Proposta de Pedro Fernandes, destina 60% das novas vagas no ensino médio para educação profissional 2

Fernandes: Promover a expansão do ensino técnico de nível médio é tarefa de elevado interesse nacional. (Foto: Michel Jesus/ Câmara dos deputados)

A Comissão de Educação aprovou proposta que prevê pelo menos 60% das novas vagas no ensino médio público sejam destinadas à oferta da educação profissional técnica articulada com o ensino médio.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), ao Projeto de Lei 5380/16, do deputado Wilson Filho (PTB-PB).

A medida é incluída como estratégia na Meta 11 do Plano Nacional de Educação (PNE – Lei 13.005/14). A meta prevê “Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público”.

Em termos numéricos, considerando o ano de 2024 como o final da vigência do PNE, essa meta representa acréscimo de cerca de 3,5 milhões de novas vagas de ensino técnico em relação às 1,7 milhões existentes em 2015, conforme o relator.

Prazo
O projeto original prevê que até 2020 os sistemas de ensino ofereçam no mínimo 40% das vagas públicas no ensino médio na forma articulada à educação profissional. O substitutivo não fixa prazo.

O relator cita dados do Censo Escolar de 2015, segundo o qual apenas 6% (ou 494 mil alunos) dos 8,2 milhões de alunos matriculados nas escolas públicas estaduais de ensino médio cursavam o ensino médio articulado à educação profissional.

“Ora, parece pouco exequível que esse percentual suba para 40% em 4 anos ou menos, considerando que o horizonte do projeto de lei é o ano de 2020”, disse.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Da Agência Câmara)

DEU NO ESTADÃO: “Piora no ensino marca administrações de 7 governadores que tentam reeleição”. Flávio Dino entre eles…

De 16 governadores que tentam a reeleição, 7 enfrentam queda no Ideb; especialistas defendem adoção de lei de ‘responsabilidade educacional

Renata Cafardo e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

Dos 16 governadores que tentam a reeleição, 7 registraram piora em suas redes de ensino entre 2015 e 2017. Isso aconteceu em Minas Gerais, Bahia, Roraima, Amapá, Maranhão, Amazonas e no Distrito Federal. Segundo tabulação feita pelo Estado, as redes estaduais tiveram queda no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino fundamental ou médio. O Ideb, divulgado semana passada, é o principal indicador de qualidade do ensino brasileiro e junta notas de Português e Matemática com índice de alunos aprovados de cada Estado.

Especialistas em educação e em direito defendem o conceito de responsabilidade educacional, para que governantes sejam punidos em caso de retrocesso na área durante sua gestão. Um projeto de lei sobre o assunto está parado no Congresso.

“É muito injusto com crianças e jovens que políticos sejam reeleitos entregando a educação pior do que receberam”, diz a presidente executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz. Ela defende que haja proibição de reeleição quando um Estado piora no Ideb. “A política social deveria estar no mesmo patamar da econômica. Da mesma forma que temos responsabilidade fiscal no País, precisamos ter responsabilidade educacional.”

O Ideb prevê também a progressão das redes e, por isso, o Ministério da Educação (MEC) estipula metas bianuais. No ensino médio, apenas Pernambuco, em que o governador Paulo Câmara (PSB) tenta a reeleição, atingiu todas as metas. O Estado também aumentou o Ideb nos três níveis. Câmara é o favorito nas intenções de voto, segundo o Datafolha.

Amapá e Maranhão, além de piorarem no Ideb, não atingiram as metas em nenhuma das etapas. No primeiro, Waldez Góes (PDT) aparece em segundo lugar nas pesquisas. Em nota, o governo do Amapá reconhece que os alunos “não aprenderam o suficiente”. Informa também que, entre outras políticas, assinou um convênio com o Ceará para assessoria em programa de alfabetização. O Estado nordestino, em que Camilo Santana (PT) tenta a reeleição, tem o melhor Ideb dos 16 Estados no ciclo do 1º. ao 5º. ano.

Já o maranhense Flávio Dino (PCdoB) tem 43% das intenções de voto no Ibope e é o primeiro colocado. Neste ano, ele aumentou os salários dos professores e o Maranhão tem o maior piso do País, de R$ 5.740. O valor nacional é de cerca de R$ 2.400; em São Paulo, de R$ 2.585. Procurado, o governo informou que há poucos alunos em escolas estaduais de 1º a 5º ano, onde se deu a piora no Ideb. A maioria está na rede municipal. “Falta no Brasil uma cultura de cobrar resultados dos gestores do setor público, como existe no privado”, diz a advogada e presidente executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti. Ela lembra que o Brasil assinou tratados internacionais em que se compromete com a progressão nas áreas sociais.

“O retrocesso no Ideb é motivo para exigir questionamento sobre a má aplicação do piso em educação. Tem de haver qualidade do gasto mínimo”, completa a procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo Élida Graziane Pinto.

Bahia tem o pior Ideb dos 16 analisados

Em campanha, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), declarou que quer a educação como “a grande marca do segundo mandato”. Mas o Estado tem o pior Ideb entre os 16 analisados no ciclo de 6º ao 9º ano e no ensino médio. “O governo Temer está semeando pânico, relevando os aspectos negativos para justificar a desastrada reforma do ensino médio. É uso eleitoreiro de um problema histórico”, disse Costa. Ele o outros governadores reclamaram de o MEC não ter incluído a nota das escolas técnicas – em geral, com melhor desempenho – no Ideb do ensino médio. O ministério alegou que isso impediria a comparação com o ano anterior.

Em meio a uma crise imigratória na fronteira com a Venezuela, a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), enfrenta taxa de rejeição de 62% e, agora, uma queda no Ideb do ensino médio. Em nota, o governo afirmou que há “dificuldade em todo o País em manter a frequência dos jovens, tendo em vista um problema social, e não apenas educacional.”

O Distrito Federal, além de cair no médio, não atingiu a meta do 6º ao 9º ano. Rodrigo Rollemberg (PSB) subiu na última pesquisa Datafolha e está empatado em primeiro lugar com Eliana Pedrosa (PROS). Em nota, o governo diz que, mesmo com a queda, ainda tem umas das melhores notas do País. Entre as redes de governadores que tentam a reeleição, tem o 6º melhor Ideb.

O governo de Amazonino Mendes (PDT) informou que está há 10 meses no cargo e que encontrou um “cenário de professores desestimulados e desvalorizados” no Amazonas. Ele assumiu o cargo depois de novas eleições, convocadas porque José Melo (PROS) foi cassado.

Nenhum estado atinge a meta do Ideb 2017 no ensino médio. Índice avançou apenas 0,1%

No ensino médio, nenhum estado atingiu a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2017. Além disso, cinco estados brasileiros apresentaram redução no valor do índice. Os dados do Ideb foram apresentados nesta segunda-feira, 3, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), durante coletiva de imprensa na sede do MEC.

“Temos um quadro de crescimento nos anos iniciais, especialmente das redes municipais. Tivemos avanços do sexto ao nono ano, mas ainda insuficientes, e uma estagnação do ensino médio, que cada vez mais se distancia da meta. Há uma necessidade muito grande de fazermos logo mudanças estruturantes”, disse o ministro da Educação, Rossieli Soares, destacando a Reforma do Ensino Médio, aprovada no ano passado. “É necessário avançar nessa reforma para trazer este novo ensino médio para o Brasil”, acrescentou.

A presidente do Inep, Maria Inês Fini, destacou a parceria do Instituto com o MEC. “O Inep cria as evidências e o Ministério da Educação estabelece as políticas a partir delas. Esta parceria de interpretação de resultados com a secretaria de educação básica é um fato muito positivo e que acentua o papel do Inep no cenário da educação brasileira”.

Após três edições consecutivas sem alteração, o Ideb do ensino médio avançou apenas 0,1 ponto em 2017. Apesar do crescimento observado, o país está distante da meta projetada. De 3,7 em 2015, atingiu 3,8 em 2017. A meta estabelecida para 2017 é de 4,7. “Foi um crescimento inexpressivo. Estamos muito distantes das metas propostas. É mais uma notícia trágica para o ensino médio do Brasil”, destacou o ministro da Educação, Rossieli Soares.

Até 2015, os resultados do ensino médio, diferentemente do ensino fundamental, eram obtidos a partir de uma amostra de escolas. A partir da edição de 2017, o Saeb passou a ser aplicado a todas as escolas públicas e, por adesão, às escolas privadas. Pela primeira vez o Inep passou a calcular Ideb para as escolas de ensino médio. Apesar do crescimento observado, o país está distante da meta projetada. Neste cenário, cinco estados tiveram redução no valor do Ideb. O registro positivo vai para o Espírito Santo, estado com o melhor desempenho no país.

Anos iniciais – O país segue melhorando seu desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, alcançando, em 2017, um índice igual a 5,8. A meta proposta foi superada em 0,3 ponto. Apenas os estados do Amapá, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul não alcançaram suas metas. O Ceará se destacou, superando a meta proposta para 2017, em 1,4 ponto. Oito estados alcançaram um Ideb maior ou igual a 6,0: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal. Os estados do Ceará, Alagoas e Piauí apresentaram os maiores crescimentos no período. Ainda é possível observar que os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais detêm os maiores Idebs do país nos anos iniciais do ensino fundamental.

Apenas os estados do Rio de Janeiro, Amapá e Rio Grande do Sul não alcançaram a meta proposta nesta edição, mas também é possível observar que o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul têm desempenho no Ideb superior à média nacional. Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Ceará têm as maiores taxas de aprovação. No outro extremo estão Pará, Sergipe e Bahia.

Anos finais – Os resultados do Ideb mostram que, apesar de o país ter melhorado seu desempenho nos anos finais do ensino fundamental, alcançando, em 2017, um índice igual a 4,7, a meta proposta não foi atingida. Das 27 unidades da Federação, 23 aumentaram o Ideb, todavia apenas sete alcançaram a meta proposta para 2017: Rondônia, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Goiás. O registro negativo foi a queda do Ideb nos anos finais do ensino fundamental no estado de Minas Gerais.

Os progressos mais expressivos foram alcançados por Amazonas, Ceará e Mato Grosso. No outro extremo, com pouca evolução no Ideb, Amapá, Roraima e Rio Grande do Sul. Cabe também destaque para os estados de Goiás, Santa Catarina, São Paulo e Ceará com os melhores desempenhos nos anos finais do ensino fundamental.

Melhorar o fluxo escolar continua sendo um grande desafio para o Brasil. Comparando as taxas de distorção idade-série para os anos finais do ensino fundamental em 2015 e 2017, Mato Grosso e São Paulo têm um histórico de baixa retenção e, por isso, o indicador é próximo de 10%. No outro extremo, entretanto, há estados com taxas de distorção idade-série superiores a 40%.

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb, é uma iniciativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para mensurar o desempenho do sistema educacional brasileiro a partir da combinação entre a proficiência obtida pelos estudantes em avaliações externas de larga escala (Saeb) e a taxa de aprovação, indicador que tem influência na eficiência do fluxo escolar. Ou seja, na progressão dos estudantes entre etapas/anos na educação básica. Essas duas dimensões, que refletem problemas estruturais da educação básica brasileira, precisam ser aprimoradas para que o país alcance níveis educacionais compatíveis com seu potencial de desenvolvimento e para garantia do direito educacional expresso em nossa constituição federal.

Também estiveram presentes na coletiva a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Smole, a diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, Luana Bergmann, o diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Marcelo Costa, e a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cecília Mota.

(Assessoria de Comunicação Social)

LEONARDO BOFF: Uma generosidade franciscana do teólogo da libertação 16

O teólogo esteve no estado na condição de assessor de movimentos populares para participar 3º Encontro Interconselhos do Maranhão, realizado em agosto de 2017. Ou seja, o nosso querido e bom franciscano passou um único dia no Maranhão, o que é pouquíssimo tempo para afirmar que Flávio Dino está resgatando o MA.

O teólogo Leonardo Boff é muito mais do que um dos maiores intelectuais do brasil e do mundo.

Antes de mais manda o ex-frade franciscano é um humanista, um militante das boas causas que dão sentido à vida. É também, claro, um militante político e social de esquerda forjado na Teologia da Libertação, corrente do pensamento teológico cristão  fundada, entre outros, pelo próprio Boff, que tem no materialismo histórico marxista a base filosófica/histórica para interpretar a situação concreta do fenômenos sociais, políticos e econômicos da humanidade.

Como todo humanista, Leonardo Boff é uma pessoa generosa, e foi exatamente pela sua generosidade que fez esta declaração pelo Twitter: “Quando chegar o momento de escolher um candidato para Presidente, não vamos esquecer o nome de FlávioDino .Sua ficha é 100% limpa e está resgatando o Maranhão, especialmente pela educação. Estive lá e vi e dou testemunho”.

Como não podia deixar de ser diferente, Flávio Dino e seus asseclas trataram logo de faturar politicamente as palavras de Boff.

Também pelo Twitter, o comunista agradeceu: “Este testemunho, vindo de um dos maiores intelectuais brasileiros, muito me honra. Porém, neste ano escolhi cumprir meu compromisso em impedir que o vil coronelismo volte a se instalar no Maranhão e escravizar a nossa população. Obrigado, Professor Leonardo Boff”.

Ora, está claro que Leonardo Boff não conhece a fundo a educação do governo Flávio Dino. Ele esteve no estado na condição de assessor de movimentos populares para participar 3º Encontro Interconselhos do Maranhão, realizado em agosto de 2017. Ou seja, o nosso querido e bom franciscano passou um único dia no Maranhão.

Então, convenhamos: em apenas um dia não dá para dizer, categoricamente, que Flávio Dino está “resgatando o Maranhão, especialmente pela educação”.

Leonardo Boff é generoso.

ELEIÇÕES 2018: Felipe Camarão ainda é uma incógnita 4

Comenta-se, nos bastidores políticos, que o nome de Felipe Camarão foi uma imposição de agentes externos ao Governo do Estado, mas precisamente de amigos do secretário ligados ao Poder Judiciário federal num acordo que passaria já pela sucessão de um eventual segundo mandato de Flávio Dino

Ainda é cercada de mistérios e especulações a possível desincompatibilização do secretário Felipe Camarão (Educação) para concorrer a um cargo nas eleições de 2018.

O comandante da Seduc chegou a filiar-se ao DEM na perspectiva de se tornar o companheiro de Flávio Dino (PCdoB) na condição de vice-governador no lugar de Carlos Brandão, que perdeu a prevalência de seguir cargo depois que foi catapultado da presidência estadual do PSDB.

Comenta-se nos bastidores políticos, que o nome de Felipe Camarão foi uma imposição de agentes externos ao Governo do Estado, mas precisamente de amigos do secretário ligados ao Poder Judiciário federal num acordo que passaria pela sucessão de um eventual segundo mandato de Flávio Dino com Felipe sentado na cadeira de governador, mas apoiando outro nome, que seria o do seu verdadeiro padrinho por trás do desembarque do secretário no DEM.

Se procedem ou não essas informações, o fato é que Felipe Camarão optou por um silêncio sepulcral sobre o seu futuro até a data limite para se desincompatibilizar da Secretaria de Educação e aventura-se de vez na política eleitoral.

Vale aguardar e conferir.

“Estamos é piorando e nos afastando de todos os outros estados”, afirma José Reinaldo sobre índices sociais do MA 13

O deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) fez duras críticas ao Governo do Maranhão no seu artigo semanal publicado no Jornal Pequeno.

Já no primeiro parágrafo, José Reinaldo Tavares sentencia: “propaganda é bonita, mas nossa realidade é cruel, numa alusão à belezura que o Maranhão é nas peças publicitárias do governo de Flávio Dino (PCdoB), mas na vida real a situação é outra.

Intitulado A questão fundamental 1, o artigo do ex-governador afirma que não adianta colocar a culpa das mazelas do nosso estado em apenas um único grupo político e faz uma avaliação crítica, e ao mesmo autocrítica, já que inclui a sua gestão, dos sucessivos governos maranhenses que, na sua opinião, não deram a devida atenção para as potencialidades do Maranhão, bem como para políticas públicas que realmente elevassem os índices socioeconômicos desta Unidade da Federação.

“E os governantes e grande parte das nossas elites precisam aceitar essa realidade e que não pode querer fazer um jogo político com isso. A saída, para que não se discuta o assunto a sério, é jogar a culpa em um grupo político, ao invés de chamar todos para somar esforços e encontrar a solução. Se continuarmos esse discurso sem sentido de que nós somos o “bem” e os adversários-eles- são o “mal” e continuar a politizar assunto tão sério, só vamos retardar as medidas que teremos que tomar (…) A verdade todos nós, que estivemos no governo e não resolvemos, somos igualmente responsáveis porque não aplicamos políticas que fossem focadas nos centros geradores de nossa pobreza e que fossem ao mesmo tempo, permanentes”, escreveu o parlamentar.

Confira a íntegra do artigo, que é só a primeiro de uma série.

A QUESTÃO FUNDAMENTAL 1

O Maranhão tem tudo para ser um estado desenvolvido, pujante, líder de desenvolvimento na região, uma terra de oportunidades mas não é. A nossa realidade atual está muito longe do que poderíamos ser, do que tanta gente sonhou, e se empenhou. As estatísticas do IBGE estão aí para mostrar que a propaganda é bonita, mas nossa realidade é cruel. Somos o estado brasileiro mais atrasado do país com os piores indicadores sociais, com consequências terríveis para o nosso povo.

E os governantes e grande parte das nossas elites precisam aceitar essa realidade e que não pode querer fazer um jogo político com isso. A saída, para que não se discuta o assunto a sério, é jogar a culpa em um grupo político, ao invés de chamar todos para somar esforços e encontrar a solução. Se continuarmos esse discurso sem sentido de que nós somos o “bem” e os adversários-eles- são o “mal” e continuar a politizar assunto tão sério, só vamos retardar as medidas que teremos que tomar. Isso é apenas um escapismo fácil para tirar a nossa responsabilidade, afinal isso vai nos dar um discurso que funciona durante um certo tempo, mas, no melhor da festa, vem o IBGE com as estatísticas que mostram que, na verdade, estamos é piorando e nos afastando de todos os outros estados, que estão melhores do que nós. Assim temos futuro? Nenhum, pois a desigualdade aumenta, a pobreza aumenta, a educação piora, e na verdade, não pode melhorar por mais que se esforcem os responsáveis porque, para que isso tivesse êxito, seria preciso mexer nas causas primárias formadoras de nossa pobreza e nada foi feito que permitisse mudar as coisas.

Na verdade todos nós, que estivemos no governo e não resolvemos, somos igualmente responsáveis porque não aplicamos políticas que fossem focadas nos centros geradores de nossa pobreza e que fossem ao mesmo tempo, permanentes.

Assim, hoje, além da terrível realidade de termos mais de 50% de nossas famílias sobrevivendo precariamente graças a esse programa imprescindível que é o Bolsa Família, temos mais um dado gritante e vergonhoso que derruba todo a nossa propaganda.

O IBGE publicou o Rendimento Mensal Domiciliar Per Capita, por estado. O que é isso? É a soma dos rendimentos de todos as pessoas que moram na mesma casa, ou seja todo o dinheiro que entra na casa, em salários, pensões, aposentadorias, bolsas de estudo, aluguéis, rendimentos de poupança, e outros, divido pelo total de moradores da residência, incluindo crianças e outras pessoas sem qualquer fonte de renda. E os valores são nominais, sem descontar a inflação do período.

E aí regredimos muito pois quando deixei o governo haviam dois estados piores que nós, pois estávamos melhorando rapidamente. Vejam que o salário mínimo é de 937 reais e no Maranhão a renda de tosas as pessoas da casa, não de uma pessoa, é de 597 reais quase a metade de um salário mínimo. E para evidenciar ainda mais a nossa incúria, as famílias de Alagoas que vem em seguida tem 658 reais, as do Pará 715 reais, e salve, salve, as do Piauí 750 reais, ou seja 153 reais a mais que as do Maranhão. Estamos ficando para trás, rapidamente.

A maior do Brasil é a do DF com 2.548 reais e a do Rio em crise total é de 1.445 reais.
Será que isso não tem solução? Tem sim, e eu e outras pessoas, estamos trabalhando em um projeto já aplicado com absoluto sucesso em outras partes do mundo, que nos remete a um caminho seguro para mudarmos esse estado de coisa.

Esse projeto ficará pronto na terça feira próxima e em breve será apresentado. Essa união nos dá muita esperança.

URGENTE: STF define a questão de pagamento de honorários advocatícios em ações de FUNDEF

Cabe agora aos Gestores regularizarem as suas contratações e agir de acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público, que reconhece a possibilidade de se contratar escritórios para atuar especialmente em nome dos Entes Públicos

No final do ano passado, após longa discussão do judiciário, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL finalmente decidiu, em definitivo, pela possibilidade do pagamento dos honorários advocatícios em ações de FUNDEF.

Ao analisar o Recurso ARE nº 1050028 (Município de Ibimirim/PE), em novembro do último ano, o STF definiu que a vinculação dos Precatórios de FUNDEF a gastos com a Educação não significa a proibição do pagamento dos honorários aos advogados que atuarem nas ações judiciais.

Agora de forma categórica, o Supremo fortalece o seu já conhecido entendimento de processos anteriores, em que negou os pedidos do Governo Federal de proibir o pagamento aos advogados, a exemplo dos processos ARE nº 1.048.960 (Município de Pacatuba/SE) e RE nº 1.031.708 (Município de Brejo da Madre de Deus/PE).

Na prática, o STF apenas reconheceu o entendimento já pacificado pelo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA de que é possível o pagamento dos honorários e que isso não caracteriza “desvio de finalidade” (ainda que os Precatórios de FUNDEF sejam verba da educação). Segundo o Tribunal, sem a atuação de advogados o Município jamais receberia um centavo sequer de crédito e a sua remuneração com parte desse valor não é “desvio de finalidade” (ex: REsp nº 1.516.636/PE, Município de Riacho das Almas/PE e REsp nº 1649857/PE, Município de Carpina).

Em relação à questão dos honorários, portanto, não há mais o que se discutir. Cabe agora aos Gestores regularizarem as suas contratações e agir de acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público, que reconhece a possibilidade de se contratar escritórios para atuar especialmente em nome dos Entes Públicos (Recomendação CNMP nº 036/2016).

Fato é que os municípios e a cidadania, de qualquer forma, serão beneficiados com os créditos que tendem a mudar a face da educação pública no Maranhão.

O silêncio de Felipe Camarão é um mau presságio 6

Felipe Camarão parece estar servido de “bucha” para os interesse mesquinhos do Palácio dos Leões nas barganhas politiqueiras e eleitoreiras

O silêncio do secretário de Educação, Felipe Camarão, sobre a sua suposta filiação ao partido de direita Democratas (DEM) é um mau presságio em todos os aspectos. Senão vejamos.

Em primeiro lugar, fica feio para um maior de idade ter que “terceirizar” as suas intenções políticas. Ou seja, do governador Flávio Dino ao presidente estadual do DEM, o sabido do Juscelino Rezende Filho, falam que Felipe vai se filiar ao partido, mas até agora o próprio não deu um pio sobre o assunto.

Em segundo lugar, o silêncio de Felipe pode mostrar que o secretário é só mais um “novo velho”, que se deixa levar pelos interesses mesquinhos e oportunistas do “chefe” e aceita tudo quieto e calado.

Ora, Felipe Camarão não é e nunca foi político, pode até um dia a vir ser, mas até aqui não demostrado apetite pela área.

Se o governador está empurrado goela abaixo uma vocação que o jovem e talentoso secretário não tem é uma outra história.

O fato é que, até o momento, Felipe Camarão parece estar servido apenas de “bucha” para os interesses mesquinhos do Palácio dos Leões nas barganhas politiqueiras e eleitoreiras. Não é possível que o pai “Phil” não veja isso!

Resta saber até quando Felipe Camarão vai se sujeitar a ser a “Olga Simão” de Flávio Dino.

Com todo respeito a ele e à Olga.

Felipe Camarão no DEM?

Até o momento o Felipe Camarão não se manifestou sobre sua ida para o DEM. O silêncio do secretário nos remete a dois adágios populares. O que diz, “quem cala consente”; e outro que diz, “onde há fumaça, há fogo”

O secretário Felipe Camarão (Educação) sempre negou ter pretensões políticas quando questionado.

Ao Blog do Robert Lobato, o chefe da Seduc sempre sustentou que o seu compromisso é fazer um bom trabalho na sua pasta e que eventuais candidaturas não estão nos seus planos.

Pois bem. A imprensa local noticia que Felipe Camarão estaria pronto para desembarcar no Democratas (DEM), possivelmente para ser o possível vice de Flávio Dino ou mesmo o senador do coração do comunista nas eleições de outubro deste ano.

Especulações à parte, não se pode ignorar o fato de que realmente o governador está afoito para ter o DEM no seu palanque para compensar a perda do PSDB.

O que causa estranheza nesse particular, no entanto, é que essa suposta movimentação de Felipe Camarão junto ao partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se dá justamente quando o Maranhão inteiro sabe que deputado federal e ex-governador José Reinaldo está articulando a sua filiação justamente no… DEM!

A se confirmar a filiação de Felipe no DEM significa dois coisas básicas: (1) Flávio Dino deu um “zignal” medonho em José Reinaldo Tavares; (2) Como o DEM no Maranhão é todo fisiológico e nada ideológico, o partido não somente abrirá os braços para receber o secretário de Educação como aceitará acreditar, de “mentirinha”, que a Seduc é sua, embora continue sendo 100% do PCdoB.

Até o momento o Felipe Camarão não se manifestou sobre sua ida para o DEM.

O silêncio do secretário nos remete a dois adágios populares. O que diz, “quem cala consente”; e outro que diz, “onde há fumaça, há fogo”.

É aguardar e conferir.