LAVA JATO: Avisos que vêm do Rio de Janeiro (OU: A Lava Jato é reimosa igual carne de jabuti)

Os avisos que vêm do Rio de Janeiro através das prisões de governadores e ex-governadores das últimas décadas do estado são para botar quaisquer governadores no exercício do mandato, ou ex-governadores, de barbas de molho.

No Brasil da Lava Jato, nada menos do que quatro dos últimos cinco governadores eleitos do Rio de Janeiro estão ou já foram presos: Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Matheus (esposa de Garotinho) e nesta quarta-feira, 29, foi a vez de Luiz Fernando Pezão, atual chefe do governo fluminense.

Sem entrar no mérito da questão, até porque falta-me conhecimento jurídico para uma afirmação categórica, Pezão foi preso sem autorização da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o que parece estranha ou, quiçá, até abusiva a sua prisão.

Mas, questões jurídicas à parte, até porque a força-tarefa da Lava Jato já deu demonstrações várias de que sai por aí prendendo autoridades com bases mais em “convicções” dos procuradores da República do que em provas concretas, o que deve ser levado em conta é que ninguém, nenhum governador, por exemplo, está imune a ser surpreendido às 6 horas da manhã pelos policiais federais estando em casa ou no palácio do governo. Ainda mais quem, algum dia, manteve relações perigosas com empresas como a UTC, OAS, Odebrecht, entre outras envolvidas até a médula com esquemas de corrupção/propina revelados pela Lava Jato.

Os avisos que vêm do Rio de Janeiro, através das prisões de e ex-governadores das últimas décadas, e agora a prisão do governador Pezão, são para botar quaisquer governadores no exercício do mandato, ou ex-governadores, de barbas de molho.

A Lava Jato é uma operação reimosa.

É tipo aquela história do cara que já teve alguma doença venérea no passado não poder comer, por exemplo, um jabuti, pois a carne do bicho é tão reimosa que pode buscar a doença de anos e anos atrás que eventualmente esteja encubada.

Enfim, quem tiver suas “doenças” pretéritas de corrupção que se segure.

A Lava Jata continua “a jato”, como bem disse o jornalista e analista político Gaudêncio Torquato, nesta manhã, poucas horas depois da prisão do governador Luiz Fernando Pezão.

Flávio Dino não assina manifesto de governadores que defendem a justiça e “Lula Livre” 4

Dependendo a conveniência, o comunista-mor maranhense defende Lula e sua candidatura ou não, como aconteceu no mês de maio passado, durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo, quando Flávio Dino declarou que “insistir em candidatura de ex-presidente é derrotismo” e considerou que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

O blog do Esmael informa que os governadores da Bahia, Paraíba, Piauí, Sergipe, Minas Gerais, Acre, Pernambuco e Ceará assinaram, ontem, domingo, 8, um manifesto em defesa da justiça e da libertação do ex-presidente Lula.

Curiosamente, o governador Flávio Dino (PCdoB) não aparece como signatário do manifesto. O comunista tem se comportado contraditoriamente, por assim dizer, em relação ao ex-presidente Lula.

Dependendo da conveniência, o comunista-mor maranhense defende Lula e sua candidatura ou não, como aconteceu no mês de maio passado durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo, quando Flávio Dino declarou que “insistir em candidatura de ex-presidente é derrotismo” e considerou que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

Na mesma entrevista, Flávio Dino defendeu o nome do fanfarrão Ciro Gomes (PDT) como opção a Lula, o que gerou revolta entre os petistas que não abrem mão da possibilidade de ter Lula candidato a presidente.

Confira a nota na íntegra:

Manifesto dos governadores que defendem a justiça e Lula Livre

Na manhã de hoje, o povo brasileiro recebia a auspiciosa notícia da libertação do Presidente Lula. O Desembargador competente para apreciar liminares durante o plantão reconduzia o Brasil à senda da legalidade democrática e respondia às aspirações nacionais de reconstitucionalização do país.

A condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores. A decisão condenatória foi proferida por magistrado desprovido de competência legal, cujas condutas têm revelado, reiteradamente, total ausência de imparcialidade. Basta lembrar da divulgação ilegal de diálogos telefônicos mantidos pelo Presidente Lula, que foi prontamente rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, o mesmo magistrado, atipicamente, se insurgiu contra a decisão do desembargador de plantão, determinando às autoridades policiais que se abstivessem de cumpri-la. Essa atitude revela muito mais que zelo na condução dos processos submetidos à sua jurisdição: revela inaceitável parcialidade, além de desprezo pela organização hierárquica do Judiciário.

De modo ainda mais atípico, o Desembargador prevento antecipa o retorno de suas ferias e avoca o julgamento do habeas corpus, revogando a liminar concedida.

Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.

Apenas a aplicação imparcial das leis que dispõem sobre a liberdade e as condições de elegibilidade podem dar lugar a eleições legitimas em 2018.

Assinam o manifesto os governadores da Bahia, Paraíba, Piauí, Sergipe, Minas Gerais, Acre, Pernambuco e Ceará