Sobre a decisão política do desembargador Ney Bello Filho 8

Deve-se reconhecer que o mérito dessa decisão do competente magistrado é o fato de realmente ser verdade o dito popular: vale mais amigo na praça de que dinheiro em caixa.

Não sou amigo e nunca troquei uma palavra com o desembargador federal Ney Bello Filho. Aliás, a única lembrança que tenho do magistrado é de um filho desesperado e indignado quando da prisão do seu pai, ex-secretário de Infraestrutura do governo governo José Reinaldo Tavares, pela Operação Navalha, da Polícia Federal, em 2007

Ney Bello Filho andou reclamando das críticas que sofreu por conta do Habeas Corpus em favor da ex-secretária-adjunta da Saúde, Rosângela Curado.

Ora, não adianta “mimimis”, meu caro desembargador. Nem mesmo em forma de artigos bem escritos. Não adianta chorar sobre o leite derramando, como se diz.

O senhor é amigo histórico e fraterno de um governador cuja gestão está sendo investigada pela Polícia Federal e sob o olhos da Justiça Federal, a mesma Justiça a qual o senhor trabalha.

No mínimo, portanto, o nobre juiz deveria se dar por suspeito de meter o bedelho nessa confusão na qual o seu amigo governador está envolvido. Pior: liberta quem seria uma das “cabeças” do esquema e deixa preso subordinados seus. Como explicar tamanha contradição, meu doutor?

Não adianta reclamar ou lamentar pelos cantos.

O desembargador Ney Bello tomou uma decisão mais política do que jurídica. Não adianta citar massacres na Noruega e muito menos relatos bíblicos para justificar a sua decisão, repito, POLÍTICA, e não meramente jurídica.

Todavia, deve-se reconhecer que o mérito dessa decisão do competente magistrado é o fato de realmente ser verdade o dito popular: vale mais amigo na praça de que dinheiro em caixa.

Ney Bello Filho deu legitimidade jurídica a esse dito popular.

PEGADORES: Enquanto Rosângela Curado está presa, Weverton Rocha faz festa em Timon 2

Pelo jeito, o “Maragato” não está lá muito preocupado com o que pode falar a sua correligionária para as autoridades da Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Justiça Federal

O deputado federal e presidente estadual do PDT, Weverton Rocha, parece não estar nem aí para os infortúnios da sua companheira de partido Rosângela Curado.

Enquanto moça sofre pelo constrangimento de ter sido presa pela Polícia Federal na Operação Pagadores, o “Maragato” convida os seus amigos para um ato político amanhã, sábado, 18, na cidade de Timon em prol da sua já combalida pré-candidatura para o Senado Federal.

“É nesse sábado!
Lideranças políticas de todo o estado voltam a se reunir, em Timon, em apoio à pré-candidatura do deputado Weverton Rocha ao Senado Federal em 2018″, tuitou Weverton.

Vale lembrar, que Werveron Rocha fez algumas visitas ao advogado Willer Tomaz, preso na Operação Patmos da Polícia Federal (PF), conforme revelou a revista Época.

“Amigo é para bons e maus momentos”, disse Weverton na ocasião de uma das visitas que fez ao advogado.

Ué, mas isso vale para o enrolado Willer Tomaz e não vale para a “companheira” Rosângela Curado? Eu, hein!

Willer Tomaz era advogado da JBS, é acusado de repassar informações da Operação Greenfield para o empresário Joesley Batist e ainda encontra-se recolhido na Penitenciária da Papuda.

Pelo jeito, o “Maragato” não está lá muito preocupado com o que pode falar a sua correligionária para as autoridades da Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Justiça Federal…