No auge dos seus cabelos brancos, Gastão Vieira vai ter que optar entre ser chamado de “velho” ou de “velhaco” 16

Fico a pensar se Flávio Dino acredita ou confia em Gastão Vieira. Aliás, vou mais longe, fico a imaginar se o governador comunista no seu íntimo não pensa mais ou menos assim: “Esse Gastão Vieira é um canalha, mas um canalha necessário para os meus interesses políticos e eleitorais. Gastão é meu canalha favorito!”.

Sempre tive o ex-deputado federal Gastão Vieira na cota de boa gente, gente proba, bom caráter e demais qualidades que fazem de um homem público alguém digno de respeito.

Se eu tiver o privilégio de chegar a ter todos os fios de cabelos brancos e pelo menos completar a idade de Gastão Vieira, quero estar com a consciência tranquila que aproveitei a idade provecta para corrigir eventuais erros que cometi na juventude.

É que quando somos jovens temos a obrigação de cometer erros. Faz parte dessa fase da nossa vida. Com o tempo é que vamos criando maturidade de rever conceitos, comportamentos e paradigmas. Com a idade nos tornamos referência para os mais jovens. É força e privilégio de quem chega aos cabelos brancos.

O nosso querido Gastão Vieira resolveu nadar contra a maré da vida. Deve ter tido uma vida comportada na juventude, errado pouco e agora opta por errar de forma mais escrota possível aos bem vividos 72 anos de idade!

Nada contra o ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-secretário de Governo, ex-ministro de Estado, ex-presidente do FNE deixar pra trás todos aqueles que são responsáveis pelo que o Gastão Vieira foi e é, e agora se debandar para o outro lado da margem do rio. Nada contra. Como diria aquele ex-BBB Kleber Bambam: “faz parte”.

Agora, tudo contra a forma como Gastão Vieira está construindo a sua nova trajetória de vida e seu opção política: escarrando no prato que passou mais da metade da vida comendo e se lambuzando.

Fico a pensar se Flávio Dino acredita ou confia em Gastão Vieira. Aliás, vou mais longe, fico a imaginar se o governador comunista no seu íntimo não pensa algo mais ou menos assim: “Esse Gastão Vieira é um canalha, mas um canalha necessário para os meus interesses políticos e eleitorais. Gastão é meu canalha favorito!”.

Só para fazer uma comparação: se José Reinaldo Tavares resolvesse definitivamente fazer as pazes com o ex-presidente José Sarney, voltar para o seu grupo político de origem e morrer com a consciência tranquila de que não levará para o túmulo o signo da ingratidão, o ex-governador estaria corrigindo, concordando-se ou não com ele, um erro cometido num passado recente.

Já o Gastão Vieira a quem é devedor aos Sarney até a medula faz exatamente o contrário. E pior: parece fazer com júbilo.

Torço sinceramente para que o governador Flávio Dino veja em Gastão Vieira um novo aliado, leal, fiel e disposto à lutar pela causa do seu governo e quiçá até pela causa comunista.

Para encerrar: Certa vez, o então presidente da República Fernando Collor de Melo chamou o saudoso Ulisses Guimarães de “velho”, achando que tal predicado ofenderia o pai da “Constituição Cidadã”.

Sereno, Ulisses respondeu: “Sou velho, mas não sou velhaco”.

Penso que Gastão Vieira, em breve, enfrentará o drama na sua vida de optar entre ser chamado de “velho” ou de “velhaco”.

A história dirá.

Em desabafo, ex-deputado Luis Pedro anuncia que deixará o PCdoB 16

Pelo jeito não há mais clima para o velho e bom Luis Pedro entre os quadros do Partido Comunista do Brasil. O partido prefere “ajudar” Gastão Vieira…

“Creio que tenho condições de representar os interesses populares, progressistas e nacionais. Mas, para isso preciso ter uma legenda que me dê condições concretas de eleição, o que, infelizmente, não é o caso do PCdoB.”

Com as palavras acima, o jornalista, ex-deputado e ex-secretário chefe de Gabinete no governo Jackson Lago, Luis Pedro, deu sinais de que deixará o PCdoB, partido o qual sempre possuiu grandes laços políticos e ideológico, inclusive sendo primeiro deputado do partido no Maranhão, no início da década de 80.

Ainda que afirme concordar com a política de prioridades de candidaturas, Luis Pedro questiona o fato do seu partido priorizar apenas dois candidatos a deputado federal, que são Rubens Pereira Júnior, já no mandato, e o presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, que acumula ainda a secretaria de Comunicação e Articulação Política do Governo do Maranhão.

“É claro que concordo com a política de se estabelecerem prioridades e de se concentrarem recursos. Mas lamento é que se fixe um objetivo tão pequeno, tão medíocre. Para efeito de comparação, nas eleições de 2014, quando o camarada Flávio Dino era o franco favorito, a ex-governadora Roseana Sarney (que não tinha direito a mais uma eleição) conseguiu eleger quatro deputados federais de sua confiança”, sustentou Luis Pedro que acredita que Flávio Dino tem condições ajudar eleger mais de dois candidatos comunistas a federal.

Em outro trecho do seu desabafo, Luis Pedro avalia que muitos dos neo-aliados que apoiam a reeleição de Flávio Dino, considerados por ele como “traidores do voto popular”, não terão seus mandatos renovados.

“Acredito que boa parte desses traidores do voto popular (alguns em legendas que apoiam a reeleição do camarada Flávio Dino) não retornarão ao Congresso. E é nosso papel fazer com que a substituição desses traidores seja feita por quem tem compromisso com os interesses dos trabalhadores e com os interesses nacionais e com um Brasil progressista e soberano”, avaliou.

As declarações de Luis Pedro foram feitas em dos canais internos de comunicação do PCdoB que o Blog do Robert Lobato teve acesso através de uma fonte comunista.

Pelo visto não há mais clima para o velho e bom Luiz Pedro entre os quadros do Partido Comunista do Brasil.

O partido prefere “ajudar” Gastão Vieira…

O cara: Flávio Dino “elegeu” Roberto Rocha e pode “eleger” até Gastão Vieira

Com tamanha força, aliás, com tamanho poder, Flávio pode eleger qualquer mortal do mundo da política maranhense, inclusive o ex-deputado federal e ex-candidato senador pelo grupo Sarney, Gastão Vieira (PROS), que nesta segunda-feira, 13, pegou um carona de helicóptero com o governador até a cidade de Anapurus

Reza a lenda, que Flávio Dino (PCdoB), com os seus poderes sobrenaturais, tirou o Roberto Rocha do bolso, em 2014, e o elegeu senador da República depois de saber que já estava certa a sua própria eleição de governador.

Não interessa se Roberto “vem de longe”, com um mandato de deputado estadual, três de deputado federal, um candidatura de governador, uma de senador e tenha sido vice-prefeito de São Luis.

Não importa também se o líder tucano, até hoje, sustenta o título de deputado federal mais bem votado da história do Maranhão, com votos em todos os 217 municípios maranhenses. Feito histórico conseguido as eleições de 2006.

Da mesma forma, pouco importa se Roberto Rocha tenha sido o principal articulador para que a candidatura do “65” fosse viabilizada, partidária e politicamente, para que Flávio Dino obtivesse uma coligação que lhe desse um tempo de rádio e tevê razoavelmente bom para apresentar as suas propostas aos eleitores no horário eleitoral.

Nada disso importa! O que vale é lendária narrativa de que Flávio Dino é senhor dos votos no Maranhão e tem o dom transferi-lo para quem ele quiser. É o cara!

Com tamanha força, aliás, com tamanho poder, Flávio pode eleger qualquer mortal do mundo da política maranhense ao Senado Federal, inclusive o ex-deputado federal e ex-candidato senador pelo grupo Sarney, Gastão Vieira (PROS), que nesta segunda-feira, 13, pegou um carona de helicóptero com o governador até a cidade de Anapurus.

Chique, não?