Só uma ousada política de investimentos privados pode tirar o MA da pobreza extrema 5

Desgraçadamente, ao invés de atentar para essa realidade, temos um governante que prefere procurar culpados no passado (José Sarney) e já começa projetar culpados no futuro (Jair Bolsonaro).

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os estados, o Maranhão possui o maior percentual de pessoas em situação de pobreza extrema . Segundo o IBGE, cerca de 54,1% dos maranhenses vivem com menos de R$ 406 por mês.

Os dados do IBGE sobre o Maranhão revelam que a nossa classe dirigente ainda não entendeu o nosso estado, desconhece, ignora ou simplesmente não se interessa pelas potencialidades e riquezas naturais deste grande e virtuoso pedaço de chão brasileiro. Ou é muita incompetência.

Quando ganhou a eleição para o governo em 2014, o agora governador Flávio Dino (PCdoB) prometeu “inaugurar o capitalismo no Maranhão” uma vez que, segundo ele, estaríamos ainda na idade média do ponto de vista econômica.

Passados quatro anos de gestão, hoje governador reeleito, e o comunista ao invés ter pegado efetivamente as rédeas do governo e imprimido um novo modelo de governança moderno, criativo e eficaz, não! Optou por uma gestão tímida, apequenada, fraca e que não apresenta quaisquer resultados reais que apontem para um mudança socioeconômica do Maranhão.

Flávio Dino tem revelado-se apenas um bom “chefão” que impõe o medo entre os seus colaboradores ao cobrar trabalho deles e somente isso. Não consegue liderar equipes focadas em resultados e, por conseguinte, incapaz de liderar o processo de desenvolvimento do Maranhão porque não há um plano, não há planejamento de nenhum tipo.

De toda essa mediocridade que habita o Palácio dos Leões o que sobra são os abusos no aumento de impostos; a farra do uso da máquina administrativa em tempos de eleição; nomeações sem critério algum como no caso dos capelães; dinheiro público torrado na fogueira da propaganda/publicidade, enfim, um conjunto de malversações dos recursos do povo não para um projeto de sociedade ou de Estado, mas tão somente para projeto de poder!

Não há milagre: só uma ousada e arrojada política de investimentos de capital privado pode tirar o Maranhão desse quadro de pobreza extrema, caso contrário não haverá um ambiente de justiça social aceitável e digno para o povo maranhense.

Mas, desgraçadamente, ao invés de atentar para essa realidade, temos um governante que prefere procurar culpados no passado (José Sarney) e já começa projetar culpados no futuro (Jair Bolsonaro).

Olhar-se no espelho que é bom…