“Estamos é piorando e nos afastando de todos os outros estados”, afirma José Reinaldo sobre índices sociais do MA 13

O deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) fez duras críticas ao Governo do Maranhão no seu artigo semanal publicado no Jornal Pequeno.

Já no primeiro parágrafo, José Reinaldo Tavares sentencia: “propaganda é bonita, mas nossa realidade é cruel, numa alusão à belezura que o Maranhão é nas peças publicitárias do governo de Flávio Dino (PCdoB), mas na vida real a situação é outra.

Intitulado A questão fundamental 1, o artigo do ex-governador afirma que não adianta colocar a culpa das mazelas do nosso estado em apenas um único grupo político e faz uma avaliação crítica, e ao mesmo autocrítica, já que inclui a sua gestão, dos sucessivos governos maranhenses que, na sua opinião, não deram a devida atenção para as potencialidades do Maranhão, bem como para políticas públicas que realmente elevassem os índices socioeconômicos desta Unidade da Federação.

“E os governantes e grande parte das nossas elites precisam aceitar essa realidade e que não pode querer fazer um jogo político com isso. A saída, para que não se discuta o assunto a sério, é jogar a culpa em um grupo político, ao invés de chamar todos para somar esforços e encontrar a solução. Se continuarmos esse discurso sem sentido de que nós somos o “bem” e os adversários-eles- são o “mal” e continuar a politizar assunto tão sério, só vamos retardar as medidas que teremos que tomar (…) A verdade todos nós, que estivemos no governo e não resolvemos, somos igualmente responsáveis porque não aplicamos políticas que fossem focadas nos centros geradores de nossa pobreza e que fossem ao mesmo tempo, permanentes”, escreveu o parlamentar.

Confira a íntegra do artigo, que é só a primeiro de uma série.

A QUESTÃO FUNDAMENTAL 1

O Maranhão tem tudo para ser um estado desenvolvido, pujante, líder de desenvolvimento na região, uma terra de oportunidades mas não é. A nossa realidade atual está muito longe do que poderíamos ser, do que tanta gente sonhou, e se empenhou. As estatísticas do IBGE estão aí para mostrar que a propaganda é bonita, mas nossa realidade é cruel. Somos o estado brasileiro mais atrasado do país com os piores indicadores sociais, com consequências terríveis para o nosso povo.

E os governantes e grande parte das nossas elites precisam aceitar essa realidade e que não pode querer fazer um jogo político com isso. A saída, para que não se discuta o assunto a sério, é jogar a culpa em um grupo político, ao invés de chamar todos para somar esforços e encontrar a solução. Se continuarmos esse discurso sem sentido de que nós somos o “bem” e os adversários-eles- são o “mal” e continuar a politizar assunto tão sério, só vamos retardar as medidas que teremos que tomar. Isso é apenas um escapismo fácil para tirar a nossa responsabilidade, afinal isso vai nos dar um discurso que funciona durante um certo tempo, mas, no melhor da festa, vem o IBGE com as estatísticas que mostram que, na verdade, estamos é piorando e nos afastando de todos os outros estados, que estão melhores do que nós. Assim temos futuro? Nenhum, pois a desigualdade aumenta, a pobreza aumenta, a educação piora, e na verdade, não pode melhorar por mais que se esforcem os responsáveis porque, para que isso tivesse êxito, seria preciso mexer nas causas primárias formadoras de nossa pobreza e nada foi feito que permitisse mudar as coisas.

Na verdade todos nós, que estivemos no governo e não resolvemos, somos igualmente responsáveis porque não aplicamos políticas que fossem focadas nos centros geradores de nossa pobreza e que fossem ao mesmo tempo, permanentes.

Assim, hoje, além da terrível realidade de termos mais de 50% de nossas famílias sobrevivendo precariamente graças a esse programa imprescindível que é o Bolsa Família, temos mais um dado gritante e vergonhoso que derruba todo a nossa propaganda.

O IBGE publicou o Rendimento Mensal Domiciliar Per Capita, por estado. O que é isso? É a soma dos rendimentos de todos as pessoas que moram na mesma casa, ou seja todo o dinheiro que entra na casa, em salários, pensões, aposentadorias, bolsas de estudo, aluguéis, rendimentos de poupança, e outros, divido pelo total de moradores da residência, incluindo crianças e outras pessoas sem qualquer fonte de renda. E os valores são nominais, sem descontar a inflação do período.

E aí regredimos muito pois quando deixei o governo haviam dois estados piores que nós, pois estávamos melhorando rapidamente. Vejam que o salário mínimo é de 937 reais e no Maranhão a renda de tosas as pessoas da casa, não de uma pessoa, é de 597 reais quase a metade de um salário mínimo. E para evidenciar ainda mais a nossa incúria, as famílias de Alagoas que vem em seguida tem 658 reais, as do Pará 715 reais, e salve, salve, as do Piauí 750 reais, ou seja 153 reais a mais que as do Maranhão. Estamos ficando para trás, rapidamente.

A maior do Brasil é a do DF com 2.548 reais e a do Rio em crise total é de 1.445 reais.
Será que isso não tem solução? Tem sim, e eu e outras pessoas, estamos trabalhando em um projeto já aplicado com absoluto sucesso em outras partes do mundo, que nos remete a um caminho seguro para mudarmos esse estado de coisa.

Esse projeto ficará pronto na terça feira próxima e em breve será apresentado. Essa união nos dá muita esperança.

ELEIÇÕES 2018: Zé Carlos recua da posição de candidatura própria do PT, revela fonte 13

Uma fonte do Blog do Robert Lobato informou que o parlamentar petista esteve no Palácio dos Leões para aparar arestas e teria não apenas fumado o cachimbo da paz com o governador, como também recuado na posição de candidatura própria

O deputado Zé Carlos, o único do PT na Câmara Federal, andou falando grosso semanas atrás e saiu em defesa da candidatura própria do partido nas eleições de 2018 no Maranhão.

Em um áudio que compartilhou nos grupos do WhatsApp, o parlamentar petista deixou clara a sua insatisfação quanto ao tratamento dispensado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ao PT e chegou a sugerir o rompimento com os comunistas.

“O governo não nos trata como aliado, mas como um partido que se encontra em um patamar inferior. […] O nosso partido tem a maior aceitação popular, que tem o maior tempo de TV e, principalmente, tem o maior líder político do país. […] Queremos respeito. […] Por tudo isso, eu entendo que se encontram exauridas todas as tentativas, olha que não foram poucas, de consolidar essa aliança. Sendo assim não nos resta outra alternativa do que lutar por uma candidatura própria”, declarou.

Pois bem. Ontem o Blog do Robert Lobato apurou através de uma fonte, que também anda insatisfeita com Flávio Dino, afirmou que Zé Carlos esteve, ontem, 6, no Palácio dos Leões para aparar arestas e teria não apenas fumado o cachimbo da paz com o governador, como também recuado na posição de candidatura própria.

“Custo acreditar que Zé Carlos tenha feito um recuo de forma tão rápida e sem combinar sequer com os interlocutores do PT que vinham construindo uma posição em conjunto com ele”, disse um dirigente petista agora pouco para o Blog do Robert Lobato.

De fato vai ficar muito feio para Zé Carlos, depois de ter falado grosso com os comunistas, de uma hora pra outra passar a falar fino após sair do Palácio dos Leões.

O Blog do Robert Lobato procurou o deputado Zé Carlos para saber sobre o assunto, mas o mesmo não retornou o contato.

Flávio Dino demite aliado do presidente do PT da Caema e nomeia “sarnopetista” para o Agência de Mobilidade Urbana 6

A princípio pode parecer um movimento contraditório do governo, mas, ao final, revelar-se como uma forma dos comunistas manterem o PT sob cabresto com vista à reeleição do governador

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu uma mexidinha básica no seu governo envolvendo diretamente membros do PT.

O engenheiro Ricardo Ferro, compadre e aliado histórico do presidente estadual PT, Augusto Lobato, foi exonerado da Diretoria Comercial da Caema. A exoneração pegou muita gente de surpresa no PT e talvez até o próprio Ricardo Ferro.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, Ferro deve ir para uma lugar mais qualificado, provavelmente a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), mas a sua exoneração fez com o presidente do PT falasse mais grosso com o governo, já admitindo, inclusive, candidatura própria do partido ao Governo do Estado.

Nomeação de “sarnopetista”

Ato contínuo à exoneração do engenheiro Ricardo Ferro, que é da corrente “Mensagem ao Partido”, o governador Flávio Dino nomeou Francimar de Melo para o cargo de vice-presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, que é presidida pelo delegado de polícia e neopetista Lawrence Melo Pereira.

Francismar de Melo é secretário de Organização do Diretório Estadual do PT, membro da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) e ligado ao ex-vice-governador Washington Luiz e ao vereador Honorato Fernandes, portanto, uma “sarnopetista” como os comunas gostam de dizer. Foi candidato a presidente do partido no último PED numa estratégia para dificultar a vitória do deputado estadual Zé Inácio, também da CNB e mais articulado com o comando nacional da corrente. O fato é que a candidatura de Francimar acabou ajudando na intenção do Palácio dos Leões de fazer Augusto Lobato presidente do PT.

Enfim, o governo faz um movimento que, a princípio, pode parecer contraditório, mas, ao final, vir a revelar-se como uma forma de manter o PT sob cabresto com vista à reeleição de Flávio Dino.

É aguardar e conferir.

Marco D’Eça chama a oposição nas catracas. Concordo! Mas, em parte… 16

Não adianta sofrer por antecipação. O jogo ainda não está jogado e dizer que competição está vencida não ajuda, pelo contrário, é fazer o jogo dos adversário. É fazer gol contra, ainda que a intenção seja o inverso

Em editorial publicado seu blog (veja aqui), o jornalista, blogueiro e editor de política do jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da família Sarney, chamou a oposição ao governador Flávio Dino “nas catracas”, como se diz no popular.

A análise do miranteano está repleta de acertos, além de ser uma leitura necessária como se funcionasse como um “acorda, gente!”.

As angústias de Marco D’Eça, que atua como uma espécie de líder da oposição na blogosfera maranhense, é a mesma de muitos que estão insatisfeitos com os rumos que o Maranhão tem tomado sob o comando do governador Flávio Dino.

Marco D’Eça tem razão em muito do que colocou no seu editorial e concordo com ele, mas em parte. Explico.

Em primeiro lugar, não se pode comparar a força de um governador pré-candidato à releição com a dos seus adversários que não têm o mesmo poder de barganha e sequer o que oferecer mesmo a quem não quer votar em Flávio Dino, mas, se vê sem opção – pelo menos até aqui.

Em segundo lugar, governo é governo seja em São Paulo, no Maranhão ou quaisquer estados da Federação. É por isso que o governador maranhense tem, como bem lembrou Marco D’Eça, “lideranças do peso do prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT); do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e do presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha (PSB)”.

Ora, ora, ora… Será que meu amigo “Sarará” queria que fosse diferente?

Quantos desses políticos citados no editorial de D’Eça, fora os não citados, já estiveram do lado do grupo Sarney no auge do poderio da “oligarquia”?

O amigo só esqueceu de mencionar que, além da maioria da classe política, o Judiciário (TJ-MA,TRE-MA) e o Ministério Público também estão todos juntos e misturados no pacote da atual hegemonia comunista da mesma forma que estiveram em tempos não muito longínquos.

Em terceiro lugar, não é justo e muito menos correto exigir da oposição uma ação mais afetiva como numa concorrência com a força do Palácio dos Leões. Isso não existe!

O que ocorre, aí meu caro Marco D’Eça se descuidou em não colocar, é que a oposição, principalmente ligada ao grupo Sarney, não sabe ou não tem interesse de tirar proveito político da máquina do Governo Federal enquanto contraponto à força do Palácio dos Leões.

Ao que parece, todos os saneysistas de carteirinha, na Câmara e no Senado, estão mais preocupados com os cargos e sinecuras federais que podem beneficiá-los pessoal e eleitoralmente do que para fazer o enfrentamento político contra os comunistas e, por conseguinte, contra o favoritismo de Flávio Dino em 2018.

No mais, não adianta sofrer por antecipação. O jogo ainda não está jogado e dizer que competição está vencida não ajuda, pelo contrário, é fazer o jogo dos adversário. É fazer gol contra, ainda que a intenção seja o inverso.

 

Por fim, prefiro ficar com a sabedoria popular de inspiração bíblica que ensina: “Cada dia com a sua agonia”.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

ELEIÇÕES 2018: Governo teme a ida de Eduardo Braide para o DEM 8

Caso consiga sucesso em obter o DEM como opção partidária e sair candidato ao governo, Flávio Dino que se segure, pois mesmo que não leve a eleição Braide será o ponto decisivo num eventual segundo turno e garantir a vitória para o lado que pender

O estratagema do Palácio dos Leões para filiar o secretário Felipe Camarão (Educação) no Democratas-DEM consiste, entre outras coisas, de evitar a ida do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) para o partido.

Os governistas se pelam de medo da possibilidade de Braide encontrar abrigo em um legenda de grande porte e, dessa forma, disputar a eleição de governador com um tempo razoável no rádio e na tevê. Sabem que o deputado é articulado, tem bom discurso e pode de fato encarnar a figura do “candidato da renovação”. Isso sem falar na sua densidade eleitoral em São Luis por conta da ótima performance obtida no pleito de 2016, quando ficou em segundo lugar e, por pouco, não derrotou o prefeito Edivaldo (PDT).

Mesmo não possuindo grande capilaridade política no estado e ainda não tenha dito com todas as letras que irá disputar a eleição de governador, Eduardo Braide faz alguns movimentos de quem é, sim, pré-candidato a sucessão de Flávio Dino (PCdoB). Ou seja, tem viajado pelo interior, feito agendas com lideranças municipais e articulado com vários atores da nova geração de políticos que surge no Maranhão.

Caso consiga sucesso em obter o DEM como opção partidária e sair candidato ao governo, o governador Flávio Dino que se segure, pois mesmo que não se eleja, Braide será o ponto decisivo num eventual segundo turno e garantir a vitória para o lado que pender.

E tudo indica que não penderá para o lado dos comunistas…

ELEIÇÕES 2018: Depois do PSDB, o PSB pode ser a próxima grande baixa na base de Flávio Dino

Socialistas e tucanos estão em processo de entendimento em vários estados, inclusive no Distrito Federal, onde os tucanos já deixaram claro o apoio à reeleição do governador socialista Rodrigo Rolemberg.

Não bastasse o baque desgraçado que foi a saída do PSDB da base do governador Flávio Dino (PCdoB), já está no radar do Palácio dos Leões mais uma grande baixa na base governista.

Trata-se do PSB, partido que ainda orbita em torno da campanha de reeleição de Flávio Dino mas que em breve poder somar em outro projeto: o “Roberto Rocha governador-45”.

Socialistas e tucanos estão em processo de entendimento em vários estados, inclusive no Distrito Federal onde os tucanos já deixaram claro o apoio à reeleição do governador socialista Rodrigo Rolemberg.

Em São Paulo, onde o PSB conta com o Márcio França na posição de vice do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a relação entre os dois partidos é de completa harmonia, tanto que o França deve assumir o Governo do Estado antes mesmo do prazo legal de desincompatibilização, já que o tucano planeja deixar o governo para embrenhar-se pelo país em pré-campanha para presidente da República.

No Maranhão, o PSDB terá o senador Roberto Rocha como candidato ao governo com total apoio da cúpula nacional e da base tucana local.

Roberto, como se sabe, é muito próximo do governador Geraldo Alckmin e do vice Márcio França. Com a virtual ascensão do socialista ao posto de presidente nacional do PSB, alguém tem dúvidas do encontro entre o “tucano” e “pomba” no mesmo palanque de 2018 no estado?

E dessa forma vai ficando emocionante a disputada pelo Governo do Maranhão…

Sobre o ataque à Radio Capital e o silêncio do governo 2

Tudo é muito estranho nesse episódio, ainda mais quando acontece exatamente quando há uma acirramento político no estado em virtude da pré-candidatura do senador Roberto Rocha ao governo do Maranhão em 2018 pelo PSDB, partido que deixou a base de Flávio Dino e agora caminha para a oposição

O terreno onde funciona as instalações, equipamentos, materiais e até a torres de transmissão da Rádio Capital, em São Luis, foi alvo de ação de vândalos, ontem, 28, no que pode ser considerada uma das ações mais agressivas contra a liberdade de imprensa no Maranhão jamais vista antes.

Ninguém é irresponsável para atribuir tamanho ato de selvageria à questões políticas por contada emissora pertencer à família do senador Roberto Rocha (PSDB). Mas tudo é muito suspeito uma vez que não há indícios que o intuito dos vândalos fosse roubar ou furtar o patrimônio da rádio.

A quem interessaria destruir a Rádio Capital tirando do ar uma das emissoras de maior audiência em São Luis? Que tempos são estes em que vivemos no Maranhão onde até meios de comunicação não alinhados aos atuais mandatários do governo do estado são destruídos da forma mais covarde e suspeita possível? Por que autoridades públicas do estado, inclusive o governador Flávio Dino (PCdoB) através da Secretaria de Comunicação, ao quiçá da sua Assessoria de Imprensa, opta por um silêncio ensurdecedor diante tão grave acontecimento que fere de morte a própria democracia no estado?

Não podemos esquecer que até pouco tempo atrás, a Rádio Capital era a única emissora de São Luis onde o hoje governador do Maranhão tinha total acesso antes de chegar ao Palácio dos Leões. Na verdade não só o comunista, mas todas as lideranças do campo de oposição ao grupo Sarney!

E não vale usar a situação de crise administrativa que a Rádio Capital enfrenta para explicar ou justificar o ato de terrorismo contra a emissora. Aliás, muito dessa crise por que passa a rádio é justamente porque ela vem sofrendo retaliações por pertencer à família do senador Roberto Rocha, logo não tem recebido, ou recebe a contra-gotas, os recursos a que tem direito por anunciar os informes publicitários do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luis.

O fato é que tudo é muito estranho nesse episódio.

Ainda mais quando acontece exatamente no momento em que há um acirramento político no estado em virtude da pré-candidatura do senador Roberto Rocha ao governo do Maranhão em 2018 pelo PSDB, partido que deixou a base de Flávio Dino e agora caminha para a oposição.

Combo da maldade: Governo aprova o “Mais Impostos” e o “Mais Empréstimos”

Na verdade, o que foi aprovado ontem pelos deputados governistas foi uma espécie de “combo da maldade”, já que além do “Mais Impostos” veio junto também o “Mais Empréstimos”.

O Governo do Estado passou o rolo compressor na Assembleia Legislativa e conseguiu, sob protesto da oposição, aprovar na sessão desta quinta-feira (26), o Projeto de Lei nº 262/2017, que autoriza o Poder Executivo a contratar empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de 35 milhões dólares, mais de 110 milhões de reais.

O dinheiro do empréstimo será investido na implantação do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado (Profisco II), que na prática, vai ampliar a efetividade do sistema de cobrança de impostos no Maranhão, ou seja, aqui os maranhenses convencionaram chamar de programa “Mais Impostos”.

Na verdade, o que foi aprovado ontem pelos deputados governistas foi uma espécie de “combo da maldade”, já que além do “Mais Impostos” veio junto também o “Mais Empréstimos”.

Durante a apreciação da matéria, a oposição tentou obter explicações a respeito do projeto, que tramitou em regime de urgência e não foi discutido nas comissões técnicas da Casa.

Eduardo Braide (PMN) criticou o teor do projeto e apontou inconstitucionalidade de trecho do artigo 1º.

“A Assembleia acaba de assinar um cheque em branco para o governador Flávio Dino”, disse.

Ele explicou que o parágrafo único do artigo 1º fere a Constituição. “O artigo 6º da nossa Constituição é muito claro, não existe mais lei delegada em nosso ordenamento jurídico. E o que é a lei delegada? É aquela que se aprova e um Poder delega poderes a outro Poder para que ele tome medidas em nome desse e é isso que faz o parágrafo único”, completou.

Adriano Sarney justificou a votação contrária a proposta. “Um governo que aumenta impostos, aumenta a conta de luz, corta projetos sociais. Esse é um governo que não tem a confiança de quem quer um Maranhão melhor e desenvolvido. Esse governo comunista não dá chance para nossos empreendedores e para os nossos trabalhadores. E quem vai pagar esse empréstimo, que não tem a mínima transparência, são os trabalhadores. Esse empréstimo não tem carência, não tem prazo, não tem informação alguma”, completou.

(Com informações do blog do Ronaldo Rocha)