ELEIÇÕES 2018: Blogueiro caxiense vê em Roberto Rocha opção mais viável para o MA 4

Assim como esse jovem blogueiro de Caxias, outros tantos maranhenses começam a despertar para uma realidade inconteste: a de que o Maranhão deseja sair desse “Fla-Flu” que só interessa ao establishment comunista.

Muito interessante o artigo da lavra do blogueiro Ludwig Almeida, publicado neste domingo, 15, no seu blog.

Na avaliação do talentoso blogueiro, cuja credibilidade extrapola a Região Leste do estado, o senador Roberto Rocha (PSDB) “pode ser o político que o Maranhão precisa para assumir o governo e inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento para o estado, onde as potencialidades econômicas de cada região sejam levadas em consideração de fato através de projetos viáveis, sem “lero-lero” ou “gogó”, como estamos acostumados ver”.

Ludwig Almeida, que afirma ainda não ter candidato a governador, admite, porém, que o perfil de uma candidatura como a de Roberto Rocha pode conquistar o seu voto na medida que está “convencido de que o povo do Maranhão, e olha que resido numa região de grande densidade eleitoral, assim como demonstra não querer voltar ao passado sarneysista, também já começa a dar sinais que não deseja manter o comunismo à frente do governo estadual”.

Assim como esse jovem blogueiro de Caxias, outros tantos maranhenses começam a despertar para uma realidade inconteste: a de que o Maranhão deseja sair desse “Fla-Flu” que só interessa ao establishment comunista.

Fiquem com a íntegra do equilibrado texto de Ludwig Almeida:

Roberto Rocha caminha para ser o próximo governador do Maranhão

Ainda não defini em quem irei votar para governador em 2018, sei apenas em quem não votarei.

Mesmo sem ter ainda candidato a governador, não posso deixar de reconhecer que entre os nomes colocados até aqui, o do senador Roberto Rocha (PSDB) é o que mais se aproxima do que o Maranhão precisa para poder sair dos grilhões do atraso e rumar para dias mais prósperos do ponto de vista do desenvolvimento econômico e, por conseguinte, de mais justiça social.

Roberto Rocha tem demonstrado ser um político que conhece a fundo os problemas do Maranhão e, o que é melhor, sabe apontar caminhos através de soluções viáveis e factuais – o projeto da Zona de Exportação do Maranhão (ZEMA) é um bom exemplo.

O senador conhece o estado em números e, pelo que chega ao meu conhecimento, ele acaba de receber um estudo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Ministério de Planejamento, com dados socioeconômicos fresquinhos da hora sobre o nosso estado.

Estou convencido de que o povo do Maranhão, e olha que resido numa região de grande densidade eleitoral, assim como demonstra não querer voltar ao passado sarneysista, também já começa a dar sinais que não deseja manter o comunismo à frente do governo estadual.

A solução, nesse caso, é uma saída por uma terceira alternativa que consiga ir além desse “bipartidarismo” implantado no Maranhão que só beneficia aqueles que querem o poder real não para construir um projeto de sociedade e de vida para os maranhenses, mas tão somente manter seus projeto de poder, pura e simplesmente.

Nesse sentido, o senador pode ser o político que o Maranhão precisa para assumir o governo e inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento para o estado, onde as potencialidades econômicas de cada região sejam levadas em consideração de fato através de projetos viáveis, sem “lero-lero” ou “gogó”, como estamos acostumados ver.

Sem falar numa necessária transformação na cultura política deste estado, onde, infelizmente, o medo ainda é arma principal utilizada por quem reside no Palácio dos Leões, e que ao invés de fazer da política um instrumento para mudar a vida da população para melhor, é usada como arma para dominar e amedrontar adversários e mesmo aliados!

Por tudo isso, não posso de deixar de reconhecer que o Roberto Rocha pode estar caminhando para ser o próximo governador do Maranhão.

E até outubro de 2018, quem sabe, com o voto deste humilde blogueiro caxiense.

MEDIOCRIDADE: Enquanto gente está morrendo nos “gaiolões” espalhados pelo MA, o secretário de Direitos Humanos comemora inauguração de poço 6

Ao que parece, há uma seletividade nos movimentos de diretos humanos, pois quando a vítima é um marginal logo saem em defesa e pedindo punição às autoridade públicas, mas como nesse caso do gaiolão de Barra do Corda a vítima foi um empresário, aí neguinho cala boca.

É de deixar qualquer um embasbacado o silêncio do secretário de Direitos Humanos, Francisco Gonçalves, sobre a morte do empresário Francisco Ediney, ocorrida numa delegacia na cidade do Barra do Corda.

Francisco Ediney morreu depois de passar várias horas exposto ao sol no “gaiolão da tortura” sem sequer ter o direito de tomar água e os remédios para hipertensão.

O clima em Barra do Corda é de total indignação até porque o senhor Francisco Ediney era tido como um homem de bem e muito querido na cidade, tanto que houve um grande protesto na cidade logo após a sua morte e neste sábado, a partir das 17h, está prevista outra grandiosa manifestação em protesto pela morte do empresário e contra a omissão do Governo do Estado em relação ao caso.

Gailões em quanto “política de Estado”

Existem pelo menos uns 50 “gaiolões da tortura” espalhados pelo Maranhão. O episódio de Barra do Corda, portanto, não é um caso isolado.

Segundo um experiente delegado da Polícia Civil, já aposentado, em conversa com o Blog do Robert Lobato, a prática dos gaiolões funciona “quase como uma política de Estado do sistema prisional maranhense”.

Ora, se é assim como o diz o delegado aposentado então conclui-se que a tal “herança maldita” deixada pela ex-governadora Rosana Sarney (PMDB), como os comunistas gostam de vociferar, não é tão maldita assim, já que o atual governo segue com a mesma política dos “gaiolões da tortura”.

Além do silêncio sepulcral do secretário Francisco Gonçalves, que prefere ir para as redes sociais comemorar inauguração de poço, chama atenção também o silêncio de personalidades notórias que militam pelos direitos humanos, tais como Wagner Cabral, Luis Antônio Pedrosa, Digo Cabral, Josiene Gamba entre outros.

Ao que parece, há uma seletividade nos movimentos de diretos humanos, pois quando a vítima é um marginal logo saem em defesa e pedindo punição às autoridade públicas, mas como nesse caso do gaiolão de Barra do Corda a vítima foi um empresário, aí neguinho cala boca.

O fato é que esse caso de Barra do Corda ainda vai dar muito o que falar.

Continuem em silêncio ou não o secretário de Direitos Humanos do Governo do Maranhão e entidades e personalidades que atuam na área.

Sedel é negociada com o PP e o petista Márcio Jardim, atordoado, vira candidato a senador 8

Renegado por Flávio Dino e Márcio Jerry, e não pelo presidente do PT Augusto Lobato, como avalia, Márcio Jardim jura que vai voltar para a sala de aula e articular a sua campanha para o Senado Federal.

Conforme o Blog do Robert Lobato já havia antecipado meses atrás que aconteceria, o petista Márcio Jardim foi defenestrado sem dó e sem piedade da Secretaria do Esporte e Lazer do governo Flávio Dino.

O governador comunista há tempos vinha tentando arrumar uma desculpa para limpar o “jardim” da Sedel, que na gestão de Márcio estava enfestada de “malas” fazendo miseras em alguns programas da pasta, entre os principais um ex-policial civil, um “sufista” e os dois irmãos Barbosa.

Márcio Jardim foi um dos petistas mais entusiasmado pela candidatura de Flávio Dino nas eleições de 2014, e atuou como “ponta de lança” do projeto comunista lançando-se até candidato a deputado federal carregando o número “65” no material de campanha, já que o seu número era “1365”, “entendeu, né?”.

No PT, a avaliação é de que o Palácio dos Leões poderia ter negociado outra Secretaria com o PP do deputado federal André Fufuca e preservado Márcio Jardim dessa situação vexatória não apenas para ele, mas para o campo político da tal Resistência Petista, do qual faz parte.

Material de campanha para o Senado.

Agora, renegado por Flávio Dino e Márcio Jerry, e não pelo presidente do PT Augusto Lobato, como avalia, Márcio Jardim jura que vai voltar para a sala de aula e articular a sua candidatura para o Senado Federal. Dá pra acreditar?

Por fim, o que mais deixou Márcio Jardim triste foi a crueldade palaciana de não deixar sequer que o petista reinaugurasse o ginásio Costa Rodrigues…

Enquanto isso, nos grupos do PT, no WhatsApp, a companheirada zoa: “Ô jardineira porque estás tão triste/Mas o que foi que aconteceu/Foi a SEDEL que caiu no ralo e o Miguelito que te comeu”.

Falta de aviso não foi, não é mesmo “Babilônia”?

Caso ‘Gaiolão’: Versões e contradições

por Abdon Marinho

“É possível que esteja errado, mas quer me parecer tratar-se de uma cela de castigo, um instrumento de tortura para onde são levados os presos como punição e não como conquista legal.”

O GOVERNO estadual emitiu mais uma manifestação sobre a gaiola para presos em Barra do Corda.

Por tal versão, a gaiola, na verdade, é uma “conquista” dos presos, pois é onde tomam o banho de sol a que têm direito, conforme a Lei de Execuções Penais – LEP.

O problema desta manifestação é que ela contradiz o que já foi dito anteriormente, senão vejamos.

O delegado ao ser ouvido por uma reportagem disse que tal gaiola era parte da estrutura da delegacia, onde ficavam os detidos, por curto espaço de tempo, até serem ouvidos pela autoridade policial e serem encaminhados para a acomodação adequada ou soltos.
Em nenhum momento a autoridade policial falou tratar-se de um “solário” destinado ao banho de sol dos presos.

Em resposta a uma reportagem do Bom Dia Brasil, da rede Globo, fontes do governo teriam informado que se tratava de uma “herança maldita” da gestão anterior.
A apresentadora do telejornal, ao narrar a resposta, além da cara de pouco crédito, questionou se não era tempo demais para se falar em resquícios do governo anterior já passados três anos do atual.

Diante de tudo que foi dito restam alguns questionamentos:

O delegado não sabe para que serve a gaiola… que é garantir o banho de sol dos presos.
Se sabe, não deve achar nada demais que o custodiado passasse a tarde inteira no “banho de sol”, afinal, quanto mais vitamina D, melhor.

Talvez, para compensar o “banho de sol” em excesso, deve ter deduzido que um banho de lua também era bem-vindo.

Aliás, no domingo para segunda-feira, ela estava esplendorosa, um autêntico luar do sertão, conforme cantou certa vez o poeta.

E se estavam tão preocupado com a segurança e bem-estar do custodiado falta só explicar a negativa em lhe permitir os medicamentos e mesmo água, conforme denunciou familiares.

Pois bem, sendo, então a gaiola uma “conquista” dos presos, estaria equivocada a narrativa de que tal gaiola seria uma “herança maldita”, afinal a governadora de outrora, fê-la em cumprimento da lei, não é mesmo?

Seria o caso de mandar uma nota a Globo dizendo que a tal gaiola é uma conquista dos presos é uma “brilhante” iniciativa do governo anterior.

Poderiam acrescentar que a preocupação com o bem-estar dos presos é tamanha que até quando não querem, lhes é garantido um seguro banho de sol durante toda tarde, na agradável temperatura de quarenta graus à sombra. E para completar o tratamento vip um, não menos agradável, banho de lua, com o propósito educativo de lhes inspirar.
Como vêm, estou sendo sarcástico.

Claramente, percebe-se, ainda que seja verdadeira a história da gaiola do banho de sol, a realidade do uso é outro.

É possível que esteja errado, mas quer me parecer tratar-se de uma cela de castigo, um instrumento de tortura para onde são levados os presos como punição e não como conquista legal.

Se assim não o fosse, que razão teria a Defensoria Pública para denunciar o tal espaço as autoridades competentes, segundo nota que distribuiu? A Defensoria é contra uma “conquista” dos presos, uma garantia legal?

Essa profusão de versões contraditórias em si em muito se parece aquelas dadas para o dinheiro encontrado na famosa Operação Lunus, que no fim das contas acabou voltando para seus “legítimos” donos.

O tempo passa, os governos mudam, mas as versões continuam ao sabor dos interesses, enquanto enfrentam suas próprias contradições.

ELEIÇÕES 2018: O “enganador” do Maranhão 4

 

O Maranhão vai ganhando consciência de que Flávio Dino não é apenas o governador, mas também o “enganador” do Maranhão.

Sua habilidade para enganar as pessoas é algo impressionante.

Agora mesmo testemunha-se a habilidade do comunista nessa área quando coloca, no mesmo cofo de enganação, vários candidatos ao Senado Federal quando provavelmente já tem em mente os nomes que irão compor a chapa de senadores.

Engana, inclusive, aquele que é responsável pela sua carreira política, o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB).

Ora, se Flávio Dino enrola até Zé Reinaldo que é um graúdo da político maranhense, imagina com os “miúdos”? Aliás, outro “graúdo” que foi engando pelo comunista foi o senador Roberto Rocha, isso sem falar no mineiro Aécio Neves, que também levou um “zignal” do chefão do PCdoB em 2014. Saiu numa foto com Flávio Dino, lascou! É enganação certa.

Quem também está sendo vítima da arte da enganação promovida por Flávio Dino é o vice-governador Carlos Brandão (ainda no PSDB), que ficou numa situação delicadíssima depois que Roberto Rocha fez o caminho de volta para o tucanato local. Que diabos será feito de Brandão agora? O que será que o “enganador” está prometendo para o seu colega de palácio?

Talvez, eu disse “talvez”!, o único que Flávio Dino não consegue enganar é o presidente do PDT, deputado federal Weverton Rocha, e isso porque o “Maragato” sabe que o comunista é do tipo que só entende a linguagem de que “na política você vale pelo mal que pode fazer”.

Enfim, o governador Flávio Dino é um craque, temos que reconhecer.

Um craque na arte da enganação…

Ritual da morte do Boi de Axixá acontece neste fim de semana

O Bumba Meu Boi de Axixá, sotaque de Orquestra, começa no próximo sábado as comemorações do ritual da morte do Boi. Esta é a 58ª edição do ritual e terá convidados nos dois dias: sábado (14) e domingo (15), a partir das 16hrs, no Viva do Boi de Axixá, na cidade de Axixá.

O evento marca a conclusão de mais um ciclo festivo, em que os brincantes se empenham desde a preparação do ambiente até a encenação do ritual. É um momento de inclusão cultural e social, que demonstra o envolvimento dos participantes em torno dessa manifestação.

Hoje sob o comando de Leila Naiva, a brincadeira é formada por 120 brincantes, entre índias, vaqueiros campeadores, vaqueiros de fita e orquestra. A programação deste sábado começa com Boi de Axixá, Boi de Sonhos, Banda Skema de Play Boy, Boi Novilho Branco e Dj Amorim. Já no domingo, a festa é por conta do Boi de Axixá, Dj Amorim, Bicho Terra e a Banda de Pai pra Filho.

VÍDEO: Prefeita de Vitória do Mearim proporciona alegria da criançada

Nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2017, a prefeita de Vitória do Mearim, Dídima Coêlho (PMDB), visitou todas as escolas da rede municipal de ensino, mais o Instituto Nossa Senhora de Nazaré e a escola Shalon, distribuindo brinquedos que deixaram milhares de crianças com a felicidade estampada em seus rostos.

Foram brinquedos simples, é verdade, mas para as crianças isto não importa. Para elas, o que importa é que foram lembradas e sabem agradecer.

A prefeita Dídima viveu momentos de muita emoção pela forma carinhosa como a criançada lhe agradeceram.

O vídeo a seguir fala muito.

VÍDEO: Zé Inácio cobra celeridade do governo no processo de licitação para melhorar os serviço dos dos ferry-boats

Após vistoriar as condições dos ferry-boats, que fazem o transporte aquaviário intermunicipal de passageiros, cargas e veículos, no trecho Terminal da Ponta da Espera -Cujupe, ligando São Luís a Baixada, o deputado Zé Inácio pediu que o Governo do Estado, através da Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana – MOB, conclua o processo de licitação para melhorar as condições do serviço oferecido.

Confira o vídeo:

Encontre seu silêncio

Cada um precisa descobrir onde mora a sua quietude. E, acredite, muitas vezes isso não tem necessariamente a ver com a ausência de som, mas com o que reside dentro da gente

Bruna Próspero, via Vida Simples

Era uma semana turbulEnta e de muito barulho quando me inscrevi para participar de um “retiro de silêncio”. A algazarra vinha das buzinas que teimavam em gritar durante meu trajeto até o trabalho, dos carros com som alto e de alguns vendedores ambulantes. Tudo isso me atormentava, mas o ruído principal era o interno sobre o que eu deveria fazer para passar o tempo no feriado que se aproximava. Pois é, dependendo do alvoroço em que nos colocamos, até um feriado pode ser motivo para desespero, indecisão e gritaria mental. Praia? Serra? Aproveitar para finalizar o trabalho pendente? Ficar em casa? Acompanhada? Sozinha? Conhecer um lugar novo? Ou voltar para um lugar que já havia gostado? Até que me deparei com um texto do Rabino Nilton Bonder e uma frase me chamou atenção: “Os domingos precisam de um feriado”. No caso, minha mente era que necessitava de uma pausa. Suspeito que o burburinho mental seja o mais difícil de calar e, cá entre nós, muitas vezes nem nos damos conta de quanta energia desperdiçamos ao tagarelar mentalmente. A psicóloga e criadora do Portal Despertar, Flavia Melissa,
sugere que façamos um exercício para entender toda essa energia que subutilizamos quando insistimos em dar atenção à orquestra de perguntas e pensamentos dentro da nossa cabeça: “Pegue um gravador e durante dois minutos grave tudo que esteja passando pelos seus pensamentos naquele momento”. Talvez você, assim como eu, perceba que o maior incômodo não vem das buzinas alheias, mas da barulheira interna. Flavia explica que para o taoísmo, filosofia milenar chinesa, tudo que passa pela mente faz parte do chi, como chamam a energia vital. Ou seja, quando deixamos que os pensamentos nos dominem de forma desenfreada, estamos gastando essa carga desnecessariamente. Além do desperdício de vivacidade, o texto do rabino Nilton Bonder me alertou para a minha tentativa de preencher meu ócio com algo e como, atualmente, vivemos em busca de entretenimento para os nossos “domingos livres” – o que, paradoxalmente, nos sobrecarrega com mais barulhos. Percebi que estava na hora de parar de tentar só conhecer lugares novos – bairros, cidades, países – e olhar para dentro. O convite para ficar em silêncio absoluto me fisgou.

Auto-observação
Ficar em silêncio absoluto pode assustar. Confesso que me senti assim. Não me enxergava rodeada de gente sem poder trocar uma palavra ou olhar. Mas, no retiro, aprendi que o silêncio (aquele que eu tanto procurava) morava dentro de mim. O tema é tão relevante que o escritor alemão Eckhart Tolle escreveu um livro só para falar sobre isso, O Poder do Silêncio (Sextante). O título já nos faz pensar que a quietude pode realmente nos revelar muitas coisas poderosas. Em uma das passagens, o autor menciona o tédio e a ansiedade que podem surgir durante momentos de remanso. Esses, inclusive, são um dos maiores medos de quem se propõe a experimentar o silêncio por um longo período. Para Tolle, a alternativa é aceitar as sensações e os desejos que surgem e observar como você está se sentindo em relação a isso. Ainda segundo ele, a primeira reação que temos quando sentimos tédio é procurar algo para nos preencher, seja ler, fazer um telefonema, navegar pela internet, seja ir ao shopping. No entanto, quando escolhemos observar esses incômodos, percebemos que “não somos pessoas entediadas, e sim que o tédio é simplesmente um movimento de energia condicionada dentro de nós”. A questão é que hoje estamos permitindo que o barulho do mundo exterior emudeça o som do mundo interior. Além disso, quanto menos silenciamos, maior é a tendência de agirmos no piloto automático. Para a psicóloga Flavia Melissa, o silêncio muitas vezes tem mais a ver com o ato de não reagirmos com imediatismo do que simplesmente nos calarmos. “Durante a aquietação interna, conseguimos olhar para uma determinada situação como um observador atento da gente mesmo e, assim, percebemos como estamos verdadeiramente nos sentindo e temos a capacidade e a lucidez de escolher como agir.” Percebi que, através da minha experiência no retiro, pude experimentar exatamente essas sensações. Em muitos momentos em que pensava estar com fome ou com vontade de ler alguma coisa, na verdade isso tudo eram formas de preencher o tédio. Mas, em vez de responder de forma imediata, ao me aquietar e me ouvir de verdade, sem imediatismo, tive a oportunidade de perceber o que era real ou não.

Na prática
É comum encontrarmos o tal do silêncio quando entramos em um estúdio de ioga, visitamos um templo budista, indiano, uma igreja ou, claro, durante um retiro. Porém, como encontrar o silêncio em meio ao caos de uma cidade grande? O mestre espiritual Sri Prem Baba sugere que façamos apenas um minuto de silêncio, durante cinco momentos em nosso dia. Podemos considerar ao acordar, antes de iniciar uma refeição, antes de responder um e-mail, após um exercício físico e antes de deitar, por exemplo. Cinco minutos, dentro dos 1.440 minutos que temos em um dia inteiro, podem parecer nada, mas quem adotou a prática sente a diferença – e tem gente que já estendeu o “um minuto” para “muitas horas de silêncio”. É o caso da fisioterapeuta Milena Guimarães, que, após uma viagem à Índia, percebeu como encontrar momentos de interiorização mesmo em meio ao caos de um grande hospital. “Percebi que no Ocidente esperdiçamos muita energia ao nos expressarmos a todo momento”, reconhece. Para ela, o mais evidente, por exemplo, está no silêncio que não fazemos durante as refeições. Desde então, o seu tempo de almoço não é mais para conversar com os colegas de trabalho e desabafar, mas sim para apreciar o alimento. Além disso, antes de entrar no hospital, ela também tira 15 minutos para meditar e instituiu que um domingo por mês é o dia do silêncio dela. Mas não é só aos domingos que conseguimos silenciar o batuque mental (ufa!). Momentos de interiorização estão cada vez mais comuns em ambientes corporativos. Muitas empresas estão implementando medidas que ajudam as pessoas a manter o foco no presente, incentivam momentos de silêncio e práticas para olhar para dentro. Natasha Bontempi é uma das responsáveis por essa mudança na multinacional IBM, onde trabalha. Movida por sua busca pessoal, fez, de forma voluntária, um programa de mindfulness dentro da companhia. Em uma das sessões, os participantes são convidados, por exemplo, a permanecer em silêncio durante seis horas e, segundo Natasha, “muitos deles se surpreendem ao perceber como essa simples mudança traz um alívio na rotina e que nem é tão difícil assim”.

Silêncio não é tudo igual
É importante entendermos que, assim como o meu processo durante o retiro foi diferente daquele experimentado pelos participantes que estavam ali, os nossos silêncios também não são iguais. Cada um vai perceber o silêncio da sua maneira; afinal, se os barulhos que nos atormentam são variados, por que nossa quietude seria a mesma? Na busca pelo meu próprio silêncio, me lembrei das vezes em que mergulhei com cilindro de ar. A experiência de estar dentro do mar durante horas talvez tenha sido o momento mais silencioso que já presenciei. Ali, o foco na respiração fica mais evidente. Você, os peixes, os corais e a corrente marítima, é isso que te leva para um lado e para o outro. O mar também serve como refúgio para Felipe Roselli, professor de ioga e terapeuta que utiliza o surfe como caminho para o autoconhecimento.

“Existem técnicas que nos ajudam a acessar esse silêncio na ioga, mas também existe o caminho da espontaneidade. Sinto que, quando começamos a aceitar ser o que somos e a fazer coisas que realmente amamos, também acessamos esse estado que o silêncio nos permite.”

Para ele, surfar passou a ser o instante em que consegue estar presente e aberto para fluir com o que cada onda pode lhe apresentar, sem tentativas de previsões. “Cada uma, nevitavelmente, vai quebrar de um jeito único”, diz. Mas alerta que a mágica só acontece quando está presente e sem expectativas: “Já surfei muito querendo mostrar algo para alguém, me provar alguma coisa, tentar prever o que iria acontecer, mas aí o silêncio não aparece”. Mas não é só perto do mar ou mesmo da natureza que o silêncio existe. O escritor Eckhart Tolle aborda isso muito bem. “Qualquer barulho perturbador pode ser tão útil quanto o silêncio.

De que forma? Abolindo a sua resistência interior ao barulho, deixando-o ser como é”, escreve. Se ficarmos presos à ilusão de que o silêncio só pode ser atingido em uma imagem clichê de um monge sentado no Himalaia, pensaremos que essa realidade está muito distante. A verdade é que o silêncio também pode ser sentido ao ouvir a gargalhada causada pelas cócegas que faz nos seus filhos ou depois de uma escalada em uma montanha. Podemos encontrá-lo também no som do suspiro ao terminarmos uma carta para uma pessoa querida. É como coloca Dan Pedersen, autor do livro What Does Silence Sound Like? (Como É Que Soa o Silêncio?, em tradução livre): “Não é fácil colocar essa ideia em palavras, temos que descobrir essas coisas para nós mesmos. Temos de dar espaço para o nosso próprio silêncio”. Retiros e dinâmicas em grupo em que a prática é exaltada nos ajudam a tomar consciência desse espaço, mas mais importante ainda é encontrarmos o silêncio que existe dentro de nós mesmos, seja qual for a rotina que tivermos. Desconfio que, quando encontramos o que nos faz sentir essa sensação de quietude e colocamos isso em nosso dia a dia, até o barulho das buzinas e da feira perto de casa passa a nos incomodar menos, bem menos.

BRUNA PRÓSPERO encontrou seu silêncio no mergulho, na ioga e também enquanto escreve.

EUA decidem se retirar de novo da Unesco por seu ‘viés anti-Israel’

A retirada do país, que não faz repasses à organização desde a entrada da Palestina, será em 2018

Via El País

Cumprindo sua ameaça, os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que irão se desligar da Organização das Nações Unidas para Educação, a Cultura e as Ciências (Unesco), em protesto contra o reconhecimento da Palestina como membro pleno dessa instituição. Washington considera que a Unesco, com sede em Paris, tem um claro viés anti-Israel, algo que a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, vem denunciando desde que assumiu o cargo.

A decisão se tornará efetiva em 31 de dezembro de 2018. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar “profundamente” a decisão do Governo norte-americano, que em 2011 já havia suspendido o pagamento das suas contribuições. A alta funcionária, perto do final do seu mandato, considera que a decisão afetará o “universalismo fundamental” para o trabalho da organização nos tempos atuais, marcados por um “aumento do extremismo violento e do terrorismo”.

“O trabalho da Unesco é crucial para reforçar os laços do patrimônio comum da humanidade frente às forças do ódio e da divisão”, afirmou Bokova. “Em momentos nos quais a luta contra o extremismo violento exige renovados investimentos em educação e no diálogo entre as culturas para prevenir o ódio, é profundamente lamentável que os EUA se retirem da agência das Nações Unidas que lidera nessas questões”, acrescentou ela em um longo comunicado.

O recente reconhecimento da Cidade Velha de Hebron (Cisjordânia) como Patrimônio da Humanidade foi a gota d’água para o Governo de Donald Trump, que além disso busca formas de reduzir suas contribuições financeiras ao sistema da ONU como um todo. A primeira reação das Nações Unidas foi de preocupação pela medida anunciada pelo Departamento de Estado.

A ideia dos EUA é permanecerem na Unesco apenas na condição de observadores. O anúncio coincide com o processo de sucessão para a direção do organismo, no qual os principais aspirantes são a ex-ministra francesa de Cultura Audrey Azoulay e o diplomata catariano Hamad Bin Abdulaziz Al-Kawari.

O precedente de Reagan

Não é a primeira vez que os EUA deixam a Unesco. Já havia acontecido durante a presidência do também republicano Ronald Reagan (1981-89), quando Washington acusou a organização de adotar uma política favorável aos interesses da União Soviética, além de tachá-la de corrupta. George W. Bush recolocou os EUA em seus quadros 15 anos depois, por considerar que ela havia atenuado seu viés contrário ao Ocidente e a Israel.

O último litígio dos EUA com a Unesco se arrasta desde o Governo do democrata Barack Obama, que em 2011 passou a reduzir o financiamento à instituição em represália à admissão dos palestinos como membros plenos. Desde então, a dívida de Washington com a Unesco chega a 500 milhões de dólares. Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, os EUA elevaram o tom de suas críticas à organização.

A Unesco é conhecida por seu programa mundial para a preservação do patrimônio cultural. A agência financia também projetos no âmbito da educação nos países mais pobres do planeta, com iniciativas dirigidas ao empoderamento das meninas. Também conta com programas destinados à proteção da liberdade de imprensa e inclui entre suas atividades a conscientização sobre os horrores do Holocausto.