Sobre o atentado a Jair Bolsonaro 10

Como este país ficou esquizofrênico! Uma “facada” em candidato que costuma fomentar a cultura do ódio e da violência vira quase uma comoção nacional, quando deveria servir como um aviso para os que desdenham da democracia e jogam loas ao autoritarismo.

Estava disposto a escrever sobre o tal atentando contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro, mas encontrei um excelente texto do jornalista e ex-deputado Milton Temer que contempla exatamente o que este humilde blogueiro pensa sobre o evento ocorrido ontem, em Minas Gerais, quando um homem esfaqueou o “mito” da direita.

Só acrescentaria ao texto do Milton Temer, o fato explicito da Rede Globo ver o episódio do esfaqueamento como uma forma de fazer as pazes com Bolsonaro, depois que o presidenciável expus as vísceras da emissora durante entrevista ao Jornal Nacional.

Não é demais lembrar que dias antes do atentado, o noticiário dava conta de que Bolsonaro teve um encontro com os Marinho (veja aqui).

Como este país ficou esquizofrênico! Uma “facada” em candidato que costuma fomentar a cultura do ódio e da violência vira quase uma comoção nacional, quando deveria servir como aviso para os que desdenham da democracia e jogam loas ao autoritarismo.

Quando da Globo a setores esquerda se unem “pela democracia” pró-Bolsonaro penso que este país tão cedo dará certo de tanta hipocrisia que o assola.

Pobre dos nossos filhos, netos, bisneto…

Salve as cinzas do Museu Nacional!

Fiquem com o artigo VÍTIMA, MAS TAMBÉM RÉU, da lavra do grande Milton Temer.

Sim, isso me ocorre por conta do simbolismo das imagens de Bolsonaro sendo carregado depois do atentado. E não vou aceitar de forma passiva que o filho de Bolsonaro saia do hospital afirmando, antes mesmo de qualquer avaliação sobre o estado do pai, que ali estava “o novo presidente da República”.

BOLSONARO foi vítima de ataque inominável. Mas ataque gerado pelo clima que ele muito concorreu para instalar, ao longo de sua própria carreira política, principalmente nesses últimos tempos de mais exposição mediática.

ENSINAR uma quase bebê a usar uma metralhadora. Santificar o torturador Brilhante Ulstra na declaração de voto pelo impeachment de Dilma. Ameaçar metralhar “petralhas”, bombardear a Rocinha e condecorar assassinos em invasões de favelas. Tudo isso, para além de citar quilombolas pelo peso em arroubas, ou legitimar estupros, são apenas alguns itens de um vasto repertório de ameaças ao conceito mínimo de civilidade que Bolsonaro exalou em suas seguidas declarações e atos.

NÃO SURPREENDE, portanto, que Flavio Bolsonaro já explicite a utilização do atentado que coloca seu pai em estado até de risco de morte, segundo é dito nas notícias, em ato de campanha. Uma campanha a ser conduzida, agora, nos termos que interessam ao candidato. Ou seja, sem participar de debates ou sabatinas onde suas debilidades se evidenciam. Sendo noticiado apenas pela evolução de seu estado de saúde.

QUE OS DEMOCRATAS ATENTEM. A condenação radical de atentados e agressões em uma disputa entre diferentes no debate político não pode levar à omissão sobre a responsabilidade de quem promove e atiça o caldo de cultura para tais atentados e agressões.

DEPOIS DA SANTA-DO-PAU OCO, que consegue ser a favor de tudo sem se definir sobre nada, transformar apóstolo da tortura em mártir da democracia é o que pode acontecer de mais falacioso contra essa suposta democracia.

Luta que Segue!!

Blogueiro caxiense sofre ameaça de empresário: “de faca ou de bala, vagabundo” 2

Empresário caxiense ameaça blogueiro de morte: “de faca ou de bala, vagabundo”.

Blogueiro Sabá registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Via blog do Ludwig Almeida.

O blogueiro caxiense, Cláudio Sabá, registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Regional de Polícia de Caxias (MA), nesta quinta-feira (30), comunicando à autoridade policial uma ameaça de morte que teria recebido de um empresário local. “Ele me telefonou e disse que iria me encontrar em qualquer lugar e me mataria de faca ou de bala”, relata Sabá, que acionou o viva voz do telefone para que seu pai e um sobrinho ouvissem os palavrões e as ameaças de morte.

O empresário que teria ameaçado o blogueiro se chama Magno Chaves, que recentemente abandonou a candidatura a deputado federal e anunciou apoio a reeleição do deputado comunista Rubens Júnior (PC do B-MA) e ao governador Flávio Dino (PCdoB-MA).

A informação é do Blog do Sabá.

“Ele alegou que iria me matar por eu ter falado o nome do pai dele numa postagem, o que não é verdade”, sustenta Cláudio Sabá. “Apenas relatei que ele abdicou da sua candidatura alegando ser por conta da morte do pai, o que é público e notório na cidade, onde isso foi dito por ele nas redes sociais e em entrevistas em rádio e televisão, no que não citei o nome do seu genitor em nenhum momento e nem denegri a memória deste, pois era um grande e honrado empresário da cidade”, garante Sabá.

Cláudio Sabá milita na comunicação caxiense há mais de 20 anos, já tendo trabalhado em emissora de TV, editado jornal impresso e desde 2013 fundou o Blog do Sabá, endereço eletrônico que ganhou notoriedade na cidade por combater os ex-gestores do município e tendo uma importante contribuição na derrocada do grupo político que governava a cidade nos últimos 12 anos. Coincidência ou não, a ameaça feita contra o blogueiro partiu de um empresário ligado ao grupo político derrotado, de onde supõem-se que pode haver algum tipo de retaliação política no caso.

A atividade jornalística do blogueiro já lhe rendeu dezenas de processos judiciais, onde os ex-governantes do município maranhense tentaram lhe calar, mas que não obtiveram sucesso em nenhuma oportunidade. “Tenho consciência da seriedade do meu trabalho e sempre fui inocentado nos processos movidos contra mim, o que demonstra a ética e a seriedade das minhas ações”, declarou o blogueiro que vai consultar advogados sobre as medidas a serem tomadas.

Entre as denúncias do blogueiro caxiense, irregularidades e fraudes em licitações de publicidade nas gestões do grupo político que comandava a cidade impediram a realização de 6 desses certames. “Eram fraudulentas e denunciei as irregularidades”,relembra Sabá que também fez representação junto ao Ministério Público por conta de notas frias no serviço de publicidade nas gestões entre 2005 e 2012.

Toda e qualquer resposta simplista sobre suicídios tem grande possibilidade de erro

Suicídios: o que ainda precisa ser dito

Redação Vya Estelar

Por Maria J. Kovács

Suicídio é tema tabu, mesmo sendo um evento presente na história da humanidade desde a Antiguidade. O ato suicida pode ser visto como liberdade, domínio, autonomia e controle. Mas ainda é frequentemente julgado e condenado, visto como fraqueza ou covardia.

Toda e qualquer resposta simplista sobre suicídios tem grande possibilidade de erro. Nos últimos anos, observamos mudança na mentalidade de que o suicídio precisa ser ocultado. Não falar sobre suicídio não diminuiu seus índices, pelo contrário, eles têm aumentado. A perspectiva atual é falar sobre o tema, trazendo números e porcentagens, quais são as pessoas em risco, diferenças de gênero e, no extremo, chega-se a falar do número de tentativas de suicídio em minutos, dias, meses ou anos.

Tão importante quanto a prevenção, é a posvenção; entenda

Os dados epidemiológicos servem como alerta e fomentam programas de intervenção. Os índices de suicídio nos convocam a prestar atenção nas pessoas ao nosso redor. Junto com programas de prevenção temos que desenvolver, em nosso meio, também programas de posvenção (termo ainda pouco conhecido no Brasil), que têm como objetivo principal cuidar do sofrimento de pessoas com ideação e tentativa de suicídio e familiares enlutados, oferecendo acolhimento e psicoterapia.

Levando-se em conta o que foi apresentado acima, vamos trazer outras questões para reflexão, agora considerando as pessoas já atingidas pelo fenômeno do suicídio, por ideação ou atos suicidas e pelos familiares que perderam pessoas queridas por esse evento. Essas pessoas necessitam de escuta, apoio, acolhimento e cuidados em longo prazo, não querem saber de números, estatísticas ou porcentagens. Precisam falar de seu sofrimento existencial.

Estatísticas apontam tendências, dados epidemiológicos, estatísticas, fundamentando programas de saúde mental. Pessoas afetadas pelo suicídio precisam de particularização, singularidade, respeito pela sua história que tem um início e que ainda não foi finalizada. Pessoas com ideação, tentativa de suicídio e familiares enlutados demandam atendimento de qualidade com profissionais capacitados, psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas, que possam acolher o sofrimento humano, cujo objetivo principal não deve ser evitar o suicídio a todo custo. Exemplificando, a atenção só voltada para impedir o suicídio pode restringir o sujeito, restringindo sua autonomia e liberdade.

Em casos extremos, pessoas podem ser amarradas no leito para que não realizem qualquer ação que possa colocar sua vida em risco. Essas ações podem resultar na diminuição do número de suicídios, mas o que podemos falar sobre a dor, falta de opção ou sofrimento dessa pessoa? Como profissionais de saúde mental nunca incentivaremos o suicídio, mas será que o impedir a todo custo não aumenta o sofrimento e a dor?

Temos poucas opções de cuidados contínuos em hospitais, Centros de Atenção Psicossocial e nas Unidades Básicas de Saúde. Entre as ONGS, cabe destacar o Centro de Valorização da Vida, que realiza de maneira exemplar o trabalho de atendimento em crise e o acolhimento. É fundamental que o “Setembro Amarelo”, além de programas de prevenção proponha também a contratação e capacitação de profissionais especializados para atender em continuidade pessoas em sofrimento existencial, que buscam a morte para aplacar a profunda dor psíquica que estão vivendo. Alertamos que o atendimento psicoterápico e psiquiátrico deve ser realizado por profissionais competentes e especializados e não por estagiários ou voluntários.

É preciso diferenciar acolhimento em crise realizado pelo Centro de Valorização da Vida, que é muito importante, por ser, em muitos casos, o primeiro passo para o atendimento de pessoas com ideação ou tentativa de suicídio de um atendimento especializado, como por exemplo, o atendimento psicoterápico e medicamentoso. Em muitos casos é necessário o atendimento psicológico e psiquiátrico especializado para lidar com a difícil tarefa de compreender emoções intensas, a ambivalência entre o desejo de viver e morrer, ampliar a visão estreita que considera a morte como única solução para o sofrimento. Sentir-se aceito, compreendido e não julgado, ter o sofrimento respeitado podem ser caminhos importantes para pessoas encontrarem sentido para continuar vivendo.

Fonte: Maria J. Kovács é professora do Depto. de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade do Instituto de Psicologia da USP

Ser humano ou ter humano, qual o estado em que você se encontra? 2

Ter implica em criar vínculos com o tempo

Por Ricardo J.A. Leme, via Vya Estelar

É possível ser livre de tudo que se tem e, também, por incrível que pareça, ser escravo de tudo que não se tem. Posso ser possuído pelo que não possuo!

Ter e Ser, duas dimensões que eventualmente se tocam, apenas se tocam. Ser humano ou ter humano, qual o estado em que você se encontra?

Eu sou!

Ter é estado claro aos cinco sentidos, mas ilusório ao tempo. O tempo flui e ensina que tudo relacionado ao ter sofre degaste. Ou seja, ter implica em criar vínculos com o tempo. Ter é temporário, não é bom nem ruim, temporário apenas. Aqueles que entendem a passagem terrena baseada na leitura de princípio e fim, são de algum modo reféns ou comparsas do tempo. Temos tempo? Quanto tempo de vida terei? Quando tinha sua idade… Se eu tivesse escolhido diferente… Quando eu crescer… Quando eu me aposentar… Enfim, nuances de expressão de teres humanos, humanos que passam.

Ter um nome, uma cidade onde se reside, um bairro, uma profissão, uma família, propriedades e afins, não me define enquanto ser! São apêndices circunstanciais da essencialidade do ser.

Ser mãe ou ter um filho não soa como realidades distintas a você?

A maternidade é experiência única a ilustrar com clareza a tensão que reside entre ser e ter. Conheço mães que nunca geraram filhos. Há mulheres que não tiveram filhos e têm o dom da maternagem, que é o cuidar. Também conheço mulheres que geraram filhos e nunca alcançaram o status de mães. Percebe a diferença? É sutil e grosseira simultaneamente.

O ser é inefável e se manifesta em presente e presença que não passa, permanece. Ele é uma veste do eterno e da eternidade, sem princípio ou fim, quando *eles descem à terra, esse maravilhoso espaço onde os sentidos imperam. Mas, se os sentidos me permitem ter experiências, dificultam que eu seja; enquanto sou, fluo, passo, me solto, comungo o mundo à minha volta, não me sinto apegado ao que sinto, visto que não tenho a experiência, senão sou a própria! Ora, sendo a experiência, ela acontece em mim, assim como simultaneamente eu aconteço nela, **ela me aprende enquanto eu a aprendo.

Confuso? Não se fores ser! Mas se a opção foi pelo ter, talvez esteja estranhando. ***São as entranhas que estranham.

Ser não é superior ao ter, apesar de maior. Ser é apenas diferente. Ter, são os dois lados da moeda, ser é a moeda. O ser é vertical, é antigravitacional e aspira, já o ter é horizontal e inspira, moldado pela gravidade. Pela gravidade do que tive, do que tenho e do que terei e pelo desespero do que poderia ter tido e do que poderia ter sido. Tudo se torna grave quando o ter asfixia o ser. Uma gravidade que força o corpo a se curvar fisicamente em reverência à terra, pois que a alma se recusou a reverenciá-la e assim ser liberta.

O ter humano é biológico, tem DNA, mapa celular, tem predisposição; o ser humano é biográfico, tem mapa celeste, é campo de possibilidades.

Ter não é menos que ser, senão diferente, aliás a própria diferença. Agora, problema é não se saber enquanto ser humano ou ter humano, aí sim é o princípio do equívoco na aventura da vida, que é temporal para o ter e atemporal ao Ser.

Assim sendo, quem sabe na próxima, se a vida permitir, possamos pensar juntos como sermos humanos?

* O eterno e a eternidade: quando eles descem à terra – uma metáfora do tempo presente.

** Perceba que aprender é solto, mais leve e sugere uma experiência de SER e TRANSFORMAR-SE. Quando aprendo algo deixo de ser, ou renovo meu ser. Quando apreendo algo aumento meu ser. Sutilezas que geralmente passam despercebidas, não é mesmo? De qualquer modo deixo aqui minhas desculpas pela liberdade poética.

*** É nas entranhas e no profundo de nosso ser que habitam nossos saberes mais consolidados, mais entranhados. A pessoa que vive ancorada no modo ter, tem as entranhas endurecidas, aprende por acúmulo, construindo torres. Alimentos novos podem causar estranheza, devido ao costume habitual de alimentos e informações formatados. Informações que a pessoa está habituada. A pessoa que vive no modo ser é livre e com entranhas porosas e desobstruídas a novos saberes, pensares e possibilidades de trocas. O modo ser minimiza a sensação de estranhamento comum ao modo ter. Mais uma vez me desculpo pela liberdade poética que entendo às vezes transcende o rigor e a formatação da prosa.

SANTA HELENA: Prefeito Zezildo busca implantação do Pacto pela Paz

Na semana passada o prefeito da cidade de Santa Helena, Zezildo Almeida, esteve na capital do estado, São Luis…

Na segunda-feira (23) o prefeito da cidade de Santa Helena, Zezildo Almeida, esteve na capital do estado, São Luis, em busca de mais segurança para população helenense.

Zezildo esteve reunido com integrantes de órgãos do poder público da cidade de Santa Helena, juntamente com o coordenador do Pacto Pela Paz no Estado do Maranhão, Dicival Gonçalves, e outros membros deste setor, discutindo a implantação do programa.

Compromisso com o município, aliado a investimentos nessa área, esforço em respeito à segurança na sua gestão. O Prefeito Zezildo mostra-se preocupado com os crimes que ocorreram em Santa Helena. A Policia Militar vem registrando diversos crimes e inclusive contra a vida nos Bairros da cidade, e isso tem sido discutido diariamente.

Segurança, é uma das prioridades na minha gestão, a reunião desta segunda foi muito proveitosa junto ao Coordenador Executivo do Programa Pacto Pela Paz, Delegado Dicival Gonçalves. Foi uma importante avanço na implantação desse importante projeto na nossa Santa Helena”. Garantiu o prefeito, Zezildo.

Pacto Pela Paz.

O Pacto Pela Paz é um programa criado pelo Governo do Maranhão mediante a Lei de nº 10.387 de 21 de dezembro de 2015, cujo objetivo é a promoção da paz social, da cultura dos direitos humanos e do respeito às leis.

O Programa prevê, no âmbito da Segurança Pública, ações de promoção do bem estar da população através da efetivação de uma polícia de proximidade.

O Policiamento de Proximidade tem como fundamento a descentralização dos conflitos da polícia, com discussão resolutiva local dos problemas. Sua implantação objetiva promover a aproximação entre policiais e cidadãos, e reduzir os indicadores de criminalidade a partir da ação policial qualificada.

No âmbito social, o Pacto prevê ações de prevenção social voltadas para a população de áreas identificadas como críticas em termos de criminalidade, de modo a reafirmar direitos e dar acesso a serviços públicos essenciais.

Nesse contexto, são destacadas ações relacionadas à prevenção, tratamento e reinserção social de usuários de substâncias psicoativas.

Como suporte às ações previstas, o Pacto Pela Paz prevê a ampliação do efetivo policial, a valorização a carreira policial, a capacitação permanente dos agentes de segurança pública na filosofia de polícia de proximidade e  o reaparelhamento das unidades policiais, sejam civis ou militares.

SÃO JOÃO DO SÓTER: Quatro anos do “governo da mudança” e o Maranhão ainda é uma terra sem lei 4

Via blog Palmas e Palmadas, de Josué Moura

Não se trata aqui de aproveitar uma carnificina como a que ocorreu na até então pacata São João do Sóter – pequeno município Município (1.438,1 km²) criado em 1997, com 17.104 habitantes, localizadona região dos Cocais, à 57 quilômetros de Caxias -, para jogar a culpa no Governo Comunista de Flávio Dino, mas precisamos registrar que tudo isso aconteceu por falta se segurança pública.

O que ocorreu naquele Arraial não foi apenas o que a imprensa chamou de “tragédia”, tornando o sinistro como algo do acaso, “coisa da ignorância de homens”, como se nada fosse possível ser feito preventivamente numa festa para evitar uma matança com os desdobramentos que se seguiram culminando com um linchamento, um dos crimes mais repugnantes da humanidade, que nos dias de hoje significa o império da barbárie e o fracasso do Estado em manter a ordem pública.

Não! São João do Sóter, apesar de ser um pequeno município, não está fora do mundo, não é um caso isolado, é infelizmente o retrato do Maranhão, em especial os chamados “grotões”, onde geralmente tem três policias desaparelhados, incapazes de darem segurança a uma festa pública e depois, sem o reforço necessário, impedirem matanças e linchamentos.

Vista aérea de São João do Sóter-MA, exemplo da falta da presença do Estado na Segurança Pública.

Nesses arruados – conheço muitos em todas as regiões do estado -, pouco se sente a presença ou o poder da autoridade. Polícia quando tem não é confiável e quase todo mundo anda armado. As autoridades? São “otoridades TQQ”, ou seja: o prefeito, o delegado e o juiz – esses dois últimos quando tem – moram na capital e quando ficam no município é somente terça, quarta e quinta.

Assim é o Maranhão, onde na campanha passada um juiz era o candidato e nos prometeu uma “grande mudança”, principalmente na Segurança Pública. O Juiz, Flávio Dino de Castro e Costa se elegeu, reascendendo nossas esperanças. Mas, infelizmente, ao final de quase quatro anos do “governo da mudança”, o Maranhão ainda é uma terra de bandoleiros, sem lei, onde grupos ensandecidos fazem justiça com as próprias mãos, sob os olhares complacentes ou inertes da força pública.

Fica aqui o meu repúdio, não é esse o Maranhão que queremos. Termina logo teu mandato, Flávio Dino!!

Criação do Sistema Único de Segurança está na pauta da CCJ

O relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), é favorável à proposição que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) é o primeiro item da pauta da reunião de quarta-feira (16) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

De autoria do Poder Executivo, a proposta foi aprovada em abril Câmara dos Deputados, na forma do substitutivo do relator, deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF). Agora, na CCJ, o relator é o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que já apresentou voto favorável à proposição.

“O projeto é conveniente e oportuno. Há muitos anos a comunidade de segurança pública reclama da falta de uma política e de um plano nacional para o setor. Além disso, até hoje não foi editada a lei prevista no artigo 144 da Constituição Federal, para disciplinar ‘a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades”, avalia o relator.

Alguns senadores questionaram na reunião da semana passada o pouco tempo que o Senado tem para discutir a matéria

— Se o relator [Antonio Anastasia] não estivesse preso a essa tese de que não pode mexer para que o texto não volte à Câmara, tenho certeza de que ele faria um relatório primoroso, com todas as mudanças necessárias. Mas não dá. O projeto ficou seis meses na Câmara e agora não podemos mexer? Não podemos aceitar isso. Não podemos votar no afogadilho — afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Virtudes
Em seu relatório, Anastasia lista o que considera virtudes da proposta, como a integração de todos os entes federados, a capacitação e valorização dos profissionais do setor, o compartilhamento de informações, e os mecanismos de avaliação e controle social, com participação popular.

O ponto de partida para viabilizar a PNSPDS é a atuação conjunta e integrada dos órgãos de segurança pública e defesa social da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, em articulação com a sociedade. O projeto prevê, inclusive, o auxílio da União aos entes federados que não tiverem condições de implementar o Susp.

O órgão central do Susp será o Ministério Extraordinário da Segurança Pública (MESP). Caberá ao ministério fixar as metas do Plano Nacional, a serem avaliadas anualmente. Os integrantes desse sistema poderão atuar nas vias terrestres e aquáticas, portos, aeroportos e terminais rodoviários. A proposta também estabelece mecanismos de controle e transparência das ações em segurança, regulando a atuação do controle interno, dos órgãos de correição e das ouvidorias.

Outras propostas
Outras proposições relativas ao tema segurança pública estão na pauta desta quarta-feira da CCJ. É o caso do PLS 358/2015, do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que aumenta as penas previstas para os adultos que utilizam crianças ou adolescentes para a prática de crimes; o PLS 272/2016, do senador Lasier Martins (PSD-RS), que disciplina condutas consideradas como atos de terrorismo; e o PLS 63/2018, do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que trata da construção de colônias agrícolas em cidades com mais de 500 mil habitantes.

(Fonte: Agência Senado)

A PM KÁTIA DA SILVA SASTRE: Vilã ou heroína? 28

Entre outras mães, filhas e inocentes que correram risco naquele fatídico dia, o desfecho do ocorrido foi melhor para as pessoas de bem.

A PM Kátia da Silva Sastre, do estado de São Paulo, protagonizou um dos eventos mais comentados na imprensa, na sociedade e, claro, nas redes sociais, neste final de semana.

À paisana, a PM reagiu a um assalto na cidade paulista de Suzano e disparou contra o assaltante, que morreu no hospital. O meliante já tinha passagem pela polícia, inclusive com acusação de ocultação de cadáver.

O ato da policial dividiu opiniões à esquerda e à direita do espectro politico nacional.

Pela lado das esquerdas, a ação da policial foi algo desumano, arriscado (pois colocou outras vidas em perigo) ou “uma carnificina”, como exagerou a colunista Nathalí Macedo no artigo “A mãe PM que matou um ladrão em Suzano e a espetacularização da irresponsabilidade”, publicado no site Diário do Centro do Mundo.

Já para os direitistas, a PM Kátia Sastre agiu corretamente mostrando que “ladrão bom é ladão morto” e coisas do tipo.

De uma forma ou de outra, esse episódio foi trágico em todos os aspectos.

Em primeiro lugar, revelou o quanto nós, cidadãos, pais e mães de famílias, nossos filhos etc.,  estamos vulneráveis à ações de marginais que não tem qualquer empatia pela vida alheia.

Em segundo lugar, serviu para mostrar o quanto também vivemos numa sociedade totalmente dividida entre os que ainda acreditam nas leis enquanto instrumentos para punir marginais e aqueles que defendem que justiça pode ser feita com as próprias mãos.

Em terceiro lugar, o evento mostra ainda como a sociedade está carente à procura de heróis e/ou heroínas, uma vez que não acredita mais no Estado enquanto ente que pode resolver os problemas que lhe afligem no cotidiano, como é o caso da falta de segurança nas cidades independente do tamanho delas – antes, apenas os grandes centros urbanos padeciam com a insegurança, atualmente qualquer cidade pelo Brasil afora está à mercê da marginalidade.

Mas, respondendo ao questionamento que dá titulo a este post, ou pelo menos tentando respondê-lo, penso que a brava policial militar Kátia da Silva Sastre não é nem vilã e nem heroína. Trata-se de tão somente uma cidadã que fez aquilo para o qual foi treinada, qual seja defender seus concidadãos. Agiu de forma não apenas corajosa, mas com muita competência e preparo técnico.

Se a mídia glamorizou o episódio isso é uma outra questão. E nesse particular tanto a mídia de direita quanto a de esquerda cometeram e cometem seus excessos.

Por fim, mas do qualquer coisa, Kátia da Silva Sastre, ou simplesmente PM Sastre, agiu como mãe quando estava se preparando para participar com a filha de um homenagem ao Dia das Mães.

Só isso já a coloca na condição, se não de heroína, na condição de uma “super mãe”.

Entre outras mães, filhas e inocentes que correram risco naquele fatídico dia, o desfecho do ocorrido foi melhor para as pessoas de bem.

Lições do caso Mariano de Castro 16

Tivesse levado a sua vida tranquilamente como médico, o destino poderia ter sido totalmente diferente para Mariano. O mesmo vale para muitos dos envolvidos nesse caso escabroso, incluindo o secretário Carlos Lula, que optou por deixar a atividade jurídica onde tem conhecimento e talento para aventurar-se na gestão pública – Lula nunca mais deixará de ter problemas como a Justiça e queira Deus com Polícia Federal

O caso Mariano de Castro não foi o primeiro e está longe de ser último envolvendo política, corrupção e dinheiro, muito dinheiro.

Muito provavelmente, o médico imaginou que nunca aconteceria com ele tudo o que aconteceu. Quando aceitou a ser operador de diversas maracutaias na área da Saúde do governo Flávio Dino, Mariano deu as costas para a sua profissão e resolveu ganhar dinheiro fácil através de esquemas de milhões de reais.

Ocorre que tudo que chega fácil também vai embora fácil. E se tratando de dinheiro oriundo de corrupção a coisa complica ainda mais, pois “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). O médico Mariano de Castro provou dessa verdade da forma mais trágica possível ao tirar a própria vida.

Tivesse levado a sua vida tranquilamente como médico, o destino poderia ter sido totalmente diferente para Mariano. O mesmo vale para muitos dos envolvidos nesse caso escabroso, incluindo o secretário Carlos Lula que optou por deixar a atividade jurídica, onde tem conhecimento e talento, para aventurar-se na gestão pública – Lula nunca mais deixará de ter problemas como a Justiça e queira Deus não tenha com Polícia Federal.

Com a divulgação póstuma das cartas de autoria de Mariano de Castro é imprevisível saber exatamente onde tudo isso vai dar.

Mais suicídios virão por aí? Assassinatos de pessoas envolvidas poderão ocorrer? Quantas prisões de autoridades públicas deverão ainda ser pedidas? O governo Flávio Dino resistirá aos desdobramentos de tamanho episódio lúgubre?

São questionamentos que surgem a partir do que pode vir por aí com as investigações da Polícia Federal sobre as circunstâncias do suicídio de Mariano de Castro Silva.

O fato é que dá para tirar muitas lições desse caso, principalmente quanto a não cair em tentação de embolsar milhões através de esquemas com o dinheiro público que estão, cada mais, monitorados pelos órgãos policiais, judiciais e de controle.

Mariano “falará” do além-túmulo.

E salve-se quem puder.

As dez piores cidades do Brasil para empreender 4

Os rankings internacionais sobre competição e competitividade, mostram que o Brasil ainda não aprendeu o que é isso!

Alfredo Passos, via Administradores.com

O Brasil agora ocupa a 80ª colocação entre as nações avaliadas, após  atingir, no ano passado, sua pior posição na lista. Na América Latina, o Brasil só tem desempenho melhor que Guatemala, Argentina, Equador, Paraguai e Venezuela. O Chile continua liderando o ranking regional.

A melhora brasileira ocorreu em aspectos como combate à corrupção e pelo aumento da liberdade do judiciário, segundo o Relatório Global de  Competitividade 2017-2018.

Mas, pouco animador é a posição brasileira entre 137 países. Além disso tem-se municípios que os gestores públicos ainda fazem muito pouco.

Assim temos cidades com poucas vantagens para investidores e consequentemente para o empreendedorismo.

Maceió

Muito se fala em cidades que acolhem bem a atividade empreendedora, porém, é
possível apontar no Brasil capitais que não parecem tão receptiva a quem
deseja começar o negócio próprio. De acordo com o levantamento anual da
Endeavor sobre capitais mais empreendedoras do País, Maceió está na
última colocação, ou seja, é o lugar menos favorável para empreender.

Teresina
A capital do Piauí também está entre as piores cidades para empreender de
acordo com a Endeavor. “São cidades com estrutura bastante precária”,
aponta o coordenador de pesquisa e mobilização Endeavor e responsável
pelo levantamento João Melhavo. “Se olharmos para o ambiente regulatório
dessas cidades, percebemos um desafio gigante”, analisa.

Fortaleza
“Essas capitais têm como problemas comuns a falta de infraestrutura, a
distância dos grandes centros e problemas internos como falta de
segurança”, analisa Melhavo, que avalia capitais como Fortaleza
como locais ainda pouco favoráveis ao empreendedorismo.

Belém
A capital do Pará, também aparece no ranking da Endeavor como uma
cidade pouco favorável a empreendedores. Para Melhavo, um dos pontos
mais sensíveis dessas capitais são os marcos regulatórios, que são as
leis em relação a tributação, abertura e fechamento de empresas.
“O Brasil tem o sério desafio de toda hora mudar as regras do jogo.
Temos em média 200 mudanças a cada três anos no ICMS, o mesmo que uma a
cada quatro dias. Isso é uma loucura pra o empreededor”, comenta.

Cuiabá
Fora do Nordeste, região do País em que os índices de empreendedorismo são
desfavoráveis, a capital do Mato Grosso também encontra dificuldades
para atrair investidores, o que é, na perspectiva do especialista da
Endeavor, um fator que dificulta a vida do empresário. “O investimento
de risco, o venture capital, está distante dessas capitais. São cidades
em que o empreendedor tem menos condições de buscar investimento”,
analisa Melhavo.

São Luís
A segurança pública, ou ausência dela, é outro fator que influencia
diretamente na forma como uma cidade recebe o empreendedorismo. “Na
região Nordeste, as taxas de homicidios estão acima das do Sul e do
Sudeste”, avalia Melhavo sobre capitais como São Luís.

Manaus
“Uma coisa que poderia ser feita em curto prazo para a melhora nos índices
dessas cidades é uma otimização do ambiente regulatório”, comenta João
Melhavo. “Para se abrir uma empresa, leva-se em média 138 dias. São
quase 5 meses para você abrir um negócio. Isso é possível de ser
transformado”, avalia o especialista. Cidades como Manaus (foto),
enfrentam esse tipo de entrave, que as faz serem mal avaliadas.

Natal
Natal, a capital do Rio Grande do Norte, também aparece no ranking da Endeavor
como uma das cidades menos favoráveis ao empreendedorismo no Brasil.

Salvador
A capital baiana está entre as dez cidades brasileiras pouco receptivas a
novos negócios. Entre os critérios avaliados pela Endeavor para o
levantamento, estão qualificação profissional, índices de segurança
pública, burocracia e capacidade de atrair investimentos.

Aracaju
À frente das capitais citadas anteriormente, porém ainda com índices
negativos para o empreendedor, está Aracaju. Para Melhavo, é possível
reverter a pouca receptividade com ações de curto e longo prazo. “Rever
processos e simplificar burocracia são atitudes do poder público que em
pouco tempo podem melhorar muito a situação do empreendedorismo nessas
cidades”, pontua.

“Competição e competitividade são palavras que os políticos, especialmente os deputados federais e senadores, ainda não conseguiram alcançar seu real sentido”.

Fonte: Endeavor/Estadão.