Liberte-se da sua Caverna

Seja o seu próprio mergulhador de resgate. Trace seu plano, busque aliados, vá ao encontro do seu Propósito.

Milton Camargo, via administradores.com.br

Todos ficamos muito comovidos com os 13 jovens que ficaram presos dentro de uma caverna na Tailândia durante 18 dias.

Após 9 dias de busca, os jovens foram localizados. Daí começou uma dramática tentativa de resgate.

Pudemos acompanhar o plano e as ações previstas para o resgate, e assim observar todas as dificuldades e alternativas de possíveis soluções. Só para se ter uma ideia da dificuldade, uma das alternativas previa a possibilidade de mantê-los dentro da caverna por alguns meses e assim aguardar passar o período de chuva.

Essa história que tinha todo o script para terminar numa grande tragédia, inclusive com a morte de um mergulhador logo no inicio das ações, felizmente teve outro desfecho e o resgate foi executado com sucesso e concluído no último dia 10 de julho.

Muito se aprende ao observar esse drama. Poderia descrever vários aprendizados sobre liderança, trabalho em equipe, time de alta performance, estratégia, dentre outros.

Mas hoje, vou me limitar ao tema principal….

Você!

Isso mesmo, você! E não vou te convidar a fazer uma reflexão sobre o que aprendeu nesse episódio, vou sim te convidar para refletir sobre qual é a Sua Caverna atualmente. E como pretende sair dela?

Note! Não importa o quão escura, úmida, inundada e estreita esteja sua caverna. Não importa o quão escassos estejam seus recursos.

Você precisa traçar um plano de como sair da caverna, com metas e objetivos bem claros.

Defina o seu Propósito, algo que deve ser muito mais do que “apenas sair da caverna”. Sair da caverna é o primeiro “grande passo” e para isso você tem que agir.

Agir não apenas como os jovens presos dentro da caverna à espera do resgate.

A forma como eles agiram foi fundamental para a sobrevivência de todos. Ter calma, paciência, economizar recursos, não entrar em desespero, lidar com a ansiedade, aprender a superar adversidades e, principalmente, superar seus próprios limites, mostrou-se crucial.

Mas apenas agir como os 13 jovens enclausurados não será suficiente para você, afinal não há um time de resgate mobilizado para te tirar da sua caverna.

Portanto você tem que agir das duas formas. Ora como se fosse um dos 13 jovens dentro da caverna e ora como fosse um dos “atores” fora da caverna.

Seja o seu próprio mergulhador de resgate. Trace seu plano, busque aliados, vá ao encontro do seu Propósito.

Dê o primeiro grande passo… Com certeza conseguirá mobilizar aliados em sua trajetória.

Saia da sua Caverna! Liberte-se.

Sucesso!

Vem da Tailândia a prova de que a humanidade ainda não está perdida 2

Não seria exagero afirmar que o fato da Tailândia ser um país asiático, com uma cultura muito arraigada na espiritualidade, contribuiu para que o final do drama vivido pelos “13 da caverna” fosse o melhor possível.

Momento em que mergulhadores encontram os 12 meninos e o treinador agrupados em uma pequena laje no interior da caverna, após 9 dias (AFP/ROYAL THAI NAVY)

Em meio a tanta desgraça, guerras, violência de toda ordem, terrorismo, assassinatos em massa etc., vem da Tailândia a prova de que a humanidade ainda não está perdida.

O resgate dos 12 meninos e seu técnico de futebol do interior da caverna de Tham Luang, no Norte da Tailândia, é um belo exemplo de que o ser humano ainda tem jeito.

Outra tantas tragédias já uniram o mundo em solidariedade é verdade, mas nesse caso particular havia toda uma circunstância que tornou esse episódio especial. Aliás, felizmente especial.

Emoção, ansiedade, tristeza, tensão, mas ao final tudo saiu muito bem, obrigado.

É de fascinar a vontade de viver daquelas 13 pessoas enclausuradas numa caverna que tinha tudo para se transformar na sepultura deles.

Fascina também a disciplina dos adolescentes diante do que devem ter recebidos de orientações do técnico, um ex-monge budista, que naquele momento certamente deixou de ser técnico e se tornou um líder, inclusive espiritual.

O contexto tinha tudo para que essa história terminasse em tragédia, mas quem somos nós para determinar o infortúnio ou sucesso de alguém, não é mesmo?

Não seria exagero afirmar que o fato da Tailândia ser um país asiático, com uma cultura muito arraigada na espiritualidade – o budismo é a religião predominante, mas não oficial – contribuiu para que o final do drama vivido pelos “13 da caverna” fosse o melhor possível.

Claro, isso sem falar na coragem, dedicação, competência e determinação dos mergulhadores e de toda a equipe que participaram do resgate, e também na corrente de energia positiva que deu volta ao mundo em prol da vida daqueles jovens tailandeses.

E é exatamente esse aspecto dessa história, digna de roteiro de cinema, que faz a gente acreditar que a humanidade ainda não está perdida.

O mundo pode e dever ser bem melhor.

Só depende de nós.

No mais, que o “Javalis Selvagens”, nome do time da galera, tenham condições físicas e emocionais para assistir à final da Copa da Rússia, como prometeu o presidente da Fifa, Gianni Infantino, caso tudo acabasse bem.

Se depender da força dos “Javalis”, que Infantino vá logo providenciando um jato rumo a Moscou.