VÍDEO: Dr Leonardo Sá vai ao Ministério do Desenvolvimento Regional pedir recuperação da Barragem do Pericumã

O deputado estadual Dr Leonardo Sá (PR), foi recebido nesta terça-feira (19), pelo Ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Na oportunidade, o parlamentar discutiu a questão relacionadas às barragens dos rios Pericumã em Pinheiro e Flores em Joselândia.

Na companhia do deputado federal Josimar de Maranhãzinho (PR) e do deputado estadual Hélio Soares (PR), Dr Leonardo Sá apresentou a extrema necessidade de uma intervenção na barragem do rio Pericumã, antes que ocorra uma tragédia na cidade.

Construída em 1982 pelo DNOCS – a Barragem do Pericumã nunca passou por manutenção e nas últimas semanas uma das comportas acabou rompendo, fazendo com que a água dos campos inundassem alguns bairros da principal cidade da Baixada Maranhense.

O ministro Gustavo Canuto disse que o Governo Federal dará atenção especial as duas barragens, principalmente e com urgência a do rio do Pericumã, por conta da atual situação.

Dr Leonardo Sá agradeceu a atenção do ministro do Desenvolvimento Regional e mostra mais uma vez que está atento as demandas do povo de Pinheiro, e não medirá esforços para garantir o desenvolvimento da cidade

Confira o vídeo com o comentário do parlamentar sobre a agenda no Ministério de Desenvolvimento Regional.

VÍDEO DA TRAGÉDIA ANUNCIADA: Governo Flávio Dino não fez projeto e verba para Barragem Pericumã foi pro beleléu 9

Em janeiro de 2017, chegaram recursos da ordem de R$ 4 milhões para a recuperação da Barragem do Rio Pericumã, emenda do então deputado federal Victor Mendes que foi para a conta do governo do Maranhão, mas por birra ou incompetência, o governador Flávio Dino deixou voltar o dinheiro para Brasília por falta de projeto.

Muito tem se falado sobre as barragens localizadas no estado do Maranhão, principalmente depois de mais uma tragédia em Minas Gerais, desta feita na cidade de Brumadinho, onde houve mais um rompimento de barragem pertencente à mineradora Vale do Rio.

Com o retorno das atividades parlamentares na Assembleia Legislativa do Maranhão, o tema ganhou a pauta na casa com foco na Barragem do Rio Pericumã, localizada na cidade de Pinheiro, na Baixada Maranhense.

Em janeiro de 2017, chegaram recursos da ordem de R$ 4 milhões para a recuperação da Barragem do Rio Pericumã, emenda do então deputado federal Victor Mendes (PSD) que foi para a conta do governo do Maranhão, mas por birra ou incompetência, o governador Flávio Dino deixou voltar o dinheiro para Brasília por falta de projeto.

A seguir o vídeo em que o comunista reconhece a alocação do recurso, fala em fazer o projeto, mas ao final das contas tudo ficou no já conhecido e clássico “gogó”. Confira.

Brumadinho e a barragem do rio Pericumã

Desde 2014, o Fórum em Defesa da Baixada, a revista Maranhão Hoje e o então vice-prefeito de Pinheiro, César Soares, vêm denunciando, reivindicando intervenções imediatas e alertando as autoridades estaduais e federais para a situação de precariedade em que se encontra a barragem do Rio Pericumã.

por Flávio Braga

A barragem do rio Pericumã foi inaugurada em 1982, pelo extinto Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOS), com o escopo de represar a água doce, facilitar a navegação de pequenas embarcações, viabilizar a irrigação da agricultura familiar, possibilitar o abastecimento de pescado, garantir o abastecimento de água potável, controlar a vazão da água, prevenir inundações e evitar a penetração da água salgada sobre o curso do rio e dos campos inundáveis.

Ocorre que a estrutura da barragem foi corroída pela oxidação ao longo do tempo, visto que jamais recebeu qualquer reforma ou mesmo manutenção adequada. Os reparos técnicos indispensáveis não podem continuar sendo negligenciados, sob pena de acontecer uma catástrofe ambiental e humana de consequências drásticas. No último dia 11/02, o cabo de uma das comportas se rompeu e alagou os bairros mais baixos de Pinheiro (Campinho, Matriz, Floresta e Dondona Soares), deixando mais de 100 famílias desabrigadas. A natureza mandou avisar que o sinistro poderia ser muito mais desastroso.

Hodiernamente, a administração da barragem é de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), mas não existe um funcionário sequer do órgão para realizar a manutenção básica da obra. A situação é tão alarmante que os moradores das redondezas é que fazem o serviço de abrir e fechar as comportas da barragem.

Desde 2014, o Fórum em Defesa da Baixada, a revista Maranhão Hoje e o então vice-prefeito de Pinheiro, César Soares, vêm denunciando, reivindicando intervenções imediatas e alertando as autoridades estaduais e federais para a situação de precariedade em que se encontra a barragem do Rio Pericumã.

Em agosto de 2018, o jornal “Cidade de Pinheiro” publicou a seguinte denúncia: “A situação da comporta do rio Pericumã é desastrosa e pode a qualquer momento acontecer uma tragédia e transformar os campos alagados de Pinheiro e região numa área sem nenhuma utilidade nem para o gado, com muito sal. Em janeiro de 2017, chegou um dinheiro (4 milhões) para a recuperação da barragem do rio Pericumã.

Emenda do deputado federal Victor Mendes e que foi para a conta do governo do Maranhão. Por birra, o governador deixou voltar o dinheiro para Brasília. Não fez a reforma e agora corremos o risco de perder a barragem.” Segundo documentação em poder de Victor Mendes, os recursos realmente chegaram a ser empenhados pelo Governo Federal.

Em 2009, a barragem de Algodões (no Piauí), se rompeu provocando uma calamidade que comoveu o País, ceifando vidas, destruindo lavouras e desabrigando centenas de famílias. Os crimes ambientais de Mariana (2015) e Brumadinho (2019) dispensam maiores digressões. Mais uma vez vocalizamos o vaticínio dos baixadeiros: o perigo que ronda a barragem do Pericumã é um risco iminente, inclusive quanto ao aspecto de “tragédia anunciada”.

Tragédia de Brumadinho: o maior acidente de trabalho do país e os limites da indenização

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que 321 mil pessoas morrem por ano no mundo em acidentes de trabalho

Daniel Moreno, Administradores.com

A cada hora que passa a tragédia provocada pelo rompimento de barragens da Vale em Brumadinho (MG) são registradas novas mortes e, assim, deve configurar o maior acidente de trabalho da história do Brasil. Isso porque, até então, o maior acidente registrado no Brasil até então tinha sido o desabamento de um galpão em Belo Horizonte, capital mineira, com o registro de 69 mortos em 1971.

E outra grande tragédia no ambiente de trabalho aconteceu em Paulínia, cidade do interior de São Paulo, na Shell-Basf com a morte de 65 empregados vítimas de agrotóxicos usados pela empresa e que contaminaram o solo, sendo que, nesse mesmo caso mais de mil funcionários também foram afetados.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que 321 mil pessoas morrem por ano no mundo em acidentes de trabalho. O Brasil é o 4º colocado no ranking mundial e o primeiro no continente americano, atrás da China, Índia e Indonésia. O acidente de trabalho é aquele que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

Os números sobre acidente do trabalho no Brasil são preocupantes. De acordo com dados Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), o país registrou cerca de 4,26 milhões de acidentes de trabalho de 2012 até o dia 3 de agosto de 2018. Ou seja, 1 acidente a cada 48 segundos ocorre nos mais diversos setores e ambientes do trabalho brasileiros. Desse total, 15.840 resultaram em mortes, ou seja, uma morte em acidente estimada a cada 3h 38m 43s.

E o desastre de Brumadinho já soma novas vítimas fatais para essa triste estatística. Importante ressaltar que em caso de acidente de trabalho fatal, os herdeiros das vítimas possuem direito a indenizações trabalhistas, que, via de regra, tem os valores arbitrados de acordo com a gravidade, culpabilidade e o poder econômico da empresa.

Contudo, desde 11 de novembro de 2017, com a entrada em vigor da reforma trabalhista, a nova lei passou a limitar as indenizações por danos morais a 50 (cinquenta) vezes o salário da vítima. Isto é, se o trabalhador recebia R$ 1 mil a título de salário, a indenização por danos morais, em tese, não poderá ultrapassar R$ 50 mil.

Esse tipo de indenização tem como objetivo, além de reparar minimamente a dor dos familiares, disciplinar a empresa, ou seja, penalizar o empregador para que tais fatos não se repitam.

A Vale, além de estar avaliada em dezenas de bilhões de reais, é reincidente, o que, se não fosse a reforma trabalhista, certamente levaria as indenizações a um patamar superior este limite imposto pela lei.

O cenário acima ainda pode mudar, pois a Anamatra – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – já ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo a inconstitucionalidade do respectivo teto. A ação, de relatoria do ministro Gilmar Mendes, ainda não possui prazo para ser julgada.

Vale ressaltar, que o teto em questão se aplica apenas aos processos trabalhistas, que certamente serão movidos pelos familiares dos trabalhadores. Eventuais indenizações devidas aos moradores atingidos não se limitam ao respectivo teto. A Vale certamente responderá uma série de processos trabalhistas, cíveis e criminais pelo desastre ocorrido em Brumadinho.

A posição do Judiciário brasileiro deverá ser exemplar neste caso, em todas as esferas. Não podemos mais assistir, inertes, tragédias que devastam nosso meio ambiente e resultam em mortes de centenas de trabalhadores. E a indenização das vítimas e de suas famílias também devem ser um novo norte nos casos de acidentes do trabalho no país.

Daniel Moreno — Advogado especialista em Direito do Trabalho e sócio do escritório Magalhães & Moreno Advogados

Projeto Praia Limpa foi destaque do final de semana com banhistas da Praia do Meio

Ações de sensibilização sobre a limpeza das praias e balneários maranhenses, coleta seletiva do lixo e atividades lúdicas foram realizadas na Praia do Meio como parte do Projeto “Praia Limpa”. Frequentadores, donos de bares e até comerciantes informais da praia aprovaram a iniciativa e aderiram ao projeto, que recebia voluntários à medida em que a equipe de monitores ia passando nas barracas, com o trabalho de sensibilização.

Estudantes de biologia da Universidade Federal do Maranhão executaram, como monitores do projeto, o trabalho de sensibilização e mobilização. Em vários pontos da praia, foram colocadas lixeiras recicláveis para a coleta de lixo e dispositivos em que o cidadão podia adquirir uma sacolinha para carregar o seu lixo. Para os motoristas, foram entregues adesivos sobre o projeto. Entre os estudantes (monitores), a opinião é que o alcance do trabalho pode mudar o cenário das praias de São Luís, se a população entender e aderir ao projeto. A universitária Edênia Coqueiro lembrou sobre a responsabilidade social do cidadão e conclamou o cidadão para iniciativas de rotina: “É importante lembrar que nós somos responsáveis pelos nossos resíduos, então, vamos cuidar, vamos recolher, vamos substituir…porque é importante manter o nosso ambiente limpo”, explicou.

A constatação dos resultados veio, em tempo real, pela reação de quem recebia a abordagem dos monitores do projeto. Para o empresário Ademir Serra, a iniciativa foi importante, inclusive porque contemplou locais adequados para colocar o lixo, como foi o caso das lixeiras. “Se você vê a lixeira, naturalmente você vai utilizá-la, mas, se não vê o local adequado, acaba deixando na praia, o que é um absurdo”, constatou. Já, a estudante de pedagogia Giovana Barraso, que se voluntariou para a atividades, pretende levar a experiência do projeto para a sala de aula: ”É uma experiência motivadora. Abraçar uma causa de preservação, de coleta, é importante para abordar em sala de aula, pois leva à prática”, justificou.

Promovido em uma parceria entre o gabinete do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e o Instituto Cidade Solidária, o projeto contou com a participação de várias outras instituições, entre elas, a CEMAR, que disponibilizou o projeto ECOCEMAR, com atividades lúdicas e infraestrutura, a Universidade Federal do Maranhão, por meio do departamento de biologia e cooperativas de reciclagem de lixo entre outros. O lixo coletado e selecionado foi entregue à COOPRESL (Cooperativa de Reciclagem de São Luís), que trabalha com reciclagem de papel, metal e plástico, e o Núcleo Inhaúma Sustentável, que trabalha com a fabricação de vassouras a partir da utilização de garrafas Pet.

De acordo com o coordenador do projeto “Praia Limpa”, Liviomar Macatrão, o resultado da iniciativa superou as expectativas. Segundo ele, a divulgação nos meios de comunicação e redes sociais trouxe parcerias e voluntários. “A presença de voluntários convocados por meio das redes sociais; os frequentadores da praia, que lendo o material do projeto, se candidataram a participar da coleta seletiva e algumas instituições que nos procuraram evidenciaram o resultado exitoso do projeto, não só do ponto de vista da coleta, mas, principalmente da sensibilização”, constatou Liviomar, que inclusive, celebrou o resultado da pesagem do lixo coletado. Considerando as adversidades de tempo chuvoso do final de semana, os participantes do projeto ainda coletaram quase cem quilos de lixo.

A partir da experiência na Praia do Meio, o “Praia Limpa” tem previsão de acontecer em outras praias da Grande Ilha, mantendo como meta a sensibilização e mobilização, visando a auto sustentabilidade, reaproveitamento dos resíduos a partir da coleta seletiva e a educação ambiental voltada para o cidadão, de forma que insira no seu dia-a-dia a rotina do descarte correto do lixo.

SOS ÁGUAS DO MARANHÃO

O projeto Praia Limpa é mais uma das ações do programa SOS Águas do Maranhão, idealizado pelo senador Roberto Rocha, em parceira com o Instituto Cidade Solidária, que inseriu em pauta estadual a problemática da situação dos rios do Maranhão, que se deterioram gradativamente, devido à poluição e outros danos causados pela ação do homem. O programa atua em diversas frentes e uma delas foi a série de seminários, ocorridos em 2017, “Revitalização dos rios Maranhenses e Suas Nascentes”, concebidos para ampliar a consciência cidadã e fomentar estratégias de enfrentamento do problema. De acordo com Roberto Rocha, o descaso com meio ambiente e as riquezas naturais do Maranhão pode custar caro ao maranhense. “Precisamos ter esse pensamento de preservação das nossas riquezas, senão só daremos falta delas quando não houver mais solução. E a preservação das nossas praias é significativa, não só pelo aspecto social e ambiental, mas também pelo econômico, considerando que o turismo atrai investimentos para a capital e para o estado, daí, a importância do “Praia Limpa””, destacou.

BRUMADINHO: Equipe do Corpo de Bombeiros do Maranhão será deslocada para ajudar na busca de vítimas da tragédia que abalou o Brasil

O Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA) irá ajudar nas buscas das vítimas da tragédia que abalou o Brasil na semana passada ocorrida na cidade mineira de Brumadinho.

Pela rede social do Twitter, o governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou o deslocamento de equipe do Corpo de Bombeiros do Maranhão para ajudar nas buscas das vítimas.

O CBMMA já havia publicado nota de solidariedade aos familiares das vítimas do rompimento da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho, conforme abaixo.

Com essa decisão do governo de enviar equipe do CBMMA a Brumadinho só dignifica ainda mais essa formidável instituição pública que, aliás, no último dia 23 comemorou o aniversário do coronel Célio Roberto, comandante geral do Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Barragem em Brumadinho: as perguntas que ainda não foram respondidas João Fellet

Da BBC News Brasil em São Paulo

Enquanto equipes buscam sobreviventes do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), técnicos começam a se debruçar sobre as causas da tragédia.

Lama que jorrou após rompimento da barragem em Brumadinho (MG) já chegou ao rio Paraopeba

Até a noite de sexta-feira, nove pessoas haviam morrido e mais de 300 estavam desaparecidas após a Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão desabar, provocando uma avalanche de lama que engoliu edificações da Vale e atingiu casas na vizinhança.

O juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Renan Chaves Carreira Machado, a pedido da Advocacia Geral do Estado (AGE), determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das contas da empresa Vale, após o rompimento da barragem. O valor deve ser disponibilizado em uma conta judicial.

A medida, proposta pelo Estado de Minas Gerais e decidida pela Justiça em caráter liminar, busca oferecer “imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências (…) e na redução do prejuízo ambiental”.A decisão determina, ainda, que a empresa apresente, em até 48 horas, “um relatório sobre as ações de amparo às vítimas, adote medidas para evitar a contaminação de nascentes hidrográficas, faça um planejamento de recomposição da área afetada e elabore, de imediato, um plano de controle contra a proliferação de pragas e vetores de doenças diversas”.

A BBC News Brasil ouviu três integrantes de organizações que monitoram a mineração na região e acompanham os desdobramentos do acidente.

Elas listaram perguntas que ainda não foram respondidas pela empresa e por autoridades – e cujas respostas ajudarão a compreender os motivos do desastre e a medir seus impactos.

Por que o sistema de alarme não funcionou?

Segundo Maria Júlia Andrade, que integra o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), moradores de áreas vizinhas à barragem disseram que o sistema de alarme não funcionou no momento do acidente.

A Vale promoveu um treinamento com os moradores da região para casos de acidente, orientando-os sobre como agir e para onde fugir caso ouvissem o alarme. Porém, segundo Andrade, nenhuma sirene foi acionada após o acidente. “É a sirene que desencadeia todos os protocolos de segurança. Se ela não toca, não há protocolo.”

Em entrevista coletiva na sexta, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que o acidente pode ter ocorrido muito bruscamente, sem que o alarme pudesse surtir efeitos.

Outras barragens foram afetadas pelo rompimento?

Após o acidente, bombeiros disseram à imprensa que o rompimento da barragem havia danificado outras duas barragens do mesmo complexo de mineração.

Já o presidente da Vale afirmou que uma única barragem se rompeu e que uma segunda barragem havia transbordado, mas estava com a estrutura intacta.

Representante do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, Katia Visentainer diz que, caso outras barragens tenham sido danificadas, o volume de rejeitos poderá ser ainda maior.

Segundo a Vale, a barragem que rompeu tinha um volume de cerca de 11,7 milhões de metros cúbicos. Em comparação, no acidente da Samarco em Mariana, foram liberados 34 milhões de metros cúbicos de rejeitos.

Não se sabe quais os volumes das outras duas barragens do complexo em Brumadinho.

Até onde a lama chegará?

O presidente da Vale disse que o impacto ambiental do acidente em Brumadinho será menor do que o de Mariana, quando uma avalanche de lama percorreu 633 km de cursos d’água, atingindo 39 municípios em dois Estados – o maior desastre ambiental da história do Brasil.

A lama do desastre em Brumadinho já chegou ao rio Paraopeba, que é um afluente do São Francisco. Este, por sua vez, é o rio mais importante da região Nordeste, responsável pelo abastecimento de dezenas de milhões de pessoas.

Para chegar ao São Francisco, a lama terá de atravessar outras barragens que não estão em sua capacidade máxima e que podem diluí-la, atenuando seus impactos na bacia.

O alcance da lama também poderá ser influenciado pelo clima: caso chova forte nos próximos dias, o volume da lama despejada nos rios poderá aumentar.

Como a barragem teve sua segurança aprovada em relatórios recentes?

Segundo a Vale, a barragem rompida tinha Declarações de Condições de Estabilidade emitidas pela empresa TUV SUD em junho e setembro de 2018. A empresa diz que os documentos atestavam “a segurança física e hidráulica da barragem”.

Porém, especialistas questionam os critérios dessa aprovação. Alessandra Cardoso, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), cita o fato de que a barragem estava sem receber rejeitos há três anos.

“É importante saber se a empresa adota o mesmo rigor de segurança em barragens que estão inativas, em processo de sedimentação.”

Para ela, quando uma mina ou barragem paralisa suas atividades, “a tendência é que a empresa dê menos atenção” aos critérios de segurança.

VÍDEO: Projeto “Praia Limpa” já desperta outros movimentos em defesa das praias de São Luis 2

O Praia Limpa começa a despertar outros atores para uma causa que é mais do que justa e importante, qual seja o zelo pelas nossas belas, mas mal cuidadas praias. 

O projeto Praia Limpa, uma iniciativa A iniciativa integra o projeto “Praia Limpa”, uma das ações do programa SOS Águas do Maranhão, idealizado pelo senador Roberto Rocha, em parceria com o Instituto Cidade Solidária, já está fazendo escola, por assim dizer.

É que paralelamente ao Praia Limpa, surgiu o movimento “Desperta Já”, capitaneado pelo empresário Darci Fontes, que planeja ser candidato a prefeito de São Luis em 2020 pelo Novo, partido do ex-candidato a presidente da República, João Amoêdo.

O importante é que o Praia Limpa começa a despertar outros atores para uma causa que é mais do que justa e importante, qual seja o zelo pelas nossas belas, mas mal cuidadas praias.

Que o poder público também entre nessa saudável “competição” para cuidar da orla da capital maranhense.

Fiquem com o vídeo do projeto Praia Limpa e saiba como participar dessa iniciativa cidadã. Confira.

URBANIZAÇÃO – Osmar Filho participa de assinatura de Ordem de Serviço para benfeitorias na Ilhinha 6

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT), participou, nesta terça-feira (21), da solenidade de assinatura da ordem de serviço para início das obras integrantes do projeto denominado PAC Ponta do São Francisco.

“É um grande investimento de urbanização, que trará não só o embelezamento da área, mas proporcionará, sobretudo, qualidade de vida aos moradores, além de que vai contribuir para o impulsionamento da economia local”, destacou Osmar Filho.

O chefe do legislativo municipal, que viveu parte de sua infância no bairro, assinou o documento como testemunha, afirmou estar feliz com as melhorias e agradeceu ao governador Flávio Dino (PCdoB) por olhar com carinho para a região que tanto precisa de atenção.

O projeto do governo do estado compreende um conjunto de obras de urbanizações com infraestruturas básicas de rede de esgoto sanitário doméstico, drenagem pluvial, rede de abastecimento de água, redes gerais de iluminação e força, estruturais, recuperação e continuidade do talude existente, aterro de áreas sujeitas a alagamentos causados pelo fluxo das marés e construção de equipamentos públicos de apoio à pesca e lazer, em conformidade com seus respectivos projetos urbanísticos e complementares.

Também inclui a criação de estacionamentos, rampas de acesso pesqueiro ao Rio Anil e Bacia de São Marcos, galpão de apoio as comunidades pesqueiras e que estão localizadas ao longo da Avenida Ferreira Goulart.

Na presença do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e de diversas autoridades estaduais e municipais, Flavio Dino lembrou que é uma área de ocupação bastante antiga, que já passou por sucessivas intervenções por parte do Governo Estadual e da Prefeitura e, que a obra é uma complementação desses esforços anteriores.

“Nós sabemos que ainda há muito o que fazer para melhorar a região e este já é um grande avanço, na medida que o investimento de mais de R$ 7 milhões, resultado de uma parceria com o Governo Federal e a Prefeitura de São Luís, vai garantir a urbanização uma parte considerável do bairro.”, afirmou.

O governador lembrou, ainda, que há também na área, já em fase de conclusão, o Residencial José Chagas, empreendimento com 256 apartamentos executado no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), com contrapartida do Governo do Estado, com o objetivo de erradicar famílias que vivem em vulnerabilidade social na localidade.

(Via Hora Extra)

MEIO AMBIENTE: Projeto ‘Praia Limpa’ mobiliza voluntários para ação de limpeza na Praia do Meio em São Luís

Um mutirão de limpeza e coleta seletiva de lixo está programado para acontecer nos próximos dias 26 e 27, na Praia do Meio, uma das mais movimentadas de São Luís. A iniciativa integra o projeto “Praia Limpa”, uma das ações do programa SOS Águas do Maranhão, idealizado pelo senador Roberto Rocha, em parceria com o Instituto Cidade Solidária (ICS). As ações estão previstas para acontecerem em todas as praias da capital maranhense.

Praia Limpa: Mais um projeto em defesa do meio ambiente idealizado pelo senador Roberto Rocha.

Além de realizar a coleta do lixo, o objetivo do projeto, também, é conscientizar e sensibilizar os turistas, frequentadores e trabalhadores do comércio como donos de bares, restaurantes e barracas quanto ao uso do descarte irregular de resíduos sólidos e limpeza do litoral ludovicense.

Durante os dois dias do evento, além da distribuição de panfletos educativos, o Praia Limpa vai contar com lixeiras e sacos de material biodegradável para a coleta de lixo no local. Todos os resíduos sólidos recolhidos serão separados, pesados e doados para cooperativas e oficinas de reciclagem que trabalham com a confecção de artesanatos.

As atividades serão executadas por monitores voluntários do curso de Biologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que conversarão com os banhistas sobre como agir corretamente com o lixo que é gerado nas praias.

Quem quiser se voluntariar para o projeto, a concentração vai ser às 10h, na Praia do Meio. Todos os monitores voluntários irão receber um kit contendo protetor solar, camisa e boné com a identificação da ação.