Quem elegeu Bolsonaro? 10

Por Eden Jr.*

Os irmãos Gomes – Cid e Ciro – talvez tenham sido os políticos mais reluzentes a colocar em discussão as razões que levaram Jair Bolsonaro (PSL) a se tornar Presidente da República. Dias depois do encerramento do primeiro turno, em ato favorável ao candidato do PT, Fernando Haddad, o senador eleito pelo PDT, Cid Gomes, afirmou que “quem criou Bolsonaro” foram a arrogância e ausência de mea-culpa dos petistas. Em entrevista à Folha de São Paulo nesta semana, Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado na corrida presidencial, disparou: “o PT elegeu Bolsonaro”.

Convenhamos, Bolsonaro pode até vir a fazer um excelente governo, mas suas credenciais históricas não autorizam tal otimismo. Bolsonaro já deu declarações de cunho homofóbico e de desrespeito às mulheres e aos negros – se ele fala isso em público, imagina “entre os seus”. Ele se disse o novo, embora atue como parlamentar há quase 30 anos e tenha “colocado” três de seus filhos na vida pública. Na Câmara dos Deputados abraçou questões corporativistas e estatistas. Agora, diz ter sido convertido ao liberalismo econômico por seu guru, Paulo Guedes. Bolsonaro – pasmem! – exibiu até um “certo orgulho” na campanha ao afirmar seu completo desconhecimento sobre economia. O presidente eleito relata ser o defensor da moral e da família, embora admitisse ter usado o auxílio moradia para “comer gente”.

Contudo, é forçoso reconhecer – e compreender – que Bolsonaro é um fenômeno eleitoral. Conseguiu chegar ao Planalto em um partido inexpressivo, com pouquíssimos recursos financeiros e tempo de TV, não teve alianças políticas relevantes e nem apoio do grande empresariado ou de sindicatos. Fatores de diferentes dimensões (política, econômica, jurídica e sociológica, entre outras) e de níveis de influências variados determinaram a vitória do pesselista.

Na esfera política, sem dúvida o PT foi o principal responsável. Errou antes e durante a campanha. Nos últimos tempos, o PT quis impor sua versão fantasiosa a respeito de marcantes eventos contemporâneos, afrontando assim a maioria da sociedade, que tem discernimento da realidade dos fatos. Lembram-se dois. O impeachment da ex-presidente Dilma – tratado como “golpe de estado, jurídico ou parlamentar”, ao sabor da ocasião ­–, que apesar das naturais controversas que cercam um episódio dessa magnitude, seguiu a ordem constitucional. O processo do “Triplex”, que resultou na prisão do ex-presidente Lula – tida como condenação “sem provas” ou “injusta”, a depender do palanque – foi conduzido dentro da lei, com ampla defesa e atuação vasta da Justiça (juízes de primeira e de segunda instâncias e de cortes superiores) e do Ministério Público.

O petismo também errou na tática eleitoral. Antes mesmo de definidos os candidatos, já era de se supor que um pleiteante do PT teria extrema dificuldade de vencer no segundo turno qualquer outro adversário, dado o extremo desgaste da legenda. Deveria ter apoiado um candidato de seu espectro político, como Ciro Gomes, que tanto serviu aos governos petistas. Porém, o hegemonismo do PT não permitiu tal gesto.

No segundo turno o partido arvorou-se como o aglutinador de uma aliança democrática, representante de todos que se opunham a Bolsonaro. Todavia, aí a história exigiu responsabilidade dos petistas. Logo eles, que sentenciaram: quem não declarasse voto em Haddad não tinha compromisso com a democracia e que a história iria cobrar quem se omitisse. Mas aonde estava mesmo o senso de responsabilidade histórica do PT ao votar contra: a Constituição de 1988? (que consolidou a redemocratização); o Plano Real? (que estabilizou a inflação crônica, que atingia principalmente os mais pobres) e a Lei de Responsabilidade Fiscal? (que organizou as finanças do país e foi esteio para o crescimento da era Lula) De mais a mais, se quisesse realmente ser a amálgama do espírito democrático, era indispensável que o PT fizesse um mea-culpa inequívoco e público, assumindo seus erros, e angariando, deste modo, a simpatia dos que tinham repulsa a Bolsonaro.

No campo político, o PSDB igualmente, tem sua parcela de culpa pela ascensão bolsonarista. Depois de sair vitorioso das eleições municipais de 2016, elegendo 804 prefeitos, os tucanos condescenderam com casos de corrupção, não perceberam que a sociedade esperava posicionamentos éticos contundentes e foram punidos pelos eleitores. Esse comportamento abriu a brecha para que Bolsonaro e seus adeptos fossem alçados ao posto de antagonistas do PT.

Além da própria Operação Lava Jato, que naturalmente desgastou a reputação da classe política, a atuação imprudente de membros do Judiciário e do Ministério Público também denegriu a imagem dos políticos, trouxe questionamentos sobre a própria parcialidade de investigadores e juízes e sedimentou, no inconsciente popular, uma sensação de desordem total e a necessidade de um “salvador da pátria”. Citam-se, como exemplos, nesse sentido: a divulgação contestável, pelo juiz Sérgio Moro, dos grampos telefônicos de diálogos de Dilma e Lula; os virulentos embates e as contraditórias decisões de ministros do STF e a tresloucada determinação de soltar Lula emitida pelo desembargador Rogério Favreto.

Não se pode esquecer dos efeitos devastadores da gigantesca crise econômica iniciada em 2014, que ainda vivemos, e que foi resultado, em maior parte, das incompetentes políticas econômicas adotadas no governo Dilma, e em menor grau, de efeitos retardados do colapso mundial de 2008. A recessão jogou milhões na fila do desemprego, gerou angustia e desesperança, levou ao descrédito a política tradicional, e adubou a percepção de necessidade “do novo” – seja qual fosse esse novo.

Ademais, deve-se lembrar que, a despeito da maioria dos grandes veículos de comunicação fazer uma cobertura equilibrada da turbulência econômica e política, houve setores que, injustamente, tentaram imprimir a pecha de corrupto unicamente ao PT. Isso fez com que amplas camadas do eleitorado – beneficiadas nos governos Lula – ficassem desiludidas e buscassem um “novo messias” para aplacar suas agruras.

Outrossim, não se pode ignorar um indecifrável clima de insatisfação política geral e difusa da sociedade, que já se pronunciava nas manifestações de julho de 2013, e que agregou sentimentos díspares: esquerdismo exacerbado, conservadorismo de costumes e um latente saudosismo dos tempos de “ordem e progresso” do regime miliar.

Embora o PT tenha sido o principal responsável pela eleição de Bolsonaro, não se pode atribuir culpa exclusiva a essa legenda por evento de demasiada protuberância, como quis a dupla Cid e Ciro. As razões para tal fato perpassam múltiplas instâncias. Agora é serenar os ânimos, com situação e oposição cumprindo suas funções, para que o país deixe para trás a crise e a disputa de 2022 se dê num patamar bem mais elevado. Circunstância que resultará em avanços para o processo eleitoral e para o Brasil.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

O dilema fiscal da América Latina

Por Eden Jr.*

Bastante oportuno o relatório semestral lançado, em meados de abril, pelo Banco Mundial (World Bank) “Ajuste Fiscal na América Latina e Caribe: Dores no Curto Prazo, Ganhos no Longo?”. O documento discute, como questão essencial, o dilema a que os países da região estão submetidos: os impopulares ajustes fiscais trarão resultados positivos para o desempenho da economia nos próximos anos. É notável a mudança de postura do Banco, uma organização multilateral formada por cinco agências que tem como missão reduzir a pobreza e gerar desenvolvimento sustentável. O Banco Mundial, assim como outras instituições globais, geralmente tem compromisso com posturas mais ortodoxas no campo econômico. Nesse estudo, a instituição financeira mostra-se menos convencional (ou mais “progressista”) e admite: (a) que os países devem fazer ajustes fiscais graduais, ou seja, menos rigorosos no curto prazo; (b) a importância dos programas de transferência de renda para a alavancar o crescimento e (c) que os cortes de verbas não podem recair sobre os gastos sociais.

Depois de seis anos de retração, o conjunto da economia da América Latina e Caribe (ALC) parece ter ressurgido em 2017, registrando um crescimento de 1,1% (puxado pela Argentina +2,9% e Brasil +1%), com perspectiva de elevação de 1,8% neste ano e de 2,3% em 2019. Fatores determinantes para o bom resultado do ano passado foram a recuperação do preço das commodities (petróleo, soja e cobre) – produtos largamente exportados pelos países das Américas; expectativa de continuidade do crescimento da China (6,5%) e Estados Unidos (2,3%) – importantes parceiros comerciais do bloco; o ingresso de capital na região (47,5 bilhões de dólares em 2017) e a redução das taxas básicas de juros em vários países – inclusive no Brasil – que ajuda a estimular a economia.

Com o cenário mundial favorável, a questão fiscal emerge como o principal problema macroeconômico para a ALC. Quando se olha para o desastre das contas públicas brasileiras, legado do Governo Dilma Rousseff, com os seus déficits fiscais sucessivos (o Tesouro Nacional anunciou, na última quinta-feira, dia 28, déficit primário em maio de R$ 11 bilhões) e uma espiral permanente de aumento da relação dívida/PIB, pode-se até pensar que esse é um problema particular nosso. Mas não é. Segundo o Banco Mundial, 31 dos 32 países avaliados tiveram déficit global ou nominal (considera todas as receitas e despesas, inclusive o pagamento de juros) em 2017. Granada foi a exceção, sendo o único país do grupo a ter superávit nominal. O Brasil registrou déficit primário (não inclui o pagamento de juros) de 2% do PIB e um rombo nominal de 8% do PIB, a Argentina de 4% e 7% e a Venezuela de 16% e 17%, respectivamente – mas esta última é tida como um pária da América do Sul, que enfrenta uma crise humanitária, resultado, em grande medida, das gestões econômicas destrambelhadas de Maduro e Chávez. No agregado da ALC o déficit fiscal médio é de 2,4% do PIB. Quando se verifica o endividamento das nações, ele também é crescente, com a dívida bruta média ficando em 57% do PIB (a dívida brasileira está em 75% do PIB), mas em países como Jamaica, Barbados, Venezuela, Belize e Antígua e Barbuda, a relação dívida bruta/PIB ultrapassa 80%.

Várias nações começaram a implementar um ajuste fiscal gradual, contudo para o World Bank será necessário: (a) apressar o ajuste fiscal; (b) realizar mais reformas estruturais (especialmente dos sistemas previdenciários) e (c) fortalecer regras fiscais (de acordo com a realidade de cada país). A virtude dos ajustes seria, em tempos bons, abrir espaços nos orçamentos para serem usados em ações contracíclicas (como obras públicas ou programas sociais) em momentos de crise. A idéia é que ao logo do tempo, déficits fiscais baixos reduzam a dívida e levem à manutenção de fenômenos positivos já constatados em quase toda a região como: controle da inflação, diminuição da pobreza e da desigualdade social.

O Banco Mundial assegura que os detestados e procrastinados ajustes fiscais (veja-se o caso do Brasil, em que medidas de contenção estão fora do radar da sociedade, de presidenciáveis e de parlamentares) geram benefícios no longo prazo. O resultado dos testes aplicados, em países da ALC, mostrou que a redução de 1 ponto percentual no déficit fiscal primário em relação ao PIB, gerou queda de 2.0 p.p. na inflação e elevou 0,2% p.p. a taxa de crescimento de longo prazo da economia.

Outras conclusões foram no sentido de que, num processo de ajuste fiscal: (a) é melhor elevar impostos, em vez de cortar investimentos ou reduzir transferências sociais (particularmente para os mais vulneráveis), isso em países com níveis baixos de tributação (o que não é o caso do Brasil e nem do Uruguai, que têm carga tributária de 28% do PIB); (b) os cortes de despesas devem ser graduais – como ocorre na Colômbia – em vez de bruscos e (c) a tesourada nos gastos públicos deve poupar os investimentos – estes são importantes para o crescimento – e as transferências sociais, pois estas ajudam na expansão da economia e no combate à pobreza.

Diante do contexto intricado, o uruguaio Carlos Végh, economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, declarou recentemente: “A situação fiscal é muito frágil. É um grande desafio macro que a região enfrenta hoje”.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

A escalada do dólar

Por Eden Jr.*

Nos últimos dias tomou conta do noticiário econômico a valorização do dólar frente ao real. Contudo, apesar de aparentemente esse ser um movimento pontual, ou que vem se intensificando apenas nos últimos tempos, dados revelam que a ascensão da moeda americana já ocorre há alguns meses, de forma sólida, e que divisas de outros países também vêm se enfraquecendo. Demonstrando assim, que essa é uma tendência mais global do que local. Do começo do ano até o final e abril, o real se desvalorizou 5,23% em relação ao dólar. É a quarta moeda que mais perdeu valor no mundo em confronto com a divisa estadunidense, superada pelo peso argentino (10,29%), pelo rublo russo (8,97%) e pela lira turca (6,76%). Nos últimos 12 meses, o real perdeu 8,84% de seu valor, quando comparado ao dólar – cotações da Economática.

Fatores econômicos internos e externos são decisivos para essa elevação. No que diz respeito aos determinantes externos, além da “guerra comercial” entre EUA e China, que desestabiliza toda a economia mundial, o principal é a expectativa de que ainda este ano o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) suba duas vezes os juros – que estão atualmente na faixa entre 1,5% e 1,75%. Essa alta deve ocorrer, pois a economia dos Estados Unidos está aquecida (crescendo 2,3% ao ano), o desemprego, dessa forma, está baixo (na casa dos 4%) e a inflação (em torno de 1,9% ao ano) ameaça superar a meta de 2%. Todos esses indicadores sugerem a alta dos juros, para conter a inflação e reprimir a ameaça de falta de mão de obra. Com a elevação dos juros nos EUA, é natural que ocorra uma forte migração de dólares de todo o mundo para o mercado americano, que ainda é um dos menos arriscados e, agora, pagando juros melhores, torna-se bastante atrativo. Tal deslocamento faz com que “faltem dólares” em muitos países, e as moedas locais se desvalorizem.

O Brasil tem uma particularidade adicional, tendo em vista que promoveu uma consistente queda nos juros nos últimos tempos. Saíram de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para os atuais 6,5% a. a. (menos 54%). Essa conjuntura aproximou muito a taxa brasileira da americana, fazendo com que o investidor opte pelo mercado mais seguro, pois a diferença de juros não paga o risco de aplicar no Brasil. Esse contexto desestimulou, inclusive, o “jogo de arbitragem” (que traz dólares para o país), mediante o procedimento de tomar empréstimos em dólar no exterior, onde os juros eram menores, aplicar no mercado brasileiro, com taxas melhores, auferir o lucro, pagar o empréstimo no estrangeiro e ainda ficar com uma boa quantia de sobra.

Ainda há dois fatores que tornam a situação brasileira mais complexa em relação à cotação do dólar, pois afugentam investidores estrangeiros. O primeiro: o desmantelo das contas públicas, que gera constantes déficits do governo e leva a dívida pública ao descontrole. De acordo com o Banco Central, a dívida bruta do país, em março, atingiu inéditos 75,3% do Produto Interno Bruto (PIB), aumentando o risco de um “calote tupiniquim”. O segundo: a aproximação das eleições e a possibilidade de vitória de um candidato não comprometido com a disciplina fiscal, que não faça avançar a Reforma da Previdência, inquieta a maioria dos analistas, potencializando o risco de insolvência.
Se bem que essa avaliação carece de um maior rigor, posto que, candidatos bem colocados nas últimas pesquisas, como Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Joaquim Barbosa (PSB) já se pronunciaram, diretamente ou por emissários, favoráveis à Reforma da Previdência – por mais que essa postura contrarie suas trajetórias políticas e os programas de seus partidos e possa surpreender os eleitores menos atentos. E Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), outros nomes relevantes, não titubeiam quanto a necessidade da reformulação no sistema de aposentadorias.

Por outro lado, a exuberante reserva internacional do Brasil, de cerca de 380 bilhões de dólares, é uma razão para atenuar a preocupação dos investidores. Estes sabem que, com essa poupança, fica mais fácil converter seus reais em dólares e retirar suas aplicações do país sem perdas. Temendo repercussões danosas para a economia, motivadas pela oscilação do dólar – como o aumento da inflação ou a piora da situação de quem tem dívida nessa moeda – o Banco Central atuou para reverter a tendência altista. Nesta última quinta-feira (03), ofereceu US$ 445 milhões ao mercado, o que baixou o valor do dólar em 0,8%, para R$ 3,52. Depois disso, é esperar que a moeda americana se acalme e não complique ainda mais a situação dos brasileiros.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

Técnico da CGU critica narrativa de politização da Operação Pegadores

O secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) reforçou essa narrativa absurda de que a Pegadores tem conotação política e as digitais de Sarney. Porém, coube ao jornalista Marco D’Eça dar uma bronca daquelas no comunista

O economista Eden Do Carmo Soares Junior criticou a tentativa de setores da imprensa local e nacional em politizar a Operação Pegadores deflagrada ontem, 16, conjuntamente pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União (CGU).

Pela rede social do Facebook, Eden Júnior publicou um texto intitulado de “Uma postagem canalha” em alusão à um post do blog do Rovai, no site da Revista Fórum, em que o blogueiro sugere que a Operação Pegadores foi uma armação articulada pelo ex-presidente José Sarney (PMDB) para prejudicar o governador Flávio Dino (PCdoB).

“UMA POSTAGEM CANALHA
A operação de ontem (“Pegadores”) foi conduzida por órgãos e servidores sérios, agentes de Estado, concursados, que não servem a este ou àquele governo. Quem pensa que em menos de 10 dias se organiza uma operação como essa, que envolveu CGU, PF, MPF, RF e JF, além de centenas de servidores, para atacar determinado gestor é um inocente, imbecil ou um patife demagogo. Que assumam seus erros, melhorem suas práticas, deem a devida satisfação para a população, mas não queiram destruir a reputação de pessoas e instituições que estão trabalhando por um país melhor. Temos defeitos, mas do partidarismo não sofremos”, postou o economista.

Nesta sexta-feira, 17,o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) também reforçou essa narrativa absurda de que a Pegadores tem conotação política e as digitais de Sarney.

Coube, porém, ao jornalista Marco D’Eça dar uma bronca daquelas no comunista afirmando serem um “insulto à Polícia Federal” as declarações do supersecretário feitas no Twitter (veja aqui).

Custa reconhecer os erros e tentar dar a volta por cima?