Flávio Dino, o ‘Moro’ do Maranhão 32

Pelas práticas, pela empáfia, pela vaidade pessoal e pelo autorismo fruto da “síndrome da juizite”, Flávio Dino pode ser considerado o “Moro” do Maranhão. Com a diferença de não poder fazer uso do discurso anticorrupção.

O governador Flávio Dino (PCdoB) criticou duramente o juiz federal Sérgio Moro por ter determinado a prisão do ex-presidente Lula obedecendo a uma determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o tal TRF-4.

Com a ideia fixa de se tornar uma “liderança nacional” e até ocupar um espaço de destaque na esquerda brasileira a partir da fragilidade que o ex-presidente Lula enfrenta, cabe a Flávio Dino criar factoides como esse de criticar o juiz Sérgio Moro por oportunismo.

Todavia, Flávio Dino sofre do mesmo mal do juiz da república de Curitiba no tocante ao autoritarismo e vaidade pessoal.

O maior exemplo disso foi o esforço que o comunista fez para que o PT vetasse a filiação do deputado federal Waldir Maranhão ao partido do Lula. Aliás, e é bom que se diga, não foi apenas um veto ao Waldir, mas ao próprio PT, que Flávio Dino esnoba por saber que o domina através de cargos, sinecuras e outros instrumentos pecuniários, inclusive o próprio presidente estadual do partido, que pela manhã vai despachar na sede do PT e à tarde corre para bater o ponto no Palácio dos Leões.

Flávio Dino utilizou-se da sua autoridade de chefe dos petistas que têm contracheque no seu governo para tripudiar, enganar e trair Waldir Maranhão, cujo único pecado que cometeu foi ter atendido a uma orientação do comunista para anular o impeachment da Dilma.

O que Flávio Dino fez contra Waldir Maranhão foi de uma covardia sem tamanho! E o fez sem o menor pudor, sem a menor cerimônia.

Pelas práticas, pela empáfia, pela vaidade pessoal e pelo autorismo fruto da “síndrome da juizite”, Flávio Dino pode ser considerado o “Moro” do Maranhão.

Com a diferença que não poder fazer uso do discurso anticorrupção.