ELEIÇÕES 2018: Conheça o perfil e as chances dos pré-candidatos que querem governar o MA 23

O ano de 2017 está chegando ao fim e os anjos anunciam a chegada de um novo ano.

Entre mortos e feridos, pode-se considerar sobrevivente que enfrentou e venceu as intempéries deste ano. E que ano!

Em 2018 teremos eleições para o governo do estado.

Nesse sentido, o Blog do Robert Lobato arrisca traçar o perfil de cada um dos pré-candidatos e pré-candidatas ao Governo do Maranhão, inclusive de Flávio Dino (PCdoB), e fazer uma análise sobre as chances dos mesmos frente ao projeto de reeleição do comunista. Vamos lá.

Flávio Dino 65 – O governador ainda goza do fato de ser o favorito na disputa de 2018. Eu disse “ainda”, pois há uma visível e perceptível queda de popularidade do comunista pelo Maranhão afora. Isso porque Flávio Dino faz um governo muito aquém das expectativas geradas a partir da sua eleição em 2014. Trata-se de um governo mediano, sem muitas novidades, sem criatividade, nenhum projeto estruturante de grande porte, cujas obras entregues até aqui são praticamente do governo anterior. Sem falar que o gestão comunista é uma tragédia na articulação política e medíocre na comunicação. Como estamos falando de uma eleição para governo que tende ser de dois turnos, Flávio Dino corre o sério risco de “rodar” em 2018 e, quiçá, nem mesmo ir para o segundo turno, o que é pouco provável, mas não deixa de ser uma possibilidade.

Roseana Sarney 15 – Com quatro mandatos de governadora no currículo, a pré-candidata do MDB ainda é um incógnita. O seu grupo jura de pés juntos que a “Guerreira” será candidata, ainda que ela mesma faça questão de deixar no ar o suspense se disputará ou não um quinto mandato. Roseana Sarney tem partido, grupo político consolidado, experiência e conhece cada liderança política dos 217 municípios deste estado. Conta a lenda que ela tem um “caderno” com o nome de todos as lideranças do interior do Maranhão. Ocorre que só o currículo, o carisma e esse tal “caderno de lideranças” não são suficientes para fazer a “mdebista” entrar de cabeça no processo eleitoral de 2018. Roseana quer garantias de que pelo menos terá presença num eventual segundo turno. O cientista Antônio Lavareda está fazendo uma pesquisa/estudo sobre a viabilidade do projeto “Roseana governadora-15”. Se pintar algo tragicamente parecido com 2014, a “Branca” tira pra fora e vai cuidar da vida lá pras bandas dos Estados Unidos e deixará todo o grupo Sarney a ver navios dali da casa do Calhau. Mas a maioria do MDB e dos seus aliados afirmam que Roseana será sim candidata a governadora. A conferir.

Roberto Rocha 45 – De volta ao ninho tucano, de onde muitos acham que nunca deveria ter saído, o senador Roberto Rocha é pré-candidato a governador e poderá ser o maior pesadelo do governador Flávio Dino. Eleito na mesma conjuntura de “mudança” do comunista, Roberto foi levado a romper com o seu ex-companheiro de chapa por pura inabilidade do governador que se acha sabido acima da média. Agora no comando de um grande partido, com um candidato competitivo a presidente de República e potencialmente candidato numa grande coligação partidária, Roberto Rocha tem tudo para crescer durante a campanha propriamente dita e surpreender no processo eleitoral. Além de conhecer cada palmo desse estado, saber interpretar o Maranhão em números e estatísticas, Roberto tem feito um excelente mandato de senador e tem muito o que mostrar durante o campanha. O tucano se consolida a cada dia para ser a candidato que irá aglutinar, numa terceira via, os desiludidos com o comunismo de Flávio Dino e desencantados com o sarneysismo de Roseana.

Maura Jorge 19 – Ex-prefeita de Lago da Pedra e ex-deputada estadual, Maura tem um característica fundamental para quem deseja encarar uma eleição majoritária: coragem. A loira dos “zói ingatinhado” quer jogo e está disposta ir mesmo para guerra eleitoral de 2018 pelo Podemos. A única duvida que paira sobre o projeto “Maura governadora-19” é saber se o deputado federal Aluísio Mendes irá mesmo dar a legenda para pré-candidata consolidar a sua candidatura, pois há quem diga que o parlamentar pode dar um “zignal” na mulher por achar que não tem chance de ser reeleger numa chapa liderada por ela. Contudo, se derem asas para Maura a mulher vai longe, pois sabe voar como uma águia.

Ricardo Murad 44 – O ex-secretário de Saúde saiu na frente. Foi o único pré-candidato que encerra o ano de 2017 não apenas com o nome certo para a disputa eleitoral do ano que vem como apresentou, para a sociedade, propostas que constarão no seu plano de governo. Ricardo Murad não pode de jeito nenhum ser subestimado. Inteligente, focado, articulado e experiente, o pré-candidato do PRP tem muito o que mostrar durante a campanha, principalmente o grandioso trabalho que fez quando esteve à frente da Secretaria de Estado da Saúde. Ricardo Mura tem o mérito de debater sobre qualquer assunto que seja provocado, além de não fugir de temas que possam lhe causar algum incômodo. O fato é que mesmo não tendo um partido com tempo no horário gratuito, Ricardo Murad deverá ocupar cada espaço que lhe for oferecido para poder apresentar suas propostas à população, além de fazer da redes sociais a sua grande trincheira de campanha.

Eduardo Braide 33 – Bom, ainda que apareça em todas as pesquisas de intenção de voto para governador, o deputado estadual Eduardo Braide ainda não disse com todas as letras que deseja ser candidato a governador em 2018. Na verdade o deputado vem “surfando” bem na onda do recaal das eleições municipais de 2016 quando surpreendeu meio mundo e por pouco não virou prefeito de São Luis. Ocorre que Braide é inteligente e sabe que a “zebra” de 2016 na capital não é fácil de acontecer em 2018 numa eleição estadualizada. Daí que tem dito que prefere disputar uma vaga de deputado federal e voltar “de com força” na próxima eleição de prefeito em 2020. Seja como for, caso consiga viabilizar um partido ou uma coligação que lhe proporcione um tempo no horário eleitoral, Braide pode dar trabalho para muita gente por aí.

Esta é opinião do Blog do Robert Lobato sobre as pré-candidaturas ao governo do Maranhão.

Na próxima será a dos pré-candidatos ao Senado Federal.

Até lá.

ELEIÇÕES 2018: Dirigente do PT propõe “reavaliação” da aliança com o PCdoB 2

Membro da executiva estadual do PT, Raimundo Teixeira, deixa subentendido que o caminho pode ser candidatura própria do PT em 2018, tese cada vez mais crescente no PT

O dirigente estadual do PT, Raimundo Teixeira, compartilhou em vários grupos da rede social do WhatsApp um texto em que recomenda uma reavaliação da posição do partido quanto o apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), caso os petistas não tenham uma vaga chapa majoritária liderada pelo comunista em 2018.

Mundico Teixeira, como também é chamado, considera que o governador começa dar sinais de que não está mais nos seus planos ter o PT dividindo espaço na chapa majoritária na medida que já escolheu os seus senadores e que trabalha para fazer com que Carlos Brandão continue seu vice, mas por outro partido, já que foi defenestrado do PSDB depois que o senador Roberto Rocha assumiu o comando do partido no estado.

“O governador Flávio Dino, aos poucos monta a sua tática que melhor possibilite a sua reeleição, pelo visto já definida sua Chapa majoritária, com o mesmo atual vice Brandão PSDB, Senadores Zé Reinaldo DEM, e Weverton Rocha PDT (…) É a maneira de minimizar o estrago que seus antigos aliados Roberto Rocha e Sebastião Madeira tentam impor ao governador, lhe retirando a legenda [PSDB]. Já com o PP,  Flávio Dino foi ainda mais rápido e ousado, quando percebeu que o partido mudará de comando, não titubeou, sacrificou um amigo seu (Márcio Jardim) exonerando-o da SEDEL e entregando a mesma ao deputado Fufuquinha, assegurando o novo comando do partido” (sic).

Por fim, o membro da executiva estadual do PT sugere que o partido reavaliei a sua decisão tirada no último congresso de apoiar reeleição de Flávio Dino e deixa subentendido que o caminho pode ser candidatura própria do PT em 2018, tese cada vez mais crescente no PT.

“Nós petista na atual conjuntura não escondemos de ninguém que, o centro de nossa tática é elegermos Lula presidente do Brasil novamente (…) Aqui no Maranhão temos decisão de nosso congresso que, além de Lula, propõe a reeleição do governador Flávio Dino, desde de que o PT faça parte da Chapa majoritária, as últimas decisão de Flávio Dino e do PC do B que no plano nacional lança Manuela D,ávila para presidente, nos dá sinais mais do que claros que sua tática mudou, e é mais que justo nós que temos no PC do B um parceiro estratégico, reavaliemos nossa tese do congresso“, escreveu Mundico.

O nome mais é lembrado para governador pelo PT nas eleições de 2018 é o do ex-superintendente do Incra no Maranhão e ex-presidente estadual do partido, Raimundo Monteiro.

Mas isso é assunto para outra postagem.

ELEIÇÕES 2018: O silêncio dos comunistas maranhenses sobre a pré-candidatura presidencial da “Manu”

O silêncio dos comunistas é muito suspeito, até porque não é do perfil deles manterem-se “mudos” em momentos como esse, afinal trata-se de um ato deliberativo do comando nacional do PCdoB

Uma busca pelas redes sociais e nenhum comentário de comunistas maranhenses notórios como o governador Flávio Dino e o seu “homem forte”, secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política), sobre o badalado lançamento da pré-candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila, a “Manu”, para presidente de República pelo PCdoB, partido de Flávio e Márcio, este último presidente estadual da legenda.

O silêncio dos comunistas é muito suspeito, até porque não é do perfil deles manterem-se “mudos” em momentos como esse, afinal trata-se de um ato deliberativo do comando nacional do PCdoB.

Das duas uma: Ou os comunistas maranhenses sabem que a pré-candidatura da “camarada Manu” é só “miguelagem” visando pressionar a direção nacional do PT e o ex-presidente Lula a apoiar a reeleição do governador Flávio Dino; ou realmente o projeto de candidatura própria comunista para presidente é pra valer e, nesse caso, não conta com apoio da fração do partido no Maranhão.

Nem mesmo na sessão desta tarde, na Assembleia Legislativa do Maranhão, os deputados do PCdoB fizeram um esforço para saudar a pré-candidatura da Manuela D’Ávila.

É estranho, não?

ELEIÇÕES 2018: Petistas fazem agenda com Roseana e mostram que nada está resolvido em termos de alianças

O PT está dividido em pelo menos três posições quando o assunto é o processo eleitoral do ano que vem.

Engana-se quem pensa que já está tudo resolvido no PT maranhense em termos de política de alianças para as eleições de 2018.

Embora o partido tenha participação no governo Flávio Dino (PCdoB), de forma fragmentada é verdade, o PT está dividido em pelo menos três posições quando o assunto é o processo eleitoral do ano que vem.

A primeira defende uma inédita aliança com o PCdoB em apoio à releição do governador Flávio Dino. Os defensores dessa tese, claro, são os atuais ocupantes de cargos na estrutura do governo, todos ligados às forças internas que apoiaram candidatura de Flávio em 2014, incluindo o presidente do partido Augusto Lobato que, aliás, é assessor especial do governador para assuntos aleatórios.

Petistas fazem agenda com a ex-governadora Roseana Sarney.

A segunda posição é que defende uma reedição da aliança do PT com o PMDB em apoio a uma eventual candidatura de Roseana Sarney ao governo em 2018.

Ainda que os simpatizantes dessa posição não a defenda publicamente, pelo ainda, é intensa as movimentações e conversas nesse sentido. Ontem mesmo, um grupo de petistas visitaram a ex-governadora e conversaram sobre os possíveis cenários para as eleições de 2018. Estiveram na reunião com a “Branca” o ex-reitor da Ifma, professor Zé Costa; o ex-prefeito de Belágua, Sargento Adalberto, que sempre foi ligado à resistência petista; e o ex-vice-prefeito de Pinheiro, César Soares.

Por fim, há um crescente sentimento em defesa de candidatura própria do PT ao governo e ao Senado Federal.

Setores importantes e representativos do partido já defendem um projeto 100% petista para o Maranhão em 2018, principalmente depois da exoneração do professor Márcio Jardim da Secretaria de Esporte e Lazer para favorecer o PP do deputado federal André Fufuca, o que gerou indignação não somente do ex-secretário, mas de petistas de várias correntes.

Pela tese da candidatura própria, já está em curso conversas com as correntes Construindo um Novo Brasil (CNB), do deputado estadual Zé Inácio; a Mensagem, do deputado federal Zé Carlos; Piracema, do publicitário Eri Castro e própria corrente do ex-secretário Márcio Jardim, Movimento PT.

O fato é que ainda há muita água para passar por debaixo de ponte petista até as convenções partidárias em 2018.

É aguardar e conferir.

O silêncio de Roseana Sarney tem incomodado Flávio Dino 2

Não por acaso que Flávio Dino partiu para o ataque contra a ex-governadora durante entrevista concedida à Rádio São Luís AM, na manhã desta segunda-feira (9).

O Maranhão todo já percebeu que o governador Flávio Dino (PCdoB) faz de tudo para colocar a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) no ringue eleitoral.

O sonho do comunista é enfrentar a peemedebista numa eleição plebiscitária e continuar na ladainha de combate à oligarquia Sarney.

Ocorre que Roseana ainda não decidiu se concorrerá a um quinto mandato de governadora. A “Branca” está em silêncio sobre as eleições de 2018. E esse silêncio tem incomodado os comunistas, principalmente chefão dos “vermelhos”.

Não por acaso que Flávio Dino partiu para o ataque contra a ex-governadora durante entrevista concedida à Rádio São Luís AM, na manhã desta segunda-feira (9). A narrativa é mesma de sempre. O comunista-mor não consegue falar sobre temas que realmente interessam aos maranhenses, de grandes projetos para o estado.

E não consegue porque Flávio Dino não tem um projeto consiste para o Maranhão. Quase 100% do que está em andamento no estado é herança do governo passado. O que tem sido a marca desse governo é tão somente entrega de viaturas policiais e ambulâncias, além do asfalto sonrisal.

Tudo indica que Roseana Sarney continuará em silêncio sobre o seu futuro político-eleitoral até o primeiro semestre do próximo ano.

Para o desespero e incômodo de Flávio Dino…

ELEIÇÕES 2018: O dilema de Roseana Sarney 4

Para quem goza de uma trajetória marcada por várias vitórias eleitorais consagradoras, Roseana Sarney tende a não aceitar correr o risco de encerrar a sua carreira política amargando uma derrota em primeiro turno para o comunista Flávio Dino, e muito menos de não chegar ao segundo turno em caso de três ou mais candidaturas competitivas.

Não é nada fácil a situação política da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) quando o assunto é a eleição de 2018.

A decisão de ir ou não à busca de um quinto mandato de chefe do executivo estadual tem se tornado um tormento para a peemedebista.

É que Roseana sabe que terá dificuldades em qualquer cenário que se configurar para o processo eleitoral do ano que vem.

Se for Fla-Flu, ela contra Flávio Dino (PCdoB), o comunista pode se considerar reeleito, tanto que ele sonha com essa hipótese.

Se, ao contrário, a eleição for com várias candidaturas, principalmente com Roberto Rocha (PSDB) na condição de candidato da terceira via, a Branca corre o risco de sequer ir para o segundo turno, já que o seu índice de rejeição é muito alto.

Para quem goza de uma trajetória marcada por várias vitórias eleitorais consagradoras, Roseana Sarney tende a não aceitar correr o risco de encerrar a sua carreira política amargando uma derrota em primeiro turno para o comunista Flávio Dino, e muito menos de não chegar ao segundo turno em caso de três ou mais candidaturas competitivas. Eis o grande dilema de Roseana Sarney.

Dessa a forma, é cada mais provável uma eleição plebiscitária no Maranhão em 2018.

Mas isso é assunto para uma outra postagem.