O bebê tem fome de quê?

A mãe vê já na maternidade que o bebê humano é o mais tinhoso dos mamíferos

Berçário de hospital em Santa Catarina – Joel Silva – 1º.ago.2008/ Folhapress

Vera Iaconelli*

A porca se deita de lado permitindo que os porquinhos recém-nascidos tenham acesso a seu leite. Sabe-se, graças à infinita curiosidade humana, que cada porquinho vai eleger uma mama e mesmo de olhos fechados se dirigirá a ela toda vez –é só numerar a mama e o porquinho, e a prova científica está dada. Tendo cumprido sua função, a porca solta um grunhido assustador e a porcada sai correndo, pois percebe que a festa acabou –satisfeitos ou não– e não se fala mais nisso. A natureza é tão eficiente que a porcada cresce linda e forte, sem maiores problemas a não ser o destino de se tornar bacon, do qual nunca desconfiarão –santa ignorância.

Do outro lado do universo vivente, a mãe humana descobre, já na maternidade, que o “porquinho humano” é o mais tinhoso dos mamíferos. Pensemos no caso de uma mãe indiana desesperada com a recusa persistente de seu recém-nascido em mamar. O pediatra, para surpresa de todos, sugere incrementar a dieta da mãe com curry –tempero onipresente na culinária do país. Ato contínuo, o bebê começa a mamar com a voracidade esperada. Conclusão: acostumado a sentir no líquido amniótico o gosto da dieta caseira da mãe, o pequeno, não encontrando o paladar esperado, se recusa a mamar.

O estudo das competências do bebê recém-nascido é fascinante e nos alerta para a importância das experiências mais precoces. As competências são, digamos, “configurações de fábrica” para dar conta da vida aqui fora. O bebê, diferentemente dos outros mamíferos, nasce faminto pelos odores, as vozes, o toque e os gostos com os quais conviveu durante a gestação, sendo capaz, por exemplo, de reconhecer a voz do pai na sala de parto. Se as rotinas hospitalares de parto derem chance, ele virará a cabeça de olhos arregalados na direção da tão conhecida voz (sugiro assistirem “breast crawling” no YouTube).

Sabendo disso, talvez você se inquiete com um bebê que tenha sido separado da mãe logo ao nascer devido a uma internação na UTI, pela entrega em adoção ou, ainda, por uma separação evitável, como no caso de hospitais que seguem protocolos anacrônicos.

Mas é aí, nas situações adversas, que o bebê mostra que, diferentemente dos porquinhos, é a linguagem que nos faz humanos. Fazemos uso da linguagem de forma tão radical, que algumas intervenções verbais podem reverter quadros somáticos gravíssimos na UTI neonatal e outras podem pôr tudo a perder.

Enquanto os pais são bombardeados com disputas mercadológicas sobre o uso ou não da chupeta, do aleitamento, da cama compartilhada, do tipo de parto, busca-se ignorar que é da transmissão de nossas histórias e afetos –ambivalentes, falíveis– que o humano é feito.

Cabe ao bebê chorar e cabe ao adulto estar lá para tentar acalmá-lo, não supondo que deveria ser capaz de adivinhar o que o bebê quer –nunca saberemos realmente o que um bebê queria, mesmo quando conseguimos que ele pare de chorar! Trata-se de tentar transmitir ao bebê que, na hora do sofrimento, ele não está sozinho. Alguém, que se dirige a ele como semelhante, que tem uma voz, um cheiro e um olhar de compaixão, não o abandonará. Consolo imperfeito, que sempre deixa a desejar. E é disso que se trata criar seres humanos. Trata-se de criar seres desejantes, e não porquinhos.

*Psicanalista, fala sobre relações entre pais e filhos, as mudanças de costumes e as novas famílias do século 21

Novos e velhos amigos, o melhor antídoto contra a solidão

Muito interessante esse artigo. Recomendo a leitura até o final.

Auge das conexões sociais de homens e mulheres se dá por volta dos 25 anos, mas interação é crítica para a saúde mental

Acho que está claro para todos nós que podemos nos sentir sozinhos mesmo que estejamos acompanhados. Quantas vezes já presenciamos casais que mal toleram dividir uma mesa de restaurante? Mas não é da solidão a dois que falo, e sim da sensação dolorosa de não ter ninguém para compartilhar uma alegria ou tristeza. Nesse caso, a solidão é como um ferimento que não sara. Estudo realizado em 2016 mostrou que o auge das conexões sociais de homens e mulheres se dá por volta dos 25 anos. A partir dessa idade, as pessoas passam a concentrar suas energias na carreira e nos relacionamentos estáveis, deixando de lado o círculo de amigos. À medida que envelhecemos, esse grupo se restringe ainda mais, principalmente depois da aposentadoria, mas a necessidade de interação social é crítica para a saúde mental. A maioria não se dá conta disso, acreditando que cultivar amizades é quase um penduricalho ou exigência da sociedade, mas a questão é tão séria que a Grã-Bretanha criou, mês passado, uma secretaria de Estado para cuidar dos cerca de nove milhões de britânicos que padecem do mal. Estima-se que ali metade das pessoas acima dos 75 anos viva só, sem interagir com ninguém durante dias. Nos EUA, segundo reportagem do jornal “The New York Times”, mais de 42 milhões de americanos acima dos 45 anos sofrem de solidão crônica. Esse blog também tratou do tema: seu impacto na saúde equivale a fumar 15 cigarros por dia.

Por isso, não se feche para os amigos, antigos ou recentes. Quando alguém entrar em contato, não diga apenas que está muito ocupado, porque isso vai soar como um fora. Se a semana estiver corrida, explique que na seguinte sua agenda estará livre. Cultive uma rotina de encontros: semanais, quinzenais, mensais. Os companheiros de infância valem ouro, nessas relações há afeto, reminiscências, laços que podem ser refeitos como se o tempo nem tivesse passado. Reencontre-os. Reconecte-se. Embora não se possa garantir que a experiência seja 100% satisfatória, talvez você se surpreenda com sentimentos que estavam adormecidos. E não fuja dos encontros familiares: batizados, casamentos e aniversários de bodas podem ser oportunidades para rever pessoas queridas.

Há quem fique ansioso ou estressado quando se trata de estabelecer contato com estranhos, mas há maneiras suaves para fazer essa ponte. Uma delas é buscar informações, com vizinhos, moradores do mesmo bairro, ou até em redes sociais, que sejam úteis para sua vida. Pode ser a indicação sobre um profissional para fazer reparos na casa; sobre um médico ou fisioterapeuta; ou sobre cuidados com animais de estimação – aliás, ter um cão ou um gato abre um enorme leque de possibilidades de interação. Esse pode ser o primeiro passo para estabelecer uma conexão e mapear interesses em comum, mas preste atenção para evitar armadilhas: dar conselhos que não foram solicitados, gabar-se ou se envolver em algum tipo de fofoca.

(Por Mariza Tavares, Rio de Janeiro, para o G1)

Raiva não é bom ou ruim: apenas é

Não culpe os outros pela sua raiva

Patricia Gebrim, Vya Estelar

Como seres humanos, acolhemos em nós todos os sentimentos que fazem parte de nossa experiência neste planeta. A raiva é um deles.

Muitas vezes somos por ela tomados, agindo de forma que nos faz sentirmos dor ou arrependimento. O fato é que, lançada a pedra, não há como voltar atrás.

O que dizer desse sentimento que brota das profundezas da terra, eclode em nós e nos transforma numa espécie de vulcão?

Há quem a julgue, ache que raiva é coisa do mal, mas saibam, a raiva, como qualquer expressão na natureza humana, não é algo bom ou ruim. Apenas é. Como uma tempestade. Uma onda que chega à praia cheia de poder.
Um raio que cai do céu carregado de eletricidade.

Não julgamos a natureza por esses fenômenos e tampouco deveríamos julgar nossa própria natureza humana.

É preciso, no entanto, compreender que a raiva nos pertence. É preciso abraçá-la na inteireza do nosso ser. Parar de sair por aí buscando culpados. Sua raiva é assunto seu. Todo seu.

Mesmo que o outro tenha agido de forma inadequada, cabe a VOCÊ equilibrar o que sente.

Ouça… Você pode sentir “qualquer” coisa. Não há mal algum nisso. Mas despejar sobre o outro o que lhe pertence, é outra coisa. Isso sim causa imenso desequilíbrio. Causa dor em si mesmo e no outro. Embora pareça trazer, ao menos momentaneamente, um imenso alívio, uma descarga nociva de raiva nos fere a alma e entristece o mundo. Dói em nossas profundezas, naquele lugar onde não há separação entre nós e os outros. Deixa-nos na boca um amargo gosto de fel.

É também verdade que a raiva tem, algumas vezes, uma função positiva. De proteção. Quando sentimos raiva frente a uma injustiça, quando sentimos raiva frente a um ato que contrarie o amor… a vida.

Nesse caso não é nada inteligente desperdiçá-la numa erupção de vulcão. Entenda, a raiva vem carregada de imenso poder. Aprenda a canalizá-la e utilizá-la conscientemente, promovendo transformação, ações que resultem em evolução. Permita que o amor que o habita o ensine a lidar com a raiva, tornando-a um poderoso instrumento. Use essa energia com sabedoria, isso lhe trará imenso poder.

Respire fundo e prepare-se.

Faça o seu melhor na próxima vez em que a raiva emergir em você.

Aprenda.

Quanto maior a raiva, mais você precisa ancorar o amor em você.

Maranhão possui maior proporção de pessoas em condições de pobreza extrema, segundo IBGE 4

Dados de 2016 da Síntese de indicadores sociais do Brasil divulgados nesta sexta-feira (15) apresentou um panorama das condições do país referentes a trabalho, condições de moradia, educação e saneamento básico.

Em 2013, G1 já havia mostrado a situação de extrema pobreza de famílias no Maranhão, como a família de Raimundo e Maria do Socorro. (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

Por Rafael Cardoso, via G1 Maranhão

Nesta sexta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a “Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”, que busca retratar a realidade social do país a partir da análise de indicadores que contemplem a heterogeneidade da sociedade brasileira.

As análises contemplam as condições referentes a mercado de trabalho; padrão de vida e distribuição de renda; além de mobilidade educacional e ocupacional.

Dentre os principais indicadores destacou-se os níveis de extrema pobreza baseados na referência internacional do Banco Mundial, que considera como situação de pobreza extrema a linha de 5,5 dólares por dia. Em 2016, esse valor correspondia, no Brasil, ao rendimento mensal de R$ 387,15 por pessoa, de acordo com o IBGE.

Com base nesta classificação, havia 52,2 milhões de brasileiros em pobreza extrema em 2016. Dentre todos os estados do país, o Maranhão apresenta 52,4% de pessoas nessas mesmas condições, sendo o único Estado a atingir mais da metade da população nas condições de extrema pobreza de acordo com o índice do Banco Mundial.

Condições de moradia
Em 2016, o Maranhão foi o único Estado a obter valor superior a 20% na proporção de pessoas que vivem em domicílios com paredes externas construídas com materiais não duráveis. Na concepção do IBGE, materiais não duráveis seriam residências que não possuem paredes de alvenaria (com ou sem revestimento), de taipa revestida e de madeira apropriada para construção.

Trabalho
A taxa e desocupação (de desempregados) também cresceu no Maranhão. Em 2012, o Estado estava incluído no grupo com taxa de 6 a 10% de desocupação, sendo que em 2016 o Maranhão faz parte do grupo com taxa de desocupação de 10 a 14%.

Em jovens, com exceção dos estados do Piauí (18,2%), Sergipe (19,3%), Maranhão (20,9%) e Minas Gerais (19,3%) os demais estados das Regiões Nordeste e Sudeste apresentaram taxas de desocupação de jovens acima do valor nacional. Por outro lado, somente 30,1% dos jovens maranhenses estavam ocupados em trabalhos formais.

No contexto geral, mais de 60% dos trabalhadores maranhenses em 2016 trabalhavam em emprego informal. Segundo o estudo, os efeitos da maior informalidade do trabalho são percebidos no tamanho do rendimento médio do trabalho principal, que está abaixo na média nacional (levemente acima de R$ 2 000). Em 2016, o Maranhão apresentou R$ 1 123,00 de rendimento médio, o menor do país.

Juventude nem-nem no Maranhão
No Brasil, o número de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham subiu de 34,2 milhões em 2012 para 41,25 milhões em 2016 – o equivalente a 25,8% do total de jovens brasileiros nessa faixa etária. Em quatro anos, esse grupo, que ficou conhecido como “nem nem”, aumentou 20,5%.

Nesse contexto, 29.4% dos jovens maranhenses não estudavam e nem estavam ocupados em 2014, o quinto pior resultado do país. Em 2016 esse número cresceu para 33.3%, sendo agora o terceiro pior Estado nesse quesito, abaixo apenas de Pernambuco e Sergipe.

Saneamento Básico
Numa análise das regiões metropolitanas, a grande São Luís (correspondente a São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa) é a 7ª pior em fornecer acesso a três tipos de saneamento básico: Coleta direta ou indireta do lixo; abastecimento de água por rede; e esgotamento por rede coletora ou pluvial. No estudo, menos da metade da população (48,3) tiveram acesso a esses serviços em 2016.

Sobre a Síntese de indicadores sociais:
A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) é uma importante fonte de informações para a análise das condições de vida da população brasileira, segundo o IBGE.

Segundo o estudo, dentre as razões que elevaram os índices de pobreza do país está a conjuntura econômica dos últimos anos. Entre 2012 e 2016, o mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças significativas, reflexo da conjuntura econômica bastante variada ao longo deste quinquênio.

O aumento da desocupação foi um dos principais efeitos desta dinâmica e seu desdobramento apontou para a ampliação das desigualdades sociais e para maior vulnerabilidade de grupos populacionais específicos, segundo o instituto.

O G1 entrou em contato e aguarda resposta da Prefeitura de São Luís, da Prefeitura de São José de Ribamar, da Prefeitura de Raposa, da Prefeitura de Paço do Lumiar em relação aos dados divulgados pela Síntese de indicadores sociais (SIS).

O Governo do Maranhão informou que está atuando no combate a pobreza com criação de programas voltados à geração de emprego e melhoria dos índices sociais. Veja a nota na íntegra:

“O Governo do Maranhão informa que vem atuando fortemente para combater a pobreza e os baixos índices de desenvolvimento humano, fruto de décadas de abandono das gestões anteriores. Programas como Escola Digna, Bolsa Escola, Iema, Força Estadual de Saúde, Água para Todos e o Plano Mais IDH, estão posicionando o Maranhão na dianteira dos demais Estados que possuem como meta combater a extrema pobreza e elevar a qualidade de vida da população. Para garantir oferta de emprego, geração de renda e o desenvolvimento do setor produtivo maranhense, o Governo do Estado determinou a implantação de programas estratégicos nestes três anos de gestão. As iniciativas ajudaram a reduzir o impacto da crise econômica nacional no Maranhão. São programas como o Mais Empregos, o Juros Zero e o Mais Renda. Criado em 2016, o Programa Mais Empregos disponibilizou quase 5 mil novas oportunidades de trabalho com carteira assinada, tanto em empresas de grande porte quanto em micro e pequenos empreendimentos. Com o Mais Empregos, o governo garantiu o pagamento de R$ 500 por mês para cada nova contratação feita por empresas cadastradas. A experiência bem-sucedida beneficia sobretudo dois grupos mais afetados pelos efeitos da crise econômica: os jovens e as pessoas com mais de 20 anos no mercado. Além da redução do nível de desemprego, o Mais Empregos dinamiza a economia, a partir do efeito multiplicador do emprego adicional sobre a geração de renda, numa política fiscal anticíclica. O programa é, essencialmente, voltado à cidadania, visando assegurar mais dignidade ao cidadão maranhense a partir da oferta de oportunidades adicionais”.

Por que pessoas com valores duvidosos se dão bem na vida profissional? 2

Por Dr. Tomas Chamorro-Premuzic para a Harvard Business Review, via Vya Estelar

Como sabemos, não apenas os “mocinhos” sobem na carreira em organizações. Como disse Robert Hare em uma palestra: “Nem todos os psicopatas estão na prisão – alguns deles estão no topo das organizações.”

A psicopatia, o narcisismo e o maquiavelismo formam a “tríade sombria”. Deve-se notar que, ao contrário dos traços de personalidade patológica, esses traços são normalmente distribuídos na população – por exemplo, você pode ter uma pontuação baixa, média ou alta nessas características – e ter indicativos de funcionamento perfeitamente normais. Em outras palavras, só por que você apresenta fortes indícios dessas características não significa que esses valores tragam problemas para sua vida pessoal ou para o trabalho. E, apesar das implicações dessa tríade sombria, pesquisas recentes têm destacado uma ampla gama de benefícios derivados dessas características de personalidade.

Indivíduos psicopatas geralmente são mais desonestos, egocêntricos, imprudentes e cruéis que a média da população. O maquiavelismo está mais relacionado a um charme superficial, manipulação interpessoal, enganação, crueldade e impulsividade. Pessoas que têm altos índices nessa escala são moralmente fracas e têm a propensão a endossar a ideia de que “os fins justificam os meios” ou concordar com “é difícil avançar sem aparar algumas arestas aqui e ali”.

O narcisismo está relacionado a sentimentos irrealistas de grandiosidade, um ego inflado – embora frequentemente instável e inseguro – com um senso de autoestima e de sentir-se no direito egoísta de tratamento especial, aliado à pouca consideração pelos outros.

Assim como o termo e a lenda de Narciso sugerem, indivíduos narcisistas são tão autoindulgentes que podem acabar se afogando no amor-próprio – isso torna difícil para eles focarem em outras pessoas. Narcisistas frequentemente são charmosos, e o carisma é um lado socialmente desejado do narcisismo; Silvio Berlusconi, Steve Jobs e Jim Jones personificaram isso.

Em um estudo recente realizado em empresas alemãs, o narcisismo mostrou uma correlação positiva com o salário, enquanto o maquiavelismo se correlacionou ao nível de liderança e satisfação na carreira. Estas correlações eram significativas mesmo depois de controlar os efeitos demográficos, do cargo, do tamanho da empresa e das horas trabalhadas.

Anteriormente, um estudo descobriu que indivíduos com características psicopatas e narcisistas gravitavam para o topo da hierarquia tradicional e tinham altos níveis de realização financeira. Alinhadas a essas informações, algumas estimativas apontam que a taxa básica de níveis clínicos de psicopatia é três vezes maior entre conselhos corporativos que na população geral.

Então, por que essas pessoas com valores duvidosos se dão bem na vida profissional?

Em parte, porque claramente há um lado-luz nesse lado sombrio. Um estudo que examinou a sobreposição entre as características positivas e negativas da personalidade revelou que extroversão, abertura a novas experiências, curiosidade e autoestima são geralmente maiores entre personalidades da tríade sombria. Além disso, traços dessa tríade tendem a aumentar a competitividade, no mínimo pela inibição da cooperação e dos comportamentos altruístas no trabalho.

Estudos também revelaram que tendências psicopatas e maquiavélicas facilitam táticas de sedução e intimidação que assustam potenciais competidores e encantam chefes. Isso explica por que indivíduos com essas características são frequentemente ótimos atores, além de bem-sucedidos (a curto prazo) nos relacionamentos sexuais.

É importante entender que todos esses ganhos individuais vêm com prejuízos para o grupo.

Embora obviamente exista um elemento adaptativo para a tríade sombria – o que explica por que pessoas com valores distorcidos muitas vezes tenham sucesso – esse sucesso tem um preço, que geralmente é pago pela organização. E quanto mais poluído e contaminado o ambiente – em um sentido político – mais essas personalidades parasitas prosperam.

Mas como diz o ditado, tudo é melhor quando usado com moderação. Por exemplo, estudos mostraram que um nível intermediário de maquiavelismo aponta o mais alto nível de “cidadania organizacional”, talvez por serem politicamente perspicazes e bons em estabelecer redes de relacionamento, especialmente nos níveis superiores para ascender profissionalmente.

Outro estudo que analisou a liderança militar apontou que os melhores líderes mostraram características do lado-luz de narcisismo enquanto inibiam os traços sombrios: eles tinham altos índices de autoestima e apreço por si mesmo, mas baixos em manipulação e busca de causar uma impressão positiva.

Assim é possível pensar que as tendências do lado-sombra são fortalezas usadas em excesso — tendências que são bastante adaptativas e conduzem ao sucesso em curto prazo, mas que levam a problemas no longo prazo, especialmente quando pessoas com estas tendências não têm consciência a respeito delas. Ou seja, o lado-sombra representa os ativos tóxicos da nossa personalidade. Você pode transformá-los em armas para sua carreira, mas o grupo poderá perder, enquanto você ganha. A personalidade é um lubrificante importante para a carreira, mas traços da tríade sombria são mais efetivos em nível individual do que para o grupo.

HC Aldenora Bello inova com realização Campanha Natal de Esperança Maracap

Centenas de pacientes atendidos pelo Hospital do Câncer Aldenora Bello (HCAB) estão sendo beneficiados com os repasses da campanha Natal de Esperança Maracap, que neste mês sorteará mais de R$ 600 mil em premiação. Dirigido pelo premiado cineasta de ‘Walter do 401’, o maranhense Breno Ferreira, os filmes da campanha publicitária estão no ar desde o início do mês, com criação da MSM Comunicação e produção da Sotaque Filmes.

Além dos tradicionais sorteios dos dias 10 e 17, o Natal de Esperança Maracap terá um sorteio especial no dia 27, com transmissão ao vivo pela TV Difusora e Mirante Am e retransmissão pela TV Cidade e dezenas de rádios do interior. Ao adquirir o certificado de contribuição emitido pelo próprio Hospital, além de concorrer a prêmios, a pessoa tem a garantia que está beneficiando o tratamento oncológico de pacientes atendidos pelo HCAB.

A apresentadora Carol Carvalho destacou “que a parceria com o Aldenora Bello torna a campanha mais bonita e nos enche de orgulho. Traz esperanças a quem precisa do apoio do Hospital”, disse a apresentadora. Para o apresentador Jeisael Marx, a campanha trabalha a esperança das pessoas que esperam mudar de vida, esperam uma guinada de vida. “A esperança é para todos! Desde as pessoas que receberão a contribuição para ajudar no tratamento e para quem tem esperança de ganhar um prêmio e mudar de vida”.

Dilemas: Como mudar um mau hábito? 2

Parar de fumar, emagrecer, se exercitar. Ter uma vida mais saudável, enfim. Essa parece ser a busca de muita gente, mas poucas pessoas conseguem, de fato, alterar sua rotina, sua maneira de ser e estar no mundo. A boa-nova é que isso é possível, mas demanda algo além do que simplesmente uma boa dose de força de vontade e determinação

Raul Aparici, via Vida Simples

Comer sem prestar atenção, procrastinar, fumar, usar excessivamente o celular, beber. A lista é imensa. Todos temos alguns maus hábitos e nos sentimos, na maioria das vezes, péssimos em relação a eles. Acreditamos que, se conseguíssemos controlá-los, seríamos mais felizes, saudáveis, presentes e faríamos tudo. Nossas relações melhorariam e isso causaria um efeito dominó ao nosso redor e, então, o trabalho e até a cidade onde moramos se tornariam mais agradáveis. Então por que insistimos em fazer coisas que sabemos serem ruins para nós e para quem está próximo? Como podemos mudar de destrutivos para produtivos? Por que, depois de diversas advertências de saúde, fotos explícitas em maços de cigarro, campanhas do governo sobre alimentação saudável e exercícios e anos de pesquisas em psicologia comportamental, ainda escolhemos nos autodestruir lentamente? O que podemos fazer com relação a isso? Temos força de vontade, obviamente. Instintivamente, sabemos que ela, no final das contas, é a única coisa que fará diferença, mas isso é só metade da história. Para termos a melhor chance possível de eliminar hábitos ruins, precisamos do que chamo de DCC da formação e eliminação de hábitos: Defensores, Curiosidade e Compaixão. Vou explicar. Há duas questões importantes a considerar quando decidimos deixar um hábito danoso para trás, seja emagrecer, seja parar de fumar: como e por quê.

Como?
É aqui que juntamos a força de vontade e outras fontes de apoio, incluindo amigos, colegas e qualquer outra pessoa que possa ter passado pelo mesmo problema com o qual lutamos, bem como todas as outras ferramentas e recursos que conseguimos encontrar: de livros a vídeos motivacionais no YouTube, aplicativos, planos de exercícios. Tudo isso é válido para ajudá-lo a construir uma estrutura que fará a força de vontade ter a melhor chance possível de sucesso. Coletivamente, são o que chamo de Defensores. O como é incrivelmente importante: sem um mapa claro de quais são nossos objetivos e recursos, provavelmente vamos fracassar. Embora, para alguns de nós, possa parecer restritivo microgerenciar a vida enquanto passamos de hábitos ruins para positivos, paradoxalmente é nessa estrutura que encontramos a liberdade para prosseguir. Pense na força de vontade como um músculo: quanto mais você usa, mais forte ele fica. No entanto, também como um músculo, você pode cansá-lo se o usar em excesso e cedo demais. Tente evitar situações nas quais sua força de vontade estará fraca e pense em estratégias que o ajudem a seguir em frente. É mais difícil dizer “não” para uma fatia de bolo se você pulou o almoço, ou recusar um cigarro depois do terceiro drinque, na happy hour da sexta-feira. Até desenvolver hábitos mais saudáveis, seria bom se manter longe de situações que o façam recair. Ou, ainda, se preparar do melhor jeito possível enquanto sente que ainda está no controle. Levantar para correr às seis da manhã é muito mais fácil se você tiver ido dormir cedo. E ter à mão petiscos saudáveis será útil para driblar a vontade de comer o cupcake oferecido pela colega de trabalho. Há muitos caminhos para ajudá-lo a descobrir como você deveria mudar um mau hábito (e, às vezes, fazer você se sentir um fracasso porque ainda não conseguiu!). No entanto, minha experiência já me mostrou que o como só deveria vir depois de você passar um bom tempo trabalhando no por quê.

Por quê?
A pergunta que deveríamos nos fazer é: por que precisamos romper o hábito e por que o começamos? Precisamos, antes de mais nada, desenvolver uma noção de curiosidade em relação a ele. A sociedade rapidamente nos diz que nossos hábitos nos matarão e o quanto somos um fracasso por não conseguir mudá-los, mas não aborda o motivo pelo qual fazemos o que fazemos. Precisamos aceitar que estamos tirando algo bom de nossos maus hábitos, mesmo daqueles que nos matam. Sempre há uma recompensa. Toda vez que falhamos em nossas tentativas de mudar, devemos evitar a culpa e a vitimização e, no lugar disso, pegar nosso chapéu de arqueólogo. Como Indiana Jones, precisamos entrar em um processo sistemático de seguir sinais e pistas externas para desvendar tesouros escondidos nas profundidades esquecidas de nossa mente. Precisamos confiar que há um motivo enraizado para nossos comportamentos e que tentar alterá-los sem entender o porquê deles não nos trará sucesso. Pense em seus maus hábitos como supervilões: só revisitando seu passado e entendendo sua história e escolhas é que eles conseguem, depois de muita luta e determinação, voltar a ser “bons”. No final, podemos sentir compaixão pelo vilão, que, bem no final, antes de morrer em um ato de sacrifício próprio, alcança a redenção ao se reconectar com quem era antes de se tornar mau. É altamente provável que tenhamos iniciado um mau hábito porque, na época, ele nos trouxe algum grau de conforto e proteção. Talvez tenhamos começado a fumar na adolescência para nos encaixarmos no grupo, ou comido um tablete enorme de chocolate ao terminar o primeiro namoro sério, mas, embora nossas necessidades possam ter mudado desde então, ainda repetimos os mesmos comportamentos: somos o que fazemos repetidamente. Um elemento essencial dos hábitos é que ele é automático. Ao tentar adquirir um bom hábito (exercícios regulares, por exemplo), o objetivo é garantir que não se precise mais pensar nisso. Ele é incorporado e se integra à vida.

Autocompaixão
Em vez de usar todas as armas e, ao mesmo tempo, tentar parar de fumar, fazer dieta, começar a se exercitar, recomendo uma abordagem mais comedida. Primeiro, aceite, desde o começo, que a chance está contra nós; independentemente do que tenhamos lido ou ouvido em reportagens ou de amigos e colegas bem-intencionados, eliminar maus hábitos é um trabalho duro. Lembre que temos apegos emocionais diferentes a nossos hábitos; só porque foi fácil para um amigo não significa que será para você. A preparação para essa realidade é crucial e permitirá demonstrar autocompaixão quando as coisas ficarem difíceis e você fumar um cigarro ou comer um biscoito. Isso ajudará a dizer a nós mesmos: “Ok, era de esperar, tento de novo amanhã”. Queremos mudar o tipo de pensamento que diz “bom, comi bolo, então o dia/semana/mês já está arruinado” para “bom, dá para entender por que comi bolo agora: aquela reunião foi emocionalmente cansativa. Eu me perdoo e ainda consigo me manter nos trilhos com um jantar supersaudável hoje”. Essa autocompaixão nos permite seguir em frente apesar de nossas falhas. A compaixão também é essencial para adquirir hábitos mais saudáveis; embora a cultura popular insista em afirmar que são necessários 21 dias para que um novo bom hábito “pegue”, sabemos, por pesquisas, que esse não é o caso para a maioria de nós. Estudos mostraram que, embora desenvolver um novo hábito simples, como beber um copo de água ao acordar, possa ser atingido em 21 dias, a quantidade de tempo que uma mudança leva para se fixar está relacionada a quão fácil ou difícil seja executá-la. Para alguns participantes de um estudo, inserir exercícios na rotina levou a maior parte do ano. Portanto, se dê um desconto. Segundo, decida sobre uma coisa que você queira enfrentar primeiro e comece a observar como ela acontece em sua vida. Antes de morder aquele bolinho, se faça perguntas: “Que horas são? Sempre como algo ruim nesta hora? Estou com fome?”. Observe o que está acontecendo com você emocionalmente, ao seu redor e em seu corpo pouco antes de mordiscar o doce. Comece a montar um retrato, sem julgamento, de quais são as constantes quando você come distraidamente. Lembre que hábitos dependem de automação, então não ignore nada. Terceiro, mergulhe fundo. Faça a si mesmo as maiores perguntas. Use um amigo ou terapeuta para começar a ir além da superfície de suas ações. Lembre-se de que muitas razões para termos hábitos ruins são inconscientes, o que significa que não temos muita chance de mudar a não ser que possamos começar a iluminar os motivos frequentemente dolorosos e esquecidos por trás de nosso comportamento. Às vezes, pode ser verdade que fazemos as coisas simplesmente porque gostamos, mas te encorajo a olhar mais fundo e pensar na possibilidade de haver outras razões ocultas em jogo. Se esse tipo de questionamento não gerar nenhum resultado e não conseguirmos compreender a raiz do hábito, podemos olhar para a repetição em si. Uma das coisas mais fascinantes nos maus hábitos é a repetição. Ficamos envolvidos no comportamento, sabendo perfeitamente bem que ele nos prejudica de algum jeito. Pergunte-se: “Quem estou ajudando com esse comportamento? Quem estou machucando? O que diria para minha versão mais jovem antes de iniciar esse hábito?”. É nesse momento que, armados com as ferramentas do autoconhecimento e da autocompaixão, deveríamos iniciar honestamente a jornada de como romper um hábito. Devemos voltar recorrentemente ao nosso por que, adaptar e nos questionar a todo momento. Finalmente, há mais uma coisa a fazer quando conseguir eliminar o mau hábito. Em muitos casos, nossa relação com ele pode ser uma das mais longas que já tivemos, então é importante reconhecermos isso e tratá-lo como faríamos com qualquer outro rompimento: agradecemos nossos ex-parceiros pelo que trouxeram à nossa vida, aceitamos e lamentamos a perda e começamos a procurar um encaixe melhor para nossas futuras relações, armados com um conhecimento mais profundo de nós mesmos, nossos pontos fracos, gatilhos e, o mais importante, nossa capacidade de ter sucesso.

A série Dilemas é uma parceria entre a revista vida simples e a The School of Life e traz artigos assinados por professores da chamada “Escola da Vida”. A série tem como objetivo nos ajudar a entender nossos medos mais frequentes, angústias cotidianas e dificuldades para lidar com os percalços da vida.

Raul Aparici é professor da The School of Life em Londres. E trabalha, entre outras coisas, em programas de equoterapia para mulheres com problemas de abuso de substâncias no sistema carcerário do Reino Unido.

Você tem medo de desagradar os outros?

Saiba como fortalecer sua autoconfiança

Thaís Petroff, via Vya Estelar

Não é incomum conhecermos pessoas que sentem necessidade de agradar outras ou medo de desagradá-las.

Há a necessidade de se sentir aceito e a opinião do outro tem um peso muito grande sobre como a própria pessoa se percebe.

Se você se identifica com essa descrição, já parou para pensar o que te faz sentir assim?

Com que muitas vezes se torna mais importante agradar ao outro do que a si mesmo ou até abrir mão de coisas importantes para você em prol de não desagradar outra pessoa?

Talvez você tenha respondido que se sente inseguro(a) ou tem baixa autoestima. Se foi isso que pensou você acertou.

Para podermos ser assertivos e lidarmos com a possibilidade de desagradar o próximo (e ligado a isso o medo da rejeição) precisamos ter autoconfiança.

Nosso valor como pessoa nada tem a ver com a opinião dos outros

Saber do nosso valor como pessoa e que este nada tem a ver com a opinião dos outros a nosso respeito, ou seja, que se alguém discordar de nós ou mesmo não gostar de alguma escolha ou comportamento nosso, que isso não diminui o seu valor ou te torna alguém pior.

Como fazer isso?

Para poder ter mais autoconfiança e não depender tanto da opinião dos outros, primeiro é preciso saber o que você pensa e deseja. Sem autoconhecimento isso é impossível.

Portanto, o primeiro passo é ir percebendo cada vez mais o que você pensa e/ou sente diante das diversas situações que te aparecem.

Uma maneira bastante fácil de fazer isso é se perguntar sempre que te fazem um convite, que você precisa tomar uma decisão, que você precisa ter uma ação, o que você realmente pensa sobre isso ou como gostaria de proceder.

Mesmo que no início seja difícil de fazer o que você realmente gostaria (por medo de desagradar o outro) isso já te auxiliará a ir tomando mais consciência das suas opiniões e desejos.

Conforme você for percebendo isso melhor, vá aos poucos testando em uma situação ou outra colocar sua opinião e/ou vontade. Se for necessário comunique ao outro que isso é algo importante para você.

Boas relações são aquelas onde há respeito e cuidado. Se o outro não demonstra atenção ou abertura para suas vontades e opiniões, cabe uma reflexão sobre a funcionalidade e qualidade dessa pessoa em sua vida.

Conforme você for praticando isso aos poucos, perceberá que a insegurança vai diminuindo e paralelamente sua autoconfiança estará crescendo.

O mais difícil é começar, como um carro que precisa de muito mais força para sair da inércia (por isso a primeira marcha e a ré são as marchas mais potentes do carro) mas, após começar a andar, a força a ser despendida vai diminuindo pouco a pouco.

Permita-se!

O governador e a lista de ghosts 2

Corra governador. Salve a boa fama, de ser o melhor de todos em tudo, que Vossa Excelência propala ter e muitos, muitíssimos mesmo, acreditam. Não fraqueje novamente. Não se deixe dominar por esse enorme coração comunista que quer coletivizar os cargos e dinheiro públicos com os seus queridos.

por Marcos Lobo, via blog Por Mim

O governador do Maranhão, faz uma semana, que se descabela e promove um escândalo na internet a xingar os adversários e pedir que a Policia Federal apresente a ele a lista de 400 ou mais fantasmas da Secretária de Saúde.

A primeira conclusão que advém dessa conduta é que o governador tem como objetivo desacreditar a informação passada pela Polícia Federal. Ao se decifrar o escarcéu do governador se encontra a afirmação: a Polícia Federal está mentindo e a lista não existe.

Se a lista existir ou não pouco importa ao governador, até porque ele sabe que existe. Ele só quer colocar essa carta na manga para depois dizer “eu não sabia”.

Outra alternativa é concluir que o governador está enlouquecido porque imaginava que em razão dos supostos poderes, magnetismos, inteligências e influências que pensava ter credenciava, a si a aos seus, licença para delinquir. Ai a alternativa é tratamento ou internação.

Duas outras hipóteses a cogitar é que o governador é simplesmente um cínico, um fingidor contumaz, ou está de mal com o secretário de Saúde, pois este tem a lista desde 2015, quando recebeu no próprio e-mail, a bastar que pedisse para o secretário a tal lista.

Deixemos de lado as cogitações. Vamos ao mundo real.

Com efeito, no mundo da realidade o que se comenta é que há listas que foram enviadas até por quem é apenas cônjuge de alta autoridade, ou seja, a lista não é tão fantasma como se diz porque há autores e autoras na elaboração de listas menores que, juntas, formam a de 400 ou mais “fantasmas” camaradas.

Dessa forma, governador, mãos à obra. Pare de dar chilique na internet. Chame a polícia para dentro do governo. Mariano e Luís Júnior, seus colegas de palanque, de governo, de partido etc., devem ter muito o que revelar. Devem ser tantos de tão muitos os ilícitos que estes e dezenas de outros têm para revelar que talvez até o final de seu medíocre governo seja impossível descobrir e fazer cessar a corrupção sem limites que os seus implantaram nas infraestrutura e superestrutura no Estado do Maranhão. Como diz o ditado popular, está tudo dominado.

Corra governador. Salve a boa fama, de ser o melhor de todos em tudo, que Vossa Excelência propala ter e muitos, muitíssimos mesmo, acreditam. Não fraqueje novamente. Não se deixe dominar por esse enorme coração comunista que quer coletivizar os cargos e dinheiro públicos com os seus queridos.

Esqueça esse negócio de “não posso punir o amor, não posso controlar a vida afetiva das pessoas”. Isso é eufemismo de patrimonialismo, de aparelhamento da máquina pública, de nepotismo, de malversação do erário. Vossa Excelência, não esqueça, é um homem público responsável por administrar bens públicos e não seus. Encerre logo essa piração na internet.

PEGADORES: A delicada situação do secretário Carlos Lula 14

Se permanecer no cargo apenas por lealdade ao governo e ao governador, Lula corre o sério de risco de ver a sua reputação de homem sério e probo ir por água abaixo e ficar somente a fama de “pegador”

Não se tem notícias de que o secretário Carlos Lula (Saúde) é uma pessoa dada a malfeitos, pelo contrário, pode onde se anda e com quem se conversa o advogado é colocado em boa conta. E, paradoxalmente, é aí que pode residir o perigo.Explica-se.

É que a postura ética e retilínea do comandante da SES pode ser usada justamente para encobrir eventuais maracutaias na pasta sob o seu comando. Aliás, a Operação Pegadores mostra isso na medida que o esquema de desvios de recursos continuou na gestão Carlos Lula que, ao que parece, não teve força política para estancar a sangria com “sorvetes”.

Advogado pessoal do governador Flávio Dino, ao assumir o cargo de secretário de Saúde, Carlos Lula, um dos principais “pegadores” do governo (rsrsrs), passou à condição de “empregado” do seu cliente. Ou seja, se resolver deixar o governo na atual conjuntura é possível que também perca o cliente, um ótimo cliente, diga-se.

Na verdade, o Blog do Robert Lobato já escutou de vários amigos de Carlos Lula que o secretário teria entregado o cargo pelo menos em duas circunstâncias, mas Flávio Dino não aceitou.

O fato é que a situação do secretário Carlos Lula não é nada confortável. Se permanecer no cargo apenas por lealdade ao governo e ao governador, corre o sério de risco de ver a sua reputação de homem sério e probo ir por água abaixo e ficar somente a fama de “pegador”, que não é todo ruim, mas muito pouco para o advogado.

E olha que ainda tem o caso da sonegação de dados de óbitos no âmbito do Hospital do Câncer e denúncias de trabalhadores estarem em atividade nessa unidade hospitalar sem as mínimas garantias previstas na legislação trabalhista.

Certo mesmo fez o também competente e sério Marcos Pacheco, ex-secretário da SES, que entre ser leal ao governo comunista e ser leal a sua biografia, preferiu a segunda opção e caiu fora.