ELEIÇÕES 2018: A TPE – Tensão Pré-Eleitoral 6

É impressionante como alguns analistas políticos, principalmente da imprensa, ficam afobados em época de eleição como se fosse a primeira que irão cobrir ou participar.

Parece que o mundo vai se acabar, que não há mais nada a fazer, que a “fatura” já está ganha para esse ou aquele candidato, que quem quiser derrotar o adversário que está poder tem correr feito louco atrás de apoios, partidos, políticos etc.

Uma boa prática para acalmar a essa TPE – Tensão Pré-Eleitoral, é respirar fundo e contar até 10, se necessário até 100, conforme o caso.

Mas caso os afetados por uma forte TPE queiram praticar algo mais racional, basta fazer um exercício de retrospecção, uma viagem na linha do tempo das últimas eleições. Dá um pouco mais de trabalho do que respirar fundo e contar até 10 ou até 100, é verdade, mas certamente será mais útil para chegar-se à conclusão básica de que a política tem a sua própria dinâmica e que a realidade de hoje pode ser completamente diferente de amanhã.

“Quem morre de véspera é peru”, ensina o adágio popular.

Fico embasbacado diante certas coisas que leio vinda de gente experiente, “puta velha” do jornalismo político, ou mesmo da política propriamente dita, cair em armadilhas das famigeradas pesquisas “tabajaras”, de factoides de governos, proselitismo de governadores, opiniões de “zap-zapeiros” etc, etc, etc.

A TPE é prejudicial porque leva as pessoas tirarem conclusões precipitadas, equivocadas e completamente aleatórias do momento atual. Isso gera um efeito contrário do desejado, além de poder servir até de gozação para os adversários.

O melhor, repito, é fazer uma retrospectiva das últimas eleições: quem estava liderando a meses das eleições e depois comeu poeira? Quem ganharia no primeiro turno e quando a campanha começou sequer foi para o segundo turno? Quem não tinha partido algum antes das convenções mas depois conseguiu compor uma boa aliança partidária? Quem era o patinho feio da eleição e apurados os votos virou a grande surpresa do pleito? E por aí vai.

Esse tipo de análise é que realmente importa para uma boa projeção de cenários.

Contudo, há os agoniados, os “perus” que morrem de vésperas.

Para estes aquela velha receita, conforme abaixo.

Vamos lá: Respirem fundo! Contem até 100! Agora relaxem…

Número de pessoas com autismo aumenta em todo o Brasil

Um estudo divulgado pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, revela que uma criança a cada 100 nasce com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os dados revelam um aumento no número de casos de autismo em todo mundo. Até há alguns anos, a estimativa era de um caso para cada 500 crianças. Com isso, estima-se que no Brasil existem dois milhões de autistas, e o que torna a questão mais grave é o preconceito e a falta de tratamento adequado. As pesquisas ainda revelam que os meninos são mais afetados pelo transtorno do que as meninas.

Segundo a Associação Brasileira de Autismo, em sua cartilha sobre o tema, o Transtorno do Espectro Autista caracteriza-se por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se define sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. “A tríade é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo, mas com condições de inteligência que podem variar do retardo mental a níveis acima da média”.

As causas do Transtorno do Espectro Autista são, até hoje, desconhecidas, mas acredita-se que tem sua origem em anormalidades (de origem genética) em alguma parte do cérebro, ainda não definida de forma conclusiva. Ainda de acordo com a cartilha da ABA, o autismo pode manifestar-se desde os primeiros dias de vida, mas é comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anterior à manifestação dos sintomas.

Um dos principais problemas é o diagnóstico do transtorno. Como ainda não há marcadores biológicos e exames específicos para o autismo, o diagnóstico é clínico feito por meio de observação direta de comportamentos e uma entrevista com pais ou responsáveis.

Ângela Amaral, que é uma das fundadoras do Gaape (Grupo de Amigos dos Autistas de Petrópolis), conta que sua relação com o trabalho com os autistas começou quando descobriu que seu filho Hugo, hoje com 27 anos, nasceu com o transtorno. Ela conta que o diagnóstico só foi feito quando Hugo tinha 1 ano e 8 meses, pois em Petrópolis nenhum dos profissionais visitados foi capaz de dar uma resposta conclusiva a respeito do transtorno.

– Na época falavam que ele tinha um retardo, uma deficiência comportamental, mas nada de autismo. Muitos médicos ainda acreditavam que ele era surdo e pediram diversos exames, mas eu tinha certeza que esse não era o problema, pois meu filho gostava muito de música, – revela Ângela.

O diagnóstico exato só possível por meio de uma análise de um neuropsiquiatra, que atendia no Rio de Janeiro. Ele avaliou Hugo como autista clássico e também com hiperlexia, ou seja, era super dotado em leitura. Até então, esse diagnóstico não era uma novidade, já que muitos autistas têm capacidades para desenvolvimento de leitura, pensamento lógico, falam idiomas com facilidade, mesmo sem ter aprendido, dentre outras habilidades.

– Hugo é meu primeiro filho e ao saber do diagnóstico meu chão abriu, mas disse ao médico que estava disposta a ajudar meu filho a ter qualidade de vida. Com isso, fui buscar informações sobre o Transtorno do Espectro Autista e também procurar ajuda de especialistas fora de Petrópolis. Em Juiz de Fora achei o tratamento adequado para o caso do Hugo e os resultados apareceram em pouco tempo, – explica Ângela.

Ângela conta que os tratamentos devem ser feitos para sempre e, graças ao acompanhamento constante dos especialistas, Hugo continua apresentando progressos. “O único apoio de que tive foi de outros pais, que também tem filhos com autismo e, a partir daí, surgiu a ideia de criar o Gaape (Grupo de Amigos dos Autistas de Petrópolis), que acabou tornando-se referência em todo o estado do Rio quando se fala sobre tratamento do Transtorno do Espectro Autista. Todos os autistas têm muita capacidade de desenvolvimento, basta apenas ter muito estímulo e o tratamento adequado”, conclui.

Tipo de Autismo
Por ser um espectro, o autismo engloba vários e diferentes níveis de funcionamento e transtornos, tais como: Autismo Clássico, Síndrome de Asperger, Autismo Atípico, Autismo de Alto Nível Funcional, Perturbação Semântica-Pragmática, Perturbação do Espectro do Autismo (ASD).

Tratamento
O tratamento para o Transtorno do Espectro Autista envolve profissionais multidisciplinares, por meio de intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e comunicação. Cada paciente é avaliado e tem um programa específico a ser seguido, de acordo com suas necessidades. Alguns dos profissionais envolvidos no tratamento são: psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores físicos.

(Fonte: Associação Inspirare)

Bequimão: Pelo 6º ano consecutivo carnaval da cidade se consolida como um dos melhores da região

Pelo 6º ano consecutivo o prefeito de Bequimão, Zé Martins mostra que investir na cultura local é o segredo para o sucesso da festa de momo. Foram 4 dias de folia. Alegria e animação foram as marcas dos foliões bequimãoenses e visitantes que aproveitaram a programação do Carnaval 2018 organizado pela Prefeitura Municipal de Bequimão. Foi o 6º circuito carnavalesco realizado na gestão do prefeito Zé Martins, que conseguiu resgatar a força da folia momesca no município.

A Praça 02 de Novembro foi novamente o local da folia, onde foi montado o palco para todos os shows. Sob o comando da Secretaria Municipal de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, de sábado (10) até terça feira (13), foi oferecida uma programação diversificada às pessoas que decidiram brincar em Bequimão. Foram 14 atrações divididas e que botaram os foliões para dançar durante 4 dias de folia.

Para o paulista Mário Henrique Macatrão, de 22 anos, a festa carnavalesca de São Paulo é diferente de tudo em Bequimão. “É a primeira vez que saio de minha cidade para outro estado. Sempre brinquei em meu bairro na zona oeste de São Paulo, e lá também muito bom, mas não se compara com o carnaval de Bequimão. Me divertir muito, fiz muitos amigos e quero voltar em outras oportunidades. Aqui parece uma festa familiar, todo mundo se diverte sem se preocupar com brigas”, destacou o turista que veio à convite de um bequimãoense que trabalha e mora em São Paulo.

No sábado (10), a Praça estremeceu ao som das bandas Skema Top, Tricha, Aline Fernandes e Levada do Teco. Os foliões brincaram a noite inteira e curtiram as melhores músicas carnavalescas da atualidade e, é claro, relembrando grandes sucessos antigos. Além disso o prefeito Zé Martins ainda entregou a chave da folia ao Rei Momo.

A animação começou mais cedo no domingo (11), com um vesperal repleto de atrações que fazem a alegria da criançada. Por volta das 15h aconteceu os desfiles das Escolas de Samba e blocos alternativos e organizados na Passarela do Samba, na Praça da Matriz. O público compareceu em massa para torcer por seu bloco ou escola de decoração. Depois, subiram ao palco as bandas Skema Top, Bicicletinha do Samba, Xavecada, Farra de Rico e Gargamel. Nem a chuva forte no início da noite tirou a empolgação dos foliões. A praça 02 de novembro mais uma vez ficou lotada.

“A alegria do povo de Bequimão e dos nossos visitantes superou qualquer adversidade. Foi assim que fizemos, mais uma vez, um belo e contagiante carnaval no nosso município. O trabalho continua e, no próximo ano, vamos nos esforçar para ser melhor ainda”, declarou a secretária de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, Dinha Pinheiro, que este ano inovou e trouxe para a avenida o bloco dos Quilombolas formado por moradores das 11 comunidades certificadas e das 7 não certificadas.

Na segunda-feira (12), a festa continuou com a banda Skema Top, que tem talentos locais no elenco. Em seguida, animaram a folia as atracações Herton RÁ, Ney Alves e a banda de forró Limão com Mel. Foi uma noite inesquecível, onde o público dançou e relembrou grandes sucessos da maior banda de forró do Brasil. Mesmo com chuva, os foliões não tiraram o pé da praça.

A programação foi encerrada no melhor estilo, na terça-feira (13), com animação de Skema Top, banda Miragem, Nana Banda e Traíra de Óculos. O saldo da festa foi só alegria e contentamento dos foliões. As pessoas puderam extravasar felicidade, nessa festa que é a cara do nosso país, em um ambiente tranquilo, seguro e com grandes atrações.

O jornalista Gutenberg Bogéa que participou do carnaval em Bequimão, destacou a gestão do prefeito Zé Martins e a valorização dos blocos organizados e tradicionais. “É muito importante para a cultura popular, manter essas tradições nas cidades e fazendo fantasticamente a manutenção dessa tradição”, destacou o proprietário do Jornal Pequeno.

Para o folião Flávio Ribeiro, mesmo com dificuldades o carnaval não pode morrer. “É o primeiro ano que estou fazendo um bloco no povoado Beira do Campo e graças já dando tudo certo agora, tá bom demais”, disse. Já Domingos Ribeiro, presidente do bloco Nhá Ursa, do bairro Estiva, o momento é de agradecimentos. “Queremos agradecer ao prefeito Zé Martins pelo apoio e pela valorização do que é nosso, e principalmente ao povo que nos prestigia aqui na Praça da Matriz”, finalizou.

Para o prefeito Zé Martins, o carnaval é uma festa que entra para a história de Bequimão e reúne gente de toda parte do estado e leva o nome da cidade para todo Brasil. “Estou feliz, embora eu fale sempre de dores e de passado, a vida tem que continuar. Uma das coisas que Juca Martins gostava também eram as festas. Por isso eu tenho a responsabilidade ainda maior de manter as festas tradicionais, já que muitas foram iniciadas por ele nos anos 1960. Estamos fazendo como a gente pode e por isso o carnaval de Bequimão está entre os melhores da baixada maranhense”, disse o prefeito que resgatou a festa momesca desde 2013.

Além da segurança composta por Polícia Militar e Guardas Municipais, a prefeitura ainda contratou segurança privada para que os foliões brincassem à vontade na praça durante todo carnaval. A Secretaria Municipal de Saúde montou uma barraca com profissionais de saúde, que ficaram disponíveis aos foliões durante os 4 dias de folia. Os funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social também trabalharam no carnaval entregando panfletos sobre a campanha contra a venda de bebida alcoólica para menores de idade.

Fotos: Rodrigo Martins

A Europa renasce

Por Eden Jr.*

Já em meados de agosto do ano passado, a Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia que propõe legislação, acordos políticos e promove a entidade), em comunicado, lançou o prenúncio de que a longa e dolorosa crise econômica e social que abalou o bloco de 28 países – bem como boa parte do mundo – iniciada há 10 anos e detonada pela quebra do banco americano Lehman Brothers, havia chegado ao final.

Na ocasião, a Comissão indicava que a União Europeia crescia pelo quinto ano consecutivo, depois de enfrentar a pior recessão de sua história. Medidas como: regulação do setor financeiro; apoio aos países com problemas de caixa; ajustes para melhorar as finanças públicas dos Estados-Membros e estímulos aos investimentos – para combater o desemprego dos jovens – haviam alcançado o resultado pretendido. O desemprego encontrava-se no nível mais baixo desde 2008, os bancos eram considerados mais sólidos, as contas públicas estavam se ajustando e o investimentos aumentavam.

Agora, no final de janeiro a boa nova foi confirmada. O Escritório Estatístico das Comunidades Europeias (Eurostat), divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro – o grupo de 19 nações da União Europeia que adotam o euro como moeda –  elevou-se 2,5% em 2017, o melhor desempenho desde 2007, quando a expansão foi de 3%. Foi o quarto ano consecutivo de incremento na região, dado que demostra que a recuperação é consistente. Dessa vez os propulsores do avanço foram a indústria, o comércio e os investimentos. Outro indicador que comprova a uniformidade da retomada é o crescimento de vários países: Espanha (2,5%), Portugal (2,1%), Itália (1,3%), França (1,7%), e até mesmo a Grécia (1,6%) – severamente abalada pelo descontrole de suas contas públicas e que se tornou um reiterado sinal de alerta para o Brasil, que também enfrenta forte desarranjo fiscal.

A Espanha poderá enfrentar alguns percalços em sua recuperação, dado os problemas internos advindos da tentativa de separação da Catalunha. Situação ainda não totalmente resolvida e que provoca muita instabilidade e incerteza, em razão da relevância econômica que a região tem, pois representa aproximadamente 20% do PIB espanhol.

O consumo sofreu elevação em virtude da queda do desemprego – a maior chaga da crise – e desde 2013 foram gerados cerca de 7 milhões de vagas, sendo que o nível de desocupação recuou de 9,6% para 8,7%, de 2016 para 2017. Contudo, a taxa de desemprego ainda é heterogênea na região. Alemanha e Holanda estão praticamente em situação de “pleno emprego”, com desemprego de 3,6% e 4,4%, enquanto que Grécia, com 20,5%, e Espanha, com 16,7%, ainda sentem agudamente o drama social da escassez de postos de trabalho.

Corroborando as expectativas auspiciosas para o “Velho Continente”, o Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou – durante o Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente no mês de janeiro em Davos, na Suíça – suas estimativas para o comportamento da economia mundial para o biênio 2018/2019. Segundo a entidade, a Zona do Euro crescerá 2,2% este ano e 2% em 2019, prognóstico melhor, inclusive, que o traçado para o Brasil, que de acordo com o Fundo avançará 1,9% e 2,1% nos dois anos.

A crise das dívidas de nações como Grécia, Portugal e Irlanda deram o tom do precipício europeu. Todavia, depois de socorros financeiros vindos do FMI e da própria União Europeia, que em contrapartida exigiram remédios amargos (que geraram cortes nos sistemas de aposentadorias, demissões de servidores públicos e privatizações) o esforço começa a dar resultados. Agências de classificações de riscos, como a Fitch e a Standard & Poor’s (S&P), melhoraram a avaliação da Grécia, da Espanha e da Turquia.

No período em que os políticos e a própria sociedade brasileira fazem milhões de malabarismos e contorcionismos retóricos, para não realizar o inevitável ajuste fiscal – ou seja, fazer com que as nossas necessidades caibam no orçamento público – a Europa nos oferece um exemplo: “depois da tempestade (e do sacrifício) vem a bonança”.

Sobre a Tuiuti e o “Dino, eu te amo”. OU: De Choquitox a Tiririca 12

Duarte Júnior tem chances de se eleger deputado estadual, mas corre o sério risco de até as eleições de outubro trocar, de uma vez por todas, o figurino do inocente palhaço Choquitox pelo do folclórico Tiririca

Imagens que marcaram o carnaval de 2018 no Brasil e no Maranhão.

O carnaval vai chegando ao fim e algumas imagens e símbolos já fazem parte da memória popular.

Nacionalmente, o Michel Temer estigmatizado pela Paraíso do Tuiuti, segunda colocada no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, possivelmente é a imagem que marca o carnaval de 2018.

Já por estas terras, a imagem/símbolo do carnaval de 2018 fica por conta de um exultante Duarte Júnior comando um grito de guerra de gosto duvidoso: “Dino, eu te amo”. Bom, os comunistas já tiverem gritos de guerra, digamos, mais profundos politica e socialmente falando…

O diretor do Procon-MA vai ficar no imaginário popular mais pelo comportamento bizarro durante o “Dino, eu te amo”, do que de um folião alegre que está de olho numa vaga de deputado estadual pelo PCdoB.

Nem Márcio Jerry chegaria a tanto, convenhamos.

Enfim, se é verdade que Duarte Júnior tem chances de se eleger deputado estadual, não é menos verdade que ele corre o sério risco de até as eleições de outubro trocar, de uma vez por todas, o figurino do inocente palhaço Choquitox pelo do folclórico Tiririca, palhaço eleito deputado federal com votação histórica pelo estado de São Paulo, mas que atualmente se diz decepcionado com a política e os políticos.

É aguardar e conferir.

TATUAPÉ: A vitória foi popular, mas também pessoal para o prefeito Luis Fernando

Se o bicampeonato da Acadêmicos de Tatuapé foi uma vitória popular, do ponto de gestão da cidade de Ribamar foi uma vitória pessoal do prefeito Luis Fernando que apostou todas as fichas nesse projeto como forma de “vender” o município para o Maranhão, Brasil e o mundo

O bicampeonato obtido pela Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé foi uma vitória popular ampla, geral e irrestrita, que começou na cidade de São Paulo e chegou no Maranhão, principalmente na cidade de São José de Ribamar, que fez parte do enredo da escola bicampeã.

A cidade balneária, que já estava na expectativa de um belo desfile da Tatuapé, foi surpreendida com uma vitória mais do que merecida, que, com certeza contou com as bênçãos do nosso santo padroeiro São José de Ribamar.

É possível que uma pequena minoria não tenha gostado do resultado do desfile de carnaval das escolas paulistanas ou mesmo até torcido contra. Faz parte.

Contudo, o importante que a quase a totalidade dos ribamarenses estava na torcida para que tudo acabasse bem. E foi o que aconteceu!

Prefeito Luis Fernando: De alma lavada com a vitória da Acadêmicos do Tatuapé.

E se o bicampeonato da Acadêmicos de Tatuapé foi uma vitória popular por si só, do ponto da gestão da cidade de Ribamar foi uma vitória pessoal do prefeito Luis Fernando (PSDB) que apostou todas as fichas nesse projeto como forma de “vender” o município para o Maranhão, Brasil e o mundo. Bingo!

Alvo de críticas e de desconfianças de todos os lados, e posto sob suspeita por afirmar que o erário municipal não foi obrigado a dar quaisquer contrapartidas para ser homenageada pela Tatuapé, Luis Fernando sai de alma lavada de todo esse processo.

E não bastasse a vitória da Acadêmicos do Tatuapé, a cidade de São José de Ribamar ainda pôde contar com a volta do bom e velho carnaval tradicional, que foi definitivamente reconstruído com nada menos do que sete circuitos oficiais contemplando bairros e povoados do município.

E olha que ainda vem por aí o tradicional Carnaval de Lava-Pratos com uma bela surpresa para os foliões, no próximo final de semana, para fechar a com chave de ouro a festa momesca na bela e agora campeã cidade de São José de Ribamar.

O carnaval do Maranhão não se resume à pessoa do governador Flávio Dino 6

O comportamento do governador maranhense pode ser muito bem resumido num trecho da cantiga “Sampa”, de Caetano Veloso, que diz assim: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”

Narcisismo é algo complicado e dependendo do nível pode ser muito perigoso, tanto para para o próprio narcisista quando pessoas próximas a ele.

Ao reclamar de forma que beira o patológico contra o fato de não aparecer na TV Mirante, afiliada da Globo, durante o carnaval, o governador Flávio Dino comete vários equívocos, todos originados na sua personalidade narcisista.

Em primeiro lugar, é estranho alguém se martirizar porque não consegue aparecer na “telinha” de uma emissora que integra um sistema de comunicação que é tratado costumeiramente de forma desrespeitosa pelo governador e o seus auxiliares mais próximos. Aliás, desrespeitos que não se limitam ao sistema em si, mas também a alguns dos seus profissionais de jornalismo.

Em segundo lugar, fica feio para um governador jovem ficar o tempo inteiro atacando o ex-presidente Sarney, um idoso de quase 90 anos, e acusando-o de ser a mente por traz do hipotético boicote da TV Mirante a sua pessoa.

Em terceiro lugar, quem acompanha os telejornais da TV Mirante sabe que houve, sim!, um registro diário do carnaval não apenas de São Luis, mas de diversas cidades do Maranhão em todas as regiões do estado.

Ocorre que para Flávio Dino só vale se durante as reportagens miranteanas o comunista aparecer tocando tambor com uma claque palaciana, sob o comando do diretor do Procon, Duarte “Shoktox” Júnior, gritando “Dino, eu te amo”. Aí não dá, né?

Esse tipo de comportamento do governador maranhense pode ser muito bem resumido num trecho da cantiga “Sampa”, de Caetano Veloso, que diz assim: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”.

Mas nada que uma boa terapia não resolva ou animize o transtorno…

Por que demitir pode não ser a melhor estratégia?

Algumas vezes o corte de custo é realmente necessário, mas na maioria delas, focar apenas na redução de despesas não é a melhor estratégia

Redação, Administradores.com

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) o Brasil encerrou o ano de 2017 com mais demissões do que contratações – foram 14.635.899 admissões e 14.656.731 desligamentos. Além disso, segundo o Fórum Econômico Mundial, está prevista a perda de 7,1 milhões de empregos até 2020.

Algumas vezes o corte de custo é realmente necessário, mas na maioria delas, focar apenas na redução de despesas não é a melhor estratégia. “O segredo é criar valor para a empresa, hoje e no futuro”, diz Aureo Villagra, CEO da Goldratt Consulting Brasil.

Demissões afetam a capacidade da empresa em entregar valor

Quando o caixa da empresa está comprometido não há liberdade de manobra, mas se este não é o caso a decisão deve ser muito bem pensada. “Cortar custos de forma linear, especialmente com reduções de pessoal, normalmente afeta a capacidade da empresa em entregar valor”, comenta Villagra. “De uma forma ou outra, ela reduz seus serviços, sua flexibilidade ou sua agilidade em servir seus clientes”, completa.

A empresa pode prejudicar seus objetivos a longo prazo

A empresa poderá focar-se muito nos seus objetivos de curto prazo, entregar o lucro do trimestre e prejudicar seus objetivos de longo prazo, manter-se competitiva e crescendo no mercado. “O ideal é transformar o momento em uma oportunidade e não aumentar ainda mais o problema com decisões focadas em curto prazo”, diz Villagra.

Aproveite o corte de custos, para construir uma vantagem competitiva

Em uma situação de crise generalizada os clientes da empresa provavelmente também estão em um ciclo de demissões e corte de despesas, muitas vezes precisando mais ainda da ajuda de seus fornecedores, mais serviços, flexibilidade e velocidade. Por outro lado seus concorrentes provavelmente também reduziram quadros e não estão prontos para oferecer mais serviços.

“É o momento de prestar atenção na nova realidade”, diz Villagra. “Com certeza é importante proteger seu caixa e seus gastos, mas sem nunca deixar de pensar em como entregar mais valor para seu cliente”, completa.

São José de Ribamar abençoa e Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã do carnaval paulistano

Só deu Maranhão no carnaval da maior cidade do país. Além do bicampeonato da Acadêmicos do Tatuapé, o segundo lugar ficou com Mocidade Alegre, que fez uma homenagem à cantora Alcione, de 70 anos, com um enredo marcado pelo clássico “Não deixa o samba morrer”, gravado pela Marrom em 1975

Confira a reportagem do Estadão.

Acadêmicos do Tatuapé se torna bicampeã do carnaval paulistano em 2018

Acadêmicos do Tatuapé tenta o bicampeonato homenageando o Maranhão. Foto: Felipe Rau/Estadão.

A Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã do carnaval paulistano, com nota máxima em todos os quesitos. A Mocidade Alegre ficou com o vice-campeonato. A escola não conseguiu patrocínio e apostou no reaproveitamento de penas, pedras e outros materiais para poupar cerca de R$ 800 mil este ano.

De acordo com Eduardo dos Santos, o presidente da escola, mais de 90% das fantasias são recuperadas depois do carnaval. Para explicar o espírito por trás da ação, em entrevista à colunista do Estado, Sonia Racy, ele citou um samba-enredo da Salgueiro de 1986: “Tem que se tirar da cabeça aquilo que não se tem no bolso!”

A bicampeã levou carros colossais e deixou o sambódromo, na madrugada do sábado, já como forte candidata ao título. Ainda arriscou uma batida reggae, estilo musical que nasceu na Jamaica e é muito ouvido no Maranhão, tema do seu enredo. Já o carnavalesco Wagner Santos, que estreou na Tatuapé com vitória, desenvolveu um tema que conhece bem, já que é maranhense.

As escolas Unidos do Peruche e Independente Tricolor foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.

Desfile. Em seu desfile no sábado, 10, a escola da zona leste de São Paulo levou carros colossais e fantasias ricas em detalhes para a avenida. Já ao fim do desfile, já era apontada como forte candidata ao bicampeonato.

A vice-campeã Mocidade Alegre fez uma homenagem à cantora Alcione, de 70 anos, com um enredo marcado pelo clássico “Não deixa o samba morrer”, gravado pela Marrom em 1975. Até a apuração da última categoria de notas, a escola ficou com o mesmo número de pontos das escolas Mocidade Alegre, Mancha verde, e Tom Maior. O resultado foi decidido por critérios de desempate.

No desfile da Mocidade, foi Alcione quem puxou seu próprio samba no começo do desfile ao lado dos intérpretes Tiganá e Ito Melodia, ainda no chão do Anhembi, e depois subiu no último carro da escola para ser homenageada como o enredo “A voz marrom que não deixa o samba morrer”. O investimento em grandes alegorias já apareceu no abre-alas da escola, formado por três carros que ressaltaram as belezas naturais do Estado do Nordeste e a influência dos franceses, que fundaram a capital São Luís no século XVII.

O bebê tem fome de quê?

A mãe vê já na maternidade que o bebê humano é o mais tinhoso dos mamíferos

Berçário de hospital em Santa Catarina – Joel Silva – 1º.ago.2008/ Folhapress

Vera Iaconelli*

A porca se deita de lado permitindo que os porquinhos recém-nascidos tenham acesso a seu leite. Sabe-se, graças à infinita curiosidade humana, que cada porquinho vai eleger uma mama e mesmo de olhos fechados se dirigirá a ela toda vez –é só numerar a mama e o porquinho, e a prova científica está dada. Tendo cumprido sua função, a porca solta um grunhido assustador e a porcada sai correndo, pois percebe que a festa acabou –satisfeitos ou não– e não se fala mais nisso. A natureza é tão eficiente que a porcada cresce linda e forte, sem maiores problemas a não ser o destino de se tornar bacon, do qual nunca desconfiarão –santa ignorância.

Do outro lado do universo vivente, a mãe humana descobre, já na maternidade, que o “porquinho humano” é o mais tinhoso dos mamíferos. Pensemos no caso de uma mãe indiana desesperada com a recusa persistente de seu recém-nascido em mamar. O pediatra, para surpresa de todos, sugere incrementar a dieta da mãe com curry –tempero onipresente na culinária do país. Ato contínuo, o bebê começa a mamar com a voracidade esperada. Conclusão: acostumado a sentir no líquido amniótico o gosto da dieta caseira da mãe, o pequeno, não encontrando o paladar esperado, se recusa a mamar.

O estudo das competências do bebê recém-nascido é fascinante e nos alerta para a importância das experiências mais precoces. As competências são, digamos, “configurações de fábrica” para dar conta da vida aqui fora. O bebê, diferentemente dos outros mamíferos, nasce faminto pelos odores, as vozes, o toque e os gostos com os quais conviveu durante a gestação, sendo capaz, por exemplo, de reconhecer a voz do pai na sala de parto. Se as rotinas hospitalares de parto derem chance, ele virará a cabeça de olhos arregalados na direção da tão conhecida voz (sugiro assistirem “breast crawling” no YouTube).

Sabendo disso, talvez você se inquiete com um bebê que tenha sido separado da mãe logo ao nascer devido a uma internação na UTI, pela entrega em adoção ou, ainda, por uma separação evitável, como no caso de hospitais que seguem protocolos anacrônicos.

Mas é aí, nas situações adversas, que o bebê mostra que, diferentemente dos porquinhos, é a linguagem que nos faz humanos. Fazemos uso da linguagem de forma tão radical, que algumas intervenções verbais podem reverter quadros somáticos gravíssimos na UTI neonatal e outras podem pôr tudo a perder.

Enquanto os pais são bombardeados com disputas mercadológicas sobre o uso ou não da chupeta, do aleitamento, da cama compartilhada, do tipo de parto, busca-se ignorar que é da transmissão de nossas histórias e afetos –ambivalentes, falíveis– que o humano é feito.

Cabe ao bebê chorar e cabe ao adulto estar lá para tentar acalmá-lo, não supondo que deveria ser capaz de adivinhar o que o bebê quer –nunca saberemos realmente o que um bebê queria, mesmo quando conseguimos que ele pare de chorar! Trata-se de tentar transmitir ao bebê que, na hora do sofrimento, ele não está sozinho. Alguém, que se dirige a ele como semelhante, que tem uma voz, um cheiro e um olhar de compaixão, não o abandonará. Consolo imperfeito, que sempre deixa a desejar. E é disso que se trata criar seres humanos. Trata-se de criar seres desejantes, e não porquinhos.

*Psicanalista, fala sobre relações entre pais e filhos, as mudanças de costumes e as novas famílias do século 21