Igor Lago sobre o governo Flávio Dino: “Uma farsa política e administrativa”

O médico Igor Matos Lago, filho do saudoso governador Jackson Lago, publicou um contundente artigo no sua rede social do Facebook onde não poupa críticas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Igor escreveu à luz dos recentes escândalos que o governo comunista está envolto, em particular o suposto uso das Polícia Militar para espionar de adversários políticos no estado.

“Estamos todos atônitos ao tomarmos conhecimento do mais recente escândalo: o da suposta ação de vigilância política de oposicionistas por parte da Polícia Militar. Nas eleições de 2016, esta já teria sido utilizada para coibir as ações eleitorais de adversários políticos do atual governo em, pelo menos, duas cidades do interior”, diz trecho do artigo que o Blog do Robert Lobato reproduz na íntegra. Confira.

MARANHÃO REFÉM

Não são boas as notícias do nosso querido estado. O atual governo não tem conseguido deixar uma marca que o diferencie dos anteriores e, em muitos aspectos, tem obtido um desempenho ainda pior.

É que além de não ter um projeto ou plano de governo, o atual governador tem se revelado um político e administrador autoritário desde o primeiro dia de mandato e com boa parte de suas ações feitas de improviso.

A forma como entrou na política, quando ainda de toga e com a garantia de seu padrinho político (hoje traído!), de cima pra baixo; o exercício do mandato de deputado federal com toda a pompa e circunstância por ter convivido com seus pares jurídicos influentes de Brasília; a postura de sua candidatura ao governo em 2010, na qual não fazia parte o respeito pelos que lutaram de verdade na política por um estado livre e verdadeiramente democrático; e, por fim, a sua fácil vitória em 2014 pelo fato de não ter tido de enfrentar um adversário situacionista à altura do momento, tornou o estado refém de uma lógica oriunda de um exercício de poder semelhante ao dos tempos do vitorinismo.

É frustrante para quem votou e/ou torceu para que este governo fosse a retomada para a transição de uma nova era em nossa história, a da alternância política, já que um outro governo recente que tinha esta expectativa fora interrompido.

Propaganda em demasia e resultados pífios, o estado vive às turras com mais escândalos que assaltam (além da má gestão!) o dinheiro público, inclusive com a perda de vida de um dos envolvidos no da área da saúde, bem como a deterioração da qualidade dos serviços públicos prestados a nossa população.

Agora estamos todos atônitos ao tomarmos conhecimento do mais recente escândalo: o da suposta ação de vigilância política de oposicionistas por parte da Polícia Militar. Nas eleições de 2016, esta já teria sido utilizada para coibir as ações eleitorais de adversários políticos do atual governo em, pelo menos, duas cidades do interior.

Se confirmado será o fato político mais grave que um governo tenha produzido nos últimos anos.

Eis o governo da mudança que revela a real caraterística de seu mandatário: uma farsa política e administrativa!

Economia: dança das cadeiras e novas projeções

Por Eden Jr.*

Depois de uma série de imbróglios e de mal-estar, foram concluídas as mudanças na equipe econômica do governo federal – que já foi chamada de “dream team”. Na prática, as alterações constituíram-se numa “dança das cadeiras”, onde os ocupantes de cargos apenas trocaram de funções, garantindo a permanência do perfil doutrinário do grupo liderado por Henrique Meirelles. Este, agora ex-ministro da Fazenda, se filiou ao MDB e partiu para a “aventura” de tentar ser o candidato da legenda às eleições presidenciais. Manobra essa tida como altamente arriscada, pois não há a mínima garantia dos próceres emedebistas de que Meireles será o concorrente do partido.

A equipe de Meirelles já era tida como altamente comprometida com a disciplina fiscal e com os projetos de reforma da economia, embora algumas iniciativas tenham ficado pelo caminho, como a Reforma da Previdência. Isso pela inanição política do presidente Temer e pela aproximação das eleições, circunstância em que propostas impopulares provocam ojeriza nos parlamentares. Também se nota que haverá dificuldades adicionais no relacionamento dos novos gestores com os políticos. O time, de perfil eminentemente técnico e pouco afeito a negociações, terá problemas adicionais, notadamente num “ano político”, período em que as “vorazes bases eleitorais”, ignorando a situação desastrosa das contas públicas, clamam pela liberação de recursos.

O rodízio começou com a saída de Dyogo Oliveira do Ministério do Planejamento para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A principal missão de Oliveira – mestre em economia, servidor federal de carreira, ex-secretário nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento na era petista –será conduzir o processo de devolução de R$ 130 bilhões de empréstimos ao Tesouro e ajudar a suavizar o rombo do orçamento. Esteves Colnago – também mestre em economia, funcionário do Banco Central e ex-secretário executivo do Ministério do Planejamento – assumiu o comando dessa pasta. Depois de enfrentar aversões ao seu nome, o apoio de Romero Jucá (MDB/RR), presidente da legenda e líder do governo no Senado, fechou a questão. Colnago terá que administrar a elaboração e a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 e encontrar uma saída para a questão da “Regra de Ouro” – que proíbe o governo de emitir dívida para pagar despesas correntes, como pessoal e custeio dos órgãos – e que está ameaçada de ser violada já no próximo ano, em razão das dificuldades financeiras do Planalto.

Para o Ministério da Fazenda, foi descolado, da própria secretária executiva do órgão, Eduardo Guardia – doutor em economia, ex-secretário do Tesouro Nacional no governo FHC e ex-secretário de Fazenda de São Paulo. Comandando a Fazenda, Guardia, que enfrentou forte resistência do núcleo político do governo à sua nomeação, isso em razão de sua suposta dificuldade em administrar as demandas dos parlamentares, terá a incumbência de coordenar o intricado processo de privatização da Eletrobrás e as alterações na tributação do PIS/Cofins. O novo mandatário da Fazenda demonstrou força ao trazer para a secretaria-executiva do órgão (o segundo posto na casa) a economista e mestre em Administração Pública Ana Paula Vescovi, que era chefe do Tesouro e tem histórico de ser intransigente defensora da disciplina fiscal. A nomeação de Vescovi foi bem recebida pelo mercado, pois indica obstinação na busca de um equilíbrio fiscal mínimo, isso em ano eleitoral.

Por último, completando as modificações, Mansueto Almeida – funcionário do IPEA e mestre em Economia –, e que estava como secretário de Acompanhamento Fiscal e de Loterias do Ministério da Fazenda, vai dirigir o Tesouro Nacional. Crítico implacável da política de empréstimos subsidiados concedidos pelo BNDES para tentar aquecer a economia no governo Dilma Rousseff, Mansueto terá que conter o ímpeto dos governadores, sedentos por recursos federais às portas das eleições.

Uma das primeiras medidas dos novos chefes da Fazenda e do Planejamento foi anunciar projeções atualizadas para a economia, que constam no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019 (PLDO 2019). Por esse documento, o resultado primário – receitas menos despesas não financeiras, ou seja, não considera o pagamento de juros – do governo federal será deficitário em 2018 (R$ 159 bilhões), 2019 (R$ 139 bilhões), 2020 (R$ 110 bilhões) e 2021 (R$ 70 bilhões). Somente em 2022, o equilíbrio fiscal será retomado. O principal responsável por esses rombos será o déficit previdenciário, que alcançará R$ 208 bilhões em 2019 e irá a R$ 266 bilhões em 2021.

Números que mostram o quanto é premente a Reforma Previdenciária. Dessa forma, a dívida bruta do governo avançará ainda mais sobre a nossa riqueza, atingindo 77% do PIB em 2018, 79% em 2020 e 81% em 2021. Ainda segundo o PLDO 2019, a economia crescerá de forma moderada: 3% neste e no próximo ano, 2,4% em 2020 e 2,3% em 2021. A inflação permanecerá comportada, ficando na casa dos 3,6% este ano, 4,2% em 2019, 4% em 2020 e em 2021.

Uma notícia que pode ser considerada razoável, é que em 2019 o salário mínimo ultrapassará a marca dos R$ 1 mil, indo dos atuais R$ 954 para R$ 1.002. Uma elevação de 5%, bem superior ao aumento de 1,81% concedido este ano. Isso seguindo a regra vigente desde de 2012, que estabelece o reajuste do mínimo pela soma da inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos passados. É esperar que as mexidas na equipe econômica tragam resultados melhores que as projeções feitas para a nossa economia, pois a crise ainda é muito sentida pela população.

*Doutorando em Gestão do Desenvolvimento, Mestre em Economia e Economista (edenjr@edenjr.com.br)

VITÓRIA DO MEARIM: Município completa 185 anos e o seu povo ganha melhorias na educação, saúde e infraestrutura…

Vitoria do Mearim completou, no último dia 19, 185 anos, cujos festejos foram marcados por inaugurações de reformas e aplicações em escolas, do hospital municipal, na inovação administrativa com o novo Centro, onde o povo poderá ser atendido pela gestão da prefeita Dídima Coêlho com dignidade, além de um mega show, que encerrou os festejos. “Queremos cumprimentar a todas as pessoas que de uma forma ou de outra, que com união ajudou a dá uma nova roupagem ao nosso município. Estou honrada em poder participar da história da nossa Vitória do Mearim”, falou a prefeita Dídima Coêlho.

Buscando resgatar a educação de Vitória do Mearim, a prefeita Dídima Coêlho reformou e ampliou diversas escolas municipais, trazendo um ambiente prazeroso aos professores e alunos, além da aplicabilidade correta dos recursos do Fundeb e do FNDE.

Diante de tantas escolas reformadas e aplicadas, foram inauguradas as reformas e ampliação, durante as festividades dos 185 anos de Vitória do Mearim, das escolas dos Povoados de Jaguary e Jacarey, na sede foram entregues as escolas Antonia Farias, Mon Senhor Arthur Gonçalves, a escola infantil Menino Jesus.

“As reformas e ampliações dessas escolas foram feitas com os recursos constitucionais do Fundeb, buscando atender as exigências do Ministério da Educação. A minha administração está na luta por uma educação de qualidade ao meu povo, isso com escolas que transmitam um ambiente prazeroso, valorizando o corpo docente e respeitando o corpo discente, cujo foco e a qualidade do ensino/aprendizagem estão empenhados na formação de cidadãos críticos e questionadores”, afirmou a prefeita Dídima Coêlho.

Fotos antes das reformas e ampliações das escolas:

Fotos após as reformas e ampliações efetuadas pela gestão Dídima Coêlho:

Dando sentido real a uma gestão voltada para o povo, Dídima Coêlho inaugurou o Centro Administrativo Cristovam Dutra Martins. A prefeitura anteriormente funcionava em diversas casas alugadas, não dando conforto àqueles que buscavam a administração municipal para solucionar seus problemas, além de consumir o montante de R$ 36 mil aos cofres municipais com alugueis. Com esse novo Centro Administrativo, a prefeitura passou a economizar R$ 16 mil e deu um atendimento humanitário aos munícipes que buscam o poder público.

“Eu visei uma administração concentrada, onde o atendimento fica adequado e de respeito à cidadania. É preciso respeitar o povo dando-lhe um bem-estar. Eu estou prefeita e não entrei para aproveitar do dinheiro público, visto que sempre tive equilíbrio econômico/financeiro e tenho meus bens patrimoniais bem antes de entrar na vida pública, continuo apenas com eles. Sinto-me honrada em assumir o destino que o eleitor da minha terra me conferiu. Estou administrando Vitória do Mearim apenas com os recursos constitucionais, haja vista que recebi a prefeitura inadimplente junto aos governos estadual e federal. Porém minha gestão vem lutando para que o município se torne adimplente e, assim, possamos fazer mais por minha gente”, alertou a prefeita Dídima.

A prefeitura antes de Dídima Coêlho

Centro Administrativo na gestão Dídima Coêlho

Nesses 185 anos, Vitória do Mearim recebeu uma nova infraestrutura no Hospital Municipal Kalil Moises da Silva. A reforma se fazia necessária, visto que nessa unidade hospitalar os índices de infecção e de maus tratos superavam todas as expectativas dá má gestão. A reforma e a implantação de serviços essenciais estão dentro das exigências da OMS, num resgate digno dos 50 leitos adequados e humanizados. O Centro Cirúrgico foi reformado dentro das exigências que o caso requer. O laboratório e o RX emitindo resultados em conformidade com os princípios médicos. A nutrição oferecendo alimentações dentro dos preceitos nutricionais tanto aos pacientes, aos acompanhantes e seus funcionários.

“O resgate da nossa principal unidade hospitalar e das demais unidades foi visando dá aos munícipes uma saúde pública de qualidade, isso com as aplicabilidades dos recursos de acordo com suas necessidades, através da compra equipamentos, kits laboratoriais, alimentação adequada e, principalmente, cumprindo com o pagamento dos profissionais”, destacou a prefeita.

Foto antes das reformas do hospital municipal:

Fotos após as reformas e ampliações efetuadas pela gestão Dídima Coêlho:

Vitória do Mearim está rumo certo e a busca por inovações sempre serão bem vidas…

(Fonte: Blog do Caio Hostílio)

Governador das milícias 6

por Marcos Lobo, via blog Por Mim

Você acreditou nas alegações do governador do Maranhão de que foi um erro, um absurdo, que não sabia, que não concorda com a estratégia adotada pelo comando da PMMA de catalogar/fichar adversários políticos e autoridades? Se sim, pare a leitura do post por aqui e vá ler contos de fada.

Vamos conversar com os descrentes, os desse mundo real, da concretude do que são capazes os camaradas.

Com efeito, a vida/costumes de uma pessoa não se resume a um momento. É preciso buscar a facticidade, a historicidade, a tradição.

Este momento ora vivido pelo governador do Maranhão não pode, não deve e nem é o espelho do que ele, efetivamente, é.

Não obstante, e em contradição ao que eu disse, no caso concreto, é.

Para dizer que é, a primeira assertiva necessária é que, não tivesse vazado o estratagema, não teria havido nenhuma contraordem ou desdizer do governador. Basta atentar para o fato de que o primeiro documento com ordem para o fichamento foi produzido em 06 de abril, ou seja, o fichamento de adversários e autoridades públicas já ocorria por 14 dias quando vazaram alguns documentos.

Aí surge uma primeira indagação: onde estão estes documentos/relatórios já produzidos? Já foram repassados ao comando geral ou ao governador? Quantos foram os fichados?

A segunda assertiva, absolutamente verdadeira, é que essa é uma prática comum do governador do Maranhão, a bastar recuperar o passado de como ele se conduz. Façamos um pequeno apanhado do que ele faz nas eleições:

– utilização de milícia de militares, o denominado “Serviço de Inteligência do 36”, na campanha de prefeito de São Luís no ano de 2012. Para mais informações vejam o que disse, na época, Reinaldo Azevedo (https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/escandalo-no-maranhao-8211-atencao-policia-federal-atencao-tre-atencao-tse-grupo-que-conta-com-o-apoio-do-comunista-flavio-dino-presidente-da-embratur-organiza-uma-milicia-de-militares-em-sao-luis-par/) ou façam busca na internet. Os áudios, vídeos e fotografias são bem reveladores;

– utilização da sede da EMBRATUR para reunião com militares do Maranhão para montar e organizar os “comitês militares” para a campanha de 2014 e, como dito pelo post do Reinaldo Azevedo acima, já imaginado em 2012. Na reunião houve até proposta de mudar a bandeira do Maranhão. Há uma fala de um policial, nessa reunião na Embratur, que bem representada o estratagema: “(…) É claro que a gente fez essa aproximação com o senhor com a maior timidez. Mas nós vamos nos mobilizar. Essa equipe que tá aqui vai se mobilizar para dar apoio para o que for de melhor para nós (…)”;

– utilização de policiais militares e civis para sitiar cidades do Maranhão, nas eleições em 2016, em favor dos seus correligionários.

Como se percebe, há uma perfeita sintonia com o que ora ocorre com o que foi a prática em eleições passadas.

O que é lastimável é que esses fatos nunca foram devidamente punidos e em razão disso, quiçá, tem alimentado a continuidade, impune, das práticas.

Deve ser registrado que além do fichamento de adversários e autoridades (prefeito, juiz, promotor etc.) foi determinado a feitura de um “levantamento eleitoral” de quantidade de eleitores, locais de votação fora da sede, quantidade de seções no município etc, informações estas que, por meios lícitos e para fins lícitos, podem facilmente ser obtidas na Justiça Eleitoral.

A última assertiva a fazer é que o fato concretamente ocorreu, com plena ciência do chefe maior, e, pior, continuará, agora na clandestinidade.

A última indagação é: as autoridades fichadas e os órgãos e poderes a que pertencem irão ficar silenciar também desse vez, já que agora também viraram alvo da milicia?

ESPIONAGEM DOS LEÕES: “Será que fizeram uma ficha minha? O que tem nela? Posso ter acesso?”, questiona advogado 8

O artigo de Abdon Marinho é muito bom para quem deseja entender o que está acontecendo no Maranhão sob Flávio Dino. Um Maranhão que não é mais apenas das incertezas, mas que agora passou, mais do que nunca, a ser um Maranhão do medo.

Em meio à onda de denúncias que corroem por dentro e por fora o governo Flávio Dino (PCdoB), o advogado Abdon Marinho questiona em artigo, no seu blog, se estaria sendo monitorado pelo Palácio dos Leões, se há uma ficha sua e havendo o que há nela e se pode ter acesso à bendita (ou maldita?) ficha.

Os questionamento contidos no artigo de Abdon é uma alusão ao suposto uso, por parte do Governo do Estado, de órgãos policiais, principalmente da Polícia Militar, para monitorar eleitores, candidatos e adversários políticos no interior do estado

Intitulado “O pior do passado ou um novo Reis Pacheco para o Maranhão”, o texto é muito bom para quem deseja entender o que está acontecendo no Maranhão sob Flávio Dino. Um Maranhão que não é mais apenas das incertezas, mas que agora passou, mais do que nunca, ser um Maranhão do medo.

Confira a íntegra do artigo.

“O pior do passado ou um novo Reis Pacheco para o Maranhão”

Por Abdon Marinho.

“Em se tratando de escândalo político no Maranhão essa “confecção” de dados sobre a vida dos cidadãos, faz o caso “Reis Pacheco”, até então, na minha visão, o mais grave – tínhamos um senador da República urdindo um falso crime de assassinato para comprometer um outro senador da República e ganhar as eleições de 1994 – parecer coisa de criança travessa.”

UM dos clássicos da música brasileira que nos embalou nos anos oitenta tinha o refrão: “vejo o futuro repetir o passado, vejo um museu de grandes novidades, o tempo não pára”.

Era o grito de insatisfação da juventude e, por assim dizer, de toda a sociedade contra os desmandos dos donos do poder verbalizado nos palcos dos shows em Brasil por Cazuza.

Os fatos do momento no Maranhão trouxeram-me a lembrança deste refrão específico: vejo o futuro repetir o passado, vejo um museu de grandes novidades…

Quem conhece a história recente, e não tão recente, tem uma real dimensão da gravidade dos fatos.

O governo estadual, mais uma vez, vê-se acossado por noticias de malfeitos.

Desta vez, uma circular da Policia Militar do estado orientando pesquisas sobre as preferências políticas dos cidadãos e da própria corporação. O propósito, segundo a mesma circular, prevenir possíveis “embaraços eleitorais”.

Trata-se de uma novidade esse tipo de levantamento?

Não. A história registra os milhares de bancos de dados com informações dos cidadãos nos arquivos dos regimes totalitários: no regime nazista, na Alemanha; no facista, na Itália, no comunismo, desde a União Soviética aos seus satélites ao redor do mundo, no passado e atualmente, no caso de Cuba, Coreia do Norte, e seus congêneres.

No Brasil, durante ditadura militar, era comum que se investigasse e fizessem bancos de dados sobre as preferências políticas e eleitorais dos cidadãos, as fichas do DOI-CODE, estão ainda por aí, sendo objeto de pesquisas.

É fato, um dos prazeres de ditadores e seus aprendizes é bisbilhotar a vida dos cidadãos, a saber o que fazem, com quem falam, o que dizem, com quem trepam.

Essa é a busile da questão, o cerne de sua gravidade: temos um governo estadual, em plena democracia, construindo bancos de dados sobre os cidadãos e sobre os seus adversários políticos, reais e imaginários.

Em se tratando de escândalo político no Maranhão essa “confecção” de dados sobre a vida dos cidadãos, faz o caso “Reis Pacheco”, até então, na minha visão, o mais grave – tínhamos um senador da República urdindo um falso crime de assassinato para comprometer um outro senador da República e ganhar as eleições de 1994 – parecer coisa de criança travessa.

No caso “Reis Pacheco” a trama toda se deu na esfera privada. Antiético, criminoso, imoral, mas na esfera privada.

Agora, segundo informa a circular, temos uma situação em que a máquina estatal, pior, a força policial, onde deve se escudar toda a sociedade, desempenhando um papel político eleitoral criminoso.

O governador do estado, Flávio Dino, se disse indignado com tal fato, achando um absurdo que tal situação tenha ocorrido, prometendo, por fim, a punição dos responsáveis. Segundo soube até já baixaram ato de exoneração do coronel que, supostamente, teria assinado a portaria circular encomendando o banco de dados sobre as preferências políticas dos cidadãos.

A negativa do governador de que o subordinado, ao encomendar o banco de dados, não agira por determinação estatal sugere alguns questionamentos.

Como sabemos as polícias em qualquer lugar do mundo, mesmo nas ditaduras, regem-se por princípios basilares dentre quais, os mais importantes são: hierarquia e disciplina.

Daí, questionamos:

Um oficial da policia faria algo tão grave por sua própria conta e risco?

Quem tinha ou tem interesse no serviço sujo?

Quem o encomendou?

Qual o interesse de oficiais da PMMA em pesquisar dados dos cidadãos em todo estado e da corporação para “fins eleitorais”?

Ainda que façamos um enorme esforço fica difícil acreditar que oficiais “burlem” os princípios de hierarquia e disciplina para imiscuir-se em assuntos de cunho político/eleitoral.

Saber as preferências políticas dos cidadãos e mesmo da corporação não é algo que esteja dentro das atribuições das polícias.

Fica mais difícil acreditar na “indignação” do governador e seus auxiliares, quando fazemos um breve retrospecto das informações que se tem do seu governo em relação a supostas perseguição aos seus adversários.

Trata-se de voz corrente no meio político de que o governo possui informações sobre este ou aquele político e por isso mesmo estes terão que ficar onde o governador quiser, sair candidato do seu lado ou não se atravessar no seu caminho.

Será verdade? Não sei. Dizem que sim.

Caso sejam verdadeiros tais boatos, como o governador e os seus têm informações capazes de guiar o comportamento dos políticos?

A resposta é uma só: fazendo uso da estrutra de investigação do estatal.

Mais uma pessoa já insinuou-me que estaria sendo alvo de escutas ou de violação dos dados de comunicação.

Por estas e outras, fica difícil acreditar na “indignação” dos atuais donos do poder. Mais parece uma conveniente desculpa de quem foi apanhado com as calças nas mãos.

Há cerca de dois anos, logo depois da eleições de 2016, choveram denúncias de uso da policia para intimidar eleitores e candidatos no interior do estado, diversos políticos acordaram no dia da eleição com polícia na porta para supostas averiguação de crime eleitoral.

Em Mirinzal chegaram a deter – ou prender -, o prefeito sob a alegação de crime que supostamente teria cometido, contribuindo, pelo que se sabe, para a sua derrota.

Em todo estado, trata-se de quase uma unanimidade, é voz corrente o viés autoritário do atual grupo que se assenhoreou do poder.

Não toleram e não aceitam quaisquer tipos de críticas ou opinião dissonante. Não demonstram qualquer respeito ou apreço pela liberdade de expressão dos cidadãos.

Os exemplos claros disso são os inúmeros processos aos quais respondem blogueiros e jornalistas no Maranhão, atualmente.

E pelo poder, ao que parece, tudo é válido, mesmo o desrespeito às regras comezinhas de democracia, de respeito, gratidão e lealdade.

Assim, não vêem nada demais em terem descartado, como um cão “lazarento”, aquele que foi o responsável por sua existência política, o ex-governador José Reinaldo Tavares. E mais, moverem céus e terras para que não consiga sua eleição ao Senado da República – quando deveriam não medir esforços em sentido contrário.

Acham que está tudo bem quando dão, como deram, um “passa-moleque” no deputado Waldir Maranhão, ridicularizado, nacional e internacionalmente, por tê-los atendidos e revogado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, com a promessa de amor eterno, gratidão perpétua, com título de “guerreiro do povo brasileiro” e vaga na chapa oficial como senador.

Fica difícil acreditar na inocência diante de tão grave imputação, quando testemunhamos um certo exagero no uso da força estatal como fizeram com o ex-prefeito Ribamar Alves e o ex-deputado Paulo Marinho – não discuto a natureza dos supostos crimes que tenham cometido, mas restou claro um certo “prazer” dos donos do poder em fazê-los conhecer a presídio de Pedrinhas a partir da perspectiva interna.

Existem outros casos de “exageros” no uso do poder como se quisessem mostrar quem “manda” ou para compensar outras situações.

A situação é tal que mesmo o mais pacífico dos homens que conheço, Léo Costa – o mundo pode estar ‘pegando’ fogo e ele consegue ver algo de positivo, como aproveitar para comer peixe frito; capaz de enxergar positividade onde os demais só vêm caos; o derradeiro otimista diante do quadro político dantesco do momento –, mesmo ele, não faz muito tempo, surpreendeu-me ao dizer que não ingressaria no PSDB, já sob o comando do senador Roberto Rocha, enquanto o partido tivesse qualquer ligação, por menor que fosse com o governo estadual – acho que as palavras que usou foram mais duras.

O ex-prefeito de Barreirinhas, não disse palavras tão duras apenas devido a “puxada de tapete” das eleições de 2016, quando lhe “tomaram” o partido que fundou e lhe impediram de disputar a reeleição ou pela total falta de apoio que teve do governo estadual – apesar de sempre ter sido um leal companheiro, a ponto, inclusive, de passar o aeroporto do município para o estado –, fê-lo ter percebido, assim como tantos outros, que o poder, para seus atuais detentores, é mais importante que a causa.

Quem poderia imaginar que num governo intitulado da “mudança” fossem ocorrer suicídios, como o do médico Mariano Castro, tendo como questão de fundo escândalos de corrupção?

São coisas assim, o pouco caso e o menosprezo diante de outras, como o caso do empresário de Barra do Corda que morreu após ter sido enjaulado durante um dia inteiro e sob o sol a pino; o caso do suicídio de um delegado que alegou perseguição ou da estudante morta em Balsas, após desastrada operação, e que os familiares até hoje não receberam um pedido formal e público de desculpas, que faz aumentar a descrença e, como soube, faz surgir uma emblemática e imaginária associação de ex-eleitores.

O caso agora revelado – e que nos remete as catacumbas mais horripilantes dos regimes totalitários –, é um crime eleitoral a reclamar uma pronta intervenção do Ministério Público Eleitoral no sentido apurar todas as responsabilidades e identificar os envolvidos.

Inaceitável que, em pleno século 21, tenhamos, sobretudo depois de tudo que passamos, que conviver com coisas desta natureza.

Fichar cidadãos? Tomem tenência meus senhores!

Aguçou-me uma curiosidade: Será que fizeram uma ficha minha? O que tem nela? Posso ter acesso?

Encerro lembrando que no clássico de Cazuza, “O Tempo Não Pára”, antes do verso “vejo o futuro repetindo o passado, vejo um museu de grandes novidades”, vem aquele: “A tua piscina está cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos”…

Até breve!

Abdon Marinho é advogado.

Cresce a pressão para Gleici vencedora do BBB ser deputada pelo PT 6

Militante da juventude e dos direitos humanos, Gleici Damasceno, que venceu o BBB 2018 e pediu ‘Lula livre’ em plena Globo, grupo de comunicação que é um dos pilares do golpe de 2016, poderá disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados neste ano; ela é filiada ao PT e diversas lideranças do partido já procuraram o governador Tião Viana, assim como o senador Jorge Viana (PT-AC), para que Gleici seja lançada nessas eleições; com isso, ela poderá repetir a trajetória do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que também venceu o BBB e se tornou um dos parlamentares mais influentes do País

247 – A Globo, que apoiou o golpe militar de 1964, liderou o golpe contra a presidente Dilma Rousseff e pressionou o Poder Judiciário a colocar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão num processo de exceção pode ter forjado uma nova liderança de esquerda no País. Trata-se da jovem Gleici Damasceno, que venceu a edição de 2018 do BBB e, em plena Globo, pediu ‘Lula livre’.

Militante da juventude e dos direitos humanos, Gleici poderá disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados neste ano. Ela é filiada ao PT e diversas lideranças do partido já procuraram o governador Tião Viana, assim como o senador Jorge Viana (PT-AC), para que Gleici seja lançada nessas eleições. Um dos caciques que defendem essa ideia é o ex-ministro Aloizio Mercadante, que vê em Gleici potencial para que ela se torne líder, no parlamento, das bandeiras da juventude.

Caso dispute as eleições de 2018, Gleici poderá repetir a trajetória do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que também venceu o BBB e se tornou um dos parlamentares mais influentes do País.

O papel dos blogs na oposição ao governo incompetente, autoritário e corrupto de Flávio Dino 24

Há uma causa que une esses blogueiros. Essa causa é livrar o Maranhão de um projeto que prometeu “mudanças” mas que se revelou uma farsa, um embuste!

A oposição política bem que tenta, mas por não conseguir articular uma agenda comum, sobra para os blogs não alinhados ao Palácio dos Leões fazerem os embates contra o governo incompetente, autoritário e corrupto de Flávio Dino (PCdoB).

Não fosse a coragem e determinação de blogs como o do Luis Cardoso, Gilberto Léda, Marco D’Eça, Jorge Aragão, Zeca Soares, Diego Emir, Luis Pablo, Atual 7 (Yuri Almeida), Neto Ferreira, Caio Hostílio, José Linhares, Ricardo Santos, Filipe Mota, Ronaldo Rocha, Mônica AlvesRobert Lobato, entre outros guerreiros da blogosfera da capital do interior, talvez o “avanço do atraso” comunista estivesse em outro patamar de dominação neste estado.

É que há uma causa que une esses blogueiros. Essa causa é livrar o Maranhão de um projeto que prometeu “mudanças”, mas que se revelou uma farsa, um embuste!

Flávio Dino como político é um “impostor”, e o uso das aspas é porque essa opinião não é originalmente minha, mas do ex-deputado Freitas Diniz.

É um dever cívico dos maranhenses de bem derrotar esse governo nas urnas. Além de sucessivos escândalos de corrupção, que já resultou até em morte de ex-gestores, como no caso Mariano de Castro, o governo Flávio Dino é uma tragédia também na gestão.

Não há no nosso estado uma única obra realmente estruturante em curso. É um governo de faz de conta, que no máximo faz o “feijão com arroz”, o que é muito pouco para uma Unidade da Federação que possui enormes potencialidades econômicas, imenso território, uma bacia hidrográfica extraordinária, um litoral dos maiores do país, terras produtivas em todas as regiões e o que é melhor: um povo honesto e trabalhador.

Qual o grande projeto do governo Flávio Dino que não apenas o de perpetuação no poder? Não há projeto de governo, de sociedade e muito menos de Estado!

É nesse contexto de desolação que entra o papel do blogs que fazem o contraponto ao Palácio dos Leões e seus asseclas, incluindo a imprensa alugada.

Sem esses blogs, a oposição política e partidária estaria ainda mais perdida, com algumas lideranças falando isoladamente aqui e ali – basta ver o que acontece na Assembleia Legislativa do Maranhão onde os “egos” são bem maiores do que a unidade necessária para enfrentar o governo.

Enfim, os blogueiros citados acima não estão numa luta inglória. Pelo contrário, estão fazendo o que deve ser feito, inclusive com alguns editores correndo risco de morte, perseguições de todo tipo e intimidações diversas.

Contudo, não passarão aqueles que usam da autoridade para tentar silenciar, intimidar ou mesmo matar adversários, inclusive da imprensa.

Vamos à luta até o fim.

Até enxotar, através do voto, esse (des)governo!

CASO MARIANO DE CASTRO: Carlos Lula pode ser preso? Veja a opinião de um jurista maranhense

O Blog do Robert Lobato procurou saber de um jurista maranhense muito competente e com serviços prestados em várias localidades do país, inclusive em Brasilia, sobre o que pode acontecer de fato com o secretário Carlos Lula (Saúde|) à luz dos escândalos na sua pasta e do suposto suicídio do médico Mariano de Castro e da negativa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a um habeas corpus impetrado pelo secretário, ontem 18.

Sobre a possibilidade de Carlos Lula ser preso a qualquer momento em decorrência do STF lhe ter negado o habeas corpus, o advogado respondeu:

Não , ele apenas pediu para que parassem de investigá-lo . Muita pretensão dele haja vista que já foram comprovados vários atos de corrupção, inclusive com prisões de alguns agentes. Então não tem como ele se blindar , estancando essa investigação pois ela já ganhou corpo . Há farta materialidade e algumas autorias identificadas . Mas de investigado para ser preso ainda há um longo caminho.

O Blog do Robert Lobato quis saber ainda se há possibilidade de vazamento de possível pedido de prisão para a imprensa. No que o jurista devolveu:

Não temos como saber antecipadamente pois geralmente os pedidos cautelares de prisão preventiva são sigilosos . Ninguém sabe além da Polícia Federal , Ministério Público, e a Justiça Federal. Acontece assim pois caso o investigado ou qualquer pessoa tivesse conhecimento antecipado poderia frustrar tanto a prisão, quanto a busca e apreensão. Sem o elemento surpresa (sigilo) o investigado poderia tanto fugir, evitando a prisão , quanto destruir e ocultar as provas frustando a busca e apreensão . Logo , não há como sabermos antes.

O STF negou o habeas corpus a Carlos Lula, segundo o nosso jurista em questão, por ser muito raro o Judiciário trancar um inquérito. Veja:

É muito raro o judiciário trancar um inquérito. Principalmente em instâncias superiores. É como se pensassem: “se não tem nada errado não tem pq ter medo”. Ou seja, investiga , investiga e se não tiver nada errado , ninguém se prejudica”.

E assim Carlos Lula vai levando a vida em meio ao inferno astral que enfrenta.