EMAP: Wellington fala em “caixa-preta”. E está correto!

A Emap é considerada uma “mãe” por tudo que pode oferecer para ajeitar aliados políticos e resolver questões práticas: uma despesa aqui, um pagamento acolá, uma tenebrosa transação mais adiante e por vai.

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) trouxe à tona uma questão de fundamental importância envolvendo a EMAP (Empresa Maranhense de Administração Portuária).

O parlamentar tucano questionou ao governador Flávio Dino sobre o destino dos R$ 80 milhões e cobrou uma justificativa para essa transferência financeira sem qualquer motivo aparente.

“De acordo com as denúncias que recebemos, o Estado do Maranhão, jamais repassou recursos à sua estatal administradora do Porto do Itaqui. Todas as suas instalações e seus empreendimentos foram executados com recursos federais ou sob o modelo de arrendamentos privados. Como é que agora Flávio Dino vem exigir que R$80 milhões sejam repassados para o Tesouro Estadual? A população quer saber para onde foram os R$80 milhões que Flávio Dino pegou da EMAP. Respeite a população do nosso Estado, Governador! Aprenda que os recursos públicos não são seus e não podem ser alterados por sua única vontade. Respeite a lei. Respeite os maranhenses”, disse Wellington.

A Emap é considerada uma “mãe” por tudo que pode oferecer para ajeitar aliados políticos e resolver questões práticas: uma despesa aqui, um acerto acolá, uma tenebrosa transação mais adiante e por vai.

Trata-se realmente de uma verdadeira “caixa-preta” que ao longo dos tempos os gestores têm feito o que bem entendem por lá. Virou uma espécie de “Emapoduto”!

E parece que a coisa ficou mais escabrosa no atual governo comunista do senhor Flávio Dino…

PEGADORES: A transparência embaçada de Rodrigo Lago 6

Para o passado a transparência do governo Flávio Dino e do secretário Rodrigo Lago é límpida e cristalina, mas para o presente é embaçada e turva

Dentre as muitas farsas existentes no Maranhão reveladas pela Operação Pegadores, da Polícia Federal, a política de transparência do governo Flávio Dino (PCdoB), sob o comando do advogado Rodrigo Lago, merece uma atenção especial.

Antes de virar “comunista”, Rodrigo Lago era um tucano convicto e anti-esquerdista inveterado, crítico ferino do Lula e demais petistas.

Ao desembarcar no governo do PCdoB, porém, o causídico mudou da água para o vinho e hoje afastou-se de antigos amigos e até dos familiares de tanta paixão aflorada pelo patrão comunista.

Mas, voltando à questão da transparência, a impressão é que ela sob o senhor Rodrigo Lago só funciona para corrigir malfeitos de governos anteriores. É como se dissesse: “a preocupação é com malversações do dinheiro público praticadas nos governos passados, a farra pode continuar à vontade no atual governo”.

Basta acessar o “Portal da Transparência” do governo Flávio Dino e atestar não haver registros, por exemplo, dos gastos da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares da Saúde (Emserh). Detalhe: a empresa é a fonte pagadora dos “400 fantasmas” que a Polícia Federal afirma existir no âmbito do governo do Maranhão. Isso sem falar da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), outra caixa-preta da “República Comunista do Maranhão”.

Resumo da opereta: Para o passado, a transparência do governo Flávio Dino e do secretário Rodrigo Lago é límpida e cristalina, mas para o presente é embaçada e turva.