Iniciativa de um auditor maranhense é premiada pelo Instituto Innovare

Prêmio Destaque “Combate à corrupção” foi para prática que ensina aos cidadãos como fiscalizar a aplicação de recursos públicos em suas cidades

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, discursa no lançamento do Prêmio Innovare de 2018 Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

A Comissão Julgadora do Prêmio Innovare reuniu-se esta semana, para escolher a prática vencedora do Prêmio Destaque e as 12 finalistas da sua 15ª. Edição. Do encontro, no Rio de Janeiro, participaram ministros, juízes, promotores e defensores públicos, advogados e professores para um debate sobre as 654 práticas concorrentes.

Wellington Rezende.

O Prêmio Destaque com o tema “Combate à corrupção” foi para a prática Curso de Formação de Auditores Sociais, de autoria do auditor federal de Finanças e Controle da CGU Welliton Resende Silva, de São Luís do Maranhão (MA).

O anúncio sobre as iniciativas vencedoras das seis categorias do Innovare só será feito na cerimônia de premiação, programada para o dia 6 de dezembro, no Salão Branco do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

A prática vencedora do prêmio Destaque está em funcionamento desde janeiro de 2011 e foi elaborada a partir de pedidos de instituições locais de São Luís, como explica Welliton Resende. “Foi por conta do convite de entidades da Igreja católica, ONGs e sindicatos, para que eu realizasse uma formação voltada ao controle social dos recursos públicos. O trabalho tem baixo custo e o treinamento é eminentemente prático, nos finais de semana”.

O Curso de Formação de Auditores Sociais (CFAS) é um trabalho voluntário, ministrado por Welliton e destinado a quaisquer pessoas interessadas em aprender como fiscalizar os recursos. Durante as aulas, os alunos aprendem as principais técnicas de auditoria e fiscalização.

Veja a matéria completa aqui.

(Fonte: Blog do Controle Social)

Técnico da CGU critica narrativa de politização da Operação Pegadores

O secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) reforçou essa narrativa absurda de que a Pegadores tem conotação política e as digitais de Sarney. Porém, coube ao jornalista Marco D’Eça dar uma bronca daquelas no comunista

O economista Eden Do Carmo Soares Junior criticou a tentativa de setores da imprensa local e nacional em politizar a Operação Pegadores deflagrada ontem, 16, conjuntamente pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União (CGU).

Pela rede social do Facebook, Eden Júnior publicou um texto intitulado de “Uma postagem canalha” em alusão à um post do blog do Rovai, no site da Revista Fórum, em que o blogueiro sugere que a Operação Pegadores foi uma armação articulada pelo ex-presidente José Sarney (PMDB) para prejudicar o governador Flávio Dino (PCdoB).

“UMA POSTAGEM CANALHA
A operação de ontem (“Pegadores”) foi conduzida por órgãos e servidores sérios, agentes de Estado, concursados, que não servem a este ou àquele governo. Quem pensa que em menos de 10 dias se organiza uma operação como essa, que envolveu CGU, PF, MPF, RF e JF, além de centenas de servidores, para atacar determinado gestor é um inocente, imbecil ou um patife demagogo. Que assumam seus erros, melhorem suas práticas, deem a devida satisfação para a população, mas não queiram destruir a reputação de pessoas e instituições que estão trabalhando por um país melhor. Temos defeitos, mas do partidarismo não sofremos”, postou o economista.

Nesta sexta-feira, 17,o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) também reforçou essa narrativa absurda de que a Pegadores tem conotação política e as digitais de Sarney.

Coube, porém, ao jornalista Marco D’Eça dar uma bronca daquelas no comunista afirmando serem um “insulto à Polícia Federal” as declarações do supersecretário feitas no Twitter (veja aqui).

Custa reconhecer os erros e tentar dar a volta por cima?