Jair Bolsonaro e Donald Trump 2

Novembro de 2016. Donald Trump vence Hillary Clinton e é eleito presidente dos Estados Unidos da América surpreendendo e contrariando todas pesquisas e previsões.

O magnata republicano elegeu-se com uma plataforma conservadora e de direita, logo o povo americano não pode reclamar da sorte ou do azar de ter colocado na Casa Branca um outsider que está cumprindo exatamente o que prometeu na campanha eleitoral estadunidense.

Assim que saiu resultado da eleição americana, do lado de baixo do Equador um deputado federal brasileiro correu para a rede social do Twitter e postou:

“Parabéns ao povo dos EUA pela eleição de Donald Trump .Vence aquele que lutou contra “tudo e todos”. Em 2018 será o Brasil no mesmo caminho.”.

A referia postagem é de Jair Bolsonaro, que na época ainda não era protagonistas da onda conservadora que tomou conta do país nessas eleições de 2018.

Domingo próximo veremos se o vaticínio do “Capitão”, “Mito” ou “Bozo”, como queiram, vai se confirmar.

Em caso positivo, não adianta reclamar, apenas esperar por mais quatro anos e refazer a escolha.

A democracia é sublime por isso.

Eis o tuíte de Bolsonaro.

Ministro saudita diz que morte de jornalista foi ‘grande erro’

Diplomata ainda afirmou que não sabe onde está o corpo de Jamal Khashoggi, mas acredita que relação de Riad com EUA não será afetada

Khashoggi era um crítico do poder saudita e trabalhou para o jornal ‘The Washington Post’ Foto: Hasan Jamali / AP

via O Estado de S.Paulo

O ministro saudita das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, afirmou neste domingo, 21, que não sabe onde está o corpo de Jamal Khashoggi. Ele classificou a morte do jornalista como “um grande erro”.

Em um entrevista ao canal Fox News, Al-Jubeir disse que os líderes sauditas acreditavam inicialmente que Khashoggi havia deixado o consulado em Istambul, onde foi visto pela última vez em 2 de outubro.

Mas depois dos relatórios que as autoriddes árabes receberam do governo da Turquia, da Turquia”, deu-se início a uma investigação que determinou que o jornalista foi assassinado na representação diplomática.

“Não sabemos, em termos de detalhes, como aconteceu. Não sabemos onde está o corpo”, disse o chanceler, que destacou a prisão de 18 membros do consulado. “Foi o primeiro passo de uma longa jornada.”

Relação da Arábia com os Estados Unidos ‘resistirá’, afirma diplomata

Al-Jubeir acredita que a relação entre Washington e Riad “resistirá” a esta questão e garantiu que o príncipe Mohamed Bin Salman não teria sido informado sobre a operação, que tampouco teria sido autorizada pelo regime. Ele garantiu que o rei Salman está “determinado” a fazer os responsáveis pela morte do jornalista “prestarem contas”.

“As pessoas que fizeram isto, fizeram fora do alcance de sua autoridade. Obviamente, um grande erro foi cometido e €o que agravou o erro foi a tentativa de acobertar”, disse o diplomata. “Isto é inaceitável em qualquer governo. Infelizmente, estas coisas acontecem. Queremos garantir que os responsáveis sejam punidos e queremos assegurar que temos procedimentos estabelecidos para evitar que volte a acontecer.”

Em entrevista ao Washington Post, Donald Trump ​acusou o regime árabe de estar mentindo sobre o assassinado de jornalista, mas saiu em defesa do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

“Ele é visto com uma pessoa que pode manter as coisas sob controle. Eu digo isso de uma maneira positiva”, disse o presidente, que ainda sugeriu que os oficiais de inteligencia não provaram que MBS tenha papel direto na morte do jornalista. / AFP e W.Post

Goste-se ou não, Bolsonaro é produto da democracia brasileira 12

A possível eleição de Jair Bolsonaro está longe de representar uma “facada” na nossa democracia. Pelo contrário, será um teste para consolidação democrática do Brasil..

Já escrevi aqui que a guerra de narrativas das campanhas de Fernando Haddad e de Jair Bolsonaro produz coisas interessantes, bobas e até hilárias (reveja aqui).

Entre as mais hilárias incluo a de que uma eventual vitória do “Bozo”, “Coiso” ou demais alcunhas colocadas pelos adversários do candidato do PSL seria o caminho para o Brasil voltar à ditadura.

Essa narrativa não é somente hilária como beira ao desespero.

Para este humilde blogueiro está mais do que evidente que não há clima de um golpe civil ou militar no país. Já passamos por momentos de graves crises políticas e institucionais, principalmente depois do impeachment, que poderiam acabar em golpe e nada disso aconteceu. Estão aí as instituições funcionando firmes e fortes.

Mas voltando ao Jair Bolsonaro, ele não é apenas produto da “velha política”, de um sistema político, eleitoral e partidário carcomido do país e dos vacilos das esquerdas com o PT de “abre alas”. Não! Nada disso!

Bolsonaro, goste-se ou não, é fruto sobretudo da nossa democracia!

Ora, se os Estados Unidos, uma das mais civilizadas nações do mundo se deu ao luxo de eleger um Donald Trump, qual seria o problema do Brasil, a maior democracia do lado de baixo do Equador eleger um Jair Bolsonaro?

Se o “17” ganhar a eleição no próximo dia 28, que os adversários organizem uma oposição democrática para combater o que consideram exageros e loucuras do presidente eleito.

No mais, soa como desespero certas narrativas dos opositores de Bolsonaro.

E alguns casos, aliás, essas narrativas chegam a ser tão “fascistas” quanto o que acusam o “capitão” de sê-lo.

Enfim, a possível eleição de Jair Bolsonaro está longe de representar uma “facada” na nossa democracia. Pelo contrário, será um teste para consolidação democrática do Brasil.

É a opinião do Blog do Robert Lobato.

Psicometria vira estratégia de agências de marketing político

Método usado por agências promete entender anseios e medos do eleitor

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

Os produtos comprados pela internet, as fotos curtidas, os vídeos assistidos, as postagens em redes sociais deixam um rastro no ambiente digital que está sendo usado por empresas especializadas em marketing político para traçar o perfil do eleitor. Robôs já varrem a internet com um software de inteligência artificial capaz de ler as redes sociais e para mapear o perfil dos eleitores. O método, conhecido como psicometria, deve ter papel importante nas eleições.

A prática é uma estratégia antiga dos marqueteiros, mas foi potencializada pela quantidade de informação postada na internet pelos eleitores. O objetivo final é entender os anseios do eleitor e adaptar o discurso dos candidatos com o objetivo de conseguir votos – ou eliminar alguns dos concorrentes.

Como funciona a Psicometria?
Através da internet, sistemas de análises de dados mapeiam os desejos e os medos das pessoas

Três agências no Brasil apostam no casamento entre a tecnologia de dados e a ciência da psicometria (mensuração de variáveis psicológicas) como sendo uma das principais armas do marketing político nas próximas eleições. Por trás da enxurrada de dados hoje disponíveis estaria a chave para entender os corações e mentes de quem vai escolher o próximo presidente – ou de como criar armas e ataques para derrubar um determinado candidato.

Esse tipo de análise é diferente dos modelos clássicos adotados até então, como a análise do perfil demográfico, que divide os indivíduos por classe social ou grau de instrução, ou o acompanhamento de grupos temáticos que ajudam a analisar o perfil ideológico.

Trata-se de saber do que as pessoas têm medo, o que as inspiram e, principalmente, descobrir qual é a melhor mensagem que o candidato tem de passar – estratégia usada pelo então candidato presidencial Donald Trump em 2016. É possível não apenas criar perfis psicológicos a partir de seus dados, mas também usá-los para a busca de perfis específicos como grupos de pessoas introvertidas, raivosas ou jovens ambientalistas, ou talvez todos os eleitores da esquerda indecisos?

“É uma revolução muito grande”, disse o PhD em psicologia social e sócio da Psychodata, Bartholomeu Tôrres Tróccoli. “O resultado desses grupos era um levantamento caro, generalista e pouco confiável da realidade do eleitor”, completou.

A psicometria foi largamente utilizada na campanha de Trump. O seu uso foi questionado por especialistas que acusaram de manipulação e fez com que empresas de redes sociais mudassem o acesso e os métodos de distribuição de mensagens políticas.

Entenda em dez perguntas o impasse sobre Jerusalém

Donald Trump anuncia reconhecimento de Jerusalém. Crédito Kevin Lamarque/Reuters

O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (6) que os EUA passam a reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, revertendo quase sete décadas de política externa americana, e determinou o início dos preparativos para a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a disputada cidade.

Aliados e rivais dos Estados Unidos criticaram a decisão. Confira dez perguntas sobre Jerusalém e as declarações de Trump:

1) De quem é Jerusalém?
A cidade está sob controle de Israel desde a Guerra dos Seis Dias (1967), mas na prática é dividida entre lado ocidental, que tem maioria judaica e abriga o Parlamento israelense, e oriental, de maioria árabe, reivindicado pelos palestinos (a Autoridade Nacional Palestina está em Ramallah, Cisjordânia).

2) O que se reivindica?
Israel afirma que Jerusalém é sua capital única e indivisível, recorrendo a episódios históricos; os palestinos pleiteiam que Jerusalém Oriental seja a capital de seu futuro Estado, também alegando razões históricas.

3) O que diz o mundo?
A ONU determinou, em 1947, que Jerusalém fosse uma cidade com regime internacional, sem controle exclusivo de judeus, árabes ou cristãos. A maioria dos países hoje apoia a solução de dois Estados, determinada por negociações de paz entre israelenses e palestinos (congeladas desde 2014).

4) O que Trump disse?
Que os EUA reconhecem Jerusalém como a capital de Israel e que mudarão sua Embaixada em Israel, hoje em Tel Aviv, para a cidade em uma data futura.

5) Quando os EUA mudarão a embaixada?
Trump declarou iniciados os preparativos para a mudança, mas ao mesmo tempo assinou um adiamento por seis meses, como têm feito todos os presidentes dos EUA desde Bill Clinton em 1995. Ele não estipulou prazos e pode voltar a adiar o processo.

6) Então o que muda?
Na prática, nada. Trump ressalta que a definição das fronteiras sob soberania israelense deve ser objeto das negociações de paz israelo-palestinas e pede que a cidade fique aberta para “todas as fés”; segundo o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, o status dos locais sagrados será mantido.

7) Quem tem embaixada em Jerusalém?
Ninguém. Israel é reconhecido pela imensa maioria dos países, e apenas nações muçulmanas do Oriente Médio negam sua legitimidade (as exceções são o Egito e a Jordânia). Por causa da indefinição do status da cidade, porém, todos mantêm suas representações em Tel Aviv.

8) E o processo de paz?
Washington passa a ser visto como ator parcial, favorável aos israelenses, o que dificulta para os palestinos aceitar sua mediação. O alerta foi feito não só por países críticos aos EUA, mas também por governos europeus, a UE e a ONU.

9) Qual o papel dos EUA na negociação?
Os EUA foram o principal mediador do processo de paz desde 1967 -incluindo os acordos de Oslo (1993) e Camp David (2000), o Mapa do Caminho proposto com Rússia, UE e ONU (2003) e as negociações em Annapolis (2007) e Washington (2010).

10) E o pleito palestino?
A reivindicação sobre Jerusalém Oriental como capital de um Estado palestino pode ser mantida, mas há risco de a decisão dos EUA inflamar os muçulmanos na região e provocar uma nova onda de violência.

(Fonte: Folha de São Paulo)