Brasil Frutt: um exemplo de empreendedorismo e sucesso

Não apenas pelo conjunto da obra, mas também pelos pequenos detalhes, que a Brasil Frutt a cada dia se consolida no seu setor, expandido ainda mais os seus negócios, gerando empregos, renda, impostos e que é mais simbólico: expressando a força e talento do empreendedor brasileiro, nordestino e, no caso da família Louredo, do povo cearense

Empreender é, para muitos, uma vontade, um desejo ou mais do que isso: é a busca do sucesso de transformar o sonho do negócio próprio em uma realidade.

Mas, claro, não basta apenas vontade, desejo ou tão somente sonhar. Alcançar o êxito de um negócio seja do porte que for, micro, pequeno, médio ou grande, requer muitas habilidades e capacidades do empreendedor.

Paciência, perseverança, visão, foco, liderança, o famoso jogo de cintura político etc, fazem parte de um extenso e complexo “menu” de quem deseja ser um homem ou uma mulher de sucesso no mundo empresarial.

Essas habilidades e capacidades estão presentes num empreendedor com “E” maiúsculo chamado Francisco Gonçalves Louredo, um cearense da cidade de Russas, localizada à beira do rio Jaguaribe e conhecida como a terra da laranja.

Entre as décadas de 1960 e 1970, em plena cidade de São Paulo, Francisco Louredo, ao lado sua esposa Francisca da Silva Louredo, deram início a que hoje é chamada de Brasil Frutt, uma empresa que comercializa Frutas Secas, Castanha de Caju, Amêndoas, Pistaches, Castanha do Pará, Temperos, Conservas, Azeites, Bacalhau, Pêssegos em Calda, Doces, enfim, um rol de produtos cuja extrema qualidade é característica principal.

O desafio de uma empresa familiar

Senador Tasso Jereissati entre o jovem empresário Lincoln Louredo e o seu pai Francisco Louredo, fundador da Brasil Frutt.

A Brasil Frutt é um “case” de sucesso não apenas no ramo que atua, mas principalmente no que convencionou-se chamar de “empresa familiar”.

Quem é atua no ramo organizacional, seja como empresário, consultor, assessor ou funcionário, sabe que empresas familiares costumam ter vida curta no momento em que os proprietário confundem o negócio com questões domésticas. Ou ainda quando os filhos acham que “meter” a mão no caixa da empresa é normal “porque a empresa é da minha família e se é dela é minha também”.

Na Brasil Frutt, porém,  há uma cultura que separa as relações domésticas das missões, metas e objetivos da empresa.

Não obstante ser gerida conjuntamente com os filhos do casal Francisco e Francisca Louredo, entre eles o jovem Lincoln, o que prevalece no ambiente empresarial da Brasil Frutt é o profissionalismo, foco em resultados, criatividade, humildade e muito respeito à história que fez deste empreendimento o que ele é há mais quatro décadas.

Não apenas pelo conjunto da obra, mas também pelos pequenos detalhes, que a Brasil Frutt a cada dia se consolida no seu setor, expandido ainda mais os seus negócios, gerando empregos, renda, impostos e o que é mais simbólico nessa história de sucesso organizacional: expressado o talento do empreendedor brasileiro, nordestino e, no caso da família Louredo, do povo cearense.

Vida longa a Brasil Frutt e ao grupo Louredo.

Estamos construindo uma sociedade de idiotas inteligentes

As competências necessárias para protagonizar mudanças no mundo vão bem além da inteligência – e elas não estão sendo exigidas dos alunos

Uma coisa que já percebi que diferencia os alunos americanos dos brasileiros é a obsessão dos americanos por notas. Não todos eles, mas a maioria não se contenta apenas em passar na disciplina. Eles querem a melhor nota, estão em busca do GPA (Grade Point Average), a nota média de todas as disciplinas cursadas que, teoricamente, vai abrir as portas das melhores oportunidades de emprego quando se formarem.

O GPA, assim como o Enem/Enade no Brasil, é uma métrica que simboliza o aproveitamento acadêmico do aluno. Na maioria das vezes, é baseado no conhecimento adquirido e algumas competências desenvolvidas. O método de ensino está fortemente baseado nestes instrumentos. Podemos dizer que uma coisa está dando certo, o quociente de inteligência (QI) vem aumentando ano após ano desde a segunda guerra mundial. Na média mundial em países desenvolvidos, o crescimento chega a 3 pontos por década. Este dado é tão significativo que podemos dizer que se uma criança de hoje fizesse este teste de QI há três gerações seria considerada um gênio.

É importante ter instrumentos que medem o desempenho, a sociedade de um modo geral vem depositando muita fé apenas nestas métricas, a julgar pela reação dos alunos a qualquer menção que possa afetar o GPA deles. Com duas gerações de gênios seria de esperar que nossa sociedade estivesse bem melhor do que estamos hoje, com os problemas de pobreza resolvidos, melhor adaptados para as mudanças climáticas ou livres de discriminações de qualquer espécie. O motivo por não estarmos melhores é que, nos dias de hoje, o QI continua sendo tão importante quanto no século passado, mas não mais importante quanto outras competências, como a criatividade, sabedoria, inteligência emocional ou habilidades sociais, nada disso medido por QI.

O psicólogo Robert Sternberg da Cornell University declarou que estamos construindo uma sociedade de idiotas inteligentes. Seu argumento é que o sistema educacional direciona os jovens para as melhores universidades baseado nos resultados dos testes, muito parecidos com a forma como se mede QI, mas estes jovens não estão efetivamente fazendo as mudanças significativas e necessárias para tornar o mundo melhor, justamente porque nunca lhes disseram que as competências necessárias para protagonizar estas mudanças, e que vão bem além da inteligência, nunca foram medidas, consequentemente nunca foram exigidas deles.

Não vamos colocar em cheque o sistema de ensino, até porque ele cumpre o papel a que se propõe. No entanto, isso não é suficiente. Os chamados changemakers, os protagonistas das mudanças de impacto não são apenas inteligentes. Sua capacidade de perceber a realidade à sua volta, de identificar oportunidades em nichos de atividades não explorados, de ser empático à realidade alheia, de mostrar quem é por meio de ações ao invés de palavras, de demonstrar controle em meio ao caos e à crise, de transmitir calma e serenidade as pessoas à sua volta da mesma forma como as energiza quando é necessário, de entender como as partes se interconectam para formar o todo, entre outras características, todas marcantes, não são formadas pelo sistema de ensino formal.

Posso dizer, baseado em todos os meus anos de experiência docente e auxiliando empreendedores nascentes, que pouquíssimos dos meus alunos com alto GPA se tornarão estes changemakers. Vão ser excelentes funcionários, sem a menor dúvida, mas foram levados a acreditar que a inteligência vai ser a ferramenta de transformação que eles almejam provocar. Quando a realidade mostrar a crueza de suas limitações pode ser tarde demais. A saída? O algo a mais. Junto com a educação formal, ou logo depois de se formar, complementar sua formação com o desenvolvimento de outras competências, preferencialmente por meio de métodos diferentes do ensino tradicional, ter um mentor, viajar, conhecer pessoas diferentes, se desafiar, tentar e errar, aprender arte, aprender línguas, explorar outros sentidos, ampliar a diversidade do seu repertório de experiências. (Empreendedorismo: Confira uma lista com 10 brasileiros que te inspirarão).

Não deixe de lado um bom desempenho no ensino formal, pois é o que permite você entrar no jogo, mas é o ‘algo a mais’ que vai te ajudar a ganhar o jogo.

(Fonte: Administradores.com)