Em artigo para o 247, jornalista critica apoio de Flávio Dino a Ciro Gomes e vê “uma face obscura do governador maranhense” 6

Agora foi o jornalista Guilherme Coutinho que, em artigo do site Brasil 247, criticar duramente as posições oportunistas de Flávio Dino chegando a dizer que a sua entrevista à Folha revelou “uma face obscura do governador maranhense”.

Continua repercutindo horrores, e negativamente, a entrevista do governador Flávio Dino (PCdoB), concedida à Folha de São Paulo, defendendo o nome de Ciro Gomes (PDT) para presidente da República no lugar de Lula ou de qualquer outro candidato do PT.

Na entrevista, Flávio afirma que Lula “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

No campo das esquerdas a reação majoritária foi de contrariedade com o comunista.

Nas redes sociais, militantes locais e nacionais do PT criticaram Flávio Dino. “Dino faria melhor em propor a seu partido que desista de candidata do que dizer ao PT de desistir do seu”, tutiou o petista Emir Sader, um dos intelectuais mais respeitados do Brasil.

Já a coluna “Essencial”, do site esquerdista Diário do Centro do Mundo (DCM), analisou as declarações contraditórias de Flávio Dino e ao final da análise a coluna diz: “O Diário do Centro do Mundo (DCM) solicitou entrevista ao governador, para entender melhor a posição dele, mas ainda não obteve resposta”, o que mostra o quanto foi um desastre a entrevista do “Professor de Deus”.

Agora foi a vez do jornalista do Guilherme Coutinho, em artigo para o site Brasil 247, também ligado às esquerdas, criticar duramente as posições oportunistas de Flávio Dino chegando a dizer que a entrevista do comunista à Folha revelou “uma face obscura do governador maranhense”.

Fiquem com a íntegra do artigo de Guilherme Coutinho que, aliás, traz alguns elementos já analisados pelo Blog do Robert Lobato. Confira.

ATÉ TU, DINO?

Há um mês, Lula está preso em Curitiba.  No entanto, apesar de privado de sua liberdade, injustamente, é bom frisar, o ex-Presidente continua elegível e candidato à Presidência da República. Nesse aspecto, como o próprio petista já frisou, buscar um substituto para alguém que, como candidato não está ausente, é esperar espólio de pessoa viva. Já foram várias pessoas que sugeriram que o PT abandonasse Lula ao apoiar outro candidato, o que sempre soou para parte da militância como traição. Mas uma dessas declarações chamou a atenção: Flávio Dino, do PC do B, declarou em entrevista que o PT deveria desistir de Lula para apoiar Ciro Gomes. Assim, em uma só tacada, Dino abandonou Lula, a candidata de seu partido, Manuela d’Ávila, e apoiou um candidato que nutre profunda antipatia no eleitorado lulista.

Flávio Dino é considerado um dos melhores quadros políticos da atualidade. Governador do Maranhão, ele tem feito uma excelente gestão, com valorização de classes sucateadas pelas sucessivas gestões do clã Sarney, como os professores, por exemplo. Dino, que foi aprovado em primeiro lugar no concurso que Moro se tornou juiz, tem experiência no campo jurídico, pois já atuou como magistrado. Por isso a estranheza. Como um nome tão importante da esquerda propõe o abandono de Lula, ignorando que seu partido já tem uma candidata, tudo isso para apoiar Ciro Gomes, um candidato que, há poucos dias, destruiu as pontes com o PT e que tem pouca, ou nenhuma, identificação com o comunismo, a bandeira maior de seu partido.

Mesmo que ele tenha tentado amenizar as declarações nas redes sociais, suas palavras, ditas à imprensa tradicional (anti-lulista pela própria natureza), já haviam criado um grande impacto – negativo – e revelado uma face obscura do governador maranhense. “Está chegando o momento de admitir uma nova agenda. Se não oferecermos uma alternativa viável, você pode perder a capacidade de atrair outros setores do centro que se guiam também pela viabilidade; Ciro é hoje o melhor posicionado. Lula está inabilitado e o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

Se não é razoável pensar que uma declaração acabaria com todo o legado de um político, também é certo que a decepção é um sentimento reservado apenas àquelas pessoas por quem já tivemos admiração. “Até tu, Brutus?” teria dito Júlio César ao ser esfaqueado pelas costas pelo seu aliado. A expressão se tornou uma metáfora amplamente usada para traições de onde menos esperamos. Por isso, repetimos: até tu, Dino?

Flávio Dino não perdoa Lula e por isso deseja Ciro Gomes, que é “um babaca”, segundo o petista Francisco Soares 12

O governador comunista passou a defender o nome de Ciro Gomes (ex-PDS, legenda sucessora da Arena; ex-PMDB, ex-PSDB; ex-PPS; ex-PSB, ex-Pros e agora PDT) porque não quer um nome do PT pelo simples fato de saber que uma candidatura petista ao Palácio do Planalto é mais forte do que a de Ciro e isso pode jogar água chope do comunista que ficaria cada vez longe de se tornar uma alternativa no plano nacional.

Flávio Dino não perdoa Lula. Flávio Dino se acha dono dos votos no Maranhão e que atualmente é o petista que precisaria dele e não o contrário.

Flávio Dino não perdoa Lula porque o ex-presidente, forçado pela conjuntura concreta e para garantir governabilidade em 2010, teve que fazer uma aliança local com o MDB mesmo com o Encontro Estadual do PT ter deliberado por coligação com o PCdoB.

Flávio Dino é mais um politiqueiro da esquerda um que torce para Lula ficar preso o suficiente para não nunca mais concorrer a presidência da República porque sonha em ser um dos “herdeiros” do legado do lulismo e da esquerda de uma forma geral. Mas, como o dizem os dirigentes do PSOL e do PCO “herdeiro só existe depois da pessoa morta”. No mínimo, quem faz essa tratativa são os contumazes falastrões e oportunistas, tais como Flávio e Ciro.

Flávio Dino passou a defender o nome de Ciro Gomes (ex-PDS, legenda sucessora da Arena; ex-PMDB, ex-PSDB; ex-PPS; ex-PSB, ex-Pros e agora PDT) porque não quer um nome do PT pelo simples fato de saber que uma candidatura petista ao Palácio do Planalto é mais forte do que a de Ciro e isso pode jogar água chope do comunista que ficaria cada vez longe de se tornar uma alternativa no plano nacional.

Flávio Dino não cumpriu o acordo com o deputado federal Waldir Maranhão para fazê-lo um dos seus candidatos a senador porque isso era da vontade do Lula, mas Flávio não perdoa o Lula.

Prefere, portanto, o “babaca” do Ciro Gomes, como bem diz, no vídeo abaixo, o engenheiro Francisco Soares, o Chicão, competente técnico em trânsito, mobilidade urbana e energia.

Diga aí, grande Chicão!

Em um só tempo, Flávio Dino descarta Lula e Manuela d’Ávila 16

Flávio Dino usa contra Lula do mesmo artifício que usou na campanha de 2010 quando saiu espalhando pelo Maranhão afora que Jackson Lago estava “ficha suja” e, mesmo que disputasse e fosse eleito governador, não assumiria o cargo porque seria cassado pelo Justiça Eleitoral.

Menos de uma semana após a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann afirmar que o nome de Ciro Gomes (PDT) “não passa no PT nem com reza brava”, eis que aparece Flávio Dino (PCdoB) para defender o justamente o pedetista como alternativa a uma candidatura petista a presidente.

Para o governador maranhense, “insistir em candidatura de ex-presidente [Lula] é derrotismo” e considera que o líder petista “está inabilitado” e que “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”.

Flávio Dino usa contra Lula do mesmo artifício que usou na campanha de 2010 quando saiu espalhando pelo Maranhão afora que Jackson Lago (PDT) estava “ficha suja” e, mesmo que disputasse e fosse eleito governador, não assumiria o cargo porque seria cassado pelo Justiça Eleitoral. Essa, digamos, “contra-campanha” do comunista contra Jackson prejudicou e muito o saudoso líder trabalhista.

Seja para aparecer na imprensa nacional como liderança das esquerdas brasileiras e tirar o foco de tanta pauta negativa do seu governo, ou apenas para criar um factoide político, o fato é que com a defesa do nome de Ciro Gomes para substituir Lula ou outro candidato do PT na corrida presidencial, Flávio Dino descarta, em só tempo, Lula e a pré-candidata Manuela d’Ávila, do seu partido.

Esse é o senhor Flávio Dino de Castro e Costa.