Sem a menor cerimônia, Marcelo Tavares torce pela desgraça de Carlos Brandão. E Flávio Dino só observa…

Não custa lembrar que Marcelo Tavares não teve consideração nem com o seu tio, o ex-governador José Reinaldo (PSDB) que rompeu com Flávio Dino e ainda assim o sobrinho preferiu ficar do lado do “tio” do Palácio dos Leões

“Se Brandão estiver impedido, o PSB apresentará meu nome para vice”.

Assim falou, sem a menor cerimônia, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares (PSB), segundo publicação no blog do colega Diego Emir.

A declaração soa como uma torcida do ex-chefe da Casa Civil pela desgraça do atual vice-governador Carlos Brandão (PRB), que está sob ameaça de impedimento de renovar o mandato por ter assumido o cargo de governador após o dia 7 de abril, o que contraria a legislação eleitoral na visão de alguns juristas.

Pela segurança na sua declaração, parece que o Marcelo Tavares não fala apenas por si. Resta saber se essa segurança do socialista conta com um “de acordo” do governador Flávio Dino (PCdoB).

Não é demais lembrar que Marcelo Tavares não teve consideração nem com o seu tio, o ex-governador José Reinaldo (PSDB), que rompeu com Flávio Dino e ainda assim o sobrinho preferiu ficar do lado do “tio” do Palácio dos Leões.

Até  momento o governador comunista não se manifestou sobre tal possibilidade de substituição de Brandão por Marcelo.

Ele só observa…

Jornalista avalia que Flávio Dino plantou vento e colherá tempestade 6

Uma análise lúcida e factual do amigo Diego Emir.

Passou foi longe da TPE (Tensão Pré-Eleitoral), que tem a afetado alguns colegas da blogosfera maranhense. Confira.

A calmaria política que Flávio Dino vive é prenúncio de tempestade

Atualmente, Flávio Dino (PCdoB) navega em mares calmos, voa em céu de brigadeiro e demonstra total certeza na reeleição ainda no primeiro turno dia 7 de outubro de 2018. O governador do Maranhão vive um dos melhores momentos, ainda com as atividades retomando ao parlamento e o povo anestesiado pelo carnaval, o comunista vive a tranquilidade de quem “alcançou” mais de 60% em pesquisa e possuir 14 partidos aliados. Porém, vale a máxima, toda calmaria é prenúncio de tempestade.

O uso do conhecimento popular, especialmente daqueles que navegam pelos mares, não é uma torcida deste jornalista, mas sim uma constatação do que o governador Flávio Dino está a prestes a viver e aqui não faço futurologia.

O arco de aliança comunista montado em uma base de 14 partidos – PCdoB, PDT, PT, PSB, PPS, PP, PRB, SD, PTB, PTC, PROS, DEM, PR e PEN – é completamente instável, muito parecido a um terreno arenoso e qualquer fluxo de saída de legendas pode virar um efeito dominó.

O primeiro ponto mais importante para Flávio Dino é a questão da escolha do senador. Após optar por Weverton Rocha ainda em dezembro, quando o próprio “botou uma faca no pescoço” do comunista e exigiu a indicação, o governador agora vive o dilema do que fazer com os descontentes, após o anúncio do segundo nome, que deve ser Eliziane Gama (PPS).

Zé Reinaldo Tavares (sem partido) e Waldir Maranhão (Avante), já deixaram claro que vão até o fim com suas pré-candidaturas, ou seja, vão concorrer ao Senado em quaisquer circunstância. Nesses dois nomes moram a primeira grande turbulência a vir a ser sofrida por Flávio Dino e ambos o podem levar a derrocada.

Tanto Tavares quanto Maranhão, já não escondem que conversam e já articulam com outros pré-candidatos ao governo, principalmente em um eixo que circunda entre Roberto Rocha (PSDB) e Eduardo Braide (PMN). É nos dois que está o maior medo de Flávio Dino, pois o comunista possui as armas prontas e apontadas para Roseana Sarney (MDB), mas seu discurso provinciano, não o permite ir para um embate além da dicotomia Sarney vs Anti-Sarney.

No cenário nacional, a disputa presidencial será uma das mais disputadas da história com ou sem Lula, e para Flávio Dino, sem o ex-presidente seria um cenário muito melhor. Afinal facilitaria mais uma vez o palanque múltiplo com um outro nome do PT, Manuela D´avila do PCdoB, Ciro Gomes do PDT e até Fernando Collor do PTC, além de outros que poderiam surgir.

Mas é na disputa entre direita e esquerda que esgarça a base aliada de Flávio Dino. Contando com vários partidos golpistas, o comunista pode presenciar a saída de um grupo de legendas que possuem obsessão por chegar a presidência como o caso do DEM e outro que pode fazer composições como PP, PTB, PR e outros. Os citados são os de maiores de peso, que representariam tempo e fundo partidário.

É prevendo esse cenário turbulento que Flávio Dino se utiliza de velhas práticas como uso de estruturas midiáticas e pesquisas questionáveis, assim como criticou sua antecessora. Para passar uma sensação de calmaria, tranquilidade e tudo favorável.

Ao divulgar os mais de 62% nas pesquisa Data Ilha/Tv Difusora registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo 06345/2018, o comunista tem apenas um interesse: mostrar a classe política que é com ele que devem seguir.

Mas como boa parte dos políticos, Flávio Dino esquece que o jogo político para sair perfeito tem que combinar com os eleitores e não só os “representantes do povo”. E assim como os maranhenses deram um “sim” para el 2014, o “não” parece ser algo bem real diante da realidade de um estado que parou no tempo ao não promover geração de emprego e renda, estagnando a economia e habilitando mais de 300 mil maranhenses para condição de extrema pobreza nos últimos três anos.

A maior das turbulências será quando ficar evidente que os mais de 60% apontados em pesquisas não passam de um “castelo de areia”.

No fim, Flávio Dino pode até sobreviver as intempéries que estão por vir, mas uma reeleição certa, garantida e ainda no primeiro turno foge de qualquer possibilidade da realidade maranhense.

Jornalista de política vê encolhimento da bancada do PT no Senado em virtude de indefinição no MA 2

Waldir Maranhão poderia ser uma das alternativas ao Senado Federal pelo PT, mas Flávio Dino a cada dia deixa claro que não tem qualquer intenção de facilitar as coisas para aquele que recebeu, das mãos do próprio comunista, uma placa de honra pelo parlamentar ter anulando a votação do impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados

O jornalista e blogueiro Diego Emir, que cobre com competência a política maranhense, fez uma análise interessante sobre o que chama de “encolhimento da bancada do PT no Senado Federal” a partir da indefinição política no Maranhão.

Na avaliação de Diego, “o governador Flávio Dino não parece muito preocupado com a situação do PT, o partido pode acabar minguando na Câmara Alta do Congresso Nacional”.

O jornalista faz alusão ao fato de Flávio Dino fazer pouco caso com o PT, uma vez que o comunista dá sinais de que não cumprirá um acordo que teria com o deputado federal Waldir Maranhão (Avante) de fazê-lo seu candidato a senador pelo partido de Lula.

“No Maranhão é similar, o palanque de Flávio Dino parece ser rateado entre golpistas e não golpistas, afinal PCdoB/PDT e PRB já estão garantidos, e a últimas vaga deve ficar para o DEM através de Zé Reinaldo Tavares. Deixando o PT sem nenhum espaço na chapa majoritária. Waldir Maranhão pode ser uma das oportunidades do PT garantir espaço no Senado (…), mas tudo depende do governador Flávio Dino”, pontou.

De fato, Waldir Maranhão poderia ser uma das alternativas ao Senado Federal pelo PT, mas Flávio Dino a cada dia deixa claro que não tem qualquer intenção de facilitar as coisas para aquele que recebeu, das mãos do próprio comunista, uma placa de honra pelo parlamentar ter anulando a votação do impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados.

Como o Blog do Robert Lobato costuma dizer: esse Flávio Dino é uma artista.