ESPIONAGEM DO GOVERNO: Há motivos para intervenção no estado do MA? 6

Caso não venha uma intervenção federal, que venham observadores de fora do Maranhão para acompanhar o processo eleitoral por estas terras

Setores da oposição ao governo Flávio Dino (PCdoB) entendem que uma intervenção federal no estado do Maranhão se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos que dão conta do aparelhamento da Polícia Militar para espionar e perseguir adversários políticos.

O fato ganhou repercussão nacional expondo para o país uma faceta até então do conhecimento apenas dos maranhenses, ou seja, que não é de agora que o Palácio dos Leões usa as autoridades policiais para espionar/monitorar opositores.

É verdade que uma intervenção federal poderia dar maior segurança e lisura no processo eleitoral, mas caso não ela não ocorra, é de bom alvitre pelo menos a participação de observadores externos para acompanhar as eleições de 2018 no Maranhão.

A mídia governista, claro, tenta desqualificar uma eventual intervenção com a narrativa fajuta de que se trataria de colocar a polícia de Temer nas ruas maranhenses. Balela!

Uma intervenção seria cirúrgica, apenas na Secretaria de Segurança Pública, que hoje está sob suspeição ampla, geral e irrestrita.

Portanto, há, sim!, razões mais do que necessárias para uma intervenção federal no estado.

E se ela não vier, que venham observadores de fora do Maranhão para acompanhar o processo eleitoral nestas terras.

Caso contrário é possível que tenhamos apenas o governador Flávio Dino como candidato, uma vez que os demais candidatos podem desistir de disputar um pleito marcado pelo medo, pela perseguição e por vícios mais diversos.

É aguardar e conferir.

DEU NO 247: “Votei não à intervenção federal”, confira o artigo de Waldir Maranhão 6

Todos sabemos a importância de combater o crime organizado, a violência e a criminalidade no estado do Rio de Janeiro, mas essa não é a função das forças armadas. Constitucionalmente o tráfico de drogas, e seus limites territoriais, é dever da Polícia Federal em âmbito nacional, e dos estados com as polícias civis e militares. As forças armadas devem ser convocadas para defender o território e a soberania do Estado brasileiro. Em 1992 já passamos por situações semelhantes e não obtivemos sucesso, pelo contrário, tivemos graves violações aos direitos humanos.

Se chegamos a essa situação a culpa é de um acúmulo de erros históricos de governos e governantes que retiraram de suas prioridades investimentos em saneamento, habitação, saúde e educação. O atual Governo, que preza pela agenda MDBista mais conservadora, aliada e alinhada a um programa fundamentalmente neoliberal e totalmente privatista, cortou investimentos em programas sociais e desmonta a rede de proteção social, e claro, consequentemente vem apostando no sucateamento das polícias e dos serviços públicos básicos do estado. Um governo que não investe nas comunidades, não cuida do seu povo, retira o Pré Sal e limita investimentos em Saúde e Educação do seu povo, abre margem para os grupos criminosos organizados atuarem dentro e fora dos presídios, gerando a total desorganização da segurança pública.

Esta pauta é uma tentativa de desfocar assuntos mais relevantes para o povo como a falta de prevenção a essa tragédia que já era anunciada. Uma forma de distrair a pauta negativa e derrotada da Reforma da Previdência e dos problemas sociais e econômicos do país. Ao invés de construir políticas públicas de desenvolvimento e recuperação do Estado à partir do Rio de Janeiro, reestruturar as polícias e devolver a ordem à população, o governo quer iludir a população tentando convencer que os comandantes dos grupos de crimes organizados temerão as forças armadas. Não temerão.

O objetivo é mascarar a verdade e abusar do poder de autoridade de um Presidente com fins de manter esse grupo golpista no poder.
Votei Não à Intervenção no Rio de Janeiro me realinhando ao projeto nacional que acredito é que transformou o país, votarei Não à Reforma da Previdência é assim lutaremos por um país mais justo para todos. Os erros desta e da próxima legislatura refletirão diretamente na vida do povo brasileiro, não nos cabe mais errar, sou solidário ao Presidente Lula e defendo o seu direito de ser candidato. Somente assim, com eleições justas e legais, com Lula candidato, poderemos recuperar a autonomia do sufrágio e do direito do povo brasileiro de eleger seus representantes legais!

A intervenção federal fere a função do estado do Rio de Janeiro de gerir a própria segurança pública local e põe em risco a liberdade de seu povo e de seus moradores.

Waldir Maranhão é deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados.

“O grande desafio é realinhar o partido com seu projeto nacional”, diz Roberto Rocha sobre a nova fase do PSDB no MA 4

O senador e pré-candidato ao Governo do Maranhão está confiante no realinhamento do tucanato local e acredita que o partido sairá mais fortalecido após o processo de intervenção nacional.

O senador Roberto Rocha (PSDB) concedeu entrevista ao jornalista Paulo de Tarso, publicada na edição do jornal O Imparcial, desta quinta-feira, 09.

O agora presidente estadual do PSDB falou sobre o momento pelo qual o partido passa no estado e os desafios para unir os tucanos maranhenses. “O grande desafio é realinhar o partido com seu projeto nacional”, sustenta.

Questionado se não teme que o processo de intervenção nacional possa levar os descontentes procurar a Justiça, Roberto Rocha afirmou que o PSDB “se fortalece ao jogar na arena política suas divergências”, mas que lamenta que os tucanos locais possam vir a ser “vítimas e os algozes da chamada judicialização da política”.

Confira a íntegra da entrevista.

Roberto Rocha: marchando com os tucanos.

Senador, o que significa voltar ao comando do partido em meio a esse clima de guerra criado com o Carlos Brandão?

Não há clima de guerra. Há visões diferentes do papel do partido e da responsabilidade institucional em relação a um projeto de Nação. O Brandão entende que as circunstâncias e as vicissitudes locais podem se sobrepor ao projeto nacional do PSDB. O comando do partido, em Brasília, entende que o alinhamento local perdeu sua razão histórica e precisa ser rearticulado à luz do cenário político grave que se criou no país e que contrapõe, como inconciliáveis, o PSDB e o PCdoB. Isso não é nem ao menos uma originalidade do PSDB. Acontece em muitos partidos essa tensão entre o nacional e o regional. E para isso existem instrumentos estatutários em todos os partidos para superar essas diferenças. São esses instrumentos que estão sendo avocados, no momento.

Quais são seus desafios estando nessa comissão provisória? Quanto tempo será seu mandato e como fica a convenção marcada pro dia 11? Foi suspensa?

O grande desafio é realinhar o partido com seu projeto nacional. O tempo de duração da Comissão Interventora será apenas até o julgamento final da Representação impetrada pelo ex-prefeito Sebastião Madeira. Agora, corre o prazo para as alegações de defesa do Brandão. Ainda não há uma decisão sobre a Convenção do dia 11 mas a prudência sugere que ela deva ser remarcada para uma data posterior à decantação desse processo em curso.

Como o senhor avalia as críticas que o senhor recebeu por parte do Brandão?

Fazem parte do jogo político. O que eu lamento é a crítica pessoal, usada por penas alugadas, apenas com o intuito de desqualificar as pessoas. Esse é o tipo de política que não faço.

O senhor foi o pivô para essa guerra dentro do PSDB? Quem é o culpado para essa crise?

Não há culpas, há consequências pelas atitudes tomadas. Na verdade o que se está fazendo é evitar uma crise muito maior, de identidade partidária.

O PSDB não fica fragilizado com esta intervenção? O senhor teme que o Brandão estenda essa disputa para a justiça?

Ao contrário, o partido se fortalece ao jogar na arena política suas divergências. Eu não temo a intervenção da Justiça. Eu apenas lamento que nós políticos sejamos as vítimas e os algozes da chamada judicialização da política. Mas acho que o entendimento sobre a jurisdição partidária é remansoso, como dizem os advogados. Ou seja, é tranquila a compreensão e a jurisprudência quanto à autoridade partidária para intervir nas suas estruturas internas, em defesa de sua integridade, disciplina, fidelidade e ética partidária.

ELEIÇÕES 2018: Sebastião Madeira pede intervenção no PSDB maranhense

O pedido protocolado pelo ex-prefeito faz referência à irregularidades na prestação de contas do partido nos anos de 2013 e 2014, além de infidelidade programática e partidária da atual direção estadual

O que já era esperado pode acontecer a qualquer momento: a intervenção nacional do PSDB no diretório do partido no Maranhão.

No último dia 24 de outubro, Sebastião Madeira entrou com um pedido de intervenção no PSDB local. O ex-prefeito de Imperatriz e ex-presidente estadual do partido solicitou ainda o afastamento imediato de Carlos Brandão, assim como a suspensão da convenção estadual prevista para 11 de novembro.

Madeira sustentou seu pedido de intervenção em pelo menos dois pontos básicos, um de cunho político e outro de natureza administrativa.

Do ponto de vista político, o ex-prefeito alega que o atual comando do PSDB no Maranhão joga contra o projeto local e nacional da legenda, uma vez que a cúpula nacional já definiu que o partido deve ter candidatura própria a governador em 2018, tendo o senador Roberto Rocha como candidato, além de lançar um candidato tucano a presidência da República, provavelmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin.

No Maranhão, como se sabe, o presidente estadual do PSDB, Carlos Brandão, é considerado “tucano de bico vermelho”, pois é completamente submisso à cartilha do PCdoB e do governador Flávio Dino.

No aspecto administrativo, o pedido de intervenção denuncia a malversão dos recursos do fundo partidário do PSDB no Maranhão, inclusive com irregularidade na prestação de contas nos anos de 2013 e 2014, o que levou a Justiça Eleitoral, a pedido pelo Ministério Público Federal/MA, por intermédio da Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão, desaprová-las.

Após a denúncia protocolada por Sebastião Madeira, o presidente Carlos Brandão tem até oito dias para apresentar a sua defesa, o qual se encerra nesta quarta-feira (1).

ELEIÇÕES 2018: Depois de intervir no PSB, agora Flávio Dino quer intervir no PSDB para tirar Roberto Rocha da disputa

O jornalista e blogueiro Ricardo Santos vê covardia e submissão do atual presidente estadual do PSDB e vice-governador do estado, Calos Brandão, tentar transformar um partido como o PSDB em legenda de aluguel do PCdoB 

Interessante a análise do jornalista e blogueiro Ricardo Santos sobre o o momento político maranhense à luz da disputa pelo controle do PSDB após o retorno do senador Roberto Rocha ao ninho tucano.

Ricardo Santos, que votou e fez campanha para Flávio Dino em 2014 e depois ganhou um belo “pé na bunda” assim que o comunista colocou a faixa de governador no robusto peitoral, vê covardia e submissão do atual presidente estadual do PSDB e vice-governador do estado, Calos Brandão, de tentar transformar um partido como o PSDB em legenda de aluguel do PCdoB.

“É de causar “vergonha” alheia a postura covarde e submissa do senhor Carlos Brandão frente ao governador do estado. É algo ridículo, ou melhor, mais do que ridículo: é vexatório ver o presidente estadual do PSDB fazer deste que é um dos maiores partido do país em “legenda de aluguel” do nanico PCdoB”, postou.

Não tem como deixar de reconhecer que Ricardo Santos faz uma apurada leitura do que pode ser uma nova “intervenção”, indevida, diga-se de passagem, do Palácio dos Leões em partidos aliados para evitar que o senador Roberto Rocha seja candidato ao governo em 2018.

Fiquem com a íntegra do texto do “Rick Santos”.

Comunistas prometem “baixarias” em evento tucano com Alckmin

“Revoada” tucana não está descartada, comunistas “infiltrados” em evento com Alckmin poderá ser tumultuada, tudo para criar fato negativo contra o pré-candidato a governador Roberto Rocha.

Virou obsessão do governador Flávio Dino (PCdoB) sua disposição de tirar o senador Roberto Rocha da corrida eleitoral de 2018.

Primeiro foi o festival de baixarias e conspirações abjetas no PSB patrocinadas pelo Palácios dos Leões que acabou culminando na saída de Roberto Rocha dos quadros socialistas no Maranhão.

Agora a fúria dos comunistas volta-se para o PSDB fazendo “gatos e sapatos” do vice-governador, Carlos Brandão, para barrar a filiação de Rocha como se isso fosse possível, uma vez que o senador voltou ao ninho tucano com o aval da cúpula nacional do tucanato e apoio de centenas de tucanos maranhenses, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, ex-deputados etc.

Carlos Brandão virou um fantoche político do chefão comunista sem qualquer pudor, escrúpulo ou respeito a própria dignidade, se senão de vice-governador, ao menos de presidente do partido ou mesmo de homem. É de causar “vergonha” alheia a postura covarde e submissa do senhor Carlos Brandão frente ao governador do estado.

É algo ridículo, ou melhor, mais do que ridículo: é vexatório ver o presidente estadual do PSDB fazer deste que é um dos maiores partido do país em “legenda de aluguel” do nanico PCdoB.

Tome tenência, senhor Carlos Brandão!