Oposição ampla na OAB-MA pode defenestrar Thiago Diaz do comando da entidade

Thiago Diaz conseguiu o impensável, que foi afugentar vários dos seus aliados que o ajudaram a chegar na presidência da seccional maranhense da OAB com uma proposta de mudança ampla, geral e irrestrita na entidade. Porém, foi só o rapaz sentar na cadeira de presidente que se revelou em um monstro.

Uma ampla frente oposicionista formada para disputar a eleição da nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB/MA), pode resultar na defenestração do atual presidente da instituição, Thiago Diaz.

Informações do blog do colega Diego Emir dão conta de que os movimentos União&Força, de Pedro Alencar; e REPENSE, de Roberto Feitosa, comunicaram nesta terça-feira (16), aos advogados e advogadas do Maranhão que se uniram ao grupo Por uma OAB mais forte que é liderado pelo ex-presidente Mário Macieira, e o resultado dessa movimentação é que Carlos Brissac será o candidato desta união (veja aqui).

Três outros candidatos situados no campo das oposições à atual gestão da OAB/MA se mantém fora do acordo: Aldenor Rebouças, Mozart Baldez e Sâmara Braúna, mas as conversas bastidores continuam.

Thiago Diaz conseguiu o impensável, que foi afugentar vários dos seus aliados que o ajudaram a chegar na presidência da seccional maranhense da OAB com uma proposta de mudança ampla, geral e irrestrita na entidade. Porém, só o rapaz sentar na cadeira de presidente que se revelou em um monstro.

Nem o advogado Pedro Alencar, principal criador do projeto Thiago Diaz presidente da OAB/MA, sobreviveu à mudança de comportamento do garoto, que em verdade não mudou coisou alguma, apenas se revelou ao chegar no poder.

Mas, nada como um dia atrás do outro…

SANTA RITA: Prefeitura inicia asfaltamento do bairro Gonçalo

A Prefeitura de Santa Rita, realizou na manhã do último domingo (14), o lançamento dos serviços da pavimentação asfáltica do bairro Gonçalo no centro do município. A cerimônia aconteceu diante de centenas de moradores do bairro e contou com a presença dos vereadores Arlindo Borges, Ivo André, Bedeu, Jackson do Fogoso, Rosmino Melo e os vereadores licenciados Júnior Enfermeiro e Berré.

Na ocasião, o prefeito Dr. Hilton Gonçalo lembrou de importantes obras já realizadas na localidade. O gestor destacou os sistemas de abastecimento de água, construção de casas populares e calçamento. Em sua fala, Dr Hilton se comprometeu com a construção de uma creche no bairro e também aproveitou para homenagear o saudoso Kleber Torres, funcionário da infraestrutura falecido no primeiro semestre de 2018.

“É com imensa satisfação que hoje iniciamos os serviços de pavimentação asfáltica do bairro Gonçalo. Quero aqui comunicar que enviaremos à Câmara o projeto de substituição do nome desta rua, que a gora passará a ser chamada Rua Kleber Torres, em homenagem ao nosso saudoso amigo“, destacou.

As eleições e as fake news

Em se tratando de fake news, nestas eleições de 2018 não há inocentes: em menor ou maior grau todas as campanhas fizerem uso dessa prática e continuam a fazê-la no segundo turno para presidente.

As chamadas Fake news não são um fenômeno novo; o que é novo é a rapidez com que elas se propagam com o advento das redes sociais na internet.

Divulgar notícias falsas em campanhas eleitorais sempre foi uma prática nas eleições brasileiras, infelizmente. Quem não lembra do caso da Luriam, a filha que Lula quis abortar e acabou indo parar na campanha do “caçador de marajá”, Fernando Collor, em 1989? Ou o caso Reis Pacheco, na eleição de 1994 para o governo do Maranhão? Pois é.

O que há de novo no tenebroso mundo das fake news é a velocidade com que os conteúdos chegam até o receptor, que pode até não ‘curtir’ o que recebeu, mas ainda assim ‘compartilha’.

O fato é que em se tratando de fake news, nestas eleições de 2018 não há inocentes: em menor ou maior grau todas as campanhas fizerem uso dessa prática e continuam a fazê-la no segundo turno para presidente.

A esperança dos eleitores conscientes é de que Justiça Eleitoral, partidos políticos e, claro, os candidatos, consigam estabelecer um pacto pela democracia e evitar que menos fake news se proliferem a cada eleição realizada no Brasil.

A cidadania agradece.

Afinal, o PT deve ou não fazer “mea-culpa”? 4

O partido do Lula não tem outra escolha que não a de deitar no divã e fazer uma “terapia política” se quiser garantir um futuro eleitoralmente mais próspero a partir das eleições municipais de 2020.

Repercutiu bastante, ainda repercute, as declarações dadas por Cid Gomes (PDT), senador eleito pelo Ceará, durante ato que seria em apoio ao candidato a presidente Fernando Haddad, do PT, mas acabou gerando constrangimento amplo, geral e irrestrito para petistas.

“Tem de pedir desculpas, tem de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira” (…) É sim, é? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir um mea-culpa, não admitir os erros que cometeu, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”, disse o cearense, que teve o apoio do PT para senador e é irmão do ex-presidenciável Ciro Gomes, também do PDT.

O PT e os petistas não toleram essas sugestões de autocrítica e/ou mea-culpa. E Cid Gomes não foi o primeiro a sugerir tal postura para o PT.

Mesmo entre petistas ilustres, como Olívio Dutra, Tarso Genro, Jorge Viana, Eduardo Suplicy e intelectuais ligados ao partido como Frei Betto e Leonardo Boff, sempre defenderam um comportamento, digamos, mais humilde do PT em relação aos erros de conduta no campo político e ético – que foram muitos -, cometidos desde que a sigla subiu a rampa do Palácio do Planalto em 2003 tendo Lula à frente como líder máximo.

Contudo, o PT sempre se manteve resistente a fazer autocríticas. Aliás, os políticos e partidos de uma forma geral não são afetos a fazer mea-culpa, basta ver que o PMDB e o PSDB estão encolhendo eleitoralmente, mas não conseguem encontrar uma maneira de reconhecer seus erros. Com o PT não é diferente.

De qualquer forma, parece que o partido do Lula não tem outra escolha que não a de deitar no divã e fazer uma “terapia política” se quiser garantir um futuro eleitoralmente mais próspero a partir das eleições municipais de 2020.

E mesmo se for empurrado para a oposição através das urnas, como indicam as pequisas, o PT terá que se reinventar como ator importante da cena política nacional.

Em tempos que se mostram incertos, a democracia exige um PT reinventado.

Bom desempenho eleitoral de Fábio Câmara em São Luis o coloca na disputa pela sucessão de Edivaldo Jr. 24

Fábio Câmara está credenciado para dar voos mais altos em 2020 dentro de uma conjuntura que, ao que tudo indica, será com Jair Bolsonaro, também do PSL, no comando do país, o que pode, caso não se tenha maiores sobressaltos com no governo do “capitão”, favorecer uma candidatura de “Tio Fábio” a prefeito de São Luis.

Não pode ser ignorado o desempenho do ex-vereador por São Luis, Fábio Câmara nas eleições 2018.

O ex-candidato a deputado estadual pelo PSL obteve 14.838 votos (0,46% dos votos válidos), destes mais de 10 mil somente na capital maranhense, ultrapassando nomes e fortes e tradicionais como Roberto Costa e Helena do Dualibe, para citar apenas esses.

Essa votação de Fábio Câmara remete à duas questões fundamentais.

A primeira é que o ex-vereador mostra que consolidou liderança própria ao ter boa votação em São Luis e não pode ser mais considerado mero produto desse ou daquele “pai político”. Foram votos conseguidos pura e simplesmente pelo carisma, serviços prestados à população, sobretudo a mais carente, e à luta desse político negro, de origem pobre que teve os seus primeiros contatos com o mundo da política “limpando os banheiros da sede do MDB”, como Fábio costuma relembrar – ele foi filiado ao MDB por vinte anos.

A segunda questão é que Fábio Câmara está credenciado para dar voos mais altos já nas eleições de 2020 dentro de uma conjuntura que, ao que tudo indica, será com Jair Bolsonaro, também do PSL, no comando do país, o que pode, caso não se tenha maiores sobressaltos com no governo do “capitão”, favorecer uma candidatura de “Tio Fábio” a prefeito de São Luis.

É aguardar e conferir.

Como o aquecimento global pode levar à falta de cerveja no mundo

Estudo mostra que os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja

O PROBLEMA, CONFORME APONTAM OS PESQUISADORES, É QUE AS SECAS E ONDAS DE CALOR CONCOMITANTE DEVEM LEVAR A DECLÍNIOS BRUSCOS NO RENDIMENTO DAS COLHEITAS DE CEVADA, GRAMÍNEA CEREALÍFERA QUE É O PRINCIPAL INGREDIENTE DA APRECIADA BEBIDA (FOTO: ORSE VIA BBC)

VIA BBC Brasil

Não é que os cientistas estejam botando água no seu chope. Nem é que o aquecimento global vá terminar esquentando também seu copo. Na realidade, conforme mostra estudo publicado nesta segunda-feira, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja.

A conclusão, publicada no periódico Nature Plants, é que as secas e ondas de calor concomitantes – que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem – devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje.

A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo.

“Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja”, diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).

A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050.

“Chegamos a essa conclusão integrando em nossa pesquisa as informações das mudanças climáticas, das safras de cevada, do comércio internacional e de condições socioeconômicas”, explicou à BBC News Brasil o economista Dabo Guan, professor de Economia das Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia. “Com todos esses dados juntos, pudemos estimar o impacto que o cenário terá na cerveja, um produto essencial para uma quantidade significativa de pessoas no mundo.”

“Nosso estudo não quer dizer que as pessoas vão beber mais cerveja hoje do que amanhã, tampouco que precisaremos nos adaptar para um novo consumo de cerveja”, prossegue Guan. “Na realidade, pretendemos alertar as pessoas, especialmente nos países desenvolvidos, que a segurança alimentar é importante – e que a mudança climática vai afetar seu dia a dia e sua qualidade de vida.”

Ele lembra que, no cenário de aquecimento global, todas as culturas serão afetadas. “Mas neste estudo, utilizamos a cevada para ilustrar esse problema”.

O que priorizar?
Pelas projeções dos cientistas, o cenário considerou como estará o planeta no futuro próximo considerando os níveis atuais de queima de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono. Na pior das hipóteses, as regiões do mundo onde mais se cultiva cevada – como pradarias canadenses, regiões da Europa e da Austrália, e a estepe asiática – devem experimentar secas e ondas de calor cada vez mais frequentes.

É importante lembrar que apenas 17% da cevada produzida no mundo é usada para a fabricação da cerveja. O restante é colhido e se torna alimento para gado. Os pesquisadores se perguntam como será o conflito no futuro, diante da escassez da cevada: os produtores deverão priorizar animais com fome ou humanos com sede?

Aplicando o modelo matemático que considera sazonais produções históricas um pouco mais baixas, a conclusão dos cientistas foi que, sim, nessa queda de braço quem costuma ganhar é o gado, e não o homem. Os produtores tendem a privilegiar a cadeia estabelecida do negócio bovino, em vez de destinar os grãos para a cerveja.

O mesmo modelo ainda aponta como diferentes regiões do mundo devem reagir a seu modo diante da redução da produtividade de cerveja. Países mais ricos e amantes da bebida, como Bélgica, Dinamarca, Polônia e Canadá, por exemplo, devem resolver a equação subindo o preço final.

Nesse cenário, um pacote de seis cervejas comuns pode chegar a custar o equivalente a US$ 20 (R$ 75, na cotação atual), conforme estima o estudo – mesmo assim, populações de nações desenvolvidas talvez conseguissem absorver tal custo. Na média, conforme aponta o estudo, o preço da cerveja deve dobrar. A pesquisa considera que em casos de queda de 4% da produção de cevada, a bebida acaba custando 15% a mais.

Por outro lado, em países de população mais pobre, como a China e o Brasil, o consumo de cerveja tende a cair.

As projeções indicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve cair cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isso equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

O que fazer a respeito?
A cerveja é considerada a terceira bebida mais consumida no mundo – e a primeira entre as alcoólicas -, só perdendo para a água e para o café. São 182 bilhões de litros por ano.

Se na média global, a produção de cerveja responde por 17% das lavouras de cevada, essa parcela varia muito conforme a região. No Brasil, por exemplo, onde não é comum alimentar gado com cevada, 83% do cereal cultivado é destinado para a produção da bebida. Na Austrália, esse número é de apenas 9%.

“Nosso estudo se concentrou na cevada, que é o principal ingrediente da cerveja. Analisamos a frequência com que vemos condições precárias para cultivar cevada em todo o mundo – anos com calor extremo e seca severa. Esses eventos extremos são muito mais difíceis para os agricultores se adaptarem do que as mudanças médias no clima”, disse à BBC News Brasil o pesquisador Nathan Mueller, professor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia.

“Descobrimos que a incidência e a gravidade dos eventos extremos aumentam substancialmente à medida que as temperaturas médias globais sobem. Combinando um modelo de safra e um modelo da economia global de alimentos, podemos estimar as mudanças nos preços e no consumo de cerveja em todo o mundo resultantes desses eventos extremos.”

Mueller dá uma solução para que a estiagem não chegue aos nossos pobres copos: conscientização ambiental.

“Se conseguirmos diminuir nossas emissões de gases de efeito estufa e limitar a magnitude geral das mudanças climáticas, ajudaremos a evitar os piores cenários que simulamos nesta análise”, vislumbra. “Note que, enquanto os aumentos de preço em uma garrafa de cerveja são modestos em uma perspectiva de baixas emissões de carbono, eles realmente aumentam substancialmente em um mundo de alta emissão.”

Ibope: Bolsonaro tem 59% dos votos válidos e Haddad, 41% 2

Na primeira pesquisa Ibope do segundo turno, divulgada nesta segunda-feira, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro , tem 59% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT), 41%. A conta exclui os votos brancos e nulos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. Foram ouvidas 2.506 pessoas.

Por que “escolhemos guerrear” com o outro em tempos de escolhas políticas?

Entenda a raiz invisível de nossas paixões eleitorais: amores e ódios

Por Fátima Fontes, via Vya Estelar

Introdução

“Na realidade, geralmente nos esquecemos de que as grandes manifestações de desequilíbrio social – guerras e revoluções – são produtos de grupos normais, dentro da média, sem desvios. Os membros desses grupos influenciam uns aos outros através de poderosas redes sociais que inconscientemente [e hoje ‘conscientemente’- comentário meu] criaram e através das quais seus sentimentos de amor e ódio e seus preconceitos diretos e simbólicos oscilam. A patologia e a terapia de grupos normais têm sido negligenciadas, mas é delas que a saúde social da humanidade depende.”

(Jacob Levy Moreno, 1889 – 1947, no livro Quem sobreviverá? Fundamentos da Sociometria, Psicoterapia de Grupo e Sociodrama.
Goiânia: Dimensão, 1994, Volume II, página 235).

Estamos mais uma vez neste espaço reflexivo sobre nós e nossos vínculos. Desta feita, fui instigada a escrever sobre a atual onda de polarização política que se abate sobre nós e nossos vínculos, como uma forte tempestade, comprometendo relações e trazendo para aquele que deveria ser o “espaço da ágora, do debate”, um espaço da “guerra e do ódio” ao que pensa e vota diferente “de mim”.

Que lástima tudo isso, e como proposta alternativa e de “resgate” dessa tempestade, proponho o espaço das ideias e desejo que, de alguma forma, isso nos auxilie a sermos menos emocionais e mais racionais, num momento em que nosso cérebro frontal, aquele responsável pelas decisões racionais, seja o coordenador de nossas escolhas, ao invés de sermos primariamente levados pelo cérebro límbico, aquele mais primitivo e que é regido por nossas emoções e nos leva a sermos “impulsivos”, no momento de escolher o caminho a seguir.

A raiz invisível de nossas paixões eleitorais: amores e ódios

Usei como texto de nossa epígrafe, as sábias palavras de um psiquiatra judeu, pai da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama, Jacob Levy Moreno, que viveu entre as grandes guerras a 1ª e a 2ª, e que com competência e muito estudo, concluiu que aquilo que promove as polarizações entre as pessoas, dissenções e guerras, não é algo que está fora delas, e sim algo que é eliciado, a partir dos ódios, amores e preconceitos que carregamos.

Na verdade, os estudos das paixões humanas, é bem anterior a Moreno, e poder-se-ia dizer que acompanha a história do mal-estar da civilização, como nos ajudou a refletir, outro gênio da análise do comportamento humano e suas relações, o também psiquiatra judeu Sigmund Freud.

Juntando a esse coro de vozes, as vozes de filósofos, cientistas sociais, psicólogos sociais, teólogos, e cientistas afins, embasamos o argumento de que precisaremos identificar nossos campos pessoais, subjetivos de amores, ódios e preconceitos, como caminho para avançarmos na direção de uma escolha mais equilibrada.

É impressionante, o quanto as marcas de nossos processos de socialização primária e secundárias, nossos “imprintings”, dos quais tratei no artigo anterior, e que revelam nossa aprendizagem do amar e do odiar, ressurgem quando nos encontramos diante de cenários de perigos reais ou “imaginários”, evocados pela guerra do voto atual.

As incertezas sociopolíticas acabaram criando o fértil solo em que se desenvolvem sintomas, que poderíamos nomear de verdadeiras patologias sociais, dos quais ocuparia a primeira posição, a busca alucinada pelos “culpados” pela situação de sofrimento em que vivemos, estes tornam-se seres a quem desprezamos, odiamos e execramos, esse primeiro sintoma é ladeado por outro, de igual intensidade e valor, quase “delirante”, de que haveria um salvador, ou pessoas salvadoras, capazes de nos remover do atual cenário de corrupção  e enganos, aos quais juramos lealdade, amor e respeito.

A partir dessa vivência de “amor” e “ódio” projetadas para os vínculos, não tardará para que muitos preconceitos, arraigados em nós, também por nossas socializações, ganhem vida e cena e assim, o jogo da intolerância e do desrespeito se instalem definitivamente.

Adotando um tom “moderado” na busca do equilíbrio social, relacional e pessoal.

Feita, então essa “varredura” nas nossas histórias pessoais de amor e ódio, exorcizaremos os demônios que criamos e projetamos para nosso cenário sociopolítico.

Daí, nesse outro “estado psíquico”, poderemos alcançar a tal “paz de espírito”, que certamente nos guiará a reflexões mais abalizadas e ponderadas, neste “outro estado de alma”, o “pensar” coordenará as outras funções mentais como o “sentir”, e nos levará a criar espaços de ações com mais razoabilidade e funcionalidade, nos afastando dos extremismos e dos radicalismos.

Voltaremos a confiar em nós mesmos e naqueles com quem convivemos, uma vez que os núcleos paranoides de “perseguição” e de “conspiração” tenderão a cair por terra e aquele que pensa diferente de nós, deixará de ser oponente, e voltará a ser somente um “divergente”.

Em paz, pessoal e relacional, seremos capazes de unir nossas forças, de nos envolvermos mais com o “bem comum”, esse do qual pouco ou nada sabemos, uma vez que nossa imatura história republicana e democrática, ainda não nos ensinou a vencermos a nossa histórica letargia participativa na causa do viver comunal.

Para além do resultado eleitoral, precisamos nos envolver mais com a causa social, precisamos zelar pelos nossos recém-abertos espaços de transparência e lutas por participação civil nos espaços políticos.

Precisamos acompanhar a trajetória dos que assumirem os vários poderes, pois essa será a única forma de co-construirmos uma realidade social mais justa e que saiba cuidar de seus cidadãos. Nossa voz não se expressa somente no voto, mas sobretudo nos nossos vários espaços de pertença social.

Diferente disso, será “lavarmos nossas mãos”, e seguirmos ressentidos, cheios de ódios e mágoas, desejando que “dê tudo errado”, afinal não ganhou quem nós queríamos.

Somos aquilo que escolhermos viver, pensar, sentir e fazer. E isso é bem mais do que um voto eleitoral, representa uma ética do viver, tijolo primordial numa construção ética social mais ampla.

Tudo começa em nós, o que estamos alimentando nesses tempos atuais? Uma cultura de paz ou uma cultura de guerra?

E para terminar…

Quero chamar, para nos ajudar a encerrar esse artigo, o poeta lusitano Fernando Pessoa, que escreveu sobre nosso sonho de sociedade justa… que ele nos inspire nesses tempos de escolhas, afinal precisamos fazer boas e melhores escolhas e por elas nos responsabilizarmos!

“30-08-1933   
            Não sei se é sonho, se realidade,
            Se uma mistura de sonho e vida,
            Aquela ilha de suavidade
            Que na ilha extrema do Sul se olvida.
            É a que ansiamos. Ali, ali
            A vida é jovem e o amor sorri.

           Talvez palmares inexistentes,
           Áleas longínquas sem poder ser,
           Sombra ou sossego deem aos crentes
           De que essa terra se pode ter.
           Felizes, nós? Ah, talvez,
           Naquela terra, daquela vez.          

            Mas já sonhada se desvirtua,
            Só de pensá-la cansou pensar,
            Sob os palmares, à luz da lua,
            Sente-se frio de haver luar.
            Ah, nessa terra também, também
            O mal não cessa, não dura o bem.
 
            Não é com ilhas do fim do mundo,
            Nem com palmares de sonho ou não,
            Que cura a alma seu mal profundo,
            Que o bem nos entra no coração.
            É em nós que é tudo. É ali, ali,
            Que a vida é jovem e o amor sorri.”
            (PESSOA,1960, p.167)

CRISE NA FAMEM: Prefeitos manifestam insatisfação com o presidente Cleomar Tema

Líder de grande prestígio na classe política, Tema corre o risco pode enfraquecer não apenas sua reconhecida liderança entre os prefeitos, mas também comprometer o seu futuro político, pois uma derrota na eleição Famem terá repercussão bastante negativa para o prefeito de Tutum.

Não é boa a relação entre centenas de prefeitos com o atual o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema (PSB).

O motivo é a forma como Tema está conduzido o processo eleitoral na entidade que representa os prefeitos maranhenses.

Segundo apurou o Blog do Robert Lobato, havia um acordo entre o presidente Tema e um grupo de prefeitos para ele não disputar a reeleição, mas de repente esse grupo foi surpreendido como uma convocação, feita via Diário Oficial do Estado, para a eleição da Famem que seria realizada na semana passada com o atual presidente concorrendo a mais um mandato.

“O presidente Tema surpreendeu um bom número de prefeitos ao convocar eleição para Famem às escuras, montando uma chapa para sua reeleição quando havia um acordo que ele [Cleomar Tema] só ficaria no comando da entidade por um mandato. Mas descobrimos a manobra e fomos pra cima dele, que foi obrigado a mudar a data da eleição. Dia 22 haverá uma assembleia geral para tratar sobre a questão e com certeza haverá uma chapa alternativa a do atual presidente da Famem, pois não vamos aceitar um novo mandato no tapetão, por debaixo dos panos”, disse um prefeito que está indignado como a postura do presidente Tema.

Líder de grande prestígio na classe política, essa manobra pela sua reeleição pode enfraquecer não apenas a liderança de Cleomar Tema frente aos prefeitos, mas também comprometer o seu futuro político, pois uma derrota na eleição Famem terá uma repercussão bastante negativa para o prefeito de Tutum.

A oposição a Tema já articula a candidatura do prefeito de Igarapé do Meio, o pedetista Erlânio Xavier, para presidente da Famem.

Mas isso é assunto para outra postagem…

Mulheres na política

Por Flávio Braga

Com o notório propósito de assegurar, na prática, o empoderamento feminino na política, em 15 de março de 2018, o STF determinou que, no mínimo, 30% do Fundo Partidário deveriam ser repassados às candidaturas femininas. E em 25 de abril de 2018, o TSE determinou que 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e do tempo de propaganda eleitoral na TV e rádio deveriam ser destinados para candidaturas femininas.

É indubitável que essas decisões contribuíram para o crescimento da bancada feminina eleita para a Câmara dos Deputados no dia 7 de outubro, que subiu de 51 para 77 cadeiras. Um aumento de 50%. Elas passam a representar 15% da Câmara na nova legislatura, contra 10% atualmente. O crescimento da bancada feminina também é fruto da política de cotas imposta aos partidos pela legislação eleitoral.

Entre as eleitas, 43 ocuparão o cargo de deputada federal pela primeira vez. A mais idosa é a deputada reeleita Luiz Erundina (PSOL-SP), de 84 anos. A estudante de Direito Luísa Canziani (PTB-PR), 22 anos, vai ser a mais jovem deputada federal da próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2019. Uma curiosidade: dos 10 parlamentares que o PSOL elegeu para a Câmara, 5 são representantes do sexo feminino (Erundina, Sâmia Bomfim, Talíria Petrone, Áurea Carolina e Fernanda Melchiona).

O Distrito Federal elegeu uma senadora (Leila do Vôlei) e cinco mulheres em uma bancada composta por 8 deputados federais. É proporcionalmente a unidade da Federação que mais elegeu deputadas. Em termos absolutos, o estado com maior número de deputadas é São Paulo, com 11 mulheres na bancada de 70 deputados. Entre as que estreiam na Câmara está Joênia Wapichana (Rede-RR), primeira mulher indígena eleita deputada federal no País. A nota infausta é que o Maranhão não elegeu nenhuma representante para a Câmara.

A nova bancada feminina é diversificada em termos partidários (9 são do PSL de Bolsonaro e 10 são do PT de Haddad). Malgrado as diferenças de idade e ideologia, uma bandeira comum deverá unir todas as mulheres no parlamento: o combate à violência contra a mulher e a luta pelo protagonismo feminino na política.