Frente de esquerda sem o PT é coisa para a direita ver 4

Lutar pela bandeira do “Lula livre” não impede que o Haddad lidere uma pauta oposicionista com a responsabilidade de quem disputou a presidência da República a partir de um programa democrático, republicano e moderado.

Que o PT errou muito isso até muitos petistas não sectários estão carecas de saber. Assim como acertou muito também. Aliás, não seria exagero algum afirmar que o Brasil com o PT, mesmo antes do partido eleger Lula presidente, incluiu várias pautas caras na sociedade brasileiras que eram completamente estranhas ao país pré-PT.

Nesse sentido, é um equívoco monumental alguns partidos de esquerda acharem ser possível a construção de “Frente de Esquerda” isolando o PT. Aliás, é mais do que um equívoco: é uma desonestidade histórica com o partido.

Nesse sentido, Fernando Haddad está correto ao afirmar que “Frente de esquerda sem o PT ou é miopia ou uma esquerda que não é tão esquerda assim”.

O ex-candidato petista a presidente da República, derrotado no segundo turno por Jair Bolsonaro, fazia alusão à articulação encabeçada por Ciro Gomes (PDT), que conta ainda com o PCdoB e setores do PSB.

Mas, se por um lado Haddad está correto na sua ironia sobre a tal “Frente de Esquerda” sem o PT, por outro erra ao não assumir de uma vez por todas o papel de líder da oposição da esquerda democrática ao futuro governo.

Lutar pela bandeira do “Lula livre” não impede que o Haddad lidere uma pauta oposicionista com a responsabilidade de quem disputou a presidência da República a partir de um programa democrático, republicano e moderado.

Ao ficar vacilando na sua condição de liderança de oposição, Haddad cria um vácuo que aos poucos vai sendo ocupando por atores como Ciro Gomes e outros.

Não é demais lembrar que o próprio Lula já “lançou” Fernando Haddad como principal liderança oposicionista logo após o resultado do segundo turno da eleição presidencial. Deve o petista, portanto, tomar para si o papel que a eleição de 2018 lhe deu ou vai perder o bonde da história para algum aventureiro de esquerda ou disfarçado de esquerda, o que é pior.

Enfim, a verdade é que “Frente de Esquerda” sem o PT, de esquerda de fato não é.

É apenas coisa para a direita ver.

SEGUNDO TURNO: Coordenador da campanha de Eliziane Gama é Haddad 4

Em verdade, praticamente todos os envolvidos diretamente na campanha de Eliziane Gama estão engajados na candidatura de Haddad, mesmo a irmã sendo “vigiada” por líderes evangélicos que não aceitam a sua declaração de voto ao candidato petista.

O historiador Gledson Brinto, ex-coordenador da campanha da senadora eleita Eliziane Gama (PPS), entrou de corpo e alma na campanha do candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad.

“Temos um compromisso inalienável com a democracia e dessa forma não poderia ter outra posição a não ser acompanha a candidatura do Haddad mesmo sendo um crítico do PT. Mas nossas diferenças políticas e ideológicas são o que menos contam neste momento”, disse o professor que também é dirigente estadual do PPS.

Em verdade, praticamente todos os envolvidos diretamente na campanha de Eliziane Gama estão engajados na candidatura de Haddad, mesmo a irmã sendo “vigiada” vinte e quatro horas por líderes evangélicos que não aceitam a sua declaração de voto ao candidato petista.

Nesta sexta-feira, Eliziane Gama usou a sua rede social do Twitter e postou uma mensagem, digamos, cifrada. Confira.

William Waack: O maior adversário de Jair Bolsonaro é ele mesmo

O candidato do PSL procura amenizar danos causados por ele e seus aliados à própria campanha

O fenômeno - Bolsonaro: com 49 milhões de votos, o deputado é o primeiro líder de direita desde Carlos Lacerda (Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

No seu Painel WW, o jornalista William Waack faz uma análise das estratégias de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad para a reta final das eleições. Enquanto o PT busca um fato político que sirva de justificativa à própria derrota, a campanha do PSL tenta minimizar os prejuízos na própria imagem. Uma coisa é fato: caso o cenário apresentado pelas pesquisas de intenção de voto se concretize, não haverá lua de mel para Bolsonaro, avalia o jornalista ex-âncora do Jornal da Globo. Confira.

MONTENEGRO: “Só um tsunami poderia fazer Bolsonaro não ganhar”

A afirmação é do presidente do Ibope, Augusto Montenegro. Na mais recente pesquisa, Bolsonaro (PSL) apareceu com 57% das intenções de voto contra 43% de Fernando Haddad (PT).

Bolsonaro: presidente do Ibope afirma que o cenário aponta hoje para a vitória do candidato do PSL na disputa contra Fernando Haddad (NurPhoto/Getty Images)

A declaração de Carlos Augusto Montenegro foi dada durante em entrevista ao Broadcast Político/Estadão, ele afirma que o cenário aponta hoje para a vitória do candidato do PSL na disputa contra Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018. “A grande dúvida, como não haverá debate na TV e os fatos são esses que estão acontecendo, é qual vai ser a diferença (para Haddad)”, diz Montenegro.

As informações são do site da revista Exame.

SEGUNDO TURNO: O Maranhão entre “Bozo” e “Andrade”

Numa eleição já considerada a mais atípica de toda a história republicana do Brasil, e em alguns aspectos até bizarra, chega-se no segundo turno com os dois candidatos não somente mais votados, claro, mas também os mais rejeitados pelos brasileiros.

Tal como no Brasil inteiro, no Maranhão a divisão do eleitores entre Jair Bolsonaro-17 e Fernando Haddad-13 é uma realidade, goste-se ou não dela. A democracia quis que fosse assim.

Segundo uma apurada reportagem do G1, no Maranhão Haddad venceu em 214 das 217 cidades do Maranhão no 1º turno das eleições de 2018. Bolsonaro ganhou apenas São Pedro dos Crentes, Imperatriz e Açailândia, todas as cidades localizadas na Região Sul do estado.

Na mesma reportagem, o site de notícias G1 traz outros dados interessantes, tipo:  “na capital São Luís, Fernando Haddad venceu em quatro regiões contra duas de Bolsonaro. O candidato do PT venceu na zona rural e na região central da cidade, enquanto o candidato do PSL ganhou na maioria das áreas consideradas nobres da capital.”

Nenhum outro candidato a presidente conquistou uma cidade maranhense além dos dois candidatos que agora se enfrentam no segundo turno.

Brasil dividido, Maranhão dividido, a sociedade dividida!

Não é possível prever com o mínimo de possibilidade de acerto que país teremos a partir de 1º de janeiro de 2019.

Quem for eleito presidente terá que ter muita, mais muita habilidade para tentar unir o país. Aliás, mais do que isso: juntar os cacos de uma não que nunca mais foi a mesma desde a eleição presidencial de 2014, quando o candidato tucano derrotado Aécio Neves subjugou a democracia a não aceitar o resultado daquele pelito e depois aprofundou a crise ao liderar o famigerado processo de impeachment da então presidente reeleita Dilma Rousseff.

Numa eleição já considerada a mais atípica de toda a história republicana do Brasil, e em alguns aspectos até bizarra, chega-se no segundo turno com os dois candidatos não somente mais votados, claro, mas também os mais rejeitados pelos brasileiros.

Candidatos que os brasileiros, que adoram brincar com coisa séria, resolverem alcunhar, um de “Bozo”, e outro de “Andrade”.

É nessa complexa e inusitada conjuntura nacional que o Maranhão está inserido, e dependendo dos resultado das urnas pode melhorar ou piorar a sua situação, ainda mais com um governador ideologizado como o “nosso”.

Como diria a minha tia-mãe Flozinha: “Só a misericórdia”.

LAURO JARDIM: Briga no reino evangélico maranhense 17

Foto: Jorge WIlliam | Agência O Globo

Eliziane Gama, senadora eleita pelo Maranhão, com farto apoio evangélico, recebeu um pito do pastor Pedro Audi Damasceno, chefe das Assembleias de Deus do Maranhão, por ter declarado voto em Fernando Haddad. Damasceno gravou um áudio em que diz que nenhum evangélico “pode nem deve atender” ao pedido de Eliziane para votar no petista.

Sem dizer de onde tirou a informação, Damasceno chega a dizer que Haddad “vai fechar igrejas” e repete a mentira de que Manoela Dávila disse que Jesus é gay.

Fonte: Blog do Lauro Jardim.

SEGUNDO TURNO: Dirigente petista sai em solidariedade à Eliziane Gama

Senadora eleita Eliziane Gama : solidariedade petista.

A dirigente estadual do PT, bibliotecária e professora Berenice Gomes, divulgou um texto em solidariedade à deputada federal e senadora eleita pelo PPS, Eliziane Gama, por entender que a parlamentar, que é evangélica, “está sendo desautorizada pela sua condição de mulher”, a declarar apoio ao candidato petista a presidente da Republica Fernando Haddad –  a cúpula da Igreja da Assembleia de Deus publicou nota desautorizando apoio da parlamentar ao candidato do PT.

Embora faça parte de um grupo de mulheres petistas que foram resistentes ao nome de Eliziane Gama no primeiro turno das eleições sob o argumento da irmã ter votado a favor do impeachment da Dilma, a mudança de posição de Berenice Gomes pode ser, eu disse “pode ser”, uma forma das feministas da “partida” fazer uma espécie de autocrítica pelo sectarismo anterior num momento em que o PT precisa mais do que nunca eleger Haddad presidente do Brasil.

É aquela história: antes tarde do que nunca.

A segui a íntegra da nota da petista Berenice Gomes (sem edição).

Solidariedade à Deputada e Senadora eleita Elisiane Gama!

Certamente as pessoas irão estranhar esta minha posição e outras precipitadamente irão dizer que eu estou manifestando apoio e solidariedade à Elisiane pelo fato de ela ter declarado apoio ao Haddad no 2o turno e porque  a minha solidariedade se sustenta em 3 pontos:

1. A Deputada Elisiane está sendo desautorizada pela cúpula da igreja, mas a sua posição faz parte do compromisso político com o Grupo liderado pelo Governador Flávio Dino, portanto, não se trata de uma posição individual. Eu e outras companheiras do PT, tivemos a oportunidade de indaga-lá pessoalmente sobre a sua posição de ter votado a favor do impeachment da presidenta Dilma e a mesma argumentou que como líder do PPS, seu partido, ela não tinha como deixar de seguir a sua posição. Foi a própria Elisiane quem relatou ao buscar diálogo com as mulheres do PT para buscar apoio à sua candidatura ao senado, ocasião na qual tivemos um diálogo franco intermediado por duas amigas da sua assessoria; ela não teve o nosso apoio e soube respeitar a nossa decisão,.

2) Elisiane está sendo desautorizada pela sua condição de mulher, pois infelizmente as pressões sobre as mulheres ocorrem não apenas na cúpula das igrejas pentecostais, mas em partidos e em diversas organizações sociais também. Quantas de nós não somos chamadas atenção pela nossas posições próprias? Lógico que as decisões, sobretudo na política, são coletivas. Mas poucos questionam a posição adotada pelo Pastor de desautorizar publicamente uma representante do povo, ainda que a mesma tenha sido eleita sem o meu voto e da grande maioria das mulheres dos movimentos sociais, do meu partido, o PT e de toda a esquerda. Ela poderia ter sido chamada ao diálogo ao invés de desautorizada.Esta posição compromete a própria igreja e constrange boa parte de seus membros e líderes.

3) Elisiane tem posição firme ainda que esta não seja a minha mesma posição! Ela paga o preço! Foi o que ocorreu na votação a favor do impeachment da Presidenta Dima, quando ela era pré-candidata à prefeita de São Luis resultado foi pífio, após ter sido eleita a Deputada Federal mais votada. É de conhecimento público que a senadora Elisiane teve o apoio massivo da igreja evangélica, assim como é público, notório e lícito o apoio do Governador Flávio Dino que foi essencial para a sua eleição. Nas regras do jogo político nao há nada que a condene. Há sim, uma tentativa clara de desautoriza-la, certamente, porque a sua posição é diferente dos que decidem sem critérios e passando por cima de uma senadora que teve prestígio político e eleitoral. Falo isso como mulher é como pertencente de uma família de Assembleianos na qual conheci os ensinamentos cristãos desde o meu nascedouro até aos 17 anos quando eu residia em Pedreiras, na época do saudoso Pastor Meton Soares. Foi nesta época que eu conheci de perto o funcionamento da igreja, inclusive discordei da sua doutrina sobre os usos e costumes. Meu pai, Firmino Soares da Silva, um líder evangélico, sindicalista e de organizações sociais, foi candidato a vereador em 1982 e não teve o apoio oficial da igreja, mesmo assim encarou as urnas e foi eleito. Não vou entrar no mérito da hierarquia e da doutrina da igreja, mas no método e na forma como uma mulher pública, Deputada Federal e recém eleita Senadora foi tratada pelo líder da igreja!  Se há discordância sobre a posição política tomada por ela que haja respeito pelo que ela representa! Chamar para conversar era necessário e não expor uma mulher que também é líder.

Finalmente, registro que além do método autoritário e constrangedor para uma grande maioria dos fiéis que não concordam com esta postura de um líder que ao tentar envergonhar uma Senadora acaba revelando os acordos de como elegeu a sua filha Deputada Estadual e muitos fieis e a sociedade em geral, desconheciam, o mesmo também falta com a verdade e faz calúnias sobre o candidato do PT Haddad, inclusive plausíveis de medidas judiciais. Inverdades estas que merecem respostas ponto a ponto.
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!

Elisiane, a sua batalha na política, assim como de outras mulheres, não é fácil, assim como não foi fácil enfrentar as calúnias pelas suas escolhas na vida pessoal.

Seja qual for a sua posição final, você tem o meu respeito!

Berenice Gomes

LIBEROU GERAL: PSDB decide liberar diretórios para escolher entre Haddad e Bolsonoaro 6

O PSDB, através do presidente nacional Geraldo Alckmin, informou nesta terça-feira (9) que o partido não apoiará Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o tucano, a partido também não vai compor o governo de quem vencer.

O anúncio foi feito após reunião da Executiva Nacional do PSDB. Ex-governador de São Paulo, ele disputou a eleição presidencial pela segunda vez e ficou em quarto lugar – recebeu 5.096.349 votos (4,76%).

Segundo Alckmin, a cúpula do PSDB decidiu liberar os diretórios estaduais da legenda e os filiados para fazer a escolha que quiserem.

As informações são do G1.

Secretario-geral do PPS e coordenador da campanha de Eliziane Gama prega voto contra Bolsonaro e declara apoio a Haddad 2

As declarações de Gledson Brito aumentam a polêmica sobre a posição da senadora eleita em relação ao segundo turno da eleição presidencial, já que num primeiro momento ela  declarou voto a Haddad.

O secretário geral do PPS e coordenador da campanha da senadora eleita Eliziane Gama, historiador e professor Gledson Brito, usou suas redes sociais para pregar voto contra o o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e declarar apoio ao candidato petista Fernando Haddad (PT).

“Enquanto agente político e secretário geral do PPS declaro que sou crítico do PT, mas que entendo que a agenda defendida pelo candidato Jair Bolsonaro é uma afronta à democracia e a tudo que defendo. Por isso formalmente ajudarei e apoiarei Fernando Haddad”, postou no Twitter.

O professor afirmou ainda que fará “campanha ostensiva contra Bolsonaro”.

As declarações de Gledson Brito aumentam a polêmica sobre a posição da irmã em relação ao segundo turno da eleição presidencial, já que num primeiro momento Eliziane Gama declarou voto a Haddad, mas foi imediatamente desautorizada pelos “coronéis” e “mercadores” evangélicos que desejam patrulhar a postura da senadora eleita.

Pelo que apurou o Blog do Robert Lobato, porém, a adesão a candidatura Haddad deve ser seguida de uma grande estrutura política e eleitoral que sustentou a campanha dentro do eleitorado da irmã, inclusive no setor evangélico, onde deve surgir muitas frentes aos eleitores de Bolsonaro.

É aguardar e conferir.