As redes sociais podem indicar casos de adoecimento psíquico? 6

Até que ponto as redes sociais contribuem para uma espetacularização da vida, numa sociedade altamente consumista e exibicionista?

Da Redação, Vya Estelar

Possibilidade de negócios, namoro, além de interação com amigos e familiares. As redes sociais transformaram a rotina de milhões de usuários e seus números impressionam: mais de três bilhões de pessoas utilizam as mídias sociais com regularidade.

Pensando neste fato, alguns questionamentos surgem: até que ponto as redes sociais interferem ou contribuem para uma espetacularização da vida, numa sociedade altamente consumista e exibicionista? Quais efeitos são percebidos nas relações interpessoais? Há algum espaço social que deixa de ser preenchido pela interação e conectividade ininterruptas?

Diante de tais reflexões, o adoecimento psíquico, diretamente ligado ao suicídio é apontado como sintoma dessa nova conjuntura sociocultural, notadamente virtualizada, característica da atualidade.

O suicídio, considerado caso de saúde pública, ocupa a quarta posição no ranking de causa de morte em pessoas entre 15 e 29 anos e recebe, neste mês, discussões e debates mais direcionados a essa realidade por razão do movimento mundial “Setembro Amarelo”.

A oportunidade possibilita repensar posturas diante do assunto, refletir acerca de informações sobre pesquisas recentes, principalmente frente aos dados alarmantes que merecem análise cuidadosa.

A iniciativa do movimento surgiu, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), para disseminar informações a fim de auxiliar a sociedade a desmistificar o tabu em torno do suicídio – que atinge 11 mil pessoas anualmente, em média – ajudando médicos a identificar seus fatores de risco, tratar e instruir seus pacientes. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem como meta reduzir em 10% a mortalidade por suicídio até 2020, a prevenção pode ocorrer em mais de 90% dos casos.

Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora  – UFJF