ESPIONAGEM DO GOVERNO: Há motivos para intervenção no estado do MA? 6

Caso não venha uma intervenção federal, que venham observadores de fora do Maranhão para acompanhar o processo eleitoral por estas terras

Setores da oposição ao governo Flávio Dino (PCdoB) entendem que uma intervenção federal no estado do Maranhão se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos que dão conta do aparelhamento da Polícia Militar para espionar e perseguir adversários políticos.

O fato ganhou repercussão nacional expondo para o país uma faceta até então do conhecimento apenas dos maranhenses, ou seja, que não é de agora que o Palácio dos Leões usa as autoridades policiais para espionar/monitorar opositores.

É verdade que uma intervenção federal poderia dar maior segurança e lisura no processo eleitoral, mas caso não ela não ocorra, é de bom alvitre pelo menos a participação de observadores externos para acompanhar as eleições de 2018 no Maranhão.

A mídia governista, claro, tenta desqualificar uma eventual intervenção com a narrativa fajuta de que se trataria de colocar a polícia de Temer nas ruas maranhenses. Balela!

Uma intervenção seria cirúrgica, apenas na Secretaria de Segurança Pública, que hoje está sob suspeição ampla, geral e irrestrita.

Portanto, há, sim!, razões mais do que necessárias para uma intervenção federal no estado.

E se ela não vier, que venham observadores de fora do Maranhão para acompanhar o processo eleitoral nestas terras.

Caso contrário é possível que tenhamos apenas o governador Flávio Dino como candidato, uma vez que os demais candidatos podem desistir de disputar um pleito marcado pelo medo, pela perseguição e por vícios mais diversos.

É aguardar e conferir.

Os “demônios” de Flávio Dino 18

Tecnicamente o governo Flávio Dino acabou! E acabou de forma mais vexatória possível, com um governador metido moralista, a vestal, sendo comparado a um “Demóstenes Torres”.

Desesperado pelo inferno astral que enfrenta, o governador Flávio Dino (PCdoB) agora tratou de classificar como “demônios” a imprensa e seu adversários políticos.

Endiabrado, Flávio Dino não consegue observar que os tais “demônios”, se existirem, estão abrigados no seu próprio governo, que, ao que tudo indica, foi tomado pelo inferno da corrupção e da incompetência.

A verdade é que esse governo foi consumido pelo enxofre dos quintos dos infernos. Fede à podridão da mentira, demagogia, hipocrisia, populismo e maracutaias de toda forma.

Tecnicamente o governo Flávio Dino acabou! E acabou de forma mais vexatória possível, com um governador metido moralista, a vestal, sendo comparado a um “Demóstenes Torres”.

Não vai ser de admirar se aparecer “presos políticos” no Maranhão por conta do escândalo das espionagens da Polícia Militar ordenadas pelo Palácio dos Leões.

Informações que chegam do ao Blog do Robert Lobato dão conta de que oficiais da PM/MA correm risco de serem presos ou colocados arbitrariamente na reserva.

Enfim, o governador Flávio Dino transformou o estado do Maranhão em um caldeirão desgraçadamente diabólico.

E os demônios estão estão instalados na sede do Governo.

Ou desgoverno, se preferirem.

Igor Lago sobre o governo Flávio Dino: “Uma farsa política e administrativa” 10

O médico Igor Matos Lago, filho do saudoso governador Jackson Lago, publicou um contundente artigo no sua rede social do Facebook onde não poupa críticas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Igor escreveu à luz dos recentes escândalos que o governo comunista está envolto, em particular o suposto uso das Polícia Militar para espionar de adversários políticos no estado.

“Estamos todos atônitos ao tomarmos conhecimento do mais recente escândalo: o da suposta ação de vigilância política de oposicionistas por parte da Polícia Militar. Nas eleições de 2016, esta já teria sido utilizada para coibir as ações eleitorais de adversários políticos do atual governo em, pelo menos, duas cidades do interior”, diz trecho do artigo que o Blog do Robert Lobato reproduz na íntegra. Confira.

MARANHÃO REFÉM

Não são boas as notícias do nosso querido estado. O atual governo não tem conseguido deixar uma marca que o diferencie dos anteriores e, em muitos aspectos, tem obtido um desempenho ainda pior.

É que além de não ter um projeto ou plano de governo, o atual governador tem se revelado um político e administrador autoritário desde o primeiro dia de mandato e com boa parte de suas ações feitas de improviso.

A forma como entrou na política, quando ainda de toga e com a garantia de seu padrinho político (hoje traído!), de cima pra baixo; o exercício do mandato de deputado federal com toda a pompa e circunstância por ter convivido com seus pares jurídicos influentes de Brasília; a postura de sua candidatura ao governo em 2010, na qual não fazia parte o respeito pelos que lutaram de verdade na política por um estado livre e verdadeiramente democrático; e, por fim, a sua fácil vitória em 2014 pelo fato de não ter tido de enfrentar um adversário situacionista à altura do momento, tornou o estado refém de uma lógica oriunda de um exercício de poder semelhante ao dos tempos do vitorinismo.

É frustrante para quem votou e/ou torceu para que este governo fosse a retomada para a transição de uma nova era em nossa história, a da alternância política, já que um outro governo recente que tinha esta expectativa fora interrompido.

Propaganda em demasia e resultados pífios, o estado vive às turras com mais escândalos que assaltam (além da má gestão!) o dinheiro público, inclusive com a perda de vida de um dos envolvidos no da área da saúde, bem como a deterioração da qualidade dos serviços públicos prestados a nossa população.

Agora estamos todos atônitos ao tomarmos conhecimento do mais recente escândalo: o da suposta ação de vigilância política de oposicionistas por parte da Polícia Militar. Nas eleições de 2016, esta já teria sido utilizada para coibir as ações eleitorais de adversários políticos do atual governo em, pelo menos, duas cidades do interior.

Se confirmado será o fato político mais grave que um governo tenha produzido nos últimos anos.

Eis o governo da mudança que revela a real caraterística de seu mandatário: uma farsa política e administrativa!

CONGUARÁS: Isaac Dias Filho pede que Governo faça convênio com municípios

Em reunião realizada em Pinheiro do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional da Baixada Ocidental Floresta do Guarás (Conguarás), o advogado e pré-candidato a deputado estadual Isaac Dias Filho (MDB), falou da importância do Governo do Estado realizar convênio com os municipios, possibilitando a realização de obras de infraestrutura, além de garantir a geração de emprego e renda. Na oportunidade, o pré-candidato a deputado estadual ainda falou do pacto federativo, que é necessário melhorar os repasses as Prefeituras.

O ConGuarás reúne dez municípios maranhenses e na oportunidade do encontro participaram representantes do governo, como o secretário Ednaldo Neves e o deputado federal Weverton Rocha (PDT). Porém, Isaac Dias Filho que já foi vice-prefeito de São Bento, também fez questão de fazer uma fala em defesa do municipalismo.

Isaac Dias Filho é pré-candidato a deputado estadual e tem forte influência na Baixada Maranhense, além de ser um legítimo representante da região que carece de presença na Assembleia Legislativa do Maranhão.

No registro Isaac Dias Filho ao centro aparece com o prefeito Zé Martins prefeito de Bequimão, prefeito de Peri-Mirim Dr. Geraldo e com o prefeito de Apicum Açu Cláudio Cunha, que também é presidente do ConGuarás.

Governador das milícias 12

por Marcos Lobo, via blog Por Mim

Você acreditou nas alegações do governador do Maranhão de que foi um erro, um absurdo, que não sabia, que não concorda com a estratégia adotada pelo comando da PMMA de catalogar/fichar adversários políticos e autoridades? Se sim, pare a leitura do post por aqui e vá ler contos de fada.

Vamos conversar com os descrentes, os desse mundo real, da concretude do que são capazes os camaradas.

Com efeito, a vida/costumes de uma pessoa não se resume a um momento. É preciso buscar a facticidade, a historicidade, a tradição.

Este momento ora vivido pelo governador do Maranhão não pode, não deve e nem é o espelho do que ele, efetivamente, é.

Não obstante, e em contradição ao que eu disse, no caso concreto, é.

Para dizer que é, a primeira assertiva necessária é que, não tivesse vazado o estratagema, não teria havido nenhuma contraordem ou desdizer do governador. Basta atentar para o fato de que o primeiro documento com ordem para o fichamento foi produzido em 06 de abril, ou seja, o fichamento de adversários e autoridades públicas já ocorria por 14 dias quando vazaram alguns documentos.

Aí surge uma primeira indagação: onde estão estes documentos/relatórios já produzidos? Já foram repassados ao comando geral ou ao governador? Quantos foram os fichados?

A segunda assertiva, absolutamente verdadeira, é que essa é uma prática comum do governador do Maranhão, a bastar recuperar o passado de como ele se conduz. Façamos um pequeno apanhado do que ele faz nas eleições:

– utilização de milícia de militares, o denominado “Serviço de Inteligência do 36”, na campanha de prefeito de São Luís no ano de 2012. Para mais informações vejam o que disse, na época, Reinaldo Azevedo (https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/escandalo-no-maranhao-8211-atencao-policia-federal-atencao-tre-atencao-tse-grupo-que-conta-com-o-apoio-do-comunista-flavio-dino-presidente-da-embratur-organiza-uma-milicia-de-militares-em-sao-luis-par/) ou façam busca na internet. Os áudios, vídeos e fotografias são bem reveladores;

– utilização da sede da EMBRATUR para reunião com militares do Maranhão para montar e organizar os “comitês militares” para a campanha de 2014 e, como dito pelo post do Reinaldo Azevedo acima, já imaginado em 2012. Na reunião houve até proposta de mudar a bandeira do Maranhão. Há uma fala de um policial, nessa reunião na Embratur, que bem representada o estratagema: “(…) É claro que a gente fez essa aproximação com o senhor com a maior timidez. Mas nós vamos nos mobilizar. Essa equipe que tá aqui vai se mobilizar para dar apoio para o que for de melhor para nós (…)”;

– utilização de policiais militares e civis para sitiar cidades do Maranhão, nas eleições em 2016, em favor dos seus correligionários.

Como se percebe, há uma perfeita sintonia com o que ora ocorre com o que foi a prática em eleições passadas.

O que é lastimável é que esses fatos nunca foram devidamente punidos e em razão disso, quiçá, tem alimentado a continuidade, impune, das práticas.

Deve ser registrado que além do fichamento de adversários e autoridades (prefeito, juiz, promotor etc.) foi determinado a feitura de um “levantamento eleitoral” de quantidade de eleitores, locais de votação fora da sede, quantidade de seções no município etc, informações estas que, por meios lícitos e para fins lícitos, podem facilmente ser obtidas na Justiça Eleitoral.

A última assertiva a fazer é que o fato concretamente ocorreu, com plena ciência do chefe maior, e, pior, continuará, agora na clandestinidade.

A última indagação é: as autoridades fichadas e os órgãos e poderes a que pertencem irão ficar silenciar também desse vez, já que agora também viraram alvo da milicia?

ESPIONAGEM DOS LEÕES: “Será que fizeram uma ficha minha? O que tem nela? Posso ter acesso?”, questiona advogado 8

O artigo de Abdon Marinho é muito bom para quem deseja entender o que está acontecendo no Maranhão sob Flávio Dino. Um Maranhão que não é mais apenas das incertezas, mas que agora passou, mais do que nunca, a ser um Maranhão do medo.

Em meio à onda de denúncias que corroem por dentro e por fora o governo Flávio Dino (PCdoB), o advogado Abdon Marinho questiona em artigo, no seu blog, se estaria sendo monitorado pelo Palácio dos Leões, se há uma ficha sua e havendo o que há nela e se pode ter acesso à bendita (ou maldita?) ficha.

Os questionamento contidos no artigo de Abdon é uma alusão ao suposto uso, por parte do Governo do Estado, de órgãos policiais, principalmente da Polícia Militar, para monitorar eleitores, candidatos e adversários políticos no interior do estado

Intitulado “O pior do passado ou um novo Reis Pacheco para o Maranhão”, o texto é muito bom para quem deseja entender o que está acontecendo no Maranhão sob Flávio Dino. Um Maranhão que não é mais apenas das incertezas, mas que agora passou, mais do que nunca, ser um Maranhão do medo.

Confira a íntegra do artigo.

“O pior do passado ou um novo Reis Pacheco para o Maranhão”

Por Abdon Marinho.

“Em se tratando de escândalo político no Maranhão essa “confecção” de dados sobre a vida dos cidadãos, faz o caso “Reis Pacheco”, até então, na minha visão, o mais grave – tínhamos um senador da República urdindo um falso crime de assassinato para comprometer um outro senador da República e ganhar as eleições de 1994 – parecer coisa de criança travessa.”

UM dos clássicos da música brasileira que nos embalou nos anos oitenta tinha o refrão: “vejo o futuro repetir o passado, vejo um museu de grandes novidades, o tempo não pára”.

Era o grito de insatisfação da juventude e, por assim dizer, de toda a sociedade contra os desmandos dos donos do poder verbalizado nos palcos dos shows em Brasil por Cazuza.

Os fatos do momento no Maranhão trouxeram-me a lembrança deste refrão específico: vejo o futuro repetir o passado, vejo um museu de grandes novidades…

Quem conhece a história recente, e não tão recente, tem uma real dimensão da gravidade dos fatos.

O governo estadual, mais uma vez, vê-se acossado por noticias de malfeitos.

Desta vez, uma circular da Policia Militar do estado orientando pesquisas sobre as preferências políticas dos cidadãos e da própria corporação. O propósito, segundo a mesma circular, prevenir possíveis “embaraços eleitorais”.

Trata-se de uma novidade esse tipo de levantamento?

Não. A história registra os milhares de bancos de dados com informações dos cidadãos nos arquivos dos regimes totalitários: no regime nazista, na Alemanha; no facista, na Itália, no comunismo, desde a União Soviética aos seus satélites ao redor do mundo, no passado e atualmente, no caso de Cuba, Coreia do Norte, e seus congêneres.

No Brasil, durante ditadura militar, era comum que se investigasse e fizessem bancos de dados sobre as preferências políticas e eleitorais dos cidadãos, as fichas do DOI-CODE, estão ainda por aí, sendo objeto de pesquisas.

É fato, um dos prazeres de ditadores e seus aprendizes é bisbilhotar a vida dos cidadãos, a saber o que fazem, com quem falam, o que dizem, com quem trepam.

Essa é a busile da questão, o cerne de sua gravidade: temos um governo estadual, em plena democracia, construindo bancos de dados sobre os cidadãos e sobre os seus adversários políticos, reais e imaginários.

Em se tratando de escândalo político no Maranhão essa “confecção” de dados sobre a vida dos cidadãos, faz o caso “Reis Pacheco”, até então, na minha visão, o mais grave – tínhamos um senador da República urdindo um falso crime de assassinato para comprometer um outro senador da República e ganhar as eleições de 1994 – parecer coisa de criança travessa.

No caso “Reis Pacheco” a trama toda se deu na esfera privada. Antiético, criminoso, imoral, mas na esfera privada.

Agora, segundo informa a circular, temos uma situação em que a máquina estatal, pior, a força policial, onde deve se escudar toda a sociedade, desempenhando um papel político eleitoral criminoso.

O governador do estado, Flávio Dino, se disse indignado com tal fato, achando um absurdo que tal situação tenha ocorrido, prometendo, por fim, a punição dos responsáveis. Segundo soube até já baixaram ato de exoneração do coronel que, supostamente, teria assinado a portaria circular encomendando o banco de dados sobre as preferências políticas dos cidadãos.

A negativa do governador de que o subordinado, ao encomendar o banco de dados, não agira por determinação estatal sugere alguns questionamentos.

Como sabemos as polícias em qualquer lugar do mundo, mesmo nas ditaduras, regem-se por princípios basilares dentre quais, os mais importantes são: hierarquia e disciplina.

Daí, questionamos:

Um oficial da policia faria algo tão grave por sua própria conta e risco?

Quem tinha ou tem interesse no serviço sujo?

Quem o encomendou?

Qual o interesse de oficiais da PMMA em pesquisar dados dos cidadãos em todo estado e da corporação para “fins eleitorais”?

Ainda que façamos um enorme esforço fica difícil acreditar que oficiais “burlem” os princípios de hierarquia e disciplina para imiscuir-se em assuntos de cunho político/eleitoral.

Saber as preferências políticas dos cidadãos e mesmo da corporação não é algo que esteja dentro das atribuições das polícias.

Fica mais difícil acreditar na “indignação” do governador e seus auxiliares, quando fazemos um breve retrospecto das informações que se tem do seu governo em relação a supostas perseguição aos seus adversários.

Trata-se de voz corrente no meio político de que o governo possui informações sobre este ou aquele político e por isso mesmo estes terão que ficar onde o governador quiser, sair candidato do seu lado ou não se atravessar no seu caminho.

Será verdade? Não sei. Dizem que sim.

Caso sejam verdadeiros tais boatos, como o governador e os seus têm informações capazes de guiar o comportamento dos políticos?

A resposta é uma só: fazendo uso da estrutra de investigação do estatal.

Mais uma pessoa já insinuou-me que estaria sendo alvo de escutas ou de violação dos dados de comunicação.

Por estas e outras, fica difícil acreditar na “indignação” dos atuais donos do poder. Mais parece uma conveniente desculpa de quem foi apanhado com as calças nas mãos.

Há cerca de dois anos, logo depois da eleições de 2016, choveram denúncias de uso da policia para intimidar eleitores e candidatos no interior do estado, diversos políticos acordaram no dia da eleição com polícia na porta para supostas averiguação de crime eleitoral.

Em Mirinzal chegaram a deter – ou prender -, o prefeito sob a alegação de crime que supostamente teria cometido, contribuindo, pelo que se sabe, para a sua derrota.

Em todo estado, trata-se de quase uma unanimidade, é voz corrente o viés autoritário do atual grupo que se assenhoreou do poder.

Não toleram e não aceitam quaisquer tipos de críticas ou opinião dissonante. Não demonstram qualquer respeito ou apreço pela liberdade de expressão dos cidadãos.

Os exemplos claros disso são os inúmeros processos aos quais respondem blogueiros e jornalistas no Maranhão, atualmente.

E pelo poder, ao que parece, tudo é válido, mesmo o desrespeito às regras comezinhas de democracia, de respeito, gratidão e lealdade.

Assim, não vêem nada demais em terem descartado, como um cão “lazarento”, aquele que foi o responsável por sua existência política, o ex-governador José Reinaldo Tavares. E mais, moverem céus e terras para que não consiga sua eleição ao Senado da República – quando deveriam não medir esforços em sentido contrário.

Acham que está tudo bem quando dão, como deram, um “passa-moleque” no deputado Waldir Maranhão, ridicularizado, nacional e internacionalmente, por tê-los atendidos e revogado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, com a promessa de amor eterno, gratidão perpétua, com título de “guerreiro do povo brasileiro” e vaga na chapa oficial como senador.

Fica difícil acreditar na inocência diante de tão grave imputação, quando testemunhamos um certo exagero no uso da força estatal como fizeram com o ex-prefeito Ribamar Alves e o ex-deputado Paulo Marinho – não discuto a natureza dos supostos crimes que tenham cometido, mas restou claro um certo “prazer” dos donos do poder em fazê-los conhecer a presídio de Pedrinhas a partir da perspectiva interna.

Existem outros casos de “exageros” no uso do poder como se quisessem mostrar quem “manda” ou para compensar outras situações.

A situação é tal que mesmo o mais pacífico dos homens que conheço, Léo Costa – o mundo pode estar ‘pegando’ fogo e ele consegue ver algo de positivo, como aproveitar para comer peixe frito; capaz de enxergar positividade onde os demais só vêm caos; o derradeiro otimista diante do quadro político dantesco do momento –, mesmo ele, não faz muito tempo, surpreendeu-me ao dizer que não ingressaria no PSDB, já sob o comando do senador Roberto Rocha, enquanto o partido tivesse qualquer ligação, por menor que fosse com o governo estadual – acho que as palavras que usou foram mais duras.

O ex-prefeito de Barreirinhas, não disse palavras tão duras apenas devido a “puxada de tapete” das eleições de 2016, quando lhe “tomaram” o partido que fundou e lhe impediram de disputar a reeleição ou pela total falta de apoio que teve do governo estadual – apesar de sempre ter sido um leal companheiro, a ponto, inclusive, de passar o aeroporto do município para o estado –, fê-lo ter percebido, assim como tantos outros, que o poder, para seus atuais detentores, é mais importante que a causa.

Quem poderia imaginar que num governo intitulado da “mudança” fossem ocorrer suicídios, como o do médico Mariano Castro, tendo como questão de fundo escândalos de corrupção?

São coisas assim, o pouco caso e o menosprezo diante de outras, como o caso do empresário de Barra do Corda que morreu após ter sido enjaulado durante um dia inteiro e sob o sol a pino; o caso do suicídio de um delegado que alegou perseguição ou da estudante morta em Balsas, após desastrada operação, e que os familiares até hoje não receberam um pedido formal e público de desculpas, que faz aumentar a descrença e, como soube, faz surgir uma emblemática e imaginária associação de ex-eleitores.

O caso agora revelado – e que nos remete as catacumbas mais horripilantes dos regimes totalitários –, é um crime eleitoral a reclamar uma pronta intervenção do Ministério Público Eleitoral no sentido apurar todas as responsabilidades e identificar os envolvidos.

Inaceitável que, em pleno século 21, tenhamos, sobretudo depois de tudo que passamos, que conviver com coisas desta natureza.

Fichar cidadãos? Tomem tenência meus senhores!

Aguçou-me uma curiosidade: Será que fizeram uma ficha minha? O que tem nela? Posso ter acesso?

Encerro lembrando que no clássico de Cazuza, “O Tempo Não Pára”, antes do verso “vejo o futuro repetindo o passado, vejo um museu de grandes novidades”, vem aquele: “A tua piscina está cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos”…

Até breve!

Abdon Marinho é advogado.

EDUARDO BRAIDE: “É grave usar a Polícia Militar como instrumento de perseguição política” 16

O deputado e pré-candidato a governador fez uma contundente crítica ao governo comunista do senhor Flávio Dino

O deputado estadual e pré-candidato a governador Eduardo Braide (PMN) partiu pra cima do governador Flávio Dino (PCdoB).

Por meio da rede social no Facebook, Braide criticou com contundência o que considera perseguição do governo comunista a opositores políticos e denunciou o uso da Polícia Militar do Maranhão como instrumento dessa perseguição.

Na mesma postagem, o deputado afirma que a mudança proposta na campanha de 2014 e anunciada por Flávio Dino no discurso de posse “ficou só na promessa”.

Onde o Governo Flávio Dino quer chegar com tanta perseguição? Que o governador é autoritário, todo Maranhão já sabe. Mas é preciso dar um basta a esse tipo de prática que já beira a insanidade. Um governador deve ter é o controle dos atos de seu governo – que está precisando e muito – e não das ações de seus opositores políticos. O mais grave é usar a Polícia Militar como instrumento nessa perseguição, prática que deveria ter acabado junto com a ditadura. Pra quem afirmou no seu discurso de posse que os leões do palácio nunca mais iriam rugir contra o povo, o que vemos é que a mudança tão falada ficou só na promessa. O povo maranhense merece ser livre de verdade!”, postou o deputado.

De fato é tudo muito grave o que acontece no Maranhão sob o mandarinato de Flávio Dino, ainda mais com a transformação das nossas instituições policiais órgão de dominação política na melhor tradição da “KGB” stalinista.

Mas isso é assunto para outra postagem.

DESESPERO: Palácio dos Leões dá comando para imprensa alugada jogar o cadáver de Mariano no colo de Sarney 6

A tentativa de colocar José Sarney na cena do crime que resultou na morte do ex-operador dos esquemas de corrupção na Secretária de Saúde do senhor Flávio Dino é de uma covardia sem tamanho.

Antes de forma tímida e subliminar, agora o Palácio dos Leões radicalizou e deu o comando para a imprensa alugada jogar, de forma escancarada, o cadáver do médico Mariano de Castro no colo do ex-presidente José Sarney (MDB).

Numa demonstração de mais completo desespero, os Leões criam uma narrativa psicodélica para desviar o foco da verdade sobre a morte de Mariano de Castro. O lance governista do momento é viajar na onda de um “novo Reis Pacheco”, ou seja, requentar um factoide do século passado. Loucura!

O Palácio dos Leões não se dá conta de que agindo assim, além de ridículo acaba por assumir, ainda que de forma oblíqua, que deseja terceirizar uma responsabilidade que é somente sua, posto que o suposto suicídio de Mariano de Castro se deu em consequência das tarefas que lhe foram  incumbidas por agentes do governo Flávio Dino.

Portanto, a tentativa de colocar José Sarney na cena do crime que resultou na morte do ex-operador dos esquemas de corrupção na Secretária de Saúde do senhor Flávio Dino é de uma covardia sem tamanho.

E mostra que o cadáver de Mariano de Castro vai continuar assombrando o Palácio dos Leões por muito tempo ainda.

Haja Rivotril!

Lições do caso Mariano de Castro 16

Tivesse levado a sua vida tranquilamente como médico, o destino poderia ter sido totalmente diferente para Mariano. O mesmo vale para muitos dos envolvidos nesse caso escabroso, incluindo o secretário Carlos Lula, que optou por deixar a atividade jurídica onde tem conhecimento e talento para aventurar-se na gestão pública – Lula nunca mais deixará de ter problemas como a Justiça e queira Deus com Polícia Federal

O caso Mariano de Castro não foi o primeiro e está longe de ser último envolvendo política, corrupção e dinheiro, muito dinheiro.

Muito provavelmente, o médico imaginou que nunca aconteceria com ele tudo o que aconteceu. Quando aceitou a ser operador de diversas maracutaias na área da Saúde do governo Flávio Dino, Mariano deu as costas para a sua profissão e resolveu ganhar dinheiro fácil através de esquemas de milhões de reais.

Ocorre que tudo que chega fácil também vai embora fácil. E se tratando de dinheiro oriundo de corrupção a coisa complica ainda mais, pois “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). O médico Mariano de Castro provou dessa verdade da forma mais trágica possível ao tirar a própria vida.

Tivesse levado a sua vida tranquilamente como médico, o destino poderia ter sido totalmente diferente para Mariano. O mesmo vale para muitos dos envolvidos nesse caso escabroso, incluindo o secretário Carlos Lula que optou por deixar a atividade jurídica, onde tem conhecimento e talento, para aventurar-se na gestão pública – Lula nunca mais deixará de ter problemas como a Justiça e queira Deus não tenha com Polícia Federal.

Com a divulgação póstuma das cartas de autoria de Mariano de Castro é imprevisível saber exatamente onde tudo isso vai dar.

Mais suicídios virão por aí? Assassinatos de pessoas envolvidas poderão ocorrer? Quantas prisões de autoridades públicas deverão ainda ser pedidas? O governo Flávio Dino resistirá aos desdobramentos de tamanho episódio lúgubre?

São questionamentos que surgem a partir do que pode vir por aí com as investigações da Polícia Federal sobre as circunstâncias do suicídio de Mariano de Castro Silva.

O fato é que dá para tirar muitas lições desse caso, principalmente quanto a não cair em tentação de embolsar milhões através de esquemas com o dinheiro público que estão, cada mais, monitorados pelos órgãos policiais, judiciais e de controle.

Mariano “falará” do além-túmulo.

E salve-se quem puder.

CASO MARIANO DE CASTRO: O blogueiro Neto Ferreira prestou um bom serviço aos maranhenses 16

O blogueiro não pode ser responsabilizado pela morte do médico. Responsabilizá-lo seria, além de covarde, uma clara tentativa de desviar a atenção do cerne da questão que é exatamente a culpa exclusiva do governo pelo suposto suicídio de Mariano de Castro

A mídia palaciana, incluindo a blogosfera, vem tentando desqualificar o blogueiro Neto Ferreira desde a publicação da carta de autoria do médico Mariano de Castro em que o ex-operador dos esquemas de corrupção na Secretaria de Estado da Saúde (SES) faz revelações comprometedoras envolvendo agentes públicos do governo Flávio Dino (PCdoB).

Ocorre que o blogueiro, ao contrário da narrativa governista, não cometeu crime algum. O que Neto Ferreira fez foi prestar um bom serviço à sociedade maranhense ao trazer a público o conteúdo da carta de autoria do Mariano de Castro.

O blogueiro não pode ser responsabilizado pela morte do médico. Responsabilizá-lo seria, além de covarde, uma clara tentativa de desviar a atenção do cerne da questão que é exatamente a culpa exclusiva do governo pelo suposto suicídio de Mariano.

A entrada da Polícia Federal para investigar as circunstâncias da morte de Mariano fará com que muita coisa seja esclarecida e os maranhenses, enfim, conhecerão a verdade por trás da morte do médico.

O Blog do Robert Lobato, portanto, hipoteca solidariedade ao colega Neto Ferreira pela forma, repito, covarde com que tem sido tratado por setores da imprensa ligados à “Cova dos Leões”.