Os 4 níveis da ‘psicologia da desistência’

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem

Roberto Shinyashiki*, via Vya Estelar

Tenho visto profissionais abandonando seus objetivos pela falta de motivação, por não conseguirem mais perceber a importância das suas metas de vida ou por simplesmente escolherem uma metodologia errada de trabalho. Chamo esse sistema de psicologia da desistência.

1º nível 

O primeiro bloqueio que desencadeia todo o sistema é a indecisão. Os projetos são iniciados sem convicção e com a mente repleta de dúvidas. Começo ou não começo? Faço ou não faço? Essa dinâmica inicial acaba com a energia física e a mental, porque o estresse da decisão é grande.

2º nível

O segundo bloqueio é o cansaço. O profissional se acha esgotado e entra em um círculo de reclamações do tipo “eu não sabia que esse projeto daria tanto trabalho”. Além disso, ele também passa a repetir para si mesmo que está sendo explorado.

3º nível

O terceiro bloqueio é a acomodação. O trabalho é feito, mas até um ponto mediano e a partir daí o indivíduo se acomoda. Os resultados desaparecem porque a estagnação não alimenta seus desafios.

4º nível

O quarto bloqueio é a arrogância aparece no quarto nível. É quando o executivo acha que não precisa mais fazer determinadas atividades que eram feitas no começo de sua carreira. Ele se acha experiente e não aceita o que julga ser um retrocesso.

E o último nível é quando todos esses bloqueios descritos acima são superados.

Quando há um bloqueio, os profissionais não colocam todo o seu foco na realização, na ação e na execução do projeto, porque parte de sua energia é drenada para esses dramas psicológicos.

Indivíduos indecisos precisam trabalhar melhor a sua coragem. Os cansados devem acentuar a paixão, já que o apaixonado não se incomoda com o cansaço ou com a dor. Os acomodados têm que desenvolver o amor e passar a amar o seu trabalho, só assim ele buscará estudar, fazer mais pela sua carreira. E o arrogante necessita praticar a humildade estratégica.

Ao superar esses níveis, o céu é o limite. Quando o trabalho é focado na realização, o resultado é sensacional.

Posso ainda citar duas coisas fundamentais em qualquer carreira: foco e objetivo. O foco é querer muito alcançar um objetivo e esse é o ponto-chave. É preciso educar os pensamentos e sentimentos, fazer uma seleção interna e externa e escolher conviver com pessoas que tenham os mesmos objetivos que os seus.

Fuja dos pessimistas e não lamente os seus fracassos. Mantenha o foco no seu objetivo e comemore suas realizações.

É médico psiquiatra, com especialização em Administração de Empresas (MBA USP), é consultor organizacional, palestrante e autor de 12 títulos, entre eles o lançamento “Tudo ou Nada”, “Heróis de Verdade”, “Amar pode dar certo”, “O sucesso é ser feliz” e “A carícia essencial”. Mais informações: www.shinyashiki.com.br

PT/MA: A coragem e a dignidade de Zé Inácio

O petista não vacilou em mostrar a cara e fazer da filiação de Waldir no PT uma questão de justiça política com alguém que igualmente agiu com coragem e dignidade num dos momentos mais difíceis da história do PT que foi o golpe parlamentar de 2016 contra a presidente Dilma

Política é feita de bônus e ônus.

Não adianta, ou melhor dizendo, não é devido fazer política achando se tratar de um território onde apenas colhe-se coisas boas pelo cargo que é exercido. Não. Muito pelo contrário!

O exercício da política muitas vezes é feito mais de ônus do que de bônus, ainda mais quando se trata de um político que não faz dessa nobre função pública um meio de vida para se dar de bem.

O Blog do Robert Lobato faz esse preâmbulo para expressar o reconhecimento público  do deputado estadual Zé Inácio frente à polêmica envolvendo a filiação do deputado federal Waldir Maranhão (Avante) aos quadros do PT.

Claro que não é nenhuma novidade o comportamento do parlamentar petista para aqueles que conhecem a sua personalidade e trajetória políticas. Mas nesse caso específico envolvendo o Waldir Maranhão, Zé Inácio foi além das virtudes de um homem público que faz da política um instrumento de luta por justiça social, igualdade econômica e democracia.

Com coragem e dignidade, Zé Inácio não vacilou em mostrar a cara e fazer da filiação do Waldir no PT uma questão de justiça política a alguém que igualmente agiu com coragem e dignidade num dos momentos mais difíceis da história do PT que foi o golpe parlamentar de 2016 contra a presidente Dilma.

E petista deixou bem claro essa sua postura corajosa e digna durante pronunciamento feito nesta terça-feira, 3, da tribuna da Assembleia Legislativa.

“O deputado Waldir ele pede filiação, decide se filiar ao PT no momento em que o país enfrenta uma grave crise econômica, uma grave crise política e social, em que a democracia é ameaçada constantemente e direitos conquistados a duras penas pelo povo são aniquilados por um governo ilegítimo, por um governo golpista. O Deputado Waldir, inclusive, tentou evitar o golpe quando se posicionou contra o impeachment a favor da Presidenta Dilma e depois, logo em seguida, na medida que exercia a Presidência da Câmara dos Deputados, teve o ato corajoso sob a orientação jurídica de alguns companheiros do Partido dos Trabalhadores, sob a orientação jurídica do Governador do Estado [Flávio Dino], que é um jurista respeitado nacionalmente, e tentou anular o golpe”, disse.

Enquanto muitos petistas maranhenses, alguns ilustres, viram o pedido de filiação do deputado Waldir Maranhão uma oportunidade de negócio para serem contemplados com estruturas de órgãos públicos no âmbito do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luis, o deputado Zé Inácio, junto com outros companheiros da sua corrente interna, a CNB, deu um exemplo extraordinário de que é possível fazer política não somente com coragem, mas sobretudo com dignidade.

Por fim, e o Blog do Robert Lobato não poderia deixar de registrar, numa outra ponta igualmente espinhosa, mas que o deputado Zé Inácio demonstrou a mesma altivez que teve no caso do Waldir Maranhão, o tratamento dispensado a outro pedido de filiação ao PT: a do prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra que, inclusive, foi fundador do partido no Maranhão.

São homens públicos como Zé Inácio que faz com que a sociedade não perca completa e definitivamente a confiança na política e nos políticos.

Confira a íntegra do discurso de Zé Inácio.

Suicídio é um ato de coragem e não de covardia 3

Ao contrário do que muitos podem afirmar, atentar contra a própria vida não é um ato de covardia, pelo contrário: é preciso ter muita coragem para desistir da própria existência.

Quem acompanha o Blog do Robert Lobato sabe do interesse desta página pelo tema suicídio.

Abordar o suicídio é ainda um tabu na sociedade.

Basta falar sobre o assunto para alguém ser mal compreendida ou mal interpretado. “Tá, maluco? Tá pensando besteira, rapá?”. É quase sempre assim como as pessoas reagem quando alguém aborda a questão.

Mas, tratar sobre o suicídio tornou-se quase uma obrigação da nossa sociedade uma vez que é crescente o número de casos no Brasil e no mundo.

Da cartilha “Suicídio: informando para prevenir”.

Agora mesmo o país viu o caso do reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, que se matou depois de denunciar “a humilhação e o vexame” que supostamente vinha sendo submetido pela operação Ouvidos Mouco, da Polícia Federal, uma investigação auxiliar da Lava Jato.

Semanas atrás foi o maranhense Victor Fontenelle, um dos fundadores e ex-presidente do MEI – Movimento Estudantil Independente -, que resolveu recorrer ao suicídio, chocando amigos e companheiros de movimento sociais e políticos.

Ao contrário do que muitos podem afirmar, atentar contra a própria vida não é um ato de covardia, pelo contrário: é preciso ter muita coragem para desistir de viver!

Há um conjunto de fatores que podem contribuir para que uma pessoa, ao não suportar a dor e o sofrimento pessoal que enfrenta, acabe por optar em tirar sua vida. Não é, portanto, um fator isolado somente, mas uma cadeia de eventos a partir um problema maior.

Da cartilha “Suicídio: informando para prevenir”

Prevenção

Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 17% das pessoas no Brasil já pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida. Estima-se ainda que pessoas que já tentaram suicídio têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar novamente o suicídio. Outro dado curioso é que 50% dos que se suicidaram já haviam tentado previamente.

É nesse contexto de preocupação com o suicídio, que a ABP, em parceira com o Conselho Federal de Medicina (CFM), firmaram e criaram uma cartilha para orientar os médicos e profissionais da área de saúde em casos de tentativa de suicídio ou para identificarem possíveis casos em seus pacientes.

Trata-se a cartilha “Suicídio: informando para prevenir”.

A cartilha é um excelente instrumento não somente para profissionais da saúde, mas também para familiares e amigos que eventualmente enfrentam um ambiente com a presença de um potencial suicida.

Há outras ótimas alternativas para enfrentar quadros comportamentais que podem levar a pessoa a pensar em suicidar-se, tais como o encontro com a fé, a espiritualidade, a natureza, os animais…

Enfim, que aqueles que, por ventura, pensam em desistir da vida, desistam dessa ideia.