Carlos Brandão: De vice-governador a estafeta político 12

O vice-governador chegar na cara dura e oferecer mundos e fundos quando não ameaças subliminares a prefeitos, deputados, vereadores etc, é algo abonável do ponto de vista ético

O ainda vice-governador Carlos Brandão (PRB) caminha para se tornar uma figura folclórica da política maranhense.

Antes um político bem articulado, secretário de Estado, deputado federal até chegar ao segundo posto mais importante do executivo estadual, Brandão atualmente é a expressão de um homem público que desce ladeira a baixo e pode cair em decadência se perder a compostura e o rumo.

É que o vice-governador passou a se prestar, mesmo estando fora do PSDB, a assediar prefeitos e demais lideranças tucanas na tentativa de esvaziar o partido e levá-los para a base do governo de qualquer jeito.

Ora, tudo bem que Carlos Brandão se movimente no sentido de esvaziar o PSDB para enfraquecer o senador Roberto Rocha, faz parte do jogo.

Contudo, que tivesse pelo menos a decência de fazê-lo ainda estando no partido, disputando por dentro e não filiando-se a outra legenda para, de fora, seduzir lideranças para colocá-las no colo de Flávio Dino. Isso não é papel de um político decente, pelo amor de Deus!

O vice-governador chegar na cara dura e oferecer mundos e fundos quando não ameaças subliminares a prefeitos, deputados, vereadores etc, é algo abominável do ponto de vista ético.

Agindo assim, Brandão deixa de ser um vice-governador de Estado e passa ser tão somente um estafeta politico.

Para não dizer coisa mais feia…