EXCLUSIVO: Fernando Sarney pode ser candidato a presidente da Fifa 12

O período eleitoral da Fifa já iniciou no dia 13 de junho de 2018, durante 68º Congresso da organização responsável pelo futebol Mundial. Foi nesse evento que a Fifa escolheu a sede, ou melhor, as sedes da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em três países, Canadá, México e Estados Unidos, e contará com 48 seleções

Em junho deste ano, a Fifa anunciou que sua próxima eleição para o cargo de presidente será realizado no dia 5 de junho de 2019, em Paris, França. Os interessados em concorrerem ao posto mais alto de comando da entidade podem apresentar sua candidatura até 5 de fevereiro do ano que vem.

Segundo apurou com exclusividade o Blog do Robert Lobato, o vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Fernando Sarney, poderá ser candidato a comandar a entidade máxima do futebol mundial.

Perguntado se o empresário maranhense poderia concorrer à presidência da CBF, a fonte revelou: “CBF não, mas Fernando poder ser candidato a presidente da Fifa e já conta com o apoio de muitos dirigentes do futebol internacional. Além de ser respeitado no meio no Brasil e no exterior, Fernando é fluente em quatro línguas estrangeiras, inglês, alemão, francês e italiano. Tudo isso o qualifica para disputar a presidência da Fifa”.

Não é demais lembrar que o período eleitoral da Fifa teve início no dia 13 de junho de 2018, durante 68º Congresso da organização responsável pelo futebol Mundial. Foi nesse evento que a Fifa escolheu a sede, ou melhor, as sedes da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em três países, Canadá, México e Estados Unidos, e contará com 48 seleções.

E quiçá com Fernando Sarney na presidência da poderosa Fifa.

Confira o discurso, em inglês, do dirigente da CBF durante do 68º Congresso da Fifa, realizado em Moscou, capital da Rússia.

COPA DO MUNDO: Uma derrota a mais 4

por Juca Kfouri*

Não ganhar mais uma Copa do Mundo não tem a menor importância para o futuro do futebol brasileiro.

Tanto é verdade que já foram conquistadas cinco e o presente do nosso futebol é o que é, com clubes inadimplentes e cartolas corruptos ou fora do jogo, por causa do FBI e da Interpol, ou ainda dando as cartas, graças à leniência das autoridades brasileiras.

O futebol brasileiro ficou 24 anos sem passar do tri ao tetra e já está há 16 sem sair do penta ao hexa. E daí?

A Alemanha nem pentacampeã é e seu campeonato nacional beira os 45 mil torcedores em média por jogo.

No país cinco vezes campeão não chega aos 18 mil.

Ganhar Copas do Mundo, francamente, é o de menos, por maior que seja a comoção que afeta até crianças desligadas do futebol, mas capazes de chorar com a eliminação. Uma senhora em prantos que acompanhava o secretário-menor da CBF em Kazan chegou a dizer que estava de luto, e Renato Augusto comparou a derrota à morte de um parente. Menos, minha senhora, muito menos, Renato Augusto.

A Espanha só foi ganhar sua primeira Copa oito anos atrás e nem por isso o Real Madrid e o Barcelona eram menores do que são, ao contrário, tinham o mesmo tamanho.

É preciso entender de uma vez por todas que são clubes os responsáveis pela grandeza ou pequenez do futebol de um país, sem precisar exagerar como o presidente madridista que trabalha contra a seleção espanhola para não ver ofuscado o clube presidido por ele. Você sabe, rara leitora, você sabe, raro leitor: entre o seu clube campeão mundial e a seleção brasileira a escolha será quase sempre, mais de 90% das vezes, pelo clube.

E você que torceu contra, ou disse que torceu, porque o Temer não merece, o coronel Nunes também não, o Marco Polo que não viaja e o Caboclo que ele inventou muito menos, veja que quanto pior, pior mesmo, porque nada vai mudar.

Tanto que a seleção perdeu as últimas quatro Copas e nada mudou, assim como quando ganhou não foi por causa de Havelange e Teixeira, mas por causa de Pelé, Mané, Tostão, Rivellino, Romário, Rivaldo e Ronaldos.

O Brasil está fora da Copa, mas ela não acabou. Na terça-feira (10), em São Petersburgo, deveremos ter um recital de futebol: França x Bélgica, com ares de final antecipada, como seria França x Brasil. Só que seria e não será. Mas só mesmo.

*Jornalista, autor de “Confesso que Perdi”. É formado em ciências sociais pela USP.