ENTREVISTA: Neto Evangelista fala de sua experiência na vida pública e interage com ouvintes na Jovem Pan

Nesta terça-feira (27), em entrevista ao programa Jornal da Manhã, na rádio Jovem Pan, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) falou de sua experiência nos poderes Legislativo e Executivo, respondeu a perguntas de ouvintes e agradeceu os cerca de 50 mil votos recebidos.

Chegando ao seu terceiro mandato como deputado estadual, Evangelista já foi secretário de Desenvolvimento Social do Estado do Maranhão e possui algumas leis aprovadas e outras em tramitação na Assembleia Legislativa, a maioria de alcance social e voltada à defesa dos direitos das minorias.

O parlamentar mencionou, dentre as leis sancionadas, a que assegura às gestantes reserva de vaga em todos os estacionamentos públicos ou privados do Maranhão [de 2011] e a que garante a busca imediata de pessoa com deficiência física ou sensorial desaparecida [de 2014].

“Como gestor da Sedes, também obtive grandes vitórias. Cresci muito como ser humano, vivenciei experiências extraordinárias, ao mesmo tempo em que implantei inúmeros projetos que beneficiaram milhares de maranhenses, a exemplo dos programas ‘Água para Todos’, ‘Bolsa Escola’, ‘Mais Renda’, entre outros. A satisfação de ver a alegria no rosto das pessoas não tem preço”, completou.

Ele ainda respondeu à pergunta de um ouvinte sobre um projeto de lei, de sua autoria, que se encontra em tramitação e trata da obrigatoriedade da realização de sessão de cinema adaptada a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.

De acordo com o projeto, “durante as sessões, não serão exibidas publicidades comerciais, as luzes deverão estar levemente acesas e o volume de som deverá ser reduzido. Assim, eles terão o lazer garantido”, justificou.

Cenário político

Sobre o cenário político nacional, Neto Evangelista acredita que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) manterá um perfil republicano, onde o bem comum prevalecerá.

Com relação as eleições de 2020, em São Luís, o democrata manteve sua posição.

“Eleição na capital não é imposição, mas sempre estarei à disposição do meu grupo político e, principalmente, do povo. Venho me preparando ao longo do tempo. Estou terminando uma MBA em Gestão Pública e vou iniciar um mestrado. Tenho experiência nos três poderes e apoio da minha família. Então, não me furto de nenhum desafio. Estou pronto para o que vier”, finalizou Neto Evangelista.

Sobre um tal “malandro de quinta categoria” 14

Augusto Nunes usou a expressão “malandro de quinta categoria” numa conotação política, como se disse que Flávio Dino é matreiro, por exemplo. O “malandro” usado pelo jornalista vai nesse sentido. Portanto, processá-lo por conta disso só se for por pura birra ou elevado espírito autoritário

“Agora já não é normal, o que dá de malandro
Regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal”
(Chico Buarque)

Sempre achei que o talento do jornalista Augusto Nunes se perde em meio a um certo rancor, ressentimento ou coisa parecida quando escreve alguns textos, cujos alvos quase sempre são o PT, Lula, Dilma e as esquerdas de forma geral.

A ideia que passa quando se lê alguns dos artigos do jornalista de Veja, e agora apresentador de programa na Jovem Pan, é que ele não perdoa algum episódio ocorrido no passado com algo ou alguém da esquerda e aí carrega raiva na “pena”.

Feitas essas, digamos, ressalvas ao trabalho de Augusto Nunes, há de reconhecer-se que ele foi feliz ao chamar o governador Flávio Dino (PCdoB) de “malandro de quinta categoria”, ainda que pudesse ficar só no “malandro”, mas, claro, aí não seria o Augusto Nunes.

A declaração do jornalista gerou imediata reação da poderosa máquina midiática do Palácio dos Leões e fala-se até que o chefe do executivo estadual já teria mobilizado sua banca de advogados para processar Augusto Nunes e demais apresentadores do programa “Os Pingo nos Is”, mas, claro, não fosse assim não seria Flávio Dino.

Ora, está evidente que Augusto Nunes usou a expressão “malandro de quinta categoria” numa conotação política, como se disse que Flávio Dino é matreiro, por exemplo. O “malandro” usado pelo jornalista vai nesse sentido. Portanto, processá-lo por conta disso só se for por pura birra ou elevado espírito autoritário.

E de fato Flávio Dino é “malandro” mesmo, politicamente falando, repito.

Basta ver o que tem feito no Maranhão nesses seus três anos de governo. Senão vejamos.

Malandragem 1: Eleito governador em 2014, tratou de cotovelar vários dos seus antigos aliados: Roberto Rocha, José Reinaldo, Sebastião Madeira, Eduardo Braide, Wellington do Curso, Hilton Gonçalo e por aí vai.

Malandragem 2: Empossado governador em 2015, dá início uma política de cooptação de “aliados de seus aliados” (vide o secretário de Meio Ambiente e do ex-prefeito Ildon Marques) e de boa parte de notórios sarneysistas, tais como: Gastão Vieira, Pedro Fernandes, Cleber Verde, Juscelino Resende e André Fufuca, para ficar só nesses.

Malandragem 3: Tenta a todo custo e de todas as forma “intervir” em partidos como o PSB, PSDB e mesmo o PT para tê-los no seu palanque e, assim, isolar seus potenciais adversários em 2018. Ou seja, não deseja os partidos no governo, mas o governo nos partidos.

Malandragem 4: Usa e abusa do discurso de vitimização e perseguição do grupo Sarney e do sistema Mirante sendo que ele, Flávio Dino, é quem passa 24 por dia, 7 dias por semana falando nos Sarney.

Malandragem 5: Usurpa obras deixadas pelo governo anterior como sendo suas e sequer faz um reconhecimento que está apenas dando continuidade ao que recebeu. Ou ainda usar de honestidade e declarar que a governadora Roseana Sarney deixou um estado equilibrado do ponto de vista fiscal e com o dinheiro em caixa para o comunista fazer o “feijão com arroz” que está fazendo em termos de obras e projetos.

Malandragem 6: Com o seu governo pego na boca da botija em maracutaias no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (SES), conforme Operação Pegadores, da Polícia Federal, Flávio Dino ao invés de explicar como a sua gestão conseguiu garfar milhões de reais em contratos fajutos e pagamento de funcionários fantasmas na SES, preferiu atacar a operação da PF deflagrada em conjunto com o Ministério Público Federal, Justiça Federal e Controladoria Geral da União.

Malandragem 7: Sabendo que estava próximo de perder de vez o PSDB, como de fato aconteceu, Flávio Dino correu para São Paulo na tentativa de convencer o governador Geraldo Alckmin de uma troca de apoio em 2018 repetindo 2014, e que se os tucanos permanecessem no seu palanque ele apoiaria o governador paulista para presidente da República.

Malandragem 8: Tendo vários pré-candidatos ao Senado Federal no seu grupo político, o governador Flávio Dino vai empurrando alguns deles com a barriga a exemplo de José Reinaldo, Waldir Maranhão e Eliziane Gama, sendo capaz, na hora H, de aparecer tirando um “coringa” do bolso e deixar os três chorando pelos cantos.

Enfim, o Blog do Robert Lobato poderia passar o dia inteiro listando as malandragens políticas do governador Flávio Dino, mas essa pequena amostra acima dá para entender o porquê do jornalista Augusto Nunes está correto na sua declaração.

Este blogueiro, por exemplo, ao invés de chamar do governador do Maranhão de “malandro de quinta categoria”, prefere considerá-lo um “artista”.

Isso que Flávio Dino é…