COMUNIDADES INDÍGENAS: Waldir Maranhão cumpre agenda no Ministério da Saúde

A agenda faz parte do desdobramento da vista que Waldir Maranhão fez, no último domingo, 17, em Barra do Corda, quando integrou a comitiva liderada pelo senador e pré-candidato a governador Roberto Rocha

Dep. Waldir Maranhão foi recebido pelo secretário especial da Saúde Indígena Marco Toccolini.

O deputado federal Waldir Maranhão (PSDB) cumpriu na manhã desta quarta-feira, 20, agenda na Secretaria de Saúde Indígena, órgão do Ministério da Saúde, em Brasilia.

O parlamentar tucano foi recebido pelo secretário especial de Saúde Indígena, senhor Marco Antônio Toccolini.

Na pauta, as demandas que estão tramitando no Ministério em benefícios das comunidades indígenas no estado do Maranhão.

Essa agenda faz parte do desdobramento da vista que Waldir Maranhão fez, no último domingo, 17, em Barra do Corda, na companhia da comitiva liderada pelo senador e pré-candidato a governador Roberto Rocha (PSDB).

Na oportunidade, os pré-candidatos que integraram a comitiva foram recepcionados por índios de diversas comunidades.

Roberto Rocha ladeados por índios da tribo Canela.

Pelo que informou o secretário especial Marco Antônio Toccolini, estão em curso os procedimentos burocráticos para construção 8 poços em várias aldeias, sendo que dois já serão inaugurados no dia 29 deste mês: um na aldeia Pé de Galinha, em Barra do Corda, e outro na aldeia Planalto, no município de Jenipapo dos Vieiras, ambas pertencentes a tribo dos Guajajaras.

“Estamos cumprindo o nosso papel de parlamentar e vimos cobrar os compromissos dos órgãos públicos em Brasília com o estado do Maranhão. Quando da nossa passagem em Barra do Corda, no domingo passado, o nosso pré-candidato ao governo, senador Roberto Rocha, fez anúncio de várias ações a favor de municípios daquela Região, inclusive de construção de unidades habitacionais, sem falar que foi muito recebido pelas comunidades indígenas daquelas localidades. Agora temos a notícia da construção de poços em diversas aldeias, uma ótima notícia, diga-se”, comemorou Waldir Maranhão, que é pré-candidato a senador.

Ressalta-se que essas demandas no Ministério da Saúde favoráveis aos indígenas maranhenses, também conta com a atuação determinada do deputado federal Hildo Rocha (MDB).

PINDARÉ-MIRIM: Dr Leonardo Sá denuncia transporte irregular de carne no município

O pré-candidato a deputado estadual Dr Leonardo Sá teve acesso a uma grave denúncia feita por moradores do município de Pindaré-Mirim. No município foi flagrado na tarde de segunda-feira (18), na porta do matadouro municipal, responsável pelo abastecimento de carne bovina na cidade, a irregularidade e o descaso no transporte da carne que saí do matadouro para a mesa do cidadão.

Na imagem é possível perceber o descumprimento de uma regra crucial para o transporte seguro de peças de carne, onde a carcaça é manuseada sem que tenha proteção plástica, como determina a Portaria 90, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“Percebe-se claramente que o funcionário encarregado leva a mão diretamente sobre a carne, abrindo espaço para a contaminação do alimento, que resulta em alterações na cor, textura e sabor da carne, além de diminuir a validade perecível do alimento, e ser mais propício para a proliferação de bactérias nocivas à saúde e que pode levar à transmissão de doenças ao consumidor”, comenta Dr Leonardo Sá.

Além de tudo a carne está sendo transportada em um veículo aberto com temperatura que ultrapassa os 25 graus e que apresentava má condições, como sujeira, exposição ao ar livre, e a carne encostando na parte interna sem proteção e sem fiscalização, fiscalização essa que deveria ser feita por um veterinário da Inspeção Municipal da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento do município.

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR: Município ultrapassa meta de cobertura vacinal contra a Influenza

Mulheres gestantes, crianças, e idosos são os segmentos com a maior quantidade de doses aplicadas. Campanha foi prorrogada até 15 de junho.

O município de São José de Ribamar ultrapassou a meta de cobertura vacinal contra a Influenza (gripe), recomendada pelo Ministério da Saúde (MS). Até esta segunda-feira, 04, o município já havia alcançado mais de 94% do público-alvo da campanha.

No total, foram aplicadas mais de 29 mil doses da vacina contra H1N1 e H3N2, subtipos do vírus Influenza A, e contra Influenza B. Com o resultado, o município se destaca, entre as cidades brasileiras que já conseguiram alcançar a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, de 90%. Para o secretário de saúde, Tiago Fernandes, o trabalho exitoso é resultado da política preventiva implementada pelo prefeito Luis Fernando que incentiva a população ribamarense para prevenção de doenças.

“Por determinação do nosso gestor Luis Fernando, toda a saúde vem trabalhando intensamente no sentido de alcançar as metas estipuladas pelo Ministério da Saúde em relação a cobertura vacinal do público alvo da campanha contra gripe. Graças a Deus não apenas alcançamos como também ultrapassamos, e isso representa a prevenção da população”, comemora.

Prorrogação da campanha

A campanha de vacinação será prorrogada até o dia 15 de junho. No município, a campanha segue vacinando os grupos prioritários, em especial, crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão arterial, diabetes, doenças respiratórias, etc.

Sinais diretos e indiretos de ideação suicida no adolescente

Edson Toledo, via Vya Estelar,

Lista de sinais em que os pais e cuidadores devem ficar alerta.

Comportamentos mais diretos:

– Tentativas de suicídio anterior.
– Mudanças repentinas de comportamento.
– Ameaça de suicídio ou expressão/verbalização de intenso desejo de morrer.
– Ter um planejamento para o suicídio.
– Sinais observáveis de depressão
– Oscilação de humor, pessimismo, desesperança
– Desespero, desamparo
– Ansiedade, dor psíquica, estresse acentuado.
– Problemas associados ao sono (excessivo ou insônia)
– Intensa raiva, desejo de vingança.
– Sensação de estar preso e sem saída
– Isolamento: família, amigos, eventos sociais.
– Mudanças dramáticas de humor
– Falta de sentido para viver
– Aumento do uso de álcool e/ou outras drogas
– Impulsividade e interesse por situações de riscos

Comportamentos indiretos:

– Desfazer-se de objetos importantes
– Conclusão de assuntos pendentes
– Fazer um testamento
– Despedir-se de parentes e amigos
– Casos extremos de irritabilidade, culpa e choro.
– Fazer carteira de doação de órgãos
– Comprar armas, estocar comprimidos.
– Fazer seguro de vida
– Colocar coisas em ordem
– Súbito interesse ou desinteresse em religião
– Fechar a conta corrente

Comportamentos verbais diretos:

– “Eu quero morrer”.
– “Gostaria de estar morto”
– “Vou me matar”
– “Se isso acontecer novamente,  prefiro estar morto”
– “A morte poderá resolver essa situação”
– “Se ele não me aceitar de volta, eu me matar”
– “Quero sumir. Não aguento mais! Só morrendo mesmo para aguentar”

Comportamentos verbais indiretos:

– “Se isso acontecer novamente, acabarei com tudo”
– “Eu não consigo aguentar mais isso”
– “Você sentirá saudades quando eu partir”
– “Não estarei aqui quando você voltar”
– “Estou cansado da vida, não quero que continua.”
– “Tudo ficará melhor depois da minha partida”
– “Não sou mais quem eu era”
– “Logo você não precisará mais se preocupar comigo”
– “Ninguém mais precisa de mim”
– “Eu sou mesmo um fracassado e inútil. Tudo seria melhor sem mim”

O fato é que quando a situação requerer atenção e intervenção, a recomendação da Organização Mundial da Saúde e que os pais ou pessoas próximas procurem um momento de tranquilidade para conversar com o adolescente sobre suicídio. O importante, nesse momento, é ouvir com a mente aberta e não oferecer julgamentos ou opiniões vazias. Só assim a pessoa se sentirá acolhida e a ajuda poderá surtir efeito.

Tanto psiquiatras quanto psicólogos poderão ajudar, nas suas respectivas áreas, no atendimento a esse adolescente. Psiquiatras (remédio) e psicólogo (psicoterapia) devem trabalhar em parceria.

O remédio auxilia muito em casos graves de depressão e de angústia. Nesses dois pontos ele é eficaz, porque ele dará condições para o tratamento psicoterápico funcionar. Mas a raiz da depressão é o comportamento. A causa não é química, mas o efeito é químico. Qualquer transtorno tem uma correspondência cerebral.

Por fim, para quem não pode pagar por atendimento psicológico ou psiquiátrico, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o serviço por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

SAÚDE DA “MUDANÇA”: Irregularidades e perseguições marcam a atual gestão da Maternidade Marly Sarney 17

Chega ao Blog do Robert Lobato informações de várias irregularidades e arbitrariedades que estão acontecendo na atual gestão da Maternidade Marly Sarney, localizada no bairro da Cohab.

Dirigida pelo médico Edson Cunha de Araújo Júnior, filho do deputado neocomunista Edson de Araújo, a maior reclamação, porém, recai sobre o diretor administrativo Andre Gustavo de Oliveira e pelo contador Luis Henrique, que atuava no PAM do Filipinho, no governo Roseana Sarney e agora, pasmem!, atua como chefe da enfermagem da Maternidade Marly Sarney. Ou seja, um contador na função que deveria ser ocupada por profissional com formação em Enfermagem. Aliás, o contador responde a inquérito por desvio de conduta, segundo a fonte deste blog.

A principal reclamação dos profissionais é quanto a perseguição imposta às enfermeiras sobretudo quanto ao remanejamento das mesmas de forma aleatória, sem quaisquer critérios, o que proibido por lei e atenta contra as normas estabelecidas pelo Conselho Regional de Enfermagem Do Maranhão (Coren-MA).

Não bastassem as perseguições à enfermeiras e técnicos em enfermagem, a atual administração da Marly Sarney é negligente com a conservação e limpeza das dependência dessa que é uma das mais antigas unidades de saúde do Maranhão, conforme imagens abaixo.

Há também denúncias de que a única ambulância da Maternidade vive no prego e ainda por cima servindo, quando está em condições para tal, a outra unidade hospitalar.

Em contato com o Coren-MA, o Blog do Robert Lobato foi informado de que a entidade mandará uma comissão de fiscais para levantar as denúncias de assédio moral e perseguições aos profissionais que estariam acontecendo no âmbito da Maternidade Marly Sarney.

Estaremos de olho.

O que aprendi ao ouvir a minha mãe 4

Se propor a ouvir histórias de família abre caminhos profundos, além de recordações e memórias. Com ouvido atento, além de conhecer a estrada que antepassados percorreram, você pode utilizar muito desse conhecimento para entender o presente e pensar no futuro

Os aprenzidados de uma conversa profunda com a própria mãe | Crédito: Shutterstock.

Eduardo Alves, via Vida Simples

Desde criança, ouço histórias envolvendo familiares, alguns presentes na minha vida e outros que já não estavam por aqui quando comecei a entrar em contato com os causos que os envolviam. Há algum tempo, resolvi mergulhar nas lembranças guardadas na memória da minha mãe e decidi convidá-la para uma conversa na qual o tema fosse este. O objetivo era resgatar histórias de família e estudá-las como inspiração para produção literária. A vida, que é esse mar, avançou sob o rio das palavras e os dois, juntos, me inundaram de reflexões e afeto a cada frase que minha mãe compartilhava. Aprendi muito mais do que eu esperava.

Conversamos por dois dias. No primeiro, a convidei para a minha casa e preparei um bolo de cenoura. O objetivo era adocicar nossos lábios e facilitar a prosa. Minha mãe não está acostumada com gravador e com exposição. Eu não queria me mostrar ávido por aquele momento, mas a ansiedade me batia à porta. Já ouvi inúmeras vezes seus contos, mas minhas emoções não eram as mesmas naquele dia. No segundo, fui até a casa dela no começo da tarde e, com um café em mãos, retomamos do ponto em que paramos. Esses dias foram diferentes, pois não é só ela querendo externalizar, sou eu querendo escutar. Meus ouvidos estavam mais atentos do que nunca.

A Dona Rosa, minha mãe de bolso como carinhosamente costumo chamá-la (ela tem 1,52m e digo que posso levá-la comigo para onde quiser) não passou aquele momento falando de mim, como era meu receio inicial ao me propor a ouvir uma mulher que não se cansa de dizer o quanto me ama e fui esperado. Ela abriu seu baú mais profundo, pegou as linhas que formam a sua biografia e teceu sua Narrativa de Vida até os dias de hoje. Ela me deu seu mais lindo trabalho de crochê.

Ela voltou no tempo com muita facilidade e segurou em suas mãos a infância tão suave e querida que teve, compartilhou sua alegria em morar no Ipiranga, bairro de São Paulo, suas histórias de criança, a bela relação construída com seu pai, o imenso carinho pela mãe, a compreensão dos irmãos, o afeto pelos demais que foram acolhidos mais tarde em sua casa.

Também falou da juventude e do Roberto Carlos, sua paixão dos 15 anos. Compartilhou sobre como começou trabalhar cedo para ajudar em casa e, como na vida de todos nós, suas frustrações. A mudança de São Paulo e o impacto que isso teve em toda a sua história. Ela jamais esqueceu o quanto esse fato lhe afastou das coisas que a alegravam.

Expôs uma vida de dedicação à família, seu objetivo incansável de vê-los felizes; a sua atual dedicação à mãe, que passa da casa dos 80 anos. A renúncia de si própria muitas vezes para o bem do próximo. A constante preocupação com o outro.

E, sem perceber, nos não ditos, naquilo que não queria tocar, dividia comigo os sacrifícios que aceitou para buscar o bem-estar de todos. Nunca havia visto tanta generosidade nela como nesse dia. E foi tanta que ela não me contou parte da história que eu conhecia. A mulher forte que ela resgatou dentro de si ao se separar tendo um filho, ainda pequeno, e uma adolescente sob sua responsabilidade. Ela também não mencionou ter tido três empregos ao mesmo tempo para poder cuidar dos filhos, devolver um lar a eles, não lhes deixar faltar nada. Das dores e dos amores de um casamento à revelia da família. Também não comentou dos medos que sentiu nessa época e antes, mas, eu os via nos seus olhos azuis. A gente sempre conversou pelo olhar.

Eu entendo ela não falar disso. Não foi fácil e talvez ainda não seja. Mas, para mim, que tenho isso como uma recordação dos 9 anos, me sinto muito orgulhoso dela ter sido essa Gigante. Eu nunca vou esquecer do que vi e me serviu de exemplo.

Fui surpreendido com memórias que não me haviam sido apresentadas e fiquei muito feliz por, além de reviver com ela momentos já conhecidos, abrir caminho para livros da sua vida que há muito não eram visitados.

Hoje entrar em contato com estas histórias, ouvir sobre meus avós, tataravós, tios, tios da minha mãe, me conecta melhor com o que sou hoje. Ver hábitos que estão em mim e identificá-los no passado, entender evoluções a partir da construção do que meus antepassados foram um dia faz tanto sentido para explicar caminho de hoje.

Esse aprendizado foi mais rico do que qualquer banco de escola, reunião de trabalho ou curso que eu tenha feito ao longo da vida. Aprendi sobre os causos que acompanham a minha família, me vi nas histórias na medida que identificava nelas algo que, de alguma maneira, estão presentes em mim. Me ajudam a entender o material que me forma, não só fisicamente, quando vejo fotografias, mas afetivamente, quando entendo a carga emocional envolvida nessas relações.

Vejo como o curso dessa água vem carregando histórias que agora passam por mim e clarificam pensamentos e questionamentos que me faço ao longo da vida. Ter essas memórias comigo é ter paz.

Eduardo Alves é jornalista e costuma publicar suas ideias e seus textos cheios de alma aqui: https://medium.com/kayua

GESTÃO E ECONOMIA: Por que o Ceará avançou e o Maranhão parou no tempo 34

O Maranhão nunca conseguiu ser um “Ceará”, embora reúna todas as condições e potencialidades para ser um “tigre” do Nordeste.

Chegou até este editor um instigante artigo da lavra do editor-executivo dos núcleos de Negócios e Economia do grupo O Povo, Jocélio Leal, publicado no seu blog, no site do referido grupo e intitulado “Ceará, terra de paradoxos”.

No texto, o autor discorre sobre algumas contradições ocorridas no estado nordestino que nas últimas décadas teve um “boom” na gestão pública e na economia privada, mas que ainda não conseguiu avançar a contento, por exemplo, no combate ao analfabetismo que atinge cerca de 15% da população cearense.

Contudo, alguns dos dados sobre o Ceará levantados por Jocélio Leal são surpreendentes e fazem com que, nós maranhenses, reflitamos do porquê do nosso estado está parado no tempo do ponto de vista econômico e do empreendedorismo. Senão vejamos.

– A empresa que lidera o mercado de águas no País é cearense. Conforme o Euromonitor Internacional, o Grupo Edson Queiroz é líder nacional no mercado de água engarrafada, com 10,7%. A empresa cearense adquiriu a Nestlé Waters Brasil, a quinta colocada no ranking, com 1,9% do mercado – um oceano de água doce de R$ 24 bilhões no ano passado e 10,3 bilhões de litros.

– Alimentos. A líder de massas e biscoitos do País tem sede no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. A M. Dias Branco é uma gigante detentora de impressionantes 32% de market share (fatia de mercado) no Brasil. Na Bovespa, atingiu R$ 20.390 bilhões.

– Telecomunicações. No Interior do Estado, fica um dos cases nacionais no setor. A Brisanet, com sede em Pereiro (CE), atende 170 mil famílias no interior do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte com serviços de telecomunicações – internet, TV e telefonia. Já entregou mais 10 mil quilômetros de fibra ótica até no fim do mês passado. Acaba de fechar R$ 20 milhões com o BNDES, em operação que o Banco do Nordeste tinha o maior interesse.

– Um dos destaques no segmento de saúde privada é de Fortaleza. O Hapvida tem cerca de 4 milhões de clientes em 11 estados. É um case de eficiência como empresa e está em pleno período de silêncio que antecede sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

–  O SAS. Uma plataforma de educação que desenvolve conteúdo, tecnologia e serviços de excelência para mais de mais de 700 escolas, sendo que 80 novas escolas só em 2018 e mais 430 mil alunos. Tem planos de igualmente ir para a Bovespa. E nem se fale nos índices de aprovação no ITA, IME e Enem. Vide as escolas privadas locais. Farias Brito, 7 de Setembro, Master e outros. Ou também no varejo farmacêutico. A Pague Menos tem mais de 1 mil lojas, mas quer duas mil e um IPO.

INVESTIMENTOS PRIVADOS e CULTURA EMPREENDEDORA

Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP)

Chega a ser constrangedor, e mesmo vergonhoso, observar que o Ceará teve a coragem de romper com um clico de atraso que há anos imperava no estado, e o Maranhão sequer dá sinais de que pode efetivamente ser um local seguro do ponto de vista político, jurídico e institucional para investimentos privados.

Por estas terras persiste a economia estatal sob sucessivos governos, inclusive no atual; de abusar dos recursos públicos aumentando gastos com a folha de pagamento, para isso, basta ver o caso do programa “Mais Capelães”, que hoje somam mais de uma centena de nomeados pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Falta para o Maranhão estabelecer as condições para que seja criada uma cultura empreendedora, seja na forma de encarar a gestão pública para que dê resultados que a sociedade/contribuintes exigem, seja setor produtivo privado estimulando micro, pequenos, médios e grande negócios.

O fato é que governo Flávio Dino, e dele que temos que cobrar pois prometeu um paraíso nas eleições de 2014 e o que se vê hoje é um Maranhão estagnado, inviabilizado e liquidado administrativamente, com o sério risco de a qualquer momento não conseguir honrar com o pagamento do funcionalismo.

Não por acaso que reportagem da revista Valor Econômico, divulgada nesta segunda-feira (30), confirma essa tendência de crise e pobreza extrema no estado, conforme macrodados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) -, a revista aponta que, entre 2016 e 2017 o número de maranhenses vivendo com menos de US$ 60 por mês cresceu assustadoramente em São Luís (48%) e segue crescendo no interior (1%).

Esse é o Maranhão.

Que nunca conseguiu ser um “Ceará”, embora reúna todas as condições e potencialidades para ser um “tigre” do Nordeste.

Uma lástima!

IBGE: Esgoto inadequado em mais da metade dos domicílios do MA 4

DANIEL JÚNIOR / O ESTADO

Mais de 64% das residências avaliadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD_C) durante o ano passado possuem fossas não ligadas à rede de esgotamento sanitário

69,7% das residências têm rede geral ou fossa ligada à rede e 28% não

Maranhão é o terceiro da Região Nordeste e o quinto do Brasil com o maior número de domicílios que possuem fossas não ligadas à rede de esgotamento sanitário: 1,3 milhão de casas com o es goto irregular. Esse número corresponde a mais de 64% dos domicílios avaliados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD_C) durante o ano passado e divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ranking do esgotamento sanitário irregular do Nordeste, o Maranhão só fica atrás do Piauí e do Rio Grande do Norte, que ocupam a primeira e segunda colocação, respectivamente.

A pesquisa também demonstrou que houve um aumento na quantidade de domicílios que possuem rede geral ou fossa ligada à rede de esgotamento. No ano de 2016, havia um total de 351 mil adequados e em 2017 o número passou para 394 mil.

Em São Luís, 28% dos domicílios pesquisados, o que corresponde a 91 mil, têm fossa não ligada à rede de esgoto; 69,7% das residências, 226 mil casas, tem rede geral ou fossa ligada à rede e 2%, 7 mil, tem outras formas de esgotamento.

Fonte de água

De acordo com a pesquisa, o estado continua sendo o quinto em todo o Brasil com a menor cobertura do serviço de água, embora o número de domicílios abastecidos por rede geral de distribuição de água no Maranhão tenha crescido, de 67,8% para 71,7%.

Essa é a mesma posição ocupada em 2016. Os dados ainda mostram que houve diminuição na quantidade de residências abastecidas por poço profundo ou artesiano, passando de 21,6% para 16,3% em 2017.

Destinação do lixo

Em 50,3% dos domicílios maranhenses, o lixo é coletado diariamente, enquanto em 26,2% os dejetos são queimados dentro da propriedade.

Além disso, em 18% dos domicílios o lixo é coletado em caçambas e em 5,5% das casas pesquisadas é dada outra forma de destinação para o lixo.

Outros dados da pesquisa

O Maranhão continua sendo o estado com o menor percentual de domicílios com microcomputador entre todas as unidades da federação. Outro bem com pouca penetração nas casas maranhenses é a máquina de lavar roupa. Além disso, o Maranhão é o terceiro estado com o maior percentual de casas que possuem apenas TV de tubo. São 41,5% das residências pesquisadas em 2017.

DESESPERO: Palácio dos Leões dá comando para imprensa alugada jogar o cadáver de Mariano no colo de Sarney 6

A tentativa de colocar José Sarney na cena do crime que resultou na morte do ex-operador dos esquemas de corrupção na Secretária de Saúde do senhor Flávio Dino é de uma covardia sem tamanho.

Antes de forma tímida e subliminar, agora o Palácio dos Leões radicalizou e deu o comando para a imprensa alugada jogar, de forma escancarada, o cadáver do médico Mariano de Castro no colo do ex-presidente José Sarney (MDB).

Numa demonstração de mais completo desespero, os Leões criam uma narrativa psicodélica para desviar o foco da verdade sobre a morte de Mariano de Castro. O lance governista do momento é viajar na onda de um “novo Reis Pacheco”, ou seja, requentar um factoide do século passado. Loucura!

O Palácio dos Leões não se dá conta de que agindo assim, além de ridículo acaba por assumir, ainda que de forma oblíqua, que deseja terceirizar uma responsabilidade que é somente sua, posto que o suposto suicídio de Mariano de Castro se deu em consequência das tarefas que lhe foram  incumbidas por agentes do governo Flávio Dino.

Portanto, a tentativa de colocar José Sarney na cena do crime que resultou na morte do ex-operador dos esquemas de corrupção na Secretária de Saúde do senhor Flávio Dino é de uma covardia sem tamanho.

E mostra que o cadáver de Mariano de Castro vai continuar assombrando o Palácio dos Leões por muito tempo ainda.

Haja Rivotril!

O que eu aprendi sobre amor-próprio 2

Quando começamos a valorizar aquilo que somos, transformamos a nossa relação conosco e com o outro. E a vida ganha muito mais cor e alegria

Desenvolver amor-próprio tem a ver com olhar para si com mais generosidade | Crédito: Shutterstock

Tainá Goulart, via Vida Simples

“Gorda, baleia, saco de areia”, “Você é alta demais”, “Que cabelo estranho”, “Você vai usar essa roupa?! Não é melhor trocar?”, “Volta para o mar, Free Willy”… Essas eram algumas das tantas frases que me acompanharam ao longo da infância, adolescência e começo da vida adulta. Quando estava nas primeiras séries do colégio, eu era muito gorda. E sofria algo que na época não tinha nome, o bullying. Me lembro de nunca poder ter sido a Ranger Rosa, sonho de toda garota que assistia a Power Rangers. “Por acaso a Ranger Rosa é gorda assim como você? Não pode… Você vai ser um dos monstros que nos atacam”, diziam os meus colegas no intervalo da escola. Eu me sentia péssima, como se não houvesse mesmo um lugar para eu estar. Minha falta de amor-próprio também me levou a me tornar insegura com os garotos, e na adolescência tive um relacionamento muito abusivo. Meu então namorado me olhava e me dizia para trocar de óculos, pois os meus eram esquisitos demais, me falava para trocar de roupa, pois para ele eu não podia me vestir da forma como eu queria. E minhas respostas eram sempre “sim”. Afinal, ele era o único cara com quem eu, daquele jeito, seria capaz de namorar.

Na faculdade, me envergonhava ao passar perto das salas de engenharia, majoritariamente ocupadas por homens. Inconscientemente, o que eu sentia era que eu não era digna de estar ali, não estava dentro do padrão, não era bonita o suficiente para ser observada. Assim como muitas roupas e lugares também não eram para mim. Nem o biquíni, nem a praia. Acho que carreguei minha falta de amor-próprio por todos os lugares. No trabalho, uma das minhas chefes me causava calafrios, taquicardia e mãos suadas todas as vezes em que saía do elevador e entrava na redação. Era o início da minha carreira profissional, mas eu nunca pude ver que errar fazia parte desse começo e estava tudo bem. Então não confiava em mim. Achava sempre que nunca acertaria um texto, que nunca estaria bom o bastante, que aquela chefe nunca iria, finalmente, elogiar uma matéria minha. Quantas loucuras minha própria mente criou…

Hora de olhar para mim

Mas teve um momento em que decidi que não dava mais para viver naquela espiral da falta de amor-próprio e insegurança, que inclusive me trazia momentos de muita ansiedade. Eu tinha 24 anos, e então comecei a buscar ajuda para sair daquele buraco negro no qual eu estava por tantos anos da minha vida. Depois de conhecer alguns especialistas, encontrei uma terapeuta que, depois de algumas sessões, apelidei de “Mestre dos Magos”. A Daphne foi me ajudando a ver que eu mesma precisava achar o caminho. Aos poucos, fomos aprendendo a ver o que estava por trás dessa falta de segurança e quais eram os motivos que apertavam o gatilho para as crises de ansiedade.

E constantemente ela mostrava como eu ainda repetia esses meus padrões.
Mudar nem sempre é fácil; sair daquilo que estávamos acostumados a viver dá um trabalhão. Acho que um dos ensinamentos mais importantes que aprendi é estar no aqui e no agora. No momento presente. E por isso até tatuei essa frase no braço esquerdo. Para me manter neste presente durante uma crise de ansiedade, criei uma estratégia: passei a descrever o ambiente ao meu redor, detalhe por detalhe. As cores dos objetos, suas formas e tamanhos. Quando me dei conta, eu já não sentia mais calafrios quando a porta do elevador se abria e minha chefe chegava. E logo eu estava ali, na mesa dela, defendendo o trabalho que eu havia feito. Fui entendendo o meu lugar no mundo, fui olhando para mim como uma pessoa digna e capaz de fazer o que eu havia me proposto.

E que não podia mais permitir que alguém tentasse tirar aquilo de mim.
Mas ainda havia o quesito relacionamento amoroso, que, claro, envolvia o tal do amor-próprio. Bem, conheci um cara que mexeu muito com meus sentimentos. Ele se tornou uma obsessão na minha cabeça. Acho que a Daphne nunca chamou tanto a minha atenção para os meus padrões como nessa época. Eu não me olhava com amor, não acreditava em mim como mulher e profissional, e queria que ele me amasse. Como seria possível estar bem com alguém sem antes estar bem comigo mesma? Resultado: voltei às minhas crises de ansiedade. Não conseguia nem dormir sem pensar nele, sem querer mandar uma mensagem para dizer que eu estava ali, disponível. Foi um momento bem ruim, mas vejo que aquele episódio me mostrou o quanto era preciso me observar, enxergar o que ainda tinha que ser transformado em mim. Com paciência e amor, reprogramei a Tainá para viver diferente.

O efeito amor-próprio

Posso me lembrar exatamente quando o amor-próprio começou a fazer efeito em mim. Foi mágico. Eu recebi uma mensagem daquele cara e pensei: “Por que eu estou dando atenção a alguém que só faz eu me sentir mal?”. Naquele momento, uma sensação de liberdade cresceu no meu coração, como quando tomamos um remédio e ele, aos poucos, vai aliviando as nossas dores. Nas semanas seguintes, fui colocando nos meus momentos coisas que eu gostava muito de fazer, preenchendo minha mente com o que dava prazer: o texto que havia me dado trabalho mas que agora ficou incrível, o passeio com as amigas no final de semana… Fui trocando a palavra “complicado” por “desafiador”, e foi incrível como uma faísca de esperança começou a surgir. Logo o fogo se alimentou com minhas ações diárias para melhorar, para me ver como quem eu realmente era: forte, bonita, capaz de ter uma vida feliz.

Das reflexões que surgiam com meu tratamento terapêutico, comecei a compor canções. Eu sempre fui apaixonada pela música, e escrever era uma forma de tirar de mim todos os sentimentos ruins. De alguma forma eu conseguia analisar meus pensamentos, os gatilhos dos velhos padrões e que, com o tempo, foram se tornando versos das minhas letras. Acabei compondo mais de 15 canções, tiradas de momentos de aprendizagem. Agora estou preparando meu primeiro disco. Quem sabe não me torno como Adele, cantando sobre minhas transformações psicológicas?

Hoje, depois de cinco anos de terapia, auto-observação e coragem para sair daquele mundo em que me colocava, sou capaz de me olhar com mais paciência e, principalmente, mais amor. Namoro há quase dois anos e sinto que, se não fosse por essas mudanças que aconteceram dentro de mim, não conseguiria viver esse relacionamento. No ano passado, até coloquei um biquíni na praia, algo inimaginável para a Tainá de antigamente. O padrão das pessoas passou a ser mais um na multidão. Comecei também não só a aceitar mais o meu corpo mas também a cuidar mais dele: me alimento melhor, me exercito e sinto confiança para me vestir da maneira como me sinto bem. “Quem manda nesse barco sou eu”, diz uma estrofe de Bússola, uma das minhas músicas. “Quem manda nesse barco sou eu, quem escolhe o destino sou eu. Quem se joga mar adentro, esse alguém sou eu.” Hoje, sou dona do meu barco. O mar pode estar revolto, mas sei navegar pelas ondas na direção de onde eu quero ir. Entendi que esse crescimento é eterno. As crises podem até voltar, mas agora estou preparada para combatê-las. O que costumo dizer, porque aprendi com a minha própria história, é: não espere se amar de hoje para amanhã. Mas comece a olhar para si de forma diferente a cada dia.

Tainá Goulart é cantora, compositora e jornalista. Vive em busca de evolução, seja individual ou coletiva.