mico’ realmente, mas o Blog do Robert Lobato avalia que foi um “mico calculado” do ponto de vista político e eleitoral para ser explorado nas eleições de outubro. Coisa de oportunista!

Agora a pergunta que não quer calar é: o governador Flávio Dino arcou do próprio bolso a sua logística de deslocamento até a capital paranaense ou fez graça com o bolso alheio, no caso o bolso dos contribuintes maranhenses?

Com a palavra, o Palácio dos Leões.

Abaixo o print da coluna Informe JP.