Bom desempenho eleitoral de Fábio Câmara em São Luis o coloca na disputa pela sucessão de Edivaldo Jr. 24

Fábio Câmara está credenciado para dar voos mais altos em 2020 dentro de uma conjuntura que, ao que tudo indica, será com Jair Bolsonaro, também do PSL, no comando do país, o que pode, caso não se tenha maiores sobressaltos com no governo do “capitão”, favorecer uma candidatura de “Tio Fábio” a prefeito de São Luis.

Não pode ser ignorado o desempenho do ex-vereador por São Luis, Fábio Câmara nas eleições 2018.

O ex-candidato a deputado estadual pelo PSL obteve 14.838 votos (0,46% dos votos válidos), destes mais de 10 mil somente na capital maranhense, ultrapassando nomes e fortes e tradicionais como Roberto Costa e Helena do Dualibe, para citar apenas esses.

Essa votação de Fábio Câmara remete à duas questões fundamentais.

A primeira é que o ex-vereador mostra que consolidou liderança própria ao ter boa votação em São Luis e não pode ser mais considerado mero produto desse ou daquele “pai político”. Foram votos conseguidos pura e simplesmente pelo carisma, serviços prestados à população, sobretudo a mais carente, e à luta desse político negro, de origem pobre que teve os seus primeiros contatos com o mundo da política “limpando os banheiros da sede do MDB”, como Fábio costuma relembrar – ele foi filiado ao MDB por vinte anos.

A segunda questão é que Fábio Câmara está credenciado para dar voos mais altos já nas eleições de 2020 dentro de uma conjuntura que, ao que tudo indica, será com Jair Bolsonaro, também do PSL, no comando do país, o que pode, caso não se tenha maiores sobressaltos com no governo do “capitão”, favorecer uma candidatura de “Tio Fábio” a prefeito de São Luis.

É aguardar e conferir.

Como o aquecimento global pode levar à falta de cerveja no mundo

Estudo mostra que os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja

O PROBLEMA, CONFORME APONTAM OS PESQUISADORES, É QUE AS SECAS E ONDAS DE CALOR CONCOMITANTE DEVEM LEVAR A DECLÍNIOS BRUSCOS NO RENDIMENTO DAS COLHEITAS DE CEVADA, GRAMÍNEA CEREALÍFERA QUE É O PRINCIPAL INGREDIENTE DA APRECIADA BEBIDA (FOTO: ORSE VIA BBC)

VIA BBC Brasil

Não é que os cientistas estejam botando água no seu chope. Nem é que o aquecimento global vá terminar esquentando também seu copo. Na realidade, conforme mostra estudo publicado nesta segunda-feira, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja.

A conclusão, publicada no periódico Nature Plants, é que as secas e ondas de calor concomitantes – que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem – devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje.

A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo.

“Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja”, diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).

A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050.

“Chegamos a essa conclusão integrando em nossa pesquisa as informações das mudanças climáticas, das safras de cevada, do comércio internacional e de condições socioeconômicas”, explicou à BBC News Brasil o economista Dabo Guan, professor de Economia das Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia. “Com todos esses dados juntos, pudemos estimar o impacto que o cenário terá na cerveja, um produto essencial para uma quantidade significativa de pessoas no mundo.”

“Nosso estudo não quer dizer que as pessoas vão beber mais cerveja hoje do que amanhã, tampouco que precisaremos nos adaptar para um novo consumo de cerveja”, prossegue Guan. “Na realidade, pretendemos alertar as pessoas, especialmente nos países desenvolvidos, que a segurança alimentar é importante – e que a mudança climática vai afetar seu dia a dia e sua qualidade de vida.”

Ele lembra que, no cenário de aquecimento global, todas as culturas serão afetadas. “Mas neste estudo, utilizamos a cevada para ilustrar esse problema”.

O que priorizar?
Pelas projeções dos cientistas, o cenário considerou como estará o planeta no futuro próximo considerando os níveis atuais de queima de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono. Na pior das hipóteses, as regiões do mundo onde mais se cultiva cevada – como pradarias canadenses, regiões da Europa e da Austrália, e a estepe asiática – devem experimentar secas e ondas de calor cada vez mais frequentes.

É importante lembrar que apenas 17% da cevada produzida no mundo é usada para a fabricação da cerveja. O restante é colhido e se torna alimento para gado. Os pesquisadores se perguntam como será o conflito no futuro, diante da escassez da cevada: os produtores deverão priorizar animais com fome ou humanos com sede?

Aplicando o modelo matemático que considera sazonais produções históricas um pouco mais baixas, a conclusão dos cientistas foi que, sim, nessa queda de braço quem costuma ganhar é o gado, e não o homem. Os produtores tendem a privilegiar a cadeia estabelecida do negócio bovino, em vez de destinar os grãos para a cerveja.

O mesmo modelo ainda aponta como diferentes regiões do mundo devem reagir a seu modo diante da redução da produtividade de cerveja. Países mais ricos e amantes da bebida, como Bélgica, Dinamarca, Polônia e Canadá, por exemplo, devem resolver a equação subindo o preço final.

Nesse cenário, um pacote de seis cervejas comuns pode chegar a custar o equivalente a US$ 20 (R$ 75, na cotação atual), conforme estima o estudo – mesmo assim, populações de nações desenvolvidas talvez conseguissem absorver tal custo. Na média, conforme aponta o estudo, o preço da cerveja deve dobrar. A pesquisa considera que em casos de queda de 4% da produção de cevada, a bebida acaba custando 15% a mais.

Por outro lado, em países de população mais pobre, como a China e o Brasil, o consumo de cerveja tende a cair.

As projeções indicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve cair cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isso equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

O que fazer a respeito?
A cerveja é considerada a terceira bebida mais consumida no mundo – e a primeira entre as alcoólicas -, só perdendo para a água e para o café. São 182 bilhões de litros por ano.

Se na média global, a produção de cerveja responde por 17% das lavouras de cevada, essa parcela varia muito conforme a região. No Brasil, por exemplo, onde não é comum alimentar gado com cevada, 83% do cereal cultivado é destinado para a produção da bebida. Na Austrália, esse número é de apenas 9%.

“Nosso estudo se concentrou na cevada, que é o principal ingrediente da cerveja. Analisamos a frequência com que vemos condições precárias para cultivar cevada em todo o mundo – anos com calor extremo e seca severa. Esses eventos extremos são muito mais difíceis para os agricultores se adaptarem do que as mudanças médias no clima”, disse à BBC News Brasil o pesquisador Nathan Mueller, professor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia.

“Descobrimos que a incidência e a gravidade dos eventos extremos aumentam substancialmente à medida que as temperaturas médias globais sobem. Combinando um modelo de safra e um modelo da economia global de alimentos, podemos estimar as mudanças nos preços e no consumo de cerveja em todo o mundo resultantes desses eventos extremos.”

Mueller dá uma solução para que a estiagem não chegue aos nossos pobres copos: conscientização ambiental.

“Se conseguirmos diminuir nossas emissões de gases de efeito estufa e limitar a magnitude geral das mudanças climáticas, ajudaremos a evitar os piores cenários que simulamos nesta análise”, vislumbra. “Note que, enquanto os aumentos de preço em uma garrafa de cerveja são modestos em uma perspectiva de baixas emissões de carbono, eles realmente aumentam substancialmente em um mundo de alta emissão.”

Ibope: Bolsonaro tem 59% dos votos válidos e Haddad, 41% 2

Na primeira pesquisa Ibope do segundo turno, divulgada nesta segunda-feira, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro , tem 59% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT), 41%. A conta exclui os votos brancos e nulos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. Foram ouvidas 2.506 pessoas.

Por que “escolhemos guerrear” com o outro em tempos de escolhas políticas?

Entenda a raiz invisível de nossas paixões eleitorais: amores e ódios

Por Fátima Fontes, via Vya Estelar

Introdução

“Na realidade, geralmente nos esquecemos de que as grandes manifestações de desequilíbrio social – guerras e revoluções – são produtos de grupos normais, dentro da média, sem desvios. Os membros desses grupos influenciam uns aos outros através de poderosas redes sociais que inconscientemente [e hoje ‘conscientemente’- comentário meu] criaram e através das quais seus sentimentos de amor e ódio e seus preconceitos diretos e simbólicos oscilam. A patologia e a terapia de grupos normais têm sido negligenciadas, mas é delas que a saúde social da humanidade depende.”

(Jacob Levy Moreno, 1889 – 1947, no livro Quem sobreviverá? Fundamentos da Sociometria, Psicoterapia de Grupo e Sociodrama.
Goiânia: Dimensão, 1994, Volume II, página 235).

Estamos mais uma vez neste espaço reflexivo sobre nós e nossos vínculos. Desta feita, fui instigada a escrever sobre a atual onda de polarização política que se abate sobre nós e nossos vínculos, como uma forte tempestade, comprometendo relações e trazendo para aquele que deveria ser o “espaço da ágora, do debate”, um espaço da “guerra e do ódio” ao que pensa e vota diferente “de mim”.

Que lástima tudo isso, e como proposta alternativa e de “resgate” dessa tempestade, proponho o espaço das ideias e desejo que, de alguma forma, isso nos auxilie a sermos menos emocionais e mais racionais, num momento em que nosso cérebro frontal, aquele responsável pelas decisões racionais, seja o coordenador de nossas escolhas, ao invés de sermos primariamente levados pelo cérebro límbico, aquele mais primitivo e que é regido por nossas emoções e nos leva a sermos “impulsivos”, no momento de escolher o caminho a seguir.

A raiz invisível de nossas paixões eleitorais: amores e ódios

Usei como texto de nossa epígrafe, as sábias palavras de um psiquiatra judeu, pai da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama, Jacob Levy Moreno, que viveu entre as grandes guerras a 1ª e a 2ª, e que com competência e muito estudo, concluiu que aquilo que promove as polarizações entre as pessoas, dissenções e guerras, não é algo que está fora delas, e sim algo que é eliciado, a partir dos ódios, amores e preconceitos que carregamos.

Na verdade, os estudos das paixões humanas, é bem anterior a Moreno, e poder-se-ia dizer que acompanha a história do mal-estar da civilização, como nos ajudou a refletir, outro gênio da análise do comportamento humano e suas relações, o também psiquiatra judeu Sigmund Freud.

Juntando a esse coro de vozes, as vozes de filósofos, cientistas sociais, psicólogos sociais, teólogos, e cientistas afins, embasamos o argumento de que precisaremos identificar nossos campos pessoais, subjetivos de amores, ódios e preconceitos, como caminho para avançarmos na direção de uma escolha mais equilibrada.

É impressionante, o quanto as marcas de nossos processos de socialização primária e secundárias, nossos “imprintings”, dos quais tratei no artigo anterior, e que revelam nossa aprendizagem do amar e do odiar, ressurgem quando nos encontramos diante de cenários de perigos reais ou “imaginários”, evocados pela guerra do voto atual.

As incertezas sociopolíticas acabaram criando o fértil solo em que se desenvolvem sintomas, que poderíamos nomear de verdadeiras patologias sociais, dos quais ocuparia a primeira posição, a busca alucinada pelos “culpados” pela situação de sofrimento em que vivemos, estes tornam-se seres a quem desprezamos, odiamos e execramos, esse primeiro sintoma é ladeado por outro, de igual intensidade e valor, quase “delirante”, de que haveria um salvador, ou pessoas salvadoras, capazes de nos remover do atual cenário de corrupção  e enganos, aos quais juramos lealdade, amor e respeito.

A partir dessa vivência de “amor” e “ódio” projetadas para os vínculos, não tardará para que muitos preconceitos, arraigados em nós, também por nossas socializações, ganhem vida e cena e assim, o jogo da intolerância e do desrespeito se instalem definitivamente.

Adotando um tom “moderado” na busca do equilíbrio social, relacional e pessoal.

Feita, então essa “varredura” nas nossas histórias pessoais de amor e ódio, exorcizaremos os demônios que criamos e projetamos para nosso cenário sociopolítico.

Daí, nesse outro “estado psíquico”, poderemos alcançar a tal “paz de espírito”, que certamente nos guiará a reflexões mais abalizadas e ponderadas, neste “outro estado de alma”, o “pensar” coordenará as outras funções mentais como o “sentir”, e nos levará a criar espaços de ações com mais razoabilidade e funcionalidade, nos afastando dos extremismos e dos radicalismos.

Voltaremos a confiar em nós mesmos e naqueles com quem convivemos, uma vez que os núcleos paranoides de “perseguição” e de “conspiração” tenderão a cair por terra e aquele que pensa diferente de nós, deixará de ser oponente, e voltará a ser somente um “divergente”.

Em paz, pessoal e relacional, seremos capazes de unir nossas forças, de nos envolvermos mais com o “bem comum”, esse do qual pouco ou nada sabemos, uma vez que nossa imatura história republicana e democrática, ainda não nos ensinou a vencermos a nossa histórica letargia participativa na causa do viver comunal.

Para além do resultado eleitoral, precisamos nos envolver mais com a causa social, precisamos zelar pelos nossos recém-abertos espaços de transparência e lutas por participação civil nos espaços políticos.

Precisamos acompanhar a trajetória dos que assumirem os vários poderes, pois essa será a única forma de co-construirmos uma realidade social mais justa e que saiba cuidar de seus cidadãos. Nossa voz não se expressa somente no voto, mas sobretudo nos nossos vários espaços de pertença social.

Diferente disso, será “lavarmos nossas mãos”, e seguirmos ressentidos, cheios de ódios e mágoas, desejando que “dê tudo errado”, afinal não ganhou quem nós queríamos.

Somos aquilo que escolhermos viver, pensar, sentir e fazer. E isso é bem mais do que um voto eleitoral, representa uma ética do viver, tijolo primordial numa construção ética social mais ampla.

Tudo começa em nós, o que estamos alimentando nesses tempos atuais? Uma cultura de paz ou uma cultura de guerra?

E para terminar…

Quero chamar, para nos ajudar a encerrar esse artigo, o poeta lusitano Fernando Pessoa, que escreveu sobre nosso sonho de sociedade justa… que ele nos inspire nesses tempos de escolhas, afinal precisamos fazer boas e melhores escolhas e por elas nos responsabilizarmos!

“30-08-1933   
            Não sei se é sonho, se realidade,
            Se uma mistura de sonho e vida,
            Aquela ilha de suavidade
            Que na ilha extrema do Sul se olvida.
            É a que ansiamos. Ali, ali
            A vida é jovem e o amor sorri.

           Talvez palmares inexistentes,
           Áleas longínquas sem poder ser,
           Sombra ou sossego deem aos crentes
           De que essa terra se pode ter.
           Felizes, nós? Ah, talvez,
           Naquela terra, daquela vez.          

            Mas já sonhada se desvirtua,
            Só de pensá-la cansou pensar,
            Sob os palmares, à luz da lua,
            Sente-se frio de haver luar.
            Ah, nessa terra também, também
            O mal não cessa, não dura o bem.
 
            Não é com ilhas do fim do mundo,
            Nem com palmares de sonho ou não,
            Que cura a alma seu mal profundo,
            Que o bem nos entra no coração.
            É em nós que é tudo. É ali, ali,
            Que a vida é jovem e o amor sorri.”
            (PESSOA,1960, p.167)

CRISE NA FAMEM: Prefeitos manifestam insatisfação com o presidente Cleomar Tema

Líder de grande prestígio na classe política, Tema corre o risco pode enfraquecer não apenas sua reconhecida liderança entre os prefeitos, mas também comprometer o seu futuro político, pois uma derrota na eleição Famem terá repercussão bastante negativa para o prefeito de Tutum.

Não é boa a relação entre centenas de prefeitos com o atual o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema (PSB).

O motivo é a forma como Tema está conduzido o processo eleitoral na entidade que representa os prefeitos maranhenses.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, havia um acordo entre o presidente Tema e um grupo de prefeitos para ele não disputar a reeleição, mas de repente esse grupo foi surpreendido como uma convocação, feita via Diário Oficial do Estado, para a eleição da Famem que seria realizada na semana passada com o atual presidente concorrendo a mais um mandato.

“O presidente Tema surpreendeu um bom número de prefeitos ao convocar eleição para Famem às escuras, montando uma chapa para sua reeleição quando havia um acordo que ele [Cleomar Tema] só ficaria no comando da entidade por um mandato. Mas descobrimos a manobra e fomos pra cima dele, que foi obrigado a mudar a data da eleição. Dia 22 haverá uma assembleia geral para tratar sobre a questão e com certeza haverá uma chapa alternativa a do atual presidente da Famem, pois não vamos aceitar um novo mandato no tapetão, por debaixo dos panos”, disse um prefeito que está indignado como a postura do presidente Tema.

Líder de grande prestígio na classe política, essa manobra pela sua reeleição pode enfraquecer não apenas a liderança de Cleomar Tema frente aos prefeitos, mas também comprometer o seu futuro político, pois uma derrota na eleição Famem terá uma repercussão bastante negativa para o prefeito de Tutum.

A oposição a Tema já articula a candidatura do prefeito de Igarapé do Meio, o pedetista Erlânio Xavier, para presidente da Famem.

Mas isso é assunto para outra postagem…

Mulheres na política

Por Flávio Braga

Com o notório propósito de assegurar, na prática, o empoderamento feminino na política, em 15 de março de 2018, o STF determinou que, no mínimo, 30% do Fundo Partidário deveriam ser repassados às candidaturas femininas. E em 25 de abril de 2018, o TSE determinou que 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e do tempo de propaganda eleitoral na TV e rádio deveriam ser destinados para candidaturas femininas.

É indubitável que essas decisões contribuíram para o crescimento da bancada feminina eleita para a Câmara dos Deputados no dia 7 de outubro, que subiu de 51 para 77 cadeiras. Um aumento de 50%. Elas passam a representar 15% da Câmara na nova legislatura, contra 10% atualmente. O crescimento da bancada feminina também é fruto da política de cotas imposta aos partidos pela legislação eleitoral.

Entre as eleitas, 43 ocuparão o cargo de deputada federal pela primeira vez. A mais idosa é a deputada reeleita Luiz Erundina (PSOL-SP), de 84 anos. A estudante de Direito Luísa Canziani (PTB-PR), 22 anos, vai ser a mais jovem deputada federal da próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2019. Uma curiosidade: dos 10 parlamentares que o PSOL elegeu para a Câmara, 5 são representantes do sexo feminino (Erundina, Sâmia Bomfim, Talíria Petrone, Áurea Carolina e Fernanda Melchiona).

O Distrito Federal elegeu uma senadora (Leila do Vôlei) e cinco mulheres em uma bancada composta por 8 deputados federais. É proporcionalmente a unidade da Federação que mais elegeu deputadas. Em termos absolutos, o estado com maior número de deputadas é São Paulo, com 11 mulheres na bancada de 70 deputados. Entre as que estreiam na Câmara está Joênia Wapichana (Rede-RR), primeira mulher indígena eleita deputada federal no País. A nota infausta é que o Maranhão não elegeu nenhuma representante para a Câmara.

A nova bancada feminina é diversificada em termos partidários (9 são do PSL de Bolsonaro e 10 são do PT de Haddad). Malgrado as diferenças de idade e ideologia, uma bandeira comum deverá unir todas as mulheres no parlamento: o combate à violência contra a mulher e a luta pelo protagonismo feminino na política.

Medicina policialesca

por DRAUZIO VARELLA

Passei da idade de me surpreender com a estupidez humana. Ainda assim, fiquei revoltado com a atitude do médico que entregou à polícia a menina que tomou Cytotec para abortar.

Em nome de que princípios um profissional recebe uma menina de 19 anos, fragilizada pelas complicações de um abortamento provocado sem assistência médica, ouve sua história, calça as luvas, toca seu útero e os anexos, adota a conduta que lhe parece mais adequada, sai da sala e chama a polícia para prender em flagrante a paciente que lhe confiou a intimidade?

Existe covardia mais torpe?

A função primordial da medicina é aliviar o sofrimento humano. Independentemente das contradições jurídicas criadas por uma legislação medieval, machista e desumana como a brasileira, entregar a menina à polícia cont

Passei da idade de me surpreender com a estupidez humana. Ainda assim, fiquei revoltado com a atitude do médico que entregou à polícia a menina que tomou Cytotec para abortar.

Em nome de que princípios um profissional recebe uma menina de 19 anos, fragilizada pelas complicações de um abortamento provocado sem assistência médica, ouve sua história, calça as luvas, toca seu útero e os anexos, adota a conduta que lhe parece mais adequada, sai da sala e chama a polícia para prender em flagrante a paciente que lhe confiou a intimidade?

Existe covardia mais torpe?

A função primordial da medicina é aliviar o sofrimento humano. Independentemente das contradições jurídicas criadas por uma legislação medieval, machista e desumana como a brasileira, entregar a menina à polícia contribuiu para tornar-lhe o sofrimento mais suportável?

A questão do aborto ilustra como nenhuma outra a hipocrisia moralista imposta às mulheres pobres, pelos que se intitulam defensores da vida e atribuem a si próprios o papel de guardiões dos bons costumes e porta-vozes oficiais da vontade de Deus.

A realidade é cristalina: o aborto é livre no Brasil, basta ter dinheiro para pagar por ele.

Não faltam clínicas particulares e hospitais com médicos experientes que realizem abortamentos em boas condições técnicas, desde que bem remunerados.

Muitos ginecologistas que se negam a praticá-los em suas pacientes indicam esses colegas, não raro criticados pelos mesmos que fizeram o encaminhamento.

Dias atrás, Cláudia Collucci, colunista desta Folha, lembrou a pesquisa realizada pela Unicamp em conjunto com a Associação dos Magistrados Brasileiros mostrando que 20% dos 1.148 juízes entrevistados tiveram parceiras que ficaram grávidas sem desejá-lo: 79,2% abortaram.

Das 345 juízas que participaram, 15% já haviam tido gestações indesejadas: 74% fizeram aborto.

A colunista citou estudo semelhante conduzido pela Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) entre ginecologistas e obstetras: diante de gestações indesejadas, cerca de 80% de suas mulheres recorreram à prática.

Entre as médicas ginecologistas a situação é semelhante: 77% interromperam sua gravidez indesejada.

Por outro lado, 60% dos profissionais ouvidos confessaram que não ajudariam uma paciente, encaminhando-a a outro médico ou indicando medicamento abortivo.

Na Penitenciária Feminina da Capital, são muitas as meninas que abortaram em espeluncas mantidas, na periferia, por mulheres que vendem Cytotec e realizam procedimentos cirúrgicos semelhantes às torturas dos tempos da Inquisição.

Mas, quando essas mulheres vão parar na cadeia, são encaminhadas para a ala do seguro.

As mesmas que a elas recorrem nos momentos de aflição recusam-se a cumprir pena ao seu lado. Dizem que “elas matam criancinhas”.

Estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro revelou que, em 2013, o SUS internou 154.391 mulheres com complicações de abortamentos. Como a estimativa é de que aconteça uma complicação para cada quatro ou cinco casos, o cálculo é de que tenham ocorrido de 685 mil a 856 mil abortos clandestinos no país.

Um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Brasília mostra que 20% das 37 milhões de brasileiras com mais de 40 anos já fizeram aborto. Esses números servem de referência para a Organização Mundial da Saúde.

Feitos nas piores condições, complicações em abortos são a quinta causa de morte materna, no país.

A questão não pode ser mais tratada da forma bizarra e irresponsável como tem sido.

Não se trata de ser a favor ou contra. Todos somos contrários, especialmente as mulheres grávidas que a ele recorrem como última saída.

O problema do aborto não é moral, é questão de saúde pública. Se 20% das brasileiras com mais de 40 anos já abortaram na clandestinidade, deveríamos puni-las com o rigor das leis atuais? Haveria cadeia para mais de 7 milhões?

Deixemos de hipocrisia. Nossa legislação só não muda porque as mulheres de melhor poder aquisitivo abortam em condições relativamente seguras. As mais pobres é que correm risco de morte e sentem na pele os rigores da lei.

BOMBEIROS-MA: O sonho do pequeno Pedro

Pedro é um garoto de apenas 4 anos, risonho, feliz e brincalhão como a maioria dos meninos de sua idade. Ele sempre foi fascinado pelos bombeiros, quando ouve a sirene do caminhão de incêndio então, corre para olhar o grande carro vermelho passar.

Pedrinho quer se tornar um bombeiro quando crescer, mas antes, precisa vencer uma importante batalha, o menino luta contra um câncer no estômago e apesar de muito pequeno para esse combate, mostrou-se um gigante ao declarar seu sonho de ser um dia, um herói.

Na última quarta-feira, 3 de outubro, Pedro completou 4 anos e pediu a seus pais que um bombeiro fosse convidado para sua festa de aniversário, o subtenente BM Elias Fonsceca, ao receber a solicitação da família, tratou de fazer algo mais, e com apoio do comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Cel Célio Roberto; e do comandante do Centro Tático Aréreo (CTA), coronel Ismael, organizou um verdadeiro dia de bombeiro em homenagem ao garoto.

Ao chegar nas instalações do CTA, Pedrinho estava surpreso em olhar as aeronaves de perto, em seguida, mostrou muita coragem na simulação de salvamento em altura. Mas o melhor ainda estava por vir, acompanhado de seus pais, Pedro fez um sobrevoo pela ilha de São Luís e ficou encantado com cada detalhe visto lá do alto.

De volta, ao pousar no hangar no CTA, uma equipe do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS) o recebeu com as sirenes das viaturas do Corpo de Bombeiros ligadas, o momento foi marcado por muita emoção, os militares prestaram continência ao menino e em seguida o levaram no caminhão de incêndio até a sua casa, onde participaram de sua festa de aniversário.

“Queria agradecer muito a equipe envolvida que se empenhou na realização desse sonho, isso tudo é uma forma de compensar o sofrimento que ele vem passando com o tratamento da doença, todos nós estamos lutando pela vida dele”, declarou a Sra. Lura Tuany, mãe de Pedrinho.

O dia em que viveu um pouco do seu sonho tão cedo não será esquecido pelo garoto. Os Bombeiros saíram muito satisfeitos por ganharem um novo amigo e depois de sentirem de perto a alegria presente naquele sorriso, estão certos de que Pedrinho sairá vitorioso dessa batalha.

(Fonte: Site do CBM-MA)

Uma eleição que diverte e aterroriza em só tempo 4

Sem sombras de dúvidas a eleição de 2018 já está na história como a mais atípica de todos os tempos desde quando se vota neste país.

Coisa de maluco, meu!

O divisionismo que a gente poderia achar que só ficava restrito apenas à classe política e à sociedade, bateu às portas de famílias inteiras.

Grupos de WhatsApp de sagradas famílias viram “baixas” de membros que não suportaram intolerâncias à direita e à esquerda.

E quem dera, como se diz, que a coisa tivesse ficado restrita apenas no mundo virtual do WhatsApp… Que nada! As maluquices destas eleições foram para o mundo real ao ponto de familiares baterem a porta na cara de entes queridos e amados  – amados até antes do pleito de 2018, diga-se.

O que sobra de maluquices dos que defendem Haddad-13 ou Bolsonaro-17, sobra também de coisas hilárias de ambos os lados.

É assim na democracia.

E assim deverá continuar independente de quem ganhar para presidente no próximo dia 28 de outubro.

Até lá, espero, que ao menos as famílias e relações de amizades não sejam dizimadas por causa do “Andrade” e do “Bozo”…

Vida e luta que seguem.

Declaração de voto de Roberto Rocha repercute no O Antagonista: “Que o PT e o PSDB ouçam o clamor das ruas e refaçam seus destinos” 14

O tucano Roberto Rocha — derrotado na disputa ao governo do Maranhão, mas com mandato garantido de senador até 2023 — declarou voto em Jair Bolsonaro no segundo turno da corrida presidencial.

Ele escreveu que o Brasil caminha para “tempos ainda incertos, mas a população já deu uma demonstração de que não aceita que o velho continue dominando a política”.

“Manifesto meu voto em Jair Bolsonaro, sem pedir nada em troca. Mas apenas me associar à vontade geral do povo, para que brote o novo dos escombros do velho. E que os derrotados, tanto o PT quanto o PSDB, ouçam o clamor das ruas e refaçam seus destinos.

D’O Antagonista.