SEGURANÇA: A coerência do deputado Raimundo Cutrim no sarneísmo e no comunismo 7

Se agora o deputado Raimundo Cutrim não serve mais aos interesses do governo comunista, se deixou de ter valor porque põe o dedo nas mazelas que persistem no setor da segurança, resta mesmo descartá-lo e carimbá-lo como “ventríloquo da oligarquia”.

O Blog do Robert Lobato não vai entrar no mérito da contenda entre o deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB) e o secretário Jefferson Portela, igualmente filiado ao comunismo do Brasil.

O Blog também não está disposto a sair em defesa de nenhum dos dois desafetos, mas há de reconhecer a coerência do deputado Cutrim no que diz respeito às críticas que tem feito ao sistema de segurança e que não são de agora.

O hoje parlamentar comunista passou a maior parte do governo Roseana Sarney (MDB) criticando ferozmente o então secretário Aloísio Mendes. A cada vez que subia na tribuna da Assembleia Legislativa, Raimundo Cutrim ia na goela do secretário e era comum a gente ouvir dizer que se os dois se barrassem numa dessas esquinas da vida poderia acontecer uma tragédia.

Foi nesse contexto de hostilidades que Cutrim rompeu com o grupo Sarney, a quem historicamente foi ligado, e virou quadro do PCdoB. Daí que não justo, por parte do secretário Jefferson Portela, afirmar que o deputado “virou um ventríloquo da oligarquia, a quem sempre serviu”.

Não virou não! Ele continua com as suas mesmas convicções e tem mantido as mesmas críticas que fazia na gestão da segurança do governo Roseana Sarney. O que pode ter acontecido é que Raimundo Cutrim acabou descobrindo que mudar de lado não valeu a pena porque “está tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

Enfim, se agora o deputado Cutrim não serve mais aos interesses do governo comunista, se deixou de ter valor porque põe o dedo nas mazelas que persistem no setor da segurança, resta mesmo descartá-lo e carimbá-lo como “ventríloquo da oligarquia”.

Só que a história já registrou que o parlamentar teve o seu momento de “ventrículo do comunismo”.

Mas sempre defendo que acredita e criticando o que repudia.

IMAGEM DO DIA: Um Márcio Jerry nervoso e valentão 12

O ex-super secretário de Articulação Política e Comunicação (Secap), jornalista Márcio Jerry, que embora “ex” é quem ainda dá as cartas na pasta, não gostou nadica de nada de uma postagem em que o blogueiro Stenio Johnny afirma que o pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB pediu a cabeça do “camarada” Jefferson Portela (Segurança).

Pelas redes sociais, um Jerry nervoso e valentão partiu pra cima de Stenio Johnny caindo no pobre só de “blogueiro obscuro”, “covarde”, “mentiroso” e com ameaça de processo.

Infos dão conta de que o próprio Jefferson teria dado ordem para Stenio Johnny, o popular “Cantor”, publicasse uma postagem desmentindo que Márcio Jerry pediu a sua exoneração. Entretanto, até a publicação deste post, o “Cantor” ainda não havia publicado o desmentido.

É aquela história: “Nóis sofre, mas nois goza”.

CUTRIM VERSUS PORTELA: Quem vai dar o primeiro tiro? 8

A sociedade não está interessada nesse duelo entre Jefferson Portela e Raimundo Cutrim. Duelo, diga-se de passagem, que pode acabar no melhor estilo do Velho Oeste americano

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela e deputado estadual Raimundo Cutrim voltaram a trocar farpas, o primeiro através das redes sociais e o segundo da tribuna da Assembleia Legislativa.

O duelo entre as duas autoridades, ambas do PCdoB, chega a níveis que beira a barbárie e está longe de ser condizente para um secretário de Estado e um parlamentar, ainda que o Cutrim faça críticas no campo da gestão e do desempenho de Portela frente ao sistema de Segurança Pública do Maranhão. Aliás, o próprio Cutrim já foi por vários anos secretário de Segurança.

Não se trata de saber que tem razão nessa briga, mas dos dois elevarem o nível do debate e somarem esforços para melhorar a Segurança do estado que não está essa “Brastemp” toda, mas avançou em alguns pontos, principalmente em relação ao sistema prisional, que bem ou mal tem a ver com o trabalho de Jefferson Portela, e também em relação ao combate ao crime organizado.

De qualquer modo, a sociedade não está interessada nesse duelo entre Jefferson Portela e Raimundo Cutrim, mas nos resultados práticos no sistema de Segurança.

Duelo, diga-se de passagem, que pode acabar no melhor estilo do Velho Oeste americano…

ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino “sacrifica” Jefferson Portela para garantir candidatura de Brandão 4

A saída de Jefferson Portela do pleito de 2018 é uma vitória do seu rival no PCdoB, o todo poderoso Márcio Jerry, que ainda pode ganhar, lá na frente, o apoio e o voto do secretário de Segurança a sua candidatura de deputado federal.

O secretário Jefferson Portela (Segurança) anunciou na manhã desta quarta-feira, 8, que não é “candidato a quaisquer cargos nas eleições de 2018”.

“Comunico a todos que não serei candidato a quaisquer cargos nas eleições de 2018. Continuarei, como estive nos últimos 19 anos, combatendo o crime em todas as suas formas. Deixo aqui meus agradecimentos aos que manifestaram apoio, mas seguirei com o trabalho na SSP/MA. Que Deus ilumine a quarta feira de todos nós”, escreveu Jefferson em sua página pessoal no Facebook.

Jefferson Portela vinha acalentando o projeto de ser candidato a deputado federal pelo PCdoB, mas encontrava resistência do seu colega de governo e de partido, o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política).

Márcio Jerry, além de ser presidente estadual do PCdoB, é também postulante a uma vaga na Câmara Federal em 2018 e tido como o “candidato pessoal” do governador Flávio Dino.

A desistência

Evidente que a desistência de Jefferson Portela está longe de ser um gesto nobre ou de desprendimento do secretário. Há várias explicações para entender o porquê dele ter abandonado o projeto “Jefferson Portela deputado federal-2018”, entre elas duas se destacam.

A primeira é que ele, Jefferson Portela, perdeu o embate interno, no PCdoB e no governo, para Márcio Jerry que nunca engoliu a pré-candidatura do “camarada”. Márcio, claro, nega qualquer participação nesse desfecho sob alegação de que “quem manda no governo é o governador”.

A segunda, que ao menos ao olhos do Blog do Robert Lobato parece ser a mais plausível levando em conta a atual conjuntura política e partidária do estado e as próprias palavras de Márcio Jerry, é que o governador Flávio Dino “sacrificou” a candidatura de Jefferson Portela para tentar garantir que o vice-governador Carlos Brandão seja candidato a deputado federal como “prêmio de consolação” por ter perdido a presidência do PSDB e, consequentemente, a condição de “vice natural” na campanha de reeleição do governador comunista.

Seja como for, a saída de Jefferson Portela do pleito de 2018 é uma vitória do seu rival no PCdoB, o todo poderoso Márcio Jerry, que ainda pode ganhar, lá na frente, o apoio e o voto do secretário de Segurança a sua candidatura de deputado federal.

Se assim Flávio Dino determinar…