OPINIÃO: Sobre o futuro governo Jair Bolsonaro 4

Sem trégua das esquerdas e da grande mídia, aquela que a imprensa “progressista” apelidou de PIG (Partido da Imprensa Golpista), Bolsonaro vai formando o seu governo basicamente em negociações com as bancadas setoriais do Congresso Nacional, com pouca interlocução com os grandes partidos tradicionais.

Vamos lá.

O deputado federal fluminense Jair Messias Bolsonaro, de 63 anos, foi eleito presidente da República com 57.797.847 (55,13% dos válidos).

Para início de conversa, vamos admitir: sendo Bolsonaro ou Haddad eleito, o Brasil “ressacado” das eleições estaria neste mesmo clima de acirramento politico, pois o pleito de 2018 foi deslocado para os extremos.

Imaginemos o professor Haddad eleito presidente. Alguém tem dúvidas de que se os assim chamados “Bolsomínios” estariam estéricos, loucos, criticando, esperneando e conspirando contra o presidente petista vitorioso?

Pois é. Haddad perdeu. Eleito foi Bolsonaro.

Ora, se temos uma crise de legitimidade personificada na figura do presidente Temer, agora coisa muda de figura: temos um presidente legal e legitimamente eleito, goste-se ou dele.

A rigor, ninguém pode se dizer “surpreso” pelos nomes indicados para integrar o futuro Governo Federal.

Candidato de perfil conservador e de direita, eleito presidente Jair Bolsonaro está sendo fiel ao que disse antes e durante a campanha. Tivesse fazendo algo ao contrário e ganhando elogios de setores da esquerda, o capitão estaria praticando estelionato eleitoral.

Sem trégua das esquerdas e da grande mídia, aquela que a imprensa “progressista” apelidou de PIG (Partido da Imprensa Golpista), Bolsonaro vai formando o seu governo basicamente em negociações com as bancadas setoriais do Congresso Nacional, com pouca interlocução com os grandes partidos tradicionais.

Críticas aqui e ali por indicação de alguns nomes, penso que o presidente eleito poderia tido maior cuidado com duas das principais pastas: Saúde e Educação.

Para a primeira foi indicado Henrique Mandetta, investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 no contrato para implementar um sistema de informatização na saúde em Campo Grande (MS), no período no qual foi secretário. Pegou mal.

Já para a Educação foi indicado colombiano Ricardo Vélez. O fato de ser colombiano é o menos grave, já que o filósofo está radicado no Brasil há muitos anos.

O maior problema do senhor Ricardo Vélez é o fato de levar para um Ministério tão sensível, como é o do Educação, uma carga ideológica muito pesada. O que menos a educação brasileira precisa são de batalhas ideológicas, enfrentamentos com setores organizados do setor e radicalização de posições como o projeto da tal “Escola sem Partido”.

Outro setor que o “Mito” pode ter problemas é no Ministério das Relações Exteriores. O diplomata Ernesto Araújo – não se sabe se também foi indicado pelo doidão do Olavo de Carvalho -, tem posições o tanto quanto polêmicas para quem vai exercer um cargo cujo titular precisa de muito equilíbrio e jogo de cintura nas tratativas com outras nações e organismos internacionais.

Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo têm que entender que o Brasil não é os Estados Unidos, que o presidente eleito não é Donald Trump e o futuro chanceler não um secretário de Estado com poderes como têm os americanos que ocupam a chancelaria estadunidense.

Esses três futuros ministro, portanto, podem ser as principais fontes de dores de cabeça para Bolsonaro, caso leve a cabo todas as suas concepções enquanto cidadãos.

De qualquer forma, cabe aos brasileiros que votaram e não votaram em Bolsonaro torcer para que o país dê certo e que daqui a quatro possam avaliar, aprovar ou reprovar o futuro governo nas urnas novamente.

Todo governo merece uma trégua.

Inclusive o de Jair Bolsonaro.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

PS. Em breve faremos uma análise específica sobre a equipe econômica indicado por Bolsonaro, com o “general” Paulo Guedes à frente. Aguardem.

Ministro saudita diz que morte de jornalista foi ‘grande erro’

Diplomata ainda afirmou que não sabe onde está o corpo de Jamal Khashoggi, mas acredita que relação de Riad com EUA não será afetada

Khashoggi era um crítico do poder saudita e trabalhou para o jornal ‘The Washington Post’ Foto: Hasan Jamali / AP

via O Estado de S.Paulo

O ministro saudita das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, afirmou neste domingo, 21, que não sabe onde está o corpo de Jamal Khashoggi. Ele classificou a morte do jornalista como “um grande erro”.

Em um entrevista ao canal Fox News, Al-Jubeir disse que os líderes sauditas acreditavam inicialmente que Khashoggi havia deixado o consulado em Istambul, onde foi visto pela última vez em 2 de outubro.

Mas depois dos relatórios que as autoriddes árabes receberam do governo da Turquia, da Turquia”, deu-se início a uma investigação que determinou que o jornalista foi assassinado na representação diplomática.

“Não sabemos, em termos de detalhes, como aconteceu. Não sabemos onde está o corpo”, disse o chanceler, que destacou a prisão de 18 membros do consulado. “Foi o primeiro passo de uma longa jornada.”

Relação da Arábia com os Estados Unidos ‘resistirá’, afirma diplomata

Al-Jubeir acredita que a relação entre Washington e Riad “resistirá” a esta questão e garantiu que o príncipe Mohamed Bin Salman não teria sido informado sobre a operação, que tampouco teria sido autorizada pelo regime. Ele garantiu que o rei Salman está “determinado” a fazer os responsáveis pela morte do jornalista “prestarem contas”.

“As pessoas que fizeram isto, fizeram fora do alcance de sua autoridade. Obviamente, um grande erro foi cometido e €o que agravou o erro foi a tentativa de acobertar”, disse o diplomata. “Isto é inaceitável em qualquer governo. Infelizmente, estas coisas acontecem. Queremos garantir que os responsáveis sejam punidos e queremos assegurar que temos procedimentos estabelecidos para evitar que volte a acontecer.”

Em entrevista ao Washington Post, Donald Trump ​acusou o regime árabe de estar mentindo sobre o assassinado de jornalista, mas saiu em defesa do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

“Ele é visto com uma pessoa que pode manter as coisas sob controle. Eu digo isso de uma maneira positiva”, disse o presidente, que ainda sugeriu que os oficiais de inteligencia não provaram que MBS tenha papel direto na morte do jornalista. / AFP e W.Post

EUA decidem se retirar de novo da Unesco por seu ‘viés anti-Israel’

A retirada do país, que não faz repasses à organização desde a entrada da Palestina, será em 2018

Via El País

Cumprindo sua ameaça, os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que irão se desligar da Organização das Nações Unidas para Educação, a Cultura e as Ciências (Unesco), em protesto contra o reconhecimento da Palestina como membro pleno dessa instituição. Washington considera que a Unesco, com sede em Paris, tem um claro viés anti-Israel, algo que a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, vem denunciando desde que assumiu o cargo.

A decisão se tornará efetiva em 31 de dezembro de 2018. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar “profundamente” a decisão do Governo norte-americano, que em 2011 já havia suspendido o pagamento das suas contribuições. A alta funcionária, perto do final do seu mandato, considera que a decisão afetará o “universalismo fundamental” para o trabalho da organização nos tempos atuais, marcados por um “aumento do extremismo violento e do terrorismo”.

“O trabalho da Unesco é crucial para reforçar os laços do patrimônio comum da humanidade frente às forças do ódio e da divisão”, afirmou Bokova. “Em momentos nos quais a luta contra o extremismo violento exige renovados investimentos em educação e no diálogo entre as culturas para prevenir o ódio, é profundamente lamentável que os EUA se retirem da agência das Nações Unidas que lidera nessas questões”, acrescentou ela em um longo comunicado.

O recente reconhecimento da Cidade Velha de Hebron (Cisjordânia) como Patrimônio da Humanidade foi a gota d’água para o Governo de Donald Trump, que além disso busca formas de reduzir suas contribuições financeiras ao sistema da ONU como um todo. A primeira reação das Nações Unidas foi de preocupação pela medida anunciada pelo Departamento de Estado.

A ideia dos EUA é permanecerem na Unesco apenas na condição de observadores. O anúncio coincide com o processo de sucessão para a direção do organismo, no qual os principais aspirantes são a ex-ministra francesa de Cultura Audrey Azoulay e o diplomata catariano Hamad Bin Abdulaziz Al-Kawari.

O precedente de Reagan

Não é a primeira vez que os EUA deixam a Unesco. Já havia acontecido durante a presidência do também republicano Ronald Reagan (1981-89), quando Washington acusou a organização de adotar uma política favorável aos interesses da União Soviética, além de tachá-la de corrupta. George W. Bush recolocou os EUA em seus quadros 15 anos depois, por considerar que ela havia atenuado seu viés contrário ao Ocidente e a Israel.

O último litígio dos EUA com a Unesco se arrasta desde o Governo do democrata Barack Obama, que em 2011 passou a reduzir o financiamento à instituição em represália à admissão dos palestinos como membros plenos. Desde então, a dívida de Washington com a Unesco chega a 500 milhões de dólares. Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, os EUA elevaram o tom de suas críticas à organização.

A Unesco é conhecida por seu programa mundial para a preservação do patrimônio cultural. A agência financia também projetos no âmbito da educação nos países mais pobres do planeta, com iniciativas dirigidas ao empoderamento das meninas. Também conta com programas destinados à proteção da liberdade de imprensa e inclui entre suas atividades a conscientização sobre os horrores do Holocausto.