Em editorial, Estadão trata do ego de Lula

O Blog do Robert Lobato reproduz editorial do Estadão sobre a carta do ex-presidente Lula em apoio a Fernando Haddad, publicada pelo líder-maior do PT nesta semana.

O editorial é muito duro com Lula, mas tem razão em alguns pontos.

O Blog do Robert Lobato irá comentar, à luz do editorial do Estadão, sobre a carta do ex-presidente, que se encontra preso em Curitiba (PT).

Por enquanto fiquem com o texto do jornal que já declarou apoio a Jair Bolsonaro.

O ego de Lula

Lula não consegue soar democrático nem quando isso poderia favorecer o campo petista. Sua carta é uma reafirmação das mistificações que fazem de Lula um dos demagogos mais perniciosos da história nacional.

O Estado de S.Paulo 25 Outubro 2018 | 05h00 Por mais que o PT tenha se esforçado para fingir que seu candidato à Presidência, Fernando Haddad, não é um mero preposto de Lula da Silva, há algo que nenhum truque de marketing será capaz de mudar: o PT sempre foi e continuará a ser infinitas vezes menor do que o ego de Lula. Na reta final da campanha eleitoral, justamente no momento em que Haddad mais se empenha para buscar apoio fora da seita lulopetista, o demiurgo de Garanhuns, decerto inquieto na cela em que cumpre pena por corrupção, resolveu divulgar uma carta para exigir – a palavra adequada é essa – que todos reconheçam a inigualável grandeza de seu legado como governante e que votem no seu fantoche se estiverem realmente interessados em salvar a democracia brasileira, supostamente ameaçada pelos “fascistas”.

O tom da mensagem é o exato oposto do que seria recomendável para quem se diz interessado em angariar a simpatia daqueles que, embora não tenham a menor inclinação para votar em Jair Bolsonaro (PSL) para presidente, tampouco gostariam de ver o PT voltar ao poder. Para esses eleitores, somente se o PT reconhecesse, de maneira honesta e sem adversativas, seu papel preponderante na ruína econômica, política e moral do Brasil nos últimos anos, cujos frutos mais amargos foram o empobrecimento do País e a desmoralização da política, talvez houvesse alguma chance de mudar de ideia. Mas isso é impossível, em se tratando de Lula da Silva, que se considera o mais importante brasileiro vivo e o maior líder que este país jamais terá.

Na carta em que diz que “é o momento de unir o povo, os democratas, todos e todas em torno da candidatura de Fernando Haddad, para retomar o projeto de desenvolvimento com inclusão social e defender a opção do Brasil pela democracia”, Lula não reserva uma única vírgula ao desastre econômico do governo de Dilma Rousseff, outra de suas inesquecíveis criações. Ao contrário: afirma que Dilma sofreu impeachment em razão de uma imensa conspiração de “interesses poderosos dentro e fora do País”, incluindo “todas as forças da imprensa” e “setores parciais do Judiciário”, para “associar o PT à corrupção” – omitindo escandalosamente o fato de que Dilma foi cassada exclusivamente por ter fraudado as contas públicas com truques contábeis e pedaladas. O petrolão, embora tenha sido motivo mais que suficiente para que o PT fosse defenestrado do poder para nunca mais voltar, não foi levado em conta no processo.

Como jamais teve compromisso real com a democracia – que pressupõe respeito a quem tem opinião divergente, para que seja possível o consenso – e também nunca reconheceu a legitimidade de nenhum governo que não fosse o seu ou de seus títeres, Lula não consegue soar democrático nem quando isso poderia favorecer o campo petista. A carta, ao contrário, é uma reafirmação de todas as mistificações que fazem de Lula um dos demagogos mais perniciosos da história nacional.

Lá estão as patranhas que tanto colaboraram para fazer do antipetismo um movimento tão sólido e vibrante, conforme atestam as pesquisas de opinião. Lula, sempre no plural majestático, diz que “fizemos o melhor para o Brasil e para o nosso povo” e por isso “tentam destruir nossa imagem, reescrever a história, apagar a memória do povo”. O sujeito desse complô, claro, é indeterminado, mas unido no que Lula chamou de “ódio contra o PT”. Tudo porque, diz Lula, “tiramos 36 milhões de pessoas da miséria”, porque “promovemos o maior ciclo de desenvolvimento econômico com inclusão social”, porque “fizemos uma revolução silenciosa no Nordeste” e porque “abrimos as portas do Palácio do Planalto aos pobres, aos negros, às mulheres, ao povo LGBTI, aos sem-teto, aos sem-terra, aos hansenianos, aos quilombolas, a todos e todas que foram discriminados e esquecidos ao longo de séculos”. Nada mais, nada menos.

Esse panegírico só serve para mostrar que Lula é mesmo incorrigível – e que seu arrogante apelo para “votar em Fernando Haddad” e assim “defender o estado democrático de direito” contra a “ameaça fascista que paira sobre o Brasil” não vale o papel em que está escrito.

FARRA: Imprensa nacional repercute o “Mais Capelães” 4

Governador do MA triplica contratações de capelães com salários de até R$ 21 mil

O Governo do Maranhão continua a estampar na mídia nacional com pautas negativas.

Agora a bola da vez foi o programa “Mais Capelães” que ganhou o noticiário brasileiro contrariando o discurso de posse de Flávio Dino de que o Maranhão deixaria de ser pauta ruim na imprensa do eixo Sudeste/Sul.

Matéria assinada pelo jornalista Ricardo Galhardo no portal do Estadão, conta que:

“De olho nos votos dos evangélicos, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem estreitado as relações com os grupos religiosos do Estado. Nos últimos meses, Dino aumentou de 14 para 50 o número de capelães contratados pelo governo estadual. A maioria dos novos cargos foi entregue a líderes evangélicos, alguns deles filiados a partidos da base de Dino”

O assunto ganhou parte dos debates nas últimas semana, na Assembleia Legislativa do Maranhão, após a deputada Andrea Murad denunciar a farra dos capelães no governo Flávio Dino, que em apenas um dia foram criados mais de 10 cargos para o quadro da Polícia Civil, somando mais de 50 cargos à capelania em plena vésperas das Eleições 2018.

Considerado “articulador de recrutamento de capelães”, cabe ao ex-vice-governador Pastor Porto garimpar lideranças religiosas para alcançaram a Capelania. Aliás, nas horas vagas Porto exerce o cargo secretário de Relações Institucionais na Região Tocantina.

O fato é que é capelão que engancha no Governo do Maranhão.

E o contribuinte é quem paga a farra.

Em livro, Lula se diz pronto para ser preso e que o preço a ser pago historicamente é a mentira contada agora 2

‘A Verdade Vencerá – o povo sabe por que me condenam’ será lançado na próxima sexta-feira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que está pronto para ser preso. O ex-presidente lança na sexta-feira o livro “A Verdade Vencerá – o povo sabe por que me condenam”, assinado por ele, no qual se defende das acusações da Operação Lava Jato e faz um balanço a atual conjuntura política. Lula nega a intenção de se exilar para fugir da condenação de 12 anos e 1 mês de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, e faz críticas à presidente cassada Dilma Rousseff, admite que o presidente Michel Temer, chamado de “traidor” soube resistir melhor do que a petista.

“Eu não preparo o espírito. Eu sou um homem de espírito leve. Tudo isso faz parte da história (…) Há duas instâncias superiores que a gente pode recorrer e vamos recorrer. Eles vão tomar a decisão e estou pronto para ser preso. É uma decisão deles”, diz o petista.

No livro, que é assinado pelo próprio Lula e será lançado sexta-feira, 16, em São Paulo, o ex-presidente adianta o discurso político que será usado para seus seguidores, o do preso político, injustiçado, que um dia será absolvido pela história.

“O preço que vai ser pago historicamente é a mentira contada agora”, diz Lula. “Eles querem prender? Prendam, paguem o preço”.

O livro da editora Boitempo é fruto de três entrevistas feitas pelos jornalistas Juca Kfouri, Ivana Jinkings, Gilberto Maringoni e Maria Inês Nassif em fevereiro deste ano.

(Fonte: Estadão)

Artistas e intelectuais francesas criticam ‘puritanismo’ de campanha contra o assédio 4

Manifesto defende a ‘liberdade de importunar’ dos homens, que consideram ‘indispensável para a liberdade sexual’

A atriz Catherine Deneuve assinou manifesto contra “puritanismo”.

via Estadão

Cerca de cem artistas e intelectuais francesas lançaram nesta terça-feira, 9, um manifesto no qual criticam o “puritanismo” da campanha contra o assédio surgida por conta de casos envolvendo o produtor Harvey Weinstein, e defendem a “liberdade de importunar” dos homens, que consideram “indispensável para a liberdade sexual”.

“O estupro é crime. Mas o flerte insistente ou desajeitado não é um delito, nem o cavalheirismo uma agressão machista”, disseram personalidades como a atriz Catherine Deneuve, a escritora Catherine Millet, a editora Joëlle Losfeld e a atriz Ingrid Caven, em manifesto publicado no jornal Le Monde.

As artistas disseram que “não se sentem representadas por esse feminismo que, além das denúncias dos abusos de poder, adquire uma face de ódio aos homens e sua sexualidade”, em alusão ao movimento #MeToo (“eu também”), que surgiu para denunciar nas redes sociais casos de abusos machistas.

As mulheres também se referem a esse movimento como “justiça sumária”, que julga homens “cujo único erro foi ter tocado um joelho, tentado roubar um beijo” ou “falar de coisas ‘íntimas’ em um jantar profissional”.

Apesar de reconhecerem que o caso Weinstein deu lugar a uma “tomada de consciência” sobre violência sexual contra as mulheres no contexto profissional, lamentam que agora sejam favorecidos os interesses dos inimigos da “liberdade sexual” e dos extremistas “religiosos”.

O escândalo de abusos do produtor Harvey Weinstein, revelado em outubro pelo jornal americano The New York Times, suscitou uma onda de denúncias por parte de muitas atrizes que acusaram atores como Kevin Spacey e Dustin Hoffman.