Sobre o “fechamento” do STF (OU: Bem lembrado, meu caro Gilberto Léda) 20

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido atacado à direita e à esquerda do espectro político nacional e isso não é hoje, apenas a disputa eleitoral para presidente da República deixou o clima mais tenso.

Quem não lembra quando o ex-presidente Lula disse que “nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada”? Ou ainda o não cumprimento da decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, por parte do senador Renan Calheiros (MDB), para afastá-lo da presidência do Senado? Aliás, os próprios ilustres ministros do STF já se engalfinharam várias vezes expondo ao ridículo a instituição.

As declarações de Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável Jair Bolsonaro, também do PSL, sobre fechamento do Supremo Tribunal Federal são de uma improcedência sem tamanho e precisam, claro, ser rechaçadas pelo conjunto da sociedade brasileira.

Assim como devem ser igualmente rechaçadas as palavras do também deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous (PT), pronunciadas em abril deste ano, dois meses antes, portanto, da verborragia de Eduardo Bolsonaro. Disse o petista:

“Nós temos que redesenhar o Poder Judiciário e o papel do Supremo Tribunal Federal. Tem que fechar o Supremo Tribunal Federal. Nós temos que criar uma Corte constitucional, de guarda exclusiva da Constituição, , com seus membros detentores de mandato”.

Em post no seu blog (veja aqui), o jornalista Gilberto Léda lembrou, e bem lembrado, da posição dos dois parlamentares que são de ideologias diametralmente opostas, mas deixaram claro que ao menos em relação ao STF têm visões parecidas ou blefam da mesma forma.

Léda cobrou ainda do governador Flávio Dino a mesma postura dura que o comunista teve ao criticar Eduardo Bolsonaro para o seu companheiro Wadih Damous.

Coisa que o senso de justiça do ex-juiz federal não jamais alcançara…

Flávio Dino tenta polemizar com os Bolsonaros, mas eles nem ‘tchum’ para o comunista 16

A tentativa do governador maranhense em chamar os Bolsonaros para o ringue político faz parte da sua tática para se tornar o principal opositor, à esquerda, de um eventual governo do PSL.

Desde o início do segundo turno da eleição para presidente que o governador Flávio Dino (PCdoB) tenta, sem sucesso, polemizar, primeiro como o próprio candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), agora mais recentemente com o filho do presidenciável, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro, também do PSL.

Pelas redes sociais, o comunista tem batido pesado nas declaração e blefes da família Bolsonaro e classificando de fascistas pai e filho, como mostra a sequência de tuítes a seguir.

“Um filhote de fascista disse que um cabo e um soldado bastam para fechar o Supremo. Não sei o que os ministros acham disso. Só digo que tentem a ousadia. Estaremos lá na porta do Supremo protegendo a democracia. E seremos muitos a esperar os micróbios”, detonou Flávio Dino que também não deixa de carregar o “micróbio” do autoritarismo.

A tentativa do governador maranhense em chamar os Bolsonaros para o ringue político faz parte da sua tática para se tornar o principal opositor, à esquerda, de um eventual governo do PSL.

Contudo, os Bolsonaros nem “tchum” para as provocações do comuna-mor maranhense, o que deve irritá-lo profundamente…