ELEIÇÕES 2018: A importância do segundo turno no MA 6

O Maranhão é muito complexo, com uma realidade socioeconômica e cultural diversificadíssima, e pela conjuntura local e nacional, a eleição do futuro governante num segundo turno daria maior equilíbrio político para o nosso estado.

Até aliados próximos a Flávio Dino (PCdoB) avaliam que a sua vitória ainda no primeiro turno da eleição é conceder um crédito muito alto para quem possui uma personalidade deveras autoritária – o Blog do Robert Lobato ouviu coisa do tipo de um prefeito governistas lá das bandas do Vale do Pindaré.

Lógico que torcem pela reeleição do comunista, mas alguns desses aliados preferem que seja no segundo turno, para que Dino se torne, de vez, em um “ditador”.

Já os opositores, claro, não somente querem levar o pleito para o segundo turno, como entendem que Flávio Dino pode ser derrotado nesse cenário.

Independentemente dos desejos de aliados e adversários, o ideal para a cidadania maranhense é haver segundo turno para que os candidatos que lá chegarem, ter condições iguais na disputa, uma vez que terão o mesmo tempo no horário gratuito de rádio e tevê.

Flávio Dino tem a consciência de que um eventual segundo pode significar “caixão e vela preta” para o sonho de reeleição, daí que aposta tudo, e quando digo tudo é tudo mesmo!, para levar a fatura logo no da 7 de outubro e de preferência elegendo os seus dois senadores.

Ocorre que uma vitória do comunista no primeiro turno já foi uma possibilidade mais real, hoje pairam dúvidas e mais duvidas sobre tal possibilidade, e a eleição de dois senadores da chapa comunista tornou-se algo pouco provável – atualmente a disputa para o Senado Federal está embolada entre Lobão, Sarney Filho e Eliziane.

Enfim, o Maranhão é muito complexo, de uma realidade socioeconômica e cultural diversificadíssima, e pela conjuntura local e nacional, a eleição do futuro governante num segundo turno daria maior equilíbrio político para o nosso estado, na medida que uma definição logo na primeira etapa do pleito seria, como disse o prefeito aliado do atual governador, “conceder um crédito muito alto para quem possui uma personalidade deveras autoritária”.

Então, que venha o segundo turno!

ELEIÇÕES: Sobre “esconder” sobrenomes 22

Imaginem se adianta alguma coisa Ricardo, Andrea, Roseana, Zequinha, Edinho etc., “esconderem” os sobrenomes dos eleitores…

A luta política no Maranhão tem umas idiotices que é de fazer dó.

Agora passaram a dizer que os pré-candidatos da família Murad e Sarney estão “escondendo” os seus sobrenomes dos eleitores por vergonha. Santo Deus!

Esse negócio de omitir sobrenomes em material de campanha nada tem a ver com fatos negativos envolvendo as famílias citadas. Tudo não passa de coisa de marqueteiro e que não é de agora.

Eu, particularmente, acho isso uma bobagem e quando for candidato não abrirei mão do meu Lobato nem que Duda Mendonça peça, ora bolas!

Imaginem se adianta alguma coisa Ricardo, Andrea, Roseana, Zequinha, Edinho etc., “esconderem” os sobrenomes dos eleitores…

Será que existe no Maranhão alguém que não saiba quem são essas pessoas pelo nome e sobrenome? Até é possível que sim, claro, mas qualquer eleitor com a miníma da miníma informação sabe quem são todos, independente se os sobrenomes estejam ou não estampados no material de campanha.

Enfim, é cada factoide que neguinho inventa.

Eu, hein!

ELEIÇÕES 2018: Articulações com o PRTB pode causar revoada de apoiadores da candidatura de Lobão ao Senado

É que Márcio Coutinho não quer que o seu partido coligue na proporcional nem para deputado estadual e nem para federal, o que seria ruim para alguns deputados de mandatos  e pré-candidatos com grande potencial de votos

Há um clima de insatisfação ampla, geral e irrestrita em setores do grupo Sarney que pode dificultar sobremaneira o projeto do senador Edison Lobão (MDB) de voltar à Câmara Alta do Congresso Nacional.

O motivo é o nanico PRTB, controlado no estado pelo advogado Márcio Coutinho, ex-coordenador da campanha de Lobão Filho (MDB) ao governo do Maranhão em 2014.

Ocorre o seguinte. Aliados de Lobão afirmam que ao “empoderar” o PRTB, o senador acaba por fazer um jogo arriscado tanto para o grupo no geral quanto para si próprio.

É que Márcio Coutinho não quer que o seu partido coligue na proporcional nem para deputado estadual e nem para federal, o que seria ruim para alguns deputados de mandatos  e pré-candidatos com grande potencial de votos. Aliás, alguns chegam até afirmar que se negaram ao colocar o nome de Lobão no material de campanha deles, tal como aconteceu em 2014 com Gastão Vieira, o que pode ter contribuindo para a derrota do então candidato a senador.

Isso sem falar que o PRTB atualmente flerta com a pré-candidatura de Maura Jorge depois de ter flertado com a do senador Roberto Rocha (PSDB).

Márcio Coutinho jura que mesmo que eventualmente o PRTB vá com Maura Jorge, a base do partido deverá acompanhar a candidatura de Roseana Sarney (MDB), mas “esquece” que no horário eleitoral e no material de campanha dos candidatos do PRTB aparecerá é número e nome da Maura Jorge. Isso tudo é que tem gerado uma imensa insatisfação em várias lideranças do grupo Sarney e creditam na conta do senador Lobão por esse descontentamento.

PSD

Há ainda uma situação parecida com o PSD do ex-secretário da Fazenda, Claudio Trinchão, que também não deseja coligar com ninguém preferindo chapa pura, no que pode ser uma tática equivocada do presidente estadual da legenda já que hoje o nome que pode ser eleito não é o de Trinchão, mas do atual deputado estadual Edilázio Júnior, hoje filiado ao PSD.

O fato é que se não houver um freio de arrumação nessas articulações, principalmente no caso do PRTB, onde reside as maiores reclamações, o maior prejudicado nessa história toda é o senador Edison Lobão, que pode ver comprometido o seu retorno ao Senado Federal.

Contudo, os aliados de Lobão ainda confiam na sua capacidade e habilidade políticas para superar essas crises.

É aguardar e conferir.