Coroatá: Após cobrança do Podemos, prefeito exonera diretor do SAMU preso pela PF

O diretório municipal do Podemos de Coroatá, presidido pelo jovem e aguerrido Saddan Nunes, foi o único partido a cobrar a exoneração do médico e a puxar o debate sobre a moralidade na gestão pública local

Demorou, mas, enfim, o prefeito de Coroatá, Luís da Amovelar Filho (PT), exonerou o médico Mariano de Castro Silva, diretor do SAMU da cidade.

Mariano foi preso pela Polícia Federal no último dia 16, após ser implicado na Operação Pegadores que o apontou como um dos mentores de um grande esquema de corrupção que desviava até recentemente milhões de reais da Secretaria de Saúde do Maranhão.

Na casa do médico, em Teresina, foram apreendidos mais de R$1 milhão em cheques de uma empresa que presta serviços à secretaria de saúde de Coroatá. A empresa, por sua vez, é do filho do secretário de saúde do município.

Mariano de Castro Silva.

O diretório municipal do Podemos de Coroatá, presidido pelo jovem e aguerrido Saddan Nunes, foi o único partido a cobrar a exoneração do médico e a puxar o debate sobre a moralidade na gestão pública local. A Câmara de Vereadores, por sua vez, simplesmente ignorou o caso, deu uma de “João-sem-braço”. Uma vergonha!

O próprio pai do atual prefeito, Luís da Amovelar, tentou visitar o médico no complexo penitenciário de Pedrinhas, mas não conseguiu devidos os protocolos de segurança.

Sem alternativa, depois de um desgaste de 15 dias mantendo o médico no cargo mesmo ele estando preso, após a grande pressão e, claro, pela repercussão provocada pela posição do Podemos na imprensa, o prefeito assinou a exoneração nesta quarta-feira, apesar do documento ter efeito retroativo ao dia 24.