Sabe o que gera engajamento? Humor

A palavra de lei do brasil é: a zoeira never ends. Seguir nesse caminho requer destreza – e não é para todas as empresas – mas pode gerar ótimos resultados

Jorge Albuquerque, Administradores.com

Se você não é bombardeado por mensagens, vídeos e gifs engraçados, inúmeras vezes ao dia, você certamente está morando fora do país e não interage conosco. Você pode até pensar que isso é novidade, coisa da geração atual e tudo mais, entretanto, ao meu ver, só está agora nos meios digitais o que o brasileiro sempre foi: uma pessoa divertida.

Essa “pegada” da comicidade está tão forte e enraizada que começou a chegar até nossas empresas. Elas agora utilizam memes, fazem referência à cultura pop e possuem informalidade na comunicação. Isso tudo, provavelmente, graças a uma percepção de dados de mercado, enxergando grande potencial nas novas formas de humor desenvolvidas pelas redes sociais.

Você acha que essas empresas fazem isso apenas por comodismo ou achar engraçado? Funcionários “normais” até que poderiam fazer por esses motivos, mas essas ações vêm da diretoria e visam apenas uma coisa: lucro. A comicidade, entretenimento e informalidade trazem engajamento dos usuários e repercussões na mídia.

Palavras como repercussão, impacto e engajamento estão sempre atreladas ao conceito de SEO, termo em inglês para Search Engine Optimization. Em português significa otimização para mecanismos de busca.

Aliado a uma tendência mundial da informalidade, downsizing, startups, jovens irreverentes, além de boa parte das maiores empresas do mundo seguirem essa linha (como Facebook, Google e Netflix), criamos um mercado, pelo menos a nível B2C, bastante dinâmico e engraçado.

Acredito que, junto ao humor, conteúdos sobre conflitos (notícias, fofocas, problemas) e celebridades (atores, atletas, blogueiros) fazem um tripé das maiores buscas, curtidas e compartilhamentos dos tempos atuais. Se existir uma notícia sobre Neymar terminar com Bruna Marquezine e uma foto engraçada, temos certamente uma vaga garantida no Google Trends.

Isso nada mais é do que as empresas surfando na onda dos conteúdos virais. Elas não estão “inventando a roda”, atrelar a imagem de produtos e/ou marcas à astros e celebridades já é uma estratégia batida. O diferente, dessa vez, são duas coisas: ver grandes varejistas, indústrias e empresas sérias “apelando” para a comicidade e a importância que o humor vem tomando à medida que a internet ganha força.

Fazer uma propaganda afirmando a qualidade do seu produto, todos seus benefícios e um preço matador pode não trazer tanto engajamento quanto uma postagem usando um clássico meme com Rodrigo Hilbert e sua perfeição.

O humor e a informalidade trazem as empresas para mais perto de seus usuários. A não ser que você esteja vendendo conteúdos para classe A++ Plus VIP, boa parte da sua comunidade vai entender as suas referências e as repercussões, se a estratégia for bem executada, será bastante positiva.

Antigamente, seriedade era sinônimo de profissionalismo. Padrões, elegância, etiqueta estava atrelado a tudo que era bom, a informalidade sempre remetia a coisas baratas, de uma qualidade normal ou ruim e, em resumo, coisa de empresa pequena. Hoje em dia, não é que houve uma inversão, mas agora propagandas engraçadas e ações de marketing são feitas por empresas bilionárias também!

Assembleia Legislativa premia vencedores do 41º Festival Guarnicê de Cinema em três categorias

Moraes (Agência Assembleia)

A Assembleia Legislativa do Maranhão entregou premiação aos vencedores do 41º Festival Guarnicê de Cinema, durante a cerimônia de encerramento do evento, realizada no último sábado (16), no Cine Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís. A diretora adjunta de Comunicação da Alema, jornalista Sílvia Tereza, representou o Parlamento Estadual.

O Festival Guarnicê de Cinema aconteceu entre os dias 9 e 16 de junho, coordenado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (DAC/PROEXCE), com apoio da Assembleia Legislativa, que premiou os melhores nas categorias documentário, vídeo e filme em curta-metragem.

O “Prêmio Cinematográfico Assembleia Legislativa do Maranhão”, subdividido em “Prêmio Erasmo Dias”, “Prêmio Mauro Bezerra” e “Prêmio Bernardo Almeida”, foi entregue para Taciano Dourado Brito, vencedor das categorias melhor curta (“Prêmio Erasmo Dias”) e melhor documentário (“Prêmio Mauro Bezerra”), pelo filme “Marina”, e para Daniel Drummond, vencedor da categoria melhor curta de ficção (“Prêmio Bernardo Almeida”), por “A Capataz”. Cada um dos prêmios corresponde a dez salários mínimos. Daniel Drummond não compareceu ao evento e nem enviou representante, mas receberá em outra oportunidade.

Taciano Dourado Brito, vencedor de duas categorias, recebeu as premiações das mãos da diretora adjunta de Comunicação da Assembleia Legislativa, Silvia Tereza. “A Assembleia Legislativa apoia o Festival Guarnicê de Cinema por considerá-lo de suma importância para o Brasil. E não somente por apresentar um panorama da produção audiovisual brasileira, com a participação de cineastas e produtores de alta qualidade, mas, sobretudo, por também destacar o trabalho produzido no Maranhão nessa área e revelar muitos talentos, além, claro, de auxiliar na circulação de obras de cineastas de todo o Brasil”, disse.

Além das premiações, foram homenageadas a cineasta Anna Muylaert, a produtora Ariadine Mazzetti, a realizadora Edna Fujii e Maria Raimunda, que frequenta o festival desde as primeiras edições, ainda como Mostra Super 8 de Cinema.

Devagar, quase parando…

Por Eden Jr.*

Quando o primeiro Relatório de Mercado Focus – elaborado pelo Banco Central com base na opinião semanal das principais instituições financeiras do país – foi lançado no início do ano, dia cinco de janeiro, a aposta era de que a economia crescesse 2,69% em 2018, isso depois de ter aumentado 1% no ano passado. Porém, a divulgação pelo IBGE, no final de maio, da expansão de apenas 0,4% no primeiro trimestre, colocou sérias dúvidas sobre a real capacidade de evolução do nosso Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Uma série de incertezas rondam o cenário, dificultando ainda mais os prognósticos otimistas para a nossa economia.

Os drásticos efeitos da greve dos caminhoneiros, encerrada no início de junho, não foram captados nessa última medição do PIB, mas seguramente terão severos efeitos sobre o desempenho do segundo trimestre, bem como sobre o ano como um todo. Por conta da paralização, o Banco Santander reduziu a expectativa de crescimento do PIB para o segundo trimestre de 0,8% para 0,2%. O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas projeta um recuo de 0,2% da atividade econômica em 2018, em razão do movimento. O Banco Itaú crê que agora o país vá crescer 1,7% e não 2% como previa anteriormente.

O clima negativo vem contaminando o mercado de ações. O Ibovespa, indicador que reúne as ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo, vem registrando sucessivas quedas. No ano, o Ibovespa caiu 6,5%, e entre os dias 14 de maio e 14 de junho, regrediu 16,2%, indicando que o ambiente se deteriorou no último mês. O ciclo de baixa das ações está diretamente ligado às perspectivas ruins para a economia brasileira, que se instalaram com força nas últimas semanas e reflete o pessimismo dos investidores. Fatores como: a manifestação dos caminhoneiros, possibilidade de greves em empresas públicas – como a da Eletrobrás –, alta do dólar e cenário incerto para as eleições, são apontados como determinantes para o desânimo do mercado, o que retroalimenta as incertezas e inibe novas possibilidades de negócios.

A alta do dólar tem sido um capítulo à parte no drama brasileiro. É esperado que o ano eleitoral cause estresse e leve à oscilação na divisa americana. Desde o início do ano, o dólar vem se valorizando perante boa parte das moedas, mas nas últimas semanas, com a atmosfera pessimista que assola a nossa economia, esse processo tem se intensificado. De primeiro de janeiro até o dia 14 deste mês o real se desvalorizou cerca de 14,9% em relação ao dólar, e entre 14 de maio e 14 de junho, retrocedeu 5%. Essa dinâmica causa embaraços, pois acaba pressionando a inflação, porque boa parte dos produtos comercializados têm componentes cotados em dólar. Situação que pode levar a um aumento na taxa de juros básica da economia (Selic), atualmente em 6,5%, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para os dias 19 e 20 deste mês. Um movimento de alta nos juros, torna os empréstimos e financiamentos mais caros, fato que atrapalha as vendas, reduz a produção, o emprego e dificulta a retomada do crescimento.

No contexto do dólar, uma péssima notícia veio dos Estados Unidos nesta quarta-feira, dia 13. O Fed, o banco central americano, elevou a sua taxa de juros para o intervalo entre 1,75% e 2%. O procedimento foi para conter a inflação do país, que vem aumentado em razão da atividade econômica, que está em plena ascensão, inclusive o índice de desemprego dos EUA, de 3,8%, é o menor em 18 anos. Foi a sétima alta seguida dos juros estadunidenses desde 2015, e há perspectiva de mais duas elevações, o que pode fazer com que os juros americanos cheguem ao intervalo entre 2,25% e 2,50%. Este quadro agrava ainda mais a tendência de desvalorização do real, dada a fuga de dólares para aplicação numa economia mais sólida, como a norte-americana. E a escassez da moeda americana no Brasil provoca alta da cotação do dólar. O nosso Banco Central tem feito operações com swap cambial – equivalente à venda futura de dólar – para tentar brecar a subida do dólar. Só nesta quinta-feira o BC injetou US$ 4,5 bilhões para acalmar o câmbio, e pode colocar mais US$ 10 bilhões de dólares nos próximos dias, nessa empreitada de conter a desvalorização do real.

Contudo, é da esfera política que vem os sinais de maior instabilidade. Recente pesquisa divulgada pelo Datafolha revela o crescimento de Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) na corrida presidencial. Nomes que causam dúvidas quanto à implementação de um programa reformista, especialmente na área fiscal, em que os déficits se sucedem ano a ano. Bolsonaro tem um histórico parlamentar de rejeição a medidas de disciplina fiscal, que causam antipatia no eleitorado. Já Ciro apresenta comportamento político errático, indo do espectro da centro-direita à esquerda, na qual está mais ligado recentemente. Até ano passado, o político do PDT afirmava que não havia déficit previdenciário – apesar dos cálculos oficiais apontarem um rombo na Previdência de R$ 268 bilhões em 2017 (INSS mais Regime dos Servidores Federais).

O presidente Temer, e seu entourage, são atingidos por acusações de corrupção quase que semanalmente. Circunstância que mina o arsenal de medidas de que podem lançar mão para alavancar a economia, dada a absoluta ausência de credibilidade de que dispõem. Como um dos últimos recursos para animar o cenário, esta semana o governo ampliou o saque das contas do PIS/Pasep, para colocar R$ 30 bilhões na economia. É pouco provável que resultados positivos venham rapidamente, tanto que agora as previsões apontam para aumento de apenas 1,5% do PIB em 2018. Muito aquém do que precisamos.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

Sobre a Copa 2018 (OU: sou brasileiro e não desisto nunca) 6

O Brasil “verde e amarelo” está meio que, digamos, sem tesão. Mas, “sem tesão não há solução”, como nos ensinou o irrequieto psiquiatra e escritor Roberto Freire.

Política e futebol são irmãos siameses. Não por acaso, há milhões de analistas políticos e técnicos de futebol pelo país afora.

O brasileiro está ressacado por duas embriaguez: o 7 a 1 da Copa de 2014 e o impeachment, ou golpe, como queiram, da Dilma.

O brasileiro está sem tesão!

Mas, apesar de tudo, somos otimistas!

O Brasil é maior do que nossas angustias e frustrações.

Enquanto aquariano, boliviano, flamenguista, petista e neto do velho Horácio não tenho como deixar de ter fé no meu país e muito menos perder o tesão para enfrentar as crises nossas de cada dia.

Amanhã estarei torcendo pela “Seleção Canarinho” mas por patriotismo do que fé no nosso futebol. Aliás, há tempos deixei de ser apaixonado por futebol.

Guardo apenas minhas paixões e lembranças dos bons tempos que ia ver, no Castelão, o Sampaio Correa bater no Moto Club e o Flamengo massacrar o Vasco no Maracanã.

Enfim, sou brasileiro e não desisto nunca.

Apesar dos pesares…

Um ótimo e abençoado final de semana para todos.

DIREITO: Empresas garantem recebimento de dívidas de clientes por meio do CEJUSC 6

Adv. Carla Morais.

O Código de Processo Civil (CPC) de 2015 apresenta a quebra de uma conduta arraigada aos costumes brasileiros: sempre recorrer ao litigio, a ideia de que para um ganhar o outro tem que perder.

Até então, para recebimento, cabia ao credor buscar seus créditos por meio da ação de cobrança, da execução de títulos extrajudiciais ou ações monitórias.

O caminho a ser percorrido para se conseguir o recebimento desses valores passaria por todas as dificuldades e custos dos processos judiciais. Ter-se-ia o enfrentando dos prazos processuais e as dificuldades próprias da burocracia de processos dessa natureza, como, por exemplo, a dificuldade do Oficial de Justiça encontrar o devedor para ser citado em ação de cobrança ou intimado à pagar nas ações de execução.

Outra possibilidade seria uma negociação extrajudicial, denominada termo de confissão de dívida, realizada entre partes e que ao ser descumprida daria ensejo a um processo judicial com o enfrentamento da mesma problemática já apresentada.

Contudo, a atual instrução incentiva que a mediação e a conciliação sejam exercidas como forma preferencial.

Concomitantemente, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) tem como vetor de sua proposta aquilo que o próprio nome já determina, que os conflitos sejam finalizados por meio de uma mediação, uma conciliação, tudo de forma mais simples e menos onerosa.

Essa sistemática ocorre no que poderíamos chamar de momento pré-processual, ou seja, não necessita a existência prévia de um processo, e se aplica a diversos tipos de conflitos, dentre eles, a recuperação de créditos.

E, em tempos de crise, conseguir a recuperação do crédito, de forma mais simples e barata, é mais que um aliado, tem se tornado uma importante fonte de recuperação de ativos das empresas. Outro atrativo que temos é a facilidade de acesso e, principalmente, a celeridade com que os empresários podem ter na satisfação seu crédito.

Já com relação ao devedor temos a grande oportunidade do mesmo conseguir adimplir sua obrigação, honrando com o pagamento de seu débito dentro de sua possibilidade de pagamento.

O que ocorre não é o “quer pagar quanto”, mas sim o “como pode pagar” e “como pode receber”. Esse sistema nada mais é que um acordo entre as partes de modo a ser incentivada a solução do problema.

Diante disso, é respeitado o valor do débito e seus acréscimos legais, contudo estes podem ser discutidos. A forma de pagamento também.

Em uma execução de títulos o CPC é claro em impor que seja respeitado o princípio da execução menos gravosa ao devedor. Nos CEJUSCs não é diferente. É respeitado o direito do devedor e é respeitado o direito à liberdade de transigir sobre a situação, de modo que o adimplemento da dívida fique bom para ambas às partes.

O formato de sua realização ocorre com o chamamento do devedor pelo credor para uma audiência, que é realizada no prazo médio de 20 dias, a contar da data de inclusão da solicitação da mediação.

No momento da audiência, as partes conversam sobre o débito, sua atualização, forma de pagamento e demais acessórios da dívida. Ao chegar a um acordo, isto é reduzido a termo por um conciliador, conforme as cláusulas já discutidas.

Posteriormente, este termo de acordo segue para homologação judicial, passando então a ter a natureza de título executivo judicial. Contudo, os termos do acordo realizado já são válidos desde a sua assinatura.A partir da homologação tem-se então um título capaz de ser executado diretamente, caso haja descumprimento do acordo.

De outra banda, cabe esclarecer ainda, que inicialmente este procedimento não impõe custas judiciais às partes, tendo em vista que diante da premente situação financeira das partes é cabível o pedido de justiça gratuita, tanto com base no próprio CPC, como nos termos do Provimento nº 16/2013-CGJ/MA.

Tal processamento traz a certeza da celeridade e do recebimento, bem como dá ao devedor a esperança de uma forma de pagamento facilitada. Assim, conseguindo também retornar a ter crédito na praça, acesso a certidões negativas de débito, possibilidade de participação em licitações, recebimento de valores a que são credores e que necessitam desta qualidade de adimplente, dentre outros benefícios. Resumidamente, é o formato em que ambos saem ganhando e atingem seus objetivos.

CARLA MORAIS
Consultora Jurídica de Empresas.
Advogada do Escritório Jansen, Morais e Vale Advocacia.

‘Mundo verá grandes mudanças’: o que se sabe sobre o resultado da histórica cúpula entre Trump e Kim Jong-un 4

“Teremos uma excelente relação”, diz presidente dos EUA em encontro com Kim Jong-un em Singapura. Analistas debatem o caminho para que Pyongyang abandone arsenal atômico

Trump: ‘Acho que os dois lados ficarão muito impressionados com o resultado’ (Foto: EVIN LIM/THE STRAIT TIMES/HANDOUT/GETTY IMAGES)

Via BBC Brasil

Após quase cinco horas de um encontro histórico nesta terça-feira, em Cingapura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinaram um documento em que a Coreia do Norte se compromete a trabalhar para a sua desnuclearização e em que sinalizam o desenvolvimento de “novas relações” entre os países – um passo avaliado como “desenvolvimento sem precedentes” depois de um ano marcado por hostilidade e troca de ameaças entre as partes.

Esse foi o primeiro encontro entre líderes dos dois países. A cúpula foi realizada após um ano de testes de armas nucleares realizados pela Coreia do Norte, e depois de o país ter anunciado que já havia completado seu programa de desenvolvimento de armas atômicas.

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O acordo foca em quatro compromissos:

1. EUA e Coreia do Norte se comprometem a estabelecer novas relações conforme desejo do povo dos dois países em perseguir paz e prosperidade;

2. EUA e Coreia do Norte empreenderão esforços para criar uma paz estável e duradoura na Península Coreana;

3. A Coreia do Norte se compromete a trabalhar no sentido de alcançar a total desnuclearização da Península Coreana;

4. EUA e Coreia do Norte se comprometem a recuperar prisioneiros de guerra e soldados desaparecidos, incluindo a repatriação daqueles já identificados.

O presidente americano disse que o processo de desnuclearização da Coreia do Norte – a questão principal que tinham à mesa – começaria “muito, muito rápido”.

Analistas consultados pela BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, avaliam, entretanto, que ele poderia alongar-se por até 10 anos e que há dúvidas quanto ao que Kim estaria realmente disposto a ceder.

O objetivo final de Trump, considerado difícil de alcançar, segundo os analistas, é que a Coreia do Norte se desfaça das armas nucleares, de maneira “completa, verificável e irreversível”, mas essas condições não estão mencionadas no documento.

Na cerimônia de assinatura, os líderes fizeram breves comentários à imprensa.

“Acho que os dois lados ficarão muito impressionados com o resultado”, disse Trump.

Horas antes, os presidentes iniciaram o encontro com um aperto de mãos diante de jornalistas e em frente às bandeiras de seus países, em um hotel de luxo na ilha de Sentosa, em Cingapura, após meses de idas e vindas em suas relações diplomáticas.

‘Mudança’
“As relações (a partir de agora) vão ser muito diferentes do que foram no passado”, disse Trump, afirmando ainda que havia desenvolvido um “laço muito especial com Kim” e que “definitivamente” o convidaria para visitá-lo na Casa Branca.

O líder norte-coreano, por sua vez, declarou que “o mundo verá grandes mudanças” e que tanto ele quanto Trump haviam decidido “deixar o passado para trás”.

Após falarem rapidamente à imprensa, Trump e Kim seguiram para conversas privadas ao lado de tradutores. Depois, tiveram o reforço de assessores. Trump, por exemplo, sentou à mesa acompanhado de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, e do chefe de gabinete, John Kelly.

Analistas estão divididos sobre as consequências reais da reunião: alguns veem nela um esforço – bem-sucedido – de propaganda por parte de Kim, enquanto outros enxergaram nela um caminho para a paz.

Início do encontro em Cingapura
A jornalistas, no início do encontro, Trump afirmou prever uma “ótima relação” com Kim.

“Me sinto muito bem. Teremos uma formidável discussão e seremos tremendamente bem-sucedidos” disse o americano.

O líder norte-coreano comemorou: “Não foi fácil chegar aqui…Houve obstáculos, mas os superamos para estar aqui”, disse ele, na primeira entrevista concedida a jornalistas ocidentais.

Segundo Rupert Wingfield-Hayes, correspondente da BBC, as cenas vistas em Cingapura são “fundamentalmente diferentes do que havíamos visto antes”.

“Os dois líderes estão se reunindo antes que muitos dos detalhes tenham sido trabalhados pelos especialistas. Então, esse é na verdade o início de um processo”, aponta Wingfield-Hayes.

O presidente dos EUA já afirmou que seu objetivo com o encontro era a desnuclearização unilateral e imediata da Coreia do Norte, mas em uma entrevista mais recente ao canal Fox News, havia admitido que “uma fase transitória poderia ser um pouco necessária”.

Já o propósito de Kim Jong-un, segundo analistas, passa por reforçar o reconhecimento internacional da Coreia do Norte como uma potência nuclear, pela abertura para o mundo exterior e para consequentes benefícios para a economia do país – marcado por um regime autoritário altamente repressivo em que opositores são enviados a campos de trabalho forçado.

Relações com a Coreia do Sul

Líderes da Coreia do Norte e dos EUA falaram a jornalistas e seguiram para uma conversa privada. (Foto: GETTY IMAGES)

O encontro também foi acompanhado de perto pela Coreia do Sul, cujo conflito com a Coreia do Norte, entre 1950 e 1953, foi encerrado com uma trégua, mas sem um tratado de paz. Uma foto divulgada por veículos de imprensa mostra o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, assistindo ao encontro através da televisão.

Moon afirmou que passou uma “noite sem dormir” na véspera do encontro entre Trump e Kim e disse esperar que a reunião possa “inaugurar uma nova era de completa desnuclearização, paz e novas relações entre a Coreia do Sul, Coreia do Norte e os Estados Unidos”.

O histórico encontro entre Trump e Kim foi precedido por outro marco, em abril, quando Kim Jong-un e Moon-Jae-in se encontraram na fronteira entre os dois países. Na ocasião, eles se comprometeram a buscar a “completa desnuclearização” da península.

A reunião em Sentosa surpreende também diante da tendência de hostilidade observada entre os EUA e a Coreia do Norte até o início de 2018. Em setembro de 2017, Trump afirmou que iria “destruir totalmente” a Coreia do Norte e que Kim – o “pequeno homem-foguete”, segundo o americano – estava numa “missão suicida”. No mesmo mês, Kim chamou Trump de “idoso com deficiências físicas e mentais”.

A vida é uma caixinha de surpresas

Já ouviu ou leu os seguintes ditos populares: “a vida é uma maravilhosa caixinha de surpresas” e “tudo que você faz um dia volta para você“.

Rogerio Martins, via administradores.com

COMPORTAMENTO | Já ouviu ou leu os seguintes ditos populares: “a vida é uma maravilhosa caixinha de surpresas” e “tudo que você faz um dia volta para você“. Renato Russo até musicou e cantou esta segunda frase e que virou música tema de novela. Pois é… esta semana tive a certeza destas duas frases populares em minha vida.

Este ao meu lado na foto é o Azonias. E quem é o Azonias? Um cara simples, com uma vida de superação a todo instante. Ele foi meu aluno na Faculdade Flamingo, no primeiro semestre de 2012, e depois mudou de instituição de ensino e não nos vimos mais. Porém, tenho muitos ex-alunos em minhas redes sociais e ele foi um deles. Gosto muito de manter esta interação além do ambiente acadêmico, pois me permite ajudar muitos deles no desenvolvimento de suas carreiras e também aprender com suas histórias.

Bem, ele continuou acompanhando minhas postagens, e volta e meia trocávamos algumas mensagens virtuais. Dias atrás, quando fazia uma transmissão ao vivo pelo Facebook, onde falei sobre liderança e carreira, ele mais uma vez participou. Ao final combinamos de marcar um café para conversarmos e entregá-lo meu kit, que contém o livro “Reflexões do Mundo Corporativo” + DVD duplo “Líder de Alta Performance”.

Café marcado e a conversa foi fantástica! Falamos um pouco de tudo. Como é bom olhar no olho e ouvir a história de vida de outra pessoa. Melhor ainda foi ouvir quanto o ajudei em sua carreira e as decisões que tomou inspirado em minhas aulas (na época lecionava a disciplina Gestão de Pessoas). Foi de arrepiar! A sensação agora, relembrando, é a mesma… de arrepiar.

Quando foi meu aluno, cursava Tecnólogo em Logística. Porém, algum tempo depois mudou de curso e graduou-se em matemática. Nesta conversa ele me contou que hoje é professor de matemática. Uma matéria que tinha muita dificuldade, mas assumiu o desafio de aprender mais e reverteu a situação. Disse que esta mudança foi influenciada pelas minhas aulas, onde muitas vezes falei sobre superação, resiliência, foco, definição de objetivos, etc. Felicidade e orgulho me definem neste momento.

Isso só reforça minha certeza que, independente da atividade que realizamos, sempre temos a capacidade de impactar na vida de outros. Podemos fazer isso positivamente ou não. Depende unicamente de nossas atitudes, o tempo todo. Por isso, lembre-se: tudo o que você faz um dia volta para você. Esta é uma lei universal, acredite ou não, aceite ou não. Isso irá acontecer! Portanto, espalhe o bem. Faça seu melhor. Dedique-se àquilo que gosta e aperfeiçoe-se sempre! Tenha fé que os resultados virão.

A vida é tão maravilhosa e deve ser vivida intensamente no aqui e agora! No livro “O Poder do Agora“, Eckart Tolle nos desperta para a importância de vivermos o presente. Use o passado apenas como referência para agir melhor agora. Que as histórias de sucesso ou fracasso vividas anteriormente sirvam para te inspirar a agira melhor agora. Sucesso!

Comer, ler e aprender 2

A comida sempre esteve presente nos livros, e o mais gostoso dessa relação é quando percebemos que, entre uma leitura e outra, podemos conhecer mais sobre a vida e sobre cozinhar

Ana Holanda, via Vida Simples

Um dia, relendo Dom Casmurro, um clássico da literatura brasileira escrito por Machado de Assis, a jornalista Denise Godinho se deparou com um trecho, entre os protagonistas da história, que atiçou seu paladar. Era uma conversa entre Capitu e seu amado Bentinho, logo no início da obra. Assim que descobre que irá para o seminário, Bentinho vai até Capitu para lhe contar uma novidade nada boa. Naquele exato momento, um escravo, que vendia cocadas em um grande tabuleiro, passou pelos jovens e lhes ofereceu o doce de coco, mas Capitu não se interessou. Para Bentinho, esse foi o sinal de que ela estava abalada com a notícia de sua ida ao seminário — ela adorava cocadas e jamais as rejeitaria. A questão é que as cocadas permeiam as páginas de Dom Casmurro e a desconfiança de Bentinho, anos depois, de que Capitu o traía. Ao terminar esse capítulo inicial, Denise, inspirada pela narrativa, correu até a cozinha para fazer a tal da cocada. “Improvisei um beijinho com o que tinha em casa e que matou a vontade. E essa coisa de comer o doce, lendo sobre ele, me trouxe vários questionamentos sobre a obra: por que será que Machado de Assis decidiu alimentar Capitu e Bentinho com cocadas? Será que ele gostava do doce ou o comia enquanto escrevia o livro?” Foi para responder essas e outras perguntas que nasceu o projeto Capitu Vem para o Jantar, que fala de literatura e as comidas presentes em suas páginas. Primeiro em formato de blog com texto e receita, depois em livro editado pela Versus, e mais recentemente como um canal no YouTube, em que Denise segue com suas reflexões literárias e gastronômicas.

Depois de Dom Casmurro, Denise passou a ler os livros com outro olhar: o de quem quer aprender a cozinhar para, depois, se deliciar. E, dessa forma, entender mais sobre os livros e seus enredos — e sobre si mesma, por que não? Sim, porque ao pesquisar sobre os pratos citados nas obras literárias, Denise percebeu que eles podiam ser também parte da própria história. No caso de Machado de Assis, ela descobriu que, em uma época na qual os costumes parisienses eram o modelo de comportamento para o mundo todo, o escritor seguia na contramão. “Ele simplesmente não suportava pedir filet de poisson em um restaurante se podia dizer apenas filé de peixe. O palanque dos protestos eram os livros. É por isso que as referências aos alimentos em suas obras são sempre brasileiras, como o caso da cocada de Dom Casmurro”, escreve Denise nas primeiras páginas de seu livro. E só para fechar a história das cocadas e não deixá-lo com vontade, a jornalista foi atrás da receita original e descobriu, por exemplo, que ela não levava leite condensado — o ingrediente ainda não era produzido por aqui e trazê-lo da Europa era algo caríssimo. Então as escravas cozinhavam tudo com mel e rapadura. Na versão que Denise traz em seu livro, a cocada leva: um copo americano (200 ml) de água, 1 quilo de açúcar, uma xícara de chá de coco ralado grosso e duas xícaras de chá bem cheias de leite em pó.

O mais bacana da história de Denise e seu Capitu Vem para o Jantar é que entre uma leitura e outra — ela, que vem de uma família de italianos com portugueses — aprendeu a cozinhar. “Em casa todo mundo cozinhava bem e tinha o maior prazer nisso, então eu só aproveitava os banquetes sem me preocupar”, conta. Mas ao ler e se enveredar pelas receitas ela percebeu que os dois juntos, literatura e comida, lhe trouxeram uma bagagem de conhecimento incrível e um apetite mais apurado. “Aprendi a ler os livros com outro viés e que, em um país onde ainda se lê pouco, talvez usar a gastronomia seja um incentivo para que as pessoas se interessem mais por isso. Por fim, cozinhar se tornou uma terapia, um momento em que posso refletir sobre o que está acontecendo na minha vida enquanto bato um bolo. E como é divertido cozinhar algo que carrega tanta história”, resume.

O livro de Denise traz mais de 50 receitas de pratos presentes em obras, de clássicos a leituras rápidas e leves. Há desde o cachorro-quente de A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, ou a paella de Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway, até a desastrosa sopa azul de O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, e o cosmopolitan de Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James. Mas, como boa cozinheira e leitora, Denise tem suas receitas prediletas: o bouef bourguignon, do livro Julie e Julia; a cerveja amanteigada de Harry Potter; e a tal paella de Hemingway. “Em Julie e Julia, Julia (Child, famosa autora de livros de culinária) diz que é um prato perfeito para quando colocam seu talento à prova. E eu tenho usado esse conselho. Faço esse prato toda vez que preciso receber alguém em casa”, revela. “Uma vez, fiz para a mãe de um namorado e ela amou. O relacionamento acabou, mas a amizade com ela continuou, que sempre comenta sobre o sabor da carne, que nunca saiu da cabeça dela.” Já a cerveja amanteigada tem a ver com o fato de Denise ser fã de Harry Potter. “E a paella de Hemingway é uma receita que foi me dada pelo proprietário do restaurante Botin, que era frequentado por ele”, conta, com orgulho.

A comida sempre esteve presente nos livros, provavelmente porque são parte integrante da vida. Há obras em que ela é a protagonista, como em Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel (Martins Editora), A Festa de Babette, de Karen Blixen (Cosac Naify), Minha Cozinha em Berlim, de Luisa Weiss (Zahar), ou Comer, Rezar e Amar, de Elizabeth Gilbert (Objetiva). Ok, neste último, os pratos ocupam apenas a primeira parte do livro, mas é irresistível a maneira como a própria Elizabeth vai se fartando com as massas, pizzas e molhos italianos. E a baita vontade que dá de comer cada um daqueles pratos. Mais do que isso, a beleza está em perceber que, quando ela se delicia com tudo aquilo, não alimenta só o corpo, mas a alma, e se refaz, entre uma garfada e outra, do fim do casamento, da falta de sentido da vida. A comida, de certa maneira, a ajuda a se reencontrar.

Arte e comida
É essa capacidade que a comida tem de nos fascinar e ensinar que atraiu a jornalista Michelle Strzoda e a historiadora e chef de cozinha Ana Roldão. A dupla criou o projeto Degustando Palavras, uma série de encontros sobre cultura, memória, arte e literatura e sua relação com a cozinha. E que, em breve, deve se transformar em livro. O Degustando já está na quarta temporada e acontece, atualmente, no Instituto Estação das Letras, no Rio de Janeiro. São cinco conversas, com pratos deliciosos para comer ao final (claro!), que falam sobre a relação de cinco artistas importantes com a comida: a escritora inglesa Jane Austen, a pintora mexicana Frida Kahlo, o pintor catalão Salvador Dalí, a duquesa austríaca Maria Antonieta e o escritor português Fernando Pessoa. Nos encontros, a historiadora portuguesa Ana Roldão, que é pesquisadora de comidas do século 19 e artes à mesa, conta, por exemplo, como Frida Kahlo registrava suas receitas em um caderno que a artista chamou de Livro da Erva Santa. Ali, Frida não apenas passava a limpo suas receitas e pratos favoritos mas também suas memórias e intimidades. De novo, a comida presente na vida e vice-versa. “Frida gostava de receber, era uma ótima anfitriã. E, quando tinha visitas em casa, ia para a cozinha”, conta Ana, que também se dedica a fazer releituras de pratos históricos. “Não sou chef de cozinha, sou historiadora”, afirma de maneira categórica. “Mas, para fazer essas releituras, precisei aprender a preparar os alimentos”, diz ela.

A questão é que a comida sempre esteve muito presente na trajetória dessa historiadora. Ana nasceu e foi criada em Portugal. Quando criança, vivia na casa da avó Cacilda Roldão, uma mulher muito educada e refinada, que a ensinou todas as normas de etiqueta e regras à mesa. “Ela cozinhava com preciosismo, das refeições do dia às mais elaboradas”, relembra Ana, que tem como prato de infância predileto a salada com rissole de camarão. A paixão pelas artes à mesa, que definiu sua carreira profissional, veio desse tempo. O desafio de Ana, atualmente, é contar essas histórias, que têm tão a ver com a nossa história também — somos colônia portuguesa —, só que de um jeito atual. Como falar sobre os hábitos portugueses que herdamos? Contando, como me revelou Ana, que Fernando Pessoa adorava arroz-doce. E que o também escritor lusitano Eça de Queiroz é um dos autores que mais abordam a comida nos livros.

A curadoria do Degustando é feita por Michelle, que não tem tanto apreço por cozinhar, mas aprecia um bom prato, as conversas que surgem em torno da cozinha, da mesa e os livros. “A cozinha é o lugar da casa onde fico mais à vontade para contar histórias e também para conhecer mais o outro. Eu cresci lendo livros ou fazendo lição de casa na mesa da cozinha. Se não tinha borracha para apagar um errinho, por exemplo, usava o miolo de pão para esse fim”, conta ela. Hoje, a cozinha ainda segue sendo inspiração. “O italiano Leonardo da Vinci inventou o guardanapo e era vegetariano. E a gente nem sabe disso”, revela Michelle, que adora ler sobre artistas e escritores e descobrir curiosidades sobre eles ligadas ao comer. “A escritora francesa Simone de Beauvoir, que sempre teve uma aura de arrogância, se libertava quando o assunto era comida. Ela tinha encontros regados a bebida e comida com seu amante.” E segue: “Agatha Christie (escritora inglesa) era uma vovó. Ao mergulhar na vida dela, descobri que o alimento que ela mais consumia era creme de leite e que adorava preparar doces para o marido. Cozinhar era, para ela, tão importante quanto escrever”, conta.

É desse jeito que a historiadora Ana Roldão e a jornalista Michelle Strzoda vão, de um jeito doce — para fazer um trocadilho delicado —, apontando por meio da comida mudanças sociais tão significativas na vida de todos nós. Ou que Denise Godinho recupera em seu Capitu Vem para o Jantar. Todas trazem essa atmosfera de bate-papo ao redor da mesa. E, para fechar essa conversa de cozinha e livros, nada como recorrer ao moçambicano Mia Couto, que certa vez escreveu: “Cozinha não é serviço. Cozinhar é um modo de amar o outro”.