O teu governo é uma mentira, que a tua vaidade quer. Ou: Desculpa-me, Cazuza 8

O teu governo é uma mentira
Que a tua vaidade quer
E o povo, numa poesia cega
Não pode ver

Não pode ver que no teu mundo
Um governo qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e a realidade concreta

O teu governo só inventa
Pra te distrair
E quando acaba a gente sente
Que ele nunca existiu

O teu governo
Você inventa
O teu governo
Você inventa

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a casa
Parece que fugiu da realidade

Na verdade, ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia parar dessa comunicação nada
romântica

O teu governo você inventa
Pra te distrair
E quando acaba a gente sabe
Que ele nunca existiu

O teu governo
Você inventa
Inventa
O teu governo
Você inventa

Só que nunca existiu.

PS: Parodiando a bela canção “O nosso amor a gente inventa”, do eterno Cazuza, a quem peço desculpas.

Pela primeira vez José Reinaldo se sente valorizado durante todo o governo Flávio Dino 8

Livre do domínio do monstro que criou e em seguida o devorou, José Reinaldo agora precisa ir pensando num plano B caso se confirme a sua não filiação ao DEM

Pela primeira vez, em todo o período do governo Flávio Dino (PCdoB), o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) se sente valorizado.

Não pelo governador, é claro, mas por grande parte da classe política que o apoiou na sua decisão de romper com Flavio Dino após ser humilhado desde o início do governo pelos comunistas. Aliás, até antes mesmo do governo começar, já que Zé Reinaldo foi vetado duas vezes para assumir um posto no primeiro escalão do governo, primeiro para a pasta da Infraestrutura e depois a da Saúde.

Após se afastar do governador comunista, Zé Reinaldo passou a ser prestigiado e recebeu reconhecimento de forças e lideranças políticas de todas as correntes de pensamento, inclusive de governistas que estão decepcionados com Flávio Dino, mas não têm a coragem de fazer o que ex-governador fez.

José Reinaldo agora tenta ajudar na construção de um novo campo politico no Maranhão que tire o estado do bipartidarismo Sarney versus anti-Sarney, mas, antes disso, o deputado terá que resolver a questão partidária já que o Palácio dos Leões está operando mundos e fundo$ para deixá-lo sem legenda para concorrer ao Senado Federal.

Livre do domínio do monstro que criou e em seguida o devorou, José Reinaldo agora precisa ir pensando num plano B caso se confirme a sua não filiação ao DEM.

Falta de alternativa não falta do parlamentar.

Basta agir com racionalidade e inteligência.

E como diria o saudoso Cazuza: “Saiba que ainda estão rolando os dados, porque o tempo, o tempo não para…”

O governo Flávio Dino é uma mentira que a vaidade dele quer 10

O que era um “Governo de Todos Nós” virou um “Governos de Todos Eles”.

O Blog do Robert Lobato é da tese de que a Operação Pegadores acabou com o governo de Flávio Dino tal como ele se apresentava para a sociedade: honesto e mudancista.

Não adianta culpar o Sarney. A responsabilidade pela crise ética que o governo comunista atravessa tem nome, sobrenome e endereço: Flávio Dino, Praça Pedro II, Palácio dos Leões, Centro.

O que era um “Governo de Todos Nós” virou um “Governos de Todos Eles”.

“Eles”, no caso, são os amigos, amigas, namoradas, amantes, ficantes, pegantes, teúdas e manteúdas da vida. Pelo menos foi que ficou claro com pela Operação Pegadores.

Não é governo de mudanças “caramba” nenhum!

O governo do senhor Flávio Dino é uma mentira que é a vaidade dele quer.

Parodiando o eterno Cazuza, o governo comunista poderia ser resumido mais ou menos assim:

O meu governo é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o do povo, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre eu e o povo

O meu governo a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente sabe
Que ele nunca existiu

Esse é o governo de Flávio Dino.

Um governo de mentiras, umas veladas e outras ocultas (ainda).

Mas, 2018 bate às portas.

PS: Desculpa, Cazuza, por te meter nisso.