Flávio Dino, no que falta diálogo sobra “gogó” 6

O governador e seus asseclas agiram, nos últimos anos, como se não necessitassem de base de apoio alguma para a consolidação de um grupo ainda neófito no jogo político. Os prefeitos são os que relatam as maiores queixas.

Todos sabem que um dos grandes problemas do governador Flávio Dino (PCdoB) é que ele nunca desceu do palanque. Governa como se estivesse numa eterna campanha eleitoral.

Tem sido assim desde 2014 quando se embrenhou pelo estado com o tal “Diálogos pelo Maranhão” que naqueles tempos até que fazia sentido, já que o então pré-candidato a governador estava buscando chegar no Palácio dos Leões como de fato acabou conseguindo.

Ocorre que uma coisa é percorrer o Maranhão falando, prometendo, enrolado etc. Outra completamente diferente é, uma vez eleito e empossado, prestar contas da gestão, mostrar resultados. Campanha pode ser “gogó”, mas governar requer dialogar de verdade. E foi exatamente na arte de dialogar que Flávio Dino acabou perdendo aliados importantes a ponto da sua reeleição passar de um sonho para se transformar num pesadelo.

Faltou diálogo principalmente com a classe política!

O governador e seus asseclas agiram, nos últimos anos, como se não necessitassem de base de apoio alguma para a consolidação de um grupo ainda neófito no jogo político. Os prefeitos são os que relatam as maiores queixas, que variam desde o não recebimento em audiências solicitadas até mesmo “sermões” do governador diante de pedidos dos administradores municipais. Por outro lado, quando as obras do governo chegam aos municípios, os gestores são surpreendidos por uma tropa de choque que se apressa em divulgar, aos quatro cantos, que o benefício não é da Prefeitura, mas do Estado.

O exemplo mais emblemático da falta de trato e de diálogo foi o que culminou no rompimento do ex-governador Zé Reinaldo Tavares com o grupo governista. Dezenas de políticos, amigos em comum e jornalistas alinhados ao governo chegaram a pedir para que o deputado voltasse atrás na decisão. Mas Dino nunca deu um único telefonema ao padrinho político de seu ingresso na política. Sem Zé Reinaldo, o então Dr. Flávio Dino, juiz federal, não teria a mínima chance de êxito eleitoral, em 2006.

O próprio Tavares chegou a alertar, em matéria de capa do Jornal Pequeno, há quase dois anos: “Flávio Dino tem pecado demais na articulação política”. A frase não foi perdoada pelos Leões, mas funcionou como uma profecia. A cada dia aumenta mais a lista de ex-aliados do governador maranhense.

O mais recente deles, o deputado Waldir Maranhão, chegou a adotar um discurso com viés psicanalítico que talvez explique as razões da falta de diálogo ao diagnosticar o “ego quase doentio” do chefe do Executivo estadual.

Uma lástima!

ELEIÇÕES 2018: DEM ainda em disputa 6

Fortes movimentos de bastidores nesta semana, em Brasília, pode ocasionar numa reviravolta surpreendente nessa disputa partidária com reflexos políticos devastadores nas hostes dinistas

Engana-se quem pensa que a questão do Democratas no Maranhão já está resolvida. Não está!

A disputa pela legenda direitista ainda segue em disputa entre os deputados federais Juscelino Resende, atual presidente do partido e pró-aliança com o PCdoB de Flávio Dino, e o também deputado federal José Reinaldo Tavares, que deseja ver o DEM longe do colo comunista.

Os “demos vermelhos”, que desejam estar no palanque de reeleição do governador, já estiveram mais fortes e certos de que entregariam a mercadoria para o Palácio dos Leões.

Porém, fortes movimentos de bastidores nesta semana, em Brasília, pode ocasionar numa reviravolta surpreendente nessa disputa partidária com reflexos políticos devastadores na seara dinista.

Vale aguardar e conferir.

Flávio Dino tenta constranger José Reinaldo “plantando” boatos de suposto realinhamento do ex-governador com o comunista 2

O governador comunista tenta de todas as maneiras constranger Zé Reinaldo “plantando” boatos na mídia alugada, com prazo de validade determinado, diga-se, de que o ex-governador vai se realinhar ao comando do Palácio dos Leões

Chega ser vergonhoso o que Flávio Dino (PCdoB) está fazendo com o deputado federal José Reinaldo (sem partido).

O governador comunista tenta de todas as maneiras constranger o Zé Reinaldo “plantando” boatos na mídia alugada, com prazo de validade determinado, diga-se, de que o ex-governador vai se realinhar ao comando do Palácio dos Leões. Até reunião na sede do Governo do Estado entre Flávio Dino e José Reinaldo, para manhã deste sábado, 10, andaram inventando.

Ocorre que José Reinaldo já está careca de afirmar e reafirmar que o seu rompimento com o governador comunista é ir-re-ver-sí-vel! E neste final de semana deixou bem claro isso em um entrevista concedida ao jornalista Bendito Buzar, onde disse que perdeu a confiança em Flávio Dino (a entrevista está publicada na edição de hoje do jornal O Estado do Maranhão.No mais, é deixar o ex-governador José Reinaldo em paz para que siga o caminho que achar melhor e mais viável para garantir a sua eleição para o Senado Federal.

Quanto à mídia alugada, com prazo de validade para 31/12/2018, cabe se conformar com a decisão do deputado.

Pela primeira vez José Reinaldo se sente valorizado durante todo o governo Flávio Dino 8

Livre do domínio do monstro que criou e em seguida o devorou, José Reinaldo agora precisa ir pensando num plano B caso se confirme a sua não filiação ao DEM

Pela primeira vez, em todo o período do governo Flávio Dino (PCdoB), o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) se sente valorizado.

Não pelo governador, é claro, mas por grande parte da classe política que o apoiou na sua decisão de romper com Flavio Dino após ser humilhado desde o início do governo pelos comunistas. Aliás, até antes mesmo do governo começar, já que Zé Reinaldo foi vetado duas vezes para assumir um posto no primeiro escalão do governo, primeiro para a pasta da Infraestrutura e depois a da Saúde.

Após se afastar do governador comunista, Zé Reinaldo passou a ser prestigiado e recebeu reconhecimento de forças e lideranças políticas de todas as correntes de pensamento, inclusive de governistas que estão decepcionados com Flávio Dino, mas não têm a coragem de fazer o que ex-governador fez.

José Reinaldo agora tenta ajudar na construção de um novo campo politico no Maranhão que tire o estado do bipartidarismo Sarney versus anti-Sarney, mas, antes disso, o deputado terá que resolver a questão partidária já que o Palácio dos Leões está operando mundos e fundo$ para deixá-lo sem legenda para concorrer ao Senado Federal.

Livre do domínio do monstro que criou e em seguida o devorou, José Reinaldo agora precisa ir pensando num plano B caso se confirme a sua não filiação ao DEM.

Falta de alternativa não falta do parlamentar.

Basta agir com racionalidade e inteligência.

E como diria o saudoso Cazuza: “Saiba que ainda estão rolando os dados, porque o tempo, o tempo não para…”

ROMPIMENTO: Tema é escalado pelos Leões para demover Zé Reinaldo da sua posição 14

O prefeito Cleomar Tema foi um idealizadores dos ‘Encontros da Gratidão’, evento político que visa apoiar e consolidar o apoio dos prefeitos e demais lideranças municipalista à candidatura de José Reinaldo ao Senado Federal

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), foi escalado pelo Palácio dos Leões para demover o deputado federal José Reinaldo Tavares(sem partido) da sua posição de rompimento com o governador Flávio Dino (PCdoB).

Segundo uma fonte muito próxima a Tema, o prefeito embarcou agora a pouco para Brasília para se encontrar com Zé Reinaldo com a missão inglória de fazer o ex-governador voltar para o grupo governista.

“E por que missão inglória, meu caro Bob Lobato?“, perguntaria um leitor-torcedor pela reaproximação Tavares/Dino.

A resposta é simples: o Zé Reinaldo já deixou clara e publicamente que sua decisão não tem mais volta e que já está empenhado na construção de um novo campo político no Maranhão para disputar as eleições de 2018.

E quem acompanhou o rompimento de José Reinaldo com o grupo Sarney em 2005 sabe que quando homem decide uma coisa dessa magnitude… Já era!

Em tempo: O prefeito Cleomar Tema foi um dos idealizadores dos ‘Encontros da Gratidão’, evento político que visa apoiar e consolidar o apoio dos prefeitos e demais lideranças municipalistas à candidatura de José Reinaldo ao Senado e que deverá continuar mesmo após o rompimento do deputado com Flávio Dino. Ou não?

VÍDEO: “Serei candidato a senador em qualquer situação”, afirma José Reinaldo 5

O ex-governador avalia que as eleições para presidente da República terão bastante influência nos acordos para o pleito nos estados e sugeriu que o seu futuro partido, o DEM, atualmente próximo do governador Flávio Dino, poderá apoiar outro candidato ao governo

Em entrevista para um site Política Real (Brasília), que cobre a ação política da bancada do Nordeste no Congresso Nacional, o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares fez uma breve avaliação sobre o quadro político e partidário no Maranhão.

Próximo a filiar-se ao DEM – o ato político de filiação está previsto para acontecer no dia 10 de março – Zé Reinaldo avalia que as eleições para presidente da República terão bastante influência nos acordos para os pleitos nos estados e que as direções locais terão pouca autonomia para decidir em qual palanque de governador estarão, inclusive sugerindo que o seu futuro partido, atualmente próximo do governador Flávio Dino (PCdoB), poderá apoiar outro candidato ao governo.

“As eleições para presidente terão muita influência nos acordos para as eleições estaduais. Hoje o DEM está muito próximo do governador Flávio Dino, mas não se sabe como vai ficar essa configuração nacional. Só teremos certeza do quadro político depois da escolha dos candidatos [a presidente] dos principais partidos. De forma que acho que não vai haver uma liberdade muito grande nos diretórios estaduais para montar as suas coligações e isso pode manter ou não manter esse apoio incipiente entre o DEM e o Flávio Dino”, disse.

José Reinaldo aproveitou ainda para reafirmar a sua disposição em concorrer a uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2018, e que será candidato “em qualquer situação” porque possui “o apoio político dos prefeitos, da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão) e uma estrutura política consolidada no estado”.

Confira a íntegra da entrevista com o pré-candidato a senador José Reinaldo Tavares em vídeo produzido por Enio Borgman.

Em artigo, Flávio Dino tenta “usurpar” legado municipalista de José Reinaldo 2

O comunista faz uma espécie de “usurpação” do reconhecimento dos prefeitos e da própria Famem de que o governador que mais fez pelos municípios foi o atual deputado federal José Reinaldo Tavares, que ainda sonha ser o segundo nome do governador comunista ao Senado Federal.

Em artigo intitulado Governo nº 1 dos municípios, o governador Flávio Dino (PCdoB) tenta claramente passar a ideia de que o seu governo é municipalista e que valoriza os prefeitos ainda que a realidade nua e crua mostre exatamente o contrário.

Basta conversar com qualquer prefeito para ouvir reclamação de todo tipo, a mais comum é que Flávio Dino é “só papo”.

No seu artigo, o comunista faz alusão ao fato da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), ter o homenageado por supostamente ser o governador que mais implementou promessas de campanha no Brasil.

Tal afirmação mostra claramente que Flávio Dino faz uma espécie de “usurpação” do reconhecimento dos prefeitos, e da própria Famem, de que o governador que mais fez pelos municípios foi o atual deputado federal José Reinaldo Tavares, que ainda sonha ser o segundo nome do governador comunista ao Senado Federal. Ou, ao contrário, Flávio já percebeu que não tem como trair Zé Reinaldo e quer adotar a partir de agora uma narrativa municipalista.

De qualquer forma. o artigo, de certa forma, fortalece a tese que o Blog do Robert Lobato vem sustentando, qual seja a de que o Flávio Dino planeja colocar o presidente da Famem, prefeito Cleomar Tema, como seu companheiro de chapa na condição de vice-governador.

Confira a íntegra do artigo de Flávio Dino e contente-se com o show de cinismo.

Governo nº 1 dos municípios

Ontem realizamos um mutirão de entregas do Plano Mais IDH, em 15 municípios. Inauguramos escolas, sistemas de abastecimento d’água, ruas pavimentadas, centros de referência em assistência social, além de serviços de saúde, de direitos civis e de apoio aos agricultores familiares. Antes, na mesma semana, fizemos a entrega de mais 14 equipamentos para serviços municipais, que se somam a muitas centenas de ambulâncias, motoniveladoras, patrulhas agrícolas, também entregues às prefeituras.

Esses exemplos explicam a alegria que eu senti ao receber, na última terça-feira, da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), uma homenagem por ter sido o governador que mais implementou promessas de campanha no Brasil, segundo ranking do portal de notícias G1. Como bem lembrou o presidente da Famem, prefeito Cleomar Tema, 90% desses compromissos foram ações realizadas diretamente em parceria e em proveito dos municípios, conforme os exemplos mencionados acima comprovam.

Desde o início do mandato, instituímos um municipalismo de resultados. Como em outras áreas do meu governo, o municipalismo não é uma prioridade da boca para fora. Essa meta vira uma prioridade nos investimentos públicos e transforma-se em ações reais, como o Programa Mais Asfalto.

Com essas ações diretas nos municípios, vamos cumprindo as promessas da campanha de 2014 de mudar a vida das pessoas. É o caso das ações na área da saúde, em que concluí e entreguei hospitais de verdade, que funcionam atendendo todas as regiões do estado. Também criamos a Força Estadual de Saúde (Fesma) que já fez mais de 700 mil atendimentos nos povoados mais pobres de nosso estado.

Na educação, já construímos, reformamos ou reconstruímos mais de 700 escolas, dentro do programa Escola Digna. Muitas dessas escolas são municipais. Mas não é por não pertencer à rede estadual que deixamos de ajudar os municípios a dar um tratamento digno aos alunos maranhenses.

Falo da saúde e da educação, e das conquistas efetivas que já tivemos na área, para contrastar com os calotes que foram dados no passado, resultando em centenas de obras fantasmas ou inacabadas, como vemos pelo Maranhão afora. Ou seja, no passado se assinava muito papel e se falava de muitos milhões, enquanto máfias desviavam o dinheiro; hoje temos coisas reais acontecendo e sendo entregues à população, no que chamamos de municipalismo de resultados. Isso é parceria séria, e a seriedade é uma das nossas marcas principais.

O Maranhão é vasto, de natureza rica, cheio de potenciais econômicos. Tem todas as chances para sair dos tristes indicadores deixados pelo passado. Com muito trabalho, todos unidos, vamos conseguir colocar nosso estado no lugar que sempre mereceu estar, no topo de diversos rankings nacionais. Com isso, estamos construindo um Maranhão melhor para todos, com justiça social e direitos.

ELEIÇÕES 2018: E se Flávio Dino não apoiar José Reinaldo para senador? 14

Um rompimento definitivo entre Flávio Dino e José Reinaldo poderá fazer estragos na vida política dos dois ainda aliados. A questão é saber quem sairia somente ferido e quem sairia morto dessa guerra de titãs

Há quem ainda acredita que o governador Flávio Dino (PCdoB) não vai deixar o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) na beira da estrada eleitoral de 2018 e o apoiará no seu projeto de candidato a senador da República.

Porém, há aqueles que já veem o ex-governador como carta fora do baralho quando o assunto são os dois nomes de Flávio Dino para o Senado Federal.

Um já estaria com o apoio garantido pelo governado comunista: o deputado federal Weverton Rocha, presidente/dono do PDT.

O segundo nome ainda é uma incógnita e muito provavelmente só saberemos quem será o felizardo lá pelo mês de abril ou maio – a tese deste humildade blogueiro é que teremos uma surpresa tirada da “manga” do governador. A conferir.

Mas, e se Flávio Dino não apoiar o ex-governador José Reinaldo quais seriam as consequências dessa decisão?

Em primeiro lugar, estaríamos diante de uma decisão de coragem do governador que é considerado na classe política maranhense, e mesmo na sociedade em geral, como uma “criatura” inventada por Zé Reinaldo. Portanto, seria mais um clássico acontecimento da criatura virar-se contra o criador.

Em segundo lugar, Flávio Dino poderia carregar durante toda a campanha uma fama desgraçada de “traidor”,alguém “malvado”, “frio” e “calculista” politicamente. Se tal fama vai colar não é possível afirmar com 100% de certeza, mas o risco é grande.

Em terceiro lugar, que tipo de José Reinaldo se apresentaria ao Maranhão após ser rejeitado pelo seu pupilo? Surgiria alguém abatido por uma traição inimaginável e vitimizado ou estaríamos diante de um político disposto a partir para o enfrentamento e furioso com um desejo incontrolável de derrotar o governador no seu projeto de reeleição?

O Blog do Roberto Lobato não duvida, lógico, que Flávio Dino possa deixar Zé Reinaldo pelo meio do caminho eleitoral de 2018, mas prefere apostar que o comunista não correria tamanho risco de produzir, às vésperas das eleições, um inimigo com a experiência e trajetória de José Reinaldo Tavares.

Para quem enfrentou José Sarney depois de décadas de relacionamento de quase irmãos, enfrentar um Flávio Dino que Zé Reinaldo conheceu “ontem” seria fichinha para o ex-governador.

O fato é que um rompimento definitivo entre Flávio Dino e José Reinaldo poderá fazer estragos na vida política dos dois ainda aliados.

A questão é saber quem sairia somente ferido e quem sairia morto dessa guerra de titãs.

Façam as suas apostas…