ENTREVISTA: Waldir Maranhão abre o verbo e fala sobre a anulação do impeachment de Dilma e a decisão do desembargador Rogério Favreto de soltar Lula 4

“Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.”

Parte da mídia nacional, assim como parte da mídia local, acabaram associando Waldir Maranhão e Rogério Favreto. Waldir Maranhão, ex-presidente da Câmara Federal, anula a sessão que culminou com o impeachment da presidente Dilma. Rogério Favreto, desembargador do TRF4, autoriza a soltura do ex-presidente Lula.

Em entrevista exclusiva ao Jorna Extra, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PSDB) falou sobre a crise no Poder Judiciário a partir da decisão do desembargador Rogério Favreto em soltar o ex-presidente Lula, no domingo, 8, e ração de outros magistrados inclusive o juiz federal Sérgio Moro.

Na entrevista, Waldir Maranhão, que pré-candidato a senador da República, fez a defesa do ex-presidente Lula e acredita que a prisão do petista, bem como o impeachment da Dilma “têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal”.

O parlamentar tucano aproveitou ainda para contar um pouco sobre a participação do governador Flávio Dino naquele histórico episódio onde ele decidiu anular o impeachment da ex-presidente do PT.

Confira a íntegra da entrevista com Waldir Maranhão.

Como Vossa Excelência vê os personagens?

Pelo fato de não conhecer ao desembargador Rogério Favreto, para não cometer alguma injustiça do tipo daquelas que eu já sofri, quando uma série de inverdades foram ditas sobre mim e todas desprovidas de qualquer fundamento, eu vou me reservar ao direito de apenas ressaltar a coragem de um homem que ousou fazer o que milhares de brasileiros e brasileiras desejam ver feito. Sem adentrar ao mérito da questão, é inegável a constatação de que o Brasil está dividido entre dois movimentos, a saber, Lula preso e Lula Livre e o desembargador revela intrepidez ao revelar, claramente, a qual movimento está vinculado. Quanto a mim, eu sou imensamente agradecido a Deus porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que andam no bom caminho. O ato do desembargador Rogério Favreto, que para tantos não serviu de nada, para mim, está sendo de uma validade imensa visto que trouxe à tona, novamente, o meu gesto patriótico de tentar reverter aquilo que eu e milhões de cidadãos e cidadãs deste país entenderam como desprovido de qualquer fundamentação legal. Eu, enquanto deputado e presidente da câmara federal à época, fui até aos extremos daquilo que me estava ao alcance fazer com um único intuito: RESGUARDAR A SOBERANIA DEMOCRÁTICA DA SUPERIOR VONTADE POPULAR. Fui execrado por parte da população, pelo meu partido de então – o PP – pelos atuais inquilinos do poder, pela mídia e até mesmo por aqueles a quem me somei por partilharmos, então, das mesmas convicções cívicas e políticas, o PT e o PCdoB na figura do governador Flávio Dino. Para além do deputado federal e do presidente da câmara, o homem Waldir Maranhão toma posição a despeito de todas as adversidades que, sabidamente, me adviriam. Eu me vejo enquanto personagem de um dos capítulos mais importantes da história do Brasil, matéria de cursos criados em importantes universidades nacionais e discutido internacionalmente com um protagonismo que me fez mergulhar quase que até o fundo do poço, mas, de onde eu emergi mais forte e mais determinado a bem servir ao povo brasileiro. Mergulhou um deputado rodeado de FALSOS LÍDERES E FALSOS ALIADOS. Emergiu um homem livre capaz de olhar nos olhos das pessoas abrigado pelo sentimento do dever cumprido, fiel e sem nunca ter traído ou apunhalado a quem quer que seja. Mergulhou o Waldir Maranhão acusado de envolvimento na lava jato. Emergiu um DEPUTADO FEDERAL FICHA LIMPA.

Como Vossa Excelência analisa os fatos?

Numa análise fria e objetiva dos fatos, a mais importante conclusão a que posso chegar é que, em ambos os casos, o impeachment da Dilma e a prisão do Lula têm, enquanto motivação preponderante, muito maior quantitativo político do que legal. Ambos os fatos da nossa história recentíssima extrapolam o previsto na lei de Murphy. Não Se trata apenas de achismo ou de pessimismo. Os dois fatos em questão não têm apenas “… a mais remota chance de darem errado…”. O impeachment da Dilma e a prisão do Lula reúnem todos os ingredientes necessários para darem errado e já estão produzindo e seguirão gerando incoerências e erros. E só para não ficar no limbo especulativo cito a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil, afetou a economia nacional, ceifou vidas de brasileiros que tiveram suas rotinas alteradas para pior e revelou um governo fraco, perdido nas suas decisões e fadado ao caos. O governo segue entregando o nosso petróleo para quem nunca vai DAR MAIS, os combustíveis seguem sendo reajustados assim como a energia elétrica e a cor cinza dos botijões do gás de cozinha também parece pintar de chumbo o nosso horizonte eleitoral.

Como Vossa Excelência avalia os atos?

Eu avalio o meu ato (tentativa de anular o impeachment da Dilma) e o ato do desembargador Rogério Favreto (tentativa de libertar o Lula) sob a lente objetiva DEDUTIVA. Eu fui reitor da UEMA e aprendi na academia que a análise partindo do TODO para AS PARTES propicia a quem lê uma visão mais apurada dos atos e dos fatos. O TODO, do Favreto é o poder judiciário e o ministério público. Não dá pra sacar e crucificar ou santificar um desembargador de um tribunal regional, ainda que federal, e avaliá-lo isoladamente. Todo o sistema judiciário carece ser reformado e todos os seus atores avaliados nas suas práticas. O que dizer de juízes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL libertando criminosos comprovadamente condenados ou ainda julgando casos de chegados e afins para os quais a configuração de notório impedimento é flagrante? Chegamos ao ponto de advogados e réus preferirem ter seus casos julgados pela turma tal não em razão de que esta se mostra mais justa, senão em razão de que a tal turma se têm revelado deveras mais indulgente. O TODO do deputado Waldir Maranhão é o poder legislativo. Em que pese o fato de eu ser um representante do povo do meu Estado, nem eu e nem ninguém em sã consciência negará as evidências de que se faz urgente e necessária a implementação de uma ampla reforma política nacional saneadora da democracia representativa. Um governo que tem rejeição popular de 72%, fosse verdadeira a representatividade dessa mesma população no congresso, esse tal governo, há muito, já deveria ter caído! Mas, os balcões de negócios operam e os valores financeiros suplantam outros valores. Assim é que, na minha avaliação, ambos os atos se diferem no que tange à vinculação com os respectivos planos gerais nos quais estão inseridos. Ambos os todos estão enfermos e carentes de reformas. Entretanto, enquanto o Favreto REPRODUZ o modus operandi do seu tecido geral, Waldir Maranhão ousa contrapor a todos os seus pares por entender que, maiores do que os deputados representantes são os eleitores que devem ser por eles representados. E só para que conste, o deputado federal Waldir Maranhão votou pela abertura de processo de investigação contra o atual governante fazendo eco aos 72% das vozes das ruas.

O que a associação de atos, fatos e personagens trás a lume?

O que está em jogo desde o impeachment da Dilma até a prisão do Lula e que completará um ciclo nas próximas eleições gerais de outubro vindouro é a soberania da vontade popular, é o estado democrático de direito e é a governabilidade desse gigante chamado BRASIL. Há forças e práticas retrógradas operando contra o Brasil e contra as brasileiras e brasileiros. E se o cenário verde e amarelo nacional é cada dia mais pródigo em tons de cinza, o vermelho com o qual pintam o nosso Maranhão só aponta para o rubro de vidas e esperanças que vão sendo derramadas na forma de sangue pelo caminho. O PSDB, partido que me abrigou sob a sua bandeira, aponta para projetos de governança nacional e estadual indicadores de novos rumos. Mais importante do que estabelecer comparativos entre atos e fatos, cenários e seus personagens é ter a responsabilidade, a coragem e a competência de agir para transformar esse estado de coisas que aí está.

Quais ganhos pedagógicos advém de tudo isso?

Eu gosto muito de um pensamento do Nelson Mandela que diz o seguinte: “Eu nunca perco! Ou eu ganho ou eu aprendo.” Nas minhas andanças pelos rincões, principalmente, do Maranhão, eu tenho me deparado com um misto de desesperança e fé. Eu tenho testemunhado esses sentimentos, na maioria das vezes, em pessoas diferentes e só em raras vezes, os dois, manifestados pela mesma pessoa. Para os desesperançosos eu cito Mandela que apesar de aprisionado por lutar por igualdade, preferiu enxergar a prisão como um aprendizado e, sem perder a esperança, recobrou a liberdade e tornou-se presidente de uma África sem “apartheid”. Já com as mulheres e homens de fé com os quais eu me encontro eu partilho um abraço no qual eu sempre saio ganhando uma carga a mais de uma energia positiva que me revigora e reabastece para seguir na luta. Quanto aos casos raros de pessoas que se mostram inicialmente tristes, frustradas mas que demonstram ainda possuírem um naco de fé, a minha mensagem é a de que dentro de todos nós há duas feras e aquela a qual nós mais e melhor alimentarmos é a que restará de pé. O melhor do Brasil é o POVO BRASILEIRO. Um outro país e um outro Maranhão são possíveis! E cabe a cada um de nós fazer real o Brasil e o Maranhão que queremos.

Waldir Maranhão e Rogério Favreto: Diferenças fundamentais 2

O parlamentar maranhense está no Congresso Nacional através do voto popular e não deve nada ao PT, o que não se pode dizer o mesmo em relação ao desembargador do TRF-4 Rogério Favreto que deve tudo ao petismo

A jornalista Eliane Cantanhêde (Estadão) foi a primeira a tentar fazer um paralelo entre a decisão tomada pelo deputado Waldir Maranhão (PSDB) de anular o impeachment da presidente de Dilma Rousseff, quando estava no exercício da presidência da Câmara dos Deputados em 2016, e o mandado de soltura do ex-presidente Lula assinado pelo desembargador federal Rogério Favreto, no último domingo, 8.

Depois dos blogueiros maranhenses também tentaram fazer uma associação entre os dois casos.

Em “Rogério Favreto e Waldir Maranhão: chacota nacional”, Gilberto Léda sustenta que ambos os personagens viraram motivo de tudo que é tipo de sarro devido suas decisões. Ah! Assim como Eliane Cantanhêde, Gilberto também lembrou que o Waldir Maranhão cumpriu uma missão que lhe foi atribuída, entre outros, pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Já o blogueiro Ricardo Fonseca, por sua vez, viu heroísmo nos atos de Waldir Maranhão e Rogério Favreto no post “Waldir Maranhão e Rogério Favreto, dois heróis nacionais que a história nunca irá esquecer”.

O Blog do Robert Lobato entende que há diferenças fundamentais entre um e outro caso.

Em primeiro lugar, o episódio da anulação do impeachment foi algo articulado por várias forças e atores políticas que não somente Flávio Dino, mas ainda o então ministro José Eduardo Cardozo (PT), os deputados federais Orlando Silva (PCdoB) e Werverton Rocha (PDT), o secretário-chefe da Representação Institucional do Governo do Maranhão, Ricardo Cappeli, entre outros.

Portanto, Waldir Maranhão cumpriu uma missão expressamente política a partir teses jurídicas sustentadas por aliados.

“Ora, Bob Lobato, me compre um bode! O Rogério Favre também cumpriu uma missão expressamente política a partir teses jurídicas sustentadas por aliados”, pode argumentar um leitor anti-PT.

Sim, é verdade! Mas no caso do Waldir Maranhão, repito, o processo foi construído por várias forças políticas e não só por petistas como aconteceu com Favre ao atender pedido de Habeas Corpus de três deputados do PT. E mais: Waldir nunca foi petista, nunca teve cargos em governos do PT e muito menos chegou a um cargo de desembargador federal através de uma canetada!

O parlamentar maranhense está no Congresso Nacional através do voto popular e não deve nada ao PT, o que não se pode dizer o mesmo em relação ao desembargador do TRF-4 Rogério Favreto que deve tudo ao petismo! E isso não é nenhum demérito não, apenas uma constatação, diga-se.

Pelo contrário, se for feito, digamos, um “encontro de contas político”, chegaríamos à conclusão de que são o PT e parte das esquerdas brasileiras, inclusive o PCdoB de Flávio Dino, que devem Waldir Maranhão.

Não tenho dúvidas de que os verdadeiros democratas e patriotas querem ver o Lula livre, e que a atitude de Rogério Favreto pode ser até admirável do ponto de vista da sua coragem, mas mesmo a liberdade do ex-presidente não traria a paz política, social, jurídica e institucional para o país como traria o impeachment caso tivesse sido evitado.

Foi essa compreensão histórica que teve o deputado e então presidente da Câmara Federal Waldir Maranhão ao anular o afastamento de Dilma.

São essas as diferenças fundamentais entre Waldir Maranhão e Rogério Favreto.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

Pior do que perder uma Copa é o país perder o juízo 4

Tudo isso foi ignorado por uma elite arrogante, composta por “caboclos querendo ser ingleses”, pois é isso que aqueles que foram para a rua bater panela o são: “caboclos querendo ser ingleses”.

Tudo o que Brasil atravessa neste momento é fruto da insanidade política que foi o impeachment da presidente de Dilma.

Não tivesse prosperado o afastamento da petista, muito provavelmente o Brasil não estaria passando por essa esquizofrenia política e institucional generalizada. É possível que a própria oposição capitaneada por Aécio Neves estaria numa situação melhor e o tucano sequer correndo o risco de ser preso.

E não satisfeito com o impeachment, vêm os carrascos da Lava Jato e prendem o ex-presidente Lula a partir de um processo completamente questionável, sem provas contundentes e tudo com base na tal “convicção” e no PowerPoint do procurador Deltan Dallagnol.

Esqueceram que Lula tem partido e que seu partido não é qualquer um.

O PT é das maiores organizações de esquerda do mundo e por isso mesmo a prisão política de Lula repercutiu em todos os continentes do planeta. No Brasil, não há outro partido com a base social que o PT possui.

Tudo isso foi ignorado por uma elite arrogante, composta por “caboclos querendo ser ingleses”, pois é isso que aqueles que foram para a rua bater panela o são: “caboclos querendo ser ingleses”*.

O resultado é toda essa balbúrdia que estamos vendo agora, um país jogado na incertezas e nas inseguranças políticas, institucionais e jurídicas. Tudo muito ruim: executivo, legislativo, judiciário, imprensa, partidos etc.

De fato o país está de cabeça para baixo!

E se não bastasse tudo isso, ainda temos que nos preocupar com o risco do Brasil cair nas mãos de um maluco como Bolsonaro ou de um mentecapto como Ciro Gomes.

Pior do que perder uma Copa é um país perder o juízo.

E parece que juízo o Brasil já perdeu há muito tempo…

*“Caboclos querendo ser ingleses”: Trecho da música Burguesia, do saudoso Cazuza.

ELEIÇÕES 2018: Mais pedidos de impeachment contra Flávio Dino virão 16

O governador maranhense vai encarar uma campanha pela reeleição debaixo de vários pedidos de impeachment. Um desgaste para qualquer gestor que deseja um segundo mandato…

O governador Flávio Dino (PCdoB) deve enfrentar outros pedidos de impeachment, além do já protocolado pelo deputado estadual Edilázio Júnior (PV).

Pelo que a apurou o Blog do Robert Lobato, os deputados Eduardo Braide (PMN), Wellington do Curso (PSDB), Adriano Sarney (PV) e a deputada Graça Paz (PSDB) também deverão solicitar o impeachment do comunista por razões diferentes. Motivos é que não faltam.

Flávio Dino pode, nesse aspecto, se comparar a Michel Temer (MDB) em termos de depender do parlamento para ter sua vida política garantida. Não se sabe a qual preço.

O fato é que o governador maranhense vai encarar uma campanha pela reeleição debaixo de vários pedidos de impeachment.

Um desgaste para qualquer gestor que deseja um segundo mandato…

ANTES TARDE DO QUE NUNCA: Enfim, um pedido de impeachment de Flávio Dino 10

Se é verdade que o pedido de impeachment protocolado pelo deputado Edilázio Júnior não tem a mínima chance de vingar na Assembleia Legislativa do Maranhão, não é menos verdade que esse pedido, por si só, já gera um desgaste “miseravi” para Flávio Dino

Demorou, mas aconteceu.

Enfim, um deputado teve a coragem de apresentar um pedido de impeachment do governador Flávio Dino (PCdoB). E olha que não faltam motivos!

Veio do deputado Edilázio Júnior (PV) o pedido de afastamento do chefe do executivo estadual com o argumentando de que houve crime de responsabilidade de Flávio Dino ao usar a polícia do estado como uma polícia política para perseguir adversários.

“É notório que existe este abuso de poder usando uma polícia de estado como uma polícia política partidária para perseguir seus adversários”, declarou.

Segundo o parlamentar, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, “se não houvesse acontecido o vazamento dos documentos ordenando a espionagem, a oposição estaria sendo monitorada pela PM até hoje”.

E olhem que essa história de fazer da polícia um instrumento de perseguição política contra adversário é o menor, digamos, dos crimes de responsabilidade de Flávio Dino.

Há os escândalos de corrupção na Secretaria de Saúde, esquemas na Emap, farra dos capelães, uso do Palácio dos Leões como palaque eleitoral, repasses fundo a fundo para cooptar prefeitos, uso indevido de recursos dos aposentados/servidores públicos para bancar o famigerado “Mais Asfalto” etc, etc, etc.

Emfim, se é verdade que esse pedido de impeachment protocolado pelo deputado Edilázio Júnior não tem a mínima chance de vingar na Assembleia Legislativa do Maranhão, não é menos verdade que o pedido, por si só, já gera um desgaste “miseravi” para Flávio Dino.

Que assim seja!

SENADO 2018: Petistas organizam movimento contra pré-candidatura de Eliziane Gama 18

Além de ter votado a favor do impeachment de Dilma, Eliziane Gama pediu a anulação do defesa de José Eduardo Cardozo durante o processo de afastamento da petista e também a careação de Lula com o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), durante a CPI da Petrobras

Há em curso no PT maranhense um movimento contra a pré-candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) ao Senado Federal na chapa de Flávio Dino (PCdoB).

Setores expressivos do partido, principalmente o coletivo de mulheres e a corrente Resistência Socialista, todos ligados ao “Dinopetismo”, ou seja, ao braço do PT que apoia o governo, não querem nem ouvir falar na hipótese do partido estar num mesmo palanque junto de quem consideram “golpista”.

No caso das petistas, a secretária de Mulheres do Diretório Estadual, Edinalva Alves, que encontra-se em Curitiba participando de um ato em prol da liberdade do ex-presidente Lula, está articulando uma nota dura contra o apoio do PT à pré-candidatura de Eliziane.

O Blog do Robert Lobato não conseguiu contato com a dirigente Edinalva Alves, mas as informações que chegam é que não vai ser nada fácil a vida da Eliziane em relação aos petistas e às petistas, pois se existe alguma unidade no PT maranhense é justamente o veto ao apoio do partido a seu projeto de senadora.

O tom no partido é que será constrangedor, para o próprio governador Flávio Dino, estar no palanque ao lado da irmã e ter que ouvir a companheirada detonando os “golpistas”.

Para que não lembra, além de ter votado a favor do impeachment de Dilma, Eliziane Gama pediu a anulação do defesa de José Eduardo Cardozo durante o processo de afastamento da petista e também a careação de Lula com o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), durante a CPI da Petrobras.

Por essas, e outras, é que Eliziane Gama se tornará uma tremenda dor de cabeça para Flávio Dino. E não é por acaso que já se fala que a irmã pode, até as convenções, ser convencida pelo Palácio dos Leões de uma candidatura a deputada estadual como “puxadora de votos”.

Só Jesus!

FLÁVIO DINO: “O deputado Waldir Maranhão teve a coragem que poucos tiveram. Tem meu respeito.” 6

Uma sequência de tweets do governador Flávio Dino postados na época que Waldir Maranhão acatou a tese do “jurista” Flávio Dino, não deixa qualquer sombra de dúvida de que o comunista não só convenceu o então ex-presidente da Câmara a anular o impeachment da Dilma, como tinha mesmo um acordo de fazê-lo seu candidato a senador.

Muitos governistas, aliados dos comunistas e também a imprensa alugada com prazo determinado para terminar no dia 31/12/2018, tentam desqualificar a insistência do deputado federal Waldir Maranhão em fazer com que o governador Flávio Dino (PCdoB) cumpra o acordo firmado com o parlamentar de tê-lo como um dos seus candidatos a senador.

O acordo existe e foi fechado na época que Waldir era o então presidente da Câmara dos Deputados e aceitou acatar uma “tese jurídica” do governador maranhense de que era perfeitamente legal anular o impeachment da presidente Dilma.

A sequência de tweets do governador Flávio Dino, postados na época que Waldir Maranhão acatou a tese do “jurista” Flávio Dino e que o Blog do Robert Lobato reproduz a seguir, não deixa qualquer sombra de dúvida de que o comunista não só convenceu o ex-presidente da Câmara de anular o impeachment, como havia mesmo um acordo político com o aliado. Confira.

Graças a Deus ainda estão vivos o Lula, Dilma, José Eduardo Cardozo, Orlando Silva, Ricardo Capeli, entre outros que agora são cobrados pela história.

ELEIÇÕES 2018: Filiação de Waldir Maranhão no PT é uma exigência nacional do partido 2

Waldir Maranhão já deu demonstração que é um político de posição, que cumpre os acordos firmados com os aliados. Não é do tipo de que diz uma coisa em pé no palanques ou na tribuna e faz outras sentado nas mesas de conversas

A filiação do deputado federal Waldir Maranhão aos quadros do Partido dos Trabalhadores extrapola as questões políticas locais.

Há componentes nacionais que tornam a entrada do ex-presidente da Câmara dos Deputados uma exigência, inclusive o fato do partido querer eleger mais senadores já que alguns dos atuais terão dificuldades de reeleição.

Waldir Maranhão já deu demonstração que é um político de posição, que cumpre os acordos firmados com os aliados. Não é do tipo de que diz uma coisa em pé no palanques ou na tribuna e faz outra sentado nas rodas de conversas.

Isso ficou claro quando aceitou o desafio de cancelar o impeachment da Dilma num ato de coragem que lhe custou alto, mas que soube enfrentar com coragem e lealdade.

O parlamentar não está entrando no PT pelas portas dos fundos ou de “contrabando” com sua ficha de filiação misturadas à outras de filiados sem expressão pública. Pelo contrário, Waldir Maranhão deseja entrar pela porta da frente e com diálogo com as instâncias nacionais e locais do partido.

E é dessa forma que o deputado deverá oficializar seu pedido de filiação nesta segunda-feira, 26, às 17h, no diretório municipal do PT.

É aguardar e conferir.

José Reinaldo foi vetado ideologicamente por Flávio Dino e tem consciência disso 10

Demorou para o ex-governador entender isso, e quando despertou para a dura realidade já foi em cima da hora a ponto de agora encontrar dificuldades para abrigar-se em um partido que possa viabilizar o seu projeto de Senador da República.

O deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) não esconde de amigos e interlocutores que foi vetado ideologicamente por Flávio Dino (PCdoB) na sua intenção de ser candidato a senador pelo grupo do comunista. Aliás, o Blog do Robert Lobato já havia feito essa análise em postagem anterior.

José Reinaldo tem concepção de mundo, sociedade, política, partido e gestão completamente oposta a de Flávio Dino. Basta ver como o deputado se posiciona na Câmara Federal em relação ao governo Temer ou mesmo ler os artigos semanais assinados por ele no Jornal Pequeno. Sem falar que o governador comunista entende que o seu criador está “ultrapassado” e que não cabe no seu intento de “renovação” dos quadros políticos do estado.

Alguns insistem em afirmar que ex-governador irá voltar para o grupo governista mesmo ele afirmando e reafirmando que não tem retorno. Esses “anjos da paz”, como o próprio José Reinaldo os denomina, só esquecem de dizer que Flávio Dino nunca!, repito, nunca!, teve a preocupação de pegar o telefone e ligar para o parlamentar propondo uma conversa, um entendimento sobre os interesses de cada um. Prefere mandar recardo pela imprensa palaciana.

Demorou muito para o deputado José Reinaldo entender tudo isso, e quando despertou para a dura realidade já foi em cima da hora a ponto de agora encontrar dificuldades para abrigar-se em um partido que possa viabilizar o projeto de Senador da República.

Outra grande verdade, e é bom que se diga, é que Flávio Dino nunca perdoou José Reinaldo por ter votado a favor do impeachment da Dilma, não porque morra de amores pela petista, mas por pura vaidade pessoal de quem queria mostrar ao Brasil que tinha o voto do ex-governador, o que não ocorreu. Foi bem ali o exato momento em que Zé Reinaldo selou o seu destino.

Ou melhor dizendo: Flávio Dino selou o destino de Zé Reinaldo…

Rogério Cafeteira elogia voto do senador Roberto Rocha contra medidas cautelares do STF 2

Rogério Cafeteira elogiou a coragem do senador tucano que não se rendeu à pressão da chamada opinião pública.

O deputado Rogério Cafeteira (PSB), líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa, elogiou o voto do senador Roberto Rocha (PSDB) contra as chamadas medidas cautelares impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a membros do Poder Legislativo, no caso específico da votação de ontem, a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

“Sobre o voto do Roberto em relação ao afastamento do Aécio eu concordo e acho que foi corajoso em relação a opinião pública”, assegurou o líder governista.

O elogio foi feito num grupo da rede social do WhatsApp composto por vários políticos, jornalistas e formadores de opinião do município de São João dos Patos e outras cidades maranhenses.

Para não parecer que o parlamentar ficou só no elogiou a senador, que será adversário do governador Flávio Dino em 2018, Rogério Cafeteira lamentou: “Ele [Roberto Rocha] só deveria ter tido a mesma postura de coragem e justiça no caso do impeachment da Dilma, no segundo caso ele preferiu as conveniência política”.

O curioso é que não se tem notícias de que o deputado Rogério foi um árduo defensor da presidente Dilma na época do impeachment…

Sem falar que o próprio governador Flávio Dino foi completamente omisso em relação ao impeachment quando o processo chegou ao Senado Federal.

Faltou o líder registar esse fato.