CASO “JOÃO DE DEUS”: “Em meio século de trabalho com pacientes graves, nunca vi um milagre”, diz Drauzio Varella 2

Charlatães

por Drauzio Varella

Todo charlatão que se preza alega receber eflúvios energéticos do além túmulo. Em busca de alívio para os mais variados males, os crédulos vão até ele.

Basta correr o primeiro boato de que o parente do filho do amigo de algum vizinho sarou ao receber um passe para que a fama do charlatão se espalhe. Em pouco tempo, começam as romarias em sua porta.

Se o espertalhão aprendeu certos truques há mais de um século desmascarados pelos mágicos, como enfiar tesouras em narizes, raspar córneas e fazer cortes superficiais através dos quais retiram falsos tumores sem que os incautos sintam dor ou se deem conta da prestidigitação, os testemunhos de poderes extrassensoriais correm o mundo.

A credulidade humana não tem nacionalidade nem respeita fronteiras.

Ele se alimenta da insegurança do outro. Apregoa o dom de incorporar “entidades” que mobilizam energias transcendentais, capazes de restabelecer a ordem nas células do organismo enfermo.

Ninguém questiona a natureza dessa energia: cinética, térmica, potencial, atômica? Ninguém estranha por que ela não faz um tapete voar nem ferver a água de um copo.

O prestígio do charlatão é potencializado pelas personagens públicas que consegue atrair. Cada médico, juiz, presidente da República, intelectual ou artista de renome que procura seus serviços atrai publicidade e lhe confere atestado de idoneidade espiritual.

As motivações que levam gente esclarecida a ir atrás do sobrenatural são as mesmas que mobilizam a pessoa mais simplória. Credulidade é condição contagiosa, não respeita escolaridade, posição social, cultura ou talento artístico.

Trato de doentes com câncer há 50 anos. Assisti ao desapontamento de inúmeras famílias que viajaram centenas de quilômetros com seus entes queridos —muitas vezes debilitados—​ atrás da promessa de curas mágicas que jamais se concretizaram.

A vítima se aproxima do charlatão na esperança de um milagre. Poucos se conformam com a finitude da existência e aceitam as restrições impostas pelas leis da natureza: milagres não existem, são criações do imaginário humano.

Se existissem, em meio século de atividade profissional intensa com pacientes graves, eu teria visto pelo menos um, ainda que fosse uma redução ínfima nas dimensões de uma metástase. Cem por cento das chamadas curas espirituais que tive a oportunidade de avaliar não resistiram à análise racional mais elementar.

Como nem sempre estão bem definidos os limites de separação entre superstições, crendices e religião, quem ousa denunciar as artimanhas do charlatão é tido como contestador da religiosidade alheia e enfrenta a ira popular.

Duvidar da eficácia de suas ações é afrontar a palavra do “enviado de Deus” e as convicções dos fiéis. Tentar convencê-los de que são ludibriados por um malandro que lhes incute esperanças vãs é considerado sacrilégio.

Veja o caso desse cidadão autodenominado João de Deus. Durante décadas iludiu, trapaceou e cortou pessoas com instrumentos inadequados sem o menor cuidado com a esterilização.

Para retirar um ponto cirúrgico de um paciente em meu consultório, preciso de autorização explícita da Anvisa, sem a qual posso ser multado pela fiscalização caso guarde no armário uma pinça e uma tesoura cirúrgica. Tanto rigor com os médicos e permissividade covarde e conivente com esses incorporadores de espíritos.

A menos que tenha mediunidade suficiente para imobilizar vírus e bactérias, quantas infecções locais e transmissões de hepatite B e C, HIV e outras doenças esse curandeiro provocou impunemente?

A sociedade fica chocada ao saber que ele abusou de centenas de mulheres indefesas. Sinceramente, só me surpreendi com o número: esperar comportamento ético de alguém que ficou milionário explorando a boa fé de milhões de doentes é ingenuidade pueril.

Veja você, caríssima leitora, a situação humilhante da mulher no Brasil: no decorrer de 40 anos, um homem branco e poderoso se aproveita sexualmente de mulheres em situação de vulnerabilidade, sob o olhar complacente de auxiliares que com ele convivem, sem ser denunciado à polícia.

Não fossem os depoimentos apresentados no programa do Pedro Bial, quantas ainda seriam estupradas?

Que sensação de impotência, fragilidade, solidão e vergonha tantas mulheres viveram sem ter como reagir, com medo da opinião pública, acuadas pela influência religiosa e social de um criminoso desprezível.

Não basta ser criativo

Muita gente confunde criatividade com imaginação. Enquanto a criatividade é a capacidade de conectar pontos, a imaginação é a capacidade de criar pontos, não necessariamente conectá-los

Marcos Hashimoto*, via administradores.com.br

Vários alunos me procuram com ideias ‘inovadoras’ de negócio, mas o fato é que a maioria destas ideias não são verdadeiramente diferentes. Ou eles não procuram o suficiente para saber que existem ideias semelhantes ou suas ideias são apenas pequenas variações do que já existe, não o suficiente para ser considerado ‘inovação’ pelo mercado. Muitas ideias, entretanto, são tão diferentes, tão criativas, que provavelmente não darão em nada, pois não se sustentam no quesito viabilidade.

A verdade é que os alunos não conseguem ter grandes ideias de ruptura porque a maioria deles não tem a experiência e conhecimento mínimos em uma determinada área para ter ideias realmente inovadoras, não importa o quão criativo eles sejam.
No entanto, esta experiência e conhecimento tem dois lados. Se por um lado, a falta de experiência e conhecimento não dá nenhuma credibilidade e argumento para sustentar as ideias propostas, por outro lado, quanto mais experiência e conhecimento adquirirmos por meio de cursos, livros, trabalhando na área, com especialistas, mais difícil passa a ser pensar de forma diferente do que já existe hoje, pois nosso cérebro já está cheio de certezas, a chamada ‘xícara cheia’, não dando espaço para novas abordagens e pensamento crítico. Portanto, é importante ter conhecimento e experiência para sabermos do que estamos falando, mas ter um espírito questionador e crítico, que dê espaço para as novas ideias.

Muita gente confunde criatividade com imaginação, por isso cabe uma breve explicação da diferença. Enquanto a criatividade é a capacidade de conectar pontos, a imaginação é a capacidade de criar pontos, não necessariamente conectá-los. A imaginação é natural do cérebro humano e, se alimentada desde criança, continua fértil enquanto adulto.

Basicamente, a criatividade é a arte de ligar os pontos. Existem dois tipos de pontos a ser ligados. O primeiro que são gerados a partir de nossa imaginação e o segundo que são gerados a partir destes conhecimentos e experiências. Quanto mais diversificados forem esses pontos mais criativas são as nossas ideias.

Vamos usar como metáforas as bombas e pontes. As bombas explodem, rompem, criam rupturas, bagunçam e espalham tudo. As pontes conectam, ligam, unem duas partes. A imaginação é como as bombas, são necessárias para romper com o padrão existente, enquanto a criatividade é como a ponte, estabelece uma conexão entre dois ou mais pontos de forma a fazer sentido, uma ideia. Quando você lança uma bomba, você está usando sua imaginação, gerando coisas loucas que mudam completamente o que está acontecendo agora. Quando você usa a sua criatividade, você está tentando dar um sentido à bagunça que a bomba gerou, ligando os pontos e conectando fatos, experiências, conhecimento, dados, tudo o que estava espalhado, de forma a gerar algo que seja realmente grande. Portanto, a imaginação é a matéria-prima que alimenta o processo de criatividade.

Portanto, se você quiser ser mais criativo, aprenda duas coisas: Primeiro, fazer conexões. Quanto mais incomuns e estranhas, melhor. Você deve saber como criar uma ligação entre o funeral de sua tia querida com a nova marca escova de dentes lançada no mercado. Grandes conexões criativas unem duas ou mais coisas em sua memória que não tem nada a ver uma com a outra. Segundo, aumentar o número e a variedade destes pontos em sua mente, ou seja, o seu repertório de bombas. Para isso, viva diferentes experiências, aprenda outros idiomas, conheça pessoas de outras culturas, viaje para países exóticos, visite museus de arte ou museus históricos, leia sobre assuntos incomuns, saia para mochilar em outro país e várias outras coisas que não tem nada a ver com sua vida atual, nem a sua ideia de negócio futuro, mas vai ajudar a preparar seu cérebro pronto para o próximo passo: a inovação.

A inovação acontece quando percebemos que por trás de algumas dessas conexões existe algum valor, um propósito, uma causa, um resultado tangível. É este valor que diferencia a criatividade artística da criatividade inovadora. As artes expressam os sentimentos e visões do próprio artista, enquanto a inovação sempre tem um valor percebido pelos outros.

Quando a inovação acontece, os pontos conectados abrem caminhos para inúmeras possibilidades de gerar valor. É por isso que a maioria das inovações vêm de laboratórios científicos. Estes são os lugares onde novos conhecimentos estão sendo gerados, portanto, com mais possibilidades de gerar novas conexões relevantes. Quando temos imaginação e conhecimento novo e desenvolvemos nossa capacidade de conectar estes pontos, um mundo de novos caminhos para serem explorados se descortinam.

Por fim, os negócios inovadores acontecem quando surge um caminho para transformar este valor percebido em uma corrente contínua de receitas e crescimento. É importante saber que todo esse fluxo de negócios inovador não está necessariamente em uma única pessoa ou empreendedor. Pode-se ser imaginativo, mas sem experiência ou conhecimento, não conseguirá fazer conexões significativas. Se você tem tudo isso, mas não tiver habilidades de negócios, sua inovação vai ficar presa em um laboratório ou no máximo em uma patente e você vai se contentar com os royalties recebidos de uma grande corporação que utiliza sua patente. Protagonismo se dá com um conjunto de pessoas com essas habilidades diferentes que se unem para construir este projeto inovador, cada um deles contribuindo com sua própria maestria que complementa a de outras pessoas.

Se a sua equipe tiver: 1 pessoa com rica imaginação (bomba), 1 pessoa com muito conhecimento (um pesquisador), 1 pessoa com muita experiência prática, 1 pessoa criativa (ponte) e 1 pessoa com visão de negócio (administrador), então você está pronto para liderar a próxima inovação de ruptura que vai mudar o mundo!

Marcos Hashimoto*
Professor de Empreendedorismo da Universidade de Indianapolis e co-fundador da Polifonia, escola de Protagonismo Criativo de São Paulo. Serviços de consultoria em Estratégia Empresarial, Liderança e Empreendedorismo Corporativo: http://www.marcoshashimoto.com

NATAL: Uma bela e emocionante dica da ex-deputada Helena Heluy para esta noite da Natividade

Recebi este vídeo de um parente muito querido.

Achei por bem compartilhá-lo, neste Natal, entre os amigos e amigas do Facebook, com meus votos de muita saúde, paz, bom humor, esperança em um mundo melhor e mais igual, onde homens e mulheres caminhem juntos no combate à violência, ao ódio, à discriminação, à inveja e ao preconceito.

Que todos e todas possam, efetivamente, viver a proposta do Pai porque lhes serão assegurados, em plenitude, moradia digna, educação de qualidade, segurança cidadã, saúde, trabalho com justo salário, aposentadoria decente, respeito aos direitos adquiridos, aos atos jurídicos perfeitos e à coisa julgada.

Enfim, “QUE TODAS E TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA”. Eis o desafio que temos, permanentemente, encarnado no verdadeiro espírito do Natal.

Menino autista pede amigos em carta ao Papai Noel: ‘Brinco na escola sozinho’

Postagem da mãe com carta completa do menino teve mais de 25 mil curtidas nas redes sociais.

Por Camilla Resende*, G1 Sul de Minas — Minduri, MG

Menino autista pede amigos em cartinha de Natal — Foto: Reprodução/ Redes sociais.

Entre os tantos pedidos de celulares, videogames e brinquedos para o Natal, o Papai Noel recebeu uma cartinha diferente da cidade de Minduri (MG). O autor é o Miguel Castro Souza, de 12 anos, que tem autismo de grau leve e gostaria de ganhar algo simples, mas muito importante – amigos.

“Brinco na escola sozinho pois as crianças me odeiam por ser diferente”.

A carta emocionou a mãe, Cristina de Castro Silva Souza, que mandou uma foto dos escritos do Miguel para a filha que mora em Belo Horizonte (MG). Foi de lá que veio a ideia de postar o pedido em uma rede social. O resultado surpreendeu a família.

O post de Cristina viralizou e, até a tarde desta segunda-feira (24), já havia recebido mais de 25 mil curtidas e quase 60 mil compartilhamentos. Diante do sucesso da cartinha, ela resolveu criar um perfil para o filho. Assim, ela quer entregar a ele o que pediu de Natal.

“O que eu pensei: já que tem tanta gente enviando mensagem dizendo que quer ser amiga dele, eu vou criar um perfil para ele. E este vai ser o presente do Papai Noel para ele. Só vou mostrar no dia 25”, afirma.

Miguel tem recebido mensagens de várias partes do país, a maioria com a mesma intenção. “Quero ser seu (sua) amigo (a)”, dizem os internautas.

Pessoas começaram a mandar mensagens querendo ser amigas de Miguel — Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Miguel e o irmão gêmeo, que não tem autismo, estudam com a mesma turma desde os 6 anos de idade. A mãe dos meninos conta que desde que ingressou na escola, o pequeno Miguel é excluído entre os colegas. “Alguns, às vezes, conversam um pouquinho com ele, depois já não falavam mais. Com o passar do tempo, foram realmente isolando”, relata Cristina.

Papai Noel existe?
Cristina conta que Miguel foi o primeiro dos irmãos a descobrir que ela mesma é quem compra os presentes de Natal. No clima de fim de ano, a família assistiu ao filme “Crônicas de Natal” e, depois disso, Miguel decidiu que escreveria uma carta ao bom velhinho.

O irmão questionou o porquê do pedido, já que ele tinha falado que o Papai Noel não existe. A resposta foi surpreendente.

“O Miguel respondeu: ‘Existe, sim. Se ele desaparecer, é porque você não acredita mais’. E ele criou um foco tão grande que se o Papai Noel chegasse em pessoa e dissesse ‘eu não existo’, ele não acreditaria”, conta a mãe.

Diante disso, ela instruiu o filho que escrevesse a cartinha com antecedência para que o presente chegasse a tempo para a festa de Natal. E, enquanto Cristina fazia o almoço, ele escreveu a carta.

“Quando eu peguei o caderno e li o pedido dele, eu fiquei sem ação. Primeiro porque ali ele conseguiu expressar o que ele estava sentindo e, ao mesmo tempo, pensei como eu ia dar o presente para ele. Afinal, o Papai Noel sou eu. Se ele me pedisse algo muito caro, eu dividiria em mil vezes, mas aquele presente me fez pensar no que fazer.”

Na cartinha, ele escreveu que não tem amigos na escola e que sofre bullying por ter autismo, mas que os pais dizem que ele é muito inteligente e especial e terminou dizendo “Por que as outras pessoas não respeitam as outras que são diferentes?”.

Apoio
Além de comover a mãe, Miguel inspirou pessoas a contarem suas histórias.

“Sei bem o que é isso. Meu filho tem TOD (Transtorno Opositor Desafiador). É muito difícil, pois ele é uma criança que se irrita fácil. Ele diz que não quer voltar para a escola pois ninguém gosta dele. O meu coração sangra quando ele conta como algumas crianças tratam ele, não são todas e nem todos, pois tem adultos que também não entendem e tratam a criança mal. Miguel, peça ao Papai do Céu, pois ele ouve a oração feita com fé. Beijos no seu coração”, relata uma internauta.

“Miguel, temos muita coisa em comum: assim como você, sou autista de grau leve e também foi bem difícil para mim fazer amigos na escola. Hoje tenho 32 anos (estou já um pouco velhinho!), mas foi justamente quando tinha a sua idade que eu descobri que é possível fazer um amigo que entende você e gosta de você do jeito que você é”, diz outro internauta.

Pessoas compartilharam histórias em perfil de mãe de Miguel — Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Agora a mãe espera que Miguel, além de fazer amigos online, possa ser aceito também pelo colegas.

“Eu gostaria que esta cartinha fosse levada às escolas e, no primeiro dia de aula, dissessem para as crianças para respeitarem os amiguinhos, porque é assim que eles se sentem. Espero que o espírito do Natal dure o ano todo”.

*estagiária sob supervisão de Fernanda Rodrigues e Régis Melo.

Feliz Natal!!

Vivemos num mundo que cada vez mais necessita da magia do Natal.

Cada vez precisa celebrar a paz, o amor, a fraternidade e a solidariedade.

O Natal é mistério, pois marca o nascimento de Jesus Cristo cuja vida na terra foi marcada não apenas pelos ensinamentos divinos e espirituais, mas também pelos mistérios da fé.

Não são os presentes e muito menos as fartas ceias que simbolizam essa data mágica. Ao contrário: Natal é simplicidade!

A simplicidade de quem nasceu num estábulo, em uma simples manjedoura. Natal, portanto, é sobretudo a celebração da simplicidade.

É com essa percepção da natividade que o Blog do Robert Lobato deseja um Feliz e Abençoado Natal para todos os leitores, parceiros e amigos em geral.

Fiquem o paz de Cristo Jesus!

Chamar mulher de bonita e gostosa é ofensa ou elogio? Claudia Ohana sente falta 2

por Ricardo Kotscho

Está na capa do UOL: “Cláudia Ohana fica triste por não ser chamada de `gostosa´ na rua”.

Ela explica: “Acho que o momento está mais careta porque está radical demais, que é talvez para melhorar, ter um equilíbrio (…). É uma pena, antigamente você andava na rua e várias pessoas assoviavam e chamavam de gostosa. Hoje não pode mais, você fica triste”.

A matéria da repórter Marcela Ribeiro, que não pode ser chamada de machista e misógina, justifica a tristeza de Cláudia, a eterna Natasha de “Vamp”:

“Aos 55 anos e avó de dois netos, Cláudia Ohana está com tudo em cima”.

Por coincidência, causou polêmica um post que publiquei outro dia no meu Face chamando Tatá Werneck de “bonita e gostosa”, por ter recebido um prêmio de melhor do ano do mesmo UOL.

Para mim, é a maior revelação de atriz dos últimos anos, além de ser uma belíssima mulher, cheia de talento e energia.

“Gostosa?????”, reagiu uma leitora com várias pontos de interrogação. Sim, eu acho, mas é questão de gosto, ninguém é obrigado a concordar comigo.

Mas teve gente, algumas mulheres queridas, que ficaram chocadas com os adjetivos que usei para elogiar a atriz.

“Você está perdendo o senso do ridículo, cuidado. Como é que você escreve uma coisa dessas?”

Fiquei tão assustado com a reação, que acabei excluindo o post para evitar mais mal entendidos.

Pratiquei pela primeira vez a autocensura, antes que volte e censura.

Tudo que você precisa explicar depois é complicado, como bem sabem os Bolsonaro, após as revelações sobre o caixa eletrônico do ex-motorista da família.

Como costumo usar este espaço para comentar assuntos menos amenos e saborosos ligados à política nacional, fiquei com receio de queimar meu filme com as leitoras por bobagem.

Achei estranha a reação porque tinha certeza de ter ouvido recentemente “As Frenéticas” _ um antigo grupo vocal formado por mulheres, obviamente _, cantando alguma coisa parecida na televisão, acho que no programa do Pedro Bial.

Fui ao Google para pesquisar e era isso mesmo, não estava enganado.

Digitei “bonita e gostosa” e logo apareceu a letra de “Perigosa” (até rimou…), música de Nelsinho Motta, Rita Lee e Roberto Oliveira:

Sei que eu sou

Bonita e gostosa

E sei que você

Me olha e me quer

Eu sou uma fera

De pele macia

Cuidado, garoto,

Eu sou perigosa!

Lembram-se?, foi trilha de novela e fez muito sucesso lá pelos anos 70, em plena ditadura militar, quando o mundo ainda não era tão careta, por incrível que pareça.

Estes três compositores também não podem ser catalogados como machistas inveterados que não respeitam as mulheres, penso eu.

Será que até nisso estamos andando para trás?

Sou do tempo em que era impossível não arriscar ao menos um olho ao ver mulher bonita, e as mulheres faziam o mesmo ao ver um homem bonito.

Hoje, é tudo perigoso, você tem que tomar mil cuidados ao falar e escrever.

Nelsinho, Rita e Roberto fizeram belos versos de amor, de alegria, de festa, de loucura.

Eu tenho uma faca

No brilho dos olhos

Eu tenho uma louca

Dentro de mim…

Por outra dessas ironias da vida, “As Frenéticas” cantaram isso numa época em que ainda havia censura e tortura, e nem por isso se intimidaram.

Como lembra Cláudia Ohana, outra bonita e gostosa de respeito, sem medo de ser feliz:

“Sinto saudade da liberdade de expressão, das pessoas falarem o que quiserem, de ser quem você quiser”.

A gente tinha medo de ir em cana por qualquer motivo, mas não por elogiar mulheres que nos dessem motivos.

Daqui a pouco, a seguir nesta marcha, vamos ter que pedir licença para fazer o que os antigos chamavam de paquera:

“Se a senhorita me permite, com todo respeito, posso lhe fazer um gracejo? Vai ser bonita e gostosa assim na casa do chapéu. Não olha para mim desse jeito porque eu posso não resistir… É melhor tomar cuidado”.

É capaz da Rita Lee (de quem fui colega no colegial do Liceu Pasteur, nos longínquos anos 60 do século passado), compor uma nova música com sinais invertidos: “Eu sou recatada e do lar”.

Seria engraçado… Só não podemos perder o bom humor.

Tempos estranhos, como diz aquele ministro do STF.

Só falta agora criarem uma polícia dos costumes neo-pentecostais fundamentalistas.

Vida que segue.

Sobre o caso “João de Deus” (OU: Quando a fé que cura é mesma machuca)

O que é abominável nesses casos é que o agressores se aproveitavam da carência das pessoas, da fé de quem está a procura de uma saída para um sofrimento que enfrenta, enfim, de luz e felicidade aí depois se deparam com a depravação de quem parecia ser um “santo”.

“O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair no pecado e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes” 
(Mateus 13:41-42)

O Brasil e o mundo ficaram bestificados com a série de denúncias de assédio e abuso sexuais que teriam sido cometido pelo senhor João Teixeira de Faria, ou “João de Deus”.

Já somam dezenas de mulheres que afirmam ser vítimas do líder espiritual residente na pequena cidade de Abadiânia, interior de Goiás.

A história está repleta de casos em que homens “usados por Deus” transgridem a ética e moral religiosas. De padres católicos a pastores protestantes, passando por líderes de cultos afros etc, aqui a acolá a sociedade se depara com a depravação de certos gurus espirituais.

Isso mostra que devemos ter muito cuidado de entregar nossas vidas e de familiares com 100% de confiança nas mãos de quem quer que seja, mesmo daqueles que usam o nome de Deus.

A serem confirmadas as denúncias contra João Teixeira de Faria, que doravante poderá ser chamado “João” de qualquer coisa, menos de “Deus”, pode-se estar diante do caso do maior assediador em série da história recente, talvez maior até do que o ex-médico Roger Abdelmassih, maníaco que por anos abusou sexualmente de dezenas de suas pacientes.

O caso envolvendo o médium de Abadiânia não é o primeiro e muito menos será o último. E certamente aparecerão muitos defensores, pessoas de boa-fé, que vão se negar a acreditar que Faria foi capaz de fazer os absurdos que agora caem sobre os seus ombros.

O que é abominável nesses casos é que o agressores se aproveitavam da carência das pessoas, da fé de quem está a procura de uma saída para um sofrimento que enfrenta, enfim, de luz e felicidade aí depois se deparam com a depravação de quem parecia ser um “santo”.

O fato é que pequena Abadiânia, que já havia ganhado o mundo por ser a terra natal de um certo “João de Deus” que operava milagres, volta mais uma vez ser notícia internacional.

Só que agora com a triste revelação de que, de “Deus”, o João nada tinha…

Bons Tempos para profissionais empreendedores

Por Bruno Soalheiro*

Empreendedorismo é um termo bastante em alta e discutido cada vez mais neste país. Percebo, no entanto, ao conversar com algumas pessoas conhecidas, que a visão “popular” que se tem do termo está bastante associada a “montar um negócio ou empresa”.

Tudo bem que isto é mesmo empreender, mas penso ser importante compartilhar com o leitor uma visão muito mais ampla e democrática do termo. Faço isto porque verifico que jovens em início de carreira, estejam empregados ou atuando como profissionais liberais, dão pouca importância ao tema por acreditar que não diz respeito a eles, já que não querem “abrir um negócio”!

Empreender é atitude! É postura e posicionamento na vida. Tem a ver com conhecimento técnico sim, mas muito mais com desenvolvimento comportamental, foco, persistência, entusiasmo e paixão. E tem muito a ver com PLANEJAMENTO!

Diversos profissionais liberais e jovens recém egressos passam hoje por agruras, sem encontrar um lugar no mundo do trabalho por falta desta característica. Ora, até para se procurar emprego hoje é preciso empreender. É preciso planejar, buscar informação, preparar-se, informar-se e agir. Tem gente que nem procurar emprego sabe, quanto mais conseguir clientes como profissional liberal.

Veja bem, o que vai fazer você conseguir ou não clientes e arranjar ou não um emprego não é a qualidade técnica que você apresenta em seu campo de trabalho, e sim a postura empreendedora que você adotar para “impulsionar” o uso desta qualidade técnica, que é claro, deve ser excelente.

O médico mais solicitado não é necessariamente o que tirou as melhores notas ou estudou nas melhores faculdades, e sim aquele que sabe “fazer clientes”, criar sua imagem, ou seja, empreende como forma de “vender” sua qualidade técnica.

Empreendedorismo é comportamento! É modo de atuação! Não é abrir empresa apenas.

Com as novas tendências em gestão de pessoas do mercado, até mesmo para ser um “empregado” já se exige postura empreendedora. É gente que tem idéia, planeja, organiza, faz, erra, refaz, muda aqui, mexe ali, estuda, procura, remexe outra vez, cai, levanta e faz acontecer o que quer que seja; um emprego, uma festa, uma carteira de clientes ou mesmo organizar um passeio.

A má notícia é que a maioria de nós não foi criada para empreender, e sim para executar, acatar, obedecer e não transgredir. Resultado? O sujeito se forma e fica igual uma planta, sem saber o que fazer; alguns poucos dão sorte e “acontecem” em suas profissões, mas a maioria sobra, e acaba ocupando postos de trabalho que nada tem a ver com aquilo que queriam, ganhando pouco e infelizes. Alguém falou em depressão aí?

Já as boas notícias são que empreender é um comportamento que pode ser desenvolvido por qualquer um, e que jamais houve um tempo tão propício para se fazer isto. Entidades, empresas, ONGs, grupos independentes e órgãos governamentais, todos estão aí, fomentando o tal empreendedorismo como forma de despertar na população uma postura mais ativa e realizadora na vida.

Se você vai se graduar em breve, se é um profissional em início de carreira ou se sente que está “estagnado” ou sem rumo, aí vai uma dica. Estude sobre empreendedorismo, entenda este comportamento e procure aplicá-lo a todas as esferas da sua vida. Você perceberá com o tempo que será muito mais “dono de si” e capaz de realizar coisas maravilhosas.

Divulgo esta mensagem porque acredito que só o empreendedorismo pode salvar este país e nos ajudar a construir um futuro melhor. Só o empreendedorismo é capaz de criar pessoas ativas, responsáveis, realizadoras e donas de suas vidas. Pessoas que não esperam acontecer nem ficam protestando para que a sociedade arranje um lugar para elas.

Pessoas que dão o passo,correm o risco, sacodem a poeira e fazem a vida acontecer. Por isso, empreenda, você não vai se arrepender, e o país agradece!

Bruno Soalheiro é Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.

REFLEXÃO: A medida certa das coisas 2

“Em seu coração
o homem planeja o seu caminho,
mas o Senhor determina
os seus passos.”
(Provérbios 16:9)

Conversando com grande amigo logo cedo, na manhã da última sexta-feira, ele me dizia que estava dois meses sem ingerir bebida alcoólica. Havia chegado à conclusão que estava “bebendo muito” e “bicho solto”.

O amigo é casado, aliás, bem casado, posto que a sua esposa é muito bela, educada e distinta, como diriam os mais velhos.

Pessoa de fé, homem de Deus, esse amigo me fez refletir sobre as limites que temos nos impor em tudo nesta vida. Lembram dos ditos populares “Tudo demais é sobra” e “Tudo em excesso faz mal?” Pois é.

A sabedoria está em encontrar o limite das coisas, o ponto de equilíbrio para fazer o que gostamos sem exageros que, ao invés de trazerem prazer, trazem sofrimento. Isso vale pra tudo: bebidas, baladas, e até mesmo sexo e dinheiro. Nada que nos escraviza é sadio!

Claro que fiquei feliz em saber que o dileto amigo em questão percebeu que estava “passando dos limites”.

A mitologia grega, por exemplo, nos ensina muito sobre o impor, a nós,o “metron”, ou seja, a medida, um limite.

Deixo para os leitores um trecho do livro  “O despertar do herói interior”, de Carol S. Pearson.

Desejo a todos um ótimo e abençoado domingo para todos.

As histórias a respeito de heróis são profundas e eternas. Elas ligam os nossos próprios anseios, desgostos e paixões às experiências dos que vieram antes de nós, de modo que podemos aprender algo a respeito da essência do significado de ser humano, e também nos ensinam de que forma estamos ligados aos grandes ciclos dos mundos natural e espiritual. Embora os mitos que podem dar significado a nossas vidas sejam profundamente primitivos e arquetípicos, às vezes nos inspirando terror, eles também têm a capacidade de libertar-nos de modos de vida falsos e fazer com que passemos a ter uma vida de verdade. Se evitarmos o que T.S. Elliot chamou de ‘terror primitivo’, perderemos nossa ligação com a intensidade e o mistério da vida. O encontro da nossa ligação com esses padrões eternos proporciona-nos um senso de significado e importância até mesmo nos nossos momentos mais penosos e alienados, recuperando dessa maneira a dignidade da vida.

SAÚDE: Neurocirurgião Francinaldo Gomes lança seu terceiro livro em São Luís

O médico e educador financeiro apresenta sua nova obra intitulada  “Enriquecer faz bem a saúde” 
O neurocirurgião e educador financeiro, Dr. Francinaldo Gomes, em parceria com a Editora DOC e a Saúde mais Ação Educação e Consultoria Ltda, irá lançar no próximo dia 7 de dezembro sua terceira publicação, intitulada “Enriquecer faz bem a Saúde”. O evento, que acontece às 19h, no auditório do UDI Hospital, pretende reunir para uma palestra e noite de autógrafos, profissionais das áreas de finanças e médica, além de pessoas interessadas no tema.
Juntamente às suas atividades médicas, o Dr. Francinaldo Gomes dedica-se à educação financeira de médicos e demais profissionais liberais, já tendo formado mais de 1000 investidores em seus cursos realizados por todo o Brasil. O título, que é sua terceira obra, irá mostrar de forma clara e objetiva como conquistar a tão sonhada independência financeira através de estratégias de criação multiplicação de riqueza. “Diferente dos livros existentes atualmente sobre finanças e investimentos, esta obra consegue mostrar como usar os diversos produtos financeiros de forma harmônica e sincronizada para produzir e remunerar uma carteira eficiente de ativos. E tudo isso sem que você precise deixar de exercer a sua profissão”, explica o médico.
No decorrer do livro, fica claro a necessidade de conquistar sua liberdade financeira, até porque no cenário atual é quase impossível contar com bancos e governo para cuidarem de você quando não puder mais trabalhar. Uma pessoa que não cuida das suas finanças passará o resto da vida trabalhando para enriquecer terceiros e não para seu próprio enriquecimento. Enriquecer é muito mais do que simplesmente ganhar dinheiro. E fica evidente que esse processo faz um grande bem à saúde de todos.