Caso Allana: Em que mundo nós estamos? 2

Por muito tempo fui resistente à penas duras como prisão perpétua e/ou pena de morte, mas hoje sou forçado a admitir que pelo menos prisão perpétua deveria ser considerada para alguns crimes, tipo esse que Allana foi vítima.

Não é o primeiro e, infelizmente, não será o último caso.

O pequena Alanna Ludmilla, 10 anos, é mais uma vítima, ao que parece, de um “amor tóxico”, aquele que é capaz de tudo, até matar uma criança inocente que sequer tem noção do que uma relação doentia de uma pessoa por outra.

O padastro da menina é o principal suspeito do crime que chocou a sociedade maranhense. E pior: a mãe da garotinha é acusada de ser cúmplice do assassinato da Allana – rogo a Deus que não esteja envolvida!

Isso mostra que o mundo em que vivemos está cada vez mais cruel, violento e onde não se pode confiar mais em ninguém.

Tenho três filhos, mas se pudesse voltar o tempo talvez não teria coragem de colocá-los no mundo novamente, tal o nível de crueldade que esse mundo chegou!

É que você faz tudo certo em casa e aí vem um “lixo humano” e estraga tudo.

A ser confirmada a participação da mãe da Allana nessa barbaridade é de se perguntar o que ela e o padastro da menina merecem pagar por tamanho crime hediondo.

Por muito tempo fui resistente à penas duras como prisão perpétua e/ou pena de morte, mas hoje sou forçado a admitir que pelo menos prisão perpétua deveria ser considerada para alguns crimes, tipo esse que Allana foi vítima.

Direitos humanos? Sim!, mas para quem é humano e é subjugado pelo sistema, mas não para quem atenta de forma tão bárbara contra a vida de outro ser humano, ainda mais quando se trata de uma criança.

Que os culpados paguem na forma da lei por esse crime bárbaro que cometeram.

E o ideal seria que apodrecessem na cadeia!

Paulo Marinho: Um preso político! 8

A prisão do ex-prefeito Paulo Marinho, e forma como a imprensa alugada pelo Palácio dos Leões tratou o assunto, inclusive tripudiando sobre a família do “preso político”, pode ter sido um tiro no pé com duas consequências a curto e médio prazo, quais sejam: (I) fazer de Paulo Marinho Júnior um dos deputados federais mais votado do Maranhão em 2018; e (II) comprometer a reeleição do prefeito Fábio Gentil em 2020.

A prisão do ex-prefeito e ex-deputado federal Paulo Marinho vai muito além do descuido com as suas responsabilidades pessoais em função de relações afetivas mal sucedidas.

No que era para se limitar a um problema judicial a ser resolvido nas varas de Família, a prisão de Paulo Marinho, ocorrida na manhã da última sexta-feira, 20, acabou ganhando conotação política pela forma e circunstância que aconteceu. Senão vejamos.

Segundo informações que chegaram ao Blog do Robert Lobato, sequer havia mandado de prisão para Paulo Marinho, o que tinha, a princípio, era uma intimação para que pagasse uma pensão alimentícia.

Também consta que o diretor do Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Caxias, delegado Maurício Filho, tido como excelente profissional, técnico sério e competente, recebeu ordens superiores para transferir Paulo Marinho “o mais rápido possível” para o presídio de Pedrinhas, em São Luis, atropelando, inclusive, uma determinação do juízo de Caxias para que Paulo Marinho ficasse sob custódia no município.

A ser verdade todas essas informações, fica evidente que o Maranhão passa por um inaceitável e inadmissível “estado policialesco” onde qualquer cidadão, principalmente os opositores dos comunistas, pode ser vítima de perseguição e de prisões arbitrárias. Aliás, não se pode esquecer a prisão injustificável do ex-chefe da Casa Civil do governo Roseana Sarney, João Abreu.

Muito preocupante tudo isso!

De qualquer forma, a prisão de Paulo Marinho, e forma como a imprensa alugada pelo Palácio dos Leões tratou o assunto, inclusive tripudiando sobre a família do “preso político”, pode ter sido um tiro no pé com duas consequências a curto e médio prazo, quais sejam: (I) fazer de Paulo Marinho Júnior um dos deputados federais mais votado do Maranhão em 2018; e (II) comprometer a reeleição do prefeito Fábio Gentil em 2020.

É aguardar e conferir!

PS: A prisão de Paulo Marinho foi na sexta,20, pela manhã, e à noite o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), estava na convenção do PCdoB. Será que o governo comunistas usou essa prisão para pressionar o prefeito se afastar dos Marinho?🤔

SMDH divulga nota de repúdio contra a escalada da violência no MA

Embora não aponte diretamente o governo Flávio Dino (PCdoB) pela situação calamitosa do Sistema de Segurança e Penitenciário maranhense, a nota da SMDH faz referência as três mortes violentas ocorridas nos últimos dias no estado, entre elas a do empresário Francisco Edinei Lima Silva, assassinado no “gaiolão humano”, na delegacia do Barra do Corda.

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), enfim, divulgou “nota pública” de repúdio contra a escalada da violência no Maranhão à luz dos assassinatos ocorridos na capital e no interior do estado por negligência do modelo de Segurança Pública e da Justiça Criminal praticado no Maranhão.

Embora não aponte diretamente o governo Flávio Dino (PCdoB) pela situação calamitosa do Sistema de Segurança e Penitenciário maranhense, a nota da SMDH faz referência as três mortes violentas ocorridas nos últimos dias no estado, entre elas a do empresário Francisco Edinei Lima Silva, 40 anos, “morto em decorrência de péssimas condições prisionais na Unidade Prisional de Barra do Carda, onde uma de suas celas é conhecida como ‘gaiolão'”, diz a nota.

Confira a íntegra da nota da SMDH.

SOCIEDADE MARANHENSE DE DIREITOS HUMANOS – NOTA DE REPÚDIO

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) manifesta seu repúdio e sua indignação diante das seguidas mortes ocorridas no Estado do Maranhão, motivadas por um modelo de Segurança Pública e de Justiça Criminal profundamente equivocado.

A primeira morte ocorreu no município de Barra do Corda em 09.10.2017 e teve como vítima Francisco Edinei Lima Silva, 40 anos, preso provisório, sem antecedentes criminais, morto em decorrência de péssimas condições prisionais na Unidade Prisional de Barra do Carda, onde uma de suas celas é conhecida como “gaiolão”, caracterizada como espaço a céu aberto, sem fornecimento de água e banheiro, destinada a presos provisórios (ou mais propriamente para infligir castigos). Celas como a referida também são usadas em outras unidades, como em Pindaré-Mirim, Grajaú, e Icatu.

A segunda vítima se trata de Jamilson Machado Pereira, confundido com um criminoso e morto por um disparo de policial civil, na madrugada do sábado, dia 07 de outubro, no centro histórico de São Luís.

A terceira vítima foi Ademar Moreira Gonçalves, 37 anos, servidor público do Ibama, executado na Avenida Litorânea, em São Luís – MA por um policial civil, cuja identidade não foi revelada, o qual se apresentou à Superintendência da Delegacia de Homicídios alegando ter atirado na vítima porque suspeitava que seu carro estava sendo furtado, no dia 14 de outubro.

A quarta vítima foi Tarcísio Mota Miranda, executado a tiros em Imperatriz, no dia 15.10.2017, pelo Policial Militar do 3º Batalhão de Imperatriz, Cândido Neto Vieira, em circunstância ainda não elucidadas.

Em todos os casos, percebe-se a participação direta de agentes públicos na morte de civis. De acordo com o levantamento de mortes violentas produzidos pela SMDH o estado do Maranhão, nos últimos 4 anos, foi responsável por mais de 80 mortes em suas unidades prisionais, caracterizadas pela superlotação, falta de estrutura das unidades prisionais, péssimas condições sanitárias e de saúde.

O estado do Maranhão apresenta, também, elevada taxa de encarceramento, destinada sobretudo aos mais pobres e aos negros, vitimizados pela espetacularização de suas prisões, mesmo que de forma provisória.

Ademais, o Estado do Maranhão é o 7º colocado no Ranking Nacional de Letalidade Policial, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2016. É uma das polícias que mais mata no Brasil.

Diante desses fatos, a SMDH clama pela rigorosa apuração das três mortes ocorridas e pela responsabilização dos seus autores, bem como pela imediata interdição, pelo Governo do Maranhão, de todas as unidades prisionais dotadas de celas tipo “gaiolão”, por se tratar de gravíssima violação aos direitos humanos das pessoas privadas de liberdade, numa clara afronta aos ditames estabelecidos pela Constituição Federal, pela Lei de Execução Penal e pelas normas internacionais de Direitos Humanos.

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos defende um modelo de Segurança Pública e Justiça Criminal assentado na participação democrática, no desencarceramento, no combate ao racismo, no combate à letalidade e desmilitarização das policias.

São Luís do Maranhão, 17 de outubro de 2017
Sociedade Maranhense de Direitos Humanos