ELEIÇÕES 2018: As mulheres podem salvar o Brasil do “Bozo” 6

A resposta ao risco Bolsonaro para o país vem desse movimento de milhões de mulheres que já entenderam que o candidato do PSL é incompatível não apenas para a democracia brasileira, mas para o próprio processo civilizatório.

Jair Bolsonaro deve estar sentindo na pele o movimento de milhões de mulheres brasileira contra a sua candidatura fascista mais do que sentiu ao ser esfaqueado por um delinquente em Juiz de Fora (MG), semanas atrás. Aliás, até hoje a ocorrência desse esfaqueamento está rodeada de versões e teorias da conspiração para tudo que é gosto.

Já o levante das mulheres sob o lema “#eleNão Mulheres contra Bozo” é uma “facada” democrática que pode ferir de morte a pretensão do simulacro de Mussolini em subir a rampa do Planalto.

A grande virtude da democracia é justamente permitir que figuras como Bolsonaro possa ser candidato a presidente, ainda que ele conspire abertamente contra o regime democrático ao não respeitar diferenças, incitar o discurso de ódio e da intolerância, até para pessoas de bem, inclusive pessoas religiosas, que se deixam levar inocentemente pelas suas ideias conversadoras e em muitos casos reacionárias.

Não há menor sombra de dúvidas que se o Brasil estivesse com um ambiente de estabilidade econômica, política e institucional minimante seguro e tranquilo jamais existiria o “mito Bozo”. Ele é fruto balbúrdia que se transformou o país desde o impeachment de Dilma. Só que da balbúrdia para a barbárie é um passo!

Contudo, a resposta ao risco Bolsonaro para o país vem desse movimento de milhões de mulheres que já entenderam que o candidato do PSL é incompatível não apenas com a democracia brasileira, mas com o próprio processo civilizatório.

Que o restante do país, inclusive a macharada que pensa, mire e siga o exemplo dessas bravas mulheres.

#eleNão!

O problema não é Bolsonaro, é quem vota nele

Quem se opõe ao deputado precisa entender que não basta rejeitar o autoritarismo

Clóvis Rossi

O problema não é Jair Bolsonaro. O problema são os que se dispõem a votar nele e que constituem, segundo o mais recente Datafolha, um terço dos eleitores (no segundo turno). Ou, mais corretamente, o problema é o sinal enviado por essa parcela do eleitorado.

Por que o problema não é Bolsonaro? Porque, conforme ensinam os especialistas em sociologia e política, a liquidação da democracia não se dá mais, hoje em dia, pelos tanques e canhões, mas pela erosão lenta, gradual e segura promovida por quem chega ao poder, de farda ou de terno, pelo voto popular.

Venezuela e Nicarágua são os dois exemplos do momento na América Latina. Há outros até na Europa ultracivilizada.

Parece altamente improvável, primeiro, que Bolsonaro se eleja, conforme mostraram as simulações de segundo turno no Datafolha. E, se ganhar, é mais improvável ainda que consiga levar adiante o trabalho de demolição da democracia.

Não digo que não queira. É, visivelmente, um autoritário empedernido. O problema é que não terá a colaboração da maioria do Congresso, da maioria dos governadores, da maioria dos partidos e, acima de tudo, enfrentará uma sociedade civil razoavelmente articulada.

Dividida, é verdade, mas naturalmente pouco inclinada a ceder os espaços de liberdade e de participação que foi conquistando. Democracia é oxigênio para a sociedade civil.

Mesmo os militares, salvo alguns alucinados, não têm em tese incentivo para estrangular a democracia. O fantasma do comunismo, usado como pretexto para o golpe de 1964, já foi exorcizado.

As elites, que conspiram contra a democracia sempre que sentem seus interesses ameaçados, não têm com que se preocupar. Até o PT deixou de ser aquele partido cuja vitória, em 1989, levaria 800 mil empresários a deixar o país, na famosa frase de Mario Amato, então presidente da Fiesp.

Lula acabou ganhando 13 anos depois e, em seu governo, os empresários nunca ganharam tanto dinheiro, segundo o próprio Lula diria mil e uma vezes. Os 13 anos e algo de governos petistas não tocaram em um só fio de cabelo das elites.

O problema, do meu ponto de vista de militante pela democracia, é que ela, nesses seus 33 anos de vigência no Brasil, não conseguiu convencer um terço do eleitorado de que é o pior dos regimes, fora todos os outros, para citar Winston Churchill.

Há uma parcela nada desprezível de brasileiros que prefere o pior dos regimes, uma ditadura, resgatada, pela primeira vez nas oito eleições democráticas, das catacumbas a que havia sido felizmente condenada.

Posso até ver algo de positivo nesse ressurgimento: é melhor que os viúvos e viúvas da ditadura trabalhem à luz do dia, no processo eleitoral, do que conspirem nas sombras, como fizeram nos anos 60, até derrubar o governo e impor 21 anos de trevas.

Mas é importante que os que rejeitam o autoritarismo que Bolsonaro simboliza tomem consciência de que a eleição de 2018 é uma demonstração de que a democracia está capengando. Uma muleta —rejeitar o autoritarismo— não vai bastar. É preciso restabelecer a confiança no modelo democrático, sob pena de que, em algum próximo assalto, ele vá a nocaute.

Jornalista escreve sobre os “Profissionais da violência” e como o Brasil será governado em caso de vitória da chapa de extrema-direita 6

A reação de Mourão, o vice “faca na caveira” de Bolsonaro, aponta como o Brasil será governado em caso de vitória da chapa de extrema-direita

Bolsonaro e o General Hamilton Mourão. RAFAEL HUPSEL FOLHAPRESS.

ELIANE BRUM, via El País

Se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”. A frase é do general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL). Foi dita à revista Crusoé, após o ataque à faca contra o candidato na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 6 de setembro. É uma frase para se prestar toda atenção.

Os vices com frequência têm chegado à presidência no Brasil. Mas o mais importante é o que a declaração nos conta sobre a chapa que, sem Lula, está em primeiro lugar nas intenções de voto para a disputa presidencial das eleições de outubro. O que significa um candidato a vice-presidente se anunciar como “nós” e como “profissional da violência” num momento de tanta gravidade para o Brasil?

Abalado pela brutalidade do episódio, Mourão poderia ter escolhido pelo menos duas variações que mudariam a intenção: “os profissionais da segurança” ou “os profissionais da proteção”. Palavras como segurança e proteção levariam à ideia de amparo e de defesa —e não à ideia de ataque, de retaliação e de confronto. Mas não. Mourão usou um “nós”— e usou “profissionais da violência”. Ao ser perguntado quem era o “nós”, o general disse que se referia “aos militares e ao uso da força pelo Estado”.

Mourão declarou ainda: “Eu não acho, eu tenho certeza: o autor do atentado é do PT”. No mesmo dia, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo: “A guerra está declarada”.

É bastante revelador que um general da reserva, hoje político e candidato, se considere no direito de falar em nome do Estado, em plena campanha eleitoral para se tornar governo. A declaração de Mourão mostra que ele acredita falar pelos militares, como se os representasse e os comandasse. E como se os militares fossem uma força autônoma, uma espécie de milícia de Bolsonaro e de Mourão. E não o que a Constituição determina: uma instituição do Estado, paga com recursos públicos, subordinada ao presidente da República.

Ao fazer essa declaração, Mourão trata as Forças Armadas como se fossem a sua gangue e o país como se fosse a sua caserna. Alguém machucou o meu amigo? Vou ali chamar a minha turma para descer o cacete. E faz isso na condição de político e de candidato, como se o processo democrático fosse apenas uma burocracia pela qual é preciso passar, mas que pode ser atropelada caso se torne inconveniente demais.

Mais tarde, Mourão baixaria o tom, segundo ele a pedido do próprio Jair Bolsonaro. Uma orientação curiosa para um candidato que divulgou uma foto sua na cama do hospital fazendo com as mãos o sinal de atirar. No dia seguinte à agressão, durante entrevista à Globo News, o vice de Bolsonaro afirmou que, em caso hipotético de “anarquia”, pode haver um “autogolpe” do presidente, com o apoio das Forças Armadas. Continuar lendo

ELEIÇÕES 2018: Na Cabana do Sol, Ciro Gomes é hostilizado por eleitores de Bolsonaro 12

Por passagem em São Luis, o candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) foi hostilizado por eleitores do esfaqueado Jair Bolsonaro (PSL), também presidenciável.

Aos berros “Bolsonaro, Bolsonaro”, o pedetista fez de conta que não era com ele, mas não teve como esconder o “sorriso amarelo”.

Essa é a conjuntura de alto risco que o Brasil atravessa nestas eleições de 2018: dois presidenciáveis complicados, um desequilibrado emocionalmente e mentiroso contumaz, e outro autoritário simpatizante do fascismo.

Confira.

Sobre o atentado a Jair Bolsonaro 10

Como este país ficou esquizofrênico! Uma “facada” em candidato que costuma fomentar a cultura do ódio e da violência vira quase uma comoção nacional, quando deveria servir como um aviso para os que desdenham da democracia e jogam loas ao autoritarismo.

Estava disposto a escrever sobre o tal atentando contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro, mas encontrei um excelente texto do jornalista e ex-deputado Milton Temer que contempla exatamente o que este humilde blogueiro pensa sobre o evento ocorrido ontem, em Minas Gerais, quando um homem esfaqueou o “mito” da direita.

Só acrescentaria ao texto do Milton Temer, o fato explicito da Rede Globo ver o episódio do esfaqueamento como uma forma de fazer as pazes com Bolsonaro, depois que o presidenciável expus as vísceras da emissora durante entrevista ao Jornal Nacional.

Não é demais lembrar que dias antes do atentado, o noticiário dava conta de que Bolsonaro teve um encontro com os Marinho (veja aqui).

Como este país ficou esquizofrênico! Uma “facada” em candidato que costuma fomentar a cultura do ódio e da violência vira quase uma comoção nacional, quando deveria servir como aviso para os que desdenham da democracia e jogam loas ao autoritarismo.

Quando da Globo a setores esquerda se unem “pela democracia” pró-Bolsonaro penso que este país tão cedo dará certo de tanta hipocrisia que o assola.

Pobre dos nossos filhos, netos, bisneto…

Salve as cinzas do Museu Nacional!

Fiquem com o artigo VÍTIMA, MAS TAMBÉM RÉU, da lavra do grande Milton Temer.

Sim, isso me ocorre por conta do simbolismo das imagens de Bolsonaro sendo carregado depois do atentado. E não vou aceitar de forma passiva que o filho de Bolsonaro saia do hospital afirmando, antes mesmo de qualquer avaliação sobre o estado do pai, que ali estava “o novo presidente da República”.

BOLSONARO foi vítima de ataque inominável. Mas ataque gerado pelo clima que ele muito concorreu para instalar, ao longo de sua própria carreira política, principalmente nesses últimos tempos de mais exposição mediática.

ENSINAR uma quase bebê a usar uma metralhadora. Santificar o torturador Brilhante Ulstra na declaração de voto pelo impeachment de Dilma. Ameaçar metralhar “petralhas”, bombardear a Rocinha e condecorar assassinos em invasões de favelas. Tudo isso, para além de citar quilombolas pelo peso em arroubas, ou legitimar estupros, são apenas alguns itens de um vasto repertório de ameaças ao conceito mínimo de civilidade que Bolsonaro exalou em suas seguidas declarações e atos.

NÃO SURPREENDE, portanto, que Flavio Bolsonaro já explicite a utilização do atentado que coloca seu pai em estado até de risco de morte, segundo é dito nas notícias, em ato de campanha. Uma campanha a ser conduzida, agora, nos termos que interessam ao candidato. Ou seja, sem participar de debates ou sabatinas onde suas debilidades se evidenciam. Sendo noticiado apenas pela evolução de seu estado de saúde.

QUE OS DEMOCRATAS ATENTEM. A condenação radical de atentados e agressões em uma disputa entre diferentes no debate político não pode levar à omissão sobre a responsabilidade de quem promove e atiça o caldo de cultura para tais atentados e agressões.

DEPOIS DA SANTA-DO-PAU OCO, que consegue ser a favor de tudo sem se definir sobre nada, transformar apóstolo da tortura em mártir da democracia é o que pode acontecer de mais falacioso contra essa suposta democracia.

Luta que Segue!!

O gesto de Brizola em 1989 que vale para 2018 2

O líder trabalhista teve a ousadia de pedir aos brasileiros que não quisessem votar nele, que votassem em Lula, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Roberto Freire, “candidatos dignos que estão na disputa”.

Na primeira eleição para presidente da República pós-golpe de 64, no ano de 1989, Leonel Brizola, o velho e bom “Briza”, não fez campanha e muito menos pediu voto apenas para si.

Um dos maiores políticos que o Brasil já teve, Brizola sabia dos riscos que significava para o país a eleição de homens como Collor de Melo e Silvio Santos, que chegou a ensaiar uma candidatura presidencial mas acabou se perdendo pelo meio do caminho.

Foi então que o eterno líder trabalhista teve a ousadia de pedir aos brasileiros que não quisessem votar nele que votassem em Lula, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Roberto Freire, “candidatos dignos que estão na disputa”. Algo mais ou menos assim.

Esse gesto de Brizola serve perfeitamente para 2018, na medida que há candidatos como Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Cabo Daciolo (Patriotas), por exemplo.

Ciro é uma farsa política! Mente e mente bem com a cara mais dura do mundo, daí que é perigoso, pois convence com a sua retórica demagógica os eleitores menos atentos.

Bolsonaro e Cabo Daciolo, bom, esses dispensam comentários.

Nesse sentido, e lembrando o ensinamento de Brizola, há candidatos dignos nestas eleições de 2018 para presidente, tais como Fernando Haddad (PT) – caso o Lula seja impedido de disputar o pleito -, Marina Silva (Rede), João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Pode), Geraldo Alckimin (PSDB), além dos outros candidatos situados na esquerda mais radical.

Mas, na avaliação do Blog do Robert Lobato, é erro colossal votar em candidatos como Ciro Gomes, Cabo Daciolo ou Jair Bolsonaro.

Que os brasileiros mirem e sigam o exemplo de Leonel de Moura Brizola.

PRESIDENCIÁVEIS 2018: Por que Ciro Gomes e Jair Bolsonaro não são opções para o país 18

 “Brasil que o Brasil quer para o futuro”, para parodiar aquele besteirol da Globo, dois entre os principais pré-candidatos a presidente da República não têm condições de oferecer nada de bom ou seguro para o nosso país.

Um é Ciro Gomes (PDT), o outro é Jair Bolsonaro (PSL).

Mas, como nos ensinara Jack, o estripador, vamos por partes. Ciro Gomes primeiro.

Ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito de Fortaleza, ex-governador governador do Ceará, ex-ministro da Fazenda (governo Itamar Franco) e ex-ministro da Integração Nacional (governo Lula), ninguém pode negar que Ciro Gomes tem um currículo de gestor público admirável, tanto quanto o seu currículo partidário: PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB, Pros e agora PDT – sabe-se lá até quando.

Ciro Gomes poderia ser um bom presidente não fosse sua personalidade completamente doentia, incompatível com as exigências emocionais que requer a liturgia do maior cargo da República.

Bipolar, Ciro Gomes vai do médico ao monstro em apenas um milésimo de segundo, basta ser contrariado, questionado, criticado ou confrontado com algo que não lhe agrade.

Se esquecer de tomar o seu remédio controlado, Ciro Gomes espanca até a sua mãe! Aliás, o presidenciável tem fama de valentão, inclusive de ser chegado à uma violência doméstica básica, segundo noticiou tempos atrás a imprensa falada, escrita e televisiva.

O problema é que Ciro sempre parece esquecer de tomar o “tarja preta”, aí, meu amigo, cai capa do bom gestor público e sobe a do doidão, do emocionalmente desequilibrado.

O maior anti-Ciro é o próprio Ciro.

Jair Bolsonaro

Passemos agora para o milico Jair Bolsonaro.

Bom, esse nem currículo de gestor público possui.

Porém, no quesito infidelidade partidária o presidenciável Jair Bolsonaro supera o seu colega de “gênio” Ciro Gomes.

Enquanto o ex-governador cearense passou por sete agremiações partidárias, o deputado fluminense passou por oito: PDC, PP, PPR, PPB, PTB, PFL, PP (o retorno) e agora o PSL. Ufa!

Jair Bolsonaro é uma tábula rasa no que diz respeito a assuntos e temas importantes sobre a gestão, economia, desenvolvimento, relações internacionais, entre outros que exigem de um candidato a presidente da República conhecimentos suficientes para enfrentar um debate sério sobre o país.

Noves fora defender questões que o senso comum aceita como verdades, Bolsonaro é uma aberração política. E o Brasil descobrirá isso quando ele for exprimido nos debates com os seus concorrentes ou mesmo naqueles promovidos por entidades de classe com participação de jornalistas, acadêmicos, intelectuais etc.

Em verdade, Bolsonaro é fruto dessa zorra institucional e política que o Brasil atravessa. Figuras como Adolf Hilter, por exemplo, também surgiram pelo desolamento aos quais os cidadãos sentiam nos seus países.

De qualquer forma, e seja como for, nem Ciro Gomes e nem Jair Bolsonaro lograrão êxito em chegar à Presidência da República.

Isso poque, de fato, ambos não são opções para o país.

E a campanha eleitoral vai revelar isso.

Para o bem do Brasil e do povo brasileiro.

ELEIÇÕES 2018: O pragmatismo de Flávio Dino 2

Em nome do seu projeto de poder para “50 anos”, é claro que Flávio Dino aceitaria desdizer o que disse sobre o Doria para tê-lo no seu palanque. Assim como aceitaria o Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano, Magno Malta, Alexandre Fronta etc. 

O governador Flávio Dino é pragmático até a medula. Aliás, ser do PCdoB já é uma demonstração de pragmatismo, basta ver a trajetória do partido no Maranhão, em outros os estados e mesmo nos movimentos sociais.

Na década de 90, por exemplo, o PCdoB não só pediu voto para a Roseana Sarney como participou dos seus dois governos. E olha que naquela época a “Branca” era do PFL, atualmente DEM, além de xodó do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em 2014, os comunistas também mandaram às favas o pudor político-ideológico ao se unirem e misturarem com o “neoliberal” PSDB, partido do prefeito de São Paulo, João Doria, a quem Flávio Dino já chamou de “Berlusconi do Brasil” e mais recentemente afirmou que o tucano é um “Collor piorado, autoritário, sem experiência administrativa”.

Comunista se aliou a Aécio Neves em 2014. Logo., não é de se estranhar que aceite a companhia de Bolsonaro. (Blog do Linhares)

Mas, nem por isso, o governador maranhense dispensaria a presença do prefeito paulistano no seu palanque se fosse possível. Em nome do seu projeto de poder para “50 anos”, é claro que Flávio Dino aceitaria desdizer o que disse sobre o Doria.

Assim como aceitaria o Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano, Magno Malta, Alexandre Fronta etc. Mais fácil essa turma não querer conversar com o comunista do que o contrário.

Contudo, ainda que seja favorito nas eleições de 2018 até esta data, Flávio Dino sabe que as coisas poderão mudar negativamente pra ele até às convenções partidárias.

Partidos hoje dados como “certos” na coligação com os comunistas podem “vazar” do projeto de reeleição e partirem para outros voos, inclusive voos solos.

De qualquer forma, Flávio Dino segue ciscando aqui e acolá para dar demonstração de que terá uma boa quantidade partidos no seu palanque.

Resta saber como ficará o chefão comunista assim que chegar a temporada de “vaca desconhecer bezerro”…