ESPIONAGEM DO GOVERNO: Há motivos para intervenção no estado do MA? 6

Caso não venha uma intervenção federal, que venham observadores de fora do Maranhão para acompanhar o processo eleitoral por estas terras

Setores da oposição ao governo Flávio Dino (PCdoB) entendem que uma intervenção federal no estado do Maranhão se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos que dão conta do aparelhamento da Polícia Militar para espionar e perseguir adversários políticos.

O fato ganhou repercussão nacional expondo para o país uma faceta até então do conhecimento apenas dos maranhenses, ou seja, que não é de agora que o Palácio dos Leões usa as autoridades policiais para espionar/monitorar opositores.

É verdade que uma intervenção federal poderia dar maior segurança e lisura no processo eleitoral, mas caso não ela não ocorra, é de bom alvitre pelo menos a participação de observadores externos para acompanhar as eleições de 2018 no Maranhão.

A mídia governista, claro, tenta desqualificar uma eventual intervenção com a narrativa fajuta de que se trataria de colocar a polícia de Temer nas ruas maranhenses. Balela!

Uma intervenção seria cirúrgica, apenas na Secretaria de Segurança Pública, que hoje está sob suspeição ampla, geral e irrestrita.

Portanto, há, sim!, razões mais do que necessárias para uma intervenção federal no estado.

E se ela não vier, que venham observadores de fora do Maranhão para acompanhar o processo eleitoral nestas terras.

Caso contrário é possível que tenhamos apenas o governador Flávio Dino como candidato, uma vez que os demais candidatos podem desistir de disputar um pleito marcado pelo medo, pela perseguição e por vícios mais diversos.

É aguardar e conferir.

26 anos depois, a musa do impeachment quer voltar 8

Pré-candidata pelo PSDB, Thereza Collor desafia estigma do sobrenome e almeja entrar na vida pública

Gilberto Amendola e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

Em 1992, o Brasil era outro. Filmes como O Guarda-Costas lotavam as salas de cinema, e os brasileiros comemoravam o primeiro ouro olímpico no vôlei masculino. O ano também foi marcado pela ação da Polícia Militar na Casa de Detenção de São Paulo, naquilo que ficou conhecido como Massacre do Carandiru. No campo político, a palavra “musa” era de uso corrente – e, por isso, hoje é quase impossível encontrar um registro sobre Thereza Collor em que a expressão “musa do impeachment” não apareça.

Ela ganhou essa alcunha quando o seu então marido, o empresário Pedro Collor de Mello (que morreu em 1994), denunciou um esquema de corrupção que envolvia o próprio irmão, o então presidente Fernando Collor de Mello. “Ser considerada musa foi uma honra. Mas você quer me lançar como musa da nova política agora, é?”

Thereza Collor, de 55 anos, recebeu o Estado em seu apartamento em São Paulo, na mesma rua onde mora o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na sala, antiguidades adquiridas durante viagens para países do Oriente Médio, Ásia e África dividem espaço com equipamentos de ginástica, como esteiras e bicicletas ergométricas.

A musa de 1992, hoje, é pré-candidata tucana a uma vaga na Câmara Federal. “Não tenho medo. Sei que as pessoas vão ligar meu sobrenome ao impeachment do Collor. Mas tenho a ideia de uma campanha propositiva. Quero fazer parte do novo na política e do processo de renovação do Congresso”, afirmou ela.

Thereza quer ter no combate à corrupção sua principal bandeira de campanha. Apesar disso, ela não parece disposta ao enfrentamento. Diz não concordar, por exemplo, com as propostas mais polêmicas do deputado Jair Bolsonaro, mas evita fazer críticas severas ao pré-candidato do PSL à Presidência. Ela também considera a pré-candidata Marina Silva (Rede) uma política ausente dos grandes debates nacionais, mas faz questão de completar que se trata de “uma pessoa maravilhosa”. Da mesma forma cuidadosa, ela defende a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser preso, mas sem se comprometer com alguma opinião mais incisiva.

Feminismo. Mesmo quando questionada sobre ser feminista ou não, ela prefere o meio termo. “Se você diz que feminista é quem defende a mulher através do diálogo, eu sou feminista. Agora, se você diz que ser feminista é brigar de forma intransigente, eu não sou. Quero o diálogo. Quero o que a mulher tem de melhor: sensibilidade e tato”, disse.

Thereza só deixa transparecer certa emoção ao falar sobre o ex-cunhado, o hoje senador Fernando Collor. Questionada sobre uma eventual nova candidatura de Collor à Presidência, ela provoca: “O presidente Collor tem o direito de querer (ser presidente), mas se naquela época ele teve problemas com um Fiat Elba, agora vai ser com uma Maserati, uma Ferrari. Achei que com o tempo e a maturidade, ele poderia ter aprendido um pouco mais, mas cada um escolhe suas opções”, disse. Sobre a possibilidade de dialogar com Collor caso seja eleita deputada, Thereza diz: “Por enquanto, eu não sou nada. Nesse momento, não posso dialogar com ninguém. Mas se for necessário, investida de um cargo, não me negaria. Acima de tudo, sou uma pessoa educada e civilizada”.

Há 18 anos vivendo em São Paulo, Thereza será candidata pelo Estado que adotou e não por Alagoas, onde já exerceu a função de secretária de Turismo. Ela não tem clareza de como irá financiar a campanha. Não fala, por exemplo, em autofinanciamento, prefere acreditar que irá receber recursos do partido e de doadores.

Nos últimos meses, ela tem se aproximado da vida partidária. Thereza esteve presente no lançamento da pré-candidatura do prefeito João Doria ao governo do Estado. Na ocasião, foi anunciada pelo presidente estadual da sigla, Pedro Tobias. Ao ser convidada a falar, fez menções elogiosas ao PSDB e ao próprio Doria – que, segundo ela, deixou a Prefeitura atendendo um chamado da sigla.

No fim da reunião, foi cercada por militantes que queriam uma selfie com a “ex-cunhada” de Collor, com a musa do impeachment de 1992. Ela não nega uma selfie, mas diz não ser fã das redes sociais. “Tenho uma vida discreta.”

Humanista. Hoje, Thereza é casada com o empresário Gustavo Halbreich e garante viver com conforto. “Não preciso fazer da política uma bancada de negócios. Vou me candidatar porque gosto de desafios e acho que posso colaborar”, afirmou ela, que apresenta um leve tremor nas mãos. Thereza é portadora de um distúrbio neurológico de movimento chamado “tremor essencial”, que ocorre durante atividades simples e podem ser agravado por estresse ou cansaço.

Ela prefere se definir como humanista e diz não se enquadrar na direita ou na esquerda. “Sou humanista, quero dignidade e igualdade para as pessoas”, diz ela, que acrescenta não temer o peso do sobrenome Collor. “Minha vida foi exposta. Ele é parte da minha história. Não vou escondê-lo. O que eu espero é que as pessoas me conheçam.”

‘Redes sociais não têm o poder de eleger ninguém’, diz especialista

Para o especialista em Marketing Digital, a internet não tem a força do rádio e da TV nos rincões no País

Professor Marcos Facó, especialista em redes sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Foto: FGV/ Bianca Gens

Gilberto Amendola, via Estadão

O diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Facó, especializado em marketing digital pela Universidade de Harvard, tem uma má notícia para quem enxerga nas redes sociais o caminho para uma vitória eleitoral: “As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”.

Para ele, o grande problema de quem aposta no poder das redes é achar que o eleitor brasileiro é aquele que vive nos grandes centros. “A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País.” Leia, a seguir, sua entrevista.

Qual será o peso das redes sociais nas próximas eleições?

Sou defensor das redes sociais, mas elas não serão as responsáveis pela vitória de um candidato. A nossa tendência é imaginar que todo mundo usa Waze, Uber, tem smartphone, 4G… Mas o Brasil é muito grande. Fora da bolha de quem mora em grandes centros ou é formador de opinião, o alcance dos meios digitais é muito menor. As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém.

Então, faz sentido os partidos brigarem tanto pelo tempo de TV?

Quando a gente fala do poder de influência das redes sociais estamos falando dos eleitores dos centros urbanos, de universitários, de gente esclarecida e que consome notícias nessas plataformas. Os especialistas ignoram esse recorte e tratam como se todo o Brasil fosse igual. A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País. A comunicação é mais palatável e direta. A pessoa que não tem um grau de formação adequado também tem dificuldade em absorver informações escritas. Até os chamados memes precisam de um background cultural para serem traduzidos.

A impressão é de que nos meios digitais as eleições já começaram.

Sim. Por enquanto, a eleição só começou para uma faixa muito pequena de eleitores. Para os formadores de opinião, o jogo já começou. Portanto, a eleição já é pauta nas redes sociais, mas sua penetração na vida real das pessoas é limitada. A maioria está preocupada, no máximo, com a contusão do Neymar e sua participação na Copa do Mundo. Para fora da bolha do político, do jornalista ou do formador de opinião, as conversas são outras. A eleição não faz parte do conteúdo discutido por outras bolhas. É quase outra língua para elas.

Quem faz política nas redes sociais está falando para quem?

Se você não prestar atenção, você só vai falar para quem gosta de você. Para os políticos alcançarem um retorno real nas redes sociais, eles vão precisar de investimento. Não existe horário eleitoral gratuito nas redes sociais. Para falar com quem não é convertido, os políticos e partidos terão que investir em posts pagos, por exemplo.

Mesmo se o candidato tiver milhões de seguidores?

Milhões de seguidores não quer dizer nada. Os maiores usuários de Twitter, por exemplo, são os jornalistas e pessoas ligadas ao mundo da comunicação. E ainda tem quem diga que o Brasil usa o Twitter… Nem o jovem usa tanto como se imagina. Esses posts que se espalham pelo WhatsApp, Facebook e Twitter são resultantes do trabalho de convertidos. Quem acessa esse material já é o eleitor desse candidato. O impacto em termos de conquista de voto é muito baixo. Não acredito no poder de transformar esse engajamento em voto.

O eleitor mais jovem, aquele que quase não assiste a TV aberta, não pode ser influenciado por esses meios?

Sim, totalmente. Agora, o profissional de marketing não consegue falar, entrar na mesma conversa, não consegue debater com esse jovem. Eles são mais críticos ao status quo e, naturalmente, estão nos extremos do debate político.

Políticos sabem usar a rede?

Políticos não usam bem as redes sociais. O marketing político atinge uma classe pequena, mas acha que está atingindo todo mundo. É difícil pautar as redes sociais quando você não está nos extremos. Tudo parte do amor ou do ódio. Quem está no meio, quem se manifesta num nível mais profundo de discussão, pouco participa desse debate. O barulho é de quem ama e odeia, quem defende ou ataca. O político recebe likes e só ouve elogios. Os críticos são reduzidos. O marketing político é incipiente no digital. Na TV, é mais simples e funciona.

A tecnologia não pode ao menos melhorar a qualidade do voto?

Olha, pessoas que não são tão esclarecidas tornam difícil identificar a razão do voto. Claro, existe o coronelismo, o voto de cabresto, a troca de favores e a venda do voto. A tecnologia não matou o coronelismo. Não matou nada disso. E não matou em razão do baixo nível educacional da população. As pessoas se vendem porque não têm dimensão do que estão fazendo. Existem os “Brasis” que a gente esquece. São as deficiências desses “Brasis” que fazem as coisas serem como são.

As fake news espalhadas pela rede vão inundar a discussão política nos próximos meses?

Tem o mito da fake news… Isso sempre existiu. Mas o que é fake news? Quando um candidato faz uma promessa que todo mundo sabe que não será cumprida, isso é fake news. Até que ponto a plataforma dos candidatos é verdadeira? Vai ser difícil fazer uma curadoria do que é fake ou não. A lógica é: se a fake news me é favorável, minha tendência é replicar; se é desfavorável, vou denunciar. Não vejo as pessoas querendo excluir as fake news. Elas querem excluir as fake news que serão desfavoráveis. Se você fala mal de mim é fake news. É o que o Donald Trump faz. Acredito que será uma campanha tão fake (falsa) quanto as fake news.

TSE publica as últimas resoluções para as Eleições 2018

Lei das Eleições determina o dia 5 de março como prazo final para a regulamentação de regras

Os textos das duas últimas resoluções, discutidas na sessão administrativa do dia 1º de março, foram publicados nesta segunda-feira (5) no DJE. Os documentos também estão disponíveis no Portal do TSE e podem ser consultados em formato PDF.

As resoluções regulamentam as regras da legislação em vigor e servem de balizas que candidatos, partidos, eleitores e juízes eleitorais devem seguir. O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, foi o relator das resoluções, responsável por levar os temas para discussão em Plenário.

Ainda em dezembro de 2017, na sessão administrativa do dia 18, o Plenário aprovou as dez primeiras resoluções sobre os seguintes temas: calendário eleitoral das Eleições de 2018; atos preparatórios para a eleição; auditoria e fiscalização para as eleições; cronograma operacional do cadastro eleitoral para as eleições; pesquisas eleitorais; escolha e registro de candidatos; propaganda eleitoral, uso e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha eleitoral; representações, reclamações e pedidos de direito de resposta; arrecadação e gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e prestação de contas; e modelos de lacres de segurança para urnas e envelopes.

Na semana passada, os ministros aprovaram mais duas resoluções: pesquisas eleitorais e voto impresso. Esta última é uma novidade para este ano e foi aprovada para atender a determinação da Lei nº 13.165/2015, que instituiu a impressão do voto a partir de 2018. A mudança em 100% das urnas deve ser gradual até 2028. De acordo com a resolução, o TSE terá até o dia 13 de abril deste ano para definir a quantidade mínima de seções com voto impresso em cada estado e caberá aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) determinar quais municípios, zonas e seções terão a medida implementada ainda este ano. Assista aqui a sessão completa.

Importante ressaltar que, caso seja necessário, o TSE ainda pode fazer ajustes nas resoluções já aprovadas. Um exemplo é o tema relativo ao nome social de candidatos transgêneros. O Plenário respondeu a uma consulta e firmou o entendimento, pela primeira vez, que o candidato pode concorrer utilizando o nome social, de acordo com o gênero com o qual se identifica (masculino ou feminino). Para tanto, deve comparecer ao cartório eleitoral mais próximo até o dia 9 de maio, data do fechamento do cadastro eleitoral, para informar a situação à Justiça Eleitoral.

Esta questão ainda deve constar da resolução de registro de candidatos, a ser ajustada ao longo das próximas sessões.

O primeiro turno das Eleições 2018 está marcado para o dia 7 de outubro, e o segundo turno para o dia 28 de outubro — respectivamente, primeiro e último domingo do mês, conforme prevê a Constituição Federal. Neste ano, os eleitores votarão para eleger o presidente da República, governadores de estado e do Distrito Federal, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

ELEIÇÕES 2018: Algumas considerações sobre a pesquisa DataIlha 10

A turma do governo pensa que o processo eleitoral de 2018 será o mesmo de 2014 quando Flávio Dino, então a novidade redentora para o Maranhão, poderia fazer o que bem entendesse em termos de pesquisas

Dizendo a nova pesquisa do instituto DataIlha,o governador Flávio Dino (PCdoB) tem mais que o dobro das intenções de voto de sua principal concorrente, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O comunista teria 62,39% dos votos válidos, contra 29,15% da emedebista.

Em seguida viria o deputado Eduardo Braide (PMN) em terceiro lugar com 4,9% e depois aparecem embolados os pré-candidatos Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (Podemos) e Ricardo Murad (PRP) com pouco mais de 1% das intenções de votos.

A turma do governo pensa que o processo eleitoral de 2018 será o mesmo de 2014 quando Flávio Dino, então a novidade redentora para o Maranhão, poderia fazer o que bem entendesse em termos de pesquisas. Não será bem assim, agora que candidato não é mais a “novidade” e sim o governador de fato que terá de mostrar aos eleitores para que veio, quais os resultados da sua gestão e convencer o eleitorado de que de realmente representa a renovação prometida há quatro anos, coisa que não será tão fácil como a máquina de propaganda governista imagina ser.

A pesquisa

Feitas as considerações iniciais acima, o Blog do Robert Lobato parte para alguma considerações sobre o levantamento “camarada” do DataIlha. Senão vejamos.

Para começar, no ofício enviado ao TSE pelo Instituto, para o registro no Sistema Público, como manda a Lei eleitoral, consta que “A área de abrangência da pesquisa será o Município de São Luis do Estado do Maranhão”. Pelo visto a DataIlha não saiu da ilha, fazendo jus ao nome. Certamente vão levar um puxão de orelhas dos contrantes, principalmente do arquiteto desse tipo de estratagema, o secretário Marcio Jerry (Comunicação e Articulação Política), não é mesmo?

Outro ponto: a primeira pergunta, antes mesmo de indagar a intenção de voto, é sobre a avaliação do governador Flávio Dino. Ora, qualquer manual básico de pesquisa ensina que é um erro metodológico citar o nome de um candidato, antes de colocá-lo junto aos demais. Isso já cria um viés. E estranhamente não foi perguntado o gradiente de aprovação, com a clássica pergunta de Ótimo/Bom/Regular/Ruim/Péssimo. Apenas a seca e mal formulada pergunta: “E pensando no desempenho pessoal de Flávio Dino como governador, você diria que: aprova seu desempenho/não aprova seu desempenho? Aqui cabe uma perguntinha inocente: Por que “desempenho pessoal”, e não a “avaliação do Governo?” E repito, essa pergunta foi feita antes da pergunta sobre “Em que (sic) você votaria?”.

Segue-se a pergunta do voto espontâneo, novamente indagando em que (sic) e não em quem o eleitor votaria. Um eleitor mais esperto deveria responder: na urna eletrônica, ora bolas!

A pergunta seguinte, que é a mais importante, a estimulada, mas o Instituto não dá qualquer indicação, no questionário, de que usa o sistema de disco, consagrado universalmente para impedir que qualquer candidato seja beneficiado pela ordem de apresentação dos nomes. Nesse caso, não há como compreender o critério usado, pois certamente não foi o alfabético, já que Flávio Dino aparece logo em primeiro em todas as perguntas. Eduardo Braide viria em primeiro, no critério alfabético.

Por último, e não menos estranho, alguém convença este humilde blogueiro e outros tantos milhões de eleitores maranhenses que o Sistema Difusora, pertencente à família do senador Lobão, pré-candidato à reeleição, arrendada ao deputado Weverton Rocha, pré-candidato a senador, não teve a menor curiosidade em apurar a intenção de voto ao Senado. Nem ao menos uma perguntinha. Ou seja, ao todo 37 cidades visitadas, 30 mil reais gastos (a se acreditar nos dados registrados no TSE) e ninguém se lembrou de perguntar sobre o Senado? Uma emissora de Televisão e Rádio, que tem o compromisso de levar informação ao público?

Só mesmo no DataIlha!

Só mesmo no Maranhão!

Vice de Alckmin, Márcio França busca apoio no PSDB

França, do PSB, tenta atrair deputados estaduais tucanos com o objetivo de ser o candidato único do bloco de sustentação do governador

Márcio França: estratégia é formar uma grande aliança para tentar isolar os projetos individuais de candidatura do PSDB (Divulgação/Assessoria de Imprensa/Divulgação)

Por Paula Reverbel, do Estadão Conteúdo

São Paulo – A sucessão ao Palácio dos Bandeirantes virou palco de disputa entre grupos ligados ao vice-governador Márcio França (PSB) e tucanos ligados ao prefeito João Doria e ao senador José Serra, ambos do PSDB.

França tenta atrair deputados estaduais tucanos com o objetivo de ser o candidato único do bloco de sustentação do governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência. A ideia, contudo, sofre resistência de tucanos, que desde 1995 ganharam todas as disputas ao governo paulista.

A aliados, o governador Geraldo Alckmin afirma que não vai se posicionar sobre a disputa, mas tem dito a pessoas mais próximas que o ideal era não haver mais de uma candidatura dentro da sua base de apoio.

O vice-governador Márcio França convocou a imprensa nesta segunda-feira, 15, para anunciar o primeiro apoio oficial à sua candidatura: o PR.

Segundo contou, outras duas legendas devem ser anunciadas ainda esta semana: Solidariedade e Pros.

A estratégia de França é formar uma grande aliança para tentar isolar os projetos individuais de candidatura do PSDB ao Bandeirantes.

“Eu vou montar o tempo de TV, que é uma das coisas que eu sei fazer bem. Ajudei bastante a campanha do Doria com isso, já fiz várias vezes, em campanhas diferentes”, afirmou à reportagem.

Enquanto tenta atrair os partidos da base, França também tem conversado com deputados tucanos sobre a possibilidade de o PSDB abrir mão de ter candidato próprio, em prol das ambições presidenciais do governador Geraldo Alckmin, que gostaria de contar com o PSB para montar palanques nos Estados.

“As ações do PSDB na esfera estadual precisam estar em consonância com o projeto presidencial de Alckmin, a grande liderança local e nacional do partido”, defendeu o deputado estadual Carlos Bezerra Junior, um dos parlamentares que já aderiu à tese de França.

O vice-governador, que deve assumir o governo em abril caso Alckmin renuncie para disputar o Planalto, tem ressaltado aos colegas do Palácio dos Bandeirantes que trocará os tucanos da equipe caso o PSDB não o apoie. Segundo aliados, ele não está disposto a fazer campanha e, ao mesmo tempo, ter membros de seu governo apoiando um oponente.

Conversas
No fim de semana, França articulou para esvaziar um encontro tucano convocado pelo presidente da Assembleia estadual, Cauê Macris, em favor do prefeito João Doria, previsto para ocorrer nesta terça-feira, 16, às 15h, na sede da Prefeitura.

Dos 20 confirmados na semana passada, oito desistiram, segundo apurou a reportagem. E entre os que devem comparecer, há deputados que pretendem deixar claro que a visita não é um ato de apoio da bancada.

Procurado, Macris informou que o intuito do encontro segue sendo o de convidar João Doria a ser o candidato defendido pela bancada, embora ainda não haja consenso em torno de um nome para o governo.

Quem também teria ligado para esvaziar o anúncio de Macri foi o senador José Serra. O tucano, que já comandou o Estado, teria ligado para José Antônio Barros Munhoz, também da Alesp, e pedido para adiar o encontro. Disse, segundo o deputado estadual, que queria sair candidato ao governo paulista. “Eu respondi que o apoiaria”, informou Barros Munhoz. Procurado, Serra não quis comentar.

O deputado Pedro Tobias, presidente do PSDB estadual, descarta apoiar França, mas reconhece que a situação da candidatura nacional precisa ser definida antes. “Não tem possibilidade nenhuma do PSDB não ter candidato a governador”, afirmou. “Mas o caso federal precisa ser resolvido primeiro.”

Sobre o encontro com Doria, Tobias disse que a bancada também topará participar de reuniões com Serra e com outros pré-candidatos tucano.

“Antes de qualquer decisão, o PSDB tem que estar em sintonia com o desejo do cidadão paulistano e precisa ouvir as principais lideranças do partido: Alckmin, (o ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso e Serra”, argumentou Bezerra. Para ele, todas as possibilidades estão em aberto, incluindo o apoio tucano à candidatura de Marcio França.

Anunciados
Mesmo que muitos nomes estejam circulando, a disputa tem apenas dois pré-candidatos tucanos assumidos: Floriano Pesaro, secretário de Desenvolvimento Social do Estado, e o cientista político Luiz Felipe D’Avila.

“Sou pré-candidato ao governo e, se for necessário, disputarei as prévias do PSDB”, afirmou Floriano. D’Ávila declarou ainda que não abre mão da disputa. “Não vislumbro como possibilidade realista o PSDB não ter candidato próprio em São Paulo”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por que algumas pessoas bem conceituadas resistem em disputar eleição? 14

Muitos quadros qualificados que poderiam sair candidatos nas eleições de 2018 e qualificar o debate político local resistem a essa ideia sempre dizendo: “Deus me livre”

Há um fenômeno interessante em curso na sociedade.

Com o desgaste amplo, geral e irrestrito de partidos e políticos no Brasil, aflorou movimentos que tentam lançar candidatos de fora do mundo da política tradicional como forma de dar uma, digamos, “repaginada” na classe política nacional.

No Maranhão é diferente.

Contudo, percebe-se que muitas personalidades públicas resistem à ideia de candidaturas num momento em que o povo brasileiro clama por nomes novos e novos nomes nas eleições deste ano.

Chega a impressionar como algumas pessoas qualificadas, sérias, éticas e fichas limpas “pulam fora” quando são desafiadas a lançarem-se num projeto de candidatura a esse ou aquele eletivo.

O Blog do Robert Lobato pode citar alguns, tipo: Natalino Salgado (ex-reitor da Ufma); Flávio Braga (advogado e técnico do TRE-MA/TCE-MA); Pedro Maranhão (economista e empresário); Eden Júnior (técnico da CGU); Zé Antônio Heluy (turismólogo e ex-secretário de Estado); Francisco Soares “Chicão” (engenheiro); José Linhares (jornalista) e mesmo o Carlos Lula (advogado e atual secretário de Saúde).

Já outros até tentaram entrar na disputa, mas foram impedidos pelo governador Flávio Dino, entre eles Clayton Noleto e Jefferson Portela, ambos do PCdoB.

O fato é que muitos quadros qualificados que poderiam sair candidatos nas eleições de 2018 e qualificar o debate político local resistem a essa ideia sempre dizendo: “Deus me livre”.

É aquela história: “O mal triunfa sempre que os bons se omitem”.

ELEIÇÕES 2018: Conheça o perfil e as chances dos pré-candidatos que querem governar o MA 23

O ano de 2017 está chegando ao fim e os anjos anunciam a chegada de um novo ano.

Entre mortos e feridos, pode-se considerar sobrevivente que enfrentou e venceu as intempéries deste ano. E que ano!

Em 2018 teremos eleições para o governo do estado.

Nesse sentido, o Blog do Robert Lobato arrisca traçar o perfil de cada um dos pré-candidatos e pré-candidatas ao Governo do Maranhão, inclusive de Flávio Dino (PCdoB), e fazer uma análise sobre as chances dos mesmos frente ao projeto de reeleição do comunista. Vamos lá.

Flávio Dino 65 – O governador ainda goza do fato de ser o favorito na disputa de 2018. Eu disse “ainda”, pois há uma visível e perceptível queda de popularidade do comunista pelo Maranhão afora. Isso porque Flávio Dino faz um governo muito aquém das expectativas geradas a partir da sua eleição em 2014. Trata-se de um governo mediano, sem muitas novidades, sem criatividade, nenhum projeto estruturante de grande porte, cujas obras entregues até aqui são praticamente do governo anterior. Sem falar que o gestão comunista é uma tragédia na articulação política e medíocre na comunicação. Como estamos falando de uma eleição para governo que tende ser de dois turnos, Flávio Dino corre o sério risco de “rodar” em 2018 e, quiçá, nem mesmo ir para o segundo turno, o que é pouco provável, mas não deixa de ser uma possibilidade.

Roseana Sarney 15 – Com quatro mandatos de governadora no currículo, a pré-candidata do MDB ainda é um incógnita. O seu grupo jura de pés juntos que a “Guerreira” será candidata, ainda que ela mesma faça questão de deixar no ar o suspense se disputará ou não um quinto mandato. Roseana Sarney tem partido, grupo político consolidado, experiência e conhece cada liderança política dos 217 municípios deste estado. Conta a lenda que ela tem um “caderno” com o nome de todos as lideranças do interior do Maranhão. Ocorre que só o currículo, o carisma e esse tal “caderno de lideranças” não são suficientes para fazer a “mdebista” entrar de cabeça no processo eleitoral de 2018. Roseana quer garantias de que pelo menos terá presença num eventual segundo turno. O cientista Antônio Lavareda está fazendo uma pesquisa/estudo sobre a viabilidade do projeto “Roseana governadora-15”. Se pintar algo tragicamente parecido com 2014, a “Branca” tira pra fora e vai cuidar da vida lá pras bandas dos Estados Unidos e deixará todo o grupo Sarney a ver navios dali da casa do Calhau. Mas a maioria do MDB e dos seus aliados afirmam que Roseana será sim candidata a governadora. A conferir.

Roberto Rocha 45 – De volta ao ninho tucano, de onde muitos acham que nunca deveria ter saído, o senador Roberto Rocha é pré-candidato a governador e poderá ser o maior pesadelo do governador Flávio Dino. Eleito na mesma conjuntura de “mudança” do comunista, Roberto foi levado a romper com o seu ex-companheiro de chapa por pura inabilidade do governador que se acha sabido acima da média. Agora no comando de um grande partido, com um candidato competitivo a presidente de República e potencialmente candidato numa grande coligação partidária, Roberto Rocha tem tudo para crescer durante a campanha propriamente dita e surpreender no processo eleitoral. Além de conhecer cada palmo desse estado, saber interpretar o Maranhão em números e estatísticas, Roberto tem feito um excelente mandato de senador e tem muito o que mostrar durante o campanha. O tucano se consolida a cada dia para ser a candidato que irá aglutinar, numa terceira via, os desiludidos com o comunismo de Flávio Dino e desencantados com o sarneysismo de Roseana.

Maura Jorge 19 – Ex-prefeita de Lago da Pedra e ex-deputada estadual, Maura tem um característica fundamental para quem deseja encarar uma eleição majoritária: coragem. A loira dos “zói ingatinhado” quer jogo e está disposta ir mesmo para guerra eleitoral de 2018 pelo Podemos. A única duvida que paira sobre o projeto “Maura governadora-19” é saber se o deputado federal Aluísio Mendes irá mesmo dar a legenda para pré-candidata consolidar a sua candidatura, pois há quem diga que o parlamentar pode dar um “zignal” na mulher por achar que não tem chance de ser reeleger numa chapa liderada por ela. Contudo, se derem asas para Maura a mulher vai longe, pois sabe voar como uma águia.

Ricardo Murad 44 – O ex-secretário de Saúde saiu na frente. Foi o único pré-candidato que encerra o ano de 2017 não apenas com o nome certo para a disputa eleitoral do ano que vem como apresentou, para a sociedade, propostas que constarão no seu plano de governo. Ricardo Murad não pode de jeito nenhum ser subestimado. Inteligente, focado, articulado e experiente, o pré-candidato do PRP tem muito o que mostrar durante a campanha, principalmente o grandioso trabalho que fez quando esteve à frente da Secretaria de Estado da Saúde. Ricardo Mura tem o mérito de debater sobre qualquer assunto que seja provocado, além de não fugir de temas que possam lhe causar algum incômodo. O fato é que mesmo não tendo um partido com tempo no horário gratuito, Ricardo Murad deverá ocupar cada espaço que lhe for oferecido para poder apresentar suas propostas à população, além de fazer da redes sociais a sua grande trincheira de campanha.

Eduardo Braide 33 – Bom, ainda que apareça em todas as pesquisas de intenção de voto para governador, o deputado estadual Eduardo Braide ainda não disse com todas as letras que deseja ser candidato a governador em 2018. Na verdade o deputado vem “surfando” bem na onda do recaal das eleições municipais de 2016 quando surpreendeu meio mundo e por pouco não virou prefeito de São Luis. Ocorre que Braide é inteligente e sabe que a “zebra” de 2016 na capital não é fácil de acontecer em 2018 numa eleição estadualizada. Daí que tem dito que prefere disputar uma vaga de deputado federal e voltar “de com força” na próxima eleição de prefeito em 2020. Seja como for, caso consiga viabilizar um partido ou uma coligação que lhe proporcione um tempo no horário eleitoral, Braide pode dar trabalho para muita gente por aí.

Esta é opinião do Blog do Robert Lobato sobre as pré-candidaturas ao governo do Maranhão.

Na próxima será a dos pré-candidatos ao Senado Federal.

Até lá.

ELEIÇÕES 2018: Dirigente do PT propõe “reavaliação” da aliança com o PCdoB 2

Membro da executiva estadual do PT, Raimundo Teixeira, deixa subentendido que o caminho pode ser candidatura própria do PT em 2018, tese cada vez mais crescente no PT

O dirigente estadual do PT, Raimundo Teixeira, compartilhou em vários grupos da rede social do WhatsApp um texto em que recomenda uma reavaliação da posição do partido quanto o apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), caso os petistas não tenham uma vaga chapa majoritária liderada pelo comunista em 2018.

Mundico Teixeira, como também é chamado, considera que o governador começa dar sinais de que não está mais nos seus planos ter o PT dividindo espaço na chapa majoritária na medida que já escolheu os seus senadores e que trabalha para fazer com que Carlos Brandão continue seu vice, mas por outro partido, já que foi defenestrado do PSDB depois que o senador Roberto Rocha assumiu o comando do partido no estado.

“O governador Flávio Dino, aos poucos monta a sua tática que melhor possibilite a sua reeleição, pelo visto já definida sua Chapa majoritária, com o mesmo atual vice Brandão PSDB, Senadores Zé Reinaldo DEM, e Weverton Rocha PDT (…) É a maneira de minimizar o estrago que seus antigos aliados Roberto Rocha e Sebastião Madeira tentam impor ao governador, lhe retirando a legenda [PSDB]. Já com o PP,  Flávio Dino foi ainda mais rápido e ousado, quando percebeu que o partido mudará de comando, não titubeou, sacrificou um amigo seu (Márcio Jardim) exonerando-o da SEDEL e entregando a mesma ao deputado Fufuquinha, assegurando o novo comando do partido” (sic).

Por fim, o membro da executiva estadual do PT sugere que o partido reavaliei a sua decisão tirada no último congresso de apoiar reeleição de Flávio Dino e deixa subentendido que o caminho pode ser candidatura própria do PT em 2018, tese cada vez mais crescente no PT.

“Nós petista na atual conjuntura não escondemos de ninguém que, o centro de nossa tática é elegermos Lula presidente do Brasil novamente (…) Aqui no Maranhão temos decisão de nosso congresso que, além de Lula, propõe a reeleição do governador Flávio Dino, desde de que o PT faça parte da Chapa majoritária, as últimas decisão de Flávio Dino e do PC do B que no plano nacional lança Manuela D,ávila para presidente, nos dá sinais mais do que claros que sua tática mudou, e é mais que justo nós que temos no PC do B um parceiro estratégico, reavaliemos nossa tese do congresso“, escreveu Mundico.

O nome mais é lembrado para governador pelo PT nas eleições de 2018 é o do ex-superintendente do Incra no Maranhão e ex-presidente estadual do partido, Raimundo Monteiro.

Mas isso é assunto para outra postagem.

ELEIÇÕES 2018: O silêncio dos comunistas maranhenses sobre a pré-candidatura presidencial da “Manu”

O silêncio dos comunistas é muito suspeito, até porque não é do perfil deles manterem-se “mudos” em momentos como esse, afinal trata-se de um ato deliberativo do comando nacional do PCdoB

Uma busca pelas redes sociais e nenhum comentário de comunistas maranhenses notórios como o governador Flávio Dino e o seu “homem forte”, secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política), sobre o badalado lançamento da pré-candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila, a “Manu”, para presidente de República pelo PCdoB, partido de Flávio e Márcio, este último presidente estadual da legenda.

O silêncio dos comunistas é muito suspeito, até porque não é do perfil deles manterem-se “mudos” em momentos como esse, afinal trata-se de um ato deliberativo do comando nacional do PCdoB.

Das duas uma: Ou os comunistas maranhenses sabem que a pré-candidatura da “camarada Manu” é só “miguelagem” visando pressionar a direção nacional do PT e o ex-presidente Lula a apoiar a reeleição do governador Flávio Dino; ou realmente o projeto de candidatura própria comunista para presidente é pra valer e, nesse caso, não conta com apoio da fração do partido no Maranhão.

Nem mesmo na sessão desta tarde, na Assembleia Legislativa do Maranhão, os deputados do PCdoB fizeram um esforço para saudar a pré-candidatura da Manuela D’Ávila.

É estranho, não?