ELEIÇÕES 2018: Geraldo Alckmin escolhe o Maranhão para dar o pontapé inicial da sua pré-campanha a presidente 6

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin (PSDB), escolheu o Maranhão para ser o primeiro estado nordestino que irá visitar.

O tucano participará de dois eventos na capital maranhense nesta fase de pré-campanha, ambos no dia 5 de maio.

Primeiro, o pré-candidato participará, às 8h30, da inauguração da sede do Diretório Estadual do PSDB, localizada na Praia da Ponta d’Areia; Em seguida, às 10h30, Geraldo dirige-se para o Centro de Convenções do Multicenter Sebrae para encontro com lideranças do PSDB local, quando são esperadas dezenas de caravanas vindas de todas as regiões do estado.

Para o presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, a escolha do Maranhão como primeiro estado do Nordeste a ser visitado por Geraldo Alckmin é um sinal de que o estado terá um tratamento de destaque pelo Palácio do Planalto, caso os tucanos voltem a comandar o país.

“Nos deixa não só mais animados no projeto que temos para o Maranhão, mas sobretudo orgulhosos em receber o governador Geraldo Alckmin aqui no nosso estado, na nossa capital São Luis. Ao escolher o Maranhão como primeiro estado nordestino para visitar na condição de pré-candidato a presidente da República, Geraldo dá uma clara demonstração de que, uma vez eleito, o Maranhão terá um tratamento de destaque pelo governo federal, o que é muito importante para alcançarmos um outro patamar de desenvolvimento”, disse Roberto, que é pré-candidato a governador.

Os tucanos maranhenses não apenas querem recepcionar o presidenciável do 45 no estado, mas fazer da visita do Geraldo Alckmin um dos maiores atos políticos do PSDB, no país, nesta fase pré-campanha a presidente da República.

Alckmin discute ter vice do DEM em chapa

O tucano passou a enxergar movimentos concretos do DEM –aliado que considera prioritário– em busca de um nome próprio para lançar ao Planalto

Via Folha de SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, antecipou a negociação de alianças para sua candidatura ao Planalto e já sinalizou a dirigentes partidários que está disposto a ceder a vaga de vice em sua chapa e oferecer o apoio do PSDB a outras siglas nos Estados em troca da adesão a seu projeto presidencial.

O tucano teve encontros com caciques do DEM, do PP e do PTB nas últimas semanas de 2017 para discutir o apoio a seu nome na disputa deste ano. Aos democratas, o tucano demonstrou disposição em entregar ao partido a indicação do candidato a vice-presidente na disputa.

Favorito no PSDB para concorrer à Presidência da República, Alckmin decidiu deflagrar um movimento ostensivo de negociação com potenciais aliados para tentar evitar o isolamento de sua candidatura e romper o bloco partidário que dá sustentação a Michel Temer.

O tucano e o presidente se distanciaram com as articulações para a saída do PSDB do governo –o que levou o MDB a planejar uma aliança de siglas governistas para apoiar uma candidatura alternativa à de Alckmin.

Além disso, o tucano passou a enxergar movimentos concretos do DEM –aliado que considera prioritário– em busca de um nome próprio para lançar ao Planalto.

Para evitar a perda de terreno, o governador avançou nas conversas com o PTB, do ex-deputado Roberto Jefferson, e iniciou negociações com o DEM e com o PP.

Alckmin se reuniu nos últimos meses, no Palácio dos Bandeirantes, com dois dos principais articuladores do Democratas. Recebeu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), em novembro, e o prefeito de Salvador, ACM Neto, no início de dezembro.

O DEM exige a vaga de vice-presidente na chapa de Alckmin caso decida apoiar o tucano. Os nomes cotados são o do próprio ACM Neto e o do ministro da Educação, Mendonça Filho. Nos encontros com dirigentes do partido, o tucano não fez promessas, mas deu os primeiros sinais de que a sigla poderá ocupar esse espaço.

A articulação com o DEM também envolveria a negociação do apoio do PSDB à reeleição de Maia para o comando da Câmara, em 2019, e a candidatos da sigla a governos estaduais, como Cesar Maia (Rio), ACM Neto (Bahia) e Rodrigo Garcia (São Paulo).

Alckmin quer acelerar o embarque do DEM em sua candidatura. O tucano acredita que a adesão antecipada do partido atrairia outras siglas com mais facilidade.

Os democratas hesitam. Acreditam que o desempenho de Alckmin nas pesquisas (de 7% a 9% nos principais cenários) ainda indica um potencial tímido de vitória e o consideram um candidato frágil para uma eleição que pode ser marcada pela rejeição à política tradicional.

A sigla mantém contato com o tucano e admite a possibilidade de se aliar a ele, mas continua em busca de alternativas no campo da centro-direita.

“O foco do DEM hoje é buscar uma candidatura liberal-democrata e reformista própria, e fortalecê-la. Mas é evidente que o diálogo com o PSDB e com Alckmin não está descartado”, diz o ministro Mendonça Filho. Continuar lendo

ELEIÇÕES 2018: Roberto Rocha assume comando do PSDB e parte para a pré-campanha ao governo

Ainda este mês o senador deverá reunir a imprensa para apresentar a nova direção partidária, bem como anunciar as primeiras ações visando unificar a legenda no Maranhão

A novela do PSDB no Maranhão chegou ao seu último capítulo nesta terça-feira, 13, com um final feliz para o senador Roberto Rocha, como, aliás, já era de se esperar.

Na primeira reunião da nova Executiva Nacional do PSDB, presidida pelo governador Geraldo Alckmin (SP), foi aprovada, por unanimidade, a criação da nova Comissão Executiva do Maranhão, que será presidida pelo senador Roberto Rocha. A decisão já era esperava desde outubro, quando o parlamentar maranhense retornou aos quadros do partido, a convite de Alckmin e do ex-presidente interino da agremiação, senador Tasso Jereissati (CE).

Com o PSDB sob seu comando, Roberto Rocha agora vai partir para organizar o partido em todo o estado e preparar a sua pré-campanha ao governo.

Ainda este mês o senador deverá reunir a imprensa para apresentar a nova direção partidária, bem como anunciar as primeiras ações visando unificar a legenda no Maranhão e iniciar uma série de atividades visando a formulação do um audacioso plano de governo a ser colocado para apreciação da sociedade maranhense.

Confira a nova composição da executiva estadual do PSDB

Presidente
Roberto Rocha

SECRETÁRIO
Sebastião Madeira

TESOUREIRO
Ezequiel Soares

MEMBROS
Clodomir Ferreira Paz
Maria do Carmo Souza
Augusto César de Moraes Rego Lago
Zesiel Ribeiro da Silva
Afonso Celso Caldeira Salgado
Samuel Jorge Arruda de Melo
Marcos Frazão Barbosa
Lahersio Rodrigues do Bonfim
Gardenia Maria Santos Castelo Ribeiro Gonçalves
Ana Maria Santos Gomes

ELEIÇÕES 2018: O que muda no PSDB com a volta de Roberto Rocha ao partido

Um partido do porte do PSDB, independente da simpatia ou não que se tenha pelo sigla, só tem a ganhar saindo da condição de “satélite” do PCdoB que, embora com mais de 90 anos, é “nanico” perto da legenda tucana.

Amanhã, quarta-feira, 4, o senador Roberto Rocha carimba o ‘passaporte’ que oficializa a sua volta aos quadros do PSDB. E volta em grande estilo.

O ato será no seu gabinete, em Brasília, onde são esperadas lideranças de peso do tucanato nacional, incluindo o presidente do partido, senador Tasso Jereissati, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – virtual candidato do PSDB a presidente da República.

Mas, o que se pode esperar do PSDB no estado do Maranhão após o retorno de Roberto Rocha ao ninho tucano?

Bom, em primeiro lugar, não haverá a tal “revoada” de filiados com entrada do senador na legenda como anunciado pelos adversários de Roberto Rocha. Talvez a única saída que possa ser considerada significativa seja a do deputado estadual Neto Evangelista, e assim mesmo por uma razão que é compreensível, qual seja o fato de estar no governo na condição de secretário desde o início do mandato e Flávio Dino. Aliás, Neto vem fazendo um bom trabalho à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Afora o caso de Neto Evangelista, não há notícias reais de que algum político de peso do PSDB deixará o partido em função da filiação de Roberto Rocha. Nem mesmo Luis Fernando, talvez o prefeito mais importante do PSDB pelo o que representou politicamente num passado recente e representa no presente, deu uma única declaração no sentido de que poderá deixar a sigla do 45.

O que há, de fato, é uma campanha financiada pelos cofres “leoninos” para desqualificar ou minimizar a filiação de Roberto Rocha ao PSDB. Tarefa nada fácil já que o ato de amanhã pode ser considerado o maior fato político de 2017, pelo menos até esta data!

Com a entrada do senador no PSDB, que deixa do PSB depois de ter chegado na legenda pelas mãos do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em 2011, o braço tucano no Maranhão vai fortalecer o projeto nacional do partido na medida que Roberto Rocha chega para oferecer um palanque forte para Geraldo Alckimin no estado favorecendo, por conseguinte, a eleição de deputados estaduais, federais e até mesmo de senador.

O fato é que um partido do porte do PSDB, independente da simpatia ou não que se tenha pelo sigla, só tem a ganhar saindo da condição de “satélite” do PCdoB que, embora com mais de 90 anos, não passa de um “nanico” perto da legenda tucana.

ELEIÇÕES 2018: Sem garantia de vitória, atual Diretório Nacional do PSB adia Congresso para março de 2018

Adiar o Congresso Nacional do PSB para o ano que vem pode ter sido um tiro no pé da atual direção do partido.

O Diretório Nacional do PSB decidiu, na terça-feira (26), pelo adiamento do Congresso Nacional do partido, com a consequente prorrogação dos mandatos dos membros do colegiado e da Comissão Executiva Nacional.

Previsto para acontecer no próximo mês de outubro, agora o congresso será realizado somente nos dias 1,2 e 3 de março de 2018. A manobra é vista por setores do PSB como um sinal de que os socialistas de Pernambuco, que controlam a legenda atualmente, não sentiram firmeza de que levariam a melhor e acharam por bem adiar esse que é o maior fórum de deliberação partidária.

Pernambuco X São Paulo

Há uma disputa entre os estados de São Paulo e Pernambuco pelo controle nacional do PSB. O vice-prefeito paulista Márcio França é favorito para presidente da partido e isso pode explicar o adiamento do Congresso.

Ocorre que em março de 2018, França muito provavelmente deve assumir o governo de São Paulo porque o governador Geraldo Alckimin (PSDB) se afastará do cargo para percorrer o país como pré-candidato a presidente da República, o que fortalecerá ainda mais o socialista. Ou seja, adiar o Congresso Nacional do PSB para o ano que vem pode ter sido um tiro no pé da atual direção do partido.

Com consequências diretas na sucessão do governador Flávio Dino.

Mas isso é assunto para outra postagem…